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Proposal of an integrated tool to Facebook for assist in preparation the National
Examination for Students – ENADE
Paulo Rogério Pires Manseira (Centro Universitário Tupy – UNISOCIESC, Santa
Catarina, Brasil) – paulo.manseira@sociesc.org.br
Mehran Misaghi (Centro Universitário Tupy – UNISOCIESC, Santa Catarina, Brasil) –
mehran@sociesc.org.br
The social network Facebook is part of the lives of over a billion people and researchers in
the field of education have explored its use as a high degree of adhesion occurs, especially
among college students. In Brazil these students are periodically submitted to the National
Examination for Students – ENADE that as a result presents evidence of the quality of
existing teaching at each institution of higher education. Thus, the main objective of this
work is to propose an architecture for a system of review of studies based on social
network Facebook. For such, it presents concepts of social networks on the internet
followed by a list of works that address the use of Facebook in university education and a
list of tools offered by social networking to create applications that will expand its
functionality. It is noticed that two tools require minimal programming skills, while the
others require greater knowledge but also offer greater freedom in building the application
and access to Facebook data. A case study is performed and an architecture for a system of
review of studies integrated with Facebook's proposal, since no tool of this nature has been
found.
Keywords: Facebook, ENADE, Integrated software.
Proposta de software integrado ao Facebook para auxílio na preparação para o
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE
A rede social Facebook faz parte da vida de mais de um bilhão de pessoas e seu uso tem
sido explorado por pesquisadores da área de educação já que um alto grau de adesão
ocorre, em especial, entre os estudantes universitários. No Brasil esses estudantes são
periodicamente submetidos ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE
que, como resultado, apresenta indícios da qualidade de ensino existente em cada
instituição de ensino superior. Assim, o objetivo principal deste trabalho é propor uma
arquitetura para um sistema de revisão de estudos baseado na rede social Facebook. Para
tanto, apresenta-se conceitos de redes sociais na internet seguido de uma relação de
trabalhos que abordam o uso do Facebook na educação universitária e uma lista com
ferramentas oferecidas pela rede social para a criação de aplicativos que venham a
expandir suas funcionalidades. Percebe-se que duas ferramentas requerem mínimo
conhecimento em programação, enquanto as demais exigem maior conhecimento mas
também oferecem maior liberdade na construção do aplicativo e no acesso aos dados do
Facebook. Um estudo de caso é realizado e é proposta uma arquitetura para um sistema de
revisão de estudos integrado ao Facebook, uma vez que nenhuma ferramenta desta
natureza tenha sido encontrada.
Palavras chave: Facebook, ENADE, Software integrado.
11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI
May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil
11th CONTECSI Proceedings p.3428
1. Introdução
A Internet faz parte do cotidiano de bilhões de usuários como canal de compartilhamento
de informações em diferentes formatos de mídia e como meio de comunicação. Neste
ambiente uma forma de comunicação que desde seu surgimento adquire altos índices de
adoção são os sites de redes sociais, do inglês Social Network Sites (SNS), que atualmente
ultrapassam com folga a marca de bilhão de usuários, incluindo diferentes regiões do
globo, categorias de usuários e inúmeros interesses.
Um indício desse alto grau de adoção é apresentado pelo Students’ Online Usage: Global
Market Trends Report (VANNOZZI & BRIDGESTOCK, 2013) indicando que 96% dos
universitários latino-americanos fazem uso constante de redes sociais na Internet. As redes
sociais na Internet são sistemas baseados na web que permitem que pessoas, organizações
e instituições interajam entre si para aumentar a quantidade de laços sociais. Dessa forma,
esta rede de influência e a sua interação, síncrona ou assíncrona, tem possibilitado novas
formas de organização, comunicação e até mobilização social (RECUERO, 2009).
Segundo o mesmo relatório, destaca-se o uso do Facebook e YouTube com 96% de adesão
cada, Twitter com 83%, LinkedIn com 91% e Pinterest com 74% (VANNOZZI &
BRIDGESTOCK, 2013).
Em estudos recentes nota-se que a população de estudantes universitários brasileiros é
formada por cerca de 6,37 milhões de pessoas distribuídos entre 2365 Instituições de
Ensino Superior (IES) (INEP, 2013). Esses estudantes são submetidos periodicamente pelo
Ministério da Educação (MEC) ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes
(ENADE) que é administrado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (INEP). Tal exame visa “avaliar o rendimento dos alunos dos cursos de
graduação, ingressantes e concluintes, em relação aos conteúdos programáticos dos cursos
em que estão matriculados” (MEC, 2013) e mostra-se importante tanto para as IES quanto
para os estudantes já que apresentam indícios da qualidade de ensino existente em cada
instituição.
Considerado os indícios sobre o amplo uso da rede social Facebook e a necessidade de
preparação dos estudantes para o ENADE, o problema motivador deste trabalho é: de que
forma a rede social Facebook pode ser utilizada como meio para ajudar estudantes de uma
IES a se prepararem para o ENADE?
Assim, parte-se da hipótese que a disponibilização de um sistema com vídeo aulas, objetos
educacionais e exercícios com correção automática, entre outros, orientado ao perfil do
curso que o estudante participa, pode ajudar tal estudante em sua preparação para a
realização do ENADE. Sendo assim, o objetivo principal deste trabalho é propor uma
arquitetura para um sistema de revisão de estudos baseado na rede social Facebook.
Nas seções seguintes serão abordados os conceitos de redes sociais na Internet e a proposta
da arquitetura do sistema contendo o levantamento dos requisitos e a sua modelagem,
encerrando-se com as considerações finais e futuros encaminhamentos relacionados a
resultados esperados.
11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI
May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil
11th CONTECSI Proceedings p.3429
2. Conceitos de Redes Sociais na Internet
A gradativa evolução tecnológica da Internet permitiu o surgimento da Web 2.0 com sites
que passaram a oferecer meios de interação que até então não eram possíveis. O termo
Web 2.0 foi usado pela primeira vez por Dale Dougherty e tornou-se conhecido após a
Conferência O'Reilly Media Web 2.0 em 2004 e indica uma mudança de paradigma dos
desenvolvedores de software no intuito de criar mecanismos que permitam a colaboração,
comunicação e compartilhamento de informações de forma mais criativa em sistemas
baseados na web (O'REILLY, 2005; LIU, LIU, BAO, JUC & WANG, 2010). Neste
contexto surgem os sites de redes sociais.
Os sites de redes sociais oferecem às pessoas, grupos ou instituições três características
básicas: (1) construir um perfil público ou semi-público dentro de um sistema limitado, (2)
articular uma lista de outros usuários com quem eles compartilham uma conexão, e (3) ver
e percorrer a sua lista de conexões e aquelas feitas por outras pessoas dentro do sistema
(BOYD & ELLISON, 2007; RECUERO, 2009).
As pessoas são atraídas para as redes sociais primeiramente para manter uma conexão
social com seus amigos (JOINSON, 2008; SALAWAY, CARUSO & NELSON, 2008;
LUCKIN, LOGAN, CLARK, GRABER, OLIVER & MEE, 2008) mas também para troca
de informações, comunicação, planejamento de eventos, integração em um novo ambiente
de trabalho ou estudo, atividades profissionais e atividades educacionais, entre outros
(AGARWAL & MITAL, 2009; MADGE , MEEK, WELLENS & HOOLEY, 2009;
SALAWAY, CARUSO & NELSON, 2008; LENHART, PURCELL, SMITH &
ZICKUHR, 2010; GREENHOW & ROBELIA, 2009; KABILAN, AHMAD & ABIDIN,
2010).
As redes sociais na Internet já possuem uma história de quase duas décadas, sendo que a
primeira rede social, reconhecida como tal, uma vez que combinava diversas das
características já citadas, foi a SixDegress.com lançada em 1997 (BOYD & ELLISON,
2007). Desde então inúmeros serviços deste tipo surgiram e atualmente, segundo o serviço
Alexa que provê estatísticas sobre o acesso a sites da web em todo o mundo, o Facebook é
a rede social mais acessada globalmente (ALEXA, 2013) que alcança cerca de 1,15 bilhão
de usuários no mundo e 76 milhões apenas no Brasil (REUTERS, 2013). Seus recursos
básicos de interação são:
a) Mural – espaço na página de perfil onde amigos podem postar mensagens públicas
através de textos, imagens, vídeos, links etc.;
b) Botão Curtir – recurso que os usuários utilizam para indicar algum tipo interesse
em relação aos conteúdos publicados;
c) Cutucar – uma forma de chamar a atenção de um amigo na rede social de
interpretação livre;
d) Status – permite aos usuários postar links, textos, imagens e vídeos, entre outros;
e) Eventos – permite a publicação de informações sobre qualquer tipo de evento;
f) Chat – troca de mensagens síncronas ou assíncronas entre usuários da rede;
g) Grupos – permite a criação de grupos abertos ou fechados para ingresso de
membros a partir de qualquer interesse específico.
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May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil
11th CONTECSI Proceedings p.3430
A facilidade de uso dos recursos citados possibilita o uso do Facebook para diversos fins,
incluindo para o da educação (AQUINO & BRITO, 2012).
2.1. O Facebook na Educação Universitária
Diversas inciativas de uso da rede social Facebook tem sido encontradas na literatura, quer
seja como ferramenta de apoio ou até mesmo atribuindo-lhe o papel de um Learning
Management System (LMS) que são relacionadas a seguir.
