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Cartilha Caminho Suave Letras e Fonemas os sons das letras

Você sabe o que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum? Por favor Leia este post até o final que vou te explicar. Neste post abordarei sobre: Alguns exercícios de consciência fonêmica e citar alguns exemplos de atividades O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum. Métodos Silábicos Cartilhas de alfabetização Infantil- (Cartilha Caminho Suave), porque eu não a uso com meus filhos. Breve resumo sobre os avanços da neurociência e a Importância da relação grafema/fonema nos exercícios de consciência fonológica; Como apresentar os fonemas (sons das letras) para as crianças por meio da dramatização. Quando Surgiram os Métodos Fônicos e Silábicos?

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Cartilha ​Caminho Suave – Letras e           
Fonemas 
 
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Você sabe o que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo                       
Freire de Alfabetização têm em comum? 
Por favor, leia até o final que vou te explicar. 
Nesta postagem abordarei sobre: 
● Alguns exercícios de consciência fonêmica e citarei alguns exemplos de atividades 
● O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum. 
● Métodos Silábicos 
● Cartilhas de alfabetização Infantil – ​Cartilha Caminho Suave – por que eu não a uso com                                 
meus filhos. 
 
1 
 
 
 
 
● Breve resumo sobre os avanços da neurociência e a Importância da relação grafema/fonema                         
nos exercícios de consciência fonológica; 
● Como apresentar os fonemas (​sons das letras​) para as crianças por meio da dramatização. 
Quando Surgiram os Métodos Fônicos e Silábicos? 
De Acordo com Araújo (1995), o ​método fônico foi mencionado na França em 1719, Vallange cria o                                 
denominado método fônico com o material chamado “figuras simbólicas”, como uma reação às                         
críticas ao método de soletração, na Alemanha através de revista pedagógica, em 1803, em 1907 o                               
método fônico é retomado por Montessori. 
O ​método silábico surgiu no século XVIII, com o pedagogo Samuel de Heincke, que defendia que a                                 
aprendizagem partia da sílaba, e não da letra. 
Cabe comentar que tal método baseia-se num princípio válido (embora desconhecido por seus                         
proponentes): o de que a sílaba é a unidade fonológica com maior realidade psicológica, em virtude                               
do fenômeno de coarticulação que torna opacos os limites que contrastam os fonemas entre si. Tal                               
princípio vai de encontro com princípio dos sistemas alfabéticos, cujas unidades são,                       
respectivamente, o grafema e o fonema. (Pereira, 2012) 
Leia mais sobre métodos de alfabetização neste link ​Métodos de Alfabetização. Método Global x                           
Método Fônico 
O que dizem as neurociências? 
Descobertas revolucionárias com novas tecnologias, como a neuroimagem funcional, refutaram os                     
pressupostos construtivistas e levaram à revolução fônica que mudou a alfabetização mundial nos                         
anos 90 (Capovilla, 2006). 
As neurociências, através da Ressonância magnética cerebral, a magnetoencefalografía, técnicas                   
exploradas desde 1968 por David Cohen (1972), conjugada com a eletroencefalografia (estas 2 últimas                           
permitiram acompanhar ​em tempo real as atividades do cérebro durante a leitura), demonstraram                         
empiricamente que existe uma região específica no cérebro capaz de reconhecer uma palavra escrita,                           
analisar a cadeia das letras, descobrir as combinações das letras e, em seguida, associá-las aos sons e                                 
aos sentidos (DEHAENE, 2012). 
Um método eficaz de alfabetização deve pautar nesses achados da neurociência, a partir do                           
rastreamento de como o cérebro humano trabalha durante a leitura. 
Com o uso da ressonância magnética pode-se analisar em tempo real como reage o cérebro do leitor                                 
hábil, muito conhecimento foi adquirido, podendo assim traçar um roteiro e métodos eficazes de                           
alfabetização. 
 
