REANIMAÇÃO NEONATAL
SBP – Condutas 2011
Lilianny M. Pereira
FMJ
EPIDEMIOLOGIA
BRASIL
 DATASUS: www.datasus.gov.br
 PRN - Mortalidade neonatal precoce asso-
ciada à asfixia ao nascer 2010
2.861.868 NV
39.870 óbitos < 1 ano
21.315 (53%)
óbitos de 0-6 dias
~ 4500 óbitos com
ASFIXIA PERINATAL
21% dos óbitos neonatais
13 RN/dia – 1 a cada 2h
 Brasil: nascem 3 milhões de cças/ano (98% hospitais);
 1:10 RN necessita de VPP para iniciar e/ou manter mov.
respiratórios efetivos;
 1:100 RN necessita de IOT e/ou MCE;
 1:1000 RN requer IOT+MCE+Medicações;
 Estima-se que o atendimento ao parto por profissionais habilitados
possa reduzir em 20-30% as taxas de mortalidade neonatal,
enquanto o emprego das técnicas de reanimação resulta em
diminuição adicional de 5-20% nestas taxas.
A NECESSIDADE DE PROCEDIMENTOS DE REANIMAÇÃO É
MAIOR QUANTO MENOR A IG E/OU PESO AO NASCER!!!
 SÍNDROME HIPÓXICO-ISQUÊMICA:
hipoperfusão tecidual significativa e
diminuição da oferta de oxigênio.
 A asfixia perinatal é a causa mais freqüente
de SHI.
Asfixia perinatal pode ser causada por:
1. Interrupção do fluxo sangüíneo umbilical
2. Insuficiente troca de gases pela placenta
3. Perfusão placentária inadequada do lado
materno
4. Feto comprometido que não tolera o
estresse do trabalho de parto
5. Falha de inflar o pulmão logo após o
nascimento
 DIAGNÓSTICO: (Academia Americana de
Pediatria)
1. Acidemia metabólica ou mista profunda
(pH<7,0) em sangue arterial de cordão
umbilical
2. Escore de Apgar de 0-3 por mais de 5
minutos
3. Manifestações neurológicas neonatais
4. Disfunção orgânica multissistêmica
 FISIOPATOLOGIA:
Asfixia → redistribuição do débito cardíaco →
hipoperfusão dos tecidos periféricos, vísceras
abdominais e pulmões.
BOLETIM DE APGAR
SinalSinal 00 11 22
FCFC AusenteAusente <100bpm<100bpm >100bpm>100bpm
ERER AusenteAusente Choro fracoChoro fraco ChoroChoro
forteforte
TônusTônus FlácidoFlácido SemiflexãoSemiflexão Flexão boaFlexão boa
ReflexoReflexo
nasalnasal
AusenteAusente AlgumAlgum
movimentomovimento
ChoroChoro
CorCor Cianótico ouCianótico ou
pálidopálido
Cianose deCianose de
extremidadeextremidade
ss
CoradoCorado
DIAGNÓSTICO DE HIPÓXIA
PELO APGAR
1ºMIN 5ºMIN DIAGNÓSTICO
<4 <4 GRAVE
<4 4-7 MODERADA
≥4 - 7 4-7 LEVE
PREPARO PARAAASSISTÊNCIA
Anamnese Materna
Disponibilidade do Material
Equipe Treinada
ANAMNESE
MATERNA
Condições perinatais associadas à necessidade de
reanimação neonatal
Fatores Antenatais:
 idade materna (<16 ou
>35);
 IG <39 ou > 41 sem;
 Diabetes;
 DHEG;
 RPMO;
 Poli/Oligoâmnio;
 Infecção materna;
 Alo-imunização;
 Malformação ou
anomalia fetal.
Fatores Relacionados ao Parto:
 Cesárea;
 Fórcipe;
 Apresentação pélvica;
 TPP;
 TP prolongado (>24h);
 Corioamnionite;
 Hipertonia uterina;
 LA meconial;
 Prolapso de cordão;
 PP ou DPP.
