SlideShare uma empresa Scribd logo
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES
Centro de Ciências Agrárias – CCA
Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal
Fertilidade do Solo

CALAGEM
Eng° Agr° Lindomar de Souza Machado
Eng° Agr° Luan Peroni Venancio
Eng° Agr° Vinícius José Ribeiro

1
 Histórico:
“Operação Tatu” no final da década de 60;
Sucesso da operação: aumento de produtividade e
rentabilidade das lavouras.

2
Rendimento - kg/há
Cultura

Média/estado

Adubo

Adubo +
calcário

Efeito da
calagem (%)

Milho

1.100

5.190

6.560

26

Trigo

900

1.500

2000

33

Soja

1.200

2.500

3.200

28

Forragem

2.000

4.000

12.000

200

Fonte: E. Malavolta. Calagem, Adubação e Produtividade agrícola. Piracicaba, SP.
3
 Histórico:
 Falta de politica efetiva;

 Programas de incentivo a partir de 1975;
 Crescimento da indústria moageira de calcário.

4
 Projeções para 1975:
 Quantidade de hectares cultivados no país
 1,5 toneladas/há
 Durante 3 anos
 60 milhões de toneladas
 Programa Nacional do Calcário Agrícola (PROCAL);

5
 Programa Nacional do Calcário Agrícola (1975-1979);

PROCAL

 Demanda concentrada na Regiões Centro e Sul;

 Problemas:
 Altos preços finais dos produtos;

 Inadequação dos prazos concedidos pelos créditos bancários
para a aquisição e comercialização do calcário;
 Deficiência quanto a difusão do
importância das práticas de correção.

conhecimento

da
6
 Associação brasileira de produtores de calcário
(ABRACAL) e associados;
 Em 1998 foi criado o Plano Nacional de Calcário
Agrícola (PLANACAL);
 Novas áreas de cultivos: solos pobres, ácidos e
erodidos;
 Muitas pesquisas científicas.
7
 Estratégias do PLANACAL:
 Educacional;
 Promocional.
 Impactos do PLANACAL:
 Aumento da produção e da produtividade de grãos;
 Fixação do homem no campo;
 Retorno do Plano de cerca de R$ 2,4 para cada real
investido;
 Efeito na arrecadação de ICMS e de divisas externas (soja,
açúcar, café, frutas, etc.)
8
 Criação do Programa de incentivo ao uso de

corretivos de solos (PROSOLO) em 1998.

 Objetivo: elevar os níveis de produtividade da agricultura
brasileira, mediante a intensificação do uso adequado de
corretivos de solo, proporcionada por uma linha de credito
permanente para financiar a aquisição, frete e aplicação de
corretivos agrícolas (calcário e outros).

9
 Criação do Programa Nacional de Recuperação de

Pastagens Degradas (PROPASTO) em 2001.

 Objetivo: solucionar o problema das pastagens
brasileiras degradadas.

10
 Constatada a grande importância da calagem e
mediante a grande preocupação com as questões
ambientais e recursos hídricos.
 O departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM),
acatou as ponderações e solicitações da secretaria de
Recursos Hídricos (SRH) , do ministério do Meio Ambiente
(MMA), no sentido de aprofundar o estudos sobre o
calcário agrícola.

11
 Universidade Federal do Paraná.

Calcário – Recurso Mineral na Sustentabilidade
Agropecuária e Melhorias dos Recursos Hídricos.
Convênio no 49/2002
Esse estudo avaliou todos os aspectos relativos ao
calcário agrícola no Brasil para então, formular
estratégias relacionados ao uso do calcário.

12
 Calagem;
 Calagem em solos tropicais;
 Neste contexto, a prática da calagem passou a ser
rotina dentro do sistema de produção em várias
regiões agrícolas do Brasil.
 Retorno econômico.

13
 Fundamentação da calagem

H + MX

M + HX

Em que MX é um sal que cede ao solo seu cátion. (CaCO3, MgCO3).
O ânion X tem de ser um ácido fraco para atuar como receptor de
prótons (HCO3).

14
 Princípios da calagem:
1. Efetuar a reação - o cátion (X) do sal deve trocar com H+
Al3+ e outros cátions trocáveis de caráter acido e de
dissociar parte de H.
2. Produto da reação - após a troca, deve-se formar HX.

3. Elemento essencial - M deve ser um nutriente.

15
 Finalidades da pratica de calagem:
 Corrigir a acidez do solo, pela neutralização do H+;
 Fornecimento Ca e Mg;
 Corrigir a toxidez do Al e de Mn por reações de
precipitação desses elementos.

16
 Benefícios da calagem:
 Aumentar a atividade biológica do solo;
 Aumentar a disponibilidade dos nutrientes;
 Aumentar a CTC do solo.

17
18
Benefícios da calagem:
 Diminui a fixação do P;
 Aumentar a eficiência dos fertilizantes;
 Propiciar condições para melhor crescimento do sistema
radicular.

19
Determinação da Necessidade de
Calagem
I.

Método da curva de Incubação com CaCO3;

II.

Método da neutralização da acidez trocável (teor de Al3+ trocável);

III. Métodos da solução-tampão (SMP);
IV. Método do pH e de matéria orgânica do solo;

V.

Método da neutralização da acidez trocável e elevação dos teores
de Ca2+ e Mg2+ trocáveis;

VI. Método da saturação de bases.
20
I. Método da curva de Incubação com CaCO3
Método:
Calcário p.a;
80% da Capacidade de Campo;
Período de Incubação de 45 a 90 dias;
Utilização de doses crescentes de carbonatos para determinar
a curva.

21
I. Método da curva de Incubação com CaCO3

22
23
 DESVANTAGEM:
Superestimação da necessidade de calcário – Mineralização
da MOS intensa durante a incubação;
Erros na determinação do pH em água – Aumento dos sais
solúveis influenciam a força iônica da solução;
Não é prático, é demorado e trabalhoso;
Não considera a produção das plantas
Normalmente utilizado para calibração de outros métodos
(pesquisa)
(Paula et al.,1991)
24
II.

Método da neutralização da acidez trocável

 Critério da neutralização da acidez trocável (Al³⁺), (Cate, 1965).
NC= 1,5 X Al³⁺
 Catani & Alonso(1969) ajustaram o método para que o valores
de pH entre 5,5 e 5,7.
NC=0,08+1,22 Al³⁺

25
II.

Método da neutralização da acidez trocável

 Segundo Alvares V. et al. (1990):
doses definidas por este método não elevam o pH aos
valores esperados;

neutralizar a maior parte do Al trocável;
Insuficiente para corrigir excesso de Mn e deficiências de Ca
e Mg.

