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PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DO QUESTIONÁRIO DO CADERNO DE ACTIVIDADES

Página 7- Questão 1:
Com base na análise do documento, "qualquer progresso importante era
imediatamente corrigido por uma catástrofe natural ou humana", pois bastava um mau
ano agrícola para as fomes e as pestes, referidas no documento 4 da página 5, se
instalarem. Com elas, chegavam também as guerras, como é o caso da Guerra dos 30
Anos, explícita no documento 3, que, como nos diz um excerto do texto, trazia "razias
execráveis e tirânicas que fazem os soldados alemães...". Isto, eram motivos mais que
suficientes para que um ano passasse de bom a catastrófico.

Página 7- Questão 2:
De acordo com o texto, "a população mundial progrediu cerca de dois terços
relativamente ao seu nível de meados do século XVIII, e a partir daí, até aos nossos
dias, a população cresceu continuamente. Com isto, concluímos que a partir do século
XVIII, o crescimento da população, pela primeira vez na História, não mais se inverteu.


Tentei também melhorar as duas perguntas de desenvolvimento que nos eram
pedidas:

Página 6- Questão 4:
No século XVII, o modelo demográfico apontava para uma enorme crise, um gigante
retrocesso, onde a taxa de mortalidade era elevadíssimo, particularmente, a taxa de
mortalidade infantil como se pode observar no documento 2, e, onde contrariamente, a
esperança média de vida era baixíssima. Isto, logicamente, levou a um recuo da
população.
Este modelo demográfico relaciona-se com o sistema económico existente no Antigo
Regime, designado por economia pré-industrial, que se caracteriza essencialmente
pela base agrícola e pela debilidade tecnológica, que fazia com que os camponeses
vivessem à mercê das condições climatéricas, como podemos verificar observando a
imagem da página 6 (documento 5). Neste século, essas condições não foram, de
todo, as mais favoráveis, levando à fraca produção de subsistências, e levando ao
aumento das mesmas, como nos diz o documento 3, que refere o "preço excessivo do
trigo", por exemplo. As fomes, também referidas no documento 3, onde este nos
transmite que "muitas pessoas morrerem de fome", dão origem ao enfraquecimento
dos corpos, facilitando a propagação de doenças e epidemias patentes no documento
4, que fala sobre a peste negra, e que nos dá a informação de que "a população que a
próxima peste de Londres ceifará será provavelmente de 120 000". Também as
guerras, contribuíram significativamente para a miséria deste século. A Guerra mais
marcante foi a Guerra dos 30 Anos, situada no documento 3, que nos mostra, através
de uma simples frase, a dimensão da gravidade da situação: "...razias execráveis (...)
acompanhadas de toda a espécie de crueldades...".
Todos estes fatores, aliados a outros como os atrasos na medicina e na farmácia, a
higiene precária, a falta de tecnologias utilizadas e a mínima importância dada à
criança, fizeram com que este século fosse, de facto, deplorável, onde se assistiram
dificuldades a todos os níveis.
Página 9-Questão 5:
A sociedade do Antigo Regime mantinha a divisão trinitária medieval, sendo assim,
uma sociedade de ordens dividida em clero, nobreza e povo. Esta divisão levava a
distinções, que segundo o documento 1 da página 8, eram necessárias, como
detetamos assim que o título é lido.
A nobreza era uma ordem social privilegiada, mas que mesmo dentro de si mesma,
era heterogénea, onde os estratos se diferenciavam pela origem e funções. Contudo,
possuía direitos e isenções, que eram pelos nobres severamente defendidos, como é
notório no documento 3, onde eles afirmam o seguinte: "...jamais consentiremos na
supressão dos direitos que, até aqui, caracterizaram a Ordem Nobre...".
O clero era também uma ordem privilegiada e heterogénea (por razões idênticas às
apresentadas para a nobreza), e possuíam também direitos como o direito canónico, o
facto de dependerem de uma autoridade exterior à nacional, ao Papa, era uma ordem
extremamente influente que detinha altos cargos e, para além de tudo isto, eram
cobradores da dízima, exposta no documento 6.
O povo, era uma ordem não privilegiada, que trabalhava e pagava impostos, ou seja,
que "sustentava o luxo" das outras classes. No documento 5, visionamos uma família
de camponeses, e percebemos a miséria em que estes vivem.
Em relação à mobilidade social, ela mostrava-se difícil de ser efetuada. Contudo, por
vezes a burguesia mais abastada, conseguia ascender à nobreza, casando a
descendência com um nobre menos abastado, como se verifica no documento 4.