 Período expulsivo > 2h
DISPONIBILIDADE DO
MATERIAL
 Material preparado, testado e estar disponível
em local de fácil acesso antes do nascimento;
 Destinado à:
 Manutenção da temperatura;
 Aspiração de VAS;
 Ventilação;
 Administração de medicações.
TEMPERATURA AMBIENTE NA SALA DE PARTO
DEVE SER DE 26°C
EQUIPE TREINADA
EM REANIMAÇÃO
NEONATAL
 Fundamental a presença de pelo menos 1
profissional capaz de iniciar de forma adequada
a reanimação neonatal em todo parto.
 Recepção do RN: precauções-padrão –
lavagem/higienização correta das mãos e uso
de luvas, aventais, máscaras.
CUIDADOS EM SALA DE
PARTO
AVALIAÇÃO DA
VITALIDADE
 Avaliação rápida de 4 situações referentes à vitalidade –
perguntas:
 Gestação a termo?
 Ausência de mecônio?
 Respirando ou Chorando?
 Tônus muscular bom?
 Resposta SIM a todas = RN com boa vitalidade e não
necessita de manobras de reanimação;
 Resposta NÃO a alguma(s) = RN com provável
necessidade de pronta reanimação.
AÇÕES : ABC da reanimação
Airway → Via aérea pérvia
 Breathing → Respiração
Circulation → Circulação
 Aquecer sob fonte de calor radiante;
 Posicionar o RN corretamente, com cabeça em leve
extensão;
 Aspirar VAS – 1° boca, depois narinas – s/n;
 Secar o RN e remover campos úmidos;
 Estimular;
 Reposicionar a cabeça;
 Avaliar Respiração e FC;
 Exame físico.
 Reanimação depende da avaliação da RESPIRAÇÃO e da FC (pp
determinante);
 Avaliar FC: ausculta do precórdio ou palpação do pulso na base do
cordão umbilical;
 RN logo após nascimento: respirar de maneira regular – manter
FC>100bpm.
A AVALIAÇÃO DA COR DA PELE E MUCOSAS NÃO É MAIS USADA
PARA DECIDIR PROCEDIMENTOS NA SALA DE PARTO!!!
 SatO2 com 1min: 60-65% → 87-92% no 5°min.
APGAR NÃO É USADO PARA DETERMINAR INÍCIO DA
REANIMAÇÃO; PERMITE AVALIAR A RESPOSTA E A EFICÁCIA
DÀS MANOBRAS REALIZADAS.
ASSISTÊNCIAAO
RECÉM-NASCIDO
Termo com Boa Vitalidade ao Nascer
Com Líquido Amniótico Meconial
Com Necessidade de Reanimação
TERMO COM BOA
VITALIDADE AO
NASCER
 RN termo (IG 37-41sem), respirando ou chorando, com
tônus muscular em flexão, sem LA meconial = boa
vitalidade – não necessita de reanimação;
 Posicionar o RN sobre o abdome da mãe ou ao nível da
placenta por 1-3 min, antes de clampear o cordão
umbilical – benefícios hematológicos;
 OMS recomenda que o aleita-
mento seja iniciado na 1ª h de
vida – maior período de ama-
mentação, melhor interação
mãe-bebê e menor risco de
hemorragia materna.
COM LÍQUIDO
AMNIÓTICO MECONIAL
 LA Meconial fluido ou espesso: o obstetra não deve realizar
aspiração de VAS – não diminui a incidência de sd. aspiração de
mecônio, a necessidade de VM na pneumonia aspirativa, nem o
tempo de oxigenioterapia ou hospitalização;
 RN LAM:
 Mov. resp. rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e
FC>100: cuidados em sala de parto; reposicionar cabeça e
avaliar respiração e FC, se normal, cuidados de rotina;
 Ritmo resp. irregular e/ou tônus flácido e/ou FC<100: retirar
mecônio residual da hipofaringe e da traquéia através de cânula
traqueal conectada a dispositivo p/aspiração de mecônio e ao
aspirador a vácuo, com pressão máx. 100mmHg, uma única
vez, sob fonte de calor radiante. Se RN permanecer com
FC<100, resp. irregular ou apnéia, iniciar VPP.