2 
 
 
 
 
Dehaene (2012) verificou em suas pesquisas com pessoas de diferentes idiomas que o aprendizado da                             
leitura acontece a partir da relação grafema/fonema, no português a criança deve aprender primeiro a                             
combinação consoante/vogal (CV), depois as combinações CCV (consoante-consoante-vogal como                 
em “VRA” de palavra). 
Essa composição de formas, do menor para o maior, acontece do lado esquerdo do nosso cérebro –                                 
em qualquer idioma -. Porém, metodologias que seguem o método global, no qual a criança aprende                               
primeiro o sentido da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado. 
Segundo ele este é um processo mais lento, pois a decodificação terá que chegar até o lado esquerdo                                   
do cérebro, é um processo mais demorado por seguir na contramão do funcionamento do cérebro.                             
Para Dehaene esses métodos ensinam o lado errado primeiro. 
A Cartilha 
Cartilha Caminho Suave, por que eu não a uso com meus filhos? 
Muitos me diriam que a Cartilha Caminho Suave já alfabetizou mais de 40 milhões de brasileiros. 
Tudo bem que ela foi muito utilizada até a década de 80, vejo que hoje há uma volta nostálgica as                                       
cartilhas de alfabetização, talvez seja devido ao fracasso dos atuais métodos de alfabetização, o                           
construtivismo e suas derivações ou até mesmo a falta de método. 
O problema da falta de métodos é demonstrado abaixo em um trabalho realizado em Santa Catarina: 
[…] ​o professor precisa ter um método para direcionar seu trabalho. Pelos relatos da professora, ela se                                 
encontrava desnorteada, não sabia por onde começar as atividades em sala de aula, tendo em vista que                                 
era a primeira vez que iria trabalhar com alfabetização, a mesma nos informou que não tinha                               
conhecimento de certos termos como fonologia, fonema, grafema e outros. 
Lembrava-se de tê-los ouvido, mas não sabia exatamente de que forma seriam necessários para seu                             
trabalho e qual sua aplicabilidade. 
Demonstrando assim que seu trabalho em sala de aula não teria um direcionamento metodológico                           
adequado, uma vez que ela não tinha embasamento teórico e nem prático de alguma metodologia                             
específica. 
Acreditamos que isso iria refletir negativamente nos resultados finais da aprendizagem das crianças […]                           
(Mascarello e Pereira, 2013). 
A ​Cartilha Caminho suave e os métodos silábicos foram muito usados até a década de 80, de lá para                                     
cá a ciência tem avançado muito ao pesquisar e analisar como acontece o aprendizado da leitura e da                                   
escrita. 
 
3 
 
 
 
 
O método que o Brasil empregava antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico,                                 
baseado no ensino repetitivo de sílabas (Capovilla, 2006). 
Na Capa da ​Cartilha Caminho Suave pode-se ler “Alfabetização pela Imagem”, aqui me sinto um                             
pouco cético, me faz reportar ao ​método global ou ideovisual, isso me causa certo receio. Além do                                 
emparelhamento de uma palavra com uma imagem. O que poderia ser classificada como sendo um                             
método misto​. 
 
Cartilhas de Alfabetização, porque não usar?Você sabe o que a Cartilha Caminho Suave e o Método                               
Paulo Freire de Alfabetização têm em comum? 
Nota-se um emparelhamento de uma figura com uma palavra e o uso de cartões ou cartas de baralho                                   
com os nomes das figuras o que leva a uma abordagem do método global. 
 
4 
 
 
 
 
 
Nota-se um emparelhamento de uma figura com uma palavra e o uso de cartões ou cartas de baralho                                   
com os nomes das figuras o que leva a uma abordagem do método global. 
  
O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum? 
Na ​Cartilha Caminho Suave e nos métodos silábicos, o ensino da leitura se dá partindo da palavra                                 
para a sílaba – uma abordagem analítica – e sintética, da sílaba para a palavra. Tratando a sílaba                                   
como a menor unidade da fala, usando palavras-chave e decompondo estas palavras em suas famílias                             
silábicas. 
Até aqui tudo bem, a criança precisa adquirir a consciência silábica, porém, a menor unidade da fala                                 
em línguas alfabéticas não é a sílaba e sim o fonema. 
Durante o processo de aprender a ler, o ser humano tem de se adaptar e aprender a converter                                   
imagens em sons; este processo envolve adaptação ao processamento de informação através de uma                           
invenção do ser humano, a escrita. (DEHAENE, 2009; MORAIS, 2013). 
 
