CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA
ESTADO
SOCIEDADE
POLÍTICAS PÚBLICAS
Ms. José Roberto Paludo
Sociologia Política UFSC
“O homem é um animal político”
(Aristóteles - Grécia 384aC-322 aC)
Governo Conselhos Partidos Sindicatos Movimentos
Sociais
ONGs
Quem aqui é ator (a) político?
Que tipo de espaço político você atua?
ProgramaSegunda-Feira (29/08) Terça-Feira (30/08)
Apresentação Participação
Estado e Governo Democracia
Sociedade Políticas Públicas
Políticas Públicas Exercício
Estudo de Caso Avaliação e
encerramento
ESTADO
O que é Estado?
Estado e Governo são a mesma
coisa?
Qual o papel do Estado?
Os antigos, compreendiam o Estado como a
forma de organizar o poder e misturavam com
o conceito de governo
Platão e Aristóteles: Monarquia; Aristocracia;
Tirania; Democracia
Histórico de diferentes conceitos de Estado
Modernos:
Maquiavel – como o poder pode ser conquistado
e mantido
Bodin – poder soberano/leis/governar
Hobbes – leis positivas para limitar estado de
natureza e divisão dos poderes
Montesquieu – divisão e equilíbrio dos poderes
Histórico de diferentes conceitos de Estado
Contemporâneos:
Hegel – Estado é abstrato/Constituição é
concreta
Marx – super-estrutura/dominação de classe
Weber – monopólio da força
Histórico de diferentes conceitos de Estado
Conjunto das instituições (política, social e
jurídica) que controlam e administram uma
nação;
País soberano, Estado soberano : um governo,
um povo, um território;
Conceito Moderno de Estado
Tipos de Governo
SOCIEDADE
Como definir a Sociedade?
Sociedade e Sociedade Civil são a
mesma coisa?
O Estado e o Mercado fazem parte da
Sociedade ou são coisas distintas?
Aristóteles; Hannah Arendt;
• Sociedade Civil: organizações (formal ou
informal) legitimamente reconhecidas, que
não fazem parte do Estado, nem do Mercado;
• Revolução de 1968, nem o Estado, nem o
Mercado, a transformação depende da
Sociedade Civil;
• Sindicatos; Associações; ONGs; Movimentos
Sociais;
• Ideia de Habermas “ação comunicativa”; ideia
de Putnam “capital social”
POLÍTICAS
PÚBLICAS
O que são políticas públicas?
Todas as políticas públicas são iguais,
independe do governante?
Qual o papel da sociedade em relação
as políticas públicas?
• Políticas Públicas, enquanto área de
conhecimento, surgiu na década de 1960 nos
Estados Unidos da América (EUA);
• Buscou se diferenciar da teoria política, pela
ênfase nas ações dos governos .
• Dividiu a ciência política:
– Escola teórica – ligada a filosofia; história; direito;
– Escola pragmática – ligada às ações de governo;
História
Três dimensões da política
• Polity: sistema político; leis;
• Politics: processo político; eleições; sistemas
de governos;
• Policy: as políticas públicas propriamente
ditas; ações de governo;
 H. Laswell (1936) policy analysis; conhecimento
científico com as ações de governo;
 H. Simon (1957) racionalidade limitada dos decisores
políticos a ser minimizada (policy makers);
 C. Lindoblom (1959; 1979) incorporar outras variáveis à
formulação e à análise das políticas públicas, como as
relações de poder (eleições, burocracia dos partidos,
grupos de interesses) e integrar as diferentes fases do
processo de decisão;
 D. Easton (1965) modelo sistêmico, as políticas públicas
recebem inputs dos partidos, da mídia e de grupos de
interesse que influenciam nos seus resultados e efeitos.