COM NECESSIDADE DE
REANIMAÇÃO
 Avaliação rápida de 4 situações referentes à
vitalidade – perguntas:
 Gestação a termo?
 Ausência de mecônio?
 Respirando ou Chorando?
 Tônus muscular bom?
PASSOS INICIAIS
 Clampear cordão:
 RNPT com boa vitalidade : 30-60seg;(OU 1 A
3 MIN?)
 RNT ou RNPT sem respirar e/ou hipotônico:
imediatamente.
 RNPT ou RN com qualquer IG sem vitalidade
adequada: conduzir à mesa de reanimação,
prover calor, posicionar, aspirar VAS s/n e
secar o paciente – 30seg.
 Manter T° corporal entre 36,5-37°C – pré-aquecer a sala de parto e
a sala de reanimação (26°C);
 RN Peso<1500g – uso de saco plástico transparente de polietileno
de 30X50cm;
 RN Peso>1500g – secar o corpo e a fontanela e desprezar campos
úmidos;
 PASSOS INICIAIS DA REANIMAÇÃO
 Manter permeabilidade de VAS – posicionar a cabeça do RN,
aspirar boca e depois narinas s/n com sonda traqueal conectada a
aspirador a vácuo, sob pressão máx. 100mmHg. (30seg)
A ASPIRAÇÃO DA HIPOFARINGE DEVE SER EVITADA, POIS
PODE CAUSAR ATELECTASIA, TRAUMA E PREJUDICAR O
ESTABELECIMENTO DE RESPIRAÇÃO EFETIVA.
 Avaliar Respiração e FC:
 Se houver vitalidade adequada, o RN deve
receber cuidados de rotina;
 Se o RN não apresentar melhora, indica-se a
ventilação com pressão positiva (VPP).
VPP
VPP
 Após cuidados para manter T° e permeabilidade das
VAS, a presença de apnéia, resp. irregular e/ou
FC<100 indica VPP – precisa ser iniciada nos 1os
60seg de vida. “GOLD MINUTE”
A VENTILAÇÃO PULMONAR É O PROCEDIMENTO
MAIS SIMPLES, IMPORTANTE E EFETIVO NA
REANIMAÇÃO DO RN EM SALA DE PARTO.
OXIGÊNIO SUPLEMENTAR
 RN≥34sem com apnéia, resp. irregular e/ou FC<100 – iniciar ventilação com ar
ambiente;
 se não houver melhora e/ou não atingir os valores desejáveis de SatO2 com a
VPP em ar ambiente, recomenda-se o uso de O2 suplementar – APLICAR A
MISTURA DE O2/AR, ajustando a [O2] desejada através de blender;
 OFERECER INICIALMENTE O2 A 40% E AJUSTAR A OFERTA DE ACORDO COM
A SATO2 DESEJÁVEL E A FC;
 Caso o blender e o oxímetro não estejam disponíveis – iniciar VPP com ar
ambiente, ficar atento à insuflação pulmonar e à normalização da FC; se não
houver melhora em 90seg, continuar VPP com O2 a 100%.
 RN<34sem com apnéia, resp. irregular e/ou FC<100 – iniciar VPP com O2 a 40%;
 Se não houver normalização da FC, oferecer O2 suplementar guiado pela
oximetria de pulso;
 Caso o blender ou o oxímetro não estejam disponíveis, iniciar VPP com ar
ambiente, ficar atento à insuflação pulmonar e à normalização da FC; se não
houver melhora em 90seg, continuar VPP com O2 a 100%.
