A CONSCIÊNCIA REGULADA: Os níveis de consciência e os seus mecanismos de controle. O ciclo vigília-sono e outros ritmos biológicos Liga Acadêmica de Fisiologia -  LAF Acadêmicas: Thainara Freitas Ribeiro   Thatianne Gomes de Paula
Principais estruturas 15/12/10   15:45
Formação reticular Conceito: Conjunto de neurônios de tamanhos e tipos diferentes separados por uma rede de fibras nervosas Dentro dessa rede    grupamento de neurônios (núcleos) Descrição: Se inicia como uma faixa de tecido na parte superior da medula, distribui-se pelo tronco encefálico e penetra no diencéfalo Função : Ativação do cortex cerebral regulando os estados de alerta e sono  15/12/10   15:45
Formação reticular Eferências: Fibras ascendentes para estruturas diencefálias e corticais Fibras motoras descendentes para os tratos retículo espinhais Aferências: Provenientes das áreas rostrais do cérebro especialmente do córtex cerebral    modulação da atividade reticular Estado de alerta    SARA Fibras ascendentes da FRrostral projetam-se para núcleos inespecíficos do tálamo e daí para o córtex 15/12/10   15:45
Consciência  É vista como a oposição à inconsciência    estado que compreende o estado de alerta e a capacidade de responder adequadamente a certos estímulos externos Na psicofisiologia: implica também a expressão de todos os processos mentais    Interação plena entre estruturas corticais e subcorticais Mudar voluntariamente a direção  da atenção Criar idéias abstratas e expressá-las Prever a significação de seus atos  Ser capaz de posicionar-se frente a valores éticos e estéticos 15/12/10   15:45
15/12/10   15:45
Níveis de consciência Pode variar do estágio de sono profundo, passando por vários níveis intermediários chegando ao grau de vigilância máxima Hiperalerta: estado de hiperatividade autonômica e respostas exageradas por uso de drogas, abstnência ou estresse pós-traumático Obnubilação: estado de comportamento confuso, com o estado de alerta reduzindo com forte tendência para dormir Estupor: a pessoa só responde a estímulos intensos mas perde a consciência quando estes são retirados Coma: ausência de qualquer resposta a qualquer estímulo 15/12/10   15:45
Expressão da consciência Para a plena expressão é necessária a ação conjunta de ambos os hemisférios Ressecção de corpo caloso (split-brain) Lateralização hemisférica de função 15/12/10   15:45
Lateralização dos hemisférios Experimentos de Sperry Campo de visão E e D Reconhecimento pelo tato mão E e D Visão independente  do tato Escrever  o  que via ou sentia 15/12/10   15:46
Lateralização dos hemisférios Resultados: Objeto  ou palavra em campo de visão E    pcte não sabe nomear ou falar a palavra em voz alta mas seleciona o objeto por palpação : pcte executa tarefa mas não é capaz de expressar verbalmente  ou por escrito. Idem para colocar o objeto na mão E É como se não tivesse acontecido Objeto ou palavra em campo de visão D    pcte nomeia, seleciona com  a mão direita o objeto entre vários  e lê a palavra em voz alta, escreve e seleciona o objeto correspondente. Objeto colocado na mao direita tem resultado análogo 15/12/10   15:46
Lateralização dos hemisférios Conclusões: Hemisfério esquerdo não se distingue do cérebro intacto    substrato neural dominante e decisivo para a consciência e linguagem Hemisfério direito possui sistema de linguagem particular que não se comunica pela fala 15/12/10   15:46
SONO E VIGÍLIA 15/12/10   15:46
Formação reticular Núcleos da rafe Neurônios serotoninérgicos Núcleo magno da rafe (rafe mediana) – mais importante Regulação da dor (via da analgesia) e indução do sono Locus ceruleus Assoalho do IV ventrículo Neurônios noradrenérgicos Responsável pelo sono paradoxal (sono REM) Substância cinzenta periaquedutal (central) Circunda o aqueduto cerebral Área tegmentar ventral Parte ventral do tegmento do mesencéfalo, medialmente à substância negra Neurônios dopaminérgicos Regulação do comportamento emocional 15/12/10   15:46
