SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 76
História da África
e
cultura afro-brasileira
HISTÓRIA, Segundo Ano
A África Atlântica
Desertos
Estepes
Savanas
Florestas
Oásis
Vegetação mediterrânea
Diversidade natural
africana.
HISTÓRIA, Segundo Ano
A África Atlântica
Vários povos e várias etnias
A diversidade cultural dos povos africanos era tamanha que os
especialistas estimam que tenham existido mais de 2000 línguas
diferentes. As principais famílias linguísticas:
 Afro-Asiática (norte e leste): berbere, egípcio antigo, semítico,
cushita e chádico;
 Niger-Cordofaniana: Cordofaniano e Níger-Congo (ashanti, suaíli,
banto, xosa, zulu, iorubá, ibo, etc.);
 Nilo-Saariana (norte do Nilo, no Saara e no Sudão): Songai,
saariano, mabã, furiã, comã e nilótico;
 Coissã (sul): Hadza, sandane e coissã.
HISTÓRIA, Segundo Ano
A África Atlântica
Línguas Afro-Asiáticas
Línguas Niger-Cordofanianas
Línguas Nilo-Saarianas
Línguas Coissã
Povos africanos antes da chegada dos Europeus:
- Rica diversidade étnica/cultural (até hoje!)
- Organizavam-se em tribos, cidades-Estado, reinos e
impérios.
- Alguns eram caçadores-coletores; outros,
agricultores e criadores de gado; outros,
comerciantes.
- Alguns povos dominavam a metalurgia  ferro,
bronze
- Praticavam um intenso comércio (principalmente
nas cidades – ex.: Tombuctu)  ouro, sal, tecidos,
grãos, noz-de-cola, plumas, marfim, instrumentos
de metal, objetos de cerâmica e couro, etc.
• Império do Ghana (Povo Soninké ou Mandê) – muito
ouro. Exércitos poderosos com armamentos de ferro.
• Império de Kanem-Bornu
• Império do Mali (Povo Mandê ou Mandinka) –
• Império Songhay – a “Cidade Universitária” de
Tombuctu – Patrimônio da Humanidade.
• Cidades-Estado dos Hauçá
• Reino do Benin e Reinos dos Iorubá
• Reino do Congo – sua capital, Mbanza Kongo, mais
tarde rebatizada de São Salvador, era, segundo
descrições do século XVI, tão grande quanto as maiores
cidades de Portugal
Os Reinos do Mundo Iorubá
Tombuctu (Mali)
- Religiosidade variada: politeísmo, islamismo (muito
forte), cristianismo.
- Guerras freqüentes
- Escravidão:
 homens e mulheres: prisioneiros de guerra,
infratores, pessoas endividadas ou famintas
 Mais presente nas capitais dos reinos/impérios,
cidades-estado e centros comerciais
 escravo como mercadoria  venda de escravos
para o norte da África, Europa, península
Arábica, Pérsia e Índia.
A África
muçulmana
hoje
- Contatos com povos de outros continentes,
motivados principalmente por questões comerciais:
• Mar Mediterrâneo: europeus
• Mar Vermelho: árabes, persas, indianos
• Oceano Índico: árabes, persas, indianos.
• Oceano Atlântico: última região do continente
a manter contato com outros povos – início:
século XV, com os portugueses.
O tráfico negreiro no Atlântico
- Estima-se que aproximadamente 11 milhões de
africanos foram trazidos ao continente americano
em aproximadamente 3 séculos.
- O Brasil foi a região da América que mais recebeu
escravos africanos: aprox. 4,5 milhões.
POR QUE O TRABALHO ESCRAVO INDÍGENA FOI
“SUBSTITUÍDO” PELO TRABALHO ESCRAVO DO NEGRO
AFRICANO?
 existência de um lucrativo tráfico negreiro
 culturas indígenas eram incompatíveis com trabalho
contínuo/intensivo/compulsório
 forte resistência indígena (fugas facilitadas em função do
conhecimento do território)
 ajuda dos jesuítas aos índios  problemas para a Coroa
portuguesa
 alto índice de mortalidade indígena  falta de mão-de-
obra
 muitos negros já eram escravos na África
muitos negros sabiam trabalhar com ferro, gado (alta
capacidade produtiva)
 os negros não conheciam o território, eram desenraizados
de seu meio social, etc... dificuldades de organizarem
rebeliões
 tanto a Igreja quanto a Coroa aceitavam a escravidão
negra
Estigma de natureza religiosa
• "...E (Noé) bebeu do vinho e embebedou-se; e
descobriu-se no meio de sua tenda. E viu Cã, o pai de
Canaã, a nudez de seu pai, e fê-lo saber a ambos os
seus irmãos fora. (...) E despertou Noé do seu vinho,
e soube o que o seu filho menor lhe fizera. E disse:
Maldito seja Canaã, servo dos servos seja dos seus
irmãos. E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem;
