Antibióticos
Prof. Dr. Doughlas Regalin
Introdução
 Antimicrobianos – substâncias químicas
utilizadas para combater organismos
 Podem ser específicos ou Inespecíficos:
◦ Inespecíficos – Atuam em microorganismos em
geral patogênicos ou não
◦ Específicos – Atuam em microorganismos
responsáveis pelas doenças
Introdução
 Antibióticos
 “Substâncias químicas (medicamentos)
produzidos por microorganismos ou seus
equivalentes sintéticos que tem a capacidade
de em pequenas doses de inibir o
crescimento ou destruir organismos
causadores de doenças”
Introdução
 Antibióticos biossintéticos – Obtidos a partir
da cultura de microorganismos, a qual se
acrescentam substâncias químicas
 Antibiótico semissintéticos – obtidos em
laboratórios acrescentando-se radicais
químicos ao núcleo ativo de um antibiótico
isolado
 Sintobióticos – obtidos totalmente em
laboratórios
Introdução
 Tendência de se utilizar o termo
Antimicrobiano para substâncias químicas
que atuem em microorganismos
patogênicos independente de sua síntese
(laboratorial ou por seres vivos)
Introdução
 Uso de antimicrobianos em MV
 Finalidades mais amplas que na medicina
 Tratamento de doenças
 Manejo de instalações melhorando as
condições de sanidade
 Desinfecção de materiais
 Equipamentos em industrias de alimentos
Introdução
 Uso de antimicrobianos em MV
 Uso terapêutico x Uso profilático
◦ Tratamento
◦ Prevenção
 Metafilático x aditivo zootécnico
◦ Animais doentes – trata todo rebanho
◦ Evitar mortes, melhorar desempenho
Atividade dos antimicrobianos
 Atividade bacteriostática
 Inibe a multiplicação da bactéria mas não a
destrói
 Atividade bactericida
 Exerce efeito letal sobre a bactéria
Atividade dos antimicrobianos
 Atividade bacteriostática ou atividade
bactericida podem variar com a dose em
determinados AM
 Doses baixas – bacteriostáticos
◦ Concentração inibitória mínima (CIM)
 Doses altas – bactericida
◦ Concentração bactericida mínima (CBM)
CIM CIM
CBM CBM
Atividade dos antimicrobianos
 Antimicrobianos
 Concentração-dependente X Tempo-
dependentes
 Concentração-dependente,
◦ quanto ↑ a [ ] sérica acima da CIM, ↑ a taxa de
erradicação ( aminoglicosídeos)
 Tempo-dependentes
◦ Fator que mais influencia na eficácia o tempo
que a [ ] plasmática fica acima da CIM
◦ Administração frequente (betalactâmicos)
Classificação
 Subdivididos em 3 categorias considerando
suas atividades sobre:
◦ Bactérias
◦ Fungos
◦ Vírus
 Antibióticos podem ser classificados
segundo vários critérios
 Estrutura química, ação biológica, espectro
de ação e mecanismo de ação
Classificação
 Estrutura química e mecanismo de ação
Fatores determinantes na prescrição
de antibióticos
Agente
etiológico
Paciente
Antimicrobiano
específico
Identificado sempre
que possível ou
presumido pela
clínica
Conhecimento do
mecanismo de ação
Estado geral,
alergias
interações
medicamentosas
Antimicrobiano ideal
 Destruir os organismos
 Amplo espectro de ação
 Exercer atividade em fluidos (pus)
 Não perturbar as defesas do organismo
 Não produzir alergias
 Não favorecer resistência
 Redistribuir-se em [ ] adequadas
 Administração por diferentes vias
 Preço acessível
Causas de insucesso
 Infecções não sensíveis ( vírus ou lesão
agente não infeccioso)
 Erro na escolha do agente ou posologia
 Focos do microbianos encistados ( pus,
tecido necrótico ...)
 Tecidos não atingidos pelos antimicrobianos
 Persistência – sensível mas em fase do ciclo
onde os antibióticos não atuam
 Resistência aos medicamentos ( natural ou
adquirida)
Resistência bacteriana
Associações de antimicrobianos
 Evitar sempre que possível – as vezes é
necessário (deve refletir o conhecimento do
MV)
 Infeções mistas
 Retardar ou evitar resistências * controverso
 Maior efeito terapêutico
 Infecções graves de etiologia desconhecida
 Obtenção de sinergismo
 Pacientes imunodeprimidos
Antimicrobianos em período de
carência
 Animais de produção atenção especial
 Resíduos de Atb em produtos de origem
animal promovendo danos a saúde humana
 Período de carência – Tempo necessário
para que o resíduo de preocupação
toxicológica atinja [ ] seguras
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Sulfas
 Grupo de compostos químicos com amplo
espectro de ação
 Primeiros antimicrobianos eficazes utilizados
por via sistêmica em humanos e animais
 Amplamente utilizadas
 Resistências e posterior renascimento do
trimetropim
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Sulfas - Mecanismo de ação
 Bacteriostáticas em [ ] terapêuticas
◦ em [ ] altas são bactericida (reações adversas)
 Estrutura análoga do ácido PABA,
◦ Substância importante para a formação do DNA
e RNA bacteriano
 Efeito antimetabólito – (inibem a formação
de DNA e RNA bacteriano)
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Sulfas
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Sulfas -Vias de administração
 Oral
 Não são indicadas:
◦ Administração tópica
 Reações alérgicas e retardo na cicatrização
◦ Pus, sangue e produtos de metabolismo
 interferem na eficácia
 Podem ser adm pela via IV (exceção a
sulfadimedina/sulfadimetoxina *instáveis)
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Sulfas - Farmacocinética
 Velocidade de absorção varia entre sp.
◦ Aves > Cães e gatos > suínos e Equinos > Bovinos
 Ligam-se as proteínas plasmáticas (albumina)
 Biotransformação hepática (acetilação e
oxidação) – formação de compostos tóxicos
 Eliminação – filtração glomerular ( <
quantidade pelo suor saliva e leite)
◦ Carência de 4 dias em vacas leiteiras
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Sulfas – Efeitos tóxicos
 Toxicidade aguda
◦ rápida adm IV em altas doses (rara)
 Toxicidade crônica
◦ + comum - cristalúria sulfonamídica
◦ Metabólitos acetilados nos túbulos contorcidos
renais – menos solúveis
◦ Mais solúveis em soluções alcalinas - ↓pH maior
acúmulo
◦ ↓ Micção e DOR
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Procedimentos a realizar em intoxicação:
 Hidratação
 Bicarbonato de sódio
 “Não fazer tratamento maiores que 7 dias”
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Trimetropim
 Descoberta na década de 70
 Revolucionou a uso de sulfas novamente
 Associação com as sulfas
 Di-hidrofolato redutase
◦ mamíferos e bactérias
 Afinidade pela enzima bacteriana de 20.000 –
60.000 vezes maior
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Trimetropim
 Isolado ou Associado
 SINERGISMO com a sulfa (BACTERICIDA)
 “Atuam em etapas diferentes da formação
do ácido tetra-hidrofólico”
 Com associação menor incidência de
resistência
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Trimetropim
 Atua inibindo a enzima dihidrofolato-
redutase
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Trimetropim
 Em MV associação com a sulfadiazina e
sulfadoxina
 Como associar??
 USOS
 Bactérias G+ e G-
 Infecções dos sistemas Urinário,
Respiratório e Digestório
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Quinolonas
 Grande aplicação em Medicina e MV
 1° geração – ácido nalidíxico
 2° geração* fluorquinolonas (enrofloxacina –
orbifloxacina – ciprofloxacina – ofloxacino)
 3° geração (levofloxacina – moxifloxacina)
 4° geração – trovafloxacina (risco de
necrose hepática
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Quinolonas – Mecanismo de ação
 Bactericidas – inibição da DNA girase
◦ DNA girases – catalisam a direção e extensão do
espiralamento das cadeias de DNA
 Quinolonas se ligam a esta enzima e inibem
a DNA girase, impedindo o enrolamento da
hélice
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Quinolonas – Mecanismo de ação
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Quinolonas – Efeitos tóxicos
 Danos na cartilagem auricular de cães jovens
e potros
 Relatos de teratogenia
 Cristalúria em animais com urina alcalina
◦ Hidratação e acidificação em tratamentos longos
 Degeneração da retina em felinos (↑ doses)
 Cães tratamento 3 meses:
◦ ↓ da espermatogênese
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Quinolonas – USOS
 1° geração
 Uso limitado – Ação contra E. coli, proteus sp. e
pseudomonas
 2° geração
 G+, G- , mycoplasma e clamídia, sthaphylococcus
e bacilos G-
 Patógenos intracelulares brucela e mycoplasma
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Quinolonas – USOS
 Enrofloxacina, norfloxacina e ciprofloxacina
são as fluorquinolonas mais utilizadas
 Utilizados em infecções:
 Urinário, prostatites GE bacteriana,
pneumonia, otites ...
