Trabalho realizado por: Miguel Conceição 11ºE  Nº20 Vasco Simões 11ºE  Nº28
No início do século XIX, Portugal encontrava-se desprovido das ideias iluministas, traduzidas no Liberalismo. Essas, naturalmente, tomaram como centro a França revolucionária, através da qual irradiavam para todo o continente europeu; Vigorava um regime tipicamente absolutista, sob a administração do principe-regente D. João, que havia substituído a  sua mãe a 10 de Fevereiro de 1792, D. Maria I, que enlouquecera; O nosso país estava profundamente arreigado ao Antigo Regime: Economia essencialmente agrícola; Marcado feudalismo, que remetia o camponês, ou seja, o Povo, para a miséria; Vida do quotidiano extremamente rural e arcaica. Análise do documento 1(A) da página 78 do manual (2ªParte)
 
Instituições como a Real Mesa Censória e a Intendência Geral da Policia, anteriormente criadas por Marquês de Pombal, defendiam os interesses do poder político absolutista, através de acções repressivas e de censura; No entanto, tal como acontecera em França no período posterior à revolução, uma Burguesia endinheirada e um grupo restrito de intelectuais que frequenta os cafés, botequins e as tão misteriosas sociedades maçónicas,  iniciam uma forte critica a toda a organização do pais, ao poder tirano e os privilégios feudais, aclamando os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade; As aspirações de mudança destes iluminados, iriam ser brevemente impulsionadas pelas invasões francesas, que lançaram o país na senda das transformações liberais. Análise do documento 1(C) da página 79 do manual (2ªParte)
 
Aproveitando o enorme domínio que exercia sobre o território europeu, em 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, ou seja, o fecho de todos os portos europeus ao comércio com a Grã-Bretanha. Portugal encontrava-se numa situação problemática: Por um lado, poderia manter-se fiel à Inglaterra, sua antiga aliada, o que ditaria a invasão napoleónica e a partilha do país entre a França e a Espanha (estas duas nações eram fortes aliadas); Por outro, ao aceitar o bloqueio, muitos dos territórios do seu império seriam anexados por Inglaterra, punha em causa o abastecimento de Lisboa, que vivia das importações de géneros alimentares estrangeiros, sobretudo o trigo americano e ainda a comercialização do lucrativo vinho do Porto; O príncipe-regente D. João acabou por seguir a primeira opção e fugir juntamente com a sua família e a corte para a colónia do Brasil (29 de Novembro de 1807); Tal decisão, ditou 3 invasões napoleónicas que flagelaram o país entre 1807 e 1811. No entanto, a fuga do rei permitiu a manutenção da independência de Portugal;  Análise do documento 3(A) da página 81 do manual (2ªParte ) Principais marinhas de guerra europeias País Naus País Naus País Naus Reino Unido 103 Suécia 12 França 37 Dinamarca 20 Espanha 24 Portugal 13 Holanda 6 Rússia 36 Total 45 Total 103
Fig.1 Fig.2 - Contexto – Guerra das Laranjas (1801) entre Portugal e Espanha, e tratado de Badajoz (6 de Junho de 1801)  Perda de Olivença para Espanha; - Figura 1 – Mapa em que Olivença (território com uma área 7 vezes superior à cidade de Lisboa)  ainda faz parte de Portugal. - Figura 2 – Mapa espanhol de 1773, em que Olivença também é indicada como território português.
