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OBSESSÃO

Conceitos
Causas
O Livro dos Espíritos
 Perg 459 – Influem os espíritos em nossos
pensamentos e em nossos atos?
 Resp.: “Muito mais do que imaginais, influem a tal
ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.
Obsessão - Definição


“Chama-se obsessão à ação persistente que um espírito

mau exerce sobre um indivíduo”.
AK - A Gênese, Cap. XIV, item 45
 “Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a
simples influencia moral, sem perceptíveis sinais
exteriores até a perturbação completa do organismo e
das faculdades mentais”
AK – A Gênese
 “A obsessão consiste no domínio que maus espíritos
assumem sobre certas pessoas, com o objetivo de as
escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que
experimentam em fazer o mal”
 AK – Obras Póstumas
O QUE É OBSESSÃO
O QUE É OBSESSÃO
 A obsessão é a ação persistente ou
domínio que alguns Espíritos logram
adquirir sobre certas pessoas. É
praticada pelos Espíritos inferiores, que
procuram dominar.
O livro dos Médiuns, XXIII/237
MECANISMO
 "Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo,
envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um
manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as
vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do
corpo do indivíduo, como se fosse seu, fazendo-o agir à sua
vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns.
 Se o Espírito é bom, sua atuação é suave, benfazeja, não impele o
indivíduo senão à prática de atos bons; se é mau, força-o a ações
más. Se é perverso e malfazejo, aperta-o como numa teia, paralisa
lhe até a vontade e mesmo o juízo, que ele abafa com o seu
fluido...
 Fá-lo pensar, falar, agir em seu lugar, impele-o, contra sua vontade,
a atos extravagantes ou ridículos; magnetiza-o, em suma, lança-o
num estado de catalepsia moral e o indivíduo se torna um
instrumento de sua vontade". (Obras Póstumas - idem).










OBSESSÃO E PRÁTICA
MEDIÚNICA

: "Pois que os Espíritos existiram em todos os tempos, também desde todos os
tempos representaram o mesmo papel, porque esse papel é da natureza e a
prova está no grande número que sempre houve de pessoas obsidiadas, ou
possessas, se o preferirem, antes que se falasse em Espíritos, ou que, nos dias
atuais, se ouvisse falar de Espiritismo, nem de médiuns.
É pois, espontânea a ação dos Espíritos, bons ou maus; a destes produz uma
imensidade de perturbações na economia moral e mesmo físicas. Perturbações
que, por ignorância da verdadeira causa, atribuíam a causas errôneas.
Os Espíritos maus são inimigos invisíveis, tanto mais perigosos, quanto da ação
deles não se suspeitava.
Desmascarando-os, o Espiritismo revela uma nova causa de certos males da
Humanidade... Foi pela mediunidade que esses inimigos ocultos traíram a sua
presença...
O Espiritismo não atraiu os maus Espíritos; desvendou-os e forneceu os meios de
se lhes paralisar a ação e, por conseguinte, de afastá-los.
Não foi ele quem trouxe o mal, visto que o mal existe desde todos os tempos; ele,
ao contrário, dá remédio ao mal, apontando-lhe a causa" (Idem).
ESPÍRITOS PROTETORES - VONTADE








"Pois que há Espíritos maus que obsidiam e Espíritos bons que protegem,

perguntam muitos se os primeiros são mais poderosos do que os segundos. Não é
que o bom Espírito seja mais fraco; o médium é que não tem força bastante para
alijar de si o manto que lhe atiraram em cima, para se desprender dos braços que o
enlaçam e nos quais, cumpre dizê-lo, às vezes se compraz. Neste caso,
compreende-se que o bom Espírito, não possa levar vantagem, pois que o outro é
preferido.
Admitamos, porém, que a vítima deseje desembaraçar-se do envoltório fluídico que
penetra o seu, como a umidade penetra as roupas. Esse desejo nem sempre
bastará. A própria vontade nem sempre é suficiente. Trata-se de lutar contra um
adversário.
Ora, quando dois homens lutam corpo a corpo, aquele que dispõe de mais fortes
músculos é que abate o outro. Com um Espírito tem-se de lutar, não corpo a corpo,
mas Espírito a Espírito e é ainda o mais forte que triunfa. Aqui o esforço reside na
autoridade que se possa exercer sobre o obsessor e essa autoridade está
subordinada à superioridade moral...
Esforçar-se por ser bom, por se tornar melhor se já é bom, por purificar-se de suas
imperfeições, por, numa palavra, elevar-se moralmente o mais possível, tal o meio
de o encarnado adquirir o poder de mandar sobre os Espíritos inferiores, para os
afastar. De outro modo estes zombarão das suas injunções" (Idem).
CAUSAS DA OBSESSÃO:

SINTONIA, PROVA, TAREFA:
 "Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que
tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a
obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá
ascendência a um Espírito mau." (O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, 245).
 Na base do fenômeno obsessivo encontram-se, pois, como causa
predominante, as condições de sintonia entre o Espírito desencarnado e
o encarnado.
 "Algumas obsessões tenazes, no entanto, sobretudo em pessoas de
mérito, fazem às vezes parte das provações a que essas pessoas estão
sujeitas. Mais ainda: pode acontecer, mesmo, que a obsessão, quando
simples, seja uma tarefa imposta ao obsidiado, qual a de trabalhar pela
regeneração de obsessor, como um pai pela de um filho vicioso."(O
Livro dos Médiuns, cap. XXIII).
 De acordo com o caráter do obsessor, variam ainda as causas que o
induzem à perseguição:
 Vingança: "E', às vezes, uma vingança que este (o mau
Espírito) toma de um indivíduo de quem guarda queixas de
tempo de outra existência". O passado e os sofrimentos que
lhes foram infligidos pelo obsidiado ou motivados por este,
fazem com que o Espírito se mantenha no firme propósito de
vingança.
 Desejo de fazer o mal: "Muitas vezes, também, não há mais
do que o desejo de fazer o mal: o Espírito, como sofre,
entende de fazer que os outros sofram; encontra uma
espécie de gozo em os atormentar, em os vexar, e a
impaciência que por isso a vítima demonstra mais o
exacerba, por que esse é o objetivo que colima, ao passo
que a paciência o leva a cansar-se.
 Com o irritar-se e mostrar-se despeitado, o perseguido faz
exatamente o que quer o seu perseguidor. Esses Espíritos
agem, não raro, por ódio e inveja do bem; daí, o lançarem
suas vistas malfazejas sobre as pessoas mais honestas."








Covardia: "Outros são guiados por um sentimento de covardia, que os induz a se
aproveitarem da fraqueza moral de certos indivíduos, que eles sabem incapazes de
lhes resistirem. Um destes últimos, que subjugava um rapaz de inteligência muito
apoucada, interrogado sobre os motivos dessa escolha, respondeu: "Tenho
grandíssima necessidade de atormentar alguém; uma pessoa criteriosa me repeliria;
ligo-me a um idiota, que nenhum força me opõe." (Idem)
Orgulho de falso saber: "Há Espíritos obsessores sem maldade, que alguma coisa
mesmo denotam de bom, mas dominados pelo orgulho do falso saber. Têm suas
idéias, seus sistemas sobre as ciências, a economia social, a moral, a religião, a
filosofia e querem fazer que suas opiniões prevaleçam.
Para esse efeito, procuram médiuns bastante crédulos para os aceitar de olhos
fechados e que eles fascinam, a fim de os impedir de discernirem o verdadeiro do
falso. São os mais perigosos, porque os sofismas nada lhes custam e podem tornar
criadas as mais ridículas utopias. Como conhecem o prestígio dos grandes nomes,
não escrupulizam em se adornarem com um daqueles diante dos quais todos se
inclinam, e não recuam sequer ante o sacrilégio de se dizerem Jesus, a Virgem Maria,
ou um santo venerado.
Procuram deslumbrar por meio de uma linguagem empolada, mais pretensiosa do que
profunda, eriçada de termos técnicos e recheada das retumbantes palavras - caridade
e moral. Cuidadosamente evitarão dar um mau conselho, por que bem sabem que
seriam repelidos. Daí vem que, os que são por eles enganados, os defendem dizendo:
"Bem vedes que nada dizem de mau". A moral, porém, para esses Espíritos é simples
passaporte. É o que menos os preocupa. O que querem, acima de tudo, é impor suas
idéias por mais disparatadas que sejam". (idem - 246).
MÉDIUNS EM PERIGO:

"Geralmente, o Espírito que se apodera do médium, tendo em vista
dominá-lo, não suporta o exame crítico das suas comunicações: quando
vê que não são aceitas, que as discutem, não se retira mas inspira ao
médium o pensamento de se insular, chegando mesmo, não raro, a
ordenar-lhe.
 Todo médium que se melindra com a crítica das comunicações que
obtém faz-se eco do Espírito que o domina, Espírito esse que não pode
ser bom, desde que lhe inspira um pensamento ilógico, qual o de se
recusar ao exame.
 O insulamento do médium é sempre uma coisa deplorável para ele,
porque fica sem uma verificação das comunicações que recebe. Não
somente deve buscar a opinião de terceiros para esclarecer-se, como
também necessário lhe é estudar todos os gêneros de comunicações, a
fim de as comparar". (Idem, 248).
 Em vista disso e para prevenir os médiuns quanto ao perigo da
obsessão, achamos conveniente enunciar as características dos médiuns
obsidiados.

 "1ª. - persistência de um Espírito em se comunicar de bom ou mau
grado, pela escrita, pela audição, pela tiptologia, etc., opondo-se a que
outros Espíritos o façam;

2ª. - ilusão, que, não obstante a inteligência do médium, o impede de
reconhecer a falsidade e o ridículo as comunicações que recebe;

3ª. - crença na INFALIBILIDADE e na identidade absoluta dos
Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e
venerados, dizem coisas falsas ou absurdas;

4ª. - confiança do médium nos elogios que lhe dispensam os Espíritos
que por ele se comunicam;

5ª. -disposição para se afastar das pessoas que podem omitir
opiniões aproveitáveis;

6ª. - intolerância para com a crítica das comunicações que recebe;

7ª. - necessidade incessante e inoportuna de escrever;

8ª. - constrangimento físico qualquer, dominando-lhe a vontade e
forçando-o a agir ou falar a seu mau grado.

9ª. - rumores e desordens persistentes ao redor do médium, sendo
ele de tudo a causa, ou o objeto." (Idem, 243).
NOÇÕES SOBRE FLUIDOS
EXTERIORIZAÇÃO

COEM - 13 a AULA PRÁTICA


Todos vivemos em um universo constituído de partículas, subpartículas, campos e
ondas.



A matéria é constituída de átomos, que se subdividem em elétrons, prótons e
nêutrons.



Os átomos e seus componentes não são imóveis; ao contrário, estão animados de
velocidades altíssimas. As dimensões dos átomos, partículas e subpartículas são
muito pequenas (da ordem de 1/ 100.000.000 m), no entanto, existem
distâncias que os separam. A continuidade da matéria resulta da existência de
forças de coesão que as unem.



Estamos imersos em um mundo de matéria sutil, refinada, invisível, porém, real, e
que tem como fonte primeira, uma substância que é denominada Fluido Universal,
que dá todas as formas materiais já conhecidas e, provavelmente, muitas outras que
ainda nos são desconhecidas, e também a energia nas variadas formas em que se
manifesta.



Os fluidos nada mais são que formas energéticas dessa substância primordial. O
perispírito automaticamente absorve do meio ambiente, transforma de acordo com o
padrão vibratório espiritual em que se encontra e irradia em redor de si, formando
uma verdadeira esteira psíquica ou hálito mental.
 Os fluidos estão sujeitos à impulsão do espírito, quer encarnado ou
desencarnado; o pensamento e as emoções dão-lhes uma
determinada estrutura, de maior ou menor densidade, conforme a
pureza ou harmonia com que são emitidos. Quanto mais elevados
são os pensamentos e as emoções, os fluidos são mais
harmônicos, agradáveis, saudáveis. Quanto mais grosseiros, mais
desarmônicos, desagradáveis e de efeitos doentios
 Constantemente estamos irradiando de nós o que realmente somos,
e impregnando com esse fluido particular as coisas, o ambiente, os
objetos e influindo sobre as pessoas que aceitam e assimilam essa
energia.
 Educando o nosso pensamento, podemos irradiar uma quantidade
maior de fluidos de qualidade superior, que metabolizamos com a
nossa mente. Daí, a importância de mantê-la sempre em estado de
elevação.