26
III.


Método da Solução Tampão (SMP)

pH de uma solução tampão de acetato de amônio 1 molL⁻¹
pH 7 em contato com o solo: solução 1:10 (Brown,1943);

 Woodruff (1948) propôs o uso de uma solução de acetato de
cálcio 0,5 molL⁻¹ e óxido de magnésio a pH 7.

27
III.

Método da Solução Tampão (SMP)

Shoemaker et al. (1961) propôs o uso de solução com maior
poder tampão composta de:
 p-nitrofenol;

 Trietanolamina;
 Cromato de potássio;
 Cloreto de cálcio;
 Acetato de cálcio;

Ajustada a pH 7,5;
 Relação Solo : Água : Planta – 10 : 10 : 5.
28
III.

Método da Solução Tampão (SMP)

29
III.

Método da Solução Tampão (SMP)

30
III.

Método da Solução Tampão (SMP)

VANTAGENS:
 Simplicidade do método, necessitando apenas das
medidas de pHSMP;
 Bom fundamento teórico – Considera o poder tampão
do solo;
Método utilizado nos estados SC e RS.

31
IV.

Método do pH e do teor de matéria orgânica
do solo.

Baseia-se no poder tampão da matéria orgânica;


correlação CTC do solo MO (Defelipo et al.,1982);



pH do solo até 6,0;

NC = 1,6 (6,0 - pH) M.O.

32
IV.

Método do pH e do teor de matéria orgânica
do solo.

Alvares V. (1996) ajustou a formula para os solos de Minas Gerais
utilizados na cultura do café para evitar a superestimação:

NC= 1,87 [ MO (6 – pH)]⁰̕ ⁷³¹¹¹⁸

33
V.

Método de neutralização da acidez trocável e
da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+

 Neste método, a calagem deve ser suficiente para neutralizar o
Al trocável e assegurar teores adequados de Ca e Mg no solo;
 O valor de pH tem interesse secundário;

 Não considera o poder tampão dos solos, não considera as
exigências de cada cultura;

(Mohr,1960; Coleman et al., 1958, Cate, 1965; kamprath,1967, 1970).
34
V.

Método de neutralização da acidez trocável e
da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+

NC= CA +CD
NC= necessidade de calagem;
CA= Correção de acidez até certo valor de m (saturação dor Al³⁺);
CD= correção de deficiência de Ca e Mg.

35
CA = Y [Al3+ - (mt . t/100)]
Al3+ = acidez trocável em cmolc/dm3

mt = máxima saturação por Al3+ tolerada pela cultura, em %
t = CTC efetiva em cmolc/dm3

CD= X – (Ca2+ + Mg2+)
Ca2+ + Mg2+ = Teores de Ca e de Mg trocáveis em, cmolc/dm3

NC = Y [ Al3+ - (mt . t/100)] + [ X – (Ca2+ + Mg2+)]
36
V.

Método de neutralização da acidez trocável e
da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+
Y = Valor variável (tabela)
Valores de Y em função da Argila do solo
Solo
Arenoso

Argila -%
0-15

Y
0,0 a 1,0

Textura média

15 a 35

1,0 a 2,0

Argiloso

35 a 60

2,0 a 3,0

Muito argiloso

60 a 100

3,0 a 4,0
37
V.

Método de neutralização da acidez trocável e
da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+
Valores de Y em função dos valores de P-remanescente
P-remanescente 1/
mg/L
0
5
10
20
30
45

-

5
10
20
30
45
60

Y

4,5
3,5
2,5
1,7
1,0
0,6

-

3,5
2,5
1,7
1,0
0,6
0,0

38
V.

Método de neutralização da acidez trocável e
da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+
Tabela - Valores máximos de saturação por Al3+ tolerado.

Pastagens
Cereais (Milho, Trigo, Arroz )
Leguminosas (Feijão, Soja, Adubos
verdes)

mt ( %)

X Cmolc/dm3

Ve (%)

15-25

2,0

50

20

2,0

50

Hortaliças (Tomate, Repolho, Alho,
Ervilha)

5

3,5

60-70

Café

25

3,5

60

Frutas Tropicais (Mamoeiro, Citros,
Banana, Abacaxi)

5-15

2,0-3,5

60-80
39
VI.

Método da saturação por bases

Catani & Gallo (1955) propuseram a NC com base na relação
entre pH e saturação de bases do solo; Raij (1981) ajustou para a
seguinte formula:

NC =T(Ve – Va)/100
 T = CTC a pH=7,0 = SB + (H +Al) em cmolc/dm3
SB = Soma de Bases = Ca2+ + Mg 2+ + K+ + Na+, cmolc/dm3
Va = Saturação de bases atual do solo = 100 SB/T, em %
Ve = Saturação por bases desejada ou esperada
40
VI.

Método da saturação por bases

A vantagem desse método está na flexibilidade
recomendação da calagem para diferentes culturas.

de

Observar as recomendações para solos:
 Arenosos com CTC < 4 cmol ̜ dcm⁻³
 Superestimação da recomendação;
Argilosos com CTC > 12 cmol ̜ dcm⁻³
Subestimação da recomendação

41
 Os critérios utilizados para recomendação do calcário estão
bem regionalizados no BRASIL.
 Região sul utiliza predominantemente o método de SMP para
atingir pH em água de 5,5; 6,0 ou 6,5.
 Nas parte da regiões Sudeste e Centro Oeste utiliza o método
de saturação de bases variando entre 30 a 70 %, e a outra
parte dessas regiões juntamente com a região Norte e
Nordeste utiliza o critério do Al, Ca e Mg trocáveis.

42
Quantidade de calcário a ser usada
 Precisa Considerar:
1) Que % da superfície será coberta apela calagem;
2) Até que profundidade (cm) será incorporado o calcário (p);
3) PRNT do calcário.