Vigília Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA) Fibras ascendentes da FR    núcleos intralaminares do tálamo    todo o córtex cerebral Ativação do córtex (vigília) Também é ativado por impulsos sensoriais Indução ativa do sono Núcleos da rafe inibe o SARA e induzem o sono Animais seccionados no meio da ponte não dorme nunca 15/12/10   15:46
Sono processo ativo O sono é dividido em duas categorias: Sono REM (sono paradoxal, dessincronizado) Sono não-REM (ondas lentas, sincronizado) Fase NREM: Possui de 4 a 6 ciclos bifásicos Duração média de 95min Fase REM Duração de 5min a 45min Mov. Rápidos dos olhos Sonhos
Ondas  teta  X  delta 15/12/10   15:46
15/12/10   15:46
Hipotálamo  altamente  envolvido Hipotálamo anterior 15/12/10   15:46
Diferenças de ondas EEC do sono e vigília Atividade neural nos circuitos tálamo- corticais interação entre os núcleos monoaminérgicos e colinérgicos do tronco encefálico 15/12/10   15:46
Sistema monoaminérgico reticular ativador ascendente Tronco cerebral Núcleos dorsais da rafe (NDR serotoninérgicos) Locus ceruleus (LC noradrenérgico) Hipotálamo posterior Núcleo tuberomamilar (NTM histaminérgico) Projetam se difusamente para o córtex e núcleos reticulares do tálamo 15/12/10   15:46 Projetam para o  as cél. gabaérgicas e galaninérgicas do núcleo pré-optico ventro lateral do hipotálamo anterior (VLPO) inibindo-as
Atividade aminérgica Alta na vigília Ativa os circuitos tálamo corticais Diminuida no sono NREM Ausente sono REM O córtex cerebral está aminérgicamente desmodulado pela ausência do tônus aminérgico 15/12/10   15:46
Colinérgicos Os núcleos colinérgicos Pontinos látero-dorsais Tegmento pedúnculo-pontino Núcleo colinérgico do prosencéfalo basal Fazem conexões excitatórias nos núcleos reticulares talâmicos, projeções tálamo-límbicas e corticais diretas 15/12/10   15:46 Estão sob o controle inibitório do sistema NDR e LC
Atividade colinérgicas Fundamental para a dessincronização Máxima ou aumentada durante o sono REM e vigília Mínima ou ausente no sono NREM 15/12/10   15:46 Células colinérgicas: “REM-and-wake-on” Células aminérgicas: “ Wake-on-and-sleep-off”
Sono REM X vigília Durante o sono REM sistemas aminégicos não estão ativos e a ativação colinérgica ativa o córtex diretamente; Na vigília os sist. Aminérgicos, dopaminérgicos, hipocretinas e colinérgicos estão ativos (modulação aminérgica cortical) 15/12/10   15:46 Vigília: estado predominante aminérgico Sono REM : colinérgico muscarínico Sono NREM: posição intermediéria
Cél. REM-on colinérgicas  X  Cél. REM-off serotoninérgicas-noradrenérgicas Na vigília: sist. Aminérgico REM-off gera a dessincronização do EEG, inibe o sist. Colinérgico REM-on, suprimindo o sono REM. No sono: as cél. Aminérgicas REM-off silenciam e o sist. Colinérgico liberado das influências inibitórias atinge seu máximo. 15/12/10   15:46 Os sist. Histaminérgico do hipotálamo posterior (núcleos túbero-mamilares) e dopaminérgico da área ventral tegmentar adicionam-se ao sistema serotoninérgico e noradrenérgico na inibição das células colinérgicas REM-on
VLPO (núcleo pré-óptico ventro lateral do hipotálamo anterior) Ativam-se exclusivamente durante o sono NREM e REM Permanece ativo inibindo os sistemas aminérgicos, colinérgico e hipocretina, permitindo assim, o aparecimento do sono REM por inibir as células REM-off Reciprocidade 15/12/10   15:46 Inibição gabaérgica sobre o núcleo dorsal da rafe e locus ceruleus    etapa sinaptica final para desativação das células REM-off Inicio ao sono REM
Marcapasso circadiano Núcleos supraquiasmáticos (NSQ) Eferências do NSQ para VLPO, hipotálamo lateral e LC Recebe aferências dos núcleos colinérgicos do prosencéfalo basal ( excitatória), serotoninérgicas do núcleo dorsal da rafe e complexo amigdaliano do sistema límbico. 15/12/10   15:46