 Quinolonas de 2° geração - ↓ resistência
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Derivados nitrofurânicos
 Grupo de quimioterápicos com amplo
espectro de ação, G+, G-, alguns
protozoários e fungos
 Raramente casos de resistência
 Efeitos tóxicos em utilizações sistêmicas
◦ Anemias
◦ Trombocitopenias
◦ ↑ tempo de sangramento
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Derivados nitrofurânicos
 Mecanismo de ação
 Não totalmente esclarecidos
 Formação de compostos intermediários por
flavoproteínas causando danos ao DNA
bacteriano
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Derivados nitrofurânicos
 Nitrofurazona, nitrofurantoína e
furazolidona
 Nitrofurazona - furacin® - uso tópico,
bastante utilizado no tratamento de
queimaduras enxertos, metrites e mastite
bovina.
 Raros efeitos adversos , algumas dermatites
de contato
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Metronidazol
 Flagyl® Stomorgyl®
 Estrutura semelhante aos nitrofurânicos
 Mecanismo de ação: semelhante aos
nitrofurânicos
 Administração pela Via oral e intravenosa
 ↑ distribuição – passa BHE e placentária
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Metronidazol
 Efeitos colaterais raros - ataxia e convulsão
 Usos:
 Bactérias anaeróbicas, clostridium,
fusobacterium, peptococcus e
peptostreptococcus
 Protozoários – Trichomonas, Giardia e
entamoeba histolytica
Sulfas, quinolonas e outros
quimioterápicos
 Metronidazol - Stomorgyl ®
Betalactâmicos
 Classe de antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Penicilinas e Cefalosporinas são
polipeptídios que contém anel lactâmico
Betalactâmicos
 Parede celular
 “Estrutura que recobre a membrana
citoplasmática bacteriana”
◦ Função de proteção, manutenção e sustentação
da forma
 Meio intracelular bacteriano é hiperosmolar
(supressão da síntese da parede leva a
destruição da bactéria = bactericidas)
Betalactâmicos
 Parede celular
 Constituída de peptipeptidoglicano
 Composição e estrutura da parede celular
determinam o comportamento da célula
bacteriana frente à coloração de Gram
Betalactâmicos
 Parede celular
 Sintetizada em 4 etapas
 1° Síntese dos precursores dos
peptideoglicanos e união
◦ uridina difosfato (UDP) do ácido N-acetilmurâmico
e
◦ UDP-N-acetilglicosamina
 2°Transferidos a um transportador da
membrana citoplasmática da bactéria
Betalactâmicos
 Parede celular
 3° Polimerização dos dissacarídeos em
cadeias lineares no exterior da membrana
 4° Etapa – clivagem da D-alanina terminal
das cadeias peptídicas pelas transpeptidases –
proporcionando estabilidade e rigidez
Betalactâmicos
 Síntese da parede celular
Betalactâmicos
 Penicilinas e cefalosporinas
 Interferem na última etapa da produção da
parede celular
 Agem em transpeptidases
(carboxipeptidases e outras) – impedindo
as ligações cruzadas entre os glicopeptidios
“AGEM EM PAREDE CELULAR EM
FORMAÇÃO, NÃO TENDO EFEITO EM
PAREDE JÁ FORMADA”
Betalactâmicos
 São antibióticos tempo dependentes
◦ Tempo que a [ ] plasmática fica ↑ da CIM
◦ Respeitar intervalo corretamente
 Resistência aos betalactâmicos
◦ Betalactamases,
◦ Redução da penetração através da camada externa
da parede celular
◦ Dificuldade do betalactâmico em atingir a proteína
Betalactâmicos
 Resistência aos betalactâmicos
 Betalactamases – mecanismo mais importante
– inativação do anel betalactâmico
◦ Especificas a penicilinas
◦ Especificas a cefalosporinas
◦ Inespecíficas
Betalactâmicos
 Penicilinas
 1928 Fleming – contaminação de cultura de
estafilococos com fungos
 Classificação
◦ Penicilinas Naturais
◦ PenicilinaV
◦ Penicilinas resistente a betalactamases
◦ Penicilinas de largo espectro de ação
◦ Penicilina antipseudomonas
Penicilinas
 Penicilinas naturais (K, F, G e X)
 Penicilina G única utilizada em terapêutica
 Inativada pelo pH gástrico – sendo
administrada exclusivamente por via
parenteral (IV* ( algumas) , IM ou SC)
 Ácido hidrolisa a cadeia
lateral amídica e abre o anel
betalactâmico
Penicilinas
 Penicilina G
 Formas
 Cristalina sódica e potássica
◦ IM – latência 30 min/ duração 4 – 6 horas
 Procaína
◦ IM – latência 1-3 horas/duração 12 – 24 horas
 Benzatínica
◦ Latência de 8 horas / duração 48 hs (30 dias*)
Penicilinas
 Penicilina G
 Formulações com 3 (cristalina + procaína e
benzatínica)
 Agem rápido e duram mais tempo
 SEMPRE fazer cálculo sobre dose da
benzatínica
 Penicilinas - doses em UI
 Ex. Penicilina benzatínica 20.000 - 40.000
UI/Kg
- Exemplo
PentabióticoVeterinário Reforçado
- Penicilina G-benzatina: 3.000.000 UI
- Penicilina G-potássica: 1.500.000 UI
- Penicilina G-procaína: 1.500.000 UI
- Estreptomicina: 1250 mg
- Diidroestreptomicina: 1250 mg
Volume final: 25 ml
Exemplo
Cão 10 kg
Pen. G-benzatina: 10 x 24.000= 240.000 UI
25 ml = 3.000.000 UI
1 ml = 120.000 UI
240.000 UI = 2,0 ml cada 48 - 72 horas, IM
Pen. G-procaína: 10 x 20.000= 200.000 UI
25 ml = 1.500.000 UI
1 ml = 60.000 UI
400.000 UI = 3,3 ml, IM, s.i.d
Penicilinas
Penicilinas
 Penicilina G
 Se difundem pelo líquido extracelular e se
distribuem por vários tecidos
 Taxa de ligação as pp – 60%
 Não são biotransformadas
 Eliminadas pelos rins (probenecida inibe)
Penicilinas
 Penicilina G
 Espectro de ação – bactérias G+
 Estreptococcus,
 estafilococos S/ penicilase,
 Actinomyces sp.,
 Listeria monocytogenes,
 clostridium, etc.
Penicilinas
 PenicilinaV
 Fenoximetilpenicilnas
 Obtidas da fermentação do fungo penicillium
acrescentando ácido fenoxiacético
 Espectro de ação semelhante no entanto
pode ser administrado pela via oral
 Eliminação quase completa após 6 h
Penicilinas
 Penicilinas resistentes a penicilinases
 Atuam em Staphylococcus aureus
produtores de penicilinase
 Utilizadas principalmente para o tratamento
de mastite estafilocócica bovina
 Oxacilina – estável em pH ácido
biotransformados parcialmente no fígado e
eliminadas por via renal
 Níveis plasmáticos mantidos por 4 -6 h
Penicilinas
 Penicilinas de largo espectro de ação
 Semissintéticas – surgiram da necessidade de
medicamentos mais eficientes
 Todas são sensíveis a betalactamases
(associação ao ac. Clavulânico, sulbactam)
 Aminopenicilinas
◦ Ampicilina e amoxicilina
 Amidopenicilinas
◦ Mecilinam
Penicilinas
 Penicilinas de largo espectro de ação
 Ampicilina
 Ativa contra G+, G- e grande número de
bacilos G-
 Ácido estável sendo bem absorvida pela
via oral – adm por via parenteral (IM e IV)
Penicilinas
 Penicilinas de largo espectro de ação
 Amoxicilina
 Espectro e ação semelhante a ampicilina
 Absorção no TGI é mais efetiva
 Associada muitas vezes ao ácido clavulânico
Penicilinas
 Penicilinas antipseudomonas
 Necessidade de ação contra Pseudomonas
aeruginosa e Proteus
 Ex. Carbenicilina
 Degradada pelo suco gástrico e pouco
absorvida peloTGI
 Uso parenteral
 Sem muita importância em MV
Penicilinas
 Toxicidade e efeitos adversos
 Muito pouco tóxicos
 Atuam em estruturas que não existem nas
células dos animais
 Maior problema – reações alérgicas
 Mais importante em seres humanos
 Lesões cutâneas – choque anafilático
 Já relatadas em cães, bovinos e equinos
Penicilinas
Cefalosporinas
 Origem: Cephaloporium acremonium
 Apresentam maior atividade em geral
contra bactérias gram-negativas em
comparação com os compostos do tipo da
penicilina G
Cefalosporinas
 Classificados em gerações
◦ Segundo características e ordem de síntese
 Novas cefalosporinas estão sendo
sintetizadas visando aumentar o grupo de
ação
Cefalosporinas
Cefalosporinas
 Cefalosporinas de 1° geração
 Espectro + estreito
◦ Cocos G+ e algumas cepas de estafilococos,
estreptococos, Escherichia coli, Klebsiella
pneumoniae e Proteus
◦ profilático na maioria das cirurgias IV
Cefalosporinas
 Cefalosporinas de 2° geração
 Espectro semelhante as cefalosporinas de
primeira geração
 No entanto um pouco mais ativas contra
bactérias gram-negativas
Cefalosporinas
 Cefalosporinas de 3 e 4° geração
 Grupo mais eficaz contra G- do trato
gastrintestinal e respiratório.