5 
 
 
 
 
Entre os métodos silábicos usados na alfabetização também podemos citar o ​Método Paulo Freire de                             
Alfabetização​, usado na alfabetização de adultos, embora também seja usado na alfabetização de                         
crianças com uma “nova roupagem” – método sociolinguístico – socioconstrutivista, etc. Não vou                         
entrar aqui no debate ideológico e político do método Paulo Freire. 
Paulo Freire​, também apresentava aos seus alunos palavras conhecidas do vocabulário dos                       
operários – chamada por ele de palavra geradora – e através destas fazia sua decomposição em                               
sílabas, veja um exemplo na figura abaixo: 
 
palavra geradora 
Exercícios de Consciência fonológica 
O som das Letras 
Torno a reforçar a menor unidade da fala não é a sílaba, mas, o fonema. Sobre os “ sons” dos fonemas                                         
segue abaixo um vídeo feito pelo instituto alfa e beto: 
Você pode até afirmar que este vídeo não tem utilidade para a criança, porém, depois que a criança                                   
aprender esta diferença no início das palavras e que têm palavras que começam com o mesmo som,                                 
 
6 
 

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Cartilha Caminho Suave Letras e Fonemas os sons das letras

  • 1.     BOLETIM INFORMATIVO  metodofonico.com.br  18-24 minutos  Cartilha ​Caminho Suave – Letras e            Fonemas    metodofonico.com.br    Você sabe o que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo                        Freire de Alfabetização têm em comum?  Por favor, leia até o final que vou te explicar.  Nesta postagem abordarei sobre:  ● Alguns exercícios de consciência fonêmica e citarei alguns exemplos de atividades  ● O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum.  ● Métodos Silábicos  ● Cartilhas de alfabetização Infantil – ​Cartilha Caminho Suave – por que eu não a uso com                                  meus filhos.    1   
  • 2.       ● Breve resumo sobre os avanços da neurociência e a Importância da relação grafema/fonema                          nos exercícios de consciência fonológica;  ● Como apresentar os fonemas (​sons das letras​) para as crianças por meio da dramatização.  Quando Surgiram os Métodos Fônicos e Silábicos?  De Acordo com Araújo (1995), o ​método fônico foi mencionado na França em 1719, Vallange cria o                                  denominado método fônico com o material chamado “figuras simbólicas”, como uma reação às                          críticas ao método de soletração, na Alemanha através de revista pedagógica, em 1803, em 1907 o                                método fônico é retomado por Montessori.  O ​método silábico surgiu no século XVIII, com o pedagogo Samuel de Heincke, que defendia que a                                  aprendizagem partia da sílaba, e não da letra.  Cabe comentar que tal método baseia-se num princípio válido (embora desconhecido por seus                          proponentes): o de que a sílaba é a unidade fonológica com maior realidade psicológica, em virtude                                do fenômeno de coarticulação que torna opacos os limites que contrastam os fonemas entre si. Tal                                princípio vai de encontro com princípio dos sistemas alfabéticos, cujas unidades são,                        respectivamente, o grafema e o fonema. (Pereira, 2012)  Leia mais sobre métodos de alfabetização neste link ​Métodos de Alfabetização. Método Global x                            Método Fônico  O que dizem as neurociências?  Descobertas revolucionárias com novas tecnologias, como a neuroimagem funcional, refutaram os                      pressupostos construtivistas e levaram à revolução fônica que mudou a alfabetização mundial nos                          anos 90 (Capovilla, 2006).  As neurociências, através da Ressonância magnética cerebral, a magnetoencefalografía, técnicas                    exploradas desde 1968 por David Cohen (1972), conjugada com a eletroencefalografia (estas 2 últimas                            permitiram acompanhar ​em tempo real as atividades do cérebro durante a leitura), demonstraram                          empiricamente que existe uma região específica no cérebro capaz de reconhecer uma palavra escrita,                            analisar a cadeia das letras, descobrir as combinações das letras e, em seguida, associá-las aos sons e                                  aos sentidos (DEHAENE, 2012).  Um método eficaz de alfabetização deve pautar nesses achados da neurociência, a partir do                            rastreamento de como o cérebro humano trabalha durante a leitura.  Com o uso da ressonância magnética pode-se analisar em tempo real como reage o cérebro do leitor                                  hábil, muito conhecimento foi adquirido, podendo assim traçar um roteiro e métodos eficazes de                            alfabetização.    2   
