A Pérola John Steinbeck
Temas de discussão Valores familiares : música, canoa que transita de geração em geração,  educação; Paterfamilias : pai manda e a família obedece; Avareza  do médico que só atendia quem tivesse dinheiro; Concertação  entre todos os vendedores para conseguirem a pérola o mais barata possível; Felicidade : ter ou não ter a pérola. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Na cidade contam a história da grande pérola – como foi encontrada e como se perdeu.  Contam a história de Kino, o pescador, da sua mulher, Juana, e do seu filho, Coyotito.  LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
E tantas vezes a história foi contada que acabou por se enraizar na mente de cada um. E, como sucede com todas as histórias muitas vezes contadas que o povo guarda no coração, só contém coisas boas e más, coisas a preto e branco, generosas e perversas, sem tonalidades intermédias. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Se considerarmos esta história como uma parábola, talvez seja possível extrairmos dela uma moral e descobrirmos nela a própria vida. Seja como for, contam na cidade que… LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Baseada num conto popular mexicano,  A Pérola  constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo tão contraditório em que vivemos. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
É, assim, a história comovente de uma pérola enorme de como foi descoberta e de como se perdeu… Levando com ela os sonhos bons e maus que representava, mas é também a história de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Capítulo I Kino acorda muito cedo ao primeiro raiar do sol. Observou o filho e também a mulher. Reparou que ela já tinha os olhos abertos como era hábito, ele não se lembra de os ver fechados ao acordar. Kino fecha os olhos para ouvir o som do mar e também há canções na mente e a dele tinha a Canção da Família. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
A Canção da Família soava agora ao ritmo da mó com que Juana moía o milho para os bolos da manhã. Era uma manhã igual a todas as manhãs, mas parecia-lhe a mais bela de todas. Todos os sons faziam parte da Canção da Família. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Tomaram o pequeno-almoço, sem palavras, pois não eram necessárias. Um barulho imperceptível, … viram um escorpião a descer pelas cordas que seguravam o caixote do filho. Uma nova canção surgiu, a do mal.  LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Kino tentou apanhar o escorpião, mas o filho, ao rir, agitou a corda e o escorpião caiu… Kino apanhou-o após este picar o filho e a Canção do Inimigo rugia nos seus ouvidos. Juana pegou no bebé e chupou o sítio da picada, os berros de Coyotito chamaram a atenção de toda a aldeia. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
O Menino foi picado. Todos sabiam o que acontecia após a picada de um escorpião – morte. Chamar um médico, ele não vem por viverem num sítio de barracas. Então resolveram eles ir ter com o médico. Formaram uma procissão até casa do médico. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Chegaram às casas de pedras, e a procissão foi engrossando. Os pedintes concluíram que aquela família não teria hipóteses de o médico os ajudar. Os pedintes estavam com curiosidade de saber como o médico iria reagir perante aquela família de pobres e de índios. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
O Médico estava em casa e a comer um óptimo pequeno-almoço. Ficando irado por ter sido interrompido, «eu tenho mais que fazer se não curar picadas de insectos dos “pobres índios”. Eu sou médico, não sou veterinário». O Médico recusou-se a prestar assistência por eles não terem dinheiro e somente umas pequenas e defeituosas pérolas. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Conhecimento explícito da língua Capítulo II - coordenação A praia tinha areia amarela, mas à beira da água cobriam-na algas e fragmentos de conchas. Frase simples ou complexa? Complexa, por ter duas acções: “tinha” e “ cobriam-na”.  Será por coordenação ou subordinação? Coordenação, as orações fazem sentido sozinhas, exemplo: A praia tinha areia amarela. / À beira da água cobriam-na algas e fragmentos de conchas. O nome destas orações será, então, coordenadas adversativas; oração coordenada + mas … oração coordenada adversativa. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
No fundo do mar abundavam formas que rastejavam, nadavam e cresciam. Novamente complexa e coordenada. Nesta caso assindética [quando se usa a vírgula em vez da conjunção ‘e’] e a última copulativa.  Ainda nesta frase encontramos orações subordinadas, relativa. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