BIBLIOGRAFIA:
Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, 2a. parte, cap. XXIII.
Allan Kardec, Obras Póstumas, "Manifestações dos Espíritos," parágrafo 7.
Allan Kardec, A Gênese, cap. XIV, itens 45/49.
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, SEARA DOS MÉDIUNS, cap.
38.
André Luiz, idem, idem, NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, Introdução.

mediunidade.coem@bol.com.br

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  • 2. O Livro dos Espíritos  Perg 459 – Influem os espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?  Resp.: “Muito mais do que imaginais, influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.
  • 3. Obsessão - Definição  “Chama-se obsessão à ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo”. AK - A Gênese, Cap. XIV, item 45  “Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influencia moral, sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais” AK – A Gênese  “A obsessão consiste no domínio que maus espíritos assumem sobre certas pessoas, com o objetivo de as escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que experimentam em fazer o mal”  AK – Obras Póstumas
  • 4. O QUE É OBSESSÃO O QUE É OBSESSÃO  A obsessão é a ação persistente ou domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. É praticada pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. O livro dos Médiuns, XXIII/237
  • 5. MECANISMO  "Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns.  Se o Espírito é bom, sua atuação é suave, benfazeja, não impele o indivíduo senão à prática de atos bons; se é mau, força-o a ações más. Se é perverso e malfazejo, aperta-o como numa teia, paralisa lhe até a vontade e mesmo o juízo, que ele abafa com o seu fluido...  Fá-lo pensar, falar, agir em seu lugar, impele-o, contra sua vontade, a atos extravagantes ou ridículos; magnetiza-o, em suma, lança-o num estado de catalepsia moral e o indivíduo se torna um instrumento de sua vontade". (Obras Póstumas - idem).
  • 6.       OBSESSÃO E PRÁTICA MEDIÚNICA : "Pois que os Espíritos existiram em todos os tempos, também desde todos os tempos representaram o mesmo papel, porque esse papel é da natureza e a prova está no grande número que sempre houve de pessoas obsidiadas, ou possessas, se o preferirem, antes que se falasse em Espíritos, ou que, nos dias atuais, se ouvisse falar de Espiritismo, nem de médiuns. É pois, espontânea a ação dos Espíritos, bons ou maus; a destes produz uma imensidade de perturbações na economia moral e mesmo físicas. Perturbações que, por ignorância da verdadeira causa, atribuíam a causas errôneas. Os Espíritos maus são inimigos invisíveis, tanto mais perigosos, quanto da ação deles não se suspeitava. Desmascarando-os, o Espiritismo revela uma nova causa de certos males da Humanidade... Foi pela mediunidade que esses inimigos ocultos traíram a sua presença... O Espiritismo não atraiu os maus Espíritos; desvendou-os e forneceu os meios de se lhes paralisar a ação e, por conseguinte, de afastá-los. Não foi ele quem trouxe o mal, visto que o mal existe desde todos os tempos; ele, ao contrário, dá remédio ao mal, apontando-lhe a causa" (Idem).
  • 7. ESPÍRITOS PROTETORES - VONTADE     "Pois que há Espíritos maus que obsidiam e Espíritos bons que protegem, perguntam muitos se os primeiros são mais poderosos do que os segundos. Não é que o bom Espírito seja mais fraco; o médium é que não tem força bastante para alijar de si o manto que lhe atiraram em cima, para se desprender dos braços que o enlaçam e nos quais, cumpre dizê-lo, às vezes se compraz. Neste caso, compreende-se que o bom Espírito, não possa levar vantagem, pois que o outro é preferido. Admitamos, porém, que a vítima deseje desembaraçar-se do envoltório fluídico que penetra o seu, como a umidade penetra as roupas. Esse desejo nem sempre bastará. A própria vontade nem sempre é suficiente. Trata-se de lutar contra um adversário. Ora, quando dois homens lutam corpo a corpo, aquele que dispõe de mais fortes músculos é que abate o outro. Com um Espírito tem-se de lutar, não corpo a corpo, mas Espírito a Espírito e é ainda o mais forte que triunfa. Aqui o esforço reside na autoridade que se possa exercer sobre o obsessor e essa autoridade está subordinada à superioridade moral... Esforçar-se por ser bom, por se tornar melhor se já é bom, por purificar-se de suas imperfeições, por, numa palavra, elevar-se moralmente o mais possível, tal o meio de o encarnado adquirir o poder de mandar sobre os Espíritos inferiores, para os afastar. De outro modo estes zombarão das suas injunções" (Idem).