Schroeder & Greenbowe (2009) relatam em sua experiência na criação de uma
comunidade online para o Laboratório de Química Orgânica da Iowa State University que
o Facebook foi um método mais efetivo e eficiente para discussão dos temas da aula, em
comparação ao fórum de discussão do WebCT, o LMS oficial da instituição. Sturgeon &
Walker (2009) apontam que os alunos têm mais vontade de se comunicar com seus
professores se eles já os conhecem pelo Facebook e que isso gera maior envolvimento dos
alunos nas atividades acadêmicas em estudo realizado na Lee University. Mazer, Murphy
& Simonds (2009) concluem que professores que mantem um perfil rico em informações
pessoais recebem maior credibilidade e geram maior motivação para o aprendizado.
Piscitelli, Adaime & Binder (2010) organizam um conjunto de artigos com ênfase em
características ideológicas e teórico-conceituais que abordam o uso de mídias sociais, em
especial, as redes sociais, na educação. Minhoto & Meirinhos (2011) ao realizarem um
estudo com alunos do ensino médio constataram que os alunos se envolveram de forma
ativa no processo de interação, de partilha e de aprendizagem, embora também tenham
encontrado dificuldades em aprofundá-lo. Muñoz & Towner (2011) demonstram diversas
possibilidades de integração do Facebook às atividades de ensino e concluem que seu uso
pode ser adequado e eficaz em ambiente acadêmico desde que orientações apropriadas
sejam estabelecidas e implementadas.
Meishar-Tal, Kurtz & Pieterse (2012) em estudo realizado no College for Academic
Studies in Or Yehuda demonstraram que a concepção e operação de uma atividade de
ensino dentro de um grupo no Facebook produz um processo de aprendizagem muito
intenso e colaborativo em função das características inerentes à ferramenta mas também
indicam que o instrutor detém grande parte da responsabilidade sobre a dinâmica de
aprendizagem. Menon (2012) avalia a ferramenta Grupos do Facebook como mecanismo
válido para uso no ensino de habilidades de raciocínio clínico na International Medical
University da Malásia. Pellizzari (2012) relata que apenas um terço de cerca dos 400
estudantes matriculados na disciplina de Matemática ofertada para o curso de Economia da
Università Ca' Foscari Venezia, estiveram ativamente engajados enquanto os outros
demonstraram comportamento mais passivo, sendo possível, contudo, respeitar o ritmo de
cada um além de propiciar respostas mais personalizadas para cada questionamento.
Por fim, DiVall (2012) percebeu em seu curso sobre Gerenciamento Global de Doenças,
ministrado na Northeastern University, que o uso voluntário do Facebook como
complemento às aulas foi bem recebido pelos alunos e aumentou substancialmente sua
participação ao serem expostos a anúncios do curso, discussões on-line e links externos,
sendo que seu uso mais elevado ocorreu perto das semanas de provas. Aquino e Brito
(2012) relatam o uso das funcionalidades do Facebook para ajudar na avaliação do
aprendizado por meio de uma aplicação integrada à rede social capaz de monitorar a troca
11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI
May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil
11th CONTECSI Proceedings p.3431
de mensagens entre alunos e professores, através de perguntas e respostas, sendo possível
atribuir conceitos a cada interação.
Com exceção de apenas um, nos exemplos citados percebe-se que a rede social Facebook
foi utilizada basicamente como fórum de discussão e repositório de conteúdo. Embora
apenas um trabalho aborde a construção de um aplicativo integrado à rede social, não foi
identificado o uso de aplicativos integrados que pudessem ser utilizados pelos alunos e que
gerassem, por exemplo, dados estatísticos sobre seu uso e indícios de conteúdos que
precisassem ser fortalecidos no período de aprendizagem ou de revisão para exames e
testes.
2.2. Construção de Aplicativos para o Facebook
Desde o ano de 2007 o Facebook oferece a Facebook Platform, um framework contendo
programas de apoio, bibliotecas de código, conjuntos de ferramentas e interfaces de
programação de aplicativos (APIs) que permite a criação de aplicações para interagir com
as funcionalidades oferecidas pela rede social A criação de aplicativos, portanto, deve
seguir os princípios e as políticas da plataforma que basicamente versam sobre a
necessidade de criação de aplicações sociais – que permitam interação, compartilhamento,
escolha e controle do usuário –, sobre a necessidade de confiança – respeito à privacidade,
não iludir, confundir, enganar ou surpreender os usuários – e sobre a responsabilidade
quanto ao conteúdo publicado (FACEBOOK DEVELOPERS, 2013).
Quanto à hospedagem os aplicativos desenvolvidos para o Facebook podem ser
armazenados na própria rede social ou em outro lugar qualquer como um domínio na web
ou um dispositivo móvel. Aplicativos hospedados diretamente no Facebook são em
essência uma extensão da própria rede e os usuários de tais aplicativos nunca terão de
deixá-la para usá-los, enquanto que aplicativos hospedados em outro lugar qualquer
acessam as funcionalidades disponibilizadas pela rede social como serviços, como por
exemplo a autenticação de usuário, exibição de perfis, feed de notícias, compartilhamento,
fotos, mensagens, notificações, pedidos e convites, entre outros (SRIVASTAVA &
SINGH, 2011).
A construção de aplicativos para uso com o Facebook pode ser realizada nos formatos de
Platform Applications, Desktop Applications, Public Profiles e Facebook Connect
(MAVER & POPP, 2009):
a) Platform Applications – aplicativos deste tipo podem ser a respeito de qualquer
coisa e são hospedados fora do Facebook. Neste formato os usuários não precisam
fazer nada específico para instalar aplicativos, sendo necessário apenas autorizá-los
a acessar suas informações de perfil e realizar atividades em seu nome como
publicar algo em sua linha do tempo. Este é o método mais popular de integração
com o Facebook.
b) Desktop Applications – aplicativos deste tipo são softwares que rodam em
diferentes sistemas operacionais ou plug-ins de diversos tipos de ferramentas como
navegadores, por exemplo, e requerem privilégios especiais de forma que possam
permanecer logados no Facebook em nome de seus usuários.
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11th CONTECSI Proceedings p.3432
c) Public Profiles – também conhecidas como Facebook Pages ou Facebook Fan
Pages é uma forma de empresas, celebridades ou marcas criarem presença no
Facebook além do que seria possível fazer com perfis comuns. Perfis deste tipo,
além de poderem hospedar aplicativos personalizados, diferem dos perfis de
usuários comuns em função de que não há um usuário por trás deles, mas um
conjunto de administradores e de não possuírem amigos, mas fãs, sendo que
quando um usuário torna-se um fã de um perfil público, ele se inscreve para receber
atualizações publicadas naquele perfil.
d) Facebook Connect – permite aos desenvolvedores integrar o Facebook em seus
próprios sites externos ou dispositivos móveis. Sites e aplicativos móveis que
implementam Facebook Connect permitem que um usuário utilize suas credenciais
do Facebook para registrar-se e uma vez identificado no sistema, passam a ter
acesso aos detalhes desse usuário na rede através de uma API. Tem se tornado uma
opção popular pois permite que sites externos ou aplicativos móveis acessem os
serviços do Facebook sem ter que estar dentro de sua interface de usuário ou ter
qualquer conteúdo próprio hospedado nos servidores do Facebook.
Para a construção de aplicativos nos formatos citados existem diversas ferramentas entre as
quais destacam-se: Graph API, Social Plugins, Open Graph Protocol, Developer SDKs,
FBML, Facebook SDK for JavaScript, FQL e XFBML (FACEBOOK DEVELOPERS,
2013; MAVER & POPP, 2009):
a) Graph API – a principal maneira para que os aplicativos possam ler e escrever
dados no Facebook. Essa API permite a navegação entre os dados da rede social a
partir do conceito de grafos, sendo os perfis e páginas identificados como nós e
suas conexões como as arestas, sendo possível recuperar, filtrar, atualizar, excluir e
publicar objetos.
b) Social Plugins – método mais simples para permitir a integração do Facebook em
um site, aplicativo móvel ou produto desktop, permitindo que qualquer pessoa
configure facilmente um conjunto de parâmetros em formulários simples, e
imediatamente receba um código HTML para ser usado em seu aplicativo.
Atualmente conta com um conjunto de 11 plugins.
c) Open Graph Protocol – consiste em uma série de meta tags que identificam o que
e/ou sobre o que é um site ou uma URL específica. É um padrão criado pelo
Facebook baseado no protocolo Resource Description Framework (RDF). Com ele
é possível, por exemplo, indicar através de algumas tags no aplicativo que está
sendo construído quem é o responsável pelo aplicativo, como entrar em contato,
sobre qual assunto o aplicativo trata etc. O uso dessas tags permite que o Facebook
encontre o aplicativo e recupere suas informações com maior rapidez e precisão, no
momento de uma pesquisa por exemplo.
d) Developer SDKs – um conjunto de Kits de Desenvolvimento de Software –
conjunto de bibliotecas e softwares – para que que desenvolvedores externos
obtenham uma melhor integração com o Facebook. Atualmente são
disponibilizados SDKs para iOS, Android, JavaScript, PHP e Unity. Outros SDKs
não oficiais para outras linguagens ou plataformas, mantidos por terceiros, podem
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11th CONTECSI Proceedings p.3433
ser facilmente encontrados na web através de uma simples pesquisa em
mecanismos de busca.