 + potentes contra as Enterobacteriaceae
 São menos ativas contra cocos G+ do que
as cefalosporinas de 1° e 2° gerações
 incluindo as cepas produtoras de beta-
lactamases
Cefalosporinas
 Cefalosporinas de 3°
 Cefovecina (Convenia®)
 Infecções de pele, tecidos moles e trato
urinário
 Dose única 14 dias (alta ligação com as
proteínas plasmáticas)
 Vantagens x desvantagens
Cefalosporinas
 Efeitos colaterais semelhantes aos efeitos
observados com as penicilinas
 Alergias, (reações cutâneas e até anafiláticas)
 Mais comum em humanos
Outros betalactâmicos
 Desenvolvimento contínuo de antibióticos
betalactâmicos
 Inibidores de betalactamases
◦ Produção de enzimas betalactamases pelos
microorganismos é o mecanismo mais frequente de
resistência
◦ Produzidas por G+ e G-
◦ Uso com o intuito de inativar ou inibir a produção
de betalactâmicos
◦ Tem sido associados a penicilinas e cefalosporinas de
amplo espectro
Outros betalactâmicos
 Ácido clavulânico
 Atividade antimicrobiana desprezível
 Possui um anel betalactâmico
 Efeito sinérgico do ácido clavulânico
associado às penicilinas sensíveis a
lactamases como ampicilina e amoxicilinas
 Propriedades farmacocinéticas semelhantes
a amoxicilina
 1Ácido clavulânico : 4 Amoxicilina
Outros betalactâmicos
 Sulbactam
 Ação semelhante a do ácido clavulânico
 Propriedades farmacocinéticas semelhantes a
ampicilina
 Absorvido pobremente pelaVO
 Ligação éster com a ampicilina permitiu
composto absorvido porVO ( liberados os
dois noTGI)
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Bacitracina
 Produzida pelo baccillus linchenformis
 Espectro de ação : G+ ( pouco ativo com G-)
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Bacitracina
 Mecanismo de ação:
 Age inibindo a formação da Parede por
desforsforilação de um pirofosfato lipídico
(undecaprenolfosfato)
 Sem este transportador, não ocorre a
síntese da parede
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Bacitracina
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Bacitracina
 Não é absorvida por via oral
 Causa nefrotoxicidade por via IV
 SOMENTE por via Tópica
 Especialidades farmacêuticas de uso tópico
associadas com a neomicina e polimixina B
(G-)
 Especialidade utilizada como promotores de
crescimento para aves, suínos e bovinos
(prevenção de enterites clostridium)
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Glicopeptídeos
 Vancomicina, teicoplanina e avoparcina
 NÃO SÃO ATB de 1° ESCOLHA
◦ Utilizados no tratamento de infecções graves
 Ação em bactérias G+ ( particularmente
cocos)
 Interferem na síntese da parede celular
 Inibem a trasnspeptidação pela ligação com
a D-alanina D-alanina
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Glicopeptídeos
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Glicopeptídeos -Vancomicina
 Isolada em 1956
 Streptomyces orientalis
 Esquecido em 60 -70 ( betalactâmicos)
◦ Uso após posterior aparecimento de
estafilococos e enterococos resistentes aos
betalactâmicos
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Glicopeptídeos -Vancomicina
 Efeito bactericida na maioria dos cocos e
bacteriostático sobre bacilos G+
 Não tem ação contra maioria de bactérias
G-
 Como tem ação contra staphylococcus
resistentes a meticilina e Enterococcus
resistentes aos betalactâmicos são
utilizados nestes casos
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Glicopeptídeos -Vancomicina
 Atividade considerada tempo dependente
 Rara resistência
◦ Relativa resistência com enterococcus
◦ Uso ampliado em Medicina e MV e uso de
avoparcina (promotor de crescimento – proibido no
Brasil)
 Vancomicina não é absorvida pelaVO, irritação
IM somente adm pela IV – diluida em NaCl
0.9% ou sol. glicosada
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Glicopeptídeos -Vancomicina
 Pouca informação sobre efeitos tóxicos em
Animais
 Irritação IM
 Em humanos
◦ Casos descritos – tromboflebite, nefro e
neurotoxicidade – doses altas/pacientes
nefropatas
Antibióticos que interferem na
síntese da parede celular
 Fosfomicina
 Antibiótico originado de streptomyces
fradiae – atualmente obtido em laboratório
 Ativo contra bactérias G+ e G- de maneira
variável (ativo contra E. coli e resistente a
pseudomonas aeruginosa)
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Fosfomicina - Mecanismo de ação
 Interfere na primeira etapa da síntese da
parede celular
 Bloqueio da enzima enolpiruvato transferase
(ao se ligar de maneira covalente ao sítio
ativo) impedindo a adição do composto
fosfoenolpiruvato à UDP-N-
acetilglicosamina
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Fosfomicina - Mecanismo de ação
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Fosfomicina
 Resistência pouco comum – não existem
citações de resistências cruzadas com outros
antibióticos
◦ ADM porVO e parenteral - Boa distribuição
 Aparentemente desprovida de efeitos
tóxicos
 Pouco utilizada em MV – opção para
infecções causadas por estafilococos e
bacilos G-
Antibióticos que interferem na síntese
da parede celular
 Fosfomicina
 Utilizados em humanos em infecções
urinárias, pulmonares, intestinais,
oesteomielites, meningoencefalites e
septicemias
 Ação sinérgica com aminoglicosídeos,
betalactâmicos e cloranfenicol
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana
celular
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana celular
 A membrana celular recobre o citoplasma
bacteriano
 Mesma constituição dos eucariontes
 Estrutura importante para a constituição da
vida dos microorganismos
 Seletiva – passam alguns constituintes
 Anfotericina B e a nistatina e polimixinas
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana celular
 Polimixinas
 Produzidos pelo bacillus polimyxa
 Detém estrutura polipeptídica
 Primeiramente descritas na década de 40
 Apenas polimixinas B e E tem uso
terapêutico
 Utilizadas em vias tópicas e por via
intramamária
◦ Aditivos e endotoxinas (doses baixas equinos)
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana celular
 Polimixinas - Mecanismo de ação
 Interferem na permeabilidade seletiva da
membrana
◦ Ligam-se aos constituintes lipoproteicos da
membrana desorganizando essa estrutura
◦ Alterando sua seletividade = morte da
bactéria
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana celular
 Polimixinas
 Mecanismo de ação
 Quando em subdoses, agem contra
endotoxinas de bactérias G-
 Ligação do ATB no lipídio A - inativando
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana celular
 Polimixinas
 Espectro de ação
 Bactérias G- (bactérias G+ resistentes)
 Apresentam sinergismo com as sulfas e
trimetropim, cefalosporinas
 Raramente apresentam resistência (
resistência cruzada entre polimixinas)
Antibióticos que interferem na
permeabilidade da membrana celular
 Polimixinas
 Não são absorvidas por via oral (
apresentam atividade no lúmen)
 Administração sistêmica pode causar
nefrotoxicidade e neurotoxicidade
(ligação aos fosfolipídeos)
 Polimixina E (colistina) menos tóxica que
a polimixina B
Antibióticos que interferem na
síntese de ácidos nucleicos
Antibióticos que interferem na
síntese de ácidos nucleicos
 Rifamicina e novobiocina
Antibióticos que interferem na síntese
de ácidos nucleicos
 Rifamicina
 Isolados a partir de streptomyces
mediterranei
 Produção de várias substâncias (rifamicina B,
mais ativa e com menor efeito tóxico)
 A partir dela originou-se a rifamicina SV e a
M
Antibióticos que interferem na síntese
de ácidos nucleicos
 Rifamicina - Mecanismo de ação
 Inibição da RNA polimerase DNA-
dependente
 A rifamicina entra na bactéria e promovem
complexos estáveis com a subunidade β da
RNA polimerase
 Inativando a enzima e inibindo a síntese de
RNA ( RNAm, RNAr e RNAt)
Antibióticos que interferem na síntese
de ácidos nucleicos
Rifamicina
Antibióticos que interferem na
síntese de ácidos nucleicos
 Rifamicina - Mecanismo de ação
 Causa: Inibição da síntese proteica em
todos os estágios
◦ (Inativação pode ocorrer em células de
mamíferos mais em doses muito mais altas)
 Ação Bactericida – a ligação com a RNA-
polimerase é estável
Antibióticos que interferem na síntese
de ácidos nucleicos
 Rifamicina – Espectro de ação
 Rifamicina SV – bactérias G+ e micobactérias
 Rifamicina M – Espectro de ação superior
(G+, micobactérias, algumas cepas de E. coli e
Proteus)
 Rifampicina (rifampina) é a mais utilizada em
MV, apresenta amplo espectro ( G+, cocos G-
micobactérias, clamídia e bacilos G-)
Antibióticos que interferem na
síntese de ácidos nucleicos
 Rifamicina
 Resistências ocorrem com certa facilidade
 (motivo pelo qual são associadas a
eritromicinas)
 Resistência ocorre pelo desenvolvimento de
genes que codificam RNA-polimerase
refratária à inibição
 Rifamicina SV e M – parenteral
 Rifampicina –VO
 (indutor enzimático)
Antibióticos que interferem na síntese
de ácidos nucleicos
 Rifamicina
 Efeitos tóxicos
◦ Poucos comuns
 Aumento da atividade enzimática hepáticas
 (coloração vermelho alaranjada da urina e
secreções)
Antibióticos que interferem na
síntese proteica
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bactericidas)
 Maioria apresentam efeitos bacteriostáticos,
aminoglicosídeos são exceção =
bactericidas)
 Aminoglicosídeos
 Antibióticos bactericidas importantes no
tratamento de doenças causadas por
bactérias G-
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação
 Bactericidas, que interferem na síntese
proteica ligando-se a subunidade 30S do
ribossomo bacteriano
 Inicialmente se difundem no folheto externo
da parede celular (G-) e atravessam a parede
por poros (aquaporinas)
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação
 Passagem pela membrana ocorre por um
transporte dependente de oxigênio
 Sistema este acoplado a um transporte de
elétrons, deixando o citoplasma bacteriano
negativo (–)
 Atraindo o aminoglicosídeo que é +
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação
 Dentro da bactéria se ligam irreversivelmente
a um ou mais receptores de subunidades 30S
do ribossomo bacteriano
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação
 Interferem no mecanismo de translação do
RNAm, ocorrendo a incorporação de aa
errados a proteínas
 Proteínas estas participantes de funções
essenciais (promovendo a saída de Na+, K+)
 Acarretando a morte da célula
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
Porque não inibem a produção de proteínas nos animais superiores??