RECOMEDA-SE O USO DA OXIMETRIA DE PULSO PARA MONITORAR A
OFERTA DE O2 SUPLEMENTAR
VALORES DE SATURAÇÃO DE
OXIGÊNIO DESEJÁVEIS
Minutos de Vida SatO2
Até 5 70-80%
5-10 80-90%
>10 85-95%
Equipamentos para a ventilação
 Balão auto-inflável: fácil manuseio, baixo
custo,não requer fonte de gás
 Balão anestésico
 Ventilador mecânico manual em T
Características do balão auto-
inflável
Fonte de oxigênio
Reservatório de
oxigênio
Entrada de
oxigênio
Válvula de
escape
RN
Técnica da ventilação com balão e máscara
 40 a 60 movimentos/minuto:
“aperta/solta/solta/aperta...” de modo que o
RN alcance FC>100bpm
 Após 30 seg: RN com FC>100bpm,
respiração espontânea e regular deve-se
suspender o procedimento
 Após 30 seg: RN não melhora deve-se
verificar técnica...se não melhora aumentar a
oferta de O2...se ñ melhora está indicado o
uso de cânula taqueal
PREPARO PARA A APLICAÇÃO
DO B&M
POSICIONAR O
BEBÊ
POSICIONAR QUEM
REANIMA
POSIOCIONAR O
BALÃO E MÁSCARA
EVITAR
Técnica da ventilação com balão e
cânula traqueal
 Indicações de IOT:
 Ventilação com máscara facial não efetiva ou
prolongada
 Necessidade de aspiração traqueal em RN não
vigoroso com líquido meconial;
 Aplicação de massagem cardíaca e/ou adrenalina;
 Cada tentativa de intubação deve durar no máx 30
seg;
 Após intubação iniciar ventilação na mesma
frequência e pressão da ventilação balão-máscara;
 Se RN com FC>100bpm, movimentos
respiratórios espontâneos e regulares 
suspender ventilação e extubar o RN
 Se após 30 seg FC<100bpm  verificar
erros na técnica  se mesmo assim n obteve
melhora e a FC <100bpm mas >60bpm,
manter intubação e encaminhar RN a UTI
NEO
 Se apresenta FC<60bpm está indicada
massagem cardíaca
Técnica com ventilador manual em T
com máscara ou cânula traqueal
 Fixar fluxo gasoso em 10L/min,pressão insp.
em 20cmH2O, e PEEP 5;
 Concentração inicial de O2:
 RN<34s40%
 RN>34sar ambiente
Obs.:O ajuste deve ser guiado pela oximetria de
pulso
 Frequência 40 a 60mov/min: “ocluir a peça
em T/soltar/soltar/ocluir...”
PARAMETROS
Fluxo de 10L/min
PEEP 5cm/H2O
PIP 20cm/H2O
FC 40 – 60 pm
O2 a 40%
Massagem cardíaca
 Indicada qdo após VPP RN mantém
FC<60bpm
 Durantes a massagem a VPP deve ser
ministrada por cânula traqueal
 Técnica dos dois dedos
Massagem Cardiaca
Técnica dos 2 polegares
 Terço inferior do esterno
 Polegares posicionados logo abaixo da linha
intermamilar, os outros dedos devem circundar o
tórax do RN
 Realizar 3 compressões : 1 ventilação
 Se FC<60  manter massagem
 Se FC>60  interromper apenas a massagem
 Se FC>100 e respiração regular  interrompe
ventilação
 Se não houver melhora após 45 seg fazer adrenalina
Medicações
 Adrenalina: 0,01-0,03mg/Kg EV
 Pode-se fazer por via traqueal uma única
dose de 0,05-0,1mg/Kg
 Pode repetir a cada 3-5min
 Considerar uso de expansores se evidência
de choque: 10ml/Kg de cristalóide
 Naloxone e Bicarbonato não são indicados
na reanimação em sala de parto
Aspectos éticos
 Divergências sobre quando NÃO iniciar as
manobras:
 Neonatos abaixo de 22-23 sem
 Anomalias congênitas devem ter
comprovação diagnóstica
 Peso do RN
 Quando interromper as manobras:
 Bradicardia prolongada
 Reanimação>10min em RN com assistolia
NASCIMENTO
4 perguntas
NASCIMENTO
4 perguntas
30 seg.
