SlideShare uma empresa Scribd logo
a África antes da chegada dos
europeus
África, América e Ásia antes dos europeus
As imagens que carregamos da África em nossa
  memória são decorrentes dos assuntos que nos
  acostumamos a estudar sobre esse continente e
 são resultado de processos históricos específicos,
               como por exemplo:
-Século XV – colonialismo     escravidão
-Século XIX – neocolonialismo     exploração
- Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 11 milhões de africanos
      foram trazidos para a América. Desses, 4 milhões vieram para
      o Brasil na condição de escravos.




Dos quase 170 milhões de brasileiros (Censo de 2000), mais de 10 milhões se declaram negros,
65 milhões afirmam ser pardos, ou seja, metade da população brasileira é afrodescendente. Em
todo o mundo, apenas a Nigéria tem população de origem negra maior que o Brasil.
• Por que estudar a História da África?
• Por que não estudamos a História da África antes?


1º) O conhecimento é a única forma de combater todas as formas de desigualdades, conforme
   estabelecido na declaração universal dos direitos humanos (1948),especialmente no sentido de
   contribuir para a prevenção e eliminação de todas as formas de manifestação de discriminação
   étnica e racial, conforme estabelecido na convenção internacional sobre a eliminação de todas
   as formas de discriminação racial de 1965.

2º) Para o Brasil, que vem fortalecendo as relações diplomáticas, a cooperação econômica e o
    intercâmbio cultural com a África, essa iniciativa é mais um passo importante para a
    consolidação da nova agenda política. A crescente aproximação com os países da África se
    reflete internamente na crescente valorização do papel do negro na sociedade brasileira e na
    denúncia das diversas formas de racismo. O enfrentamento da desigualdade entre brancos e
    negros no país e a educação para as relações étnicas e raciais ganhou maior relevância com a
    Constituição de 1988. O reconhecimento da prática do racismo como crime é uma das
    expressões da decisão da sociedade brasileira de superar a herança persistente da
    escravidão. Recentemente, o sistema educacional recebeu a responsabilidade de promover a
    valorização da contribuição africana quando, por meio da alteração da Lei de Diretrizes e
    Bases da Educação Nacional (LDB) e com a aprovação da Lei 10.639 de 2003, tornou-se
    obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira no currículo da
    educação básica.
“A África não é uma parte histórica do mundo”
                      Hegel, filósofo alemão



         Será???
Adaptado de Duby, George. Grand Atlas historique. Paris: Larrouse, p.2-4
África, América e Ásia antes dos europeus
O aparecimento do deserto do Saara,
ocorrido em época relativamente recente
(12000-8000 a.C.) e que coincidiu com o fim
do último período glacial, dividiu o
continente em duas zonas, do ponto de vista
cultural: enquanto a faixa norte continuou a
relacionar-se com o Oriente Médio, berço de
civilizações,   a      África    subsaariana
transformou-se numa área isolada, sobre a
qual as culturas históricas do Mediterrâneo e
da Mesopotâmia quase não exerceram
influência.
Foi o trabalho dos berberes, povos
seminômades, que garantiu a ligação entre o
norte e os restante do continente, incluindo o
deserto.
[...] Deixava o Saara de ser uma espécie de terra de ninguém, para
ver-se apossado pelas tribos nômades que conheciam os seus caminhos
– marcados pela existência de poços d’água e oásis – e deles
cuidavam [...]. O deserto tronava-se, assim, um mar interior, um mar de
aridez que, graças ao dromedário, podia ser percorrido pelo homem.
A partir de então, [o deserto] ligaria também o mundo mediterrâneo ao
país dos negros, em vez de separá-los.
    É verdade que os berberes continuaram a morar em tendas e a levar
de estepe em estepe seus rebanhos. Mas passaram a ter na pilhagem,
na proteção das caravanas e no comércio novos meios de aquisição de
riqueza. [...]
 Alberto da Costa e Silva. A enxada e a lança: a África antes dos portugueses. 2. ed. Ver. E ampl.
                                                     Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.p. 249
Há milênios, os mercados des especiarias são abastecidos pelos berberes.
• Organização em pequenos bandos.
• Surgimento das primeiras sociedades.




Pintura rupestre com cerca de 4.000 anos, do sítio arqueológico de Tassili, na
                            Argélia, norte da África.
África, América e Ásia antes dos europeus
África, América e Ásia antes dos europeus
África, América e Ásia antes dos europeus
• Foram os reinos formados na bacia do Congo, ao sul da
  África, onde vivem os bantos, que mais influenciaram a
  sociedade brasileira, já que dessa região vieram o maior
  número de africanos para o Brasil.
• Vieram também para o Brasil, muitos representantes da cultura
  dos sudaneses, povos oriundos da região ocidental da África,
  onde se desenvolveram importantes reinos, como o de Gana e
  Daomé.
• A cultura banto compreende hoje cerca de 400 povos que
  formam um grupo linguístico. Corresponde a cerca de 300
  milhões de africanos!
• Em sua história de origem, esses grupos atravessaram as
  florestas do centro da África, o que demorou séculos! Durante
  essa travessia, misturaram-se a outros povos e foram
  adquirindo uma organização mais refinada e uma cultura
  múltipla.