1. Tipo de política pública ou policy arena:
expectativas e reações de consenso ou de conflito
têm um efeito antecipativo nas decisões e
apresenta quatro formatos: políticas distributivas
(privilegia certos grupos em detrimento do todo,
baixo grau de conflito); políticas redistributivas
(políticas sociais universais, que em geral são
conflitivas); políticas regulatórias (envolve a
burocracia); e políticas constitutivas ou
estruturadoras (modificações de regras que
determinam a estrutura do processo)
2. Ciclo da política pública ou policy cicle: considera
vários estágios (definição da agenda,
identificação de alternativas, avaliação das
opções, seleção das opções, implementação e
avaliação). Ênfase à definição da agenda (agenda
setting) que pode focalizar o problema, a política
ou os atores; e na avaliação, accountability ao
final do ciclo;
3. O incrementalismo - Lindblom (1979), Calden e
Wildavsky (1980): políticas públicas não partem do
zero, e sim de decisões marginais, e que as decisões
de governo são apenas incrementais e pouco
substantivas;
4. Garbage can ou “lata de lixo”, desenvolvido por
Cohen, March e Olsen (1972), que argumentam que
as escolhas das políticas públicas ocorrem numa
interação de vários problemas e poucas soluções, ou
seja, as soluções procuram por problemas;
5. Coalizão de Defesa ou advocacy coalition -
Sabatier e Jenkins-Smith (1993): se contrapõem
aos modelos anteriores e defendem a importância
das ideias, valores e crenças na formulação das
políticas públicas;
6. Arenas sociais ou policy networks - Heclo (1978):
trata das diferentes interações entre instituições e
grupos, tanto no espaço governamental quanto na
sociedade; redes de relações sociais; são três os
mecanismos para chamar a atenção dos decisores:
divulgação de indicadores (mídia); eventos tais
como desastres ou repetições do problema; e
feedback que mostram as falhas ou limites das
políticas existentes;
7. Equilíbrio interrompido ou ponctuated
equilibium -Baumgartner e Jones (1993):
baseado na biologia (equilíbrio interrompido) e
na computação, ou seja, na noção de que os
seres humanos têm capacidade limitada para
processar dados; então, a tendência geral é um
equilíbrio, manutenção do status quo e ocorrem
mudanças profundas apenas em momentos de
instabilidade. Esse modelo depende de imagens
e a mídia tem papel importante;
8. Novo-gerencialismo: ajuste fiscal surgem como
resposta à crise fiscal e ideológica do Estado;
focado na eficiência para promover a
credibilidade, porém, nesse mesmo contexto,
também surgiram políticas públicas de caráter
participativo como resposta ao novo-
gerencialismo; inserir grupos sociais na
formulação e acompanhamento das políticas
públicas.
Análise dos ODMs
O que são ODM (Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio)?
Quais são esses objetivos?
O que está se fazendo, no Brasil, para
atingir tais objetivos?
http://www.odmbrasil.org.br/vencedores
• "A utopia está lá no horizonte. Me
aproximo dois passos, ela se afasta dois
passos. Caminho dez passos e o horizonte
corre dez passos. Por mais que eu
caminhe, jamais alcançarei. Para que
serve a utopia? Serve para isso: para que
eu não deixe de caminhar".
Eduardo Galeano
PARTICIPAÇÃO
• Políticas Públicas como área do
conhecimento é uma interpretação do
processo histórico da Participação
Política;
• Participação Política tem relação com o
conceito de democracia e cidadania;
• Processo histórico, perda de legitimidade
do poder, necessidade de abrir-se
Formas de participação (Milbrath, 1965):
1) expor-se a solicitações políticas;
2) votar;
3) participar de uma discussão política;
4) tentar convencer alguém a votar de determinado modo;
5) usar um distintivo político;
6) fazer contato com funcionários públicos;
7) Contribuir com dinheiro a um partido ou candidato;
8) assistir a um comício ou assembléia;
9) dedicar-se a uma campanha política;
10) ser membro ativo de um partido político;
11) participar de reuniões onde se tomam decisões políticas;
12) solicitar contribuições em dinheiro para causas políticas;
13) candidatar-se a um cargo eletivo;
14) ocupar cargos públicos.