  • 3.       Dehaene (2012) verificou em suas pesquisas com pessoas de diferentes idiomas que o aprendizado da                              leitura acontece a partir da relação grafema/fonema, no português a criança deve aprender primeiro a                              combinação consoante/vogal (CV), depois as combinações CCV (consoante-consoante-vogal como                  em “VRA” de palavra).  Essa composição de formas, do menor para o maior, acontece do lado esquerdo do nosso cérebro –                                  em qualquer idioma -. Porém, metodologias que seguem o método global, no qual a criança aprende                                primeiro o sentido da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado.  Segundo ele este é um processo mais lento, pois a decodificação terá que chegar até o lado esquerdo                                    do cérebro, é um processo mais demorado por seguir na contramão do funcionamento do cérebro.                              Para Dehaene esses métodos ensinam o lado errado primeiro.  A Cartilha  Cartilha Caminho Suave, por que eu não a uso com meus filhos?  Muitos me diriam que a Cartilha Caminho Suave já alfabetizou mais de 40 milhões de brasileiros.  Tudo bem que ela foi muito utilizada até a década de 80, vejo que hoje há uma volta nostálgica as                                        cartilhas de alfabetização, talvez seja devido ao fracasso dos atuais métodos de alfabetização, o                            construtivismo e suas derivações ou até mesmo a falta de método.  O problema da falta de métodos é demonstrado abaixo em um trabalho realizado em Santa Catarina:  […] ​o professor precisa ter um método para direcionar seu trabalho. Pelos relatos da professora, ela se                                  encontrava desnorteada, não sabia por onde começar as atividades em sala de aula, tendo em vista que                                  era a primeira vez que iria trabalhar com alfabetização, a mesma nos informou que não tinha                                conhecimento de certos termos como fonologia, fonema, grafema e outros.  Lembrava-se de tê-los ouvido, mas não sabia exatamente de que forma seriam necessários para seu                              trabalho e qual sua aplicabilidade.  Demonstrando assim que seu trabalho em sala de aula não teria um direcionamento metodológico                            adequado, uma vez que ela não tinha embasamento teórico e nem prático de alguma metodologia                              específica.  Acreditamos que isso iria refletir negativamente nos resultados finais da aprendizagem das crianças […]                            (Mascarello e Pereira, 2013).  A ​Cartilha Caminho suave e os métodos silábicos foram muito usados até a década de 80, de lá para                                      cá a ciência tem avançado muito ao pesquisar e analisar como acontece o aprendizado da leitura e da                                    escrita.    3   
  • 4.       O método que o Brasil empregava antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico,                                  baseado no ensino repetitivo de sílabas (Capovilla, 2006).  Na Capa da ​Cartilha Caminho Suave pode-se ler “Alfabetização pela Imagem”, aqui me sinto um                              pouco cético, me faz reportar ao ​método global ou ideovisual, isso me causa certo receio. Além do                                  emparelhamento de uma palavra com uma imagem. O que poderia ser classificada como sendo um                              método misto​.    Cartilhas de Alfabetização, porque não usar?Você sabe o que a Cartilha Caminho Suave e o Método                                Paulo Freire de Alfabetização têm em comum?  Nota-se um emparelhamento de uma figura com uma palavra e o uso de cartões ou cartas de baralho                                    com os nomes das figuras o que leva a uma abordagem do método global.    4   