  • 8. CAUSAS DA OBSESSÃO: SINTONIA, PROVA, TAREFA:  "Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau." (O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, 245).  Na base do fenômeno obsessivo encontram-se, pois, como causa predominante, as condições de sintonia entre o Espírito desencarnado e o encarnado.  "Algumas obsessões tenazes, no entanto, sobretudo em pessoas de mérito, fazem às vezes parte das provações a que essas pessoas estão sujeitas. Mais ainda: pode acontecer, mesmo, que a obsessão, quando simples, seja uma tarefa imposta ao obsidiado, qual a de trabalhar pela regeneração de obsessor, como um pai pela de um filho vicioso."(O Livro dos Médiuns, cap. XXIII).  De acordo com o caráter do obsessor, variam ainda as causas que o induzem à perseguição:
  • 9.  Vingança: "E', às vezes, uma vingança que este (o mau Espírito) toma de um indivíduo de quem guarda queixas de tempo de outra existência". O passado e os sofrimentos que lhes foram infligidos pelo obsidiado ou motivados por este, fazem com que o Espírito se mantenha no firme propósito de vingança.  Desejo de fazer o mal: "Muitas vezes, também, não há mais do que o desejo de fazer o mal: o Espírito, como sofre, entende de fazer que os outros sofram; encontra uma espécie de gozo em os atormentar, em os vexar, e a impaciência que por isso a vítima demonstra mais o exacerba, por que esse é o objetivo que colima, ao passo que a paciência o leva a cansar-se.  Com o irritar-se e mostrar-se despeitado, o perseguido faz exatamente o que quer o seu perseguidor. Esses Espíritos agem, não raro, por ódio e inveja do bem; daí, o lançarem suas vistas malfazejas sobre as pessoas mais honestas."
  • 10.     Covardia: "Outros são guiados por um sentimento de covardia, que os induz a se aproveitarem da fraqueza moral de certos indivíduos, que eles sabem incapazes de lhes resistirem. Um destes últimos, que subjugava um rapaz de inteligência muito apoucada, interrogado sobre os motivos dessa escolha, respondeu: "Tenho grandíssima necessidade de atormentar alguém; uma pessoa criteriosa me repeliria; ligo-me a um idiota, que nenhum força me opõe." (Idem) Orgulho de falso saber: "Há Espíritos obsessores sem maldade, que alguma coisa mesmo denotam de bom, mas dominados pelo orgulho do falso saber. Têm suas idéias, seus sistemas sobre as ciências, a economia social, a moral, a religião, a filosofia e querem fazer que suas opiniões prevaleçam. Para esse efeito, procuram médiuns bastante crédulos para os aceitar de olhos fechados e que eles fascinam, a fim de os impedir de discernirem o verdadeiro do falso. São os mais perigosos, porque os sofismas nada lhes custam e podem tornar criadas as mais ridículas utopias. Como conhecem o prestígio dos grandes nomes, não escrupulizam em se adornarem com um daqueles diante dos quais todos se inclinam, e não recuam sequer ante o sacrilégio de se dizerem Jesus, a Virgem Maria, ou um santo venerado. Procuram deslumbrar por meio de uma linguagem empolada, mais pretensiosa do que profunda, eriçada de termos técnicos e recheada das retumbantes palavras - caridade e moral. Cuidadosamente evitarão dar um mau conselho, por que bem sabem que seriam repelidos. Daí vem que, os que são por eles enganados, os defendem dizendo: "Bem vedes que nada dizem de mau". A moral, porém, para esses Espíritos é simples passaporte. É o que menos os preocupa. O que querem, acima de tudo, é impor suas idéias por mais disparatadas que sejam". (idem - 246).
