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LEI 10.639/03
Cultura Negra
1. Contexto Histórico
Ao longo de mais de trezentos anos (1559-
1888), os escravos negros foram
responsáveis pela produção de boa parte das
riquezas no Brasil, no qual milhões de
africanos foram tirados de suas terras para
uma viagem na qual aproximadamente a
metade morria de fome, doenças e maus-
tratos.
•A escravidão se caracteriza por
sujeitar um homem ao outro de
forma: o escravo não é apenas
propriedade do senhor, mas
também sua vontade está sujeita à
autoridade do dono.
•“O negro não veio para o Brasil.
Ele foi trazido.”
•Ele exercia o papel de força de
trabalho numa estrutura de grande
lavoura.
O Comércio de Escravos Negros
Na África, os escravos eram adquiridos por
traficantes a preços baixos e revendido a
preços altos na América. Muitas vezes, o
açúcar, o tabaco, a aguardente e outros
produtos serviam de moeda de troca. Quando
chegavam à América portuguesa, os escravos
eram colocados à venda em mercados.
Ficavam a mostra em exposição sendo
tratados como mercadorias.
• Até 1820, para cada europeu quase
quatro africanos haviam atravessado o
Atlântico, e, dadas as diferenças nos
índices de gênero entre os fluxos de
migrantes europeus e africanos, cerca de
quatro em cada cinco mulheres que
atravessaram o Atlântico vinham da
África.
Para toda a América, entre os séculos XVI e
XIX, calcula-se que vieram entre 10 e 20
milhões de escravos. Em relação ao Brasil, as
estimativas elaboradas pelo historiador Herbert
Klein apontam o desembarque de cerca de 4
milhões de africanos entre 1531 e 1855.
Período
1531-1600
1601-1700
1701-18200
1801-1855
Total
Número de escravos
50 000
560 000
1 680 100
1 719 300
4 009 400
 Por meio do tráfico negreiro, chegaram ao Brasil pessoas de
diversas regiões da África. Entre os principais grupos africanos
trazidos ao Brasil, destacaram-se
bantos
sudaneses
Os bantos eram originários da África
central, geralmente de Angola e Congo.
Foram levados principalmente para
Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Ao contrário do que muita gente acredita,
os bantos não são um povo, nem sequer são
uma etnia. Banto é um tronco linguístico, ou
seja, é uma língua que deu origem a
diversas outras línguas africanas. Hoje são
mais de 400 grupos étnicos que falam
línguas bantas, todos eles ao sul da linha do
Equador.
•Os sudaneses provinham das regiões
africanas de Daomé (Benin), Nigéria e
Guiné, na África ocidental, e foram levados
principalmente para a Bahia.
• Nos séculos XVII e XVIII, os africanos de
origem sudanesa eram comprados por um
preço maior, pois muitos senhores no Brasil
os consideravam mais fortes e inteligentes
que os demais. Entretanto, esses escravos
também foram líderes de muitas revoltas,
especialmente nos séculos XVIII e XIX.
Descendente de
africanos sudaneses.
2. Tipos de Escravidão
Existem diversos tipos de escravidão mais os
três principais são:
1. Escravidão por raça;
2. Escravidão por dívida;
3. Escravidão por guerra.
3. A Escravidão Indígena
O trabalho escravo indígena foi usado
sobretudo na exploração do pau-brasil,já que
(1) o trabalho nos engenhos de açúcar era
muito diferente daquele que os indígenas
estavam acostumados e (2) ao governo
português interessava mais que os indígenas
continuassem a se dedicar à coleta das
riquezas naturais da terra, como o pau-brasil.
4. A Escravidão Negra Africana
O tráfico de escravos foi, durante séculos, uma
das atividades mais lucrativas do comércio
internacional, com a África sendo duramente
disputadas pelas principais potências da
Europa.