     Candomblé       Fruto da palmeira de dendê   Umbanda
Século XIV – fundação do reino
•Política – centralizada. O rei era chamado de manicongo e
governava auxiliado por um conselho real.
•Sociedade – os povos da cidade dominavam os povos do
campo.
•Economia – Rica produção agrícola (banana, coco, dendê,
milhete, sorgo, feijão) e pecuária (cabras, porcos e galinhas).
Artesanato variado (tecidos de ráfia e palmeiras; ferro para a
produção de armas e joias). Comércio ativo onde a unidade
monetária era o zimbo – concha da ilha de Luanda.
•Religião - católica, devido ao contato com os portugueses.
O contato dos portugueses com
o governo do reino intensificou
a escravidão, já conhecida e
praticada, desde que, para
com prisioneiros de guerra.
No entanto, alguns comerciantes
se corromperam, fazendo da
escravidão um negócio de
grande lucro para portugueses
e congoleses.
Uma expressiva parte dos
escravos que trabalharam na
exploração aurífera do século
XVIII, principalmente em Minas
Gerais, era proveniente da
região do Congo e de Angola.
• Povos da África Ocidental ( Nigéria e Benin atuais),
  convertidos ao islamismo no século XI.
• Viviam da agricultura, da pecuária, da tecelagem, do comércio
  e da metalurgia, especialmente do bronze e do ouro.
• Os europeus ficaram fascinados com a arte da metalurgia
  nessa região praticada. Era incrível a habilidade desses povos
  na transformação dos metais, em espadas, facas, joias etc.
FUVEST 2011 - História
58 - África vive (...) prisioneira de um passado inventado por outros.
           Mia Couto, Um retrato sem moldura, in Leila Hernandez, A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, p.11, 2005.
A frase acima se justifica porque
a) os movimentos de independência na África foram patrocinados pelos países
imperialistas, com o objetivo de garantir a exploração econômica do continente.
b) os distintos povos da África preferem negar suas origens étnicas e culturais, pois não
há espaço, no mundo de hoje, para a defesa da identidade cultural africana.
c) a colonização britânica do litoral atlântico da África provocou a definitiva
associação do continente à escravidão e sua submissão aos projetos de hegemonia
europeia no Ocidente.
d) os atuais conflitos dentro do continente são comandados por potências estrangeiras,
interessadas em dividir a África para explorar mais facilmente suas riquezas.
e) a maioria das divisões políticas da África definidas pelos colonizadores se manteve,
em linhas gerais, mesmo após os movimentos de independência.
• Resposta E – Mia Couto faz uma afirmação que remete ao
  contexto imperialista do século XIX, quando as potências
  europeias organizaram a partilha da África entre si, não
  respeitando os milenares grupos linguísticos do continente.
08 – FUVEST 2011 – Química
Atualmente, grandes jazidas de diamantes, localizadas em diversos países
africanos, abastecem o luxuoso mercado mundial de joias. O diamante é
uma forma cristalina do carbono elementar constituída por uma estrutura
tridimensional rígida e com ligações covalentes. É um mineral precioso
devido a sua dureza, durabilidade, transparência, alto índice de refração
e
raridade.
ENEM 2010 –
Negro, filho de escrava e fidalgo português, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta
pela liberdade. Foi vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler
e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia nascido livre. Autodidata, advogado sem diploma,
fez do direito o seu ofício e transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa
abolicionista.
                                          AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de História. Ano 1, no 3.
                                                         Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado).
A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX foi resultado de importantes
lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica a
A) impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo
alfabetizado.
B) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal
de luta pela liberdade.
C) rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social.
D) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai
português.
E) troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito
advocatício
ao mesmo.
Resposta: B
A vida do abolicionista Luiz Gama indica possibilidade, embora
muito limitada, de ascensão social do negro no Brasil imperial e,
ao mesmo tempo, revela a importância do Direito e de alguns
advogados na luta pelo fim da escravidão no país.
Breve narrativa da parte da história africana:
•http://www.youtube.com/watch?v=W_BnEh6lsO8
Aula 13 - Telecurso sobre a África antiga
•http://www.youtube.com/watch?v=IRYreFrYhyU
• Povoamento da América – rotas/teorias
Grande diversidade:
-Altas culturas agrícolas – Astecas,
Incas e Maias
-Culturas agrícolas ainda dependentes
da coleta e da caça
-Culturas nômades de caçadores e
coletores
• Política: cidades-Estado. Camponeses pagavam impostos aos
  funcionários de um governante cujo poder era hereditário
• Religião: eram politeístas e adoravam milhares de deuses,
  sendo o mais importante Itzamná – o deus criador.
• Sociedade: hierarquizada.
• Economia: agrícola.
• Cultura: a escrita era considerada a mais desenvolvida,
  contava com um extenso conjunto de caracteres que
  representavam sons ou símbolos.
Alguns símbolos da escrita
    maia – interessante
 observar que uma mesma
letra/som poderia ter mais
  de uma representação.
 A escrita era considerada
sagrada, daí somente uma
 parcela da população ter
   acesso ao seu estudo.
África, América e Ásia antes dos europeus
• Política: monarquia hereditária. Durante o governo do imperador
  Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser
  formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos
  impostos para o imperador.
• Religião: eram politeístas e adoravam deuses ligados às forças da
  natureza.
• Sociedade: hierarquizada.
• Economia: agrícola, embora houvesse considerável comércio.
• Cultura: Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de
  astronomia.
• IMPORTANTE – povos dominados pelos astecas se juntaram aos
  espanhóis para combatê-los, fato que associado às doenças como
  gripe e sarampo, contribuíram para o domínio da civilização.
(Ufu 2011) Observe atentamente a imagem, os vários elementos que a compõem e a forma de composição.
 
                                             A obra Lienzo de Tlaxcala, pintada entre 1550 e 1564,
                                             possui a medida de 7 por 2,5 metros, sendo dividida em
                                             87 quadros e ilustra e exalta a colaboração tlaxcalteca
                                             à invasão espanhola. Expressa, portanto, a versão
 
                                             tlaxcalteca dos acontecimentos. Tlaxcala era um Estado
                                             poderoso, situado entre as terras quentes do golfo e o
                                             vale do México, que decidiu apoiar as expedições de
                                             Cortés, depois de tê-la combatido.
                                              

Sobre a obra Lienzo de Tlaxcala, é correto afirmar que:
a) pertence tanto à tradição autóctone – ausência de perspectiva, representação dos índios de perfil – quanto
adota elementos do estilo ocidental – marcas de ferraduras que sinalizam os deslocamentos dos cavaleiros
espanhóis, título que serve como legenda.
b) evidencia a autenticidade da arte tlaxcalteca frente à ofensiva espanhola, mantendo a percepção e
linguagem autóctone intactas, uma vez que o Ocidente não está representado na imagem.
c) evidencia o baixo grau de desenvolvimento da arte nas sociedades pré-colombianas se comparada à arte
europeia, que conhecia a perspectiva em profundidade e técnicas bem mais avançadas de representação da
vida nas obras dos artistas do Renascimento.
d) ilustra a imagem dos tlaxcaltecas como vencidos pelo domínio espanhol, a adoção de uma posição de
subordinação humilhante, e a legitimação da sua traição à resistência dos povos indígenas contra o domínio
espanhol no Novo Mundo
[A]
 
Resposta obtida a partir da interpretação básica da tela, do
enunciado e de alguns conhecimentos históricos sobre a chegada
dos espanhóis à região do México. Considera-se “autóctone” o
povo oriundo daquela região, neste caso os tlaxcalteca. Sabe-se
ainda que diversos povos, inimigos dos astecas, apoiaram os
espanhóis na invasão.
África, América e Ásia antes dos europeus
África, América e Ásia antes dos europeus
• Política: O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um
  deus na Terra.
• Religião: a religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém,
  cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o
  jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha
  (criador de tudo).
• Sociedade: hierarquizada.
• Economia: A agricultura era extremamente desenvolvida, pois
  plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das
  montanhas).
• Cultura: Na arquitetura, desenvolveram várias construções com
  enormes blocos de pedras encaixadas, como templos, casas e
  palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911
  e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade.
África, América e Ásia antes dos europeus
[D]
 
A alternativa correta sintetiza com precisão os conhecimentos
técnicos dos Incas com relação a agricultura, principal atividade
econômica desse povo. Cabe observar que outro aspecto
importante da produção agrícola era o emprego de grandes
contingentes de trabalhadores por meio da servidão coletiva.
(Enem 2010) O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios
da Bolívia e do Peru, chegou a englobar enorme contingente populacional.
Cuzco, a cidade sagrada, era o centro administrativo, com uma sociedade
fortemente estratificada e composta por imperadores, nobres, sacerdotes,
funcionários do governo, artesãos, camponeses, escravos e soldados. A
religião contava com vários deuses, e a base da economia era a agricultura.
principalmente o cultivo da batata e do milho.
A principal característica da sociedade inca era a
a) ditadura teocrática, que igualava a todos.
b) existência da igualdade social e da coletivização da terra.
c) estrutura social desigual compensada pela coletivização de todos os bens.
d) existência de mobilidade social, o que levou à composição da elite pelo
mérito.
e) impossibilidade de se mudar de extrato social e a existência de uma
aristocracia hereditária.
[E]
 
A sociedade inca era estamental, ou seja, a posição social do
indivíduo era definida pelo nascimento e, nesse sentido, não
havia mobilidade. A estrutura de poder era aristocrática, na qual
uma elite guerreira e administrativa concentrava o poder,
portanto, a sociedade era marcada pela desigualdade.
• http://educacao.uol.com.br/quiz/2012/05/11/o-que-sao-povos-pr
África, América e Ásia antes dos europeus
• A civilização chinesa é uma das mais antigas conhecidas,
  quase tão antiga quanto as que existiram no Egito e na
  Mesopotâmia.

