Trauma
na Criança e no Idoso
12
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Suporte Pré-Hospitalar de Vida no Trauma
Prehospital Trauma Life Support
CURSO DE SOCORRISTACURSO DE SOCORRISTA
Objetivos
Frente aos pacientes pediátricos e geriátricos
traumatizados, ser capaz de:
• Reconhecer os padrões próprios de lesão
• Identificar as particularidades anatômicas e
fisiológicas
• Discutir a importância da história
• Iniciar o tratamento adequado
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12-2
Desenvolvimento ao Longo da Vida
• O nosso corpo e os sistemas orgânicos
crescem e desenvolvem-se ao longo da vida
• No jovem, os sistemas desenvolvem-se e
amadurecem
• No idoso, os sistemas orgânicos começam a
apresentar os efeitos do envelhecimento
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12-3
Considerações Especiais
Vias aéreas/Ventilação
• A criança apresenta particularidades anatômicas
• O idoso apresenta complicações respiratórias
• O idoso apresenta diminuição do volume dos pulmões
Circulação
• Criança – compensa muito bem, mas descompensa
muito rapidamente
• Idoso – compensa muito mal
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12-4
Trauma na Criança
• O trauma é a principal causa de morte na
criança
• Estima-se que 20% a 40% das mortes
poderiam ser evitadas
Quais são os mecanismos de trauma mais
freqüentes na criança?
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12-5
Trauma na Criança
• Tamanho e forma
• Esqueleto
• Superfície Corpórea; ↓ de gordura →
↓de calor = hipotermia
• Estado Psicológico
• Efeitos a longo Prazo
Mecanismos de Trauma na Criança
• As quedas são o principal
mecanismo de trauma
(39%)
• Seguem-se os traumas
relacionados a veículos
(38%)
• Agressão (5%)
• Esportes (4%)
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12-6
Você vai atender uma
criança traumatizada. À
chegada, encontra um
menino de 5 anos,
caído ao lado da sua
bicicleta.
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12-7
Em que difere a avaliação na criança?
Vias aéreas
• Cabeça e língua
maiores
• Uso de coxim
sob o tronco
• Traquéia mais
curta
• Trabalho
respiratório
Parada
respiratória
Parada
cardíaca
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12-8
Ventilação
• A freqüência ventilatória normal varia
com a idade.
• Pode ocorrer contusão pulmonar sem
fratura de arcos costais
• A parada cardíaca geralmente é
precedida de falência/parada respiratória
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12-9
Circulação
• Os valores normais do pulso e da PA
variam com a idade
– O pulso diminui com a idade
– A PA aumenta com a idade
• A criança compensa muito bem
– Os sinais de choque são mais sutis
– Pode piorar rapidamente
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12-10
Estado Neurológico
• A avaliação do nível de consciência
pode ser difícil
• Os melhores indicadores podem ser o
nível de atividade da criança e sua
interação com o ambiente
• Seja paciente e tranqüilizador
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12-11
Exposição / Ambiente
As crianças são mais propensas a
hipotermia
– Maior superfície corpórea em relação
ao peso e ao tamanho
– Perda mais rápida de calor
– Menor capacidade de produzir calor
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12-12
Sinais Vitais na Criança
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Idade
0-2 meses
3 meses
6 meses
1 ano
2 anos
3 anos
4 anos
5 anos
6 anos
7 anos
8 anos
9 anos
Peso
Médio
(kg)
3.0
6.0
8.0
10.0
12.5
14.5
17.0
18.5
21.0
23.0
25.0
28.0
Pulso
100-170
100-170
100-170
90-170
90-170
70-130
70-130
70-130
60-110
60-110
60-110
60-110
Pressão
Arterial
Sistólica –
Hipotensão
60
60
60
70
70
70
70
80
80
80
80
80
Freqüência
Ventilatória
30-60
30-60
30-60
30-60
30-60
20-40
20-40
20-40
15-30
15-30
15-30
15-30
12-13
Cenário – Exame Primário
A – Ventilação ruidosa
B – Ventilações rápidas e superficiais
C – Sem sangramento evidente; pulso rápido e
fraco
D – Escore de 10 na GCS (AO-2, RV-3, MRM-5);
contusão na testa
E – Temperatura ambiente: 10°C ; úmido
O que fazer com esta criança?
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12-14
Reposição Volêmica
• Acesso venoso
– De preferência, veias periféricas
• Administração (Ringer lactato)
– Bolo de 20 mL/kg; repetir até 3 vezes
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12-15
Trauma no Idoso
• Parcela da
população que
está aumentando
• Quedas são a
principal causa de
morte pós-trauma;
a segunda são as
colisões automo-
bilísticas
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12-16
Você está atendendo uma senhora de 85
anos que escorregou e caiu, em casa.