6. Origem dos Escravos Negros
A maioria dos africanos trazidos à colônia
portuguesa como escravos pertencia a dois
grandes grupos étnicos: os bantos, originários
de Angola, Moçambique e Congo, e que se
tornaram mais numerosos no centro-sul e no
Nordeste; e os sudaneses, provenientes da
Guiné, da Nigéria e da Costa do Ouro, e que
foram levados principalmente para a região
da Bahia.
7. O Cotidiano do Trabalho Escravo
Os escravos começavam o trabalho ao raiar o
dia e só paravam ao escurecer. Seu principal
alimento era a mandioca. Os escravos viviam e
trabalhavam vigiados por capatazes e
feitores. Quando fugiam, eram perseguidos
pelos capitães-do-mato, que recebiam certa
quantia por escravo capturado e devolvido ao
senhor.
8. Os Castigos Físicos
Os principais castigos físicos sofridos pelos escravos
eram:
• Tronco – Os escravos ficavam presos imobilizados
por horas e as vezes dias, o que provocava inchaço
das pernas, formigamento e forte dores.
• Bacalhau – Espécie de chicote de couro
cru, que rasgava a pele; muitas vezes os
feitores passavam sal nos ferimentos,
tornando a dor ainda maior;
• Vira-mundo – Instrumento de ferro que
prendia mãos e pés;
• Gargalheira – Colar de ferro com várias
hastes em forma de gancho.
9. Os Conflitos Culturais
As principais mudanças culturais impostas aos escravos
negros africanos eram:
• Alimentação – Eles comiam o que o senhor lhes dava;
• Roupas – Eram obrigados a vestir grossos panos de
algodão;
• Língua – Eram obrigados a aprender a língua local dos
portugueses;
• Religião – Eram obrigados a adotarem o catolicismo
como religião.
Religiosidade
• Os bantos, nagôs e jejes
no Brasil colonial criaram
o candomblé, religião afro-
brasileira baseada no
culto aos orixás praticada
atualmente em todo o
território. Largamente
distribuída também é a
umbanda, uma religião
sincrética que mistura
elementos africanos com
o catolicismo e o
espiritismo, incluindo a
associação de santos
católicos com os orixás.
Religiosidade
• Os orixás são deuses africanos que
correspondem a pontos de força da
Natureza e os seus arquétipos estão
relacionados às manifestações
dessas forças. As características de
cada Orixá aproxima-os dos seres
humanos, pois eles manifestam-se
através de emoções como nós.
Sentem raiva, ciúmes, amam em
excesso, são passionais. Cada orixá
tem ainda o seu sistema simbólico
particular, composto de cores,
comidas, cantigas, rezas, ambientes,
espaços físicos e até horários.
O Orixás
Musicalidade
• Na música a cultura africana contribuiu
com os ritmos que são a base de boa
parte da música popular brasileira.
Gêneros musicais coloniais de influência
africana, como o lundu, terminaram dando
origem à base rítmica do maxixe, samba,
choro, bossa-nova e outros gêneros
musicais atuais.
Capoeira
• Até o ano de 1930, a prática
da capoeira ficou proibida no
Brasil, pois era vista como
uma prática violenta e
subversiva. A polícia recebia
orientações para prender os
capoeiristas que praticavam
esta luta. Em 1930, um
importante capoeirista
brasileiro, mestre Bimba,
apresentou a luta para o
então presidente Getúlio
Vargas.
10. Os Quilombos
Grande parte do escravos negros fugitivos
reuniram-se em comunidades chamadas de
quilombos. A maior parte dos quilombos
organizaram-se no Nordeste (Sergipe, Alagoas e
Bahia). Os habitantes do quilombos eram
chamados de quilombolas.
Dentre os quilombos mais conhecidos, destacam-se
os da Serra da Barriga, região situada entre os
atuais estados de Alagoas e Pernambuco. Eram
cerca de dez quilombos, unidos sob o nome de
Palmares, que resistiram durante quase todo o
século XVII aos ataques do governo e dos
senhores de escravos. Palmares chegou a ter
entre 20 mil e 30 mil habitantes e seu líder mais
importante foi Zumbi.