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos
 Consistem de antibióticos concentração
dependente
 Necessário altas doses com maior tempo
entre as administrações
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos - Espectro de ação
 São bactericidas utilizados principalmente
para infecções graves causados por bactérias
aeróbicas G- e estafilococos
 NÃO promovem ação em bactérias
anaeróbicas
 Pus inativa os aminoglicosídeos
 amicacina > tobramicina > gentamicina >
neomicina > estreptomicina
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos - Resistência bacteriana
 3 mecanismos reconhecidos:
 Alteração dos locais de ligação dos ribossomo
◦ Mutação na subunidade 30S ( ATB não liga)
 Redução da penetração do antibiótico na
bactéria
◦ Mutação reduz a diferença de potencial na MB
 Modificação enzimática do antibiótico
◦ Produção de enzimas que degradam o sítio de
ligação
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos
 Administrados por vias parenterais
 Bem difundidos em vários tecidos corporais (l.
sinovial, pleural, peritoneal pericárdio e linfa)
gentamicina
tobramicina gentamicina Neomicina
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos - TOXICIDADE
 Todos causam em maior ou menor grau
nefrotoxicidade (necrose tubular aguda) e
ototoxicidade
◦ fosfolipídios de membrana (aniônicos), que
atraem os aminoglicosídeos catiônicos.
◦ Nos néfrons penetram nas células tubulares e
acúmulo – perda de função
◦ Ototoxicidade ocorre da mesma maneira
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos - TOXICIDADE
 Neomicina – considerado o mais tóxico
 Tobramicina – menos tóxico
 Toxicidade tem sido relacionada a
tratamentos longos ( + de 10 dias)
 Atualmente possível utilizar aminoglicosídios
com doses altas e uma vez ao dia (evita
resistência e nefrotoxicidade)
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bactericidas)
 Aminoglicosídeos - TOXICIDADE
 Aumento do tempo de bloqueio
neuromuscular quando utilizado
concomitantemente á bloqueadores
neuromusculares
 Relatos de caso de bradicardia e hipotensão
(efeitos no metabolismo do cálcio)
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos
 Lincosamidas
 Tetraciclinas
 Cloranfenicol
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos
 Eritromicina, carbomicina, azitromicina,
tulatromicina, espiramicina
 Anel lactônico onde se ligam açucares
 Utilizados em medicina e MV
Tulatromicina eritromicina azitromicina
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos – Mecanismo de ação
 Impedem a síntese proteica bacteriana por
se ligarem à subunidade 50S do ribossomo
 Inibem a translocação do RNAt no local
aceptor do aa
 Impedindo a síntese proteica da célula do
microrganismo
 Não se ligam em ribossomos dos
mamíferos
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos – Mecanismo de ação
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos – Mecanismo de ação
 São antibióticos bacteriostáticos em doses
terapêuticas
◦ (bactericidas em doses altas, em tratamentos
longos)
◦ (tempo CP > CIM)
 Não atua bem em pH ácido (abcessos,
tecidos necróticos urina)
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos – Espectro de ação
 Eritromicina – Bactérias G+ como
estreptococos e estafilococos ( além de estafilo
resistentes aos betalactâmicos),
corynebacterium sp., bacillus sp., listeria sp.
 G- aeróbicas = actinobacilus, campylobacter e
brucella sp.
 Anaeróbicas = actinomyces, clostridium
 Clamydia, mycoplasma
 Bordetella e Erlichia
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Macrolídeos – Resistência bacteriana
 Modificação no local de ligação (50S)
◦ Síntese de enzimas que degradam o anel
lactônico
 EfeitosTóxicos
◦ Baixos índices - Mais comuns em humanos
◦ Inibidor enzimático
◦ Irritação tecidual a aplicação
◦ Sinais TGI (náuseas, vômitos e diarreias)
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Lincosamidas (lincomicinas – lincocinamidas)
 Estrutura molecular diferente dos
macrolídeos
 Espectro de ação e mecanismo de ação
semelhantes aos macrolídeos
 Ex. lincomicina e pirlimicina e clindamicina
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Lincosamidas - Mecanismo de ação
 Semelhante aos Macrolídeos
 Ligam-se a subunidade 50S dos ribossomos
 São bacteriostáticos, sendo bactericidas em
altas doses, ou em tratamentos longos
(tempo-dependente)
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Lincosamidas - Mecanismo de ação
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Lincosamidas - Espectro de ação
 Semelhante aos macrolídeos
 Clindamicina com maior ação sobre
bactérias anaeróbias
 lincosamidas + estreptomicinas aumentando
o espectro de ação
 Clindamicina + macrolídeos/cloranfenicol
efeito antagônico
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Lincosamidas
 Resistências
 Podem ocorrer resistências (cruzada com
macrolídeos ou entre lincosamidas)
 Resistência por metilação de aa, impedindo a
ligação com a subunidade 50S
Antibióticos que interferem na síntese
proteica (bacteriostáticos)
 Lincosamidas - Efeitos tóxicos
 Diarreia grave (humanos, equinos e
coelhos)
 Equinos – colite hemorrágica e diarreia
– óbito (proliferação de cepas de
clostrium resistentes no cólon)
 Cães e gatos raros casos de diarreia e
vômito
 BNM e bradicardia como os macrolídeos
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas
 Derivadas de várias espécies de
streptomyces, sendo algumas semissintéticas
tetraciclina doxiciclina oxitetraciclina
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas – Mecanismo de ação
 Penetram na bactéria por mecanismos
carreadores
 Ligam-se reversivelmente à subunidade 30S
do ribossomo do microorganismo
 Impedindo que o RNAt se ligue ao
ribossomo – impedindo a síntese proteica
◦ * ocorrem alguma taxa de ligação com as
subunidades 40S dos animais superiores
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas – Mecanismo de ação
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas – Espectro de ação
 Largo espectro de ação
 G+ e G- incluindo micoplasmas Erlichia,
anaplasma, clamídias, riquétsias
 Além de protozoários como plasmodium,
giardia, entamoeba, trichomonas e
toxoplasma gondii
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas – Resistência
 Efluxo de tetraciclinas, reduzindo sua [ ]
dentro do microorganismo
 Proteção dos ribossomos, aonde as
tetraciclinas não se ligam aos ribossomos
 Mais comum entre bactérias e mycoplasma
 Rara para patógenos intracelulares como
chlamydia, ehrlichia e anaplasma
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas – Efeitos colaterais
 Irritação tecidual – dor – IM ou SC
 VO - vômitos, náuseas e diarreias
 Se ligam ao cálcio (quelatos emVO)
 Sequestro de cálcio ( arritmias e
descalcificação óssea)
 Evitar em animais em crescimento e fêmeas
prenhes (teratogenia)
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Tetraciclinas – Efeitos colaterais
 Podem promover infiltração gordurosa no
fígado (danos hepáticos) e necrose em
túbulos proximais ( rim)
 Em equinos – interferência na microflora
intestinal – permitindo superinfeção de
salmonella resistentes diarreia
óbitos
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Cloranfenicol e derivados
 Produzido pelo streptomyces venezuelae, e
também pode ser obtido por síntese
laboratorial
 Tianfenicol, florfenicol e cloranfenicol
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Cloranfenicol - Mecanismo de ação
 Bacteriostáticos - Inibem a síntese proteica
dos microorganismos
 Ligam-se irreversívelmente à subunidade
50S – interferindo na formação do peptídeo
pela Inibição da enzima
peptidiltransferase
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Cloranfenicol – Mecanismo de ação
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Cloranfenicol – Espectro de ação
◦ Amplo espectro
◦ G+, G- , riquétsias, espiroquetas e micoplasma
 Resistencia bacteriana
◦ Acetilação por enzimas do grupamento OH,
imopedindo ligação ao ribossomo
◦ Florfenicol – flúor em vez de OH
(Resistentes ao cloranfenicol são inibidas)
◦ Resistência cruzada com os macrolídeos e
lincosaminas
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Cloranfenicol –Toxicidade
 Anemia aplástica (inibição da síntese
proteica mitocondrial na MO) –
idiossincrática, não dose-dependente
 Uso proibido em animais de consumo
humano (risco de resíduos)
Antibióticos que interferem na
síntese proteica (bacteriostáticos)
 Cloranfenicol –Toxicidade
 Em cães e gatos anemia aplástica e redução
da síntese de anticorpos relacionados:
◦ a dose e duração do tratamento
 Gatos aparentemente mais sensíveis
 Suspenção - desaparecem os sinais
Conclusões
 Muito utilizados (Receituário especial)
 Varias classes
 Conhecer mecanismos de ação
 Efeitos indesejáveis
 Associação ou não de ATBs
Alguma dúvida??