  A cultura chinesa influenciou o desenvolvimento cultural de
  diversos países vizinhos, dentre os quais, o Japão e a Coréia.
  Os chineses também foram responsáveis pela descoberta da
  pólvora, do papel e da bússola.
• A ocupação da região remonta à Pré-história, na região dos rios Amarelo e
  Azul.
• Por volta de 2000 a.C. surge a primeira dinastia – a sucessão de cada
  uma delas foi marcado por intensas disputas e lutas internas.
• Desenvolveram a agricultura, a metalurgia de cobre e bronze e, a partir de
  700 a.C., o comércio e a fabricação de seda, tecidos e artesanato de
  cerâmica.


•
• Entre os séculos I a.C. e III, introduzem novas técnicas agrícolas, como
  a rotação de culturas e a adubação. Inventam o papel, a bússola e
  sistemas monetário e de pesos e medidas.
• A sociedade evoluiu da forma comunal de propriedade para a posse
  territorial pela nobreza.
• Os camponeses tornam-se servos, pagando obrigações aos senhores
  territoriais.
• Ao imperador cabiam as funções administrativas e sacerdotais.
• Possuem uma escrita com ideogramas e literatura rica, na qual se
  destacam Kung Fu-tseo (Confúcio), Lao-tsé e Mo-ti.
• São politeístas, cultuam a natureza e os antepassados. No século VI
  a.C., os ensinamentos de Lao-tsé transformam-se em religião, o
  taoísmo. O budismo é difundido a partir do século I a.C.
• Qin, 221-207 a.C.
• Responsável pela expansão territorial e pela formação de um
  estado unificado, que incluía adoção de um único sistema de
  pesos e medidas, de escrita e de moeda em todo o Império.

  Concursos públicos foram realizados para encontrara na
  sociedade pessoas qualificadas para cargos importantes.
  Por isso, costuma-se dizer que foi na China que surgiu a ideia
  de meritocracia.
• Na dinastia Qin camponeses foram recrutados para grandes obras,
  como a Grande Muralha.

  Antes de morrer, o imperador Huangdi ordenou que fossem feitas
  cerca de sete mil estátuas de guerreiros para serem colocadas a
  1.500 metros a leste de seu túmulo. Essas estátuas eram de terracota
  (argila cozida em forno) e foram feitas em tamanho natural. Além
  disso, foram feitas algumas estátuas de cavalos em tamanho natural,
  e mais de cem carros de madeira. Esse "exército" guardaria o túmulo
  do imperador, afugentando ladrões e intrusos.
  Para a construção do mausoléu do imperador foram utilizados cerca
  de 700 mil trabalhadores. Após alguns anos de serviço, esses
  trabalhadores teriam sido enterrados vivos por ordem do imperador,
  para que a obra permanecesse em segredo.
• Han, 206 a.C. - 220 d.C.
• Após crise sucessória tem início uma nova dinastia – Han, cuja
  principal característica era presentear os vizinhos para conquistar
  aliados. Os presentes eram grandes quantidades de tecidos de
  seda, espelhos de bronze, perfumes, peças de cerâmica e joias. Eram
  também oferecidos banquetes e festas.
  Foi na época dos Han que os chineses, que se julgavam o centro do
  mundo (daí chamarem seu país de "Império do Meio") descobriram
  que outros povos viviam a oeste de suas fronteiras, souberam
  inclusive da existência de um certo Império romano. Isso ocorreu
  quando Wu Ti, um imperador Han, enviou no ano 138 a.C. uma
  missão diplomática à Ásia Central, com o objetivo de estabelecer
  uma aliança com os turcos para combater os hunos.
• A construção de outros trechos da Grande Muralha nessa
  mesma época ajudou a abrir caminhos para o Ocidente e
  regiões montanhosas e desérticas foram trilhadas - inclusive o
  famoso deserto de Gobi. Poços profundos foram cavados para
  fornecer água para as caravanas.
  A demanda por seda chinesa estava alta em mercados como a
  Pérsia, a Turquia, a Índia e até o Império romano.
• Em 2.500 a.C., os dravidianos, um povo de pele morena que habitava a Península
  Indiana, já cultivavam o arroz, alimento que rapidamente se espalhou para o resto da
  Ásia.
• Por volta de 2.000 a.C., vindos do interior do continente, os arianos, de pele mais clara,
  invadiram o norte e dominaram a península. Do confronto das
  culturas draviniana e ariana nasceu a civilização hindu.
• Tinham como língua o sânscrito e como religião o vedismo. De acordo com os textos
  sagrados, cada um nasce predestinado a pertencer a uma das seguintes castas sociais:
• I. Brâmanes – líderes espirituais que exerciam também atividades médicas ou
  administrativas. Eram venerados como a casta mais pura.
• II. Guerreiros – ocupavam altos cargos, militares ou civis.
• III. Artesãos – formavam, ao lado dos mercadores e dos camponeses, o grupo dos
  trabalhadores braçais. Alguns artesãos enriqueciam como exportadores de jóias, metais e
  especiarias.
• IV. Servidores – trabalhadores menos qualificados.
• V. Intocáveis – considerados "impuros" pela religião: eram aqueles que lidavam com
  restos de animais mortos, dejetos humanos(curtidores, sapateiros, coveiros e limpa-fossas).
• A ascensão social era impossível, mas os humildes acreditavam reencarnariam numa
  existência superior após a morte, para compensar seus sofrimentos na vida passada.
• No século VI a.C., enquanto Confúcio começava a pregar na
  China, o príncipe Siddharta Gautama abandonou seu reino no
  norte da Índia e virou monge, incentivando a prática da
  meditação e o desprendimento das coisas materiais e
  proibindo o consumo de carne, tornando-se o BUDA: o
  iluminado.
• Adotado como religião oficial no século III a.C., o budismo
  difundiu-se para a China, Japão e Sudeste Asiático.
• Tele aula sobre o Extremo Oriente:
Parte 1 –
http://www.youtube.com/watch?v=70WHMpUmo-w

Parte 2 –
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ckhdN

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Brasil colonial sociedade açucareira
Brasil colonial sociedade açucareiraBrasil colonial sociedade açucareira
Brasil colonial sociedade açucareira
Nívia Sales
 
As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)
As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)
As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)
Nefer19
 
Imperialismo e neocolonialismo
Imperialismo e neocolonialismoImperialismo e neocolonialismo
Imperialismo e neocolonialismo
Paulo Alexandre
 