- Contexto – Tratado de Fontainebleau (27 de Outubro de 1807), assinado pela Espanha e França. Acordo da invasão de Portugal e divisão do território português invadido. - Figura 1– Mapa onde estão representadas as três unidades territoriais que iriam ser criadas aquando da invasão e domínio do nosso país por parte das tropas franco-espanholas.  Fig. 1
1ª Invasão Comando:   General Jean – Andoche Junot (França) Capitão general de Castela, Dom José Carrafa (Espanha) Tropas:   1º Corpo de Observação da Gironda (24.000 homens) Tropas espanholas (26.069 homens) 2ª Invasão Comando: Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult Principal Conquista: -  Porto (24 de Março de 1809) 3ª Invasão Comando: Marechal André Masséna (65. 000 homens) Batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810); Derrota das tropas francesas junto às linhas de Torres Vedras pelas tropas anglo-portuguesas;
As invasões foram desastrosas para Portugal, não só pela enorme destruição que causaram, mas sobretudo, pelo domínio político e económico que a Inglaterra exerceu sobre nós; Os conflitos armados foram ruinosos: Os sectores agrícola, industrial e comercial foram extraordinariamente afectados; Determinadas localidades e regiões sofreram uma enorme destruição – Edifícios habitacionais, infra-estruturas públicas, redes de abastecimento de água (das poucas existentes), entre outros; O património português foi extremamente depauperado, pelo saque de mosteiros, igrejas e pal ácios; Naturalmente, verificaram-se enormes perdas humanas; As cidades que mais sofreram esses efeitos devastadores, foram Lisboa e Porto. Análise do documento 3 (C) da página 81do manual (2ª Parte)
 
Entre 1808 e 1821 Portugal encontrou-se então sob domínio Inglês: Willian Carr Beresford tinha como principais funções a reestruturação do exercito e a organização da defesa do reino contra os Franceses, e assumiu o comando das tropas portuguesas, onde os ingleses possuíam as mais  as altas patentes; No entanto, face à continua ausência do rei D. João VI no Brasil, o marechal assumiu funções que se estenderam para além da esfera militar, sobrepondo-se ao próprio regente: Exerceu um rigoroso controlo do funcionamento da economia; Reactivou a Inquisição; Encheu as prisões de suspeitos de actos radicais e revolucionários. A sua atitude repressiva, a crise económica e o prolongado domínio inglês sobre o país gerou entre os portugueses um clima de repulsa para com os britânicos, e tudo o que provinha de Inglaterra. Willian Carr Beresford
A economia portuguesa encontrava-se em decadência: A balança comercial apresentava valores extremamente deficitários; A Agricultura e o comércio apresentavam sinais de uma crise estrutural. O decréscimo do comercio ficou sobretudo a dever-se: À abertura dos portos do Brasil em 1808 ao comércio internacional, ou seja, à perda do exclusivo colonial; Ao tratado de comércio  de 1810 com a Grã-Bretanha – este reforçou o célebre tratado de Methuen (27 de Dezembro de 1703) na medida em que a liberdade de comércio e navegação favoreceu a entrada de mercadorias Britânicas nos portos Portugueses.
Com a perda do exclusivo comercial do Brasil, Portugal deixou de usufruir de grande parte dos lucros que obtinha  com a importação e a reexportação dos produtos alimentares e matérias-primas . Viu-se também privado do mercado  garantido de escoamento para a sua produção manufactureira. Naturalmente a burguesia viu a sua actividade mercantil diminuir em larga escala. Análise dos documentos 5(A )e 5(B) da página 84 do manual (2ª Parte) Roça de café brasileira do inicio do século XX
 
Perante este cenário de guerras, destruição, crise e domínio Inglês a burguesia desencadeou a agitação revolucionária: No Porto em 1817 nasceu uma associação maçónica de nome Sinédrio sobre a égide de Manuel Fernandes Tomás, juiz do Tribunal da Relação do Porto: O Sinédrio pretendia intervir no país quando o contexto fosse favorável. Em Janeiro de 1820, ocorreu uma revolução liberal em Espanha, que restaurou a constituição de 1812, uma constituição democrática e liberal.  Portugal foi então influenciado por essas ideias liberais  que irradiavam do país vizinho.
O povo começou então a tomar conhecimento dessas ideias, e a ter consciência da sua não liberdade, já que só se sabe o que é a liberdade quando não se a tem. Face a ausência do temido Beresford que se tinha  deslocado ao Rio de Janeiro a fim de pedir dinheiro a  D. João VI para o pagamento das despesas militares e também estender o seu campo de intervenção governativa, o Sinédrio que havia recrutado altas patentes militares capazes de materializar a revolução, deu-lhe inicio a 24 de Agosto de 1820, na cidade invicta. Manuel Fernandes Tomás
Quem governava Portugal aquando das invasões francesas? Príncipe -regente D. João (VI) Em que ano foi decretado o Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte? No ano de 1806 Em que ano se iniciaram as invasões napoleónicas a Portugal? No ano de 1807 Como se chamava o principado que abarcava os territórios entre o Minho e o Douro, e que fora definido no Tratado de Fointaineblau (1807)? Lusitânia Setentrional.  Que general chefiou o governo militar britânico? Willian Carr Beresford Onde e quando nasceu a associação maçónica que impulsionou a revolução de 1820? No Porto em 1817 Como se chamava essa associação? Sinédrio Que acontecimento influenciou a revolução vintista? Revolução liberal espanhola de Janeiro de 1820

A ImplantaçãO Do Liberalismo Em Portugal Completo

  • 1.