Maria Veríssimo 11ºLH2 nº14 (2012-13)

PROPOSTAS DE RESPOSTAS DE COLEGAS DE ANOS ANTERIORES

FICHA 1, Conjunto 2

1 - A afirmação «qualquer progresso importante era imediatamente corrigido por uma
catástrofe natural ou humana» significa que quando começava a existir evolução num país ou
região, esta era atacada ou por factores naturais, como pestes ou maus anos agrícolas, que
davam origem a fomes ou humanos, as guerras. Estes factores provocavam um retrocesso no
crescimento tanto a nível demográfico como económico.

Solange Maurício

questão 2 do Grupo 2, da Ficha 1

O aspecto mais marcante da demografia mundial, de meados do século XVIII até
aos nossos dias, foi o aumento da população em 1500 milhões num só século, a
chamada Revolução Demográfica, que desencadeou uma subida contínua da
população, como de demonstra no documento em "Todos os dados convergem:
num só século [1750-1850] a população mundial ganhou cerca de 500 milhões de
habitantes, progrediu cerca de dois terços relativamente ao seu nível de meados do
século XVIII. E este salto em frente, que, sem dúvida, não será espectacular se o
compararmos com os nossos ritmos do século XX (...) é, contudo, a primeira
expansão desta dimensão na História.".

Sílvia Ferreira
Resposta à questão 4 do Grupo 2, da Ficha 1

Na opinião do autor, as limitações que se colocam ao conhecimento dos fenómenos
demográficos anteriores ao século XIX devem-se ao facto de "Os nossos
conhecimentos, muito europeus (...) e muito franceses, porque os primeiros
passos da demografia histórica foram, antes de mais nada, obra de investigadores
franceses (...) permitem adiantar algumas hipóteses, embora os esquemas
indicados tenham tendência para extrapolar de mais ou para projectar uma
realidade conhecida em populações submetidas a outras causas de evolução.",
como diz o que documento, ou seja, o conhecimento demográfico da época, devido
ao facto de ser ter intensificado mais em França, é geralmente usado para
caracterizar a evolução demográfica de outras regiões, que não tiveram nem o
mesmo desenvolvimento nem as mesmas causas, mostrando-nos uma versão da
realidade um pouco alterada.

Sílvia Ferreira

Ficha 2 – Página 9



5- A sociedade de ordens do Antigo Regime era estratificada e hierarquizada, pois
cada indivíduo tinha o seu lugar bem definido na sociedade, em função do
nascimento, da riqueza, prestígio ou poder. Estava dividida no grupo dos
privilegiados (Clero e Nobreza) e dos não privilegiados (3º Estado – Burguesia e
Povo). A cada ordem era atribuído um estatuto jurídico específico, que definia os
privilégios (direitos, deveres, valores e comportamentos). No doc.1 é referido as
distinções necessárias das diferentes ordens, bem como as suas funções e
privilégios.

O 1º Estado corresponde ao Clero, que representa 4% da população. A sua vocação
era o serviço religioso, o ensino e a caridade. Segundo a estratificação interna, o
Clero dividia-se no Alto Clero (oriundos da Nobreza; eram cardeais, bispos,
arcebispos e cónegos) e no Baixo Clero (oriundos de um meio rural; tinham fraca
formação cultural e viviam modestamente; eram os párocos) O Clero dividia-se
ainda em Clero Regular, sujeitos à regra de uma ordem religiosa superior ( Ex:
Monges Franciscanos e Monges da Ordem de Cister), e em Clero Secular,
prestavam actividades junto ao público (Ex: Párocos, abades e bispos). Os
privilégios da ordem eclesiástica eram: direito canónico (rege-se por leis próprias),
defendem uma autoridade superior (Papa), estavam isentos de impostos e eram
detentores de bens fundiários, recebiam 10% da produção nacional através da
cobrança da dízima (O doc.6 mostra-nos os produtos sujeitos à cobrança da dízima:
“ Estão sujeitos ao dízimo o trigo, o centeio, a cevada (…), as favas, as ervilhas, o
grão-de-bico, o milho grosso e miúdo, o linho e o vinho.”), tinham cargos na
administração local e central e possuíam uma forte influência sobre todos os
sectores da sociedade (detinham funções no ensino, na saúde e na assistência. No
doc.4 é possível visualizar toda a opulência, os luxos e os privilégios que o Clero
possuía, principalmente o Alto Clero.