Povos pré colombianos
Povos pré colombianosPovos pré colombianos
Povos pré colombianos
Nila Michele Bastos Santos
 
América portuguesa a colonização do brasil
América portuguesa a colonização do brasilAmérica portuguesa a colonização do brasil
América portuguesa a colonização do brasil
Douglas Barraqui
 
Escravidão africana no brasil
Escravidão africana no brasilEscravidão africana no brasil
Escravidão africana no brasil
Fatima Freitas
 
Imperialismo
ImperialismoImperialismo
Imperialismo
eiprofessor
 
REINOS AFRICANOS
REINOS AFRICANOSREINOS AFRICANOS
REINOS AFRICANOS
ElvisJohnR
 
A Escravidão no Brasil colonial
A Escravidão no Brasil colonialA Escravidão no Brasil colonial
A Escravidão no Brasil colonial
Alex Ferreira dos Santos
 
A Divisão da História (2017) - 6º Ano
A Divisão da História (2017) - 6º AnoA Divisão da História (2017) - 6º Ano
A Divisão da História (2017) - 6º Ano
Nefer19
 
Antigas civilizações
Antigas civilizações Antigas civilizações
Antigas civilizações
Adail Silva
 
Conquista e colonização da América
Conquista e colonização da AméricaConquista e colonização da América
Conquista e colonização da América
Elton Zanoni
 
Grécia antiga
Grécia antigaGrécia antiga
Grécia antiga
cattonia
 
África - sístese histórica
África - sístese históricaÁfrica - sístese histórica
África - sístese histórica
Portal do Vestibulando
 
Slides a revolução industrial 2º. ano
Slides a revolução industrial   2º. anoSlides a revolução industrial   2º. ano
Slides a revolução industrial 2º. ano
Fatima Freitas
 
Expansão Marítima
Expansão MarítimaExpansão Marítima
Expansão Marítima
Aulas de História
 
AFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASILAFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASIL
Isabel Aguiar
 
Mundo Grego
Mundo GregoMundo Grego
Mundo Grego
Camila Brito
 
Independência dos EUA
Independência dos EUAIndependência dos EUA
Independência dos EUA
Portal do Vestibulando
 
9º ano - Segunda guerra mundial
9º ano - Segunda guerra mundial9º ano - Segunda guerra mundial
9º ano - Segunda guerra mundial
Janaína Bindá
 

Mais procurados (20)

Brasil colonial sociedade açucareira
Brasil colonial sociedade açucareiraBrasil colonial sociedade açucareira
Brasil colonial sociedade açucareira
 
As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)
As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)
As Grandes Navegações - 7º Ano (2016)
 
Imperialismo e neocolonialismo
Imperialismo e neocolonialismoImperialismo e neocolonialismo
Imperialismo e neocolonialismo
 
Povos pré colombianos
Povos pré colombianosPovos pré colombianos
Povos pré colombianos
 
América portuguesa a colonização do brasil
América portuguesa a colonização do brasilAmérica portuguesa a colonização do brasil
América portuguesa a colonização do brasil
 
Escravidão africana no brasil
Escravidão africana no brasilEscravidão africana no brasil
Escravidão africana no brasil
 
Imperialismo
ImperialismoImperialismo
Imperialismo
 
REINOS AFRICANOS
REINOS AFRICANOSREINOS AFRICANOS
REINOS AFRICANOS
 
A Escravidão no Brasil colonial
A Escravidão no Brasil colonialA Escravidão no Brasil colonial
A Escravidão no Brasil colonial
 
A Divisão da História (2017) - 6º Ano
A Divisão da História (2017) - 6º AnoA Divisão da História (2017) - 6º Ano
A Divisão da História (2017) - 6º Ano
 
Antigas civilizações
Antigas civilizações Antigas civilizações
Antigas civilizações
 
Conquista e colonização da América
Conquista e colonização da AméricaConquista e colonização da América
Conquista e colonização da América
 
Grécia antiga
Grécia antigaGrécia antiga
Grécia antiga
 
África - sístese histórica
África - sístese históricaÁfrica - sístese histórica
África - sístese histórica
 
Slides a revolução industrial 2º. ano
Slides a revolução industrial   2º. anoSlides a revolução industrial   2º. ano
Slides a revolução industrial 2º. ano
 
Expansão Marítima
Expansão MarítimaExpansão Marítima
Expansão Marítima
 
AFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASILAFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASIL
 
Mundo Grego
Mundo GregoMundo Grego
Mundo Grego
 
Independência dos EUA
Independência dos EUAIndependência dos EUA
Independência dos EUA
 
9º ano - Segunda guerra mundial
9º ano - Segunda guerra mundial9º ano - Segunda guerra mundial
9º ano - Segunda guerra mundial
 

Semelhante a África, América e Ásia antes dos europeus

áFrica e américa
áFrica e américaáFrica e américa
áFrica e américa
Valeria Kosicki
 
RA Os povos africanos.
RA Os povos africanos.RA Os povos africanos.
RA Os povos africanos.
Lauri Rene Reis Filho
 
áFrica contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidade
áFrica   contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidadeáFrica   contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidade
áFrica contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidade
Uiles Martins
 
2014 africa-america-questões
2014 africa-america-questões2014 africa-america-questões
2014 africa-america-questões
Jorge Marcos Oliveira
 
A chegada dos europeus na áfrica
A chegada dos europeus  na áfricaA chegada dos europeus  na áfrica
A chegada dos europeus na áfrica
Nelia Salles Nantes
 
A chegada dos europeus na áfrica
A chegada dos europeus  na áfricaA chegada dos europeus  na áfrica
A chegada dos europeus na áfrica
Nelia Salles Nantes
 
Questões áfrica e civilizações pré colombianas
Questões áfrica e civilizações pré colombianasQuestões áfrica e civilizações pré colombianas
Questões áfrica e civilizações pré colombianas
Acrópole - História & Educação
 
Matrizes culturais iii
Matrizes culturais iiiMatrizes culturais iii
Matrizes culturais iii
geografiafelipe
 
Ancestrais
AncestraisAncestrais
Ancestrais
Esmenia Carvalho
 
História e cultura afro brasileira (2)
História e cultura afro brasileira (2)História e cultura afro brasileira (2)
História e cultura afro brasileira (2)
Eliphas Rodrigues
 
A África atlântica.ppt
A África atlântica.pptA África atlântica.ppt
A África atlântica.ppt
LeandroAugusto100
 
A chegada dos europeus na áfrica
A chegada dos europeus  na áfricaA chegada dos europeus  na áfrica
A chegada dos europeus na áfrica
Nelia Salles Nantes
 
História da África e escravidão africana
História da África e escravidão africanaHistória da África e escravidão africana
História da África e escravidão africana
Paulo Alexandre
 
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair AguilarÁfrica Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
Altair Moisés Aguilar
 
África
ÁfricaÁfrica
África
Aline Souza
 
Escravos
EscravosEscravos
Escravos
Lane94
 
Africa
AfricaAfrica
África - 6 ano .pptx
África - 6 ano .pptxÁfrica - 6 ano .pptx
África - 6 ano .pptx
RogerioTrentin2
 
África e Europa
África e EuropaÁfrica e Europa
África e Europa
rdbtava
 
A África atlântica.ppt
A África atlântica.pptA África atlântica.ppt
A África atlântica.ppt
PriscylaLeal1
 

Semelhante a África, América e Ásia antes dos europeus (20)

áFrica e américa
áFrica e américaáFrica e américa
áFrica e américa
 
RA Os povos africanos.
RA Os povos africanos.RA Os povos africanos.
RA Os povos africanos.
 