e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e
habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo
(Gên. 9:21 – 27)."
• Diversas origens dos africanos que chegaram ao
Brasil:
- sudaneses (ciclo da Guiné, século XVI; ciclo da
costa da Mina, início do século XVIII, e ciclo da baía
do Benim, meados do mesmo século);
- bantos (ciclo do Congo e de Angola, século XVII);
- no século XIX, chegam escravos
predominantemente originários de Angola e
Moçambique.
- Aprox. 200 a 300 línguas diferentes chegaram ao
Brasil junto com os africanos !!!
ETNIAS AFRICANAS QUE VIERAM PARA O BRASIL:
Africanos no Brasil
- Boçais: africanos recém-chegados que ainda não
entendiam nem falavam português
- Ladinos: africanos que aprendiam o português e
os “costumes da terra”.
- Crioulos: negros nascidos no Brasil, que tinham o
português como primeira língua. Geralmente,
ocupavam uma posição melhor na sociedade
colonial do que os africanos.
Recibo de venda de escravo - 15/12/1858
Apólice da Companhia Mutua de
Seguro de Vida dos Escravos 
se incumbia do ressarcimento,
ao senhor, dos prejuízos causados por
alguma eventual perda
O ESTADO DE S. PAULO,
13/03/1880
O Mercantil (Santos),
20/07/1850
Resistências africanas no Brasil
O Quilombo de
Palmares
Única imagem contemporânea
de Palmares, apresentada por
Barleus em 1647.
O quilombo de Palmares
• Surgiu no princípio do século XVII e só foi exterminado em
1694.
• Ocupava um espaço territorial de aproximadamente 27 mil
km quadrados, dentro dos atuais estados de Alagoas,
Pernambuco, Sergipe e Bahia.
• Os relatos sobre a população quilombola chegam a estimativa
de 20 mil habitantes.
• Tais números chegam perto de explicar o impacto que
Palmares causou. A existência de tamanho foco resistente
incomodou as autoridades, que enviaram constantes
expedições para vencer o quilombo.
• E, mesmo depois de derrotado, ele continuou a existir, como
um fantasma: era constante o medo de que algum outro
quilombo atingisse proporções semelhantes a Palmares.
Mapa de Palmares
Fonte: REIS, J. J.; GOMES, F. dos S. Liberdade por um fio: historia dos
quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996
REVOLTA DOS MALÊS (SALVADOR-
BA, 1835)
O FIM DA ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL
LEIS REFERENTES AO TRÁFICO NEGREIRO
1 – BILL ABERDEEN (1845)
2 – EUSÉBIO DE QUEIRÓZ (1850)
LEIS ABOLICIONISTAS:
3 – LEI DO VENTRE LIVRE (1871) - concedeu liberdade aos filhos de
escravos nascidos a partir dessa data  obs.: tornou indiscutível o
fim da escravidão (a abolição seria apenas uma questão de tempo)
4 – LEI DOS SEXAGENÁRIOS / SARAIVA-COTEGIPE (1885) - concedeu
liberdade aos escravos com mais de 60 anos.
5 – LEI ÁUREA (1888)- abolição da escravidão  obs.: o Brasil foi o
último país das Américas a abolir a escravidão
1842 .............17 435
1843 .............19 095
1844 .............22 849
1845..............19 453
1846..............50 324
1847..............56 172
1848..............60 000
1849..............54 000
1850..............23 000
1851..............03 387
1852..............700
1853/56 ........128 média anual
Importação de Escravos
(1842 – 1856)
FIM DA ESCRAVIDÃO NO CEARÁ: 1884
Sessão Plenária da Abolição (13/05/1888) - Senado Federal
Lei Áurea (1888)
Princesa Isabel – 1887
“A Redentora”
Comemoração da Abolição – Paço Imperial (RJ), 1888
Missa comemorativa da Abolição – RJ - 17/05/1888
Cronologia da abolição da escravidão na América
Saint Domingue (Haiti) 1804
Chile 1823
Províncias Unidas da América Central 1824
México 1829
Uruguai 1842
Colônias francesas 1848
Bolívia 1851
Colômbia 1851
Equador 1852
Argentina 1853
Venezuela 1854
Peru 1855
Colônias holandesas 1863
Estados Unidos 1863
Porto Rico 1873
Cuba 1886
Brasil 1888
• Definição: conjunto de manifestações culturais do
Brasil que sofreram algum grau de influência da
cultura africana desde os tempos do período
colonial até a atualidade.
• características de origem africana na cultura
brasileira encontram-se em geral mescladas a
outras referências culturais: portuguesas e
indígenas
• Era desprezada e, às vezes, criminalizada no
período colonial e no século XIX, mas ao longo do
século XX passou por um processo de