O 2º Estado é composto pela Nobreza (10%) e a sua vocação é governar e
defender (“ (…) O nobre consagra o seu sangue à defesa do Estado (…)” – doc.1). É
uma ordem muito heterogénea e os estratos diferenciavam-se pela origem. Assim,
existia uma Nobreza de Sangue (obtida por linhagem; eram cavaleiros nobres e de
velhas famílias) e uma Nobreza de Mérito ou de Toga (obtida por consideração ou
cargos; oriunda da Burguesia letrada, que ocupava cargos na magistratura e na
administração e recebia notabilização por mérito. Os privilégios da Nobreza eram:
direitos e isenções semelhantes aos do Clero, isenção fiscal e imunidade das suas
terras, forte poder económico pela posse de extensos domínios e das rendas e
tributos (direitos senhoriais) e possuíam os mais altos cargos político-militares. O
doc.3 refere-se aos direitos da Nobreza, especialmente da Nobreza de Sangue, que
sofreram uma alteração, visto a burguesia letrada ter ascendido socialmente devido
aos seus méritos e cargos. É também a partir do século XVII, que se assiste à
afirmação do poder absoluto, por parte dos reis, o que originou a perda do prestígio
e da influência que a nobreza tinha.

O 3º Estado, constituído pela Burguesia e Povo, corresponde à restante população
(86%), em que a sua principal função era trabalhar e pagar impostos (“ (…) A
última classe da nação, que não pode prestar ao Estado serviços tão elevados,
contribui para ele com tributos, indústria e trabalho corporal.” – doc.1). É uma
ordem muito heterogénea e diversificada, que estava carregada de impostos e
obrigações. No doc.5 visualizamos uma família de camponeses, pobres e quase sem
comer, com rostos tristes e cansados de trabalhar. Apesar da mobilidade social ser
difícil, a Burguesia, graças à sua instrução e riqueza, conseguira ascender à
Nobreza: “ E pode qualquer um, do dito último estado (Terceiro Estado), chegar ao
segundo, por virtude e por diligência. (…) Para chegar ao estado de nobreza, é
necessário que se obtenha graça e privilégio do príncipe; (…)” – doc.2.

Vitória Chagas

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Proposta de resolução do questionário do caderno de actividades 2