R. Irregular/ausente ou FC<100
30 seg.
FC<60 bpm
Massagem Cardíaca
VPP com B&M
VPP com B&CET
RN não melhorou
FC<60 bpm
Medicações
PASSOS INICIAIS
45 seg.
Adrenalina e
Expansor de volume
FIM

2.reanimação neonatal

  • 1.
    REANIMAÇÃO NEONATAL SBP –Condutas 2011 Lilianny M. Pereira FMJ
  • 2.
  • 3.
    BRASIL  DATASUS: www.datasus.gov.br PRN - Mortalidade neonatal precoce asso- ciada à asfixia ao nascer 2010 2.861.868 NV 39.870 óbitos < 1 ano 21.315 (53%) óbitos de 0-6 dias ~ 4500 óbitos com ASFIXIA PERINATAL 21% dos óbitos neonatais 13 RN/dia – 1 a cada 2h
  • 4.
     Brasil: nascem3 milhões de cças/ano (98% hospitais);  1:10 RN necessita de VPP para iniciar e/ou manter mov. respiratórios efetivos;  1:100 RN necessita de IOT e/ou MCE;  1:1000 RN requer IOT+MCE+Medicações;  Estima-se que o atendimento ao parto por profissionais habilitados possa reduzir em 20-30% as taxas de mortalidade neonatal, enquanto o emprego das técnicas de reanimação resulta em diminuição adicional de 5-20% nestas taxas. A NECESSIDADE DE PROCEDIMENTOS DE REANIMAÇÃO É MAIOR QUANTO MENOR A IG E/OU PESO AO NASCER!!!
  • 5.
     SÍNDROME HIPÓXICO-ISQUÊMICA: hipoperfusãotecidual significativa e diminuição da oferta de oxigênio.  A asfixia perinatal é a causa mais freqüente de SHI.
  • 6.
    Asfixia perinatal podeser causada por: 1. Interrupção do fluxo sangüíneo umbilical 2. Insuficiente troca de gases pela placenta 3. Perfusão placentária inadequada do lado materno 4. Feto comprometido que não tolera o estresse do trabalho de parto 5. Falha de inflar o pulmão logo após o nascimento
  • 7.
     DIAGNÓSTICO: (AcademiaAmericana de Pediatria) 1. Acidemia metabólica ou mista profunda (pH<7,0) em sangue arterial de cordão umbilical 2. Escore de Apgar de 0-3 por mais de 5 minutos 3. Manifestações neurológicas neonatais 4. Disfunção orgânica multissistêmica
  • 8.
     FISIOPATOLOGIA: Asfixia →redistribuição do débito cardíaco → hipoperfusão dos tecidos periféricos, vísceras abdominais e pulmões.
  • 9.
    BOLETIM DE APGAR SinalSinal00 11 22 FCFC AusenteAusente <100bpm<100bpm >100bpm>100bpm ERER AusenteAusente Choro fracoChoro fraco ChoroChoro forteforte TônusTônus FlácidoFlácido SemiflexãoSemiflexão Flexão boaFlexão boa ReflexoReflexo nasalnasal AusenteAusente AlgumAlgum movimentomovimento ChoroChoro CorCor Cianótico ouCianótico ou pálidopálido Cianose deCianose de extremidadeextremidade ss CoradoCorado
  • 10.
    DIAGNÓSTICO DE HIPÓXIA PELOAPGAR 1ºMIN 5ºMIN DIAGNÓSTICO <4 <4 GRAVE <4 4-7 MODERADA ≥4 - 7 4-7 LEVE
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Condições perinatais associadasà necessidade de reanimação neonatal Fatores Antenatais:  idade materna (<16 ou >35);  IG <39 ou > 41 sem;  Diabetes;  DHEG;  RPMO;  Poli/Oligoâmnio;  Infecção materna;  Alo-imunização;  Malformação ou anomalia fetal. Fatores Relacionados ao Parto:  Cesárea;  Fórcipe;  Apresentação pélvica;  TPP;  TP prolongado (>24h);  Corioamnionite;  Hipertonia uterina;  LA meconial;  Prolapso de cordão;  PP ou DPP.  Período expulsivo > 2h
  • 14.