e) FBML – acrônimo para Facebook Markup Language, FBML é uma linguagem
baseada em tags com base em HTML e fornece muitas das marcações suportadas
por essa linguagem além de oferecer um amplo conjunto de interface de usuário do
Facebook. A FBML é automaticamente analisada e traduzida em HTML, CSS e
código JavaScript pelos servidores do Facebook, quando um pedido de uma página
do aplicativo que a contém é recebido. A FBML dá aos desenvolvedores acesso
simples a controles que permitem aos aplicativos se comportarem de forma
semelhante à rede social como se eles fossem de fato parte do Facebook. Embora
tenha sido descontinuada, ainda é suportada pela plataforma.
f) Facebook SDK for JavaScript – trata-se de uma versão de JavaScript do
Facebook que possui embutida a XFBML. Ele suporta a maioria dos métodos de
manipulação baseados no modelo Document Object Model (DOM) com os quais os
desenvolvedores estão familiarizados. Contudo, difere do JavaScript em alguns
aspectos: sua sintaxe é um pouco diferente, principalmente para proteger o próprio
Facebook a partir de códigos JavaScript maliciosos; muitas propriedades DOM
utilizadas em JavaScript normais são substituídas por métodos get/set; e alguns
manipuladores de eventos amplamente utilizados não estão disponíveis como por
exemplo o onLoad(). À medida que evoluiu, passou a oferecer as funcionalidades
da FBML.
g) FQL – a Facebook Query Language é a linguagem de consulta aos dados do
Facebook, muito semelhante à linguagem SQL que permite aos aplicativos
consultar diretamente as tabelas de dados internos do Facebook. Nem toda a sintaxe
do SQL é suportada, mas formas primitivas como SELECT, WHERE, ORDER BY e
LIMIT estão disponíveis. A FQL acessa e retorna os mesmos dados fornecidos por
muitas das chamadas de API do Facebook, no entanto, permite que os aplicativos
filtrem esses dados antes de serem devolvidos ao cliente, o que potencialmente
acelera o carregamento da página e o tempo de resposta.
h) XFBML – aplicações baseadas em IFrames e sites externos que usam Facebook
Connect não tinham acesso a FBML e, portanto, não acessavam a uma série de
controles predefinidos que a linguagem proporciona. A XFBML foi oferecida para
resolver este problema embutida na Facebook JavaScript Client Library que
evoluiu para o Facebook SDK for JavaScript. Os aplicativos que usam XFBML
devem ter suas páginas codificadas usando XHTML estrito e devem carregar o
SDK mencionado.
Além das ferramentas mencionadas até aqui, existem diversas outras de propriedade do
próprio Facebook e outra quantidade de ferramentas de terceiros homologadas pela rede
social, bastando para encontrá-las uma visita ao site Facebook Developers (2013) ou uma
rápida pesquisa em mecanismos de buscas na web.
As ferramentas apresentadas oferecem, cada qual à sua maneira, possibilidades de acesso a
todas as funcionalidades descritas no início da seção 2. Assim, a escolha pelo uso de
qualquer uma das ferramentas se dá em função da complexidade do aplicativo a ser
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May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil
11th CONTECSI Proceedings p.3434
construído ou do conhecimento do desenvolvedor, independentemente do tipo escolhido
com exceção apenas para o uso da FBML. As ferramentas Graph API e Social Plugins
requerem mínimo conhecimento em programação, enquanto as demais ferramentas,
embora exijam maior conhecimento em desenvolvimento, oferecem maior liberdade na
construção do aplicativo e acesso aos dados do Facebook.
Portanto, nota-se que o Facebook Platform é um framework que oferece muitas
ferramentas para o desenvolvimento de aplicativos para a rede social Facebook, bastando
ao desenvolvedor escolher adequadamente quais ferramentas serão utilizadas de acordo
com a natureza do aplicativo a ser desenvolvido.
3. Estudo de Caso
O presente estudo de caso teve início em dezembro de 2013 com previsão de encerramento
em dezembro de 2014 sendo realizado em uma instituição de ensino superior (IES) do
norte do estado de Santa Catarina. A instituição é reconhecida na região por ser uma
organização referência em educação oferecendo ensino fundamental, fundamental bilíngue,
médio, médio bilíngue, tecnológico, graduação e pós-graduação – especialização e
mestrado – com ênfase nas áreas de Engenharia e Tecnologias.
A partir de contatos com o setor responsável por administrar o perfil da IES nas redes
sociais e com a coordenação dos cursos de computação, cujos alunos serão submetidos ao
ENADE no segundo semestre de 2014, foi identificada a possibilidade de uso da rede
social Facebook como forma de ajudar os estudantes a prepararem-se para a realização do
exame. Incialmente foi realizada uma pesquisa levantamento, utilizando a técnica de
levantamento de requisitos proposta pela Engenharia de Software (SOMMERVILLE,
2011, PRESSMAN & LOWE, 2009) através de entrevistas com os interessados, com o
intuito de identificar os requisitos do sistema de software a ser projetado e posteriormente
construído tendo em vista sua integração com a rede social.
Em síntese o sistema proposto pode ser descrito como um software integrado ao Facebook
que permita o acesso a diferentes tipos de objetos educacionais – por exemplo, vídeo aulas,
apresentações, infográficos, com destaque para exercícios no formato de questão objetiva
com correção automática – orientados ao perfil do curso de cada estudante que venha a
utilizar o sistema de dentro da rede social.
Para garantir melhor entendimento das seções seguintes faz-se necessário descrever
brevemente a terminologia utilizada no contexto da aplicação que é proposta neste
trabalho.
a) Usuários – qualquer aluno utilizador do sistema;
b) Usuários administrativos – administradores do sistema ou professores da IES, que
são responsáveis por publicar objetos educacionais e coletar dados sobre o uso da
aplicação no Facebook;
c) Objeto educacional – qualquer elemento digital como vídeo, áudio, imagem, texto,
formulário HTML, entre outros, com cunho pedagógico-educacional e que possui
um tipo – vídeo, áudio, imagem, infográfico, diagrama, exercício, etc. – e uma
categoria – básico, intermediário, avançado;
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11th CONTECSI Proceedings p.3435
d) Gerir – identifica uma funcionalidade existente no software que permite cadastrar,
atualizar, apagar ou consultar determinado registro do banco de dados.
Os requisitos funcionais de um sistema de software qualquer são um conjunto de itens de
funcionalidade que o sistema que será projetado e construído deverá oferecer e, portanto,
poderão ser consumidos pelos futuros usuários, enquanto que os requisitos não-funcionais
são um conjunto de características tecnológicas, de desempenho, de segurança, entre
outras, que de alguma forma delimitam as questões operacionais do sistema
(SOMMERVILLE, 2011, PRESSMAN & LOWE, 2009). Assim, no quadro 1 é possível
visualizar o conjunto de requisitos não-funcionais, identificados com a sigla NF, e
requisitos funcionais identificados com a letra F que foram obtidos durante as entrevistas
de levantamento.
Quadro 1 – Requisitos Não-Funcionais
ID Descrição Módulo
NF-1
O sistema deve ser particionado nos módulos de “administração” e
“consumo”
Não se aplica
NF-2
O módulo de administração deve funcionar como uma aplicação web
normal
Administração
NF-3
O módulo de consumo deve funcionar como uma aplicação do
Facebook
Consumo
NF-4
O acesso ao módulo de administração deve ser realizado mediante
usuário/senha utilizado no sistema ERP da IES em um endereço web no
domínio da IES
Administração
NF-5
O acesso ao módulo de consumo deve ser realizado exclusivamente
através do Facebook
Consumo
NF-6
O conteúdo a ser visualizado no módulo de consumo deve respeitar as
orientações de formatação do Facebook
Consumo
F-1 Gerir perfis de usuários administrativos Administração
F-2 Gerir perfis de cursos, disciplinas e conteúdos programáticos Administração
F-3 Gerir perfis de estudantes vinculados a cada curso Administração
F-4 Gerir objetos educacionais e sua organização em categorias e tipos Administração
F-5
Permitir a organização dos objetos educacionais nas formas de
hierarquia de dependência e referência cruzada
Administração
F-6
Permitir a ligação de cada objeto educacional a um ou mais item de
conteúdo programático de determinada disciplinas
Administração
F-7
Exportar dados de consumo dos objetos educacionais no formato
Microsoft Excel
Administração
F-8
Vincular um perfil do Facebook com um perfil de estudante vinculado
a um curso durante o primeiro acesso
Consumo
F-9
Navegar pelos objetos educacionais através de sua hierarquia de
dependência, referência cruzada ou de conteúdo programático,
considerando o perfil do curso a que o usuário está vinculado
Consumo
F-10 Pesquisar por objeto educacional Consumo
F-11 Consumir (visualizar e/ou interagir com) um objeto educacional Consumo
F-12
Armazenar dados sobre cada objeto educacional consumido por cada
usuário com os dados de data e hora do consumo, tempo de exposição
do item e, no caso de objeto do tipo “exercício”, a resposta informada
Consumo
Fonte – o autor
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11th CONTECSI Proceedings p.3436
Percebe-se que devido à sua simplicidade os requisitos não-funcionais não necessitam de
explicações aprofundadas. Contudo, alguns dos requisitos funcionais relacionados
diretamente aos objetos educacionais requerem maior atenção.
O requisito F-2 indica que ao se cadastrar uma nova disciplina, por exemplo, a mesma
deve possuir uma relação de itens atrelados, cada qual referente exclusivamente a um
assunto do conteúdo programático daquela disciplina. Isto é importante pois cada item de
conteúdo programático deverá ser ligado a um ou mais objetos educacionais conforme o
requisito F-6.