  • 11. MÉDIUNS EM PERIGO: "Geralmente, o Espírito que se apodera do médium, tendo em vista dominá-lo, não suporta o exame crítico das suas comunicações: quando vê que não são aceitas, que as discutem, não se retira mas inspira ao médium o pensamento de se insular, chegando mesmo, não raro, a ordenar-lhe.  Todo médium que se melindra com a crítica das comunicações que obtém faz-se eco do Espírito que o domina, Espírito esse que não pode ser bom, desde que lhe inspira um pensamento ilógico, qual o de se recusar ao exame.  O insulamento do médium é sempre uma coisa deplorável para ele, porque fica sem uma verificação das comunicações que recebe. Não somente deve buscar a opinião de terceiros para esclarecer-se, como também necessário lhe é estudar todos os gêneros de comunicações, a fim de as comparar". (Idem, 248).  Em vista disso e para prevenir os médiuns quanto ao perigo da obsessão, achamos conveniente enunciar as características dos médiuns obsidiados. 
  • 12.  "1ª. - persistência de um Espírito em se comunicar de bom ou mau grado, pela escrita, pela audição, pela tiptologia, etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam;  2ª. - ilusão, que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo as comunicações que recebe;  3ª. - crença na INFALIBILIDADE e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem coisas falsas ou absurdas;  4ª. - confiança do médium nos elogios que lhe dispensam os Espíritos que por ele se comunicam;  5ª. -disposição para se afastar das pessoas que podem omitir opiniões aproveitáveis;  6ª. - intolerância para com a crítica das comunicações que recebe;  7ª. - necessidade incessante e inoportuna de escrever;  8ª. - constrangimento físico qualquer, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar a seu mau grado.  9ª. - rumores e desordens persistentes ao redor do médium, sendo ele de tudo a causa, ou o objeto." (Idem, 243).
  • 14.  Todos vivemos em um universo constituído de partículas, subpartículas, campos e ondas.  A matéria é constituída de átomos, que se subdividem em elétrons, prótons e nêutrons.  Os átomos e seus componentes não são imóveis; ao contrário, estão animados de velocidades altíssimas. As dimensões dos átomos, partículas e subpartículas são muito pequenas (da ordem de 1/ 100.000.000 m), no entanto, existem distâncias que os separam. A continuidade da matéria resulta da existência de forças de coesão que as unem.  Estamos imersos em um mundo de matéria sutil, refinada, invisível, porém, real, e que tem como fonte primeira, uma substância que é denominada Fluido Universal, que dá todas as formas materiais já conhecidas e, provavelmente, muitas outras que ainda nos são desconhecidas, e também a energia nas variadas formas em que se manifesta.  Os fluidos nada mais são que formas energéticas dessa substância primordial. O perispírito automaticamente absorve do meio ambiente, transforma de acordo com o padrão vibratório espiritual em que se encontra e irradia em redor de si, formando uma verdadeira esteira psíquica ou hálito mental.
  • 15.  Os fluidos estão sujeitos à impulsão do espírito, quer encarnado ou desencarnado; o pensamento e as emoções dão-lhes uma determinada estrutura, de maior ou menor densidade, conforme a pureza ou harmonia com que são emitidos. Quanto mais elevados são os pensamentos e as emoções, os fluidos são mais harmônicos, agradáveis, saudáveis. Quanto mais grosseiros, mais desarmônicos, desagradáveis e de efeitos doentios  Constantemente estamos irradiando de nós o que realmente somos, e impregnando com esse fluido particular as coisas, o ambiente, os objetos e influindo sobre as pessoas que aceitam e assimilam essa energia.  Educando o nosso pensamento, podemos irradiar uma quantidade maior de fluidos de qualidade superior, que metabolizamos com a nossa mente. Daí, a importância de mantê-la sempre em estado de elevação.
  • 16.        BIBLIOGRAFIA: Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, 2a. parte, cap. XXIII. Allan Kardec, Obras Póstumas, "Manifestações dos Espíritos," parágrafo 7. Allan Kardec, A Gênese, cap. XIV, itens 45/49. Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, SEARA DOS MÉDIUNS, cap. 38. André Luiz, idem, idem, NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, Introdução. mediunidade.coem@bol.com.br