  • 15.
     Material preparado,testado e estar disponível em local de fácil acesso antes do nascimento;  Destinado à:  Manutenção da temperatura;  Aspiração de VAS;  Ventilação;  Administração de medicações. TEMPERATURA AMBIENTE NA SALA DE PARTO DEVE SER DE 26°C
  • 16.
  • 17.
     Fundamental apresença de pelo menos 1 profissional capaz de iniciar de forma adequada a reanimação neonatal em todo parto.  Recepção do RN: precauções-padrão – lavagem/higienização correta das mãos e uso de luvas, aventais, máscaras.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
     Avaliação rápidade 4 situações referentes à vitalidade – perguntas:  Gestação a termo?  Ausência de mecônio?  Respirando ou Chorando?  Tônus muscular bom?  Resposta SIM a todas = RN com boa vitalidade e não necessita de manobras de reanimação;  Resposta NÃO a alguma(s) = RN com provável necessidade de pronta reanimação.
  • 21.
    AÇÕES : ABCda reanimação Airway → Via aérea pérvia  Breathing → Respiração Circulation → Circulação
  • 22.
     Aquecer sobfonte de calor radiante;  Posicionar o RN corretamente, com cabeça em leve extensão;  Aspirar VAS – 1° boca, depois narinas – s/n;  Secar o RN e remover campos úmidos;  Estimular;  Reposicionar a cabeça;  Avaliar Respiração e FC;  Exame físico.
  • 23.
     Reanimação dependeda avaliação da RESPIRAÇÃO e da FC (pp determinante);  Avaliar FC: ausculta do precórdio ou palpação do pulso na base do cordão umbilical;  RN logo após nascimento: respirar de maneira regular – manter FC>100bpm. A AVALIAÇÃO DA COR DA PELE E MUCOSAS NÃO É MAIS USADA PARA DECIDIR PROCEDIMENTOS NA SALA DE PARTO!!!  SatO2 com 1min: 60-65% → 87-92% no 5°min. APGAR NÃO É USADO PARA DETERMINAR INÍCIO DA REANIMAÇÃO; PERMITE AVALIAR A RESPOSTA E A EFICÁCIA DÀS MANOBRAS REALIZADAS.
  • 24.
    ASSISTÊNCIAAO RECÉM-NASCIDO Termo com BoaVitalidade ao Nascer Com Líquido Amniótico Meconial Com Necessidade de Reanimação
  • 25.
  • 26.
     RN termo(IG 37-41sem), respirando ou chorando, com tônus muscular em flexão, sem LA meconial = boa vitalidade – não necessita de reanimação;  Posicionar o RN sobre o abdome da mãe ou ao nível da placenta por 1-3 min, antes de clampear o cordão umbilical – benefícios hematológicos;  OMS recomenda que o aleita- mento seja iniciado na 1ª h de vida – maior período de ama- mentação, melhor interação mãe-bebê e menor risco de hemorragia materna.
  • 27.
  • 28.
     LA Meconialfluido ou espesso: o obstetra não deve realizar aspiração de VAS – não diminui a incidência de sd. aspiração de mecônio, a necessidade de VM na pneumonia aspirativa, nem o tempo de oxigenioterapia ou hospitalização;  RN LAM:  Mov. resp. rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e FC>100: cuidados em sala de parto; reposicionar cabeça e avaliar respiração e FC, se normal, cuidados de rotina;  Ritmo resp. irregular e/ou tônus flácido e/ou FC<100: retirar mecônio residual da hipofaringe e da traquéia através de cânula traqueal conectada a dispositivo p/aspiração de mecônio e ao aspirador a vácuo, com pressão máx. 100mmHg, uma única vez, sob fonte de calor radiante. Se RN permanecer com FC<100, resp. irregular ou apnéia, iniciar VPP.
  • 29.