O venenoso peixe-globo jazia no fundo dos leitos de algas e os coloridos caranguejos passavam rapidamente sobre ele. Orações coordenadas copulativas, atenção à conjunção copulativa ‘e’. Os verbos «jazia» e «passavam» são o coração das orações. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
O povo de Kino tinha cantado tudo o que acontecia ou existia. Orações coordenadas disjuntivas, isto é, apresenta uma ideia alternativa àquela que é expressa na oração anterior. Conjunção utilizada nesta frase é ‘ou’. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
O inchaço estava a desaparecer do ombro da criança, logo o veneno estava a sair do seu corpo. Orações coordenadas conclusivas. Conjunção ‘logo’. Isto é, apresenta uma conclusão ou consequência daquilo que é expresso na oração anterior. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Os homens das outras canoas olharam para ele, pois estavam espantados. Orações coordenadas explicativas, por apresentarem uma explicação daquilo que é expresso na oração anterior. Conjunção ‘pois’. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Síntese - coordenação Nas frases complexas, as orações podem estar ligadas através do processo de coordenação; isto é, as orações são sintacticamente independentes. Orações coordenadas: * copulativa [adição] (e, nem, …) * adversativa [oposição] (mas, porém,…) * disjuntiva [alternativa] (ou, quer…quer, …) * conclusiva [conclusão] (logo, por conseguinte, …) * explicativa [explicação] (pois, …) LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Conhecimento explícito da língua Capítulo III - subordinação Chegou aos ouvidos do padre  que  passeava no seu jardim. Frase simples ou complexa? Complexa. Chegou aos ouvidos do padre. Oração subordinante – esta frase faz sentido sozinha. Que passeava no seu jardim – oração subordinada relativa restritiva – quem passeava? O  que  refere-se ao antecedente que é o nome padre. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Eles olharam para as roupas de homem  que  não se tinham vendido muito bem. Novamente uma oração subordinada relativa restritiva, o  que  refere-se ao seu antecedente – roupas de homem. Estas orações são as mais frequentes na nossa língua. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
A notícia chegou aos ouvidos do médico , que estava a atender uma mulher, cuja doença era a idade,  embora nem ela nem o médico o admitissem . Oração subordinante,  oração subordinada relativa explicativa [que, cuja],  oração subordinada concessiva. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Orações subordinadas relativas Relativas restritivas : limitam o sentido do nome ou pronome antecedente, sendo por isso indispensáveis ao sentido da frase e não se separam na escrita por vírgula. Relativas explicativas : acrescentam ao antecedente uma informação acessória, podendo por isso serem suprimidas, separam--se por vírgula. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada concessiva Exprimem uma concessão; isto é, a acção enunciada na oração subordinante realiza-se, embora haja uma contrariedade. Há um contraste. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Quando descobriu  quem era Kino , o médico tomou um ar simultaneamente severo e judicioso. Oração subordinada temporal,  oração subordinada completiva,   oração subordinante. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada temporal Localiza no tempo a situação apresentada na oração subordinante. Oração subordinada completiva Orações que completam o sentido do verbo. Estas orações podem ser substituídas pelo pronome demonstrativo “isso”. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Recordou-se do quarto  onde vivera   como se fosse uma casa importante e luxuosa . Oração subordinante,  oração subordinada relativa ,  oração subordinada comparativa . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada comparativa Estabelece uma relação de comparação. Não confundir com a figura de estilo comparação. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