Outras Modalidades de participação :
Pizzorno (1966) visão de classe – estatal e extra-estatal;
Verba, Nie e Kim (1971): voto, atividade de campanha, contato
político e atividade cooperativa e classifica os indivíduos, entre
inativos, conformistas, reformistas, ativistas e “protesters”;
Sabucedo e Arce (1991): atividades “legais” e “ilegais”. Legais
(voto, escrever para jornais, participar de protestos autorizados
e participar de greves autorizadas) ilegais/violentas (atentar
contra a propriedade e violência armada) e ilegais/não violentas
(boicotes, greves não autorizadas, protestos não autorizados,
ocupação de prédios e interrupção do tráfego de veículos);
Teorell, Torcal e Montero (2007): canal de expressão
(representação -voto e atividade partidária- ou extra-
representação - protesto e “consumer participation”) e o
mecanismo de influência (estratégias de “saída” - voto,
“consumer participation”- ou de “voz”).
Mecanismos de “voz” :
Atividade política:
a) comunicação (contato com políticos, contato com os
meios de comunicação, participação em fóruns da Internet),
b) participação direta em ações (boicotes, participação em
demonstrações, participação em comícios),
c) suporte a projetos políticos (abaixo-assinado, doações
de dinheiro);
Membro de organizações:
a) partidos,
b) sindicatos e organizações profissionais,
c) organizações religiosas,
d) sociedades e organizações voluntárias;
Interesse em política
Democracia Representativa
Relação de Estado e Sociedade
• Visão “estadocêntrica”: centralidade do
Estado em relação à sociedade;
• Visão “sociocêntrica”: começa uma mudança
desse paradigma, desde o final dos anos 1970,
no Brasil
Características da Visão “estadocêntrica”
• Paradigma público como estatal e do Estado
autoritário e centralizador;
• Centrada no aparelho do Estado de maneira
unilateral, numa situação de inexistência ou negação
da sociedade civil, considerando o Estado o grande
sujeito das questões públicas;
• Estilo gerencial burocrático, no qual o segredo
burocrático e o segredo de Estado se mesclam para
impor à sociedade os rumos considerados corretos
pelos seus dirigentes;
• Visão voltada à operacionalização do aparelho
estatal com ênfase nos meios e técnicas
Características da Visão “sociocêntrica”
• Paradigma sobre a importância da sociedade
no processo político;
• Conceito de governança;
• Estilos participacionistas ou gerencialistas;
• Participação no processo político: decisões;
acompanhamento; transparência;
Democracia Participativa
Estilos Políticos
• Podem ser observados na aplicação de um
programa ou mesmo de uma política;
• Dois principais estilos atuais:
– Governos de caráter participacionista;
– Governos de caráter tecnocrata ou gerencialista.