Em que é que a avaliação do idoso em
relação a avaliação do adulto mais
jovem?
• Casos Clinicos
• Casos Físicos
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12-17
Vias Aéreas e Ventilação
• Declínio da função respiratória
• Diminuição da flexibilidade da parede
torácica
• Enrijecimento das cartilagens das costelas
• Alterações alveolares devido a Cifose levam
a alteração nas trocas gasosas
• Diminuição da capacidade de eliminar
substâncias estranhas dos pulmões
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12-18
Circulação
• Frente a perda de sangue, o idoso não consegue
compensar adequadamente
_ Dos 20 aos 80 anos o DC ↓ cerca de 50%
– Doença cardiovascular prévia
– ↓ da elasticidade arterial → ao ↑ da RVP → ↑ da PA
– Uso de medicações
↓
• Compensação inadequada em resposta ao choque
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12-19
Estado Neurológico
Avaliar o nível de consciência pode ser um
desafio
– Alterações dos sentidos (visão, audição, p.e.)
– Alzheimer
– Síndrome cerebral orgânica
– Deficits neurológicos preexistentes (AVCs)
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12-20
Exame Primário
A – Vias aéreas pérvias
B – Ventilação rápida, com alguns sibilos
C – Sem sangramento evidente; pulso normal e
regular
D – Incapaz de mexer as pernas, por causa da
dor; escore de 12 na GCS (AO-3, RV-4, MRM-5)
E – Não se notam sinais externos de trauma
O que fazer com esta doente?
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12-21
Considerações Especiais
a respeito do Idoso
• As doenças preexistentes tendem aumentar
com a idade
• A idade e o estado geral influenciam muito a
resposta ao trauma
• Antecedentes / História médica
– Uso de medicações
O trauma pode ter sido desencadeado por
uma emergência clínica
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12-22
Resumo
• As prioridades são as mesmas
• Na avaliação, considerar a idade como um
fator de complicação
• A possibilidade de piora rápida obriga a
reavaliação freqüente
• Para que a imobilização seja adequada, pode
ser necessário utilizar mais coxins
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12-23

19ª aula trauma na criança e idoso Silvio

  • 1.
    Trauma na Criança eno Idoso 12 Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. Suporte Pré-Hospitalar de Vida no Trauma Prehospital Trauma Life Support CURSO DE SOCORRISTACURSO DE SOCORRISTA
  • 2.
    Objetivos Frente aos pacientespediátricos e geriátricos traumatizados, ser capaz de: • Reconhecer os padrões próprios de lesão • Identificar as particularidades anatômicas e fisiológicas • Discutir a importância da história • Iniciar o tratamento adequado Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-2
  • 3.
    Desenvolvimento ao Longoda Vida • O nosso corpo e os sistemas orgânicos crescem e desenvolvem-se ao longo da vida • No jovem, os sistemas desenvolvem-se e amadurecem • No idoso, os sistemas orgânicos começam a apresentar os efeitos do envelhecimento Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-3
  • 4.
    Considerações Especiais Vias aéreas/Ventilação •A criança apresenta particularidades anatômicas • O idoso apresenta complicações respiratórias • O idoso apresenta diminuição do volume dos pulmões Circulação • Criança – compensa muito bem, mas descompensa muito rapidamente • Idoso – compensa muito mal Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-4
  • 5.
    Trauma na Criança •O trauma é a principal causa de morte na criança • Estima-se que 20% a 40% das mortes poderiam ser evitadas Quais são os mecanismos de trauma mais freqüentes na criança? Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-5
  • 6.
    Trauma na Criança •Tamanho e forma • Esqueleto • Superfície Corpórea; ↓ de gordura → ↓de calor = hipotermia • Estado Psicológico • Efeitos a longo Prazo
  • 7.
    Mecanismos de Traumana Criança • As quedas são o principal mecanismo de trauma (39%) • Seguem-se os traumas relacionados a veículos (38%) • Agressão (5%) • Esportes (4%) Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-6
  • 8.
    Você vai atenderuma criança traumatizada. À chegada, encontra um menino de 5 anos, caído ao lado da sua bicicleta. Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-7 Em que difere a avaliação na criança?
  • 9.
    Vias aéreas • Cabeçae língua maiores • Uso de coxim sob o tronco • Traquéia mais curta • Trabalho respiratório Parada respiratória Parada cardíaca Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-8
  • 10.