A música da pérola tinha-se fundido com a música da família,  de modo que uma embelezara a outra . Oração subordinante,  oração subordinada consecutiva .  LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada consecutiva Exprime uma consequência relativamente ao facto apresentado na oração subordinante. Estas orações subordinadas consecutivas não podem ser deslocadas na frase, vêm sempre a seguir às orações subordinantes. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Kino olhou para a sua pérola e Juana baixou as pálpebras  e cobriu o rosto com o xaile , para que ninguém pudesse ver a sua excitação. Orações coordenadas copulativas ,  oração subordinante , subordinada final LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada final Indica a finalidade, intenção da realização daquilo que é apresentado na oração subordinante. Exige o modo conjuntivo. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Sabia   que os deuses se vingavam de um homem  se ele alcançasse o sucesso através dos seus próprios esforços. Oração subordinante ,  oração subordinada completiva , oração subordinada condicional. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada condicional Indica a condição necessária para que se realize aquilo que é expresso na oração subordinante.  LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
O ódio ardia  e chispava nos seus olhos, e o medo também ,  porque as centenas de anos de dominação calavam bem fundo dentro dele . Oração subordinante,  oração coordenada copulativa ,  oração subordinada causal . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada causal Apresenta o motivo ou a causa daquilo que é expresso na oração subordinante. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Penso  que o veneno vai atacar muito em breve . Oração subordinante,  oração subordinada completiva . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Oração subordinada completiva Estas orações completam o sentido do verbo. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Síntese subordinação Orações subordinadas: * completivas * relativas * adverbiais (correspondem a grupos adverbiais ou preposicionais que exprimem diferentes ideias): - causal (causa) - final (fim) - temporal (tempo) - condicional (condição) - concessiva (concessão) - comparativa (comparação) - consecutiva (consequência) LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
Frases para analisar Foi a espingarda que quebrou as barreiras. Sentiu um ardor nos nós dos dedos feridos da sua mão direita, quando viu quem eles eram. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD

A pérola, de John Steinbeck

  • 1.
    A Pérola JohnSteinbeck
  • 2.
    Temas de discussãoValores familiares : música, canoa que transita de geração em geração, educação; Paterfamilias : pai manda e a família obedece; Avareza do médico que só atendia quem tivesse dinheiro; Concertação entre todos os vendedores para conseguirem a pérola o mais barata possível; Felicidade : ter ou não ter a pérola. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 3.
    Na cidade contama história da grande pérola – como foi encontrada e como se perdeu. Contam a história de Kino, o pescador, da sua mulher, Juana, e do seu filho, Coyotito. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 4.
    E tantas vezesa história foi contada que acabou por se enraizar na mente de cada um. E, como sucede com todas as histórias muitas vezes contadas que o povo guarda no coração, só contém coisas boas e más, coisas a preto e branco, generosas e perversas, sem tonalidades intermédias. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 5.
    Se considerarmos estahistória como uma parábola, talvez seja possível extrairmos dela uma moral e descobrirmos nela a própria vida. Seja como for, contam na cidade que… LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 6.
    Baseada num contopopular mexicano, A Pérola constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo tão contraditório em que vivemos. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 7.
    É, assim, ahistória comovente de uma pérola enorme de como foi descoberta e de como se perdeu… Levando com ela os sonhos bons e maus que representava, mas é também a história de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 8.
    Capítulo I Kinoacorda muito cedo ao primeiro raiar do sol. Observou o filho e também a mulher. Reparou que ela já tinha os olhos abertos como era hábito, ele não se lembra de os ver fechados ao acordar. Kino fecha os olhos para ouvir o som do mar e também há canções na mente e a dele tinha a Canção da Família. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 9.
    A Canção daFamília soava agora ao ritmo da mó com que Juana moía o milho para os bolos da manhã. Era uma manhã igual a todas as manhãs, mas parecia-lhe a mais bela de todas. Todos os sons faziam parte da Canção da Família. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 10.
    Tomaram o pequeno-almoço,sem palavras, pois não eram necessárias. Um barulho imperceptível, … viram um escorpião a descer pelas cordas que seguravam o caixote do filho. Uma nova canção surgiu, a do mal. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 11.