    Trabalho realizado por:Miguel Conceição 11ºE Nº20 Vasco Simões 11ºE Nº28
  • 2.
    No início doséculo XIX, Portugal encontrava-se desprovido das ideias iluministas, traduzidas no Liberalismo. Essas, naturalmente, tomaram como centro a França revolucionária, através da qual irradiavam para todo o continente europeu; Vigorava um regime tipicamente absolutista, sob a administração do principe-regente D. João, que havia substituído a sua mãe a 10 de Fevereiro de 1792, D. Maria I, que enlouquecera; O nosso país estava profundamente arreigado ao Antigo Regime: Economia essencialmente agrícola; Marcado feudalismo, que remetia o camponês, ou seja, o Povo, para a miséria; Vida do quotidiano extremamente rural e arcaica. Análise do documento 1(A) da página 78 do manual (2ªParte)
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  • 4.
    Instituições como aReal Mesa Censória e a Intendência Geral da Policia, anteriormente criadas por Marquês de Pombal, defendiam os interesses do poder político absolutista, através de acções repressivas e de censura; No entanto, tal como acontecera em França no período posterior à revolução, uma Burguesia endinheirada e um grupo restrito de intelectuais que frequenta os cafés, botequins e as tão misteriosas sociedades maçónicas, iniciam uma forte critica a toda a organização do pais, ao poder tirano e os privilégios feudais, aclamando os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade; As aspirações de mudança destes iluminados, iriam ser brevemente impulsionadas pelas invasões francesas, que lançaram o país na senda das transformações liberais. Análise do documento 1(C) da página 79 do manual (2ªParte)
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  • 6.
    Aproveitando o enormedomínio que exercia sobre o território europeu, em 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, ou seja, o fecho de todos os portos europeus ao comércio com a Grã-Bretanha. Portugal encontrava-se numa situação problemática: Por um lado, poderia manter-se fiel à Inglaterra, sua antiga aliada, o que ditaria a invasão napoleónica e a partilha do país entre a França e a Espanha (estas duas nações eram fortes aliadas); Por outro, ao aceitar o bloqueio, muitos dos territórios do seu império seriam anexados por Inglaterra, punha em causa o abastecimento de Lisboa, que vivia das importações de géneros alimentares estrangeiros, sobretudo o trigo americano e ainda a comercialização do lucrativo vinho do Porto; O príncipe-regente D. João acabou por seguir a primeira opção e fugir juntamente com a sua família e a corte para a colónia do Brasil (29 de Novembro de 1807); Tal decisão, ditou 3 invasões napoleónicas que flagelaram o país entre 1807 e 1811. No entanto, a fuga do rei permitiu a manutenção da independência de Portugal; Análise do documento 3(A) da página 81 do manual (2ªParte ) Principais marinhas de guerra europeias País Naus País Naus País Naus Reino Unido 103 Suécia 12 França 37 Dinamarca 20 Espanha 24 Portugal 13 Holanda 6 Rússia 36 Total 45 Total 103
  • 7.
    Fig.1 Fig.2 -Contexto – Guerra das Laranjas (1801) entre Portugal e Espanha, e tratado de Badajoz (6 de Junho de 1801) Perda de Olivença para Espanha; - Figura 1 – Mapa em que Olivença (território com uma área 7 vezes superior à cidade de Lisboa) ainda faz parte de Portugal. - Figura 2 – Mapa espanhol de 1773, em que Olivença também é indicada como território português.
  • 8.
    - Contexto –Tratado de Fontainebleau (27 de Outubro de 1807), assinado pela Espanha e França. Acordo da invasão de Portugal e divisão do território português invadido. - Figura 1– Mapa onde estão representadas as três unidades territoriais que iriam ser criadas aquando da invasão e domínio do nosso país por parte das tropas franco-espanholas. Fig. 1
  • 9.
    1ª Invasão Comando: General Jean – Andoche Junot (França) Capitão general de Castela, Dom José Carrafa (Espanha) Tropas: 1º Corpo de Observação da Gironda (24.000 homens) Tropas espanholas (26.069 homens) 2ª Invasão Comando: Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult Principal Conquista: - Porto (24 de Março de 1809) 3ª Invasão Comando: Marechal André Masséna (65. 000 homens) Batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810); Derrota das tropas francesas junto às linhas de Torres Vedras pelas tropas anglo-portuguesas;
  • 10.