  • 30.
     Avaliação rápidade 4 situações referentes à vitalidade – perguntas:  Gestação a termo?  Ausência de mecônio?  Respirando ou Chorando?  Tônus muscular bom?
  • 31.
    PASSOS INICIAIS  Clampearcordão:  RNPT com boa vitalidade : 30-60seg;(OU 1 A 3 MIN?)  RNT ou RNPT sem respirar e/ou hipotônico: imediatamente.  RNPT ou RN com qualquer IG sem vitalidade adequada: conduzir à mesa de reanimação, prover calor, posicionar, aspirar VAS s/n e secar o paciente – 30seg.
  • 32.
     Manter T°corporal entre 36,5-37°C – pré-aquecer a sala de parto e a sala de reanimação (26°C);  RN Peso<1500g – uso de saco plástico transparente de polietileno de 30X50cm;  RN Peso>1500g – secar o corpo e a fontanela e desprezar campos úmidos;  PASSOS INICIAIS DA REANIMAÇÃO  Manter permeabilidade de VAS – posicionar a cabeça do RN, aspirar boca e depois narinas s/n com sonda traqueal conectada a aspirador a vácuo, sob pressão máx. 100mmHg. (30seg) A ASPIRAÇÃO DA HIPOFARINGE DEVE SER EVITADA, POIS PODE CAUSAR ATELECTASIA, TRAUMA E PREJUDICAR O ESTABELECIMENTO DE RESPIRAÇÃO EFETIVA.
  • 33.
     Avaliar Respiraçãoe FC:  Se houver vitalidade adequada, o RN deve receber cuidados de rotina;  Se o RN não apresentar melhora, indica-se a ventilação com pressão positiva (VPP).
  • 34.
  • 35.
    VPP  Após cuidadospara manter T° e permeabilidade das VAS, a presença de apnéia, resp. irregular e/ou FC<100 indica VPP – precisa ser iniciada nos 1os 60seg de vida. “GOLD MINUTE” A VENTILAÇÃO PULMONAR É O PROCEDIMENTO MAIS SIMPLES, IMPORTANTE E EFETIVO NA REANIMAÇÃO DO RN EM SALA DE PARTO.
  • 36.
    OXIGÊNIO SUPLEMENTAR  RN≥34semcom apnéia, resp. irregular e/ou FC<100 – iniciar ventilação com ar ambiente;  se não houver melhora e/ou não atingir os valores desejáveis de SatO2 com a VPP em ar ambiente, recomenda-se o uso de O2 suplementar – APLICAR A MISTURA DE O2/AR, ajustando a [O2] desejada através de blender;  OFERECER INICIALMENTE O2 A 40% E AJUSTAR A OFERTA DE ACORDO COM A SATO2 DESEJÁVEL E A FC;  Caso o blender e o oxímetro não estejam disponíveis – iniciar VPP com ar ambiente, ficar atento à insuflação pulmonar e à normalização da FC; se não houver melhora em 90seg, continuar VPP com O2 a 100%.  RN<34sem com apnéia, resp. irregular e/ou FC<100 – iniciar VPP com O2 a 40%;  Se não houver normalização da FC, oferecer O2 suplementar guiado pela oximetria de pulso;  Caso o blender ou o oxímetro não estejam disponíveis, iniciar VPP com ar ambiente, ficar atento à insuflação pulmonar e à normalização da FC; se não houver melhora em 90seg, continuar VPP com O2 a 100%. RECOMEDA-SE O USO DA OXIMETRIA DE PULSO PARA MONITORAR A OFERTA DE O2 SUPLEMENTAR
  • 37.
    VALORES DE SATURAÇÃODE OXIGÊNIO DESEJÁVEIS Minutos de Vida SatO2 Até 5 70-80% 5-10 80-90% >10 85-95%
  • 38.
    Equipamentos para aventilação  Balão auto-inflável: fácil manuseio, baixo custo,não requer fonte de gás  Balão anestésico  Ventilador mecânico manual em T
  • 39.