Três variáveis básicas de análise
das Políticas Públicas
1. Compromisso governamental – visão
política ou ideológica do governante;
2. Tradição associativa – capital social,
nível de consciência da comunidade;
3. Desenho institucional – legislação que
define a política pública;
Tipos Modalidades Importância Controle
Opinativa Pesquisa Fraca Fraca
Referendum Forte Forte
Audiência
Pública
Médio Fraca
Deliberativa Conferências Forte Médio
Conselhos Forte Médio
Orçamento
Participativo
Forte Forte
Executiva ONGs Fraca Forte
Convênios Fraca Forte
Cultura Política
Fases Modalidades
Antes Pesquisa, Audiência
Pública, Conferências,
Protestos
Durante Acompanhamento
(transparência/controle);
execução direta
Depois Transparência; Prestação
de Contas; Órgãos de
Fiscalização
Escala Tipos Dimensões
Municipal Conselhos;
Orçamento
Obras e políticas
sociais
Estadual Audiências
Públicas e
Conselhos
Políticas Sociais
Nacional Referendum,
Conferências
Leis, Planos de
Políticas Públicas
Internacional Redes da
Sociedade Civil
(reproduzem nas
outras escalas);
Valores
-ambiental;
- democracia;
-direitos
humanos
Dinâmica:
1. Dividir em três grupos:
2. Desenhar uma proposta de política
pública com participação;
3. Apresentação e debate;
Etapas do desenho da proposta:
1. Definir um problema;
2. Escolher uma escala, um tipo de políticas
públicas e forma de participação;
3. Plano de ação:
1. Prazo (cronograma)
2. Responsáveis (organograma)
3. Forma de funcionamento/instâncias (fluxograma);
Bibliografias
AVRITZER, L. Cultura política, atores sociais e democratização: uma crítica às teorias de transição
para a democracia. Revista Brasileira de Ciências Sociais. v. 10, n. 28, 1995;
BORBA, Julian; LUCHMANN, Ligia H. H. (Orgs.). Orçamento Participativo: análise das experiências
desenvolvidas em Santa Catarina. Florianópolis: Insular, 2007;
DAGNINO, E. (Org.) Sociedade Civil e Espaços Públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 2002;
FARIAS, C. A. P. Idéias, conhecimento e Políticas Públicas: um inventário sucinto das principais
vertentes analíticas recentes. Revista Brasileira de Ciências Sociais. São Paulo: ANPOCS, v.
18, n. 51, p. 21-29, fev. 2003;
FREY, K. Políticas Públicas: um debate conceitual e reflexões referentes à prática da análise de
políticas públicas no Brasil. Planejamento e Políticas Públicas. Brasília: Ipea, n. 21, p 211-259,
jun. 2000;
PUTNAM R. (2002). Solo en la bolera. Colapso y resurgimiento de la comunidade
norteamericana. Barcelona: Galaxia Gutenberg;
SADER, E. Quando novos personagens entram em cena: experiências, falas e lutas dos
trabalhadores da Grande São Paulo, 1970-80. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988;
SECCHI, L. Políticas Públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos. São Paulo: Cengage
Learning, 2010;
SOUZA, C. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Sociologias. Porto Alegre: Ufrgs, ano 8, n.
16, p. 20-45, jul/dez. 2006;

86jose roberto paludo

  • 1.
    CURSO DE FORMAÇÃOPOLÍTICA ESTADO SOCIEDADE POLÍTICAS PÚBLICAS Ms. José Roberto Paludo Sociologia Política UFSC
  • 2.
    “O homem éum animal político” (Aristóteles - Grécia 384aC-322 aC) Governo Conselhos Partidos Sindicatos Movimentos Sociais ONGs Quem aqui é ator (a) político? Que tipo de espaço político você atua?
  • 3.
    ProgramaSegunda-Feira (29/08) Terça-Feira(30/08) Apresentação Participação Estado e Governo Democracia Sociedade Políticas Públicas Políticas Públicas Exercício Estudo de Caso Avaliação e encerramento
  • 4.
  • 5.
    O que éEstado? Estado e Governo são a mesma coisa? Qual o papel do Estado?
  • 6.
    Os antigos, compreendiamo Estado como a forma de organizar o poder e misturavam com o conceito de governo Platão e Aristóteles: Monarquia; Aristocracia; Tirania; Democracia Histórico de diferentes conceitos de Estado
  • 7.
    Modernos: Maquiavel – comoo poder pode ser conquistado e mantido Bodin – poder soberano/leis/governar Hobbes – leis positivas para limitar estado de natureza e divisão dos poderes Montesquieu – divisão e equilíbrio dos poderes Histórico de diferentes conceitos de Estado
  • 8.
    Contemporâneos: Hegel – Estadoé abstrato/Constituição é concreta Marx – super-estrutura/dominação de classe Weber – monopólio da força Histórico de diferentes conceitos de Estado
  • 9.
    Conjunto das instituições(política, social e jurídica) que controlam e administram uma nação; País soberano, Estado soberano : um governo, um povo, um território; Conceito Moderno de Estado
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Como definir aSociedade? Sociedade e Sociedade Civil são a mesma coisa? O Estado e o Mercado fazem parte da Sociedade ou são coisas distintas?