  • 5.         Nota-se um emparelhamento de uma figura com uma palavra e o uso de cartões ou cartas de baralho                                    com os nomes das figuras o que leva a uma abordagem do método global.     O que a Cartilha Caminho Suave e o Método Paulo Freire de Alfabetização têm em comum?  Na ​Cartilha Caminho Suave e nos métodos silábicos, o ensino da leitura se dá partindo da palavra                                  para a sílaba – uma abordagem analítica – e sintética, da sílaba para a palavra. Tratando a sílaba                                    como a menor unidade da fala, usando palavras-chave e decompondo estas palavras em suas famílias                              silábicas.  Até aqui tudo bem, a criança precisa adquirir a consciência silábica, porém, a menor unidade da fala                                  em línguas alfabéticas não é a sílaba e sim o fonema.  Durante o processo de aprender a ler, o ser humano tem de se adaptar e aprender a converter                                    imagens em sons; este processo envolve adaptação ao processamento de informação através de uma                            invenção do ser humano, a escrita. (DEHAENE, 2009; MORAIS, 2013).    5   
  • 6.       Entre os métodos silábicos usados na alfabetização também podemos citar o ​Método Paulo Freire de                              Alfabetização​, usado na alfabetização de adultos, embora também seja usado na alfabetização de                          crianças com uma “nova roupagem” – método sociolinguístico – socioconstrutivista, etc. Não vou                          entrar aqui no debate ideológico e político do método Paulo Freire.  Paulo Freire​, também apresentava aos seus alunos palavras conhecidas do vocabulário dos                        operários – chamada por ele de palavra geradora – e através destas fazia sua decomposição em                                sílabas, veja um exemplo na figura abaixo:    palavra geradora  Exercícios de Consciência fonológica  O som das Letras  Torno a reforçar a menor unidade da fala não é a sílaba, mas, o fonema. Sobre os “ sons” dos fonemas                                          segue abaixo um vídeo feito pelo instituto alfa e beto:  Você pode até afirmar que este vídeo não tem utilidade para a criança, porém, depois que a criança                                    aprender esta diferença no início das palavras e que têm palavras que começam com o mesmo som,                                    6   
  • 7.       pode-se segmentar as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas, para que ela aprenda a manipular                                  os sons da fala de maneira consciente, esta manipulação dos fonemas se tornará algo automático e                                inconsciente.  Seria o mesmo que trabalhar com métodos puramente fonéticos, que não levam em consideração a                              consciência fonológica e os avanços das neurociências.  Não existe a mínima possibilidade de operar com o método fônico, sequer de pensar em alfabetizar,                                trabalhando só com sons isolados, pois o fundamento está em estabelecer a relação entre grafemas e                                fonemas, unidades que têm a função de distinguir significados e estes só existem no seio de palavras.                                  (SCLIAR-CABRAL, 2013)  Um exemplo seria segmentar a palavra MALA – /M/ /A/ /L/ /A/ – pronunciando o fonema e não o nome                                        da letra.  Em toda literatura que pesquisei sobre ​métodos fônicos​, a relação grafofonêmica é explicitada ao                            aluno, seguindo uma sequência definida do mais simples para o mais complexo, sendo assim,                            trabalhando com a criança a consciência de: frases, rimas, palavras, sílabas, fonemas e por fim a                                segmentação da sílaba em fonemas.  Consciência dos fonemas – consciência fonêmica – poderia afirmar que é o coração dos métodos                              fônicos.  Porém um método fônico eficaz não se resume apenas em apresentar às crianças a relação                              grafema/fonema, é bem mais que isso, antes é preciso trabalhar essas relações de maneira mais                              “palpável”, deve-se levar em conta os ​exercícios de consciência​ ​fonológica​, tais como:  ● Aliteração  ● A consciência de palavras e frases;  ● A leitura partilhada;  ● A consciência de rimas  ● A consciência de sílabas;  ● Por fim A consciência fonêmica;  Partindo assim, do mais simples para o mais complexo para depois começar a explicitar a relação                                grafofonêmica.  Agora você me pergunta – Odair a criança precisa aprender esta relação tão abstrata?  Sim, a criança precisa aprender esta relação de maneira explícita.  Torno a afirmar, a criança precisa ser exposta, precisa aprender os fones, mesmo que pareça algo                                incompreensível por não estar explicitado em nossa fala quando pronunciamos palavras. Para nós e                            para as crianças é muito mais fácil perceber as ​sí-la-bas​ como realidade sonora.    7   