    Kino tentou apanharo escorpião, mas o filho, ao rir, agitou a corda e o escorpião caiu… Kino apanhou-o após este picar o filho e a Canção do Inimigo rugia nos seus ouvidos. Juana pegou no bebé e chupou o sítio da picada, os berros de Coyotito chamaram a atenção de toda a aldeia. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 12.
    O Menino foipicado. Todos sabiam o que acontecia após a picada de um escorpião – morte. Chamar um médico, ele não vem por viverem num sítio de barracas. Então resolveram eles ir ter com o médico. Formaram uma procissão até casa do médico. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 13.
    Chegaram às casasde pedras, e a procissão foi engrossando. Os pedintes concluíram que aquela família não teria hipóteses de o médico os ajudar. Os pedintes estavam com curiosidade de saber como o médico iria reagir perante aquela família de pobres e de índios. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 14.
    O Médico estavaem casa e a comer um óptimo pequeno-almoço. Ficando irado por ter sido interrompido, «eu tenho mais que fazer se não curar picadas de insectos dos “pobres índios”. Eu sou médico, não sou veterinário». O Médico recusou-se a prestar assistência por eles não terem dinheiro e somente umas pequenas e defeituosas pérolas. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 15.
    Conhecimento explícito dalíngua Capítulo II - coordenação A praia tinha areia amarela, mas à beira da água cobriam-na algas e fragmentos de conchas. Frase simples ou complexa? Complexa, por ter duas acções: “tinha” e “ cobriam-na”. Será por coordenação ou subordinação? Coordenação, as orações fazem sentido sozinhas, exemplo: A praia tinha areia amarela. / À beira da água cobriam-na algas e fragmentos de conchas. O nome destas orações será, então, coordenadas adversativas; oração coordenada + mas … oração coordenada adversativa. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 16.
    No fundo domar abundavam formas que rastejavam, nadavam e cresciam. Novamente complexa e coordenada. Nesta caso assindética [quando se usa a vírgula em vez da conjunção ‘e’] e a última copulativa. Ainda nesta frase encontramos orações subordinadas, relativa. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 17.
    O venenoso peixe-globojazia no fundo dos leitos de algas e os coloridos caranguejos passavam rapidamente sobre ele. Orações coordenadas copulativas, atenção à conjunção copulativa ‘e’. Os verbos «jazia» e «passavam» são o coração das orações. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 18.
    O povo deKino tinha cantado tudo o que acontecia ou existia. Orações coordenadas disjuntivas, isto é, apresenta uma ideia alternativa àquela que é expressa na oração anterior. Conjunção utilizada nesta frase é ‘ou’. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 19.
    O inchaço estavaa desaparecer do ombro da criança, logo o veneno estava a sair do seu corpo. Orações coordenadas conclusivas. Conjunção ‘logo’. Isto é, apresenta uma conclusão ou consequência daquilo que é expresso na oração anterior. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 20.
    Os homens dasoutras canoas olharam para ele, pois estavam espantados. Orações coordenadas explicativas, por apresentarem uma explicação daquilo que é expresso na oração anterior. Conjunção ‘pois’. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 21.
    Síntese - coordenaçãoNas frases complexas, as orações podem estar ligadas através do processo de coordenação; isto é, as orações são sintacticamente independentes. Orações coordenadas: * copulativa [adição] (e, nem, …) * adversativa [oposição] (mas, porém,…) * disjuntiva [alternativa] (ou, quer…quer, …) * conclusiva [conclusão] (logo, por conseguinte, …) * explicativa [explicação] (pois, …) LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 22.
    Conhecimento explícito dalíngua Capítulo III - subordinação Chegou aos ouvidos do padre que passeava no seu jardim. Frase simples ou complexa? Complexa. Chegou aos ouvidos do padre. Oração subordinante – esta frase faz sentido sozinha. Que passeava no seu jardim – oração subordinada relativa restritiva – quem passeava? O que refere-se ao antecedente que é o nome padre. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 23.