    Características do balãoauto- inflável Fonte de oxigênio Reservatório de oxigênio Entrada de oxigênio Válvula de escape RN
  • 40.
    Técnica da ventilaçãocom balão e máscara  40 a 60 movimentos/minuto: “aperta/solta/solta/aperta...” de modo que o RN alcance FC>100bpm  Após 30 seg: RN com FC>100bpm, respiração espontânea e regular deve-se suspender o procedimento  Após 30 seg: RN não melhora deve-se verificar técnica...se não melhora aumentar a oferta de O2...se ñ melhora está indicado o uso de cânula taqueal
  • 41.
    PREPARO PARA AAPLICAÇÃO DO B&M POSICIONAR O BEBÊ POSICIONAR QUEM REANIMA POSIOCIONAR O BALÃO E MÁSCARA EVITAR
  • 42.
    Técnica da ventilaçãocom balão e cânula traqueal  Indicações de IOT:  Ventilação com máscara facial não efetiva ou prolongada  Necessidade de aspiração traqueal em RN não vigoroso com líquido meconial;  Aplicação de massagem cardíaca e/ou adrenalina;  Cada tentativa de intubação deve durar no máx 30 seg;  Após intubação iniciar ventilação na mesma frequência e pressão da ventilação balão-máscara;
  • 43.
     Se RNcom FC>100bpm, movimentos respiratórios espontâneos e regulares  suspender ventilação e extubar o RN  Se após 30 seg FC<100bpm  verificar erros na técnica  se mesmo assim n obteve melhora e a FC <100bpm mas >60bpm, manter intubação e encaminhar RN a UTI NEO  Se apresenta FC<60bpm está indicada massagem cardíaca
  • 44.
    Técnica com ventiladormanual em T com máscara ou cânula traqueal  Fixar fluxo gasoso em 10L/min,pressão insp. em 20cmH2O, e PEEP 5;  Concentração inicial de O2:  RN<34s40%  RN>34sar ambiente Obs.:O ajuste deve ser guiado pela oximetria de pulso  Frequência 40 a 60mov/min: “ocluir a peça em T/soltar/soltar/ocluir...”
  • 45.
    PARAMETROS Fluxo de 10L/min PEEP5cm/H2O PIP 20cm/H2O FC 40 – 60 pm O2 a 40%
  • 46.
    Massagem cardíaca  Indicadaqdo após VPP RN mantém FC<60bpm  Durantes a massagem a VPP deve ser ministrada por cânula traqueal  Técnica dos dois dedos
  • 47.
  • 48.
    Técnica dos 2polegares  Terço inferior do esterno  Polegares posicionados logo abaixo da linha intermamilar, os outros dedos devem circundar o tórax do RN  Realizar 3 compressões : 1 ventilação  Se FC<60  manter massagem  Se FC>60  interromper apenas a massagem  Se FC>100 e respiração regular  interrompe ventilação  Se não houver melhora após 45 seg fazer adrenalina
  • 49.
    Medicações  Adrenalina: 0,01-0,03mg/KgEV  Pode-se fazer por via traqueal uma única dose de 0,05-0,1mg/Kg  Pode repetir a cada 3-5min  Considerar uso de expansores se evidência de choque: 10ml/Kg de cristalóide  Naloxone e Bicarbonato não são indicados na reanimação em sala de parto
  • 50.
    Aspectos éticos  Divergênciassobre quando NÃO iniciar as manobras:  Neonatos abaixo de 22-23 sem  Anomalias congênitas devem ter comprovação diagnóstica  Peso do RN  Quando interromper as manobras:  Bradicardia prolongada  Reanimação>10min em RN com assistolia
  • 51.
    NASCIMENTO 4 perguntas NASCIMENTO 4 perguntas 30seg. R. Irregular/ausente ou FC<100 30 seg. FC<60 bpm Massagem Cardíaca VPP com B&M VPP com B&CET RN não melhorou FC<60 bpm Medicações PASSOS INICIAIS 45 seg. Adrenalina e Expansor de volume
  • 52.