revalorização  manifestações culturais aceitas e
admiradas pelas elites brasileiras como
expressões artísticas genuinamente nacionais.
CULTURA AFRO-BRASILEIRA
• Mesmo no Brasil, os africanos mantiveram
vínculos com a África, por meio da(s):
- língua
- técnicas de plantio e de criação de animais
- técnicas artesanais (como construir cestas de
de fibras vegetais e casas de barro cobertas
por palha, por exemplo)
- formas de organizar a família, de reverenciar
os mortos,
- formas de manifestar suas religiosidades.
1) LÍNGUA
- Os negros participaram da configuração do
português brasileiro;
- São os principais responsáveis pelas
diferenças que afastaram o português do
Brasil do de Portugal. Ex.:
*pronúncia rica em vogais da nossa
fala (ri.ti.mo, a.di.vo.ga.do)
* dupla negação (não quero não);
* emprego preferencial da próclise
(eu lhe disse, me dê)
• Vocabulário (alguns exemplos):
– Culinária: mocotó, moqueca
– Doenças: caxumba
– Flora: dendê, maxixe, jiló
– Fauna: camundongo, minhoca
– Usos e costumes: cochilo, muamba
– Ornamentos: miçanga, balangandã
– Vestes: tanga, sunga
– Família: caçula, babá
– Corpo humano: bunda, corcunda, banguela, capenga
– Relações pessoais de carinho: xodó, dengo, cafuné
– Insultos: sacana, lelé
– Comércio: quitanda, muamba, maracutaia.
• Vale lembrar que algumas palavras africanas
(geralmente das linguas quimbundo, quicongo e
umbundo - matriz banto) acabaram “vencendo”
as de origem portuguesa, e se tornaram comuns
no português do Brasil. Dizemos:
• Caçula, ao invés de “benjamin”
• Moringa, ao invés de “bilha”
• corcunda --> giba
• capenga --> coxo
• cochilar --> dormitar
• xingar --> insultar
• dengo --> mimo
• caxumba --> trasorelho
2) RELIGIÃO
Em geral, as religiões afro-brasileiras se formaram em sincretismo
com o catolicismo, e em menor grau com religiões indígenas.
2.1) Candomblé (“Calundus” até séc. XVIII)
* Religião de origem africana, trazida pelos escravos
* cânticos em línguas africanas
* culto voltado unicamente aos Orixás, que são considerados
deuses (e não espíritos)
* Para sobreviver na colônia católica  sincretismo com o
catolicismo:
- associação de orixás (deuses) com santos católicos
- peregrinações de seus praticantes a Igrejas nos dias
comemorativos dos santos  ex.: lavagem das escadarias nas
Igrejas do Nosso Senhor do Bonfim.
Correspondência entre orixás e santos
católicos:
• Oxalá (o mais elevado dos deuses iorubás)  Jesus
• Ogum (Deus dos guerreiros)  Santo Antônio e São
Jorge
• Xangô (Deus do trovão)  São Jerônimo e São João
• Iansã (Deusa das tempestades, dos ventos e dos
relâmpagos)  Santa Bárbara
• Iemanjá (Deusa dos grandes rios, mares e oceanos)
 Nossa Senhora da Conceição
- 2.2) Umbanda
- Religião nascida no Brasil no século XX,
resultado do encontro de tradições africanas,
espíritas e católicas.
- cânticos em português
- culto voltado aos orixás, aos caboclos
(espíritos de índios brasileiros) e pretos-velhos
(espíritos de escravos).
2.3) Irmandades Religiosas de Negros no Brasil:
- De orientação católica, eram organizadas para
incentivar a devoção a um santo protetor e para
fins beneficentes destinados aos seus irmãos;
- Negros usavam tambores, melodias e
vestimentas africanas nos dias de festa 
resistência cultural;
- Coroação de rainhas e reis negros;
- Irmandades mais famosas: Irmandade de Nossa
Senhora do Rosário, de Santa Efigênia e São
Benedito (presentes em vários estados do Brasil).
2.4) Outras religiões afro-brasileiras:
- Batuque - Rio Grande do Sul
- Tambor de mina – Maranhão
- Xangô do Nordeste – Pernambuco
- Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio
de Janeiro e Santa Catarina
3) Música
Ritmos: samba, maracatu, coco, jongo, carimbó,
lambada, maxixe
- Instrumentos Musicais: Afoxé, Agogô,
Atabaque, Berimbau, Tambor
4) Outras manifestações artísticas/culturais:
4.1) Capoeira
- arte multidimensional: ao mesmo tempo
dança, luta, jogo e música.
- muito praticada no período imperial, era
discriminada e chegou a ser criminalizada no
início da República
- só é permitida no país oficialmente a partir de
fins da década de 1930
4.2) Bumba Meu Boi
4.3) Folia de Reis
4.4) Congada