áFrica contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidade
áFrica   contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidadeáFrica   contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidade
áFrica contexto histórico-social e aspectos gerais da atualidade
 
2014 africa-america-questões
2014 africa-america-questões2014 africa-america-questões
2014 africa-america-questões
 
A chegada dos europeus na áfrica
A chegada dos europeus  na áfricaA chegada dos europeus  na áfrica
A chegada dos europeus na áfrica
 
A chegada dos europeus na áfrica
A chegada dos europeus  na áfricaA chegada dos europeus  na áfrica
A chegada dos europeus na áfrica
 
Questões áfrica e civilizações pré colombianas
Questões áfrica e civilizações pré colombianasQuestões áfrica e civilizações pré colombianas
Questões áfrica e civilizações pré colombianas
 
Matrizes culturais iii
Matrizes culturais iiiMatrizes culturais iii
Matrizes culturais iii
 
Ancestrais
AncestraisAncestrais
Ancestrais
 
História e cultura afro brasileira (2)
História e cultura afro brasileira (2)História e cultura afro brasileira (2)
História e cultura afro brasileira (2)
 
A África atlântica.ppt
A África atlântica.pptA África atlântica.ppt
A África atlântica.ppt
 
A chegada dos europeus na áfrica
A chegada dos europeus  na áfricaA chegada dos europeus  na áfrica
A chegada dos europeus na áfrica
 
História da África e escravidão africana
História da África e escravidão africanaHistória da África e escravidão africana
História da África e escravidão africana
 
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair AguilarÁfrica Atlântica - Prof. Altair Aguilar
África Atlântica - Prof. Altair Aguilar
 
África
ÁfricaÁfrica
África
 
Escravos
EscravosEscravos
Escravos
 
Africa
AfricaAfrica
Africa
 
África - 6 ano .pptx
África - 6 ano .pptxÁfrica - 6 ano .pptx
África - 6 ano .pptx
 
África e Europa
África e EuropaÁfrica e Europa
África e Europa
 
A África atlântica.ppt
A África atlântica.pptA África atlântica.ppt
A África atlântica.ppt
 

Mais de Valeria Kosicki

Revolução cubana 1959
Revolução cubana   1959Revolução cubana   1959
Revolução cubana 1959
Valeria Kosicki
 
Revolução chinesa
Revolução chinesaRevolução chinesa
Revolução chinesa
Valeria Kosicki
 
Segunda guerra mundial
Segunda guerra mundialSegunda guerra mundial
Segunda guerra mundial
Valeria Kosicki
 
Guerra fria
Guerra friaGuerra fria
Guerra fria
Valeria Kosicki
 
República oligárquica
República oligárquicaRepública oligárquica
República oligárquica
Valeria Kosicki
 
2ª guerra mundial mapa dinâmico-jc
2ª guerra mundial  mapa dinâmico-jc2ª guerra mundial  mapa dinâmico-jc
2ª guerra mundial mapa dinâmico-jc
Valeria Kosicki
 
Sistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do Brasil
Sistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do BrasilSistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do Brasil
Sistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do Brasil
Valeria Kosicki
 
Imersão nos vestibulares do Sul - História
Imersão nos vestibulares do Sul - HistóriaImersão nos vestibulares do Sul - História
Imersão nos vestibulares do Sul - História
Valeria Kosicki
 
O currículo e os desafios na construção de
O currículo e os desafios na construção deO currículo e os desafios na construção de
O currículo e os desafios na construção de
Valeria Kosicki
 
Aula inaugural 2013 3º
Aula inaugural 2013   3ºAula inaugural 2013   3º
Aula inaugural 2013 3º
Valeria Kosicki
 
Aula inaugural 2013 2º
Aula inaugural 2013   2ºAula inaugural 2013   2º
Aula inaugural 2013 2º
Valeria Kosicki
 
Aula inaugural 2013 2º
Aula inaugural 2013   2ºAula inaugural 2013   2º
Aula inaugural 2013 2º
Valeria Kosicki
 
Revisão crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalização
Revisão   crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalizaçãoRevisão   crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalização
Revisão crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalização
Valeria Kosicki
 
Roma antiga
Roma antigaRoma antiga
Roma antiga
Valeria Kosicki
 
Mesopotâmia1
Mesopotâmia1Mesopotâmia1
Mesopotâmia1
Valeria Kosicki
 
De sarney a lula
De sarney a lulaDe sarney a lula
De sarney a lula
Valeria Kosicki
 
João goulart e o golpe militar de 1964
João goulart e o golpe militar de 1964João goulart e o golpe militar de 1964
João goulart e o golpe militar de 1964
Valeria Kosicki
 
Revolução industrial
Revolução industrialRevolução industrial
Revolução industrial
Valeria Kosicki
 
Independência dos EUA
Independência dos EUAIndependência dos EUA
Independência dos EUA
Valeria Kosicki
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
Valeria Kosicki
 

Mais de Valeria Kosicki (20)

Revolução cubana 1959
Revolução cubana   1959Revolução cubana   1959
Revolução cubana 1959
 
Revolução chinesa
Revolução chinesaRevolução chinesa
Revolução chinesa
 
Segunda guerra mundial
Segunda guerra mundialSegunda guerra mundial
Segunda guerra mundial
 
Guerra fria
Guerra friaGuerra fria
Guerra fria
 
República oligárquica
República oligárquicaRepública oligárquica
República oligárquica
 
2ª guerra mundial mapa dinâmico-jc
2ª guerra mundial  mapa dinâmico-jc2ª guerra mundial  mapa dinâmico-jc
2ª guerra mundial mapa dinâmico-jc
 
Sistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do Brasil
Sistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do BrasilSistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do Brasil
Sistema colonial - Questões dos últimos vestibulares do Sul do Brasil
 
Imersão nos vestibulares do Sul - História
Imersão nos vestibulares do Sul - HistóriaImersão nos vestibulares do Sul - História
Imersão nos vestibulares do Sul - História
 
O currículo e os desafios na construção de
O currículo e os desafios na construção deO currículo e os desafios na construção de
O currículo e os desafios na construção de
 
Aula inaugural 2013 3º
Aula inaugural 2013   3ºAula inaugural 2013   3º
Aula inaugural 2013 3º
 
Aula inaugural 2013 2º
Aula inaugural 2013   2ºAula inaugural 2013   2º
Aula inaugural 2013 2º
 
Aula inaugural 2013 2º
Aula inaugural 2013   2ºAula inaugural 2013   2º
Aula inaugural 2013 2º
 
Revisão crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalização
Revisão   crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalizaçãoRevisão   crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalização
Revisão crise do feudalismo, expansão comercial, capitalismo e globalização
 
