SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 20
Baixar para ler offline
 
Literatura de cordel  é um tipo de  poema  popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis.
Os folhetos são escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com  xilogravuras , o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos.  Os autores, ou  cordelistas , recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola.
Os temas dos poemas de cordel incluem fatos do cotidiano, episódios históricos,  lendas  , temas religiosos, entre muitos outros. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No  Brasil , a literatura de cordel é produção típica do  Nordeste , sobretudo nos estados de  Pernambuco , da  Paraíba , do  Rio Grande do Norte  e do  Ceará . Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como  Rio de Janeiro ,  Minas Gerais  e  São Paulo . O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
Carlos Drummond de Andrade , reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros do século XX, assim definiu, a literatura de cordel: "A poesia de cordel é uma das manifestações  mais puras do espírito inventivo, do senso  de humor e da capacidade crítica do povo  brasileiro, em suas camadas modestas  do interior. O poeta cordelista exprime  com felicidade aquilo que seus companheiros de vida e de classe econômica sentem realmente. A espontaneidade e graça dessas criações fazem com que o leitor urbano, mais sofisticado, lhes dedique interesse, despertando ainda a pesquisa e análise de eruditos universitários. É esta, pois, uma poesia de confraternização social que alcança uma grande área de sensibilidade".
Organização poética dos cordéis Quadra Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros. A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo: A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo: Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá  (2) As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá  (4).
Sextilha É a mais conhecida. Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo: Quem inventou esse "S" Com que se escreve saudade Foi o mesmo que inventou O "F" da falsidade E o mesmo que fez o "I" Da minha infelicidade
Septilha Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por  Zé Limeira , o Poeta do Absurdo. Eu me chamo Zé Limeira Da Paraiba falada Cantando nas escrituras Saudando o pai da coaiada A lua branca alumia Jesus, Jose e Maria Três anjos na farinhada. Napoleão era um Bom capitão de navio Sofria de tosse braba No tempo que era sadio, Foi poeta e demagogo Numa coivara de fogo Morreu tremendo de frio. Na septilha usa-se o estilo de rimar os segundo, quarto e sétimo versos e o quinto com o sexto, podendo deixar livres o primeiro e o terceiro.
Xilogravura  é a técnica de  gravura  na qual se utiliza  madeira  como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo. É uma técnica em que se entalha na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em  tinta , tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em  alto relevo  em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura.
Vinhetas em xilogravura da novela Cordel Encantado
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula 04 variacao linguistica
Aula 04   variacao linguisticaAula 04   variacao linguistica
Aula 04 variacao linguisticaMarcia Simone
 
Oficina de histórias em quadrinhos
Oficina de histórias em quadrinhosOficina de histórias em quadrinhos
Oficina de histórias em quadrinhosAldean
 
6º ano E. F. II - Variação Linguística
6º ano E. F. II - Variação Linguística6º ano E. F. II - Variação Linguística
6º ano E. F. II - Variação LinguísticaAngélica Manenti
 
redação - dissertativa argumentativa
redação - dissertativa argumentativa redação - dissertativa argumentativa
redação - dissertativa argumentativa Luciene Gomes
 
Gêneros Textuais
Gêneros TextuaisGêneros Textuais
Gêneros TextuaisEdna Brito
 
Pré modernismo-slides
Pré modernismo-slidesPré modernismo-slides
Pré modernismo-slidesZenia Ferreira
 
Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)
Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)
Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)jpsales
 
Passos para a redação do enem
Passos para a redação do enemPassos para a redação do enem
Passos para a redação do enemLuciene Gomes
 
Conotacao e denotacao
Conotacao e denotacaoConotacao e denotacao
Conotacao e denotacaobubble13
 
PLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIO
PLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIOPLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIO
PLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIOIFMA
 
O gênero textual entrevista
O gênero textual   entrevistaO gênero textual   entrevista
O gênero textual entrevistaRenally Arruda
 
Gêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuaisGêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuaismarlospg
 
Figuras de linguagem completo
Figuras de linguagem completoFiguras de linguagem completo
Figuras de linguagem completoCDIM Daniel
 

Mais procurados (20)

Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Adjetivos
AdjetivosAdjetivos
Adjetivos
 
Aula 04 variacao linguistica
Aula 04   variacao linguisticaAula 04   variacao linguistica
Aula 04 variacao linguistica
 