    Ventilação • A freqüênciaventilatória normal varia com a idade. • Pode ocorrer contusão pulmonar sem fratura de arcos costais • A parada cardíaca geralmente é precedida de falência/parada respiratória Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-9
  • 11.
    Circulação • Os valoresnormais do pulso e da PA variam com a idade – O pulso diminui com a idade – A PA aumenta com a idade • A criança compensa muito bem – Os sinais de choque são mais sutis – Pode piorar rapidamente Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-10
  • 12.
    Estado Neurológico • Aavaliação do nível de consciência pode ser difícil • Os melhores indicadores podem ser o nível de atividade da criança e sua interação com o ambiente • Seja paciente e tranqüilizador Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-11
  • 13.
    Exposição / Ambiente Ascrianças são mais propensas a hipotermia – Maior superfície corpórea em relação ao peso e ao tamanho – Perda mais rápida de calor – Menor capacidade de produzir calor Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-12
  • 14.
    Sinais Vitais naCriança Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. Idade 0-2 meses 3 meses 6 meses 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos 7 anos 8 anos 9 anos Peso Médio (kg) 3.0 6.0 8.0 10.0 12.5 14.5 17.0 18.5 21.0 23.0 25.0 28.0 Pulso 100-170 100-170 100-170 90-170 90-170 70-130 70-130 70-130 60-110 60-110 60-110 60-110 Pressão Arterial Sistólica – Hipotensão 60 60 60 70 70 70 70 80 80 80 80 80 Freqüência Ventilatória 30-60 30-60 30-60 30-60 30-60 20-40 20-40 20-40 15-30 15-30 15-30 15-30 12-13
  • 15.
    Cenário – ExamePrimário A – Ventilação ruidosa B – Ventilações rápidas e superficiais C – Sem sangramento evidente; pulso rápido e fraco D – Escore de 10 na GCS (AO-2, RV-3, MRM-5); contusão na testa E – Temperatura ambiente: 10°C ; úmido O que fazer com esta criança? Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-14
  • 16.
    Reposição Volêmica • Acessovenoso – De preferência, veias periféricas • Administração (Ringer lactato) – Bolo de 20 mL/kg; repetir até 3 vezes Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-15
  • 17.
    Trauma no Idoso •Parcela da população que está aumentando • Quedas são a principal causa de morte pós-trauma; a segunda são as colisões automo- bilísticas Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-16
  • 18.
    Você está atendendouma senhora de 85 anos que escorregou e caiu, em casa. Em que é que a avaliação do idoso em relação a avaliação do adulto mais jovem? • Casos Clinicos • Casos Físicos Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-17
  • 19.
    Vias Aéreas eVentilação • Declínio da função respiratória • Diminuição da flexibilidade da parede torácica • Enrijecimento das cartilagens das costelas • Alterações alveolares devido a Cifose levam a alteração nas trocas gasosas • Diminuição da capacidade de eliminar substâncias estranhas dos pulmões Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-18
  • 20.
    Circulação • Frente aperda de sangue, o idoso não consegue compensar adequadamente _ Dos 20 aos 80 anos o DC ↓ cerca de 50% – Doença cardiovascular prévia – ↓ da elasticidade arterial → ao ↑ da RVP → ↑ da PA – Uso de medicações ↓ • Compensação inadequada em resposta ao choque Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-19
  • 21.
    Estado Neurológico Avaliar onível de consciência pode ser um desafio – Alterações dos sentidos (visão, audição, p.e.) – Alzheimer – Síndrome cerebral orgânica – Deficits neurológicos preexistentes (AVCs) Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-20
  • 22.
    Exame Primário A –Vias aéreas pérvias B – Ventilação rápida, com alguns sibilos C – Sem sangramento evidente; pulso normal e regular D – Incapaz de mexer as pernas, por causa da dor; escore de 12 na GCS (AO-3, RV-4, MRM-5) E – Não se notam sinais externos de trauma O que fazer com esta doente? Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-21
  • 23.
    Considerações Especiais a respeitodo Idoso • As doenças preexistentes tendem aumentar com a idade • A idade e o estado geral influenciam muito a resposta ao trauma • Antecedentes / História médica – Uso de medicações O trauma pode ter sido desencadeado por uma emergência clínica Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-22
  • 24.
    Resumo • As prioridadessão as mesmas • Na avaliação, considerar a idade como um fator de complicação • A possibilidade de piora rápida obriga a reavaliação freqüente • Para que a imobilização seja adequada, pode ser necessário utilizar mais coxins Copyright © 2003, Elsevier Science (USA). All rights reserved. 12-23