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Introdução um pouco de historia africana
Introdução um pouco de historia africanaIntrodução um pouco de historia africana
Introdução um pouco de historia africanaMonitoria Contabil S/C
 
África e Europa
África e EuropaÁfrica e Europa
África e Europardbtava
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades Diversas Cláudia
 
ÁFrica e América
ÁFrica e AméricaÁFrica e América
ÁFrica e Américardbtava
 
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...Giselda morais rodrigues do
 
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair AguilarÁfrica Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair AguilarAltair Moisés Aguilar
 
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em ÁfricaHistória e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em ÁfricaMario Filho
 
Os nossos antepassados eram deuses claude lepine
Os nossos antepassados eram deuses   claude lepineOs nossos antepassados eram deuses   claude lepine
Os nossos antepassados eram deuses claude lepineMonitoria Contabil S/C
 
A áfrica, desvendando um continente
A áfrica, desvendando um continenteA áfrica, desvendando um continente
A áfrica, desvendando um continenteAna Pessoa
 
De onde são os africanos escravizados que vieram para o brasil
De onde são os africanos escravizados que vieram para o brasilDe onde são os africanos escravizados que vieram para o brasil
De onde são os africanos escravizados que vieram para o brasilMo Maie
 
Caderno pedagógico de história 2° bimestre
Caderno pedagógico de história   2° bimestreCaderno pedagógico de história   2° bimestre
Caderno pedagógico de história 2° bimestreanakarolinarocha
 
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIROA FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRORonaldo Junio
 

Mais procurados (20)

Introdução um pouco de historia africana
Introdução um pouco de historia africanaIntrodução um pouco de historia africana
Introdução um pouco de historia africana
 
A formação do povo brasileiro
A formação do povo brasileiroA formação do povo brasileiro
A formação do povo brasileiro
 
Africa - Iorubas e Bantos
Africa - Iorubas e BantosAfrica - Iorubas e Bantos
Africa - Iorubas e Bantos
 
África e Europa
África e EuropaÁfrica e Europa
África e Europa
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
 
Africa Antes Dos Europeus
Africa Antes Dos EuropeusAfrica Antes Dos Europeus
Africa Antes Dos Europeus
 
ÁFrica e América
ÁFrica e AméricaÁFrica e América
ÁFrica e América
 
Os negros no brasil colônia
Os negros no brasil colôniaOs negros no brasil colônia
Os negros no brasil colônia
 
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
Fdocumentos.tips povos e-culturas-africanas-malineses-centenas-de-povos-com-c...
 
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair AguilarÁfrica Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
 
Avaliação história 7º ano setembro - gabarito
Avaliação história 7º ano   setembro - gabaritoAvaliação história 7º ano   setembro - gabarito
Avaliação história 7º ano setembro - gabarito
 
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em ÁfricaHistória e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
História e Cultura Africana - Aula 1 - O mundo muçulmano em África
 
Hsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanos
Hsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanosHsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanos
Hsc povos-tradicionais-amerindios-e-africanos
 
Os nossos antepassados eram deuses claude lepine
Os nossos antepassados eram deuses   claude lepineOs nossos antepassados eram deuses   claude lepine
Os nossos antepassados eram deuses claude lepine
 
Ap cs história- 7° ano - correto
Ap cs   história- 7° ano - corretoAp cs   história- 7° ano - correto
Ap cs história- 7° ano - correto
 
A áfrica, desvendando um continente
A áfrica, desvendando um continenteA áfrica, desvendando um continente
A áfrica, desvendando um continente
 
O povo brasileiro
O povo brasileiroO povo brasileiro
O povo brasileiro
 
De onde são os africanos escravizados que vieram para o brasil
De onde são os africanos escravizados que vieram para o brasilDe onde são os africanos escravizados que vieram para o brasil
De onde são os africanos escravizados que vieram para o brasil
 
Caderno pedagógico de história 2° bimestre
Caderno pedagógico de história   2° bimestreCaderno pedagógico de história   2° bimestre
Caderno pedagógico de história 2° bimestre
 
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIROA FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
 

Semelhante a Africa & cultura afrobrasileira

Semelhante a Africa & cultura afrobrasileira (20)

Escravos
EscravosEscravos
Escravos
 
Raizes_Culturais_Brasileiras__Africanos__ensino_basico.pdf
Raizes_Culturais_Brasileiras__Africanos__ensino_basico.pdfRaizes_Culturais_Brasileiras__Africanos__ensino_basico.pdf
Raizes_Culturais_Brasileiras__Africanos__ensino_basico.pdf
 
Apresentação-Abralin-2021-PPT.pptx
Apresentação-Abralin-2021-PPT.pptxApresentação-Abralin-2021-PPT.pptx
Apresentação-Abralin-2021-PPT.pptx
 
África, América e Ásia antes dos europeus
África, América e Ásia antes dos europeusÁfrica, América e Ásia antes dos europeus
África, América e Ásia antes dos europeus
 
lei 10.639.ppt
lei 10.639.pptlei 10.639.ppt
lei 10.639.ppt
 
Slide francisco
Slide franciscoSlide francisco
Slide francisco
 
cultura-afro-brasileira (1).ppt
cultura-afro-brasileira (1).pptcultura-afro-brasileira (1).ppt
cultura-afro-brasileira (1).ppt
 
Cultura afro-brasileira
Cultura afro-brasileiraCultura afro-brasileira
Cultura afro-brasileira
 
Escravidão no brasil
Escravidão no brasilEscravidão no brasil
Escravidão no brasil
 