Oficina de histórias em quadrinhos
Oficina de histórias em quadrinhosOficina de histórias em quadrinhos
Oficina de histórias em quadrinhos
 
O que é literatura de cordel
O que é literatura de cordelO que é literatura de cordel
O que é literatura de cordel
 
6º ano E. F. II - Variação Linguística
6º ano E. F. II - Variação Linguística6º ano E. F. II - Variação Linguística
6º ano E. F. II - Variação Linguística
 
redação - dissertativa argumentativa
redação - dissertativa argumentativa redação - dissertativa argumentativa
redação - dissertativa argumentativa
 
Gêneros Textuais
Gêneros TextuaisGêneros Textuais
Gêneros Textuais
 
Pré modernismo-slides
Pré modernismo-slidesPré modernismo-slides
Pré modernismo-slides
 
Atividades cordel (1)
Atividades cordel (1)Atividades cordel (1)
Atividades cordel (1)
 
Linguagem verbal e não verbal
Linguagem verbal e não verbalLinguagem verbal e não verbal
Linguagem verbal e não verbal
 
Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)
Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)
Histórias em quadrinhos (conteúdo mais completo)
 
Passos para a redação do enem
Passos para a redação do enemPassos para a redação do enem
Passos para a redação do enem
 
Conotacao e denotacao
Conotacao e denotacaoConotacao e denotacao
Conotacao e denotacao
 
PLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIO
PLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIOPLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIO
PLANO DIDÁTICO ANUAL LITERATURA 1º ANO ENSINO MÉDIO
 
Aula intertextualidade
Aula intertextualidadeAula intertextualidade
Aula intertextualidade
 
O gênero textual entrevista
O gênero textual   entrevistaO gênero textual   entrevista
O gênero textual entrevista
 
Gêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuaisGêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuais
 
Figuras de linguagem completo
Figuras de linguagem completoFiguras de linguagem completo
Figuras de linguagem completo
 
Gênero notícia
Gênero notíciaGênero notícia
Gênero notícia
 

Semelhante a Literatura de cordel

Literaturadecordel lyedja
Literaturadecordel lyedjaLiteraturadecordel lyedja
Literaturadecordel lyedjaLyedja Barros
 
Literatura de Cordel.ppt
Literatura de Cordel.pptLiteratura de Cordel.ppt
Literatura de Cordel.pptGustavo Paz
 
literaturadecordel-120108180748-phpapp01.pdf
literaturadecordel-120108180748-phpapp01.pdfliteraturadecordel-120108180748-phpapp01.pdf
literaturadecordel-120108180748-phpapp01.pdfIsabiliSantos
 
Oficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aula
Oficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aulaOficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aula
Oficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aulajapquimica
 
Literatura de Cordel
Literatura de CordelLiteratura de Cordel
Literatura de CordelLuciano Dias
 
TROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XII
TROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XIITROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XII
TROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XIIpatriciasofiacunha18
 
literatura-romantismo-no-brasil.ppt
literatura-romantismo-no-brasil.pptliteratura-romantismo-no-brasil.ppt
literatura-romantismo-no-brasil.pptkeilaoliveira69
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesiasklauddia
 
cordel - histórico e características.pptx
cordel - histórico e características.pptxcordel - histórico e características.pptx
cordel - histórico e características.pptxCeaspOliveira
 
Aula sobre Parnasianismo
Aula sobre ParnasianismoAula sobre Parnasianismo
Aula sobre ParnasianismoÉrika Lúcia
 
Cordel - a origem nas feiras medievais
Cordel - a origem nas feiras medievaisCordel - a origem nas feiras medievais
Cordel - a origem nas feiras medievaisnextfiocruzbsm
 
Slides - Oficina de Córdeis
Slides - Oficina de CórdeisSlides - Oficina de Córdeis
Slides - Oficina de CórdeisLeonardo Lira
 
Aula 3_Trovadorismo.pptx
Aula 3_Trovadorismo.pptxAula 3_Trovadorismo.pptx
Aula 3_Trovadorismo.pptxPrfª Flávia
 
Trabalho de portugues
Trabalho de portuguesTrabalho de portugues
Trabalho de portugues030577
 