Adenosina    prosencéfalo basal Homeostato do sono A redução da atividade colinérgica do prosencéfalo basal por acúmulo de adenosina desnibe o VLPO que em conjunto com a ação do NSQ, dá o início ao sono NREM 15/12/10   15:46
Hipocretinas Projeta seus axônios excitatórios para diferentes áreas exceto o cerebelo VLPO inibe as células hipocretinérgicas Atividade máxima durante a vigília Elevam o tônus monoaminas, mantendo assim o VLPO inibido, impedindo o sono 15/12/10   15:46
Núcleo tuberomamilar (NTM) Único núcleo histaminérgico do SNC e está localizado no hipotálamo posterior Principal inibidor do núcleo VLPO A atividade histaminérgica é promotora da vigília Durante o sono NREM e REM, a atividade histaminérgica é tonicamente inibida pelo VLPO 15/12/10   15:46
RÍTMOS BIOLÓGICOS Cronobiologia  15/12/10   15:46
Cronobiologia Estudo dos mecanismos de oscilações periódicas  dos sistemas biológicos que incluem: Secreção de glds endócrinas  Síntese de neurotransmissores Número de receptores Níveis e atividades enzimáticas Atividade elétrica cerebral Peso dos órgãos no corpo Duração dos ciclos celulares Componentes ultra-estruturais das organelas celulares 15/12/10   15:46
Cronobiologia Podem ser: Infradiano Circadiano Ultradiano Circasseptano Circamensal Circa-anual Os mais conhecidos Sono-vigilia Temperatura corporal Níveis hormonais Ciclo menstrual A maior parte dos sistemas são influenciados pelo ciclo sono-vigilia 15/12/10   15:46
Sistema cardiovascular Atividade basal    maior durante a vigilia e diminui durante o sono Sono NREM    PAS e FC inferiores ao basal  Sono REM    níveis superiores ao da vigilia Fatores que influenciam: Estágio do sono Profundidade do sono (1-4) Tempo de sono 15/12/10   15:46
Sistema cardiovascular Estágio 3 e 4    descenso pressórico fisiológico noturno Predomínio da atividade parassimpática sobre a simpática Sono REM    intensas flutuações de PAS e FC Descargas adrenérgicas Tempo de sono    perda de líquido, redução de volume intravascular    alterações hemodinâmicas 15/12/10   15:46
Sistema respiratório Vigília   controle pelos comandos ventilatórios voluntários e involuntário e influência mecânica da caixa torácica Sono   perda do controle voluntário, diminuição da resposta ventilatória do controle metabólico e  hipotonia dos músculos ventilatórios    hipoventilação 15/12/10   15:46
Sistema digestório Sono   diminuição da atividade do aparelho digetório Inibição do fluxo de saliva Redução da frequência de deglutição Redução da pressão do esfíncter superior do esôfago Secreção gástrica aumentada entre 22 e 2 hs independente de sono ou não Função motora do estômago diminui durante o sono Motilidade intestinal mais regular e diminuída durante o sono Sono pós-prandial Atividade do intestino diminui e o padrão motor interdigestivo retorna mais precocemente 15/12/10   15:46
Sistema endócrino Hormônio do crescimento Pico de GH 90 min após o início do sono Relacionado com o sono de ondas lentas  Efeito rebote Cortisol Valores máximos nas primeiras horas da manhã, declinado durante o dia até o valor mínimo ao início do sono Aldosterona: coincide com o cortisol Testosterona: concentrações baixas ao início do sono e máximos ao início da manhã 15/12/10   15:46
Sistema endócrino Hormônios gonadotrópicos Em mulheres é demarcado pelo ciclo menstrual Estudos com influencia do sono sobre a liberação desses hormônios ainda inconclusivos Prolactina Altas concentrações durante o sono e baixa durante a vigilia Aumento de liberação 60 a 90 min após o início do sono com valores máximos nas primeiras horas da manhã 15/12/10   15:46
Sistema endócrino TSH Ritmo circadiano distinto: concentrações reduzidas durante o dia e valores máximos próximos ao início do sono Sono necessário para a inibição da secreção de TSH 15/12/10   15:46