Cultura afro-brasileira
Cultura afro-brasileira Cultura afro-brasileira
Cultura afro-brasileira
 
Cultura afro
Cultura afroCultura afro
Cultura afro
 
Influência da-cultura-africana-no-brasil
Influência da-cultura-africana-no-brasilInfluência da-cultura-africana-no-brasil
Influência da-cultura-africana-no-brasil
 
_África.ppt
_África.ppt_África.ppt
_África.ppt
 
Escravidão e Resistência
Escravidão e ResistênciaEscravidão e Resistência
Escravidão e Resistência
 
Matrizes culturais iii
Matrizes culturais iiiMatrizes culturais iii
Matrizes culturais iii
 
Os negros no brasil colônia
Os negros no brasil colôniaOs negros no brasil colônia
Os negros no brasil colônia
 
Escravidão / Resistência
Escravidão / ResistênciaEscravidão / Resistência
Escravidão / Resistência
 
Os negros no Brasil colônia
Os negros no Brasil colôniaOs negros no Brasil colônia
Os negros no Brasil colônia
 
Indios
IndiosIndios
Indios
 
Diagnostica historia 7ano1
Diagnostica historia 7ano1Diagnostica historia 7ano1
Diagnostica historia 7ano1
 

Mais de Eliphas Rodrigues

Africanos no brasil: dominação e resistência
Africanos no brasil: dominação e resistênciaAfricanos no brasil: dominação e resistência
Africanos no brasil: dominação e resistênciaEliphas Rodrigues
 
Sistema e economia colonial parte 2
Sistema e economia colonial parte 2Sistema e economia colonial parte 2
Sistema e economia colonial parte 2Eliphas Rodrigues
 
Sistema e economia colonial parte 1
Sistema e economia colonial parte 1Sistema e economia colonial parte 1
Sistema e economia colonial parte 1Eliphas Rodrigues
 
Reforma protestante e a Contrarreforma
Reforma protestante e a ContrarreformaReforma protestante e a Contrarreforma
Reforma protestante e a ContrarreformaEliphas Rodrigues
 
Renascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitosRenascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitosEliphas Rodrigues
 
Aspecto culturais da colônia e revolta de beckman
Aspecto culturais da colônia e revolta de beckmanAspecto culturais da colônia e revolta de beckman
Aspecto culturais da colônia e revolta de beckmanEliphas Rodrigues
 
colonização holandesa e entradas e bandeiras
colonização holandesa e entradas e bandeirascolonização holandesa e entradas e bandeiras
colonização holandesa e entradas e bandeirasEliphas Rodrigues
 
O processo da independência
O processo da independênciaO processo da independência
O processo da independênciaEliphas Rodrigues
 

Mais de Eliphas Rodrigues (17)

Africanos no brasil: dominação e resistência
Africanos no brasil: dominação e resistênciaAfricanos no brasil: dominação e resistência
Africanos no brasil: dominação e resistência
 
Revoltas coloniais
Revoltas coloniaisRevoltas coloniais
Revoltas coloniais
 
Sistema e economia colonial parte 2
Sistema e economia colonial parte 2Sistema e economia colonial parte 2
Sistema e economia colonial parte 2
 
Sistema e economia colonial parte 1
Sistema e economia colonial parte 1Sistema e economia colonial parte 1
Sistema e economia colonial parte 1
 
Reforma protestante e a Contrarreforma
Reforma protestante e a ContrarreformaReforma protestante e a Contrarreforma
Reforma protestante e a Contrarreforma
 
Renascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitosRenascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitos
 
Feudalismo
FeudalismoFeudalismo
Feudalismo
 
O pós guerra (anos 80
O pós guerra (anos 80O pós guerra (anos 80
O pós guerra (anos 80
 
Revoltas republicanas
Revoltas republicanasRevoltas republicanas
Revoltas republicanas
 
Oriente médio
Oriente médioOriente médio
Oriente médio
 
II GUERRA MUNDIAL PARTE II
II GUERRA MUNDIAL PARTE IIII GUERRA MUNDIAL PARTE II
II GUERRA MUNDIAL PARTE II
 
II guerra mundial
II guerra mundialII guerra mundial
II guerra mundial
 
2ª guerra mundial
2ª guerra mundial2ª guerra mundial
2ª guerra mundial
 
Cultura no Brasil imperial
Cultura no Brasil imperialCultura no Brasil imperial
Cultura no Brasil imperial
 
Aspecto culturais da colônia e revolta de beckman
Aspecto culturais da colônia e revolta de beckmanAspecto culturais da colônia e revolta de beckman
Aspecto culturais da colônia e revolta de beckman
 
colonização holandesa e entradas e bandeiras
colonização holandesa e entradas e bandeirascolonização holandesa e entradas e bandeiras
colonização holandesa e entradas e bandeiras
 
O processo da independência
O processo da independênciaO processo da independência
O processo da independência
 

Último

HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfAnaGonalves804156
 
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Centro Jacques Delors
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundonialb
 