  • 14.
  • 16.
    • Sociedade Civil:organizações (formal ou informal) legitimamente reconhecidas, que não fazem parte do Estado, nem do Mercado; • Revolução de 1968, nem o Estado, nem o Mercado, a transformação depende da Sociedade Civil; • Sindicatos; Associações; ONGs; Movimentos Sociais; • Ideia de Habermas “ação comunicativa”; ideia de Putnam “capital social”
  • 17.
  • 18.
    O que sãopolíticas públicas? Todas as políticas públicas são iguais, independe do governante? Qual o papel da sociedade em relação as políticas públicas?
  • 19.
    • Políticas Públicas,enquanto área de conhecimento, surgiu na década de 1960 nos Estados Unidos da América (EUA); • Buscou se diferenciar da teoria política, pela ênfase nas ações dos governos . • Dividiu a ciência política: – Escola teórica – ligada a filosofia; história; direito; – Escola pragmática – ligada às ações de governo; História
  • 20.
    Três dimensões dapolítica • Polity: sistema político; leis; • Politics: processo político; eleições; sistemas de governos; • Policy: as políticas públicas propriamente ditas; ações de governo;
  • 21.
     H. Laswell(1936) policy analysis; conhecimento científico com as ações de governo;  H. Simon (1957) racionalidade limitada dos decisores políticos a ser minimizada (policy makers);  C. Lindoblom (1959; 1979) incorporar outras variáveis à formulação e à análise das políticas públicas, como as relações de poder (eleições, burocracia dos partidos, grupos de interesses) e integrar as diferentes fases do processo de decisão;  D. Easton (1965) modelo sistêmico, as políticas públicas recebem inputs dos partidos, da mídia e de grupos de interesse que influenciam nos seus resultados e efeitos.
  • 22.
    1. Tipo depolítica pública ou policy arena: expectativas e reações de consenso ou de conflito têm um efeito antecipativo nas decisões e apresenta quatro formatos: políticas distributivas (privilegia certos grupos em detrimento do todo, baixo grau de conflito); políticas redistributivas (políticas sociais universais, que em geral são conflitivas); políticas regulatórias (envolve a burocracia); e políticas constitutivas ou estruturadoras (modificações de regras que determinam a estrutura do processo)
  • 23.
    2. Ciclo dapolítica pública ou policy cicle: considera vários estágios (definição da agenda, identificação de alternativas, avaliação das opções, seleção das opções, implementação e avaliação). Ênfase à definição da agenda (agenda setting) que pode focalizar o problema, a política ou os atores; e na avaliação, accountability ao final do ciclo;
  • 24.
    3. O incrementalismo- Lindblom (1979), Calden e Wildavsky (1980): políticas públicas não partem do zero, e sim de decisões marginais, e que as decisões de governo são apenas incrementais e pouco substantivas; 4. Garbage can ou “lata de lixo”, desenvolvido por Cohen, March e Olsen (1972), que argumentam que as escolhas das políticas públicas ocorrem numa interação de vários problemas e poucas soluções, ou seja, as soluções procuram por problemas;
  • 25.
    5. Coalizão deDefesa ou advocacy coalition - Sabatier e Jenkins-Smith (1993): se contrapõem aos modelos anteriores e defendem a importância das ideias, valores e crenças na formulação das políticas públicas;
  • 26.
    6. Arenas sociaisou policy networks - Heclo (1978): trata das diferentes interações entre instituições e grupos, tanto no espaço governamental quanto na sociedade; redes de relações sociais; são três os mecanismos para chamar a atenção dos decisores: divulgação de indicadores (mídia); eventos tais como desastres ou repetições do problema; e feedback que mostram as falhas ou limites das políticas existentes;
  • 27.