Antibioticos completo.pdf

  • 1.
  • 2.
    Introdução  Antimicrobianos –substâncias químicas utilizadas para combater organismos  Podem ser específicos ou Inespecíficos: ◦ Inespecíficos – Atuam em microorganismos em geral patogênicos ou não ◦ Específicos – Atuam em microorganismos responsáveis pelas doenças
  • 3.
    Introdução  Antibióticos  “Substânciasquímicas (medicamentos) produzidos por microorganismos ou seus equivalentes sintéticos que tem a capacidade de em pequenas doses de inibir o crescimento ou destruir organismos causadores de doenças”
  • 4.
    Introdução  Antibióticos biossintéticos– Obtidos a partir da cultura de microorganismos, a qual se acrescentam substâncias químicas  Antibiótico semissintéticos – obtidos em laboratórios acrescentando-se radicais químicos ao núcleo ativo de um antibiótico isolado  Sintobióticos – obtidos totalmente em laboratórios
  • 5.
    Introdução  Tendência dese utilizar o termo Antimicrobiano para substâncias químicas que atuem em microorganismos patogênicos independente de sua síntese (laboratorial ou por seres vivos)
  • 6.
    Introdução  Uso deantimicrobianos em MV  Finalidades mais amplas que na medicina  Tratamento de doenças  Manejo de instalações melhorando as condições de sanidade  Desinfecção de materiais  Equipamentos em industrias de alimentos
  • 7.
    Introdução  Uso deantimicrobianos em MV  Uso terapêutico x Uso profilático ◦ Tratamento ◦ Prevenção  Metafilático x aditivo zootécnico ◦ Animais doentes – trata todo rebanho ◦ Evitar mortes, melhorar desempenho
  • 8.
    Atividade dos antimicrobianos Atividade bacteriostática  Inibe a multiplicação da bactéria mas não a destrói  Atividade bactericida  Exerce efeito letal sobre a bactéria
  • 9.
    Atividade dos antimicrobianos Atividade bacteriostática ou atividade bactericida podem variar com a dose em determinados AM  Doses baixas – bacteriostáticos ◦ Concentração inibitória mínima (CIM)  Doses altas – bactericida ◦ Concentração bactericida mínima (CBM) CIM CIM CBM CBM
  • 10.
    Atividade dos antimicrobianos Antimicrobianos  Concentração-dependente X Tempo- dependentes  Concentração-dependente, ◦ quanto ↑ a [ ] sérica acima da CIM, ↑ a taxa de erradicação ( aminoglicosídeos)  Tempo-dependentes ◦ Fator que mais influencia na eficácia o tempo que a [ ] plasmática fica acima da CIM ◦ Administração frequente (betalactâmicos)
  • 11.
    Classificação  Subdivididos em3 categorias considerando suas atividades sobre: ◦ Bactérias ◦ Fungos ◦ Vírus  Antibióticos podem ser classificados segundo vários critérios  Estrutura química, ação biológica, espectro de ação e mecanismo de ação
  • 12.
  • 13.
    Fatores determinantes naprescrição de antibióticos Agente etiológico Paciente Antimicrobiano específico Identificado sempre que possível ou presumido pela clínica Conhecimento do mecanismo de ação Estado geral, alergias interações medicamentosas
  • 14.
    Antimicrobiano ideal  Destruiros organismos  Amplo espectro de ação  Exercer atividade em fluidos (pus)  Não perturbar as defesas do organismo  Não produzir alergias  Não favorecer resistência  Redistribuir-se em [ ] adequadas  Administração por diferentes vias  Preço acessível
  • 15.
    Causas de insucesso Infecções não sensíveis ( vírus ou lesão agente não infeccioso)  Erro na escolha do agente ou posologia  Focos do microbianos encistados ( pus, tecido necrótico ...)  Tecidos não atingidos pelos antimicrobianos  Persistência – sensível mas em fase do ciclo onde os antibióticos não atuam  Resistência aos medicamentos ( natural ou adquirida)
  • 16.
  • 17.
    Associações de antimicrobianos Evitar sempre que possível – as vezes é necessário (deve refletir o conhecimento do MV)  Infeções mistas  Retardar ou evitar resistências * controverso  Maior efeito terapêutico  Infecções graves de etiologia desconhecida  Obtenção de sinergismo  Pacientes imunodeprimidos
  • 18.
    Antimicrobianos em períodode carência  Animais de produção atenção especial  Resíduos de Atb em produtos de origem animal promovendo danos a saúde humana  Período de carência – Tempo necessário para que o resíduo de preocupação toxicológica atinja [ ] seguras
  • 19.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Sulfas  Grupo de compostos químicos com amplo espectro de ação  Primeiros antimicrobianos eficazes utilizados por via sistêmica em humanos e animais  Amplamente utilizadas  Resistências e posterior renascimento do trimetropim
  • 20.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Sulfas - Mecanismo de ação  Bacteriostáticas em [ ] terapêuticas ◦ em [ ] altas são bactericida (reações adversas)  Estrutura análoga do ácido PABA, ◦ Substância importante para a formação do DNA e RNA bacteriano  Efeito antimetabólito – (inibem a formação de DNA e RNA bacteriano)
  • 21.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Sulfas
  • 22.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Sulfas -Vias de administração  Oral  Não são indicadas: ◦ Administração tópica  Reações alérgicas e retardo na cicatrização ◦ Pus, sangue e produtos de metabolismo  interferem na eficácia  Podem ser adm pela via IV (exceção a sulfadimedina/sulfadimetoxina *instáveis)
  • 23.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Sulfas - Farmacocinética  Velocidade de absorção varia entre sp. ◦ Aves > Cães e gatos > suínos e Equinos > Bovinos  Ligam-se as proteínas plasmáticas (albumina)  Biotransformação hepática (acetilação e oxidação) – formação de compostos tóxicos  Eliminação – filtração glomerular ( < quantidade pelo suor saliva e leite) ◦ Carência de 4 dias em vacas leiteiras
  • 24.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Sulfas – Efeitos tóxicos  Toxicidade aguda ◦ rápida adm IV em altas doses (rara)  Toxicidade crônica ◦ + comum - cristalúria sulfonamídica ◦ Metabólitos acetilados nos túbulos contorcidos renais – menos solúveis ◦ Mais solúveis em soluções alcalinas - ↓pH maior acúmulo ◦ ↓ Micção e DOR
  • 25.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Procedimentos a realizar em intoxicação:  Hidratação  Bicarbonato de sódio  “Não fazer tratamento maiores que 7 dias”
  • 26.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Trimetropim  Descoberta na década de 70  Revolucionou a uso de sulfas novamente  Associação com as sulfas  Di-hidrofolato redutase ◦ mamíferos e bactérias  Afinidade pela enzima bacteriana de 20.000 – 60.000 vezes maior
  • 27.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Trimetropim  Isolado ou Associado  SINERGISMO com a sulfa (BACTERICIDA)  “Atuam em etapas diferentes da formação do ácido tetra-hidrofólico”  Com associação menor incidência de resistência
  • 28.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Trimetropim  Atua inibindo a enzima dihidrofolato- redutase
  • 29.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Trimetropim  Em MV associação com a sulfadiazina e sulfadoxina  Como associar??  USOS  Bactérias G+ e G-  Infecções dos sistemas Urinário, Respiratório e Digestório
  • 30.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Quinolonas  Grande aplicação em Medicina e MV  1° geração – ácido nalidíxico  2° geração* fluorquinolonas (enrofloxacina – orbifloxacina – ciprofloxacina – ofloxacino)  3° geração (levofloxacina – moxifloxacina)  4° geração – trovafloxacina (risco de necrose hepática
  • 31.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Quinolonas – Mecanismo de ação  Bactericidas – inibição da DNA girase ◦ DNA girases – catalisam a direção e extensão do espiralamento das cadeias de DNA  Quinolonas se ligam a esta enzima e inibem a DNA girase, impedindo o enrolamento da hélice
  • 32.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Quinolonas – Mecanismo de ação
  • 33.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Quinolonas – Efeitos tóxicos  Danos na cartilagem auricular de cães jovens e potros  Relatos de teratogenia  Cristalúria em animais com urina alcalina ◦ Hidratação e acidificação em tratamentos longos  Degeneração da retina em felinos (↑ doses)  Cães tratamento 3 meses: ◦ ↓ da espermatogênese
  • 34.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Quinolonas – USOS  1° geração  Uso limitado – Ação contra E. coli, proteus sp. e pseudomonas  2° geração  G+, G- , mycoplasma e clamídia, sthaphylococcus e bacilos G-  Patógenos intracelulares brucela e mycoplasma
  • 35.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Quinolonas – USOS  Enrofloxacina, norfloxacina e ciprofloxacina são as fluorquinolonas mais utilizadas  Utilizados em infecções:  Urinário, prostatites GE bacteriana, pneumonia, otites ...  Quinolonas de 2° geração - ↓ resistência
  • 36.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Derivados nitrofurânicos  Grupo de quimioterápicos com amplo espectro de ação, G+, G-, alguns protozoários e fungos  Raramente casos de resistência  Efeitos tóxicos em utilizações sistêmicas ◦ Anemias ◦ Trombocitopenias ◦ ↑ tempo de sangramento
  • 37.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Derivados nitrofurânicos  Mecanismo de ação  Não totalmente esclarecidos  Formação de compostos intermediários por flavoproteínas causando danos ao DNA bacteriano
  • 38.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Derivados nitrofurânicos  Nitrofurazona, nitrofurantoína e furazolidona  Nitrofurazona - furacin® - uso tópico, bastante utilizado no tratamento de queimaduras enxertos, metrites e mastite bovina.  Raros efeitos adversos , algumas dermatites de contato
  • 39.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Metronidazol  Flagyl® Stomorgyl®  Estrutura semelhante aos nitrofurânicos  Mecanismo de ação: semelhante aos nitrofurânicos  Administração pela Via oral e intravenosa  ↑ distribuição – passa BHE e placentária
  • 40.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Metronidazol  Efeitos colaterais raros - ataxia e convulsão  Usos:  Bactérias anaeróbicas, clostridium, fusobacterium, peptococcus e peptostreptococcus  Protozoários – Trichomonas, Giardia e entamoeba histolytica
  • 41.