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresLilianPiola
 
Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.
Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.
Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.Susana Stoffel
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOColégio Santa Teresinha
 
ATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptx
ATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptxATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptx
ATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptxOsnilReis1
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasRicardo Diniz campos
 
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdfJorge Andrade
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOMarcosViniciusLemesL
 
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A  galinha ruiva sequencia didatica 3 anoA  galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A galinha ruiva sequencia didatica 3 anoandrealeitetorres
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 

Último (20)

HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
 
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
 
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
 
Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.
Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.
Família de palavras.ppt com exemplos e exercícios interativos.
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃOLEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
LEMBRANDO A MORTE E CELEBRANDO A RESSUREIÇÃO
 
ATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptx
ATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptxATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptx
ATIVIDADE AVALIATIVA VOZES VERBAIS 7º ano.pptx
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
 
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
 
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A  galinha ruiva sequencia didatica 3 anoA  galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
 
Em tempo de Quaresma .
Em tempo de Quaresma                            .Em tempo de Quaresma                            .
Em tempo de Quaresma .
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
 

Africa & cultura afrobrasileira

  • 2. HISTÓRIA, Segundo Ano A África Atlântica Desertos Estepes Savanas Florestas Oásis Vegetação mediterrânea Diversidade natural africana.
  • 3. HISTÓRIA, Segundo Ano A África Atlântica Vários povos e várias etnias A diversidade cultural dos povos africanos era tamanha que os especialistas estimam que tenham existido mais de 2000 línguas diferentes. As principais famílias linguísticas:  Afro-Asiática (norte e leste): berbere, egípcio antigo, semítico, cushita e chádico;  Niger-Cordofaniana: Cordofaniano e Níger-Congo (ashanti, suaíli, banto, xosa, zulu, iorubá, ibo, etc.);  Nilo-Saariana (norte do Nilo, no Saara e no Sudão): Songai, saariano, mabã, furiã, comã e nilótico;  Coissã (sul): Hadza, sandane e coissã.
  • 4. HISTÓRIA, Segundo Ano A África Atlântica Línguas Afro-Asiáticas Línguas Niger-Cordofanianas Línguas Nilo-Saarianas Línguas Coissã
  • 5. Povos africanos antes da chegada dos Europeus: - Rica diversidade étnica/cultural (até hoje!) - Organizavam-se em tribos, cidades-Estado, reinos e impérios. - Alguns eram caçadores-coletores; outros, agricultores e criadores de gado; outros, comerciantes. - Alguns povos dominavam a metalurgia  ferro, bronze - Praticavam um intenso comércio (principalmente nas cidades – ex.: Tombuctu)  ouro, sal, tecidos, grãos, noz-de-cola, plumas, marfim, instrumentos de metal, objetos de cerâmica e couro, etc.
  • 6.
  • 7.
  • 8. • Império do Ghana (Povo Soninké ou Mandê) – muito ouro. Exércitos poderosos com armamentos de ferro. • Império de Kanem-Bornu • Império do Mali (Povo Mandê ou Mandinka) – • Império Songhay – a “Cidade Universitária” de Tombuctu – Patrimônio da Humanidade. • Cidades-Estado dos Hauçá • Reino do Benin e Reinos dos Iorubá • Reino do Congo – sua capital, Mbanza Kongo, mais tarde rebatizada de São Salvador, era, segundo descrições do século XVI, tão grande quanto as maiores cidades de Portugal
  • 9. Os Reinos do Mundo Iorubá
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14. - Religiosidade variada: politeísmo, islamismo (muito forte), cristianismo. - Guerras freqüentes - Escravidão:  homens e mulheres: prisioneiros de guerra, infratores, pessoas endividadas ou famintas  Mais presente nas capitais dos reinos/impérios, cidades-estado e centros comerciais  escravo como mercadoria  venda de escravos para o norte da África, Europa, península Arábica, Pérsia e Índia.
  • 15.
  • 17.
  • 18. - Contatos com povos de outros continentes, motivados principalmente por questões comerciais: • Mar Mediterrâneo: europeus • Mar Vermelho: árabes, persas, indianos • Oceano Índico: árabes, persas, indianos. • Oceano Atlântico: última região do continente a manter contato com outros povos – início: século XV, com os portugueses.