Roma antiga
Roma antigaRoma antiga
Roma antiga
 
Mesopotâmia1
Mesopotâmia1Mesopotâmia1
Mesopotâmia1
 
De sarney a lula
De sarney a lulaDe sarney a lula
De sarney a lula
 
João goulart e o golpe militar de 1964
João goulart e o golpe militar de 1964João goulart e o golpe militar de 1964
João goulart e o golpe militar de 1964
 
Revolução industrial
Revolução industrialRevolução industrial
Revolução industrial
 
Independência dos EUA
Independência dos EUAIndependência dos EUA
Independência dos EUA
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
 

Último

Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
valdeci17
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
Marcelo Botura
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdfO Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
Falcão Brasil
 
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.pptAnálise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Falcão Brasil
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Falcão Brasil
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
Falcão Brasil
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
Manuais Formação
 
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Bibliotecas Escolares AEIDH
 
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdfgestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
Maria das Graças Machado Rodrigues
 
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptxSlides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Falcão Brasil
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Falcão Brasil
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
portaladministradores
 
Correio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdf
Correio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdfCorreio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdf
Correio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdf
Falcão Brasil
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Falcão Brasil
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 

Último (20)

Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
 
Elogio da Saudade .
Elogio da Saudade                          .Elogio da Saudade                          .
Elogio da Saudade .
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
VIAGEM AO PASSADO -
VIAGEM AO PASSADO                        -VIAGEM AO PASSADO                        -
VIAGEM AO PASSADO -
 
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdfO Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
O Ministério da Defesa e a Sociedade no Tema de Defesa Nacional.pdf
 
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.pptAnálise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
Análise dos resultados do desmatamento obtidos pelo SIAD.ppt
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
 
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
A Participação do Brasil nas Operações de Manutenção da Paz da ONU Passado, P...
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
 
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
Boletim informativo - Contacto - julho de 2024
 
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdfgestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
gestão_de_conflitos_no_ambiente_escolar.pdf
 
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptxSlides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
 
Correio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdf
Correio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdfCorreio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdf
Correio Aéreo Nacional (CAN) e Aviação de Transporte na FAB.pdf
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 