  • 1. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DO QUESTIONÁRIO DO CADERNO DE ACTIVIDADES Página 7- Questão 1: Com base na análise do documento, "qualquer progresso importante era imediatamente corrigido por uma catástrofe natural ou humana", pois bastava um mau ano agrícola para as fomes e as pestes, referidas no documento 4 da página 5, se instalarem. Com elas, chegavam também as guerras, como é o caso da Guerra dos 30 Anos, explícita no documento 3, que, como nos diz um excerto do texto, trazia "razias execráveis e tirânicas que fazem os soldados alemães...". Isto, eram motivos mais que suficientes para que um ano passasse de bom a catastrófico. Página 7- Questão 2: De acordo com o texto, "a população mundial progrediu cerca de dois terços relativamente ao seu nível de meados do século XVIII, e a partir daí, até aos nossos dias, a população cresceu continuamente. Com isto, concluímos que a partir do século XVIII, o crescimento da população, pela primeira vez na História, não mais se inverteu. Tentei também melhorar as duas perguntas de desenvolvimento que nos eram pedidas: Página 6- Questão 4: No século XVII, o modelo demográfico apontava para uma enorme crise, um gigante retrocesso, onde a taxa de mortalidade era elevadíssimo, particularmente, a taxa de mortalidade infantil como se pode observar no documento 2, e, onde contrariamente, a esperança média de vida era baixíssima. Isto, logicamente, levou a um recuo da população. Este modelo demográfico relaciona-se com o sistema económico existente no Antigo Regime, designado por economia pré-industrial, que se caracteriza essencialmente pela base agrícola e pela debilidade tecnológica, que fazia com que os camponeses vivessem à mercê das condições climatéricas, como podemos verificar observando a imagem da página 6 (documento 5). Neste século, essas condições não foram, de todo, as mais favoráveis, levando à fraca produção de subsistências, e levando ao aumento das mesmas, como nos diz o documento 3, que refere o "preço excessivo do trigo", por exemplo. As fomes, também referidas no documento 3, onde este nos transmite que "muitas pessoas morrerem de fome", dão origem ao enfraquecimento dos corpos, facilitando a propagação de doenças e epidemias patentes no documento 4, que fala sobre a peste negra, e que nos dá a informação de que "a população que a próxima peste de Londres ceifará será provavelmente de 120 000". Também as guerras, contribuíram significativamente para a miséria deste século. A Guerra mais marcante foi a Guerra dos 30 Anos, situada no documento 3, que nos mostra, através de uma simples frase, a dimensão da gravidade da situação: "...razias execráveis (...) acompanhadas de toda a espécie de crueldades...". Todos estes fatores, aliados a outros como os atrasos na medicina e na farmácia, a higiene precária, a falta de tecnologias utilizadas e a mínima importância dada à criança, fizeram com que este século fosse, de facto, deplorável, onde se assistiram dificuldades a todos os níveis.
  • 2. Página 9-Questão 5: A sociedade do Antigo Regime mantinha a divisão trinitária medieval, sendo assim, uma sociedade de ordens dividida em clero, nobreza e povo. Esta divisão levava a distinções, que segundo o documento 1 da página 8, eram necessárias, como detetamos assim que o título é lido. A nobreza era uma ordem social privilegiada, mas que mesmo dentro de si mesma, era heterogénea, onde os estratos se diferenciavam pela origem e funções. Contudo, possuía direitos e isenções, que eram pelos nobres severamente defendidos, como é notório no documento 3, onde eles afirmam o seguinte: "...jamais consentiremos na supressão dos direitos que, até aqui, caracterizaram a Ordem Nobre...". O clero era também uma ordem privilegiada e heterogénea (por razões idênticas às apresentadas para a nobreza), e possuíam também direitos como o direito canónico, o facto de dependerem de uma autoridade exterior à nacional, ao Papa, era uma ordem extremamente influente que detinha altos cargos e, para além de tudo isto, eram cobradores da dízima, exposta no documento 6. O povo, era uma ordem não privilegiada, que trabalhava e pagava impostos, ou seja, que "sustentava o luxo" das outras classes. No documento 5, visionamos uma família de camponeses, e percebemos a miséria em que estes vivem. Em relação à mobilidade social, ela mostrava-se difícil de ser efetuada. Contudo, por vezes a burguesia mais abastada, conseguia ascender à nobreza, casando a descendência com um nobre menos abastado, como se verifica no documento 4. Maria Veríssimo 11ºLH2 nº14 (2012-13) PROPOSTAS DE RESPOSTAS DE COLEGAS DE ANOS ANTERIORES FICHA 1, Conjunto 2 1 - A afirmação «qualquer progresso importante era imediatamente corrigido por uma catástrofe natural ou humana» significa que quando começava a existir evolução num país ou região, esta era atacada ou por factores naturais, como pestes ou maus anos agrícolas, que davam origem a fomes ou humanos, as guerras. Estes factores provocavam um retrocesso no crescimento tanto a nível demográfico como económico. Solange Maurício questão 2 do Grupo 2, da Ficha 1 O aspecto mais marcante da demografia mundial, de meados do século XVIII até aos nossos dias, foi o aumento da população em 1500 milhões num só século, a chamada Revolução Demográfica, que desencadeou uma subida contínua da população, como de demonstra no documento em "Todos os dados convergem: num só século [1750-1850] a população mundial ganhou cerca de 500 milhões de habitantes, progrediu cerca de dois terços relativamente ao seu nível de meados do século XVIII. E este salto em frente, que, sem dúvida, não será espectacular se o compararmos com os nossos ritmos do século XX (...) é, contudo, a primeira expansão desta dimensão na História.". Sílvia Ferreira