    Sulfas, quinolonas eoutros quimioterápicos  Metronidazol - Stomorgyl ®
  • 42.
    Betalactâmicos  Classe deantibióticos que interferem na síntese da parede celular  Penicilinas e Cefalosporinas são polipeptídios que contém anel lactâmico
  • 43.
    Betalactâmicos  Parede celular “Estrutura que recobre a membrana citoplasmática bacteriana” ◦ Função de proteção, manutenção e sustentação da forma  Meio intracelular bacteriano é hiperosmolar (supressão da síntese da parede leva a destruição da bactéria = bactericidas)
  • 44.
    Betalactâmicos  Parede celular Constituída de peptipeptidoglicano  Composição e estrutura da parede celular determinam o comportamento da célula bacteriana frente à coloração de Gram
  • 45.
    Betalactâmicos  Parede celular Sintetizada em 4 etapas  1° Síntese dos precursores dos peptideoglicanos e união ◦ uridina difosfato (UDP) do ácido N-acetilmurâmico e ◦ UDP-N-acetilglicosamina  2°Transferidos a um transportador da membrana citoplasmática da bactéria
  • 46.
    Betalactâmicos  Parede celular 3° Polimerização dos dissacarídeos em cadeias lineares no exterior da membrana  4° Etapa – clivagem da D-alanina terminal das cadeias peptídicas pelas transpeptidases – proporcionando estabilidade e rigidez
  • 47.
  • 48.
    Betalactâmicos  Penicilinas ecefalosporinas  Interferem na última etapa da produção da parede celular  Agem em transpeptidases (carboxipeptidases e outras) – impedindo as ligações cruzadas entre os glicopeptidios “AGEM EM PAREDE CELULAR EM FORMAÇÃO, NÃO TENDO EFEITO EM PAREDE JÁ FORMADA”
  • 49.
    Betalactâmicos  São antibióticostempo dependentes ◦ Tempo que a [ ] plasmática fica ↑ da CIM ◦ Respeitar intervalo corretamente  Resistência aos betalactâmicos ◦ Betalactamases, ◦ Redução da penetração através da camada externa da parede celular ◦ Dificuldade do betalactâmico em atingir a proteína
  • 50.
    Betalactâmicos  Resistência aosbetalactâmicos  Betalactamases – mecanismo mais importante – inativação do anel betalactâmico ◦ Especificas a penicilinas ◦ Especificas a cefalosporinas ◦ Inespecíficas
  • 51.
    Betalactâmicos  Penicilinas  1928Fleming – contaminação de cultura de estafilococos com fungos  Classificação ◦ Penicilinas Naturais ◦ PenicilinaV ◦ Penicilinas resistente a betalactamases ◦ Penicilinas de largo espectro de ação ◦ Penicilina antipseudomonas
  • 52.
    Penicilinas  Penicilinas naturais(K, F, G e X)  Penicilina G única utilizada em terapêutica  Inativada pelo pH gástrico – sendo administrada exclusivamente por via parenteral (IV* ( algumas) , IM ou SC)  Ácido hidrolisa a cadeia lateral amídica e abre o anel betalactâmico
  • 53.
    Penicilinas  Penicilina G Formas  Cristalina sódica e potássica ◦ IM – latência 30 min/ duração 4 – 6 horas  Procaína ◦ IM – latência 1-3 horas/duração 12 – 24 horas  Benzatínica ◦ Latência de 8 horas / duração 48 hs (30 dias*)
  • 54.
    Penicilinas  Penicilina G Formulações com 3 (cristalina + procaína e benzatínica)  Agem rápido e duram mais tempo  SEMPRE fazer cálculo sobre dose da benzatínica  Penicilinas - doses em UI  Ex. Penicilina benzatínica 20.000 - 40.000 UI/Kg
  • 55.
    - Exemplo PentabióticoVeterinário Reforçado -Penicilina G-benzatina: 3.000.000 UI - Penicilina G-potássica: 1.500.000 UI - Penicilina G-procaína: 1.500.000 UI - Estreptomicina: 1250 mg - Diidroestreptomicina: 1250 mg Volume final: 25 ml
  • 56.
    Exemplo Cão 10 kg Pen.G-benzatina: 10 x 24.000= 240.000 UI 25 ml = 3.000.000 UI 1 ml = 120.000 UI 240.000 UI = 2,0 ml cada 48 - 72 horas, IM Pen. G-procaína: 10 x 20.000= 200.000 UI 25 ml = 1.500.000 UI 1 ml = 60.000 UI 400.000 UI = 3,3 ml, IM, s.i.d Penicilinas
  • 57.
    Penicilinas  Penicilina G Se difundem pelo líquido extracelular e se distribuem por vários tecidos  Taxa de ligação as pp – 60%  Não são biotransformadas  Eliminadas pelos rins (probenecida inibe)
  • 58.
    Penicilinas  Penicilina G Espectro de ação – bactérias G+  Estreptococcus,  estafilococos S/ penicilase,  Actinomyces sp.,  Listeria monocytogenes,  clostridium, etc.
  • 59.
    Penicilinas  PenicilinaV  Fenoximetilpenicilnas Obtidas da fermentação do fungo penicillium acrescentando ácido fenoxiacético  Espectro de ação semelhante no entanto pode ser administrado pela via oral  Eliminação quase completa após 6 h
  • 60.
    Penicilinas  Penicilinas resistentesa penicilinases  Atuam em Staphylococcus aureus produtores de penicilinase  Utilizadas principalmente para o tratamento de mastite estafilocócica bovina  Oxacilina – estável em pH ácido biotransformados parcialmente no fígado e eliminadas por via renal  Níveis plasmáticos mantidos por 4 -6 h
  • 61.
    Penicilinas  Penicilinas delargo espectro de ação  Semissintéticas – surgiram da necessidade de medicamentos mais eficientes  Todas são sensíveis a betalactamases (associação ao ac. Clavulânico, sulbactam)  Aminopenicilinas ◦ Ampicilina e amoxicilina  Amidopenicilinas ◦ Mecilinam
  • 62.
    Penicilinas  Penicilinas delargo espectro de ação  Ampicilina  Ativa contra G+, G- e grande número de bacilos G-  Ácido estável sendo bem absorvida pela via oral – adm por via parenteral (IM e IV)
  • 63.
    Penicilinas  Penicilinas delargo espectro de ação  Amoxicilina  Espectro e ação semelhante a ampicilina  Absorção no TGI é mais efetiva  Associada muitas vezes ao ácido clavulânico
  • 64.
    Penicilinas  Penicilinas antipseudomonas Necessidade de ação contra Pseudomonas aeruginosa e Proteus  Ex. Carbenicilina  Degradada pelo suco gástrico e pouco absorvida peloTGI  Uso parenteral  Sem muita importância em MV
  • 65.
    Penicilinas  Toxicidade eefeitos adversos  Muito pouco tóxicos  Atuam em estruturas que não existem nas células dos animais  Maior problema – reações alérgicas  Mais importante em seres humanos  Lesões cutâneas – choque anafilático  Já relatadas em cães, bovinos e equinos
  • 66.
  • 67.
    Cefalosporinas  Origem: Cephaloporiumacremonium  Apresentam maior atividade em geral contra bactérias gram-negativas em comparação com os compostos do tipo da penicilina G
  • 68.
    Cefalosporinas  Classificados emgerações ◦ Segundo características e ordem de síntese  Novas cefalosporinas estão sendo sintetizadas visando aumentar o grupo de ação
  • 69.
  • 70.
    Cefalosporinas  Cefalosporinas de1° geração  Espectro + estreito ◦ Cocos G+ e algumas cepas de estafilococos, estreptococos, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus ◦ profilático na maioria das cirurgias IV
  • 71.
    Cefalosporinas  Cefalosporinas de2° geração  Espectro semelhante as cefalosporinas de primeira geração  No entanto um pouco mais ativas contra bactérias gram-negativas
  • 72.