Sistema renal Excreção de eletrólitos e fluxo de urina maior durante o dia O fluxo de urina e a osmolaridade oscila com o  ciclo sono NREM-REM O sono REM é associado com a diminuição do fluxo de urina e aumento da osmolaridade 15/12/10   15:46
Temperatura corporal Relação entre ciclo vigilia-sono, ritmo circadiano e termorregulação Hipotálamo  Diminuição da temperatura no início do sono Menores valores no 3° ciclo do sono Menor nível durante o sono NREM e termorregulação inibida durante o sono REM Influência da temperatura ambiental sobre o sono 15/12/10   15:46
DÚVIDAS??? OBRIGADA!!! 15/12/10   15:46
Referências BRANDÃO, M. L.  Psicofisiologia:  as bases fisiológicas do comportamento. 2. ed. São: Atheneu, 2002. 245 p.  BRODAL, A.  Anatomia neurológica:  com correlações clínicas. 3. ed. São Paulo: Roca, 1979. 888 p. GUYTON, A. C.; HALL, J. E.  Tratado de fisiologia médica.  11. ed. Rio  de  Janeiro: Elsevier, 2006. 1115 p. NITRINI, R. BACHESCHI, L. A.  A neurologia que todo médico deve saber.  2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006. 490 p. TUFIK, S.  Medicina e biologia do sono.  Barueri: Manole, 2008. 483 p. 15/12/10   15:46

A consciência regulada

  • 1.
    A CONSCIÊNCIA REGULADA:Os níveis de consciência e os seus mecanismos de controle. O ciclo vigília-sono e outros ritmos biológicos Liga Acadêmica de Fisiologia - LAF Acadêmicas: Thainara Freitas Ribeiro Thatianne Gomes de Paula
  • 2.
  • 3.
    Formação reticular Conceito:Conjunto de neurônios de tamanhos e tipos diferentes separados por uma rede de fibras nervosas Dentro dessa rede  grupamento de neurônios (núcleos) Descrição: Se inicia como uma faixa de tecido na parte superior da medula, distribui-se pelo tronco encefálico e penetra no diencéfalo Função : Ativação do cortex cerebral regulando os estados de alerta e sono 15/12/10 15:45
  • 4.
    Formação reticular Eferências:Fibras ascendentes para estruturas diencefálias e corticais Fibras motoras descendentes para os tratos retículo espinhais Aferências: Provenientes das áreas rostrais do cérebro especialmente do córtex cerebral  modulação da atividade reticular Estado de alerta  SARA Fibras ascendentes da FRrostral projetam-se para núcleos inespecíficos do tálamo e daí para o córtex 15/12/10 15:45
  • 5.
    Consciência Évista como a oposição à inconsciência  estado que compreende o estado de alerta e a capacidade de responder adequadamente a certos estímulos externos Na psicofisiologia: implica também a expressão de todos os processos mentais  Interação plena entre estruturas corticais e subcorticais Mudar voluntariamente a direção da atenção Criar idéias abstratas e expressá-las Prever a significação de seus atos Ser capaz de posicionar-se frente a valores éticos e estéticos 15/12/10 15:45
  • 6.
    15/12/10 15:45
  • 7.
    Níveis de consciênciaPode variar do estágio de sono profundo, passando por vários níveis intermediários chegando ao grau de vigilância máxima Hiperalerta: estado de hiperatividade autonômica e respostas exageradas por uso de drogas, abstnência ou estresse pós-traumático Obnubilação: estado de comportamento confuso, com o estado de alerta reduzindo com forte tendência para dormir Estupor: a pessoa só responde a estímulos intensos mas perde a consciência quando estes são retirados Coma: ausência de qualquer resposta a qualquer estímulo 15/12/10 15:45
  • 8.
    Expressão da consciênciaPara a plena expressão é necessária a ação conjunta de ambos os hemisférios Ressecção de corpo caloso (split-brain) Lateralização hemisférica de função 15/12/10 15:45
  • 9.
    Lateralização dos hemisfériosExperimentos de Sperry Campo de visão E e D Reconhecimento pelo tato mão E e D Visão independente do tato Escrever o que via ou sentia 15/12/10 15:46
  • 10.