Castro Alves
Castro  AlvesCastro  Alves
Castro Alves030577
 
Tipos de poesias
Tipos de poesiasTipos de poesias
Tipos de poesiasklauddia
 

Semelhante a Literatura de cordel (20)

Literaturadecordel lyedja
Literaturadecordel lyedjaLiteraturadecordel lyedja
Literaturadecordel lyedja
 
Literatura de Cordel.ppt
Literatura de Cordel.pptLiteratura de Cordel.ppt
Literatura de Cordel.ppt
 
literaturadecordel-120108180748-phpapp01.pdf
literaturadecordel-120108180748-phpapp01.pdfliteraturadecordel-120108180748-phpapp01.pdf
literaturadecordel-120108180748-phpapp01.pdf
 
Literatura de cordel
Literatura de cordelLiteratura de cordel
Literatura de cordel
 
Oficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aula
Oficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aulaOficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aula
Oficina interdisciplinarizando com o cordel na sala de aula
 
literatura_trovadorismo.ppt
literatura_trovadorismo.pptliteratura_trovadorismo.ppt
literatura_trovadorismo.ppt
 
literatura_trovadorismo.ppt
literatura_trovadorismo.pptliteratura_trovadorismo.ppt
literatura_trovadorismo.ppt
 
Literatura de Cordel
Literatura de CordelLiteratura de Cordel
Literatura de Cordel
 
TROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XII
TROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XIITROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XII
TROVADORISMO EM PORTUGAL MOVIMENTO LITERÁRIO DO SÉCULO XII
 
Literatura de Cordel
Literatura de CordelLiteratura de Cordel
Literatura de Cordel
 
literatura-romantismo-no-brasil.ppt
literatura-romantismo-no-brasil.pptliteratura-romantismo-no-brasil.ppt
literatura-romantismo-no-brasil.ppt
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesias
 
cordel - histórico e características.pptx
cordel - histórico e características.pptxcordel - histórico e características.pptx
cordel - histórico e características.pptx
 
Aula sobre Parnasianismo
Aula sobre ParnasianismoAula sobre Parnasianismo
Aula sobre Parnasianismo
 
Cordel - a origem nas feiras medievais
Cordel - a origem nas feiras medievaisCordel - a origem nas feiras medievais
Cordel - a origem nas feiras medievais
 
Slides - Oficina de Córdeis
Slides - Oficina de CórdeisSlides - Oficina de Córdeis
Slides - Oficina de Córdeis
 
Aula 3_Trovadorismo.pptx
Aula 3_Trovadorismo.pptxAula 3_Trovadorismo.pptx
Aula 3_Trovadorismo.pptx
 
Trabalho de portugues
Trabalho de portuguesTrabalho de portugues
Trabalho de portugues
 
Castro Alves
Castro  AlvesCastro  Alves
Castro Alves
 
Tipos de poesias
Tipos de poesiasTipos de poesias
Tipos de poesias
 

Mais de Gracita Fraga

Informática 3º ano
Informática 3º anoInformática 3º ano
Informática 3º anoGracita Fraga
 
Informática 2º ano
Informática 2º anoInformática 2º ano
Informática 2º anoGracita Fraga
 
Completar com vogais 1º ano
Completar com vogais 1º anoCompletar com vogais 1º ano
Completar com vogais 1º anoGracita Fraga
 
Oficina de cordel - 6º ano - Escola Municipal Promorar
Oficina de cordel  - 6º ano - Escola Municipal PromorarOficina de cordel  - 6º ano - Escola Municipal Promorar
Oficina de cordel - 6º ano - Escola Municipal PromorarGracita Fraga
 
O mistério de zuambelê
O mistério de zuambelêO mistério de zuambelê
O mistério de zuambelêGracita Fraga
 

Mais de Gracita Fraga (14)

Escrita de palavras
Escrita de palavrasEscrita de palavras
Escrita de palavras
 
Aprendendo a ler
Aprendendo a lerAprendendo a ler
Aprendendo a ler
 
Matemática 2º ano
Matemática 2º anoMatemática 2º ano
Matemática 2º ano
 
Alfabeto e números
Alfabeto e númerosAlfabeto e números
Alfabeto e números
 
Contos de fadas
Contos de fadasContos de fadas
Contos de fadas
 
Matemática 3º ano
Matemática 3º anoMatemática 3º ano
Matemática 3º ano
 
Informática 3º ano
Informática 3º anoInformática 3º ano
Informática 3º ano
 
Informática 2º ano
Informática 2º anoInformática 2º ano
Informática 2º ano
 
Letra inicial
Letra inicialLetra inicial
Letra inicial
 
Completar com vogais 1º ano
Completar com vogais 1º anoCompletar com vogais 1º ano
Completar com vogais 1º ano
 
