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A IMPORTÂNCIA DA MUSICALIZAÇÃO PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE
PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL
PAULA, Mery Helen Feleizari de, meeryhelen@hotmail.com
SCHERER, Cleudet de Assis, (OR), cleudet@yahoo.com
INTRODUÇÃO
O estágio é um componente curricular do Curso de Pedagogia, que insere o acadêmico
nas instituições escolares, a fim de vislumbrar na prática como se dá o processo de ensino
e
aprendizagem. Desta forma, possibilita ao acadêmico conhecer parte da realidade das
escolas e observar, participar, problematizar e questionar a prática vivenciada, utilizando
como base a aprendizagem das várias disciplinas do curso.
Neste texto, apresentamos a proposta e resultados do projeto de Estágio
Supervisionado II intitulado “A