    Lateralização dos hemisfériosResultados: Objeto ou palavra em campo de visão E  pcte não sabe nomear ou falar a palavra em voz alta mas seleciona o objeto por palpação : pcte executa tarefa mas não é capaz de expressar verbalmente ou por escrito. Idem para colocar o objeto na mão E É como se não tivesse acontecido Objeto ou palavra em campo de visão D  pcte nomeia, seleciona com a mão direita o objeto entre vários e lê a palavra em voz alta, escreve e seleciona o objeto correspondente. Objeto colocado na mao direita tem resultado análogo 15/12/10 15:46
  • 11.
    Lateralização dos hemisfériosConclusões: Hemisfério esquerdo não se distingue do cérebro intacto  substrato neural dominante e decisivo para a consciência e linguagem Hemisfério direito possui sistema de linguagem particular que não se comunica pela fala 15/12/10 15:46
  • 12.
    SONO E VIGÍLIA15/12/10 15:46
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    Formação reticular Núcleosda rafe Neurônios serotoninérgicos Núcleo magno da rafe (rafe mediana) – mais importante Regulação da dor (via da analgesia) e indução do sono Locus ceruleus Assoalho do IV ventrículo Neurônios noradrenérgicos Responsável pelo sono paradoxal (sono REM) Substância cinzenta periaquedutal (central) Circunda o aqueduto cerebral Área tegmentar ventral Parte ventral do tegmento do mesencéfalo, medialmente à substância negra Neurônios dopaminérgicos Regulação do comportamento emocional 15/12/10 15:46
  • 14.
    Vigília Sistema ReticularAtivador Ascendente (SRAA) Fibras ascendentes da FR  núcleos intralaminares do tálamo  todo o córtex cerebral Ativação do córtex (vigília) Também é ativado por impulsos sensoriais Indução ativa do sono Núcleos da rafe inibe o SARA e induzem o sono Animais seccionados no meio da ponte não dorme nunca 15/12/10 15:46
  • 15.
    Sono processo ativoO sono é dividido em duas categorias: Sono REM (sono paradoxal, dessincronizado) Sono não-REM (ondas lentas, sincronizado) Fase NREM: Possui de 4 a 6 ciclos bifásicos Duração média de 95min Fase REM Duração de 5min a 45min Mov. Rápidos dos olhos Sonhos
  • 16.
    Ondas teta X delta 15/12/10 15:46
  • 17.
    15/12/10 15:46
  • 18.
    Hipotálamo altamente envolvido Hipotálamo anterior 15/12/10 15:46
  • 19.
    Diferenças de ondasEEC do sono e vigília Atividade neural nos circuitos tálamo- corticais interação entre os núcleos monoaminérgicos e colinérgicos do tronco encefálico 15/12/10 15:46
  • 20.
    Sistema monoaminérgico reticularativador ascendente Tronco cerebral Núcleos dorsais da rafe (NDR serotoninérgicos) Locus ceruleus (LC noradrenérgico) Hipotálamo posterior Núcleo tuberomamilar (NTM histaminérgico) Projetam se difusamente para o córtex e núcleos reticulares do tálamo 15/12/10 15:46 Projetam para o as cél. gabaérgicas e galaninérgicas do núcleo pré-optico ventro lateral do hipotálamo anterior (VLPO) inibindo-as
  • 21.
    Atividade aminérgica Altana vigília Ativa os circuitos tálamo corticais Diminuida no sono NREM Ausente sono REM O córtex cerebral está aminérgicamente desmodulado pela ausência do tônus aminérgico 15/12/10 15:46
  • 22.
    Colinérgicos Os núcleoscolinérgicos Pontinos látero-dorsais Tegmento pedúnculo-pontino Núcleo colinérgico do prosencéfalo basal Fazem conexões excitatórias nos núcleos reticulares talâmicos, projeções tálamo-límbicas e corticais diretas 15/12/10 15:46 Estão sob o controle inibitório do sistema NDR e LC
  • 23.
    Atividade colinérgicas Fundamentalpara a dessincronização Máxima ou aumentada durante o sono REM e vigília Mínima ou ausente no sono NREM 15/12/10 15:46 Células colinérgicas: “REM-and-wake-on” Células aminérgicas: “ Wake-on-and-sleep-off”
  • 24.