QC = NC x

SC
100

x

P
20

x 100
PRNT

43
Escolha do Corretivo a ser utilizado
OBS: Se a análise de solo acusar níveis médios a baixos de
magnésio, deve-se preferir o calcário magnesiano ou o
dolomítico.
Pelos teores de Mg os calcários podem ser classificados em:
a)

Calcítico – menos de 50 g/kg de MgO

b)

Magnesianos – entre 50 e 120 g/kg de MgO

c)

Dolomíticos – mais de 120 g/kg de MgO

44
Tipos de corretivos
Tipos de Corretivo

Fórmula

Nº Mol/kg

VN (%)

Carbonato de cálcio
Carbonato de magnésio

CaCO3
MgCO3

20,0
23,7

100
119

Hidróxido de Cálcio

Ca (OH)2

27,0

135

Hidróxido de Magnésio
Óxido de Cálcio
Óxido de Magnésio

Mg (OH)2
CaO
MgO

34,3
49,6
23,7

172
248
119

Silicato de cálcio
Silicato de magnésio

CaSiO3
MgSiO3

17,2
19,9

86
100
45
Reações dos corretivos
1 – Carbonatos
Ca²+ +OH- +HCO3

CaCO3 + H2O
H+ + HCO3

H2O +CO2

2- Silicatos
CaSiO3

Ca+2 + SiO3-2

SiO3 –2 + H2O (solo)

HSiO3 + OH-

HSiO3- + H2O (solo)

H2SiO3 + OH –

H2SiO3 + H2O (solo)

H4SiO4

3- Gesso
CaSO4 . 2 H2O

CaSO40

Ca2+ + SO4-2

46
47

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME (2009)
48
Legislação Atual
Para granulometria do calcário:
(Portaria SEFIS N 03 de 12/06/86)
ART. 1º Características físicas mínimas:

 Passar 100% em peneira de 2 mm (ABNT n. 10)
 Passar 70% em peneira de 0,84 mm (ABNT n. 20)
 Passar 50% em peneira de 0,30 mm (ABNT n. 50)
 Tolerância de 5% na peneira de 2 mm (ABNT n. 10)

49
ART. 2° Corretivos passarão a ser comercializados de acordo com suas
característica próprias e com os valores mínimos constantes na
descrição abaixo:
Materiais

PN

SOMA

Corretivos

% CaCO3

% CaO + % MgO

Calcários

67

38

Cal Virgem Agrícola

125

68

Cal Hidratada
Agrícola
Escórias

94

50

60

30

Calc. Calci. Agrícola

80

43

Outros

67

38

50
Art. 3°. Valores mínimos para calcários .
PN = 67%
PRNT = 45%
Art. 4°. Classificação dos calcários:
A) Quanto à concentração de MgO
Calcítico - < 5 dag kg-1
Magnesiano – 5,1 a 12 dag kg-1
Dolomítico - >12 dag kg-1
B) Quanto ao PRNT
Grupo A – PRNT entre 45% e 60%
Grupo B – PRNT entre 60,1% e 75%
Grupo C – PRNT entre 75,1% e 90
Grupo D – PRNT entre superior a 90%

51
 Conteúdo de Ca e Mg
Relação Ca:Mg - 4:1 até 10:1
De acordo com a ABNT

52
TOMADA DE DECISÃO
Tem que se considerar obrigatoriamente:
a) % CaO, %MgO
b) Granulometria
c) PRNT
d) Preço por tonelada efetiva:

= preço por tonelada na propriedade
PRNT(%)
53
CALAGEM E SILICATAGEM EM SOLO
INCUBADO

54
55
56
57
Matéria seca de aveia em área de primeiro ano sob
pastagem degradada. Embrapa Soja/COAMO
Moreira Sales – 09/2005

58
pH do solo 12 meses após a aplicação superficial de calcário
em área de primeiro ano de soja. Embrapa Soja/COAMO
Moreira Sales - 2006

59
pH do solo 12 meses após a aplicação superficial de calcário
em área de primeiro ano de soja. Embrapa Soja/COAMO
Moreira Sales - 2006

60
pH do solo 12 meses após a aplicação superficial de calcário
em área de primeiro ano de soja. Embrapa Soja/COAMO
Moreira Sales - 2006

61
Efeitos da calagem e da adubação no
rendimento de feno de Alfafa (t/ha)

62
Efeitos da calagem (4 t/ha) no rendimento da pastagem consorciada
de gramíneas e leguminosas e na porcentagem de leguminosas ( trevo
branco e cornichão)

A calagem aumentou o rendimento total da pastagem em 60% no primeiro ano e
em 30% no segundo ano.
63
A proporção de leguminosas praticamente dobrou com a calagem nos dois anos.
Efeito da calagem na população de bactérias em
quatro solos do RS

Aumentos de rendimento de pasto de 50% foram obtidos em pesquisas no RS com
a calagem superficial aumenta também a proporção de leguminosas, o que
64
melhora a quantidade da pastagem.
Efeitos da aplicação de calcário no desenvolvimento, no
estado nutricional de na produção de matéria seca de
mudas de maracujazeiro
Prado et al., 2004

65
66
Triticale – Inverno de 2006
Piraí do Sul – PR
Problemas com acidez em condições de déficit hídrico

Sem calcário

Com calcário
em 2003

67
Duvidas?

Obrigado Pela Atenção!

68

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIOMANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
Geagra UFG
 
Coleta e amostragem de solo.
Coleta e amostragem de solo.Coleta e amostragem de solo.
Coleta e amostragem de solo.
Leandro Araujo
 
Nutrição e adubação do milho
Nutrição e adubação do milhoNutrição e adubação do milho
Nutrição e adubação do milho
Geagra UFG
 
Preparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e AplicaçãoPreparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e Aplicação
Geagra UFG
 
Agricultura geral aula 1 de_adubacao
Agricultura geral aula 1 de_adubacaoAgricultura geral aula 1 de_adubacao
Agricultura geral aula 1 de_adubacao
Emanuel Malai
 
Manejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do SoloManejo e Conservação do Solo
Aula 05 matéria orgânica do solo
Aula 05  matéria orgânica do soloAula 05  matéria orgânica do solo
Aula 05 matéria orgânica do solo
Jadson Belem de Moura
 
Adubação de Cobertura e Foliar
Adubação de Cobertura e FoliarAdubação de Cobertura e Foliar
Adubação de Cobertura e Foliar
Geagra UFG
 
Nutrição mineral na cultura do milho
Nutrição mineral na cultura do milhoNutrição mineral na cultura do milho
Nutrição mineral na cultura do milho
Geagra UFG
 
Fertilizantes: Formulação e legislação
Fertilizantes: Formulação e legislaçãoFertilizantes: Formulação e legislação
Fertilizantes: Formulação e legislação
João Neto
 
Preparação do solo, uso de corretivos e tecnologias de aplicação.
Preparação do solo,  uso de corretivos e tecnologias de aplicação.Preparação do solo,  uso de corretivos e tecnologias de aplicação.
Preparação do solo, uso de corretivos e tecnologias de aplicação.
AM Placas Ltda. Placas
 
Fertilidade do solo
Fertilidade do soloFertilidade do solo
Fertilidade do solo
Alfredo Cossa
 
Identificação de plantas daninhas
Identificação de plantas daninhasIdentificação de plantas daninhas
Identificação de plantas daninhas
Geagra UFG
 
Amostragem de Solo
Amostragem de SoloAmostragem de Solo
Amostragem de Solo
Jaque A.
 