    As invasões foramdesastrosas para Portugal, não só pela enorme destruição que causaram, mas sobretudo, pelo domínio político e económico que a Inglaterra exerceu sobre nós; Os conflitos armados foram ruinosos: Os sectores agrícola, industrial e comercial foram extraordinariamente afectados; Determinadas localidades e regiões sofreram uma enorme destruição – Edifícios habitacionais, infra-estruturas públicas, redes de abastecimento de água (das poucas existentes), entre outros; O património português foi extremamente depauperado, pelo saque de mosteiros, igrejas e pal ácios; Naturalmente, verificaram-se enormes perdas humanas; As cidades que mais sofreram esses efeitos devastadores, foram Lisboa e Porto. Análise do documento 3 (C) da página 81do manual (2ª Parte)
  • 11.
  • 12.
    Entre 1808 e1821 Portugal encontrou-se então sob domínio Inglês: Willian Carr Beresford tinha como principais funções a reestruturação do exercito e a organização da defesa do reino contra os Franceses, e assumiu o comando das tropas portuguesas, onde os ingleses possuíam as mais as altas patentes; No entanto, face à continua ausência do rei D. João VI no Brasil, o marechal assumiu funções que se estenderam para além da esfera militar, sobrepondo-se ao próprio regente: Exerceu um rigoroso controlo do funcionamento da economia; Reactivou a Inquisição; Encheu as prisões de suspeitos de actos radicais e revolucionários. A sua atitude repressiva, a crise económica e o prolongado domínio inglês sobre o país gerou entre os portugueses um clima de repulsa para com os britânicos, e tudo o que provinha de Inglaterra. Willian Carr Beresford
  • 13.
    A economia portuguesaencontrava-se em decadência: A balança comercial apresentava valores extremamente deficitários; A Agricultura e o comércio apresentavam sinais de uma crise estrutural. O decréscimo do comercio ficou sobretudo a dever-se: À abertura dos portos do Brasil em 1808 ao comércio internacional, ou seja, à perda do exclusivo colonial; Ao tratado de comércio de 1810 com a Grã-Bretanha – este reforçou o célebre tratado de Methuen (27 de Dezembro de 1703) na medida em que a liberdade de comércio e navegação favoreceu a entrada de mercadorias Britânicas nos portos Portugueses.
  • 14.
    Com a perdado exclusivo comercial do Brasil, Portugal deixou de usufruir de grande parte dos lucros que obtinha com a importação e a reexportação dos produtos alimentares e matérias-primas . Viu-se também privado do mercado garantido de escoamento para a sua produção manufactureira. Naturalmente a burguesia viu a sua actividade mercantil diminuir em larga escala. Análise dos documentos 5(A )e 5(B) da página 84 do manual (2ª Parte) Roça de café brasileira do inicio do século XX
  • 15.
  • 16.
    Perante este cenáriode guerras, destruição, crise e domínio Inglês a burguesia desencadeou a agitação revolucionária: No Porto em 1817 nasceu uma associação maçónica de nome Sinédrio sobre a égide de Manuel Fernandes Tomás, juiz do Tribunal da Relação do Porto: O Sinédrio pretendia intervir no país quando o contexto fosse favorável. Em Janeiro de 1820, ocorreu uma revolução liberal em Espanha, que restaurou a constituição de 1812, uma constituição democrática e liberal. Portugal foi então influenciado por essas ideias liberais que irradiavam do país vizinho.
  • 17.
    O povo começouentão a tomar conhecimento dessas ideias, e a ter consciência da sua não liberdade, já que só se sabe o que é a liberdade quando não se a tem. Face a ausência do temido Beresford que se tinha deslocado ao Rio de Janeiro a fim de pedir dinheiro a D. João VI para o pagamento das despesas militares e também estender o seu campo de intervenção governativa, o Sinédrio que havia recrutado altas patentes militares capazes de materializar a revolução, deu-lhe inicio a 24 de Agosto de 1820, na cidade invicta. Manuel Fernandes Tomás
  • 18.
    Quem governava Portugalaquando das invasões francesas? Príncipe -regente D. João (VI) Em que ano foi decretado o Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte? No ano de 1806 Em que ano se iniciaram as invasões napoleónicas a Portugal? No ano de 1807 Como se chamava o principado que abarcava os territórios entre o Minho e o Douro, e que fora definido no Tratado de Fointaineblau (1807)? Lusitânia Setentrional. Que general chefiou o governo militar britânico? Willian Carr Beresford Onde e quando nasceu a associação maçónica que impulsionou a revolução de 1820? No Porto em 1817 Como se chamava essa associação? Sinédrio Que acontecimento influenciou a revolução vintista? Revolução liberal espanhola de Janeiro de 1820