O documento analisa a equidade fiscal no Brasil, destacando que, apesar da regressividade do sistema tributário, a progressividade dos gastos sociais em educação, saúde e previdência tem contribuído para a redução da desigualdade de renda entre 2003 e 2009. Os dados mostram que a tributação indireta afetou desproporcionalmente os mais pobres, enquanto os gastos sociais beneficiaram as camadas mais baixas da população, resultando em um efeito redistributivo positivo. Conclui-se que as políticas sociais foram fatores principais para a diminuição das desigualdades, independentemente de grandes alterações na estrutura tributária.