Aula 9 fertilidade dos solos
Aula 9   fertilidade dos solosAula 9   fertilidade dos solos
Aula 9 fertilidade dos solos
Jadson Belem de Moura
 
Correção do solo e adubação da soja
Correção do solo e adubação da soja Correção do solo e adubação da soja
Correção do solo e adubação da soja
Geagra UFG
 
Manejo de plantio do algodão.
Manejo de plantio do algodão.Manejo de plantio do algodão.
Manejo de plantio do algodão.
Geagra UFG
 
Nutrição vegetal
Nutrição vegetalNutrição vegetal
Nutrição vegetal
Wilgner Landemberger
 
Tipos fertilizantes npk
Tipos fertilizantes npkTipos fertilizantes npk
Tipos fertilizantes npk
Fernanda de Sousa Fernandes
 
Implantação da Cultura do Feijão
Implantação da Cultura do FeijãoImplantação da Cultura do Feijão
Implantação da Cultura do Feijão
Killer Max
 

Mais procurados (20)

MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIOMANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
MANEJO DO SOLOS EM SISTEMAS DE PLANTIO
 
Coleta e amostragem de solo.
Coleta e amostragem de solo.Coleta e amostragem de solo.
Coleta e amostragem de solo.
 
Nutrição e adubação do milho
Nutrição e adubação do milhoNutrição e adubação do milho
Nutrição e adubação do milho
 
Preparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e AplicaçãoPreparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e Aplicação
 
Agricultura geral aula 1 de_adubacao
Agricultura geral aula 1 de_adubacaoAgricultura geral aula 1 de_adubacao
Agricultura geral aula 1 de_adubacao
 
Manejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do SoloManejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do Solo
 
Aula 05 matéria orgânica do solo
Aula 05  matéria orgânica do soloAula 05  matéria orgânica do solo
Aula 05 matéria orgânica do solo
 
Adubação de Cobertura e Foliar
Adubação de Cobertura e FoliarAdubação de Cobertura e Foliar
Adubação de Cobertura e Foliar
 
Nutrição mineral na cultura do milho
Nutrição mineral na cultura do milhoNutrição mineral na cultura do milho
Nutrição mineral na cultura do milho
 
Fertilizantes: Formulação e legislação
Fertilizantes: Formulação e legislaçãoFertilizantes: Formulação e legislação
Fertilizantes: Formulação e legislação
 
Preparação do solo, uso de corretivos e tecnologias de aplicação.
Preparação do solo,  uso de corretivos e tecnologias de aplicação.Preparação do solo,  uso de corretivos e tecnologias de aplicação.
Preparação do solo, uso de corretivos e tecnologias de aplicação.
 
Fertilidade do solo
Fertilidade do soloFertilidade do solo
Fertilidade do solo
 
Identificação de plantas daninhas
Identificação de plantas daninhasIdentificação de plantas daninhas
Identificação de plantas daninhas
 
Amostragem de Solo
Amostragem de SoloAmostragem de Solo
Amostragem de Solo
 
Aula 9 fertilidade dos solos
Aula 9   fertilidade dos solosAula 9   fertilidade dos solos
Aula 9 fertilidade dos solos
 
Correção do solo e adubação da soja
Correção do solo e adubação da soja Correção do solo e adubação da soja
Correção do solo e adubação da soja
 
Manejo de plantio do algodão.
Manejo de plantio do algodão.Manejo de plantio do algodão.
Manejo de plantio do algodão.
 
Nutrição vegetal
Nutrição vegetalNutrição vegetal
Nutrição vegetal
 
Tipos fertilizantes npk
Tipos fertilizantes npkTipos fertilizantes npk
Tipos fertilizantes npk
 
Implantação da Cultura do Feijão
Implantação da Cultura do FeijãoImplantação da Cultura do Feijão
Implantação da Cultura do Feijão
 

Destaque

Calagem e Gessagem
Calagem e GessagemCalagem e Gessagem
Calagem e Gessagem
brenohsouza
 
Col.agro 15.beneficios do calcario agricola
Col.agro 15.beneficios do calcario agricolaCol.agro 15.beneficios do calcario agricola
Col.agro 15.beneficios do calcario agricola
gastao ney monte braga
 
Calcário
CalcárioCalcário
Calcário
Gonçalo Fernandes
 
Apresentação calcário
Apresentação calcárioApresentação calcário
Apresentação calcário
PublicaTUDO
 
Col.agro 1 calculo da necessidade de calagem
Col.agro 1 calculo da necessidade de calagemCol.agro 1 calculo da necessidade de calagem
Col.agro 1 calculo da necessidade de calagem
gastao ney monte braga
 
Calagem
CalagemCalagem
88334192 testes-de-funcoes-inorganicas
88334192 testes-de-funcoes-inorganicas88334192 testes-de-funcoes-inorganicas
88334192 testes-de-funcoes-inorganicas
Eben Alberto
 
07 materiais ferro fundido
07 materiais ferro fundido07 materiais ferro fundido
07 materiais ferro fundido
DougPabiton
 
Acidez do solo e calagem
Acidez do solo e calagemAcidez do solo e calagem
Acidez do solo e calagem
Junior Carvalho
 
Calcario
CalcarioCalcario
Calcario
Igor Bulhões
 
Col.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mg
Col.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mgCol.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mg
Col.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mg
gastao ney monte braga
 
Potencial hidrogeniônico (p h)
Potencial hidrogeniônico (p h)Potencial hidrogeniônico (p h)
Potencial hidrogeniônico (p h)
Lucas Molinari
 
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundidoProcesso de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
Juan Carlos Garcia Urrutia
 
Tipos de Rochas
Tipos de RochasTipos de Rochas
Tipos de Rochas
Márcia Dutra
 

Destaque (14)