    Cefalosporinas  Cefalosporinas de3 e 4° geração  Grupo mais eficaz contra G- do trato gastrintestinal e respiratório.  + potentes contra as Enterobacteriaceae  São menos ativas contra cocos G+ do que as cefalosporinas de 1° e 2° gerações  incluindo as cepas produtoras de beta- lactamases
  • 73.
    Cefalosporinas  Cefalosporinas de3°  Cefovecina (Convenia®)  Infecções de pele, tecidos moles e trato urinário  Dose única 14 dias (alta ligação com as proteínas plasmáticas)  Vantagens x desvantagens
  • 74.
    Cefalosporinas  Efeitos colateraissemelhantes aos efeitos observados com as penicilinas  Alergias, (reações cutâneas e até anafiláticas)  Mais comum em humanos
  • 75.
    Outros betalactâmicos  Desenvolvimentocontínuo de antibióticos betalactâmicos  Inibidores de betalactamases ◦ Produção de enzimas betalactamases pelos microorganismos é o mecanismo mais frequente de resistência ◦ Produzidas por G+ e G- ◦ Uso com o intuito de inativar ou inibir a produção de betalactâmicos ◦ Tem sido associados a penicilinas e cefalosporinas de amplo espectro
  • 76.
    Outros betalactâmicos  Ácidoclavulânico  Atividade antimicrobiana desprezível  Possui um anel betalactâmico  Efeito sinérgico do ácido clavulânico associado às penicilinas sensíveis a lactamases como ampicilina e amoxicilinas  Propriedades farmacocinéticas semelhantes a amoxicilina  1Ácido clavulânico : 4 Amoxicilina
  • 77.
    Outros betalactâmicos  Sulbactam Ação semelhante a do ácido clavulânico  Propriedades farmacocinéticas semelhantes a ampicilina  Absorvido pobremente pelaVO  Ligação éster com a ampicilina permitiu composto absorvido porVO ( liberados os dois noTGI)
  • 78.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Bacitracina  Produzida pelo baccillus linchenformis  Espectro de ação : G+ ( pouco ativo com G-)
  • 79.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Bacitracina  Mecanismo de ação:  Age inibindo a formação da Parede por desforsforilação de um pirofosfato lipídico (undecaprenolfosfato)  Sem este transportador, não ocorre a síntese da parede
  • 80.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Bacitracina
  • 81.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Bacitracina  Não é absorvida por via oral  Causa nefrotoxicidade por via IV  SOMENTE por via Tópica  Especialidades farmacêuticas de uso tópico associadas com a neomicina e polimixina B (G-)  Especialidade utilizada como promotores de crescimento para aves, suínos e bovinos (prevenção de enterites clostridium)
  • 82.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Glicopeptídeos  Vancomicina, teicoplanina e avoparcina  NÃO SÃO ATB de 1° ESCOLHA ◦ Utilizados no tratamento de infecções graves  Ação em bactérias G+ ( particularmente cocos)  Interferem na síntese da parede celular  Inibem a trasnspeptidação pela ligação com a D-alanina D-alanina
  • 83.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Glicopeptídeos
  • 84.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular
  • 85.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Glicopeptídeos -Vancomicina  Isolada em 1956  Streptomyces orientalis  Esquecido em 60 -70 ( betalactâmicos) ◦ Uso após posterior aparecimento de estafilococos e enterococos resistentes aos betalactâmicos
  • 86.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Glicopeptídeos -Vancomicina  Efeito bactericida na maioria dos cocos e bacteriostático sobre bacilos G+  Não tem ação contra maioria de bactérias G-  Como tem ação contra staphylococcus resistentes a meticilina e Enterococcus resistentes aos betalactâmicos são utilizados nestes casos
  • 87.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Glicopeptídeos -Vancomicina  Atividade considerada tempo dependente  Rara resistência ◦ Relativa resistência com enterococcus ◦ Uso ampliado em Medicina e MV e uso de avoparcina (promotor de crescimento – proibido no Brasil)  Vancomicina não é absorvida pelaVO, irritação IM somente adm pela IV – diluida em NaCl 0.9% ou sol. glicosada
  • 88.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Glicopeptídeos -Vancomicina  Pouca informação sobre efeitos tóxicos em Animais  Irritação IM  Em humanos ◦ Casos descritos – tromboflebite, nefro e neurotoxicidade – doses altas/pacientes nefropatas
  • 89.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Fosfomicina  Antibiótico originado de streptomyces fradiae – atualmente obtido em laboratório  Ativo contra bactérias G+ e G- de maneira variável (ativo contra E. coli e resistente a pseudomonas aeruginosa)
  • 90.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Fosfomicina - Mecanismo de ação  Interfere na primeira etapa da síntese da parede celular  Bloqueio da enzima enolpiruvato transferase (ao se ligar de maneira covalente ao sítio ativo) impedindo a adição do composto fosfoenolpiruvato à UDP-N- acetilglicosamina
  • 91.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Fosfomicina - Mecanismo de ação
  • 92.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Fosfomicina  Resistência pouco comum – não existem citações de resistências cruzadas com outros antibióticos ◦ ADM porVO e parenteral - Boa distribuição  Aparentemente desprovida de efeitos tóxicos  Pouco utilizada em MV – opção para infecções causadas por estafilococos e bacilos G-
  • 93.
    Antibióticos que interferemna síntese da parede celular  Fosfomicina  Utilizados em humanos em infecções urinárias, pulmonares, intestinais, oesteomielites, meningoencefalites e septicemias  Ação sinérgica com aminoglicosídeos, betalactâmicos e cloranfenicol
  • 94.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular
  • 95.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular  A membrana celular recobre o citoplasma bacteriano  Mesma constituição dos eucariontes  Estrutura importante para a constituição da vida dos microorganismos  Seletiva – passam alguns constituintes  Anfotericina B e a nistatina e polimixinas
  • 96.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular  Polimixinas  Produzidos pelo bacillus polimyxa  Detém estrutura polipeptídica  Primeiramente descritas na década de 40  Apenas polimixinas B e E tem uso terapêutico  Utilizadas em vias tópicas e por via intramamária ◦ Aditivos e endotoxinas (doses baixas equinos)
  • 97.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular  Polimixinas - Mecanismo de ação  Interferem na permeabilidade seletiva da membrana ◦ Ligam-se aos constituintes lipoproteicos da membrana desorganizando essa estrutura ◦ Alterando sua seletividade = morte da bactéria
  • 98.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular  Polimixinas  Mecanismo de ação  Quando em subdoses, agem contra endotoxinas de bactérias G-  Ligação do ATB no lipídio A - inativando
  • 99.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular  Polimixinas  Espectro de ação  Bactérias G- (bactérias G+ resistentes)  Apresentam sinergismo com as sulfas e trimetropim, cefalosporinas  Raramente apresentam resistência ( resistência cruzada entre polimixinas)
  • 100.
    Antibióticos que interferemna permeabilidade da membrana celular  Polimixinas  Não são absorvidas por via oral ( apresentam atividade no lúmen)  Administração sistêmica pode causar nefrotoxicidade e neurotoxicidade (ligação aos fosfolipídeos)  Polimixina E (colistina) menos tóxica que a polimixina B
  • 101.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos
  • 102.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina e novobiocina
  • 103.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina  Isolados a partir de streptomyces mediterranei  Produção de várias substâncias (rifamicina B, mais ativa e com menor efeito tóxico)  A partir dela originou-se a rifamicina SV e a M
  • 104.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina - Mecanismo de ação  Inibição da RNA polimerase DNA- dependente  A rifamicina entra na bactéria e promovem complexos estáveis com a subunidade β da RNA polimerase  Inativando a enzima e inibindo a síntese de RNA ( RNAm, RNAr e RNAt)
  • 105.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos Rifamicina
  • 106.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina - Mecanismo de ação  Causa: Inibição da síntese proteica em todos os estágios ◦ (Inativação pode ocorrer em células de mamíferos mais em doses muito mais altas)  Ação Bactericida – a ligação com a RNA- polimerase é estável
  • 107.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina – Espectro de ação  Rifamicina SV – bactérias G+ e micobactérias  Rifamicina M – Espectro de ação superior (G+, micobactérias, algumas cepas de E. coli e Proteus)  Rifampicina (rifampina) é a mais utilizada em MV, apresenta amplo espectro ( G+, cocos G- micobactérias, clamídia e bacilos G-)
  • 108.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina  Resistências ocorrem com certa facilidade  (motivo pelo qual são associadas a eritromicinas)  Resistência ocorre pelo desenvolvimento de genes que codificam RNA-polimerase refratária à inibição  Rifamicina SV e M – parenteral  Rifampicina –VO  (indutor enzimático)
  • 109.