    7. Equilíbrio interrompidoou ponctuated equilibium -Baumgartner e Jones (1993): baseado na biologia (equilíbrio interrompido) e na computação, ou seja, na noção de que os seres humanos têm capacidade limitada para processar dados; então, a tendência geral é um equilíbrio, manutenção do status quo e ocorrem mudanças profundas apenas em momentos de instabilidade. Esse modelo depende de imagens e a mídia tem papel importante;
  • 28.
    8. Novo-gerencialismo: ajustefiscal surgem como resposta à crise fiscal e ideológica do Estado; focado na eficiência para promover a credibilidade, porém, nesse mesmo contexto, também surgiram políticas públicas de caráter participativo como resposta ao novo- gerencialismo; inserir grupos sociais na formulação e acompanhamento das políticas públicas.
  • 29.
    Análise dos ODMs Oque são ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio)? Quais são esses objetivos? O que está se fazendo, no Brasil, para atingir tais objetivos? http://www.odmbrasil.org.br/vencedores
  • 30.
    • "A utopiaestá lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". Eduardo Galeano
  • 31.
    PARTICIPAÇÃO • Políticas Públicascomo área do conhecimento é uma interpretação do processo histórico da Participação Política; • Participação Política tem relação com o conceito de democracia e cidadania; • Processo histórico, perda de legitimidade do poder, necessidade de abrir-se
  • 32.
    Formas de participação(Milbrath, 1965): 1) expor-se a solicitações políticas; 2) votar; 3) participar de uma discussão política; 4) tentar convencer alguém a votar de determinado modo; 5) usar um distintivo político; 6) fazer contato com funcionários públicos; 7) Contribuir com dinheiro a um partido ou candidato; 8) assistir a um comício ou assembléia; 9) dedicar-se a uma campanha política; 10) ser membro ativo de um partido político; 11) participar de reuniões onde se tomam decisões políticas; 12) solicitar contribuições em dinheiro para causas políticas; 13) candidatar-se a um cargo eletivo; 14) ocupar cargos públicos.
  • 33.
    Outras Modalidades departicipação : Pizzorno (1966) visão de classe – estatal e extra-estatal; Verba, Nie e Kim (1971): voto, atividade de campanha, contato político e atividade cooperativa e classifica os indivíduos, entre inativos, conformistas, reformistas, ativistas e “protesters”; Sabucedo e Arce (1991): atividades “legais” e “ilegais”. Legais (voto, escrever para jornais, participar de protestos autorizados e participar de greves autorizadas) ilegais/violentas (atentar contra a propriedade e violência armada) e ilegais/não violentas (boicotes, greves não autorizadas, protestos não autorizados, ocupação de prédios e interrupção do tráfego de veículos); Teorell, Torcal e Montero (2007): canal de expressão (representação -voto e atividade partidária- ou extra- representação - protesto e “consumer participation”) e o mecanismo de influência (estratégias de “saída” - voto, “consumer participation”- ou de “voz”).
  • 34.
    Mecanismos de “voz”: Atividade política: a) comunicação (contato com políticos, contato com os meios de comunicação, participação em fóruns da Internet), b) participação direta em ações (boicotes, participação em demonstrações, participação em comícios), c) suporte a projetos políticos (abaixo-assinado, doações de dinheiro); Membro de organizações: a) partidos, b) sindicatos e organizações profissionais, c) organizações religiosas, d) sociedades e organizações voluntárias; Interesse em política
  • 35.
  • 36.
    Relação de Estadoe Sociedade • Visão “estadocêntrica”: centralidade do Estado em relação à sociedade; • Visão “sociocêntrica”: começa uma mudança desse paradigma, desde o final dos anos 1970, no Brasil
  • 37.
    Características da Visão“estadocêntrica” • Paradigma público como estatal e do Estado autoritário e centralizador; • Centrada no aparelho do Estado de maneira unilateral, numa situação de inexistência ou negação da sociedade civil, considerando o Estado o grande sujeito das questões públicas; • Estilo gerencial burocrático, no qual o segredo burocrático e o segredo de Estado se mesclam para impor à sociedade os rumos considerados corretos pelos seus dirigentes; • Visão voltada à operacionalização do aparelho estatal com ênfase nos meios e técnicas
  • 38.