Calagem e Gessagem
Calagem e GessagemCalagem e Gessagem
Calagem e Gessagem
 
Col.agro 15.beneficios do calcario agricola
Col.agro 15.beneficios do calcario agricolaCol.agro 15.beneficios do calcario agricola
Col.agro 15.beneficios do calcario agricola
 
Calcário
CalcárioCalcário
Calcário
 
Apresentação calcário
Apresentação calcárioApresentação calcário
Apresentação calcário
 
Col.agro 1 calculo da necessidade de calagem
Col.agro 1 calculo da necessidade de calagemCol.agro 1 calculo da necessidade de calagem
Col.agro 1 calculo da necessidade de calagem
 
Calagem
CalagemCalagem
Calagem
 
88334192 testes-de-funcoes-inorganicas
88334192 testes-de-funcoes-inorganicas88334192 testes-de-funcoes-inorganicas
88334192 testes-de-funcoes-inorganicas
 
07 materiais ferro fundido
07 materiais ferro fundido07 materiais ferro fundido
07 materiais ferro fundido
 
Acidez do solo e calagem
Acidez do solo e calagemAcidez do solo e calagem
Acidez do solo e calagem
 
Calcario
CalcarioCalcario
Calcario
 
Col.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mg
Col.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mgCol.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mg
Col.agro 13.como manter ou aumentar a relaçao ca.mg
 
Potencial hidrogeniônico (p h)
Potencial hidrogeniônico (p h)Potencial hidrogeniônico (p h)
Potencial hidrogeniônico (p h)
 
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundidoProcesso de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
 
Tipos de Rochas
Tipos de RochasTipos de Rochas
Tipos de Rochas
 

Semelhante a Calagem

Adubação racional econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procafé
Adubação racional  econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procaféAdubação racional  econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procafé
Adubação racional econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procafé
Manejo Da Lavoura Cafeeira
 
Adubacao de pastagens para altos rendimentos
Adubacao de pastagens para altos rendimentosAdubacao de pastagens para altos rendimentos
Adubacao de pastagens para altos rendimentos
JailsonSilvaSousa
 
(2) 01. avaliação da fertilidade do solo fernando freire
(2) 01. avaliação da fertilidade do solo   fernando freire(2) 01. avaliação da fertilidade do solo   fernando freire
(2) 01. avaliação da fertilidade do solo fernando freire
igorjlc
 
cana-de-açúcar
cana-de-açúcarcana-de-açúcar
cana-de-açúcar
Djair Felix
 
Calagem e-gessagem-2012
Calagem e-gessagem-2012Calagem e-gessagem-2012
Calagem e-gessagem-2012
MELICIA GAVAZZA
 
Fertilidade e nutrição na cultura da soja
Fertilidade e nutrição na cultura da sojaFertilidade e nutrição na cultura da soja
Fertilidade e nutrição na cultura da soja
IFRO
 
Práticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdf
Práticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdfPráticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdf
Práticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdf
AnoChesi
 
Correção do solo e adubação na soja
Correção do solo e adubação na sojaCorreção do solo e adubação na soja
Correção do solo e adubação na soja
Geagra UFG
 
geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...
geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...
geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...
Leandro Almeida
 
Palestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRA
Palestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRAPalestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRA
Palestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRA
CETEP, FTC, FASA..
 
Calcario no-solo-20201029124633
Calcario no-solo-20201029124633Calcario no-solo-20201029124633
Calcario no-solo-20201029124633
IFPI - Instituto Federal do Piauí
 
2 seminário - Micronutrientes (1).pptx
2 seminário - Micronutrientes (1).pptx2 seminário - Micronutrientes (1).pptx
2 seminário - Micronutrientes (1).pptx
WandercleysonSilva2
 
Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)
Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)
Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)
Geagra UFG
 
Metais Pesados em Solos de Áreas Recuperadas
Metais Pesados em Solos de Áreas RecuperadasMetais Pesados em Solos de Áreas Recuperadas
Metais Pesados em Solos de Áreas Recuperadas
Fernando Basquiroto de Souza
 
Torta de filtro 1.pdf
Torta de filtro 1.pdfTorta de filtro 1.pdf
Torta de filtro 1.pdf
Erica Dos Anjos
 
13977 72308-1-pb - artigo revista
13977 72308-1-pb - artigo revista13977 72308-1-pb - artigo revista
13977 72308-1-pb - artigo revista
Renata E Rilner
 
P h de solos artigo
P h de solos   artigoP h de solos   artigo
P h de solos artigo
Paulo Oliveira
 
Componentes de producao
Componentes de producaoComponentes de producao
Componentes de producao
Lincon Matheus
 
2 efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...
2   efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...2   efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...
2 efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...
Fulvio Frias
 
Rotacao de culturas 2
Rotacao de culturas 2 Rotacao de culturas 2
Rotacao de culturas 2
mvezzone
 

Semelhante a Calagem (20)

Adubação racional econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procafé
Adubação racional  econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procaféAdubação racional  econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procafé
Adubação racional econômica do cafeeiro josé braz matiello – fundação procafé
 
Adubacao de pastagens para altos rendimentos
Adubacao de pastagens para altos rendimentosAdubacao de pastagens para altos rendimentos
Adubacao de pastagens para altos rendimentos
 
(2) 01. avaliação da fertilidade do solo fernando freire
(2) 01. avaliação da fertilidade do solo   fernando freire(2) 01. avaliação da fertilidade do solo   fernando freire
(2) 01. avaliação da fertilidade do solo fernando freire
 
cana-de-açúcar
cana-de-açúcarcana-de-açúcar
cana-de-açúcar
 
Calagem e-gessagem-2012
Calagem e-gessagem-2012Calagem e-gessagem-2012
Calagem e-gessagem-2012
 
Fertilidade e nutrição na cultura da soja
Fertilidade e nutrição na cultura da sojaFertilidade e nutrição na cultura da soja
Fertilidade e nutrição na cultura da soja
 
Práticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdf
Práticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdfPráticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdf
Práticas agrícolas relacionadas à calagem do solo.pdf
 
Correção do solo e adubação na soja
Correção do solo e adubação na sojaCorreção do solo e adubação na soja
Correção do solo e adubação na soja
 
geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...
geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...
geoestatistica como ferramenta para o manejo sustentavel da fertilizade do so...
 
Palestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRA
Palestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRAPalestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRA
Palestra - análise de solo ÊNFASE EM MORANGO E BANANEIRA
 
Calcario no-solo-20201029124633
Calcario no-solo-20201029124633Calcario no-solo-20201029124633
Calcario no-solo-20201029124633
 
2 seminário - Micronutrientes (1).pptx
2 seminário - Micronutrientes (1).pptx2 seminário - Micronutrientes (1).pptx
2 seminário - Micronutrientes (1).pptx
 
Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)
Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)
Análise de Solo e Recomendação para a cultura do milho (Safrinha)
 
Metais Pesados em Solos de Áreas Recuperadas
Metais Pesados em Solos de Áreas RecuperadasMetais Pesados em Solos de Áreas Recuperadas
Metais Pesados em Solos de Áreas Recuperadas
 
Torta de filtro 1.pdf
Torta de filtro 1.pdfTorta de filtro 1.pdf
Torta de filtro 1.pdf
 
13977 72308-1-pb - artigo revista
13977 72308-1-pb - artigo revista13977 72308-1-pb - artigo revista
13977 72308-1-pb - artigo revista
 
P h de solos artigo
P h de solos   artigoP h de solos   artigo
P h de solos artigo
 
Componentes de producao
Componentes de producaoComponentes de producao
Componentes de producao
 
2 efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...
2   efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...2   efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...
2 efeito do calcário líquido, cal virgem dolomítica e calcário comum na cor...
 
Rotacao de culturas 2
Rotacao de culturas 2 Rotacao de culturas 2
Rotacao de culturas 2
 