    Antibióticos que interferemna síntese de ácidos nucleicos  Rifamicina  Efeitos tóxicos ◦ Poucos comuns  Aumento da atividade enzimática hepáticas  (coloração vermelho alaranjada da urina e secreções)
  • 110.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica
  • 111.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Maioria apresentam efeitos bacteriostáticos, aminoglicosídeos são exceção = bactericidas)  Aminoglicosídeos  Antibióticos bactericidas importantes no tratamento de doenças causadas por bactérias G-
  • 112.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação  Bactericidas, que interferem na síntese proteica ligando-se a subunidade 30S do ribossomo bacteriano  Inicialmente se difundem no folheto externo da parede celular (G-) e atravessam a parede por poros (aquaporinas)
  • 113.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação  Passagem pela membrana ocorre por um transporte dependente de oxigênio  Sistema este acoplado a um transporte de elétrons, deixando o citoplasma bacteriano negativo (–)  Atraindo o aminoglicosídeo que é +
  • 114.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação  Dentro da bactéria se ligam irreversivelmente a um ou mais receptores de subunidades 30S do ribossomo bacteriano
  • 115.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos – Mecanismo de ação  Interferem no mecanismo de translação do RNAm, ocorrendo a incorporação de aa errados a proteínas  Proteínas estas participantes de funções essenciais (promovendo a saída de Na+, K+)  Acarretando a morte da célula
  • 116.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas) Porque não inibem a produção de proteínas nos animais superiores??
  • 117.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos  Consistem de antibióticos concentração dependente  Necessário altas doses com maior tempo entre as administrações
  • 118.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos - Espectro de ação  São bactericidas utilizados principalmente para infecções graves causados por bactérias aeróbicas G- e estafilococos  NÃO promovem ação em bactérias anaeróbicas  Pus inativa os aminoglicosídeos  amicacina > tobramicina > gentamicina > neomicina > estreptomicina
  • 119.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos - Resistência bacteriana  3 mecanismos reconhecidos:  Alteração dos locais de ligação dos ribossomo ◦ Mutação na subunidade 30S ( ATB não liga)  Redução da penetração do antibiótico na bactéria ◦ Mutação reduz a diferença de potencial na MB  Modificação enzimática do antibiótico ◦ Produção de enzimas que degradam o sítio de ligação
  • 120.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos  Administrados por vias parenterais  Bem difundidos em vários tecidos corporais (l. sinovial, pleural, peritoneal pericárdio e linfa) gentamicina tobramicina gentamicina Neomicina
  • 121.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos - TOXICIDADE  Todos causam em maior ou menor grau nefrotoxicidade (necrose tubular aguda) e ototoxicidade ◦ fosfolipídios de membrana (aniônicos), que atraem os aminoglicosídeos catiônicos. ◦ Nos néfrons penetram nas células tubulares e acúmulo – perda de função ◦ Ototoxicidade ocorre da mesma maneira
  • 122.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos - TOXICIDADE  Neomicina – considerado o mais tóxico  Tobramicina – menos tóxico  Toxicidade tem sido relacionada a tratamentos longos ( + de 10 dias)  Atualmente possível utilizar aminoglicosídios com doses altas e uma vez ao dia (evita resistência e nefrotoxicidade)
  • 123.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bactericidas)  Aminoglicosídeos - TOXICIDADE  Aumento do tempo de bloqueio neuromuscular quando utilizado concomitantemente á bloqueadores neuromusculares  Relatos de caso de bradicardia e hipotensão (efeitos no metabolismo do cálcio)
  • 124.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos  Lincosamidas  Tetraciclinas  Cloranfenicol
  • 125.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos  Eritromicina, carbomicina, azitromicina, tulatromicina, espiramicina  Anel lactônico onde se ligam açucares  Utilizados em medicina e MV Tulatromicina eritromicina azitromicina
  • 126.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos – Mecanismo de ação  Impedem a síntese proteica bacteriana por se ligarem à subunidade 50S do ribossomo  Inibem a translocação do RNAt no local aceptor do aa  Impedindo a síntese proteica da célula do microrganismo  Não se ligam em ribossomos dos mamíferos
  • 127.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos – Mecanismo de ação
  • 128.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos – Mecanismo de ação  São antibióticos bacteriostáticos em doses terapêuticas ◦ (bactericidas em doses altas, em tratamentos longos) ◦ (tempo CP > CIM)  Não atua bem em pH ácido (abcessos, tecidos necróticos urina)
  • 129.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos – Espectro de ação  Eritromicina – Bactérias G+ como estreptococos e estafilococos ( além de estafilo resistentes aos betalactâmicos), corynebacterium sp., bacillus sp., listeria sp.  G- aeróbicas = actinobacilus, campylobacter e brucella sp.  Anaeróbicas = actinomyces, clostridium  Clamydia, mycoplasma  Bordetella e Erlichia
  • 130.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Macrolídeos – Resistência bacteriana  Modificação no local de ligação (50S) ◦ Síntese de enzimas que degradam o anel lactônico  EfeitosTóxicos ◦ Baixos índices - Mais comuns em humanos ◦ Inibidor enzimático ◦ Irritação tecidual a aplicação ◦ Sinais TGI (náuseas, vômitos e diarreias)
  • 131.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Lincosamidas (lincomicinas – lincocinamidas)  Estrutura molecular diferente dos macrolídeos  Espectro de ação e mecanismo de ação semelhantes aos macrolídeos  Ex. lincomicina e pirlimicina e clindamicina
  • 132.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Lincosamidas - Mecanismo de ação  Semelhante aos Macrolídeos  Ligam-se a subunidade 50S dos ribossomos  São bacteriostáticos, sendo bactericidas em altas doses, ou em tratamentos longos (tempo-dependente)
  • 133.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Lincosamidas - Mecanismo de ação
  • 134.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Lincosamidas - Espectro de ação  Semelhante aos macrolídeos  Clindamicina com maior ação sobre bactérias anaeróbias  lincosamidas + estreptomicinas aumentando o espectro de ação  Clindamicina + macrolídeos/cloranfenicol efeito antagônico
  • 135.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Lincosamidas  Resistências  Podem ocorrer resistências (cruzada com macrolídeos ou entre lincosamidas)  Resistência por metilação de aa, impedindo a ligação com a subunidade 50S
  • 136.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Lincosamidas - Efeitos tóxicos  Diarreia grave (humanos, equinos e coelhos)  Equinos – colite hemorrágica e diarreia – óbito (proliferação de cepas de clostrium resistentes no cólon)  Cães e gatos raros casos de diarreia e vômito  BNM e bradicardia como os macrolídeos
  • 137.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas  Derivadas de várias espécies de streptomyces, sendo algumas semissintéticas tetraciclina doxiciclina oxitetraciclina
  • 138.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas – Mecanismo de ação  Penetram na bactéria por mecanismos carreadores  Ligam-se reversivelmente à subunidade 30S do ribossomo do microorganismo  Impedindo que o RNAt se ligue ao ribossomo – impedindo a síntese proteica ◦ * ocorrem alguma taxa de ligação com as subunidades 40S dos animais superiores
  • 139.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas – Mecanismo de ação
  • 140.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas – Espectro de ação  Largo espectro de ação  G+ e G- incluindo micoplasmas Erlichia, anaplasma, clamídias, riquétsias  Além de protozoários como plasmodium, giardia, entamoeba, trichomonas e toxoplasma gondii
  • 141.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas – Resistência  Efluxo de tetraciclinas, reduzindo sua [ ] dentro do microorganismo  Proteção dos ribossomos, aonde as tetraciclinas não se ligam aos ribossomos  Mais comum entre bactérias e mycoplasma  Rara para patógenos intracelulares como chlamydia, ehrlichia e anaplasma
  • 142.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas – Efeitos colaterais  Irritação tecidual – dor – IM ou SC  VO - vômitos, náuseas e diarreias  Se ligam ao cálcio (quelatos emVO)  Sequestro de cálcio ( arritmias e descalcificação óssea)  Evitar em animais em crescimento e fêmeas prenhes (teratogenia)
  • 143.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Tetraciclinas – Efeitos colaterais  Podem promover infiltração gordurosa no fígado (danos hepáticos) e necrose em túbulos proximais ( rim)  Em equinos – interferência na microflora intestinal – permitindo superinfeção de salmonella resistentes diarreia óbitos
  • 144.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Cloranfenicol e derivados  Produzido pelo streptomyces venezuelae, e também pode ser obtido por síntese laboratorial  Tianfenicol, florfenicol e cloranfenicol
  • 145.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Cloranfenicol - Mecanismo de ação  Bacteriostáticos - Inibem a síntese proteica dos microorganismos  Ligam-se irreversívelmente à subunidade 50S – interferindo na formação do peptídeo pela Inibição da enzima peptidiltransferase
  • 146.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Cloranfenicol – Mecanismo de ação
  • 147.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Cloranfenicol – Espectro de ação ◦ Amplo espectro ◦ G+, G- , riquétsias, espiroquetas e micoplasma  Resistencia bacteriana ◦ Acetilação por enzimas do grupamento OH, imopedindo ligação ao ribossomo ◦ Florfenicol – flúor em vez de OH (Resistentes ao cloranfenicol são inibidas) ◦ Resistência cruzada com os macrolídeos e lincosaminas
  • 148.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Cloranfenicol –Toxicidade  Anemia aplástica (inibição da síntese proteica mitocondrial na MO) – idiossincrática, não dose-dependente  Uso proibido em animais de consumo humano (risco de resíduos)
  • 149.
    Antibióticos que interferemna síntese proteica (bacteriostáticos)  Cloranfenicol –Toxicidade  Em cães e gatos anemia aplástica e redução da síntese de anticorpos relacionados: ◦ a dose e duração do tratamento  Gatos aparentemente mais sensíveis  Suspenção - desaparecem os sinais
  • 150.
    Conclusões  Muito utilizados(Receituário especial)  Varias classes  Conhecer mecanismos de ação  Efeitos indesejáveis  Associação ou não de ATBs
  • 151.