Os requisitos F-4, F-5 e F-6 proporcionarão a amarração necessária para que a
funcionalidade exigida pelo requisito F-9 possa ser realizada. O estudante que acessa a
aplicação pelo Facebook poderá escolher vários caminhos para navegar entre os objetos
educacionais durante seu uso. Uma possibilidade será a navegação através de uma
representação hierárquica de dependência entre os objetos, que é exemplificada através da
figura 1.
Figura 1 – Representação da navegação através da hierarquia de dependência entre
os objetos educacionais
Fonte: o autor
A segunda maneira será a navegação via referência cruzada, tornada possível pela
vinculação de cada objeto educacional com um item de conteúdo programático, permitindo
assim “pular” para qualquer outro objeto educacional relacionado ao mesmo assunto, cuja
representação é demonstrada através da figura 2.
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11th CONTECSI Proceedings p.3437
Figura 2 – Representação da navegação por referência cruzada entre objetos
educacionais
Fonte: o autor
Por fim, a terceira possibilidade de navegação entre os objetos educacionais se dará através
de listagens dos objetos relacionados ao se escolher determinado conteúdo programático de
dada disciplina, conforme demonstrado na figura 3.
Figura 3 – Representação da navegação através de conteúdos programáticos
Fonte: o autor
Nota-se que conceitualmente o sistema de software proposto apresenta-se bastante simples,
basicamente sendo composto por dois módulos: o módulo administrativo e o módulo de
consumo.
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11th CONTECSI Proceedings p.3438
O módulo administrativo é responsável por:
a) Permitir a gestão de perfis de usuários administrativos, alunos, cursos, disciplinas,
conteúdos programáticos, recursos educacionais, categorias e tipos de recursos
educacionais;
b) Permitir a criação de vínculos entre alunos e cursos, cursos e disciplinas, disciplinas
e conteúdos programáticos, conteúdos programáticos e objetos educacionais, e
entre objetos educacionais com suas categorias e tipos;
c) Permitir a criação de hierarquias de dependência e referências cruzadas entre
objetos educacionais;
d) Exportar os dados sobre o consumo dos objetos educacionais para futuras análises.
Enquanto o módulo de consumo é responsável por:
a) Vincular um perfil do Facebook com um perfil de aluno administrado pelo sistema;
b) Permitir a navegação pelos objetos educacionais de forma hierárquica, por
referência cruzada ou pela estrutura de conteúdo programático;
c) Permitir a interação – visualizar uma imagem, assistir um vídeo, ouvir um áudio,
realizar download, responder a um exercício - com os objetos educacionais;
d) Armazenar dados sobre o consumo de cada objeto educacional por cada usuário
para futuras análises.
Ambos os módulos são representados no diagrama de componentes da figura 4, onde
também é possível visualizar a rede social representada como outro componente do sistema
proposto.
Figura 4 – Diagrama de componentes do sistema proposto
Fonte: o autor
O diagrama de casos de uso apresentado na figura 5 demonstra as principais
funcionalidades oferecidas pelo sistema e os atores que interagem com cada uma. No
diagrama, cada elipse representa um caso de uso, que é uma funcionalidade oferecida pelo
sistema, sendo que cada um pode atender um ou mais requisitos funcionais.
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Figura 5 – Diagrama de casos de uso
Fonte: o autor
O diagrama apresenta os casos de uso organizados em dois setores que representam cada
qual um dos módulos do sistema. Por tratar-se de um diagrama bastante simples e intuitivo
maiores explicações sobre ele podem ser dispensadas. Assim, considerando o escopo e a
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11th CONTECSI Proceedings p.3440
arquitetura proposta até aqui, apresenta-se na seção seguinte os resultados esperados neste
estudo de caso.
4. Resultados Esperados
Considerando as limitações inerentes ao estágio inicial em que se encontra esta pesquisa
onde se propõe a implementação de um aplicativo de software integrado ao Facebook,
capaz de entregar conteúdo educacional em diferentes formatos e realizar exercícios e
testes através da rede social, utilizando-a de maneira mais eficaz como um LMS, cuja
ênfase será possibilitar a obtenção de dados sobre o material acessado, bem como a
obtenção de dados sobre os testes/exercícios a que os alunos se submetem, assim
possibilitando através de análises desses dados um diagnóstico sobre sua eficácia.
A validação do software se dará através de um estudo de caso e a avaliação dos resultados
se dará através de levantamento quantitativo e qualitativo junto à professores e alunos dos
cursos de computação da IES já mencionada, envolvidos na execução do ENADE durante
o segundo semestre de 2014, e sua posterior confrontação com os resultados do exame a
serem publicados, possivelmente, até o final de 2014.
Como desdobramentos deste trabalho espera-se que a aplicação possa evoluir para uma
ferramenta mais robusta de diagnóstico através de testes adaptativos computadorizados
dentro da rede social Facebook e para uma forma mais dinâmica de exposição de objetos
educacionais com vistas a favorecer uma experiência mais personalizada de aprendizagem
a seus usuários.
Contudo, algumas etapas para a proposta inicial de trabalho ainda devem ser realizadas:
a) Modelagem mais abrangente do software até o mês março de 2014;
b) Construção e implantação do software até o mês de abril de 2014;
c) Publicação e atualização dos objetos educacionais até a data de realização do
ENADE 2014;
d) Coleta de dados sobre o consumo de objetos educacionais até a data de realização
do ENADE 2014;
e) Levantamento quantitativo e qualitativo junto à professores e alunos dos cursos de
computação até dezembro de 2014;
f) Coleta de dados sobre os resultados de cada aluno participante do exame até
dezembro de 2014;
g) Análise e divulgação dos resultados em dezembro de 2014.
Entre as etapas citadas, apenas a etapa de coleta de dados sobre os resultados de cada aluno
participante do exame pode ser prejudicada em função do calendário de atividades do
INEP que até o início de janeiro de 2014 não havia sido divulgado. Dessa maneira, a
confrontação dos dados de resultado dos alunos e dos levantamentos quantitativos e
qualitativos pode não ser realizada em tempo hábil, causando atraso na divulgação final
dos resultados deste estudo de caso.
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5. Conclusão
A rede social Facebook faz parte do cotidiano de mais de um bilhão de pessoas como uma
forma dinâmica de comunicação e é natural que seu uso se expanda para diferentes áreas
para as quais ela não tenha sido inicialmente criada como é o caso da educação. Assim, a
possibilidade de construção de aplicativos que permitam sua expansão dá aos usuários
desta rede social, preocupados com a educação, os meios para que diversos objetivos
instrucionais possam ser atingidos.
A partir do breve levantamento de trabalhos relacionados realizado na seção 2.1 percebe-se
que a utilização da rede social Facebook para fins educativos em instituições de ensino
superior restringe-se ao uso de como ela é, sem nenhuma funcionalidade específica para tal
fim e sem qualquer aplicação que possa expandir aquelas já existentes, sendo utilizada
basicamente como fórum de discussão e repositório de conteúdo através da ferramenta
“Grupos”, com exceção de apenas uma ocorrência que utiliza um aplicativo integrado para
ajudar a avaliação da interação entre alunos e professores.
Assim, considera-se que o uso de aplicativos integrados à rede social que possam ser
utilizados pelos alunos e que gerem dados estatísticos sobre seu uso e indícios de
conteúdos que precisem ser fortalecidos no período de aprendizagem ou de revisão para
exames e testes venha a preencher uma lacuna claramente existente.
Embora este artigo apresente uma relação recente de trabalhos de pesquisa relacionados
diretamente ao uso da rede social Facebook na educação universitária, tal relação é
obviamente incompleta e seu tema merecedor de um referencial bibliográfico exaustivo.
Este acréscimo tornaria o trabalho mais relevante uma vez que traria um mapeamento do
estado da arte da pesquisa sobre este tema.