Calagem

  • 1. Universidade Federal do Espírito Santo – UFES Centro de Ciências Agrárias – CCA Programa de Pós-graduação em Produção Vegetal Fertilidade do Solo CALAGEM Eng° Agr° Lindomar de Souza Machado Eng° Agr° Luan Peroni Venancio Eng° Agr° Vinícius José Ribeiro 1
  • 2.  Histórico: “Operação Tatu” no final da década de 60; Sucesso da operação: aumento de produtividade e rentabilidade das lavouras. 2
  • 3. Rendimento - kg/há Cultura Média/estado Adubo Adubo + calcário Efeito da calagem (%) Milho 1.100 5.190 6.560 26 Trigo 900 1.500 2000 33 Soja 1.200 2.500 3.200 28 Forragem 2.000 4.000 12.000 200 Fonte: E. Malavolta. Calagem, Adubação e Produtividade agrícola. Piracicaba, SP. 3
  • 4.  Histórico:  Falta de politica efetiva;  Programas de incentivo a partir de 1975;  Crescimento da indústria moageira de calcário. 4
  • 5.  Projeções para 1975:  Quantidade de hectares cultivados no país  1,5 toneladas/há  Durante 3 anos  60 milhões de toneladas  Programa Nacional do Calcário Agrícola (PROCAL); 5
  • 6.  Programa Nacional do Calcário Agrícola (1975-1979); PROCAL  Demanda concentrada na Regiões Centro e Sul;  Problemas:  Altos preços finais dos produtos;  Inadequação dos prazos concedidos pelos créditos bancários para a aquisição e comercialização do calcário;  Deficiência quanto a difusão do importância das práticas de correção. conhecimento da 6
  • 7.  Associação brasileira de produtores de calcário (ABRACAL) e associados;  Em 1998 foi criado o Plano Nacional de Calcário Agrícola (PLANACAL);  Novas áreas de cultivos: solos pobres, ácidos e erodidos;  Muitas pesquisas científicas. 7
  • 8.  Estratégias do PLANACAL:  Educacional;  Promocional.  Impactos do PLANACAL:  Aumento da produção e da produtividade de grãos;  Fixação do homem no campo;  Retorno do Plano de cerca de R$ 2,4 para cada real investido;  Efeito na arrecadação de ICMS e de divisas externas (soja, açúcar, café, frutas, etc.) 8
  • 9.  Criação do Programa de incentivo ao uso de corretivos de solos (PROSOLO) em 1998.  Objetivo: elevar os níveis de produtividade da agricultura brasileira, mediante a intensificação do uso adequado de corretivos de solo, proporcionada por uma linha de credito permanente para financiar a aquisição, frete e aplicação de corretivos agrícolas (calcário e outros). 9
  • 10.  Criação do Programa Nacional de Recuperação de Pastagens Degradas (PROPASTO) em 2001.  Objetivo: solucionar o problema das pastagens brasileiras degradadas. 10
  • 11.  Constatada a grande importância da calagem e mediante a grande preocupação com as questões ambientais e recursos hídricos.  O departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), acatou as ponderações e solicitações da secretaria de Recursos Hídricos (SRH) , do ministério do Meio Ambiente (MMA), no sentido de aprofundar o estudos sobre o calcário agrícola. 11
  • 12.  Universidade Federal do Paraná. Calcário – Recurso Mineral na Sustentabilidade Agropecuária e Melhorias dos Recursos Hídricos. Convênio no 49/2002 Esse estudo avaliou todos os aspectos relativos ao calcário agrícola no Brasil para então, formular estratégias relacionados ao uso do calcário. 12
  • 13.  Calagem;  Calagem em solos tropicais;  Neste contexto, a prática da calagem passou a ser rotina dentro do sistema de produção em várias regiões agrícolas do Brasil.  Retorno econômico. 13
  • 14.  Fundamentação da calagem H + MX M + HX Em que MX é um sal que cede ao solo seu cátion. (CaCO3, MgCO3). O ânion X tem de ser um ácido fraco para atuar como receptor de prótons (HCO3). 14
  • 15.  Princípios da calagem: 1. Efetuar a reação - o cátion (X) do sal deve trocar com H+ Al3+ e outros cátions trocáveis de caráter acido e de dissociar parte de H. 2. Produto da reação - após a troca, deve-se formar HX. 3. Elemento essencial - M deve ser um nutriente. 15
  • 16.  Finalidades da pratica de calagem:  Corrigir a acidez do solo, pela neutralização do H+;  Fornecimento Ca e Mg;  Corrigir a toxidez do Al e de Mn por reações de precipitação desses elementos. 16
  • 17.  Benefícios da calagem:  Aumentar a atividade biológica do solo;  Aumentar a disponibilidade dos nutrientes;  Aumentar a CTC do solo. 17
  • 18. 18
  • 19. Benefícios da calagem:  Diminui a fixação do P;  Aumentar a eficiência dos fertilizantes;  Propiciar condições para melhor crescimento do sistema radicular. 19
  • 20. Determinação da Necessidade de Calagem I. Método da curva de Incubação com CaCO3; II. Método da neutralização da acidez trocável (teor de Al3+ trocável); III. Métodos da solução-tampão (SMP); IV. Método do pH e de matéria orgânica do solo; V. Método da neutralização da acidez trocável e elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+ trocáveis; VI. Método da saturação de bases. 20
  • 21. I. Método da curva de Incubação com CaCO3 Método: Calcário p.a; 80% da Capacidade de Campo; Período de Incubação de 45 a 90 dias; Utilização de doses crescentes de carbonatos para determinar a curva. 21
  • 22. I. Método da curva de Incubação com CaCO3 22
  • 23. 23
  • 24.  DESVANTAGEM: Superestimação da necessidade de calcário – Mineralização da MOS intensa durante a incubação; Erros na determinação do pH em água – Aumento dos sais solúveis influenciam a força iônica da solução; Não é prático, é demorado e trabalhoso; Não considera a produção das plantas Normalmente utilizado para calibração de outros métodos (pesquisa) (Paula et al.,1991) 24
  • 25. II. Método da neutralização da acidez trocável  Critério da neutralização da acidez trocável (Al³⁺), (Cate, 1965). NC= 1,5 X Al³⁺  Catani & Alonso(1969) ajustaram o método para que o valores de pH entre 5,5 e 5,7. NC=0,08+1,22 Al³⁺ 25
  • 26. II. Método da neutralização da acidez trocável  Segundo Alvares V. et al. (1990): doses definidas por este método não elevam o pH aos valores esperados; neutralizar a maior parte do Al trocável; Insuficiente para corrigir excesso de Mn e deficiências de Ca e Mg. 26
  • 27. III.  Método da Solução Tampão (SMP) pH de uma solução tampão de acetato de amônio 1 molL⁻¹ pH 7 em contato com o solo: solução 1:10 (Brown,1943);  Woodruff (1948) propôs o uso de uma solução de acetato de cálcio 0,5 molL⁻¹ e óxido de magnésio a pH 7. 27
  • 28. III. Método da Solução Tampão (SMP) Shoemaker et al. (1961) propôs o uso de solução com maior poder tampão composta de:  p-nitrofenol;  Trietanolamina;  Cromato de potássio;  Cloreto de cálcio;  Acetato de cálcio; Ajustada a pH 7,5;  Relação Solo : Água : Planta – 10 : 10 : 5. 28
  • 29. III. Método da Solução Tampão (SMP) 29
  • 30. III. Método da Solução Tampão (SMP) 30
  • 31. III. Método da Solução Tampão (SMP) VANTAGENS:  Simplicidade do método, necessitando apenas das medidas de pHSMP;  Bom fundamento teórico – Considera o poder tampão do solo; Método utilizado nos estados SC e RS. 31
  • 32. IV. Método do pH e do teor de matéria orgânica do solo. Baseia-se no poder tampão da matéria orgânica;  correlação CTC do solo MO (Defelipo et al.,1982);  pH do solo até 6,0; NC = 1,6 (6,0 - pH) M.O. 32
  • 33. IV. Método do pH e do teor de matéria orgânica do solo. Alvares V. (1996) ajustou a formula para os solos de Minas Gerais utilizados na cultura do café para evitar a superestimação: NC= 1,87 [ MO (6 – pH)]⁰̕ ⁷³¹¹¹⁸ 33