África, América e Ásia antes dos europeus

  • 1. a África antes da chegada dos europeus
  • 3. As imagens que carregamos da África em nossa memória são decorrentes dos assuntos que nos acostumamos a estudar sobre esse continente e são resultado de processos históricos específicos, como por exemplo: -Século XV – colonialismo escravidão -Século XIX – neocolonialismo exploração
  • 4. - Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 11 milhões de africanos foram trazidos para a América. Desses, 4 milhões vieram para o Brasil na condição de escravos. Dos quase 170 milhões de brasileiros (Censo de 2000), mais de 10 milhões se declaram negros, 65 milhões afirmam ser pardos, ou seja, metade da população brasileira é afrodescendente. Em todo o mundo, apenas a Nigéria tem população de origem negra maior que o Brasil.
  • 5. • Por que estudar a História da África? • Por que não estudamos a História da África antes? 1º) O conhecimento é a única forma de combater todas as formas de desigualdades, conforme estabelecido na declaração universal dos direitos humanos (1948),especialmente no sentido de contribuir para a prevenção e eliminação de todas as formas de manifestação de discriminação étnica e racial, conforme estabelecido na convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial de 1965. 2º) Para o Brasil, que vem fortalecendo as relações diplomáticas, a cooperação econômica e o intercâmbio cultural com a África, essa iniciativa é mais um passo importante para a consolidação da nova agenda política. A crescente aproximação com os países da África se reflete internamente na crescente valorização do papel do negro na sociedade brasileira e na denúncia das diversas formas de racismo. O enfrentamento da desigualdade entre brancos e negros no país e a educação para as relações étnicas e raciais ganhou maior relevância com a Constituição de 1988. O reconhecimento da prática do racismo como crime é uma das expressões da decisão da sociedade brasileira de superar a herança persistente da escravidão. Recentemente, o sistema educacional recebeu a responsabilidade de promover a valorização da contribuição africana quando, por meio da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e com a aprovação da Lei 10.639 de 2003, tornou-se obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira no currículo da educação básica.
  • 6. “A África não é uma parte histórica do mundo” Hegel, filósofo alemão Será???
  • 7. Adaptado de Duby, George. Grand Atlas historique. Paris: Larrouse, p.2-4
  • 9. O aparecimento do deserto do Saara, ocorrido em época relativamente recente (12000-8000 a.C.) e que coincidiu com o fim do último período glacial, dividiu o continente em duas zonas, do ponto de vista cultural: enquanto a faixa norte continuou a relacionar-se com o Oriente Médio, berço de civilizações, a África subsaariana transformou-se numa área isolada, sobre a qual as culturas históricas do Mediterrâneo e da Mesopotâmia quase não exerceram influência. Foi o trabalho dos berberes, povos seminômades, que garantiu a ligação entre o norte e os restante do continente, incluindo o deserto.
  • 10. [...] Deixava o Saara de ser uma espécie de terra de ninguém, para ver-se apossado pelas tribos nômades que conheciam os seus caminhos – marcados pela existência de poços d’água e oásis – e deles cuidavam [...]. O deserto tronava-se, assim, um mar interior, um mar de aridez que, graças ao dromedário, podia ser percorrido pelo homem. A partir de então, [o deserto] ligaria também o mundo mediterrâneo ao país dos negros, em vez de separá-los. É verdade que os berberes continuaram a morar em tendas e a levar de estepe em estepe seus rebanhos. Mas passaram a ter na pilhagem, na proteção das caravanas e no comércio novos meios de aquisição de riqueza. [...] Alberto da Costa e Silva. A enxada e a lança: a África antes dos portugueses. 2. ed. Ver. E ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.p. 249
  • 11. Há milênios, os mercados des especiarias são abastecidos pelos berberes.
  • 12. • Organização em pequenos bandos. • Surgimento das primeiras sociedades. Pintura rupestre com cerca de 4.000 anos, do sítio arqueológico de Tassili, na Argélia, norte da África.
  • 16. • Foram os reinos formados na bacia do Congo, ao sul da África, onde vivem os bantos, que mais influenciaram a sociedade brasileira, já que dessa região vieram o maior número de africanos para o Brasil. • Vieram também para o Brasil, muitos representantes da cultura dos sudaneses, povos oriundos da região ocidental da África, onde se desenvolveram importantes reinos, como o de Gana e Daomé.
  • 17. • A cultura banto compreende hoje cerca de 400 povos que formam um grupo linguístico. Corresponde a cerca de 300 milhões de africanos! • Em sua história de origem, esses grupos atravessaram as florestas do centro da África, o que demorou séculos! Durante essa travessia, misturaram-se a outros povos e foram adquirindo uma organização mais refinada e uma cultura múltipla. Candomblé Fruto da palmeira de dendê Umbanda
  • 18. Século XIV – fundação do reino •Política – centralizada. O rei era chamado de manicongo e governava auxiliado por um conselho real. •Sociedade – os povos da cidade dominavam os povos do campo. •Economia – Rica produção agrícola (banana, coco, dendê, milhete, sorgo, feijão) e pecuária (cabras, porcos e galinhas). Artesanato variado (tecidos de ráfia e palmeiras; ferro para a produção de armas e joias). Comércio ativo onde a unidade monetária era o zimbo – concha da ilha de Luanda. •Religião - católica, devido ao contato com os portugueses.
  • 19. O contato dos portugueses com o governo do reino intensificou a escravidão, já conhecida e praticada, desde que, para com prisioneiros de guerra. No entanto, alguns comerciantes se corromperam, fazendo da escravidão um negócio de grande lucro para portugueses e congoleses. Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVIII, principalmente em Minas Gerais, era proveniente da região do Congo e de Angola.
  • 20. • Povos da África Ocidental ( Nigéria e Benin atuais), convertidos ao islamismo no século XI. • Viviam da agricultura, da pecuária, da tecelagem, do comércio e da metalurgia, especialmente do bronze e do ouro. • Os europeus ficaram fascinados com a arte da metalurgia nessa região praticada. Era incrível a habilidade desses povos na transformação dos metais, em espadas, facas, joias etc.
  • 21. FUVEST 2011 - História 58 - África vive (...) prisioneira de um passado inventado por outros. Mia Couto, Um retrato sem moldura, in Leila Hernandez, A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, p.11, 2005. A frase acima se justifica porque a) os movimentos de independência na África foram patrocinados pelos países imperialistas, com o objetivo de garantir a exploração econômica do continente. b) os distintos povos da África preferem negar suas origens étnicas e culturais, pois não há espaço, no mundo de hoje, para a defesa da identidade cultural africana. c) a colonização britânica do litoral atlântico da África provocou a definitiva associação do continente à escravidão e sua submissão aos projetos de hegemonia europeia no Ocidente. d) os atuais conflitos dentro do continente são comandados por potências estrangeiras, interessadas em dividir a África para explorar mais facilmente suas riquezas. e) a maioria das divisões políticas da África definidas pelos colonizadores se manteve, em linhas gerais, mesmo após os movimentos de independência.
  • 22. • Resposta E – Mia Couto faz uma afirmação que remete ao contexto imperialista do século XIX, quando as potências europeias organizaram a partilha da África entre si, não respeitando os milenares grupos linguísticos do continente.
  • 23. 08 – FUVEST 2011 – Química Atualmente, grandes jazidas de diamantes, localizadas em diversos países africanos, abastecem o luxuoso mercado mundial de joias. O diamante é uma forma cristalina do carbono elementar constituída por uma estrutura tridimensional rígida e com ligações covalentes. É um mineral precioso devido a sua dureza, durabilidade, transparência, alto índice de refração e raridade.
  • 24. ENEM 2010 – Negro, filho de escrava e fidalgo português, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia nascido livre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do direito o seu ofício e transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa abolicionista. AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de História. Ano 1, no 3. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado). A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica a A) impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado. B) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade. C) rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social. D) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português. E) troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo.
  • 25. Resposta: B A vida do abolicionista Luiz Gama indica possibilidade, embora muito limitada, de ascensão social do negro no Brasil imperial e, ao mesmo tempo, revela a importância do Direito e de alguns advogados na luta pelo fim da escravidão no país.
  • 26. Breve narrativa da parte da história africana: •http://www.youtube.com/watch?v=W_BnEh6lsO8 Aula 13 - Telecurso sobre a África antiga •http://www.youtube.com/watch?v=IRYreFrYhyU
  • 27. • Povoamento da América – rotas/teorias
  • 28. Grande diversidade: -Altas culturas agrícolas – Astecas, Incas e Maias -Culturas agrícolas ainda dependentes da coleta e da caça -Culturas nômades de caçadores e coletores
  • 29. • Política: cidades-Estado. Camponeses pagavam impostos aos funcionários de um governante cujo poder era hereditário • Religião: eram politeístas e adoravam milhares de deuses, sendo o mais importante Itzamná – o deus criador. • Sociedade: hierarquizada. • Economia: agrícola. • Cultura: a escrita era considerada a mais desenvolvida, contava com um extenso conjunto de caracteres que representavam sons ou símbolos.
  • 30. Alguns símbolos da escrita maia – interessante observar que uma mesma letra/som poderia ter mais de uma representação. A escrita era considerada sagrada, daí somente uma parcela da população ter acesso ao seu estudo.
