V i a g e n s  d e   E x p l o r a ç ã o  a o  I n t e r i o r  A f r i c a n o   N o final do século XIX, grande parte do continente africano ainda era mal conhecido. Os países europeus, como Portugal, tentavam alargar os seus domínios para além das povoações costeiras (Época dos Descobrimentos), e enviavam missões para a realização de viagens de exploração. Temendo perder o direito sobre algumas áreas de influência tradicional, o governo português votou fundos para uma missão de exploração ao interior da África, que partiu de Lisboa em Julho de 1877. Alexandre de Serpa Pinto, um jovem aristocrata , e os seus companheiros Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, tinham por missão estudar as relações hidrográficas entre as bacias dos rios Zaire e Zambeze, bem como as regiões entre Angola e Moçambique, procurando ligar estas colónias por terra. Era o velho sonho da descoberta de uma via de comunicação pelo interior de África entre as duas regiões costeiras dominadas por Portugal, a que o ultimato de 1890, feito pela Grã-Bretanha, colocaria fim.

Viagens De ExploraçãO Ao Interior Africano

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    V i ag e n s d e E x p l o r a ç ã o a o I n t e r i o r A f r i c a n o N o final do século XIX, grande parte do continente africano ainda era mal conhecido. Os países europeus, como Portugal, tentavam alargar os seus domínios para além das povoações costeiras (Época dos Descobrimentos), e enviavam missões para a realização de viagens de exploração. Temendo perder o direito sobre algumas áreas de influência tradicional, o governo português votou fundos para uma missão de exploração ao interior da África, que partiu de Lisboa em Julho de 1877. Alexandre de Serpa Pinto, um jovem aristocrata , e os seus companheiros Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, tinham por missão estudar as relações hidrográficas entre as bacias dos rios Zaire e Zambeze, bem como as regiões entre Angola e Moçambique, procurando ligar estas colónias por terra. Era o velho sonho da descoberta de uma via de comunicação pelo interior de África entre as duas regiões costeiras dominadas por Portugal, a que o ultimato de 1890, feito pela Grã-Bretanha, colocaria fim.