Oficina de cordel - 6º ano - Escola Municipal Promorar
Oficina de cordel  - 6º ano - Escola Municipal PromorarOficina de cordel  - 6º ano - Escola Municipal Promorar
Oficina de cordel - 6º ano - Escola Municipal Promorar
 
Marcas de amor
Marcas de amorMarcas de amor
Marcas de amor
 
Tempo de paz
Tempo de pazTempo de paz
Tempo de paz
 
O mistério de zuambelê
O mistério de zuambelêO mistério de zuambelê
O mistério de zuambelê
 

Último

Modernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e AméricaModernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e Américawilson778875
 
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. EvoluçãoAs teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. Evoluçãoprofleticiasantosbio
 
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Paula Meyer Piagentini
 
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxPOETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxJMTCS
 
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfO Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfQueleLiberato
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREIVONETETAVARESRAMOS
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaFernanda Ledesma
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbyasminlarissa371
 
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil  2023.ppsxA área de ciências da religião no brasil  2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsxGilbraz Aragão
 
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdfPARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdfceajajacu
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...azulassessoria9
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...azulassessoria9
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...azulassessoria9
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas BrasileirosMary Alvarenga
 

Último (20)

Modernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e AméricaModernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e América
 
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. EvoluçãoAs teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
 
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
 
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
 
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
 
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxPOETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
 
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfO Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
 
MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)
MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)
MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)
 
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil  2023.ppsxA área de ciências da religião no brasil  2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsx
 
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdfPARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
 

Literatura de cordel

  • 1.  
  • 2. Literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis.
  • 3. Os folhetos são escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras , o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas , recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola.
  • 4. Os temas dos poemas de cordel incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
  • 5. No Brasil , a literatura de cordel é produção típica do Nordeste , sobretudo nos estados de Pernambuco , da Paraíba , do Rio Grande do Norte e do Ceará . Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro , Minas Gerais e São Paulo . O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
  • 6. Carlos Drummond de Andrade , reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros do século XX, assim definiu, a literatura de cordel: "A poesia de cordel é uma das manifestações mais puras do espírito inventivo, do senso de humor e da capacidade crítica do povo brasileiro, em suas camadas modestas do interior. O poeta cordelista exprime com felicidade aquilo que seus companheiros de vida e de classe econômica sentem realmente. A espontaneidade e graça dessas criações fazem com que o leitor urbano, mais sofisticado, lhes dedique interesse, despertando ainda a pesquisa e análise de eruditos universitários. É esta, pois, uma poesia de confraternização social que alcança uma grande área de sensibilidade".
  • 7. Organização poética dos cordéis Quadra Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros. A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo: A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo: Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá (2) As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá (4).
  • 8. Sextilha É a mais conhecida. Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo: Quem inventou esse "S" Com que se escreve saudade Foi o mesmo que inventou O "F" da falsidade E o mesmo que fez o "I" Da minha infelicidade
  • 9. Septilha Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por Zé Limeira , o Poeta do Absurdo. Eu me chamo Zé Limeira Da Paraiba falada Cantando nas escrituras Saudando o pai da coaiada A lua branca alumia Jesus, Jose e Maria Três anjos na farinhada. Napoleão era um Bom capitão de navio Sofria de tosse braba No tempo que era sadio, Foi poeta e demagogo Numa coivara de fogo Morreu tremendo de frio. Na septilha usa-se o estilo de rimar os segundo, quarto e sétimo versos e o quinto com o sexto, podendo deixar livres o primeiro e o terceiro.
  • 10. Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo. É uma técnica em que se entalha na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta , tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura.
  • 11. Vinhetas em xilogravura da novela Cordel Encantado
  • 12.  
  • 13.  
  • 14.  
  • 15.  
  • 16.  
  • 17.  
  • 18.  
  • 19.  
  • 20.