  • 34. V. Método de neutralização da acidez trocável e da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+  Neste método, a calagem deve ser suficiente para neutralizar o Al trocável e assegurar teores adequados de Ca e Mg no solo;  O valor de pH tem interesse secundário;  Não considera o poder tampão dos solos, não considera as exigências de cada cultura; (Mohr,1960; Coleman et al., 1958, Cate, 1965; kamprath,1967, 1970). 34
  • 35. V. Método de neutralização da acidez trocável e da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+ NC= CA +CD NC= necessidade de calagem; CA= Correção de acidez até certo valor de m (saturação dor Al³⁺); CD= correção de deficiência de Ca e Mg. 35
  • 36. CA = Y [Al3+ - (mt . t/100)] Al3+ = acidez trocável em cmolc/dm3 mt = máxima saturação por Al3+ tolerada pela cultura, em % t = CTC efetiva em cmolc/dm3 CD= X – (Ca2+ + Mg2+) Ca2+ + Mg2+ = Teores de Ca e de Mg trocáveis em, cmolc/dm3 NC = Y [ Al3+ - (mt . t/100)] + [ X – (Ca2+ + Mg2+)] 36
  • 37. V. Método de neutralização da acidez trocável e da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+ Y = Valor variável (tabela) Valores de Y em função da Argila do solo Solo Arenoso Argila -% 0-15 Y 0,0 a 1,0 Textura média 15 a 35 1,0 a 2,0 Argiloso 35 a 60 2,0 a 3,0 Muito argiloso 60 a 100 3,0 a 4,0 37
  • 38. V. Método de neutralização da acidez trocável e da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+ Valores de Y em função dos valores de P-remanescente P-remanescente 1/ mg/L 0 5 10 20 30 45 - 5 10 20 30 45 60 Y 4,5 3,5 2,5 1,7 1,0 0,6 - 3,5 2,5 1,7 1,0 0,6 0,0 38
  • 39. V. Método de neutralização da acidez trocável e da elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+ Tabela - Valores máximos de saturação por Al3+ tolerado. Pastagens Cereais (Milho, Trigo, Arroz ) Leguminosas (Feijão, Soja, Adubos verdes) mt ( %) X Cmolc/dm3 Ve (%) 15-25 2,0 50 20 2,0 50 Hortaliças (Tomate, Repolho, Alho, Ervilha) 5 3,5 60-70 Café 25 3,5 60 Frutas Tropicais (Mamoeiro, Citros, Banana, Abacaxi) 5-15 2,0-3,5 60-80 39
  • 40. VI. Método da saturação por bases Catani & Gallo (1955) propuseram a NC com base na relação entre pH e saturação de bases do solo; Raij (1981) ajustou para a seguinte formula: NC =T(Ve – Va)/100  T = CTC a pH=7,0 = SB + (H +Al) em cmolc/dm3 SB = Soma de Bases = Ca2+ + Mg 2+ + K+ + Na+, cmolc/dm3 Va = Saturação de bases atual do solo = 100 SB/T, em % Ve = Saturação por bases desejada ou esperada 40
  • 41. VI. Método da saturação por bases A vantagem desse método está na flexibilidade recomendação da calagem para diferentes culturas. de Observar as recomendações para solos:  Arenosos com CTC < 4 cmol ̜ dcm⁻³  Superestimação da recomendação; Argilosos com CTC > 12 cmol ̜ dcm⁻³ Subestimação da recomendação 41
  • 42.  Os critérios utilizados para recomendação do calcário estão bem regionalizados no BRASIL.  Região sul utiliza predominantemente o método de SMP para atingir pH em água de 5,5; 6,0 ou 6,5.  Nas parte da regiões Sudeste e Centro Oeste utiliza o método de saturação de bases variando entre 30 a 70 %, e a outra parte dessas regiões juntamente com a região Norte e Nordeste utiliza o critério do Al, Ca e Mg trocáveis. 42
  • 43. Quantidade de calcário a ser usada  Precisa Considerar: 1) Que % da superfície será coberta apela calagem; 2) Até que profundidade (cm) será incorporado o calcário (p); 3) PRNT do calcário. QC = NC x SC 100 x P 20 x 100 PRNT 43
  • 44. Escolha do Corretivo a ser utilizado OBS: Se a análise de solo acusar níveis médios a baixos de magnésio, deve-se preferir o calcário magnesiano ou o dolomítico. Pelos teores de Mg os calcários podem ser classificados em: a) Calcítico – menos de 50 g/kg de MgO b) Magnesianos – entre 50 e 120 g/kg de MgO c) Dolomíticos – mais de 120 g/kg de MgO 44
  • 45. Tipos de corretivos Tipos de Corretivo Fórmula Nº Mol/kg VN (%) Carbonato de cálcio Carbonato de magnésio CaCO3 MgCO3 20,0 23,7 100 119 Hidróxido de Cálcio Ca (OH)2 27,0 135 Hidróxido de Magnésio Óxido de Cálcio Óxido de Magnésio Mg (OH)2 CaO MgO 34,3 49,6 23,7 172 248 119 Silicato de cálcio Silicato de magnésio CaSiO3 MgSiO3 17,2 19,9 86 100 45
  • 46. Reações dos corretivos 1 – Carbonatos Ca²+ +OH- +HCO3 CaCO3 + H2O H+ + HCO3 H2O +CO2 2- Silicatos CaSiO3 Ca+2 + SiO3-2 SiO3 –2 + H2O (solo) HSiO3 + OH- HSiO3- + H2O (solo) H2SiO3 + OH – H2SiO3 + H2O (solo) H4SiO4 3- Gesso CaSO4 . 2 H2O CaSO40 Ca2+ + SO4-2 46
  • 47. 47 MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME (2009)
  • 48. 48
  • 49. Legislação Atual Para granulometria do calcário: (Portaria SEFIS N 03 de 12/06/86) ART. 1º Características físicas mínimas:  Passar 100% em peneira de 2 mm (ABNT n. 10)  Passar 70% em peneira de 0,84 mm (ABNT n. 20)  Passar 50% em peneira de 0,30 mm (ABNT n. 50)  Tolerância de 5% na peneira de 2 mm (ABNT n. 10) 49
  • 50. ART. 2° Corretivos passarão a ser comercializados de acordo com suas característica próprias e com os valores mínimos constantes na descrição abaixo: Materiais PN SOMA Corretivos % CaCO3 % CaO + % MgO Calcários 67 38 Cal Virgem Agrícola 125 68 Cal Hidratada Agrícola Escórias 94 50 60 30 Calc. Calci. Agrícola 80 43 Outros 67 38 50
  • 51. Art. 3°. Valores mínimos para calcários . PN = 67% PRNT = 45% Art. 4°. Classificação dos calcários: A) Quanto à concentração de MgO Calcítico - < 5 dag kg-1 Magnesiano – 5,1 a 12 dag kg-1 Dolomítico - >12 dag kg-1 B) Quanto ao PRNT Grupo A – PRNT entre 45% e 60% Grupo B – PRNT entre 60,1% e 75% Grupo C – PRNT entre 75,1% e 90 Grupo D – PRNT entre superior a 90% 51
  • 52.  Conteúdo de Ca e Mg Relação Ca:Mg - 4:1 até 10:1 De acordo com a ABNT 52
  • 53. TOMADA DE DECISÃO Tem que se considerar obrigatoriamente: a) % CaO, %MgO b) Granulometria c) PRNT d) Preço por tonelada efetiva: = preço por tonelada na propriedade PRNT(%) 53
  • 54. CALAGEM E SILICATAGEM EM SOLO INCUBADO 54
  • 55. 55
  • 56. 56
  • 57. 57
  • 58. Matéria seca de aveia em área de primeiro ano sob pastagem degradada. Embrapa Soja/COAMO Moreira Sales – 09/2005 58
  • 59. pH do solo 12 meses após a aplicação superficial de calcário em área de primeiro ano de soja. Embrapa Soja/COAMO Moreira Sales - 2006 59
  • 60. pH do solo 12 meses após a aplicação superficial de calcário em área de primeiro ano de soja. Embrapa Soja/COAMO Moreira Sales - 2006 60
  • 61. pH do solo 12 meses após a aplicação superficial de calcário em área de primeiro ano de soja. Embrapa Soja/COAMO Moreira Sales - 2006 61
  • 62. Efeitos da calagem e da adubação no rendimento de feno de Alfafa (t/ha) 62
  • 63. Efeitos da calagem (4 t/ha) no rendimento da pastagem consorciada de gramíneas e leguminosas e na porcentagem de leguminosas ( trevo branco e cornichão) A calagem aumentou o rendimento total da pastagem em 60% no primeiro ano e em 30% no segundo ano. 63 A proporção de leguminosas praticamente dobrou com a calagem nos dois anos.
  • 64. Efeito da calagem na população de bactérias em quatro solos do RS Aumentos de rendimento de pasto de 50% foram obtidos em pesquisas no RS com a calagem superficial aumenta também a proporção de leguminosas, o que 64 melhora a quantidade da pastagem.
  • 65. Efeitos da aplicação de calcário no desenvolvimento, no estado nutricional de na produção de matéria seca de mudas de maracujazeiro Prado et al., 2004 65
  • 66. 66
  • 67. Triticale – Inverno de 2006 Piraí do Sul – PR Problemas com acidez em condições de déficit hídrico Sem calcário Com calcário em 2003 67