    Sono REM Xvigília Durante o sono REM sistemas aminégicos não estão ativos e a ativação colinérgica ativa o córtex diretamente; Na vigília os sist. Aminérgicos, dopaminérgicos, hipocretinas e colinérgicos estão ativos (modulação aminérgica cortical) 15/12/10 15:46 Vigília: estado predominante aminérgico Sono REM : colinérgico muscarínico Sono NREM: posição intermediéria
  • 25.
    Cél. REM-on colinérgicas X Cél. REM-off serotoninérgicas-noradrenérgicas Na vigília: sist. Aminérgico REM-off gera a dessincronização do EEG, inibe o sist. Colinérgico REM-on, suprimindo o sono REM. No sono: as cél. Aminérgicas REM-off silenciam e o sist. Colinérgico liberado das influências inibitórias atinge seu máximo. 15/12/10 15:46 Os sist. Histaminérgico do hipotálamo posterior (núcleos túbero-mamilares) e dopaminérgico da área ventral tegmentar adicionam-se ao sistema serotoninérgico e noradrenérgico na inibição das células colinérgicas REM-on
  • 26.
    VLPO (núcleo pré-ópticoventro lateral do hipotálamo anterior) Ativam-se exclusivamente durante o sono NREM e REM Permanece ativo inibindo os sistemas aminérgicos, colinérgico e hipocretina, permitindo assim, o aparecimento do sono REM por inibir as células REM-off Reciprocidade 15/12/10 15:46 Inibição gabaérgica sobre o núcleo dorsal da rafe e locus ceruleus  etapa sinaptica final para desativação das células REM-off Inicio ao sono REM
  • 27.
    Marcapasso circadiano Núcleossupraquiasmáticos (NSQ) Eferências do NSQ para VLPO, hipotálamo lateral e LC Recebe aferências dos núcleos colinérgicos do prosencéfalo basal ( excitatória), serotoninérgicas do núcleo dorsal da rafe e complexo amigdaliano do sistema límbico. 15/12/10 15:46
  • 28.
    Adenosina  prosencéfalo basal Homeostato do sono A redução da atividade colinérgica do prosencéfalo basal por acúmulo de adenosina desnibe o VLPO que em conjunto com a ação do NSQ, dá o início ao sono NREM 15/12/10 15:46
  • 29.
    Hipocretinas Projeta seusaxônios excitatórios para diferentes áreas exceto o cerebelo VLPO inibe as células hipocretinérgicas Atividade máxima durante a vigília Elevam o tônus monoaminas, mantendo assim o VLPO inibido, impedindo o sono 15/12/10 15:46
  • 30.
    Núcleo tuberomamilar (NTM)Único núcleo histaminérgico do SNC e está localizado no hipotálamo posterior Principal inibidor do núcleo VLPO A atividade histaminérgica é promotora da vigília Durante o sono NREM e REM, a atividade histaminérgica é tonicamente inibida pelo VLPO 15/12/10 15:46
  • 31.
  • 32.
    Cronobiologia Estudo dosmecanismos de oscilações periódicas dos sistemas biológicos que incluem: Secreção de glds endócrinas Síntese de neurotransmissores Número de receptores Níveis e atividades enzimáticas Atividade elétrica cerebral Peso dos órgãos no corpo Duração dos ciclos celulares Componentes ultra-estruturais das organelas celulares 15/12/10 15:46
  • 33.
    Cronobiologia Podem ser:Infradiano Circadiano Ultradiano Circasseptano Circamensal Circa-anual Os mais conhecidos Sono-vigilia Temperatura corporal Níveis hormonais Ciclo menstrual A maior parte dos sistemas são influenciados pelo ciclo sono-vigilia 15/12/10 15:46
  • 34.
    Sistema cardiovascular Atividadebasal  maior durante a vigilia e diminui durante o sono Sono NREM  PAS e FC inferiores ao basal Sono REM  níveis superiores ao da vigilia Fatores que influenciam: Estágio do sono Profundidade do sono (1-4) Tempo de sono 15/12/10 15:46
  • 35.
    Sistema cardiovascular Estágio3 e 4  descenso pressórico fisiológico noturno Predomínio da atividade parassimpática sobre a simpática Sono REM  intensas flutuações de PAS e FC Descargas adrenérgicas Tempo de sono  perda de líquido, redução de volume intravascular  alterações hemodinâmicas 15/12/10 15:46
  • 36.