  • 19. O tráfico negreiro no Atlântico - Estima-se que aproximadamente 11 milhões de africanos foram trazidos ao continente americano em aproximadamente 3 séculos. - O Brasil foi a região da América que mais recebeu escravos africanos: aprox. 4,5 milhões.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24. POR QUE O TRABALHO ESCRAVO INDÍGENA FOI “SUBSTITUÍDO” PELO TRABALHO ESCRAVO DO NEGRO AFRICANO?  existência de um lucrativo tráfico negreiro  culturas indígenas eram incompatíveis com trabalho contínuo/intensivo/compulsório  forte resistência indígena (fugas facilitadas em função do conhecimento do território)  ajuda dos jesuítas aos índios  problemas para a Coroa portuguesa  alto índice de mortalidade indígena  falta de mão-de- obra  muitos negros já eram escravos na África
  • 25. muitos negros sabiam trabalhar com ferro, gado (alta capacidade produtiva)  os negros não conheciam o território, eram desenraizados de seu meio social, etc... dificuldades de organizarem rebeliões  tanto a Igreja quanto a Coroa aceitavam a escravidão negra
  • 26. Estigma de natureza religiosa • "...E (Noé) bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda. E viu Cã, o pai de Canaã, a nudez de seu pai, e fê-lo saber a ambos os seus irmãos fora. (...) E despertou Noé do seu vinho, e soube o que o seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã, servo dos servos seja dos seus irmãos. E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo (Gên. 9:21 – 27)."
  • 27.
  • 28. • Diversas origens dos africanos que chegaram ao Brasil: - sudaneses (ciclo da Guiné, século XVI; ciclo da costa da Mina, início do século XVIII, e ciclo da baía do Benim, meados do mesmo século); - bantos (ciclo do Congo e de Angola, século XVII); - no século XIX, chegam escravos predominantemente originários de Angola e Moçambique. - Aprox. 200 a 300 línguas diferentes chegaram ao Brasil junto com os africanos !!!
  • 29. ETNIAS AFRICANAS QUE VIERAM PARA O BRASIL:
  • 30.
  • 31. Africanos no Brasil - Boçais: africanos recém-chegados que ainda não entendiam nem falavam português - Ladinos: africanos que aprendiam o português e os “costumes da terra”. - Crioulos: negros nascidos no Brasil, que tinham o português como primeira língua. Geralmente, ocupavam uma posição melhor na sociedade colonial do que os africanos.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39. Recibo de venda de escravo - 15/12/1858
  • 40. Apólice da Companhia Mutua de Seguro de Vida dos Escravos  se incumbia do ressarcimento, ao senhor, dos prejuízos causados por alguma eventual perda
  • 41. O ESTADO DE S. PAULO, 13/03/1880
  • 43.
  • 44.
  • 46. O Quilombo de Palmares Única imagem contemporânea de Palmares, apresentada por Barleus em 1647.
  • 47. O quilombo de Palmares • Surgiu no princípio do século XVII e só foi exterminado em 1694. • Ocupava um espaço territorial de aproximadamente 27 mil km quadrados, dentro dos atuais estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia. • Os relatos sobre a população quilombola chegam a estimativa de 20 mil habitantes. • Tais números chegam perto de explicar o impacto que Palmares causou. A existência de tamanho foco resistente incomodou as autoridades, que enviaram constantes expedições para vencer o quilombo. • E, mesmo depois de derrotado, ele continuou a existir, como um fantasma: era constante o medo de que algum outro quilombo atingisse proporções semelhantes a Palmares.
  • 48. Mapa de Palmares Fonte: REIS, J. J.; GOMES, F. dos S. Liberdade por um fio: historia dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996
  • 49. REVOLTA DOS MALÊS (SALVADOR- BA, 1835)
  • 50.
  • 51.
  • 52. O FIM DA ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL LEIS REFERENTES AO TRÁFICO NEGREIRO 1 – BILL ABERDEEN (1845) 2 – EUSÉBIO DE QUEIRÓZ (1850) LEIS ABOLICIONISTAS: 3 – LEI DO VENTRE LIVRE (1871) - concedeu liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir dessa data  obs.: tornou indiscutível o fim da escravidão (a abolição seria apenas uma questão de tempo) 4 – LEI DOS SEXAGENÁRIOS / SARAIVA-COTEGIPE (1885) - concedeu liberdade aos escravos com mais de 60 anos. 5 – LEI ÁUREA (1888)- abolição da escravidão  obs.: o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão
  • 53. 1842 .............17 435 1843 .............19 095 1844 .............22 849 1845..............19 453 1846..............50 324 1847..............56 172 1848..............60 000 1849..............54 000 1850..............23 000 1851..............03 387 1852..............700 1853/56 ........128 média anual Importação de Escravos (1842 – 1856)
  • 54.
  • 55. FIM DA ESCRAVIDÃO NO CEARÁ: 1884
  • 56. Sessão Plenária da Abolição (13/05/1888) - Senado Federal
  • 57.
  • 59. Princesa Isabel – 1887 “A Redentora”
  • 60. Comemoração da Abolição – Paço Imperial (RJ), 1888
  • 61. Missa comemorativa da Abolição – RJ - 17/05/1888