6. Referências
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Proposta de software integrado ao Facebook para auxílio na preparação para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE

  • 1. Proposal of an integrated tool to Facebook for assist in preparation the National Examination for Students – ENADE Paulo Rogério Pires Manseira (Centro Universitário Tupy – UNISOCIESC, Santa Catarina, Brasil) – paulo.manseira@sociesc.org.br Mehran Misaghi (Centro Universitário Tupy – UNISOCIESC, Santa Catarina, Brasil) – mehran@sociesc.org.br The social network Facebook is part of the lives of over a billion people and researchers in the field of education have explored its use as a high degree of adhesion occurs, especially among college students. In Brazil these students are periodically submitted to the National Examination for Students – ENADE that as a result presents evidence of the quality of existing teaching at each institution of higher education. Thus, the main objective of this work is to propose an architecture for a system of review of studies based on social network Facebook. For such, it presents concepts of social networks on the internet followed by a list of works that address the use of Facebook in university education and a list of tools offered by social networking to create applications that will expand its functionality. It is noticed that two tools require minimal programming skills, while the others require greater knowledge but also offer greater freedom in building the application and access to Facebook data. A case study is performed and an architecture for a system of review of studies integrated with Facebook's proposal, since no tool of this nature has been found. Keywords: Facebook, ENADE, Integrated software. Proposta de software integrado ao Facebook para auxílio na preparação para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE A rede social Facebook faz parte da vida de mais de um bilhão de pessoas e seu uso tem sido explorado por pesquisadores da área de educação já que um alto grau de adesão ocorre, em especial, entre os estudantes universitários. No Brasil esses estudantes são periodicamente submetidos ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE que, como resultado, apresenta indícios da qualidade de ensino existente em cada instituição de ensino superior. Assim, o objetivo principal deste trabalho é propor uma arquitetura para um sistema de revisão de estudos baseado na rede social Facebook. Para tanto, apresenta-se conceitos de redes sociais na internet seguido de uma relação de trabalhos que abordam o uso do Facebook na educação universitária e uma lista com ferramentas oferecidas pela rede social para a criação de aplicativos que venham a expandir suas funcionalidades. Percebe-se que duas ferramentas requerem mínimo conhecimento em programação, enquanto as demais exigem maior conhecimento mas também oferecem maior liberdade na construção do aplicativo e no acesso aos dados do Facebook. Um estudo de caso é realizado e é proposta uma arquitetura para um sistema de revisão de estudos integrado ao Facebook, uma vez que nenhuma ferramenta desta natureza tenha sido encontrada. Palavras chave: Facebook, ENADE, Software integrado. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3428
  • 2. 1. Introdução A Internet faz parte do cotidiano de bilhões de usuários como canal de compartilhamento de informações em diferentes formatos de mídia e como meio de comunicação. Neste ambiente uma forma de comunicação que desde seu surgimento adquire altos índices de adoção são os sites de redes sociais, do inglês Social Network Sites (SNS), que atualmente ultrapassam com folga a marca de bilhão de usuários, incluindo diferentes regiões do globo, categorias de usuários e inúmeros interesses. Um indício desse alto grau de adoção é apresentado pelo Students’ Online Usage: Global Market Trends Report (VANNOZZI & BRIDGESTOCK, 2013) indicando que 96% dos universitários latino-americanos fazem uso constante de redes sociais na Internet. As redes sociais na Internet são sistemas baseados na web que permitem que pessoas, organizações e instituições interajam entre si para aumentar a quantidade de laços sociais. Dessa forma, esta rede de influência e a sua interação, síncrona ou assíncrona, tem possibilitado novas formas de organização, comunicação e até mobilização social (RECUERO, 2009). Segundo o mesmo relatório, destaca-se o uso do Facebook e YouTube com 96% de adesão cada, Twitter com 83%, LinkedIn com 91% e Pinterest com 74% (VANNOZZI & BRIDGESTOCK, 2013). Em estudos recentes nota-se que a população de estudantes universitários brasileiros é formada por cerca de 6,37 milhões de pessoas distribuídos entre 2365 Instituições de Ensino Superior (IES) (INEP, 2013). Esses estudantes são submetidos periodicamente pelo Ministério da Educação (MEC) ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) que é administrado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Tal exame visa “avaliar o rendimento dos alunos dos cursos de graduação, ingressantes e concluintes, em relação aos conteúdos programáticos dos cursos em que estão matriculados” (MEC, 2013) e mostra-se importante tanto para as IES quanto para os estudantes já que apresentam indícios da qualidade de ensino existente em cada instituição. Considerado os indícios sobre o amplo uso da rede social Facebook e a necessidade de preparação dos estudantes para o ENADE, o problema motivador deste trabalho é: de que forma a rede social Facebook pode ser utilizada como meio para ajudar estudantes de uma IES a se prepararem para o ENADE? Assim, parte-se da hipótese que a disponibilização de um sistema com vídeo aulas, objetos educacionais e exercícios com correção automática, entre outros, orientado ao perfil do curso que o estudante participa, pode ajudar tal estudante em sua preparação para a realização do ENADE. Sendo assim, o objetivo principal deste trabalho é propor uma arquitetura para um sistema de revisão de estudos baseado na rede social Facebook. Nas seções seguintes serão abordados os conceitos de redes sociais na Internet e a proposta da arquitetura do sistema contendo o levantamento dos requisitos e a sua modelagem, encerrando-se com as considerações finais e futuros encaminhamentos relacionados a resultados esperados. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3429
  • 3. 2. Conceitos de Redes Sociais na Internet A gradativa evolução tecnológica da Internet permitiu o surgimento da Web 2.0 com sites que passaram a oferecer meios de interação que até então não eram possíveis. O termo Web 2.0 foi usado pela primeira vez por Dale Dougherty e tornou-se conhecido após a Conferência O'Reilly Media Web 2.0 em 2004 e indica uma mudança de paradigma dos desenvolvedores de software no intuito de criar mecanismos que permitam a colaboração, comunicação e compartilhamento de informações de forma mais criativa em sistemas baseados na web (O'REILLY, 2005; LIU, LIU, BAO, JUC & WANG, 2010). Neste contexto surgem os sites de redes sociais. Os sites de redes sociais oferecem às pessoas, grupos ou instituições três características básicas: (1) construir um perfil público ou semi-público dentro de um sistema limitado, (2) articular uma lista de outros usuários com quem eles compartilham uma conexão, e (3) ver e percorrer a sua lista de conexões e aquelas feitas por outras pessoas dentro do sistema (BOYD & ELLISON, 2007; RECUERO, 2009). As pessoas são atraídas para as redes sociais primeiramente para manter uma conexão social com seus amigos (JOINSON, 2008; SALAWAY, CARUSO & NELSON, 2008; LUCKIN, LOGAN, CLARK, GRABER, OLIVER & MEE, 2008) mas também para troca de informações, comunicação, planejamento de eventos, integração em um novo ambiente de trabalho ou estudo, atividades profissionais e atividades educacionais, entre outros (AGARWAL & MITAL, 2009; MADGE , MEEK, WELLENS & HOOLEY, 2009; SALAWAY, CARUSO & NELSON, 2008; LENHART, PURCELL, SMITH & ZICKUHR, 2010; GREENHOW & ROBELIA, 2009; KABILAN, AHMAD & ABIDIN, 2010). As redes sociais na Internet já possuem uma história de quase duas décadas, sendo que a primeira rede social, reconhecida como tal, uma vez que combinava diversas das características já citadas, foi a SixDegress.com lançada em 1997 (BOYD & ELLISON, 2007). Desde então inúmeros serviços deste tipo surgiram e atualmente, segundo o serviço Alexa que provê estatísticas sobre o acesso a sites da web em todo o mundo, o Facebook é a rede social mais acessada globalmente (ALEXA, 2013) que alcança cerca de 1,15 bilhão de usuários no mundo e 76 milhões apenas no Brasil (REUTERS, 2013). Seus recursos básicos de interação são: a) Mural – espaço na página de perfil onde amigos podem postar mensagens públicas através de textos, imagens, vídeos, links etc.; b) Botão Curtir – recurso que os usuários utilizam para indicar algum tipo interesse em relação aos conteúdos publicados; c) Cutucar – uma forma de chamar a atenção de um amigo na rede social de interpretação livre; d) Status – permite aos usuários postar links, textos, imagens e vídeos, entre outros; e) Eventos – permite a publicação de informações sobre qualquer tipo de evento; f) Chat – troca de mensagens síncronas ou assíncronas entre usuários da rede; g) Grupos – permite a criação de grupos abertos ou fechados para ingresso de membros a partir de qualquer interesse específico. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3430