    Sistema respiratório Vigília controle pelos comandos ventilatórios voluntários e involuntário e influência mecânica da caixa torácica Sono  perda do controle voluntário, diminuição da resposta ventilatória do controle metabólico e hipotonia dos músculos ventilatórios  hipoventilação 15/12/10 15:46
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    Sistema digestório Sono diminuição da atividade do aparelho digetório Inibição do fluxo de saliva Redução da frequência de deglutição Redução da pressão do esfíncter superior do esôfago Secreção gástrica aumentada entre 22 e 2 hs independente de sono ou não Função motora do estômago diminui durante o sono Motilidade intestinal mais regular e diminuída durante o sono Sono pós-prandial Atividade do intestino diminui e o padrão motor interdigestivo retorna mais precocemente 15/12/10 15:46
  • 38.
    Sistema endócrino Hormôniodo crescimento Pico de GH 90 min após o início do sono Relacionado com o sono de ondas lentas Efeito rebote Cortisol Valores máximos nas primeiras horas da manhã, declinado durante o dia até o valor mínimo ao início do sono Aldosterona: coincide com o cortisol Testosterona: concentrações baixas ao início do sono e máximos ao início da manhã 15/12/10 15:46
  • 39.
    Sistema endócrino Hormôniosgonadotrópicos Em mulheres é demarcado pelo ciclo menstrual Estudos com influencia do sono sobre a liberação desses hormônios ainda inconclusivos Prolactina Altas concentrações durante o sono e baixa durante a vigilia Aumento de liberação 60 a 90 min após o início do sono com valores máximos nas primeiras horas da manhã 15/12/10 15:46
  • 40.
    Sistema endócrino TSHRitmo circadiano distinto: concentrações reduzidas durante o dia e valores máximos próximos ao início do sono Sono necessário para a inibição da secreção de TSH 15/12/10 15:46
  • 41.
    Sistema renal Excreçãode eletrólitos e fluxo de urina maior durante o dia O fluxo de urina e a osmolaridade oscila com o ciclo sono NREM-REM O sono REM é associado com a diminuição do fluxo de urina e aumento da osmolaridade 15/12/10 15:46
  • 42.
    Temperatura corporal Relaçãoentre ciclo vigilia-sono, ritmo circadiano e termorregulação Hipotálamo Diminuição da temperatura no início do sono Menores valores no 3° ciclo do sono Menor nível durante o sono NREM e termorregulação inibida durante o sono REM Influência da temperatura ambiental sobre o sono 15/12/10 15:46
  • 43.
  • 44.
    Referências BRANDÃO, M.L. Psicofisiologia: as bases fisiológicas do comportamento. 2. ed. São: Atheneu, 2002. 245 p. BRODAL, A. Anatomia neurológica: com correlações clínicas. 3. ed. São Paulo: Roca, 1979. 888 p. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 1115 p. NITRINI, R. BACHESCHI, L. A. A neurologia que todo médico deve saber. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006. 490 p. TUFIK, S. Medicina e biologia do sono. Barueri: Manole, 2008. 483 p. 15/12/10 15:46

Notas do Editor

  • #4 Núcleos: da rafe na linha mediana do tronco cerebral
  • #5 Nos feixes descendentes existem neuronios bifurcados com´projeçoes tantp ascendentes quanto descendentes  integração da função sensorial com a motoradurante a vigilia e o sono A maioria das fibras do SARA são glutamaérgicas (excitatórias) durante a vigilia Fibras gabaérgicas atuam na propria FR fazendo inibição  sono
  • #15 Pq não recebem estimulos do nucleo da rafe
  • #16 sono REM - fase do sono seja regulada pelos neurônios dos lócus ceruleus sono não REM - fase do sono seja regulada pelos neurônios do núcleo da rafe Durante o período de sono, normalmente ocorrem de quatro a seis ciclos bifásicos com duração de noventa a cem minutos cada, sendo cada um dos ciclos compostos pelas fases de NREM, com duração de quarenta e cinco a oitenta e cinco minutos, e pela fase de sono REM, que dura de cinco a quarenta e cinco minutos.