    Eles olharam paraas roupas de homem que não se tinham vendido muito bem. Novamente uma oração subordinada relativa restritiva, o que refere-se ao seu antecedente – roupas de homem. Estas orações são as mais frequentes na nossa língua. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 24.
    A notícia chegouaos ouvidos do médico , que estava a atender uma mulher, cuja doença era a idade, embora nem ela nem o médico o admitissem . Oração subordinante, oração subordinada relativa explicativa [que, cuja], oração subordinada concessiva. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 25.
    Orações subordinadas relativasRelativas restritivas : limitam o sentido do nome ou pronome antecedente, sendo por isso indispensáveis ao sentido da frase e não se separam na escrita por vírgula. Relativas explicativas : acrescentam ao antecedente uma informação acessória, podendo por isso serem suprimidas, separam--se por vírgula. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 26.
    Oração subordinada concessivaExprimem uma concessão; isto é, a acção enunciada na oração subordinante realiza-se, embora haja uma contrariedade. Há um contraste. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 27.
    Quando descobriu quem era Kino , o médico tomou um ar simultaneamente severo e judicioso. Oração subordinada temporal, oração subordinada completiva, oração subordinante. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 28.
    Oração subordinada temporalLocaliza no tempo a situação apresentada na oração subordinante. Oração subordinada completiva Orações que completam o sentido do verbo. Estas orações podem ser substituídas pelo pronome demonstrativo “isso”. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 29.
    Recordou-se do quarto onde vivera como se fosse uma casa importante e luxuosa . Oração subordinante, oração subordinada relativa , oração subordinada comparativa . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Oração subordinada comparativaEstabelece uma relação de comparação. Não confundir com a figura de estilo comparação. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    A música dapérola tinha-se fundido com a música da família, de modo que uma embelezara a outra . Oração subordinante, oração subordinada consecutiva . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Oração subordinada consecutivaExprime uma consequência relativamente ao facto apresentado na oração subordinante. Estas orações subordinadas consecutivas não podem ser deslocadas na frase, vêm sempre a seguir às orações subordinantes. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 33.
    Kino olhou paraa sua pérola e Juana baixou as pálpebras e cobriu o rosto com o xaile , para que ninguém pudesse ver a sua excitação. Orações coordenadas copulativas , oração subordinante , subordinada final LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Oração subordinada finalIndica a finalidade, intenção da realização daquilo que é apresentado na oração subordinante. Exige o modo conjuntivo. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Sabia que os deuses se vingavam de um homem se ele alcançasse o sucesso através dos seus próprios esforços. Oração subordinante , oração subordinada completiva , oração subordinada condicional. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Oração subordinada condicionalIndica a condição necessária para que se realize aquilo que é expresso na oração subordinante. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    O ódio ardia e chispava nos seus olhos, e o medo também , porque as centenas de anos de dominação calavam bem fundo dentro dele . Oração subordinante, oração coordenada copulativa , oração subordinada causal . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Oração subordinada causalApresenta o motivo ou a causa daquilo que é expresso na oração subordinante. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 39.
    Penso queo veneno vai atacar muito em breve . Oração subordinante, oração subordinada completiva . LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Oração subordinada completivaEstas orações completam o sentido do verbo. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
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    Síntese subordinação Oraçõessubordinadas: * completivas * relativas * adverbiais (correspondem a grupos adverbiais ou preposicionais que exprimem diferentes ideias): - causal (causa) - final (fim) - temporal (tempo) - condicional (condição) - concessiva (concessão) - comparativa (comparação) - consecutiva (consequência) LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD
  • 42.
    Frases para analisarFoi a espingarda que quebrou as barreiras. Sentiu um ardor nos nós dos dedos feridos da sua mão direita, quando viu quem eles eram. LP - Isabel Correia / Atelie Ler Sem Medo (8º ano) - BE-ESOD