  • 8.       O aprendiz de leitor precisa aprender a manipular os fonemas, por este ser a menor unidade da fala                                    em línguas alfabéticas.  Muitos ficariam tentados em ensinar crianças a ler por meio das sílabas ou ​métodos silábicos ​(ex:                                Cartilha Caminho Suave​), como sendo a sílaba a menor unidade da fala.  Atenção!​ Resista a esta tentação – a menor unidade da fala em línguas alfabéticas é o fonema.  Para relembrar, grafemas são as letras ou grupo de letras que correspondem a um fonema.  E que os fonemas correspondem ao conjunto de movimentos articulatórios que são executados                          quando dizemos alguma coisa como /be/, /ba/, /bu/ (MORAIS, 2013, p. 26).  O que é fonema e grafema? Leia mais neste post?    Pode-se afirmar com certeza que leem melhor aqueles que se beneficiam de atividades destinadas a                              fazê-los tomar consciência dos fonemas e conhecer a correspondência entre grafema e fonema.  “Se o Aluno não adquire consciência fonêmica ele pode pensar que as palavras são como desenhos,                                e passar a decorar palavras. Ou ele decora sílabas, e compõem palavras silabando, o que o torna                                  um leitor ineficaz. Somente a tomada de consciência sobre os fonemas permite adquirir o princípio                              alfabético, primeiro passo para uma alfabetização eficaz (OLIVEIRA, 2010, p. 5)”.   As Sílabas e as palavras são unidades discretas muito mais fáceis de pronunciar separadamente uma                              das outras, já os fonemas não pronunciamos separadamente.    8   
  • 9.       Exercícios de consciência Fonêmica  Como teria a crianças sucesso na tarefa de transferência de fonemas se não forem previamente                              treinadas a analisar uma palavra em fonemas e associar fonemas e letras?  A manipulação de fonemas para Morais (2013) são competências que pela sua importância para a                              aprendizagem da leitura e da escrita tem de ser adquirida e ensinada no começo deste processo.  Então, como apresentar os fonemas para as crianças?  Algumas das dicas do Prof. José Morais é apresentar para as crianças palavras que se diferem apenas                                  no seu fonema inicial como em ​Bola, Cola, Mola – pedir para a criança subtrair o ​fonema inicial (o                                      primeiro som) –​ ola​ – e substitua por outro, ​/k/ – ​ola, ​/ f/​-ola  Outro exercício a ser trabalhado posteriormente é a segmentação de uma palavra monossilábica                          (procurar pronunciar na ordem os seus fonemas sucessivos – os seus pequenos sons) e de adição de                                  fonemas poderão, então, serem introduzidos individualmente de maneira mais sistemática, variando                      o fonema crítico e sem a apresentação simultânea de material escrito – apenas oralmente (MORAIS,                              2013, p. 49).  Olhe aqui ​‘fa’ ​e ‘fi’ começam da mesma maneira (​prolongue o fonem​a ​/F/ fffff​) e terminam da                                  mesma maneira? Termina em “a” e “I”, são diferentes. Toma um beliscão de brincadeira, você diz                                “ai”​, ​fai​ também tem ​ai​, mas também tem alguma coisa, ​FFFFF​…​ai​ […] (MORAIS, 2013, p. 51)  Podemos executar este mesmo jogo com outros fonemas como /s/ e os sons de X em “ch”, /V/ /Z/ /N/                                        /J/ que podem ter o som prolongado.  Nas atividades proposta por Oliveira (2010), em seu ​Manual de Consciência Fonêmica​, o fonema                            também é explicitado para as crianças, ele também faz a associação entre som e letra.  Por exemplo, o fonema ​/L:  Fale Primeiro o som ​/L/​ depois ​IMÃO​ — ​/L/ – IMÃO  O referente manual pede que o professor mostre a figura de um livro e diga que a palavra LIVRO                                      começa com o som ​/L/ ​então mostra o cartão com a letra ​L e diz que a letra L representa o som /L/                                               (OLIVEIRA, 2010, p. 48-49).  Ou seja, nos métodos fônicos a relação grafema/fonema deve ser explicitada.  Alfabetização – Método Fônico Capovilla  Alfabetização – Método Fônico Capovilla    9   