Zumbi Domingos Jorge Velho
11. O Movimento Abolicionista
Evolução das leis
Lei Eusébio de Queirós (1850) – Proibia o
tráfico de escravos no Brasil;
Lei do Ventre Livre (1871) – Determinava que os
filhos de mulher escrava nascidos a partir
daquela data seriam livres, mas continuariam
na condição de propriedade do senhor até os
21 anos de idade;
Lei do Sexagenário (1885) – Declarava livres os
escravos com mais de 65 anos de idade;
Lei Áurea (1888) – Declarava extinta a
escravidão no Brasil.
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  • 3. 1. Contexto Histórico Ao longo de mais de trezentos anos (1559- 1888), os escravos negros foram responsáveis pela produção de boa parte das riquezas no Brasil, no qual milhões de africanos foram tirados de suas terras para uma viagem na qual aproximadamente a metade morria de fome, doenças e maus- tratos.
  • 4. •A escravidão se caracteriza por sujeitar um homem ao outro de forma: o escravo não é apenas propriedade do senhor, mas também sua vontade está sujeita à autoridade do dono. •“O negro não veio para o Brasil. Ele foi trazido.” •Ele exercia o papel de força de trabalho numa estrutura de grande lavoura.
  • 5. O Comércio de Escravos Negros Na África, os escravos eram adquiridos por traficantes a preços baixos e revendido a preços altos na América. Muitas vezes, o açúcar, o tabaco, a aguardente e outros produtos serviam de moeda de troca. Quando chegavam à América portuguesa, os escravos eram colocados à venda em mercados. Ficavam a mostra em exposição sendo tratados como mercadorias.
  • 6. • Até 1820, para cada europeu quase quatro africanos haviam atravessado o Atlântico, e, dadas as diferenças nos índices de gênero entre os fluxos de migrantes europeus e africanos, cerca de quatro em cada cinco mulheres que atravessaram o Atlântico vinham da África.
  • 7. Para toda a América, entre os séculos XVI e XIX, calcula-se que vieram entre 10 e 20 milhões de escravos. Em relação ao Brasil, as estimativas elaboradas pelo historiador Herbert Klein apontam o desembarque de cerca de 4 milhões de africanos entre 1531 e 1855. Período 1531-1600 1601-1700 1701-18200 1801-1855 Total Número de escravos 50 000 560 000 1 680 100 1 719 300 4 009 400
  • 8.  Por meio do tráfico negreiro, chegaram ao Brasil pessoas de diversas regiões da África. Entre os principais grupos africanos trazidos ao Brasil, destacaram-se bantos sudaneses
  • 9.
  • 10.
  • 11. Os bantos eram originários da África central, geralmente de Angola e Congo. Foram levados principalmente para Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao contrário do que muita gente acredita, os bantos não são um povo, nem sequer são uma etnia. Banto é um tronco linguístico, ou seja, é uma língua que deu origem a diversas outras línguas africanas. Hoje são mais de 400 grupos étnicos que falam línguas bantas, todos eles ao sul da linha do Equador.
  • 12. •Os sudaneses provinham das regiões africanas de Daomé (Benin), Nigéria e Guiné, na África ocidental, e foram levados principalmente para a Bahia. • Nos séculos XVII e XVIII, os africanos de origem sudanesa eram comprados por um preço maior, pois muitos senhores no Brasil os consideravam mais fortes e inteligentes que os demais. Entretanto, esses escravos também foram líderes de muitas revoltas, especialmente nos séculos XVIII e XIX. Descendente de africanos sudaneses.
  • 13. 2. Tipos de Escravidão Existem diversos tipos de escravidão mais os três principais são: 1. Escravidão por raça; 2. Escravidão por dívida; 3. Escravidão por guerra.