    Características da Visão“sociocêntrica” • Paradigma sobre a importância da sociedade no processo político; • Conceito de governança; • Estilos participacionistas ou gerencialistas; • Participação no processo político: decisões; acompanhamento; transparência;
  • 39.
  • 40.
    Estilos Políticos • Podemser observados na aplicação de um programa ou mesmo de uma política; • Dois principais estilos atuais: – Governos de caráter participacionista; – Governos de caráter tecnocrata ou gerencialista.
  • 41.
    Três variáveis básicasde análise das Políticas Públicas 1. Compromisso governamental – visão política ou ideológica do governante; 2. Tradição associativa – capital social, nível de consciência da comunidade; 3. Desenho institucional – legislação que define a política pública;
  • 43.
    Tipos Modalidades ImportânciaControle Opinativa Pesquisa Fraca Fraca Referendum Forte Forte Audiência Pública Médio Fraca Deliberativa Conferências Forte Médio Conselhos Forte Médio Orçamento Participativo Forte Forte Executiva ONGs Fraca Forte Convênios Fraca Forte
  • 44.
  • 45.
    Fases Modalidades Antes Pesquisa,Audiência Pública, Conferências, Protestos Durante Acompanhamento (transparência/controle); execução direta Depois Transparência; Prestação de Contas; Órgãos de Fiscalização
  • 46.
    Escala Tipos Dimensões MunicipalConselhos; Orçamento Obras e políticas sociais Estadual Audiências Públicas e Conselhos Políticas Sociais Nacional Referendum, Conferências Leis, Planos de Políticas Públicas Internacional Redes da Sociedade Civil (reproduzem nas outras escalas); Valores -ambiental; - democracia; -direitos humanos
  • 47.
    Dinâmica: 1. Dividir emtrês grupos: 2. Desenhar uma proposta de política pública com participação; 3. Apresentação e debate;
  • 48.
    Etapas do desenhoda proposta: 1. Definir um problema; 2. Escolher uma escala, um tipo de políticas públicas e forma de participação; 3. Plano de ação: 1. Prazo (cronograma) 2. Responsáveis (organograma) 3. Forma de funcionamento/instâncias (fluxograma);
  • 49.
    Bibliografias AVRITZER, L. Culturapolítica, atores sociais e democratização: uma crítica às teorias de transição para a democracia. Revista Brasileira de Ciências Sociais. v. 10, n. 28, 1995; BORBA, Julian; LUCHMANN, Ligia H. H. (Orgs.). Orçamento Participativo: análise das experiências desenvolvidas em Santa Catarina. Florianópolis: Insular, 2007; DAGNINO, E. (Org.) Sociedade Civil e Espaços Públicos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 2002; FARIAS, C. A. P. Idéias, conhecimento e Políticas Públicas: um inventário sucinto das principais vertentes analíticas recentes. Revista Brasileira de Ciências Sociais. São Paulo: ANPOCS, v. 18, n. 51, p. 21-29, fev. 2003; FREY, K. Políticas Públicas: um debate conceitual e reflexões referentes à prática da análise de políticas públicas no Brasil. Planejamento e Políticas Públicas. Brasília: Ipea, n. 21, p 211-259, jun. 2000; PUTNAM R. (2002). Solo en la bolera. Colapso y resurgimiento de la comunidade norteamericana. Barcelona: Galaxia Gutenberg; SADER, E. Quando novos personagens entram em cena: experiências, falas e lutas dos trabalhadores da Grande São Paulo, 1970-80. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988; SECCHI, L. Políticas Públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos. São Paulo: Cengage Learning, 2010; SOUZA, C. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Sociologias. Porto Alegre: Ufrgs, ano 8, n. 16, p. 20-45, jul/dez. 2006;