  • 10.       Também Capovilla e Seabra (2010), no livro Alfabetização: Método Fônico, nas atividades de                          consciência fonêmica sugere a explicitação da relação grafofonêmica:  […] Agora nós vamos conhecer a letra ​D​ e seu som​ /D/​ […]  […] Escreva a letra D na lousa, dizendo que aquela letra se chama D e tem o som de /D/ dar exemplo                                            de palavras que começam com a letra​ D​ […].  … Agora vamos colorir as figuras que tem o nome começando com o som /D/ […] (CAPOVILA e                                    SEABRA, 2010 p. 250).  Outro exemplo de exercício de consciência fonêmica e exposição aos “sons” da letra:  O Autor toma como exemplo a palavra ​ROSTO​, onde o aluno é convidado a desenhar um retângulo                                  para cada sílaba da palavra, ou seja, 2 retângulos, e dentro do retângulo uma forma geométrica para                                  cada som da sílaba – no primeiro retângulo 3 formas para​ “ROS”  E no segundo retângulo 2 forma geométricas para a silaba “TO”​. Sem escrever as letras embaixo dos                                  retângulos, somente os sons devem ser pronunciados.  Em seguida pede para o aluno apagar uma forma geométrica, neste caso a que representa o ​/R/.                                  Então, o aluno deve dizer como ficou a palavra sem o som de /R/, ficou ​“OSTO” […] (CAPOVILLA E                                      SEABRA, 2010 p. 315).  Em outros manuais de consciência fonológica, os autores também sugerem como atividade a                          correspondência grafema/fonema.  […] falar o nome de cada som da palavra…  T-E-S-O-U-R-A  /T/-/E/-/S/-/O/-/U/-/R/-/A/  […] (ALMEIDA; DUARTE, 2012)  Concluindo,  O uso de cartilhas e ​métodos silábicos​, como a ​Cartilha Caminho Suave​, não é a melhor opção para                                    uma boa alfabetização, na falta de um método, ela só não é melhor que os ​métodos fônicos​.  Nos métodos fônicos as sílabas também são trabalhadas com as crianças com atividades lúdicas e                              divertidas – com o uso de blocos lógicos, batendo palmas para as sílabas, contado sílabas – e                                  exercícios orais de análise e síntese silábica.    10   
  • 11.       Na manipulação dos fonemas e nas atividades de análise e síntese de fonemas, ​os “sons” das letras​,                                  são explicitados para as crianças, em todos os manuais de consciência fonológica que pesquisei.  Em um primeiro momento isto acontece apenas oralmente, usando símbolos, formas geométricas, ou                          mesmo por meio da dramatização dos fonemas. No segundo momento é feito a relação entre o                                código escrito, o nome da letra e seu respectivo fonema.  Para saber mais cadastre-se em nosso site ou nos canais:  Facebook  Youtube     REFERÊNCIAS  ALMEIDA, Elizabete Crepaldi de; DUARTE, Patrícia Moreira. ​Consciência Fonológica: ​Atividades                    Práticas. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 102 p.  ARAUJO, M. C. C. da S. Perspectiva histórica da alfabetização. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa,                              (Caderno 367). 1995.  DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura. Trad. de Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.  ​DEHAENE, Stanislas. ​Stanislas ​Dehaene: ​“A neurociência deve ir para a sala de aula”. 2012. Revista                                Época. Disponível em:      <http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/08/stanislas-dehaene-neurociencia-deve-ir-para- sala-de-aula.html>. Acesso em: 17 fev. 2016.  BRANDÃO, Carlos Rodrigues. ​O QUE É MÉTODO PAULO FREIRE. ​1991. Disponível em:                        <http://www.sitiodarosadosventos.com.br/livro/images/stories/anexos/oque_metodo_paulo_freire.p df>. Acesso em: 15 fev. 2016.  CAPOVILLA, Fernando. ​“Modelo é eficaz para fortalecer o raciocínio”. ​2006. Folha de São Paulo – DA                                SUCURSAL DO RIO. Disponível em: <http://www.ip.usp.br/lance/jornal.html>. Acesso em: 16 fev. 2016.  MASACRELLO, Lidiomar José; PEREIRA, Miriam Maia de Araújo. ​As neurociências e a leitura:                          proposta Scliar de alfabetização . Brasil: Revista ADM.MADE, 2013. 24 p. Disponível                        em:<periodicos.estacio.br/index.php/reeduc/article/viewFile/518/633>. Acesso em: 03 dez. 2015.  MORAIS, José. ​Criar Leitores: ​Para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013. 154 p.    11   
  • 12.       OLIVEIRA, João Batista Araújo e. ​Manual de Consciência Fonêmica: ​Programa alfa e Beto de                            Alfabetização. 10. ed. Brasília: Instituto Alfa e Beto, 2013. 184 p.  SEABRA, Alessandra G.; CAPOVILLA, Fernando C. ​Alfabetização: Método Fônico. ​5. ed. São Paulo:                          Memnon, 2010. 429 p.  SCLIAR-CABRAL, Leonor. A desmistificação do método global. ​Letras de Hoje, ​Porto Alegre, v. 1, n. 48,                                p.6-11, mar. 2013. Disponível em:          <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/download/12142/8875>. Acesso em: 14        fev. 2016.  Para saber mais conheça:  As 7 Etapas da Leitura Precoce  Você descobrirá como alfabetizar por um método eficaz pode ser realmente                      importante e ao mesmo tempo …  Simples!        12