  • 14. 3. A Escravidão Indígena O trabalho escravo indígena foi usado sobretudo na exploração do pau-brasil,já que (1) o trabalho nos engenhos de açúcar era muito diferente daquele que os indígenas estavam acostumados e (2) ao governo português interessava mais que os indígenas continuassem a se dedicar à coleta das riquezas naturais da terra, como o pau-brasil.
  • 15. 4. A Escravidão Negra Africana O tráfico de escravos foi, durante séculos, uma das atividades mais lucrativas do comércio internacional, com a África sendo duramente disputadas pelas principais potências da Europa.
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  • 17. 6. Origem dos Escravos Negros A maioria dos africanos trazidos à colônia portuguesa como escravos pertencia a dois grandes grupos étnicos: os bantos, originários de Angola, Moçambique e Congo, e que se tornaram mais numerosos no centro-sul e no Nordeste; e os sudaneses, provenientes da Guiné, da Nigéria e da Costa do Ouro, e que foram levados principalmente para a região da Bahia.
  • 18. 7. O Cotidiano do Trabalho Escravo Os escravos começavam o trabalho ao raiar o dia e só paravam ao escurecer. Seu principal alimento era a mandioca. Os escravos viviam e trabalhavam vigiados por capatazes e feitores. Quando fugiam, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que recebiam certa quantia por escravo capturado e devolvido ao senhor.
  • 19. 8. Os Castigos Físicos Os principais castigos físicos sofridos pelos escravos eram: • Tronco – Os escravos ficavam presos imobilizados por horas e as vezes dias, o que provocava inchaço das pernas, formigamento e forte dores.
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  • 21. • Bacalhau – Espécie de chicote de couro cru, que rasgava a pele; muitas vezes os feitores passavam sal nos ferimentos, tornando a dor ainda maior;
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  • 23. • Vira-mundo – Instrumento de ferro que prendia mãos e pés;
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  • 25. • Gargalheira – Colar de ferro com várias hastes em forma de gancho.
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  • 29. 9. Os Conflitos Culturais As principais mudanças culturais impostas aos escravos negros africanos eram: • Alimentação – Eles comiam o que o senhor lhes dava; • Roupas – Eram obrigados a vestir grossos panos de algodão; • Língua – Eram obrigados a aprender a língua local dos portugueses; • Religião – Eram obrigados a adotarem o catolicismo como religião.
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  • 31. Religiosidade • Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro- brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.
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  • 33. Religiosidade • Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. O Orixás
  • 34. Musicalidade • Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais.
  • 35. Capoeira • Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas.
  • 36. 10. Os Quilombos Grande parte do escravos negros fugitivos reuniram-se em comunidades chamadas de quilombos. A maior parte dos quilombos organizaram-se no Nordeste (Sergipe, Alagoas e Bahia). Os habitantes do quilombos eram chamados de quilombolas. Dentre os quilombos mais conhecidos, destacam-se os da Serra da Barriga, região situada entre os atuais estados de Alagoas e Pernambuco. Eram cerca de dez quilombos, unidos sob o nome de Palmares, que resistiram durante quase todo o século XVII aos ataques do governo e dos senhores de escravos. Palmares chegou a ter entre 20 mil e 30 mil habitantes e seu líder mais importante foi Zumbi.
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  • 41. 11. O Movimento Abolicionista Evolução das leis Lei Eusébio de Queirós (1850) – Proibia o tráfico de escravos no Brasil; Lei do Ventre Livre (1871) – Determinava que os filhos de mulher escrava nascidos a partir daquela data seriam livres, mas continuariam na condição de propriedade do senhor até os 21 anos de idade; Lei do Sexagenário (1885) – Declarava livres os escravos com mais de 65 anos de idade; Lei Áurea (1888) – Declarava extinta a escravidão no Brasil.