  • 3. Resposta à questão 4 do Grupo 2, da Ficha 1 Na opinião do autor, as limitações que se colocam ao conhecimento dos fenómenos demográficos anteriores ao século XIX devem-se ao facto de "Os nossos conhecimentos, muito europeus (...) e muito franceses, porque os primeiros passos da demografia histórica foram, antes de mais nada, obra de investigadores franceses (...) permitem adiantar algumas hipóteses, embora os esquemas indicados tenham tendência para extrapolar de mais ou para projectar uma realidade conhecida em populações submetidas a outras causas de evolução.", como diz o que documento, ou seja, o conhecimento demográfico da época, devido ao facto de ser ter intensificado mais em França, é geralmente usado para caracterizar a evolução demográfica de outras regiões, que não tiveram nem o mesmo desenvolvimento nem as mesmas causas, mostrando-nos uma versão da realidade um pouco alterada. Sílvia Ferreira Ficha 2 – Página 9 5- A sociedade de ordens do Antigo Regime era estratificada e hierarquizada, pois cada indivíduo tinha o seu lugar bem definido na sociedade, em função do nascimento, da riqueza, prestígio ou poder. Estava dividida no grupo dos privilegiados (Clero e Nobreza) e dos não privilegiados (3º Estado – Burguesia e Povo). A cada ordem era atribuído um estatuto jurídico específico, que definia os privilégios (direitos, deveres, valores e comportamentos). No doc.1 é referido as distinções necessárias das diferentes ordens, bem como as suas funções e privilégios. O 1º Estado corresponde ao Clero, que representa 4% da população. A sua vocação era o serviço religioso, o ensino e a caridade. Segundo a estratificação interna, o Clero dividia-se no Alto Clero (oriundos da Nobreza; eram cardeais, bispos, arcebispos e cónegos) e no Baixo Clero (oriundos de um meio rural; tinham fraca formação cultural e viviam modestamente; eram os párocos) O Clero dividia-se ainda em Clero Regular, sujeitos à regra de uma ordem religiosa superior ( Ex: Monges Franciscanos e Monges da Ordem de Cister), e em Clero Secular, prestavam actividades junto ao público (Ex: Párocos, abades e bispos). Os privilégios da ordem eclesiástica eram: direito canónico (rege-se por leis próprias), defendem uma autoridade superior (Papa), estavam isentos de impostos e eram detentores de bens fundiários, recebiam 10% da produção nacional através da cobrança da dízima (O doc.6 mostra-nos os produtos sujeitos à cobrança da dízima: “ Estão sujeitos ao dízimo o trigo, o centeio, a cevada (…), as favas, as ervilhas, o grão-de-bico, o milho grosso e miúdo, o linho e o vinho.”), tinham cargos na administração local e central e possuíam uma forte influência sobre todos os sectores da sociedade (detinham funções no ensino, na saúde e na assistência. No doc.4 é possível visualizar toda a opulência, os luxos e os privilégios que o Clero possuía, principalmente o Alto Clero. O 2º Estado é composto pela Nobreza (10%) e a sua vocação é governar e defender (“ (…) O nobre consagra o seu sangue à defesa do Estado (…)” – doc.1). É uma ordem muito heterogénea e os estratos diferenciavam-se pela origem. Assim,
  • 4. existia uma Nobreza de Sangue (obtida por linhagem; eram cavaleiros nobres e de velhas famílias) e uma Nobreza de Mérito ou de Toga (obtida por consideração ou cargos; oriunda da Burguesia letrada, que ocupava cargos na magistratura e na administração e recebia notabilização por mérito. Os privilégios da Nobreza eram: direitos e isenções semelhantes aos do Clero, isenção fiscal e imunidade das suas terras, forte poder económico pela posse de extensos domínios e das rendas e tributos (direitos senhoriais) e possuíam os mais altos cargos político-militares. O doc.3 refere-se aos direitos da Nobreza, especialmente da Nobreza de Sangue, que sofreram uma alteração, visto a burguesia letrada ter ascendido socialmente devido aos seus méritos e cargos. É também a partir do século XVII, que se assiste à afirmação do poder absoluto, por parte dos reis, o que originou a perda do prestígio e da influência que a nobreza tinha. O 3º Estado, constituído pela Burguesia e Povo, corresponde à restante população (86%), em que a sua principal função era trabalhar e pagar impostos (“ (…) A última classe da nação, que não pode prestar ao Estado serviços tão elevados, contribui para ele com tributos, indústria e trabalho corporal.” – doc.1). É uma ordem muito heterogénea e diversificada, que estava carregada de impostos e obrigações. No doc.5 visualizamos uma família de camponeses, pobres e quase sem comer, com rostos tristes e cansados de trabalhar. Apesar da mobilidade social ser difícil, a Burguesia, graças à sua instrução e riqueza, conseguira ascender à Nobreza: “ E pode qualquer um, do dito último estado (Terceiro Estado), chegar ao segundo, por virtude e por diligência. (…) Para chegar ao estado de nobreza, é necessário que se obtenha graça e privilégio do príncipe; (…)” – doc.2. Vitória Chagas