  • 4. A facilidade de uso dos recursos citados possibilita o uso do Facebook para diversos fins, incluindo para o da educação (AQUINO & BRITO, 2012). 2.1. O Facebook na Educação Universitária Diversas inciativas de uso da rede social Facebook tem sido encontradas na literatura, quer seja como ferramenta de apoio ou até mesmo atribuindo-lhe o papel de um Learning Management System (LMS) que são relacionadas a seguir. Schroeder & Greenbowe (2009) relatam em sua experiência na criação de uma comunidade online para o Laboratório de Química Orgânica da Iowa State University que o Facebook foi um método mais efetivo e eficiente para discussão dos temas da aula, em comparação ao fórum de discussão do WebCT, o LMS oficial da instituição. Sturgeon & Walker (2009) apontam que os alunos têm mais vontade de se comunicar com seus professores se eles já os conhecem pelo Facebook e que isso gera maior envolvimento dos alunos nas atividades acadêmicas em estudo realizado na Lee University. Mazer, Murphy & Simonds (2009) concluem que professores que mantem um perfil rico em informações pessoais recebem maior credibilidade e geram maior motivação para o aprendizado. Piscitelli, Adaime & Binder (2010) organizam um conjunto de artigos com ênfase em características ideológicas e teórico-conceituais que abordam o uso de mídias sociais, em especial, as redes sociais, na educação. Minhoto & Meirinhos (2011) ao realizarem um estudo com alunos do ensino médio constataram que os alunos se envolveram de forma ativa no processo de interação, de partilha e de aprendizagem, embora também tenham encontrado dificuldades em aprofundá-lo. Muñoz & Towner (2011) demonstram diversas possibilidades de integração do Facebook às atividades de ensino e concluem que seu uso pode ser adequado e eficaz em ambiente acadêmico desde que orientações apropriadas sejam estabelecidas e implementadas. Meishar-Tal, Kurtz & Pieterse (2012) em estudo realizado no College for Academic Studies in Or Yehuda demonstraram que a concepção e operação de uma atividade de ensino dentro de um grupo no Facebook produz um processo de aprendizagem muito intenso e colaborativo em função das características inerentes à ferramenta mas também indicam que o instrutor detém grande parte da responsabilidade sobre a dinâmica de aprendizagem. Menon (2012) avalia a ferramenta Grupos do Facebook como mecanismo válido para uso no ensino de habilidades de raciocínio clínico na International Medical University da Malásia. Pellizzari (2012) relata que apenas um terço de cerca dos 400 estudantes matriculados na disciplina de Matemática ofertada para o curso de Economia da Università Ca' Foscari Venezia, estiveram ativamente engajados enquanto os outros demonstraram comportamento mais passivo, sendo possível, contudo, respeitar o ritmo de cada um além de propiciar respostas mais personalizadas para cada questionamento. Por fim, DiVall (2012) percebeu em seu curso sobre Gerenciamento Global de Doenças, ministrado na Northeastern University, que o uso voluntário do Facebook como complemento às aulas foi bem recebido pelos alunos e aumentou substancialmente sua participação ao serem expostos a anúncios do curso, discussões on-line e links externos, sendo que seu uso mais elevado ocorreu perto das semanas de provas. Aquino e Brito (2012) relatam o uso das funcionalidades do Facebook para ajudar na avaliação do aprendizado por meio de uma aplicação integrada à rede social capaz de monitorar a troca 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3431
  • 5. de mensagens entre alunos e professores, através de perguntas e respostas, sendo possível atribuir conceitos a cada interação. Com exceção de apenas um, nos exemplos citados percebe-se que a rede social Facebook foi utilizada basicamente como fórum de discussão e repositório de conteúdo. Embora apenas um trabalho aborde a construção de um aplicativo integrado à rede social, não foi identificado o uso de aplicativos integrados que pudessem ser utilizados pelos alunos e que gerassem, por exemplo, dados estatísticos sobre seu uso e indícios de conteúdos que precisassem ser fortalecidos no período de aprendizagem ou de revisão para exames e testes. 2.2. Construção de Aplicativos para o Facebook Desde o ano de 2007 o Facebook oferece a Facebook Platform, um framework contendo programas de apoio, bibliotecas de código, conjuntos de ferramentas e interfaces de programação de aplicativos (APIs) que permite a criação de aplicações para interagir com as funcionalidades oferecidas pela rede social A criação de aplicativos, portanto, deve seguir os princípios e as políticas da plataforma que basicamente versam sobre a necessidade de criação de aplicações sociais – que permitam interação, compartilhamento, escolha e controle do usuário –, sobre a necessidade de confiança – respeito à privacidade, não iludir, confundir, enganar ou surpreender os usuários – e sobre a responsabilidade quanto ao conteúdo publicado (FACEBOOK DEVELOPERS, 2013). Quanto à hospedagem os aplicativos desenvolvidos para o Facebook podem ser armazenados na própria rede social ou em outro lugar qualquer como um domínio na web ou um dispositivo móvel. Aplicativos hospedados diretamente no Facebook são em essência uma extensão da própria rede e os usuários de tais aplicativos nunca terão de deixá-la para usá-los, enquanto que aplicativos hospedados em outro lugar qualquer acessam as funcionalidades disponibilizadas pela rede social como serviços, como por exemplo a autenticação de usuário, exibição de perfis, feed de notícias, compartilhamento, fotos, mensagens, notificações, pedidos e convites, entre outros (SRIVASTAVA & SINGH, 2011). A construção de aplicativos para uso com o Facebook pode ser realizada nos formatos de Platform Applications, Desktop Applications, Public Profiles e Facebook Connect (MAVER & POPP, 2009): a) Platform Applications – aplicativos deste tipo podem ser a respeito de qualquer coisa e são hospedados fora do Facebook. Neste formato os usuários não precisam fazer nada específico para instalar aplicativos, sendo necessário apenas autorizá-los a acessar suas informações de perfil e realizar atividades em seu nome como publicar algo em sua linha do tempo. Este é o método mais popular de integração com o Facebook. b) Desktop Applications – aplicativos deste tipo são softwares que rodam em diferentes sistemas operacionais ou plug-ins de diversos tipos de ferramentas como navegadores, por exemplo, e requerem privilégios especiais de forma que possam permanecer logados no Facebook em nome de seus usuários. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3432
  • 6. c) Public Profiles – também conhecidas como Facebook Pages ou Facebook Fan Pages é uma forma de empresas, celebridades ou marcas criarem presença no Facebook além do que seria possível fazer com perfis comuns. Perfis deste tipo, além de poderem hospedar aplicativos personalizados, diferem dos perfis de usuários comuns em função de que não há um usuário por trás deles, mas um conjunto de administradores e de não possuírem amigos, mas fãs, sendo que quando um usuário torna-se um fã de um perfil público, ele se inscreve para receber atualizações publicadas naquele perfil. d) Facebook Connect – permite aos desenvolvedores integrar o Facebook em seus próprios sites externos ou dispositivos móveis. Sites e aplicativos móveis que implementam Facebook Connect permitem que um usuário utilize suas credenciais do Facebook para registrar-se e uma vez identificado no sistema, passam a ter acesso aos detalhes desse usuário na rede através de uma API. Tem se tornado uma opção popular pois permite que sites externos ou aplicativos móveis acessem os serviços do Facebook sem ter que estar dentro de sua interface de usuário ou ter qualquer conteúdo próprio hospedado nos servidores do Facebook. Para a construção de aplicativos nos formatos citados existem diversas ferramentas entre as quais destacam-se: Graph API, Social Plugins, Open Graph Protocol, Developer SDKs, FBML, Facebook SDK for JavaScript, FQL e XFBML (FACEBOOK DEVELOPERS, 2013; MAVER & POPP, 2009): a) Graph API – a principal maneira para que os aplicativos possam ler e escrever dados no Facebook. Essa API permite a navegação entre os dados da rede social a partir do conceito de grafos, sendo os perfis e páginas identificados como nós e suas conexões como as arestas, sendo possível recuperar, filtrar, atualizar, excluir e publicar objetos. b) Social Plugins – método mais simples para permitir a integração do Facebook em um site, aplicativo móvel ou produto desktop, permitindo que qualquer pessoa configure facilmente um conjunto de parâmetros em formulários simples, e imediatamente receba um código HTML para ser usado em seu aplicativo. Atualmente conta com um conjunto de 11 plugins. c) Open Graph Protocol – consiste em uma série de meta tags que identificam o que e/ou sobre o que é um site ou uma URL específica. É um padrão criado pelo Facebook baseado no protocolo Resource Description Framework (RDF). Com ele é possível, por exemplo, indicar através de algumas tags no aplicativo que está sendo construído quem é o responsável pelo aplicativo, como entrar em contato, sobre qual assunto o aplicativo trata etc. O uso dessas tags permite que o Facebook encontre o aplicativo e recupere suas informações com maior rapidez e precisão, no momento de uma pesquisa por exemplo. d) Developer SDKs – um conjunto de Kits de Desenvolvimento de Software – conjunto de bibliotecas e softwares – para que que desenvolvedores externos obtenham uma melhor integração com o Facebook. Atualmente são disponibilizados SDKs para iOS, Android, JavaScript, PHP e Unity. Outros SDKs não oficiais para outras linguagens ou plataformas, mantidos por terceiros, podem 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3433
  • 7. ser facilmente encontrados na web através de uma simples pesquisa em mecanismos de busca. e) FBML – acrônimo para Facebook Markup Language, FBML é uma linguagem baseada em tags com base em HTML e fornece muitas das marcações suportadas por essa linguagem além de oferecer um amplo conjunto de interface de usuário do Facebook. A FBML é automaticamente analisada e traduzida em HTML, CSS e código JavaScript pelos servidores do Facebook, quando um pedido de uma página do aplicativo que a contém é recebido. A FBML dá aos desenvolvedores acesso simples a controles que permitem aos aplicativos se comportarem de forma semelhante à rede social como se eles fossem de fato parte do Facebook. Embora tenha sido descontinuada, ainda é suportada pela plataforma. f) Facebook SDK for JavaScript – trata-se de uma versão de JavaScript do Facebook que possui embutida a XFBML. Ele suporta a maioria dos métodos de manipulação baseados no modelo Document Object Model (DOM) com os quais os desenvolvedores estão familiarizados. Contudo, difere do JavaScript em alguns aspectos: sua sintaxe é um pouco diferente, principalmente para proteger o próprio Facebook a partir de códigos JavaScript maliciosos; muitas propriedades DOM utilizadas em JavaScript normais são substituídas por métodos get/set; e alguns manipuladores de eventos amplamente utilizados não estão disponíveis como por exemplo o onLoad(). À medida que evoluiu, passou a oferecer as funcionalidades da FBML. g) FQL – a Facebook Query Language é a linguagem de consulta aos dados do Facebook, muito semelhante à linguagem SQL que permite aos aplicativos consultar diretamente as tabelas de dados internos do Facebook. Nem toda a sintaxe do SQL é suportada, mas formas primitivas como SELECT, WHERE, ORDER BY e LIMIT estão disponíveis. A FQL acessa e retorna os mesmos dados fornecidos por muitas das chamadas de API do Facebook, no entanto, permite que os aplicativos filtrem esses dados antes de serem devolvidos ao cliente, o que potencialmente acelera o carregamento da página e o tempo de resposta. h) XFBML – aplicações baseadas em IFrames e sites externos que usam Facebook Connect não tinham acesso a FBML e, portanto, não acessavam a uma série de controles predefinidos que a linguagem proporciona. A XFBML foi oferecida para resolver este problema embutida na Facebook JavaScript Client Library que evoluiu para o Facebook SDK for JavaScript. Os aplicativos que usam XFBML devem ter suas páginas codificadas usando XHTML estrito e devem carregar o SDK mencionado. Além das ferramentas mencionadas até aqui, existem diversas outras de propriedade do próprio Facebook e outra quantidade de ferramentas de terceiros homologadas pela rede social, bastando para encontrá-las uma visita ao site Facebook Developers (2013) ou uma rápida pesquisa em mecanismos de buscas na web. As ferramentas apresentadas oferecem, cada qual à sua maneira, possibilidades de acesso a todas as funcionalidades descritas no início da seção 2. Assim, a escolha pelo uso de qualquer uma das ferramentas se dá em função da complexidade do aplicativo a ser 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3434