  • 32. • Política: monarquia hereditária. Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. • Religião: eram politeístas e adoravam deuses ligados às forças da natureza. • Sociedade: hierarquizada. • Economia: agrícola, embora houvesse considerável comércio. • Cultura: Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia. • IMPORTANTE – povos dominados pelos astecas se juntaram aos espanhóis para combatê-los, fato que associado às doenças como gripe e sarampo, contribuíram para o domínio da civilização.
  • 33. (Ufu 2011) Observe atentamente a imagem, os vários elementos que a compõem e a forma de composição.   A obra Lienzo de Tlaxcala, pintada entre 1550 e 1564, possui a medida de 7 por 2,5 metros, sendo dividida em 87 quadros e ilustra e exalta a colaboração tlaxcalteca à invasão espanhola. Expressa, portanto, a versão   tlaxcalteca dos acontecimentos. Tlaxcala era um Estado poderoso, situado entre as terras quentes do golfo e o vale do México, que decidiu apoiar as expedições de Cortés, depois de tê-la combatido.   Sobre a obra Lienzo de Tlaxcala, é correto afirmar que: a) pertence tanto à tradição autóctone – ausência de perspectiva, representação dos índios de perfil – quanto adota elementos do estilo ocidental – marcas de ferraduras que sinalizam os deslocamentos dos cavaleiros espanhóis, título que serve como legenda. b) evidencia a autenticidade da arte tlaxcalteca frente à ofensiva espanhola, mantendo a percepção e linguagem autóctone intactas, uma vez que o Ocidente não está representado na imagem. c) evidencia o baixo grau de desenvolvimento da arte nas sociedades pré-colombianas se comparada à arte europeia, que conhecia a perspectiva em profundidade e técnicas bem mais avançadas de representação da vida nas obras dos artistas do Renascimento. d) ilustra a imagem dos tlaxcaltecas como vencidos pelo domínio espanhol, a adoção de uma posição de subordinação humilhante, e a legitimação da sua traição à resistência dos povos indígenas contra o domínio espanhol no Novo Mundo
  • 34. [A]   Resposta obtida a partir da interpretação básica da tela, do enunciado e de alguns conhecimentos históricos sobre a chegada dos espanhóis à região do México. Considera-se “autóctone” o povo oriundo daquela região, neste caso os tlaxcalteca. Sabe-se ainda que diversos povos, inimigos dos astecas, apoiaram os espanhóis na invasão.
  • 37. • Política: O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. • Religião: a religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo). • Sociedade: hierarquizada. • Economia: A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). • Cultura: Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade.
  • 39. [D]   A alternativa correta sintetiza com precisão os conhecimentos técnicos dos Incas com relação a agricultura, principal atividade econômica desse povo. Cabe observar que outro aspecto importante da produção agrícola era o emprego de grandes contingentes de trabalhadores por meio da servidão coletiva.
  • 40. (Enem 2010) O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios da Bolívia e do Peru, chegou a englobar enorme contingente populacional. Cuzco, a cidade sagrada, era o centro administrativo, com uma sociedade fortemente estratificada e composta por imperadores, nobres, sacerdotes, funcionários do governo, artesãos, camponeses, escravos e soldados. A religião contava com vários deuses, e a base da economia era a agricultura. principalmente o cultivo da batata e do milho. A principal característica da sociedade inca era a a) ditadura teocrática, que igualava a todos. b) existência da igualdade social e da coletivização da terra. c) estrutura social desigual compensada pela coletivização de todos os bens. d) existência de mobilidade social, o que levou à composição da elite pelo mérito. e) impossibilidade de se mudar de extrato social e a existência de uma aristocracia hereditária.
  • 41. [E]   A sociedade inca era estamental, ou seja, a posição social do indivíduo era definida pelo nascimento e, nesse sentido, não havia mobilidade. A estrutura de poder era aristocrática, na qual uma elite guerreira e administrativa concentrava o poder, portanto, a sociedade era marcada pela desigualdade.
  • 44. • A civilização chinesa é uma das mais antigas conhecidas, quase tão antiga quanto as que existiram no Egito e na Mesopotâmia. A cultura chinesa influenciou o desenvolvimento cultural de diversos países vizinhos, dentre os quais, o Japão e a Coréia. Os chineses também foram responsáveis pela descoberta da pólvora, do papel e da bússola.
  • 45. • A ocupação da região remonta à Pré-história, na região dos rios Amarelo e Azul. • Por volta de 2000 a.C. surge a primeira dinastia – a sucessão de cada uma delas foi marcado por intensas disputas e lutas internas. • Desenvolveram a agricultura, a metalurgia de cobre e bronze e, a partir de 700 a.C., o comércio e a fabricação de seda, tecidos e artesanato de cerâmica. •
  • 46. • Entre os séculos I a.C. e III, introduzem novas técnicas agrícolas, como a rotação de culturas e a adubação. Inventam o papel, a bússola e sistemas monetário e de pesos e medidas. • A sociedade evoluiu da forma comunal de propriedade para a posse territorial pela nobreza. • Os camponeses tornam-se servos, pagando obrigações aos senhores territoriais. • Ao imperador cabiam as funções administrativas e sacerdotais. • Possuem uma escrita com ideogramas e literatura rica, na qual se destacam Kung Fu-tseo (Confúcio), Lao-tsé e Mo-ti. • São politeístas, cultuam a natureza e os antepassados. No século VI a.C., os ensinamentos de Lao-tsé transformam-se em religião, o taoísmo. O budismo é difundido a partir do século I a.C.
  • 47. • Qin, 221-207 a.C. • Responsável pela expansão territorial e pela formação de um estado unificado, que incluía adoção de um único sistema de pesos e medidas, de escrita e de moeda em todo o Império. Concursos públicos foram realizados para encontrara na sociedade pessoas qualificadas para cargos importantes. Por isso, costuma-se dizer que foi na China que surgiu a ideia de meritocracia.
  • 48. • Na dinastia Qin camponeses foram recrutados para grandes obras, como a Grande Muralha. Antes de morrer, o imperador Huangdi ordenou que fossem feitas cerca de sete mil estátuas de guerreiros para serem colocadas a 1.500 metros a leste de seu túmulo. Essas estátuas eram de terracota (argila cozida em forno) e foram feitas em tamanho natural. Além disso, foram feitas algumas estátuas de cavalos em tamanho natural, e mais de cem carros de madeira. Esse "exército" guardaria o túmulo do imperador, afugentando ladrões e intrusos. Para a construção do mausoléu do imperador foram utilizados cerca de 700 mil trabalhadores. Após alguns anos de serviço, esses trabalhadores teriam sido enterrados vivos por ordem do imperador, para que a obra permanecesse em segredo.
  • 49. • Han, 206 a.C. - 220 d.C. • Após crise sucessória tem início uma nova dinastia – Han, cuja principal característica era presentear os vizinhos para conquistar aliados. Os presentes eram grandes quantidades de tecidos de seda, espelhos de bronze, perfumes, peças de cerâmica e joias. Eram também oferecidos banquetes e festas. Foi na época dos Han que os chineses, que se julgavam o centro do mundo (daí chamarem seu país de "Império do Meio") descobriram que outros povos viviam a oeste de suas fronteiras, souberam inclusive da existência de um certo Império romano. Isso ocorreu quando Wu Ti, um imperador Han, enviou no ano 138 a.C. uma missão diplomática à Ásia Central, com o objetivo de estabelecer uma aliança com os turcos para combater os hunos.
  • 50. • A construção de outros trechos da Grande Muralha nessa mesma época ajudou a abrir caminhos para o Ocidente e regiões montanhosas e desérticas foram trilhadas - inclusive o famoso deserto de Gobi. Poços profundos foram cavados para fornecer água para as caravanas. A demanda por seda chinesa estava alta em mercados como a Pérsia, a Turquia, a Índia e até o Império romano.
  • 51. • Em 2.500 a.C., os dravidianos, um povo de pele morena que habitava a Península Indiana, já cultivavam o arroz, alimento que rapidamente se espalhou para o resto da Ásia. • Por volta de 2.000 a.C., vindos do interior do continente, os arianos, de pele mais clara, invadiram o norte e dominaram a península. Do confronto das culturas draviniana e ariana nasceu a civilização hindu. • Tinham como língua o sânscrito e como religião o vedismo. De acordo com os textos sagrados, cada um nasce predestinado a pertencer a uma das seguintes castas sociais: • I. Brâmanes – líderes espirituais que exerciam também atividades médicas ou administrativas. Eram venerados como a casta mais pura. • II. Guerreiros – ocupavam altos cargos, militares ou civis. • III. Artesãos – formavam, ao lado dos mercadores e dos camponeses, o grupo dos trabalhadores braçais. Alguns artesãos enriqueciam como exportadores de jóias, metais e especiarias. • IV. Servidores – trabalhadores menos qualificados. • V. Intocáveis – considerados "impuros" pela religião: eram aqueles que lidavam com restos de animais mortos, dejetos humanos(curtidores, sapateiros, coveiros e limpa-fossas). • A ascensão social era impossível, mas os humildes acreditavam reencarnariam numa existência superior após a morte, para compensar seus sofrimentos na vida passada.
  • 52. • No século VI a.C., enquanto Confúcio começava a pregar na China, o príncipe Siddharta Gautama abandonou seu reino no norte da Índia e virou monge, incentivando a prática da meditação e o desprendimento das coisas materiais e proibindo o consumo de carne, tornando-se o BUDA: o iluminado. • Adotado como religião oficial no século III a.C., o budismo difundiu-se para a China, Japão e Sudeste Asiático.
  • 53. • Tele aula sobre o Extremo Oriente: Parte 1 – http://www.youtube.com/watch?v=70WHMpUmo-w Parte 2 – http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ckhdN

Notas do Editor

  1. Além dos primeiros seres humanos terem surgido na África, foi a partir dela que outras regiões e continentes foram povoados.