  • 62.
  • 63. Cronologia da abolição da escravidão na América Saint Domingue (Haiti) 1804 Chile 1823 Províncias Unidas da América Central 1824 México 1829 Uruguai 1842 Colônias francesas 1848 Bolívia 1851 Colômbia 1851 Equador 1852 Argentina 1853 Venezuela 1854 Peru 1855 Colônias holandesas 1863 Estados Unidos 1863 Porto Rico 1873 Cuba 1886 Brasil 1888
  • 64. • Definição: conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do período colonial até a atualidade. • características de origem africana na cultura brasileira encontram-se em geral mescladas a outras referências culturais: portuguesas e indígenas • Era desprezada e, às vezes, criminalizada no período colonial e no século XIX, mas ao longo do século XX passou por um processo de revalorização  manifestações culturais aceitas e admiradas pelas elites brasileiras como expressões artísticas genuinamente nacionais. CULTURA AFRO-BRASILEIRA
  • 65. • Mesmo no Brasil, os africanos mantiveram vínculos com a África, por meio da(s): - língua - técnicas de plantio e de criação de animais - técnicas artesanais (como construir cestas de de fibras vegetais e casas de barro cobertas por palha, por exemplo) - formas de organizar a família, de reverenciar os mortos, - formas de manifestar suas religiosidades.
  • 66. 1) LÍNGUA - Os negros participaram da configuração do português brasileiro; - São os principais responsáveis pelas diferenças que afastaram o português do Brasil do de Portugal. Ex.: *pronúncia rica em vogais da nossa fala (ri.ti.mo, a.di.vo.ga.do) * dupla negação (não quero não); * emprego preferencial da próclise (eu lhe disse, me dê)
  • 67. • Vocabulário (alguns exemplos): – Culinária: mocotó, moqueca – Doenças: caxumba – Flora: dendê, maxixe, jiló – Fauna: camundongo, minhoca – Usos e costumes: cochilo, muamba – Ornamentos: miçanga, balangandã – Vestes: tanga, sunga – Família: caçula, babá – Corpo humano: bunda, corcunda, banguela, capenga – Relações pessoais de carinho: xodó, dengo, cafuné – Insultos: sacana, lelé – Comércio: quitanda, muamba, maracutaia.
  • 68. • Vale lembrar que algumas palavras africanas (geralmente das linguas quimbundo, quicongo e umbundo - matriz banto) acabaram “vencendo” as de origem portuguesa, e se tornaram comuns no português do Brasil. Dizemos: • Caçula, ao invés de “benjamin” • Moringa, ao invés de “bilha” • corcunda --> giba • capenga --> coxo • cochilar --> dormitar • xingar --> insultar • dengo --> mimo • caxumba --> trasorelho
  • 69. 2) RELIGIÃO Em geral, as religiões afro-brasileiras se formaram em sincretismo com o catolicismo, e em menor grau com religiões indígenas. 2.1) Candomblé (“Calundus” até séc. XVIII) * Religião de origem africana, trazida pelos escravos * cânticos em línguas africanas * culto voltado unicamente aos Orixás, que são considerados deuses (e não espíritos) * Para sobreviver na colônia católica  sincretismo com o catolicismo: - associação de orixás (deuses) com santos católicos - peregrinações de seus praticantes a Igrejas nos dias comemorativos dos santos  ex.: lavagem das escadarias nas Igrejas do Nosso Senhor do Bonfim.
  • 70. Correspondência entre orixás e santos católicos: • Oxalá (o mais elevado dos deuses iorubás)  Jesus • Ogum (Deus dos guerreiros)  Santo Antônio e São Jorge • Xangô (Deus do trovão)  São Jerônimo e São João • Iansã (Deusa das tempestades, dos ventos e dos relâmpagos)  Santa Bárbara • Iemanjá (Deusa dos grandes rios, mares e oceanos)  Nossa Senhora da Conceição
  • 71. - 2.2) Umbanda - Religião nascida no Brasil no século XX, resultado do encontro de tradições africanas, espíritas e católicas. - cânticos em português - culto voltado aos orixás, aos caboclos (espíritos de índios brasileiros) e pretos-velhos (espíritos de escravos).
  • 72. 2.3) Irmandades Religiosas de Negros no Brasil: - De orientação católica, eram organizadas para incentivar a devoção a um santo protetor e para fins beneficentes destinados aos seus irmãos; - Negros usavam tambores, melodias e vestimentas africanas nos dias de festa  resistência cultural; - Coroação de rainhas e reis negros; - Irmandades mais famosas: Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, de Santa Efigênia e São Benedito (presentes em vários estados do Brasil).
  • 73. 2.4) Outras religiões afro-brasileiras: - Batuque - Rio Grande do Sul - Tambor de mina – Maranhão - Xangô do Nordeste – Pernambuco - Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina
  • 74. 3) Música Ritmos: samba, maracatu, coco, jongo, carimbó, lambada, maxixe - Instrumentos Musicais: Afoxé, Agogô, Atabaque, Berimbau, Tambor
  • 75. 4) Outras manifestações artísticas/culturais: 4.1) Capoeira - arte multidimensional: ao mesmo tempo dança, luta, jogo e música. - muito praticada no período imperial, era discriminada e chegou a ser criminalizada no início da República - só é permitida no país oficialmente a partir de fins da década de 1930 4.2) Bumba Meu Boi
  • 76. 4.3) Folia de Reis 4.4) Congada