  • 8. construído ou do conhecimento do desenvolvedor, independentemente do tipo escolhido com exceção apenas para o uso da FBML. As ferramentas Graph API e Social Plugins requerem mínimo conhecimento em programação, enquanto as demais ferramentas, embora exijam maior conhecimento em desenvolvimento, oferecem maior liberdade na construção do aplicativo e acesso aos dados do Facebook. Portanto, nota-se que o Facebook Platform é um framework que oferece muitas ferramentas para o desenvolvimento de aplicativos para a rede social Facebook, bastando ao desenvolvedor escolher adequadamente quais ferramentas serão utilizadas de acordo com a natureza do aplicativo a ser desenvolvido. 3. Estudo de Caso O presente estudo de caso teve início em dezembro de 2013 com previsão de encerramento em dezembro de 2014 sendo realizado em uma instituição de ensino superior (IES) do norte do estado de Santa Catarina. A instituição é reconhecida na região por ser uma organização referência em educação oferecendo ensino fundamental, fundamental bilíngue, médio, médio bilíngue, tecnológico, graduação e pós-graduação – especialização e mestrado – com ênfase nas áreas de Engenharia e Tecnologias. A partir de contatos com o setor responsável por administrar o perfil da IES nas redes sociais e com a coordenação dos cursos de computação, cujos alunos serão submetidos ao ENADE no segundo semestre de 2014, foi identificada a possibilidade de uso da rede social Facebook como forma de ajudar os estudantes a prepararem-se para a realização do exame. Incialmente foi realizada uma pesquisa levantamento, utilizando a técnica de levantamento de requisitos proposta pela Engenharia de Software (SOMMERVILLE, 2011, PRESSMAN & LOWE, 2009) através de entrevistas com os interessados, com o intuito de identificar os requisitos do sistema de software a ser projetado e posteriormente construído tendo em vista sua integração com a rede social. Em síntese o sistema proposto pode ser descrito como um software integrado ao Facebook que permita o acesso a diferentes tipos de objetos educacionais – por exemplo, vídeo aulas, apresentações, infográficos, com destaque para exercícios no formato de questão objetiva com correção automática – orientados ao perfil do curso de cada estudante que venha a utilizar o sistema de dentro da rede social. Para garantir melhor entendimento das seções seguintes faz-se necessário descrever brevemente a terminologia utilizada no contexto da aplicação que é proposta neste trabalho. a) Usuários – qualquer aluno utilizador do sistema; b) Usuários administrativos – administradores do sistema ou professores da IES, que são responsáveis por publicar objetos educacionais e coletar dados sobre o uso da aplicação no Facebook; c) Objeto educacional – qualquer elemento digital como vídeo, áudio, imagem, texto, formulário HTML, entre outros, com cunho pedagógico-educacional e que possui um tipo – vídeo, áudio, imagem, infográfico, diagrama, exercício, etc. – e uma categoria – básico, intermediário, avançado; 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3435
  • 9. d) Gerir – identifica uma funcionalidade existente no software que permite cadastrar, atualizar, apagar ou consultar determinado registro do banco de dados. Os requisitos funcionais de um sistema de software qualquer são um conjunto de itens de funcionalidade que o sistema que será projetado e construído deverá oferecer e, portanto, poderão ser consumidos pelos futuros usuários, enquanto que os requisitos não-funcionais são um conjunto de características tecnológicas, de desempenho, de segurança, entre outras, que de alguma forma delimitam as questões operacionais do sistema (SOMMERVILLE, 2011, PRESSMAN & LOWE, 2009). Assim, no quadro 1 é possível visualizar o conjunto de requisitos não-funcionais, identificados com a sigla NF, e requisitos funcionais identificados com a letra F que foram obtidos durante as entrevistas de levantamento. Quadro 1 – Requisitos Não-Funcionais ID Descrição Módulo NF-1 O sistema deve ser particionado nos módulos de “administração” e “consumo” Não se aplica NF-2 O módulo de administração deve funcionar como uma aplicação web normal Administração NF-3 O módulo de consumo deve funcionar como uma aplicação do Facebook Consumo NF-4 O acesso ao módulo de administração deve ser realizado mediante usuário/senha utilizado no sistema ERP da IES em um endereço web no domínio da IES Administração NF-5 O acesso ao módulo de consumo deve ser realizado exclusivamente através do Facebook Consumo NF-6 O conteúdo a ser visualizado no módulo de consumo deve respeitar as orientações de formatação do Facebook Consumo F-1 Gerir perfis de usuários administrativos Administração F-2 Gerir perfis de cursos, disciplinas e conteúdos programáticos Administração F-3 Gerir perfis de estudantes vinculados a cada curso Administração F-4 Gerir objetos educacionais e sua organização em categorias e tipos Administração F-5 Permitir a organização dos objetos educacionais nas formas de hierarquia de dependência e referência cruzada Administração F-6 Permitir a ligação de cada objeto educacional a um ou mais item de conteúdo programático de determinada disciplinas Administração F-7 Exportar dados de consumo dos objetos educacionais no formato Microsoft Excel Administração F-8 Vincular um perfil do Facebook com um perfil de estudante vinculado a um curso durante o primeiro acesso Consumo F-9 Navegar pelos objetos educacionais através de sua hierarquia de dependência, referência cruzada ou de conteúdo programático, considerando o perfil do curso a que o usuário está vinculado Consumo F-10 Pesquisar por objeto educacional Consumo F-11 Consumir (visualizar e/ou interagir com) um objeto educacional Consumo F-12 Armazenar dados sobre cada objeto educacional consumido por cada usuário com os dados de data e hora do consumo, tempo de exposição do item e, no caso de objeto do tipo “exercício”, a resposta informada Consumo Fonte – o autor 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3436
  • 10. Percebe-se que devido à sua simplicidade os requisitos não-funcionais não necessitam de explicações aprofundadas. Contudo, alguns dos requisitos funcionais relacionados diretamente aos objetos educacionais requerem maior atenção. O requisito F-2 indica que ao se cadastrar uma nova disciplina, por exemplo, a mesma deve possuir uma relação de itens atrelados, cada qual referente exclusivamente a um assunto do conteúdo programático daquela disciplina. Isto é importante pois cada item de conteúdo programático deverá ser ligado a um ou mais objetos educacionais conforme o requisito F-6. Os requisitos F-4, F-5 e F-6 proporcionarão a amarração necessária para que a funcionalidade exigida pelo requisito F-9 possa ser realizada. O estudante que acessa a aplicação pelo Facebook poderá escolher vários caminhos para navegar entre os objetos educacionais durante seu uso. Uma possibilidade será a navegação através de uma representação hierárquica de dependência entre os objetos, que é exemplificada através da figura 1. Figura 1 – Representação da navegação através da hierarquia de dependência entre os objetos educacionais Fonte: o autor A segunda maneira será a navegação via referência cruzada, tornada possível pela vinculação de cada objeto educacional com um item de conteúdo programático, permitindo assim “pular” para qualquer outro objeto educacional relacionado ao mesmo assunto, cuja representação é demonstrada através da figura 2. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3437
  • 11. Figura 2 – Representação da navegação por referência cruzada entre objetos educacionais Fonte: o autor Por fim, a terceira possibilidade de navegação entre os objetos educacionais se dará através de listagens dos objetos relacionados ao se escolher determinado conteúdo programático de dada disciplina, conforme demonstrado na figura 3. Figura 3 – Representação da navegação através de conteúdos programáticos Fonte: o autor Nota-se que conceitualmente o sistema de software proposto apresenta-se bastante simples, basicamente sendo composto por dois módulos: o módulo administrativo e o módulo de consumo. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3438
  • 12. O módulo administrativo é responsável por: a) Permitir a gestão de perfis de usuários administrativos, alunos, cursos, disciplinas, conteúdos programáticos, recursos educacionais, categorias e tipos de recursos educacionais; b) Permitir a criação de vínculos entre alunos e cursos, cursos e disciplinas, disciplinas e conteúdos programáticos, conteúdos programáticos e objetos educacionais, e entre objetos educacionais com suas categorias e tipos; c) Permitir a criação de hierarquias de dependência e referências cruzadas entre objetos educacionais; d) Exportar os dados sobre o consumo dos objetos educacionais para futuras análises. Enquanto o módulo de consumo é responsável por: a) Vincular um perfil do Facebook com um perfil de aluno administrado pelo sistema; b) Permitir a navegação pelos objetos educacionais de forma hierárquica, por referência cruzada ou pela estrutura de conteúdo programático; c) Permitir a interação – visualizar uma imagem, assistir um vídeo, ouvir um áudio, realizar download, responder a um exercício - com os objetos educacionais; d) Armazenar dados sobre o consumo de cada objeto educacional por cada usuário para futuras análises. Ambos os módulos são representados no diagrama de componentes da figura 4, onde também é possível visualizar a rede social representada como outro componente do sistema proposto. Figura 4 – Diagrama de componentes do sistema proposto Fonte: o autor O diagrama de casos de uso apresentado na figura 5 demonstra as principais funcionalidades oferecidas pelo sistema e os atores que interagem com cada uma. No diagrama, cada elipse representa um caso de uso, que é uma funcionalidade oferecida pelo sistema, sendo que cada um pode atender um ou mais requisitos funcionais. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3439
  • 13. Figura 5 – Diagrama de casos de uso Fonte: o autor O diagrama apresenta os casos de uso organizados em dois setores que representam cada qual um dos módulos do sistema. Por tratar-se de um diagrama bastante simples e intuitivo maiores explicações sobre ele podem ser dispensadas. Assim, considerando o escopo e a 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3440
  • 14. arquitetura proposta até aqui, apresenta-se na seção seguinte os resultados esperados neste estudo de caso. 4. Resultados Esperados Considerando as limitações inerentes ao estágio inicial em que se encontra esta pesquisa onde se propõe a implementação de um aplicativo de software integrado ao Facebook, capaz de entregar conteúdo educacional em diferentes formatos e realizar exercícios e testes através da rede social, utilizando-a de maneira mais eficaz como um LMS, cuja ênfase será possibilitar a obtenção de dados sobre o material acessado, bem como a obtenção de dados sobre os testes/exercícios a que os alunos se submetem, assim possibilitando através de análises desses dados um diagnóstico sobre sua eficácia. A validação do software se dará através de um estudo de caso e a avaliação dos resultados se dará através de levantamento quantitativo e qualitativo junto à professores e alunos dos cursos de computação da IES já mencionada, envolvidos na execução do ENADE durante o segundo semestre de 2014, e sua posterior confrontação com os resultados do exame a serem publicados, possivelmente, até o final de 2014. Como desdobramentos deste trabalho espera-se que a aplicação possa evoluir para uma ferramenta mais robusta de diagnóstico através de testes adaptativos computadorizados dentro da rede social Facebook e para uma forma mais dinâmica de exposição de objetos educacionais com vistas a favorecer uma experiência mais personalizada de aprendizagem a seus usuários. Contudo, algumas etapas para a proposta inicial de trabalho ainda devem ser realizadas: a) Modelagem mais abrangente do software até o mês março de 2014; b) Construção e implantação do software até o mês de abril de 2014; c) Publicação e atualização dos objetos educacionais até a data de realização do ENADE 2014; d) Coleta de dados sobre o consumo de objetos educacionais até a data de realização do ENADE 2014; e) Levantamento quantitativo e qualitativo junto à professores e alunos dos cursos de computação até dezembro de 2014; f) Coleta de dados sobre os resultados de cada aluno participante do exame até dezembro de 2014; g) Análise e divulgação dos resultados em dezembro de 2014. Entre as etapas citadas, apenas a etapa de coleta de dados sobre os resultados de cada aluno participante do exame pode ser prejudicada em função do calendário de atividades do INEP que até o início de janeiro de 2014 não havia sido divulgado. Dessa maneira, a confrontação dos dados de resultado dos alunos e dos levantamentos quantitativos e qualitativos pode não ser realizada em tempo hábil, causando atraso na divulgação final dos resultados deste estudo de caso. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3441
  • 15. 5. Conclusão A rede social Facebook faz parte do cotidiano de mais de um bilhão de pessoas como uma forma dinâmica de comunicação e é natural que seu uso se expanda para diferentes áreas para as quais ela não tenha sido inicialmente criada como é o caso da educação. Assim, a possibilidade de construção de aplicativos que permitam sua expansão dá aos usuários desta rede social, preocupados com a educação, os meios para que diversos objetivos instrucionais possam ser atingidos. A partir do breve levantamento de trabalhos relacionados realizado na seção 2.1 percebe-se que a utilização da rede social Facebook para fins educativos em instituições de ensino superior restringe-se ao uso de como ela é, sem nenhuma funcionalidade específica para tal fim e sem qualquer aplicação que possa expandir aquelas já existentes, sendo utilizada basicamente como fórum de discussão e repositório de conteúdo através da ferramenta “Grupos”, com exceção de apenas uma ocorrência que utiliza um aplicativo integrado para ajudar a avaliação da interação entre alunos e professores. Assim, considera-se que o uso de aplicativos integrados à rede social que possam ser utilizados pelos alunos e que gerem dados estatísticos sobre seu uso e indícios de conteúdos que precisem ser fortalecidos no período de aprendizagem ou de revisão para exames e testes venha a preencher uma lacuna claramente existente. Embora este artigo apresente uma relação recente de trabalhos de pesquisa relacionados diretamente ao uso da rede social Facebook na educação universitária, tal relação é obviamente incompleta e seu tema merecedor de um referencial bibliográfico exaustivo. Este acréscimo tornaria o trabalho mais relevante uma vez que traria um mapeamento do estado da arte da pesquisa sobre este tema. 6. Referências Agarwal, S., & Mital, M. (2009). An exploratory study of Indian university students' use of social networking web sites: Implications for the workplace. Business Communication Quarterly. Alexa Internet. (2013). Alexa The Web Information Company. Fonte: Alexa: http://www.alexa.com/ Aquino, A., & Brito, A. (2012). Estudo da Viabilidade do Uso do Facebook para Educação. Anais do XX Workshop sobre Educação em Computação. Curitiba: Sociedade Brasileira de Computação. Boyd, D. M., & Ellison, N. B. (2008). Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. Journal of Computer-Mediated Communication, 13, pp. 210-230. DiVall, M. V., & Kirwin, J. L. (2012). Using Facebook to Facilitate Course-Related Discussion Between Students and Faculty Members. American Journal of Pharmaceutical Education, 76. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3442
  • 16. Facebook Developers. (2013). Documentation. Fonte: Facebook Developers: https://developers.facebook.com/docs/ Greenhow, C., & Robelia, B. (2009). Old communication, new literacies: social network sites as social learning resources. Journal of Computer-Mediated Communication, 14, pp. 1130-1161. INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. (2013). Censo da educação superior: 2011 - resumo técnico. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Joinson, A. (2008). Looking at, looking up or keeping up with people? Motives and use of facebook. Proceedings of CHI ‘08 (pp. 1027-1036). Nova York: ACM. Kabilan, M. K., Ahmad, N., & Abidin, M. J. (2010). Facebook: An online environment for learning of English in institutions of higher education? Internet and Higher Education, 13, pp. 179-187. Lenhart, A., Purcell, K., Smith, A., & Zickuhr, K. (2010). Social Media and Young Adults. Washington: Pew Research Center. Liu, X., Liu, H., Bao, Z., Juc, B., & Wang, Z. (2010). A web-based self-testing system with some features of Web 2.0: Design and primary implementation. Computers & Education, 55, pp. 265-275. Luckin, R., Logan, K., Clark, W., Graber, R., Oliver, M., & Mee, A. (2008). Learners' use of Web 2.0 technologies in and out of school in Key Stages 3 and 4. Londres: BECTA. Madge , C., Meek, J., Wellens , J., & Hooley, T. (2009). Facebook, social integration and informal learning at university: ‘It is more for socialising and talking to friends about work than for actually doing work’. Learning, Media and Technology, 34, pp. 141-155. Maver, J., & Popp, C. (2010). Essential Facebook development: build successful applications for the Facebook Platform. Boston: Pearson Education. Mazer, J. P., Murphy, R. E., & Simonds, C. J. (2009). The effects of teacher self-disclosure via Facebook on teacher credibility. Learning, Media and Technology, 34, pp. 175-183. MEC Ministério da Educação. (2013). ENADE. Fonte: Ministério da Educação: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&%20view=article&id=181&Itemi d=313 Meishar-Tal , H., Kurtz, G., & Pieterse, E. (2012). Facebook Groups as LMS: A Case Study. The International Rev iew of Research in Open and Distance Learning, 13, pp. 33- 48. Menon, V. (2012). Using a Facebook Group for interactive clinical learning. IeJSME, 6, pp. 21-23. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3443
  • 17. Minhoto, P., & Meirinhos, M. (2011). As redes sociais na promoção da aprendizagem colaborativa: um estudo no ensino secundário. Educação, Formação & Tecnologias, 4(2), pp. 25-34. Muñoz, C. L., & Towner, T. (2011). Back to the wall: how to use Facebook in the classroom. First Monday, 16(12). O'Reilly, T. (2005). What Is Web 2.0 - Design Patterns and Business Models for the Next Generation of. Fonte: O'Reilly Network: http://oreilly.com/lpt/a/6228 Pellizzari, P. (2012). Facebook as an academic learning platform: A case study in Mathematics. Working Papers of Ca' Foscari University of Venice. Piscitelli, A., Adaime, I., & Binder, I. (2010). El Proyecto Facebook y la posuniversidad: sistemas operativos sociales y entornos abiertos de aprendizaje. Barcelona: Ariel. Pressman, R. S., & Lowe, D. (2009). Engenharia Web. Rio de Janeiro: LTC. Recuero, R. (2009). Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina. Reuters. (14 de Agosto de 2013). Brasil chega a 76 milhões de usuários no Facebook; mais da metade acessa do celular. Folha de S. Paulo. Salaway, G., Caruso, J. B., & Nelson, M. R. (2008). The ECAR Study of Undergraduate Students and Information Technology, 2008. Educause center for applied research. Schroeder, J., & Greenbowe, T. J. (2009). The chemistry of Facebook: using social networking to create an online community for the organic chemistry. Innovate: Journal of Online Education, 5(4). Sommerville, I. (2011). Engenharia de Software. São Paulo: Pearson Education. Srivastava, S., & Singh, A. (2011). Facebook Application Development with Graph API Cookbook. Birmingham: Packt Publishing. Sturgeon, C. M., & Walker, C. (2009). Faculty on Facebook: Confirm or Deny? Proceedings from the14th Annual Instructional Technology Conference, Middle Tennessee State University. Murfreesboro: Middle Tennessee State University. Vannozzi , M., & Bridgestock, L. (2013). Students’ Online Usage: Global Market Trends Report. QS Quacquarelli Symonds. 11th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI May, 28 to 30, 2014 - São Paulo, Brazil 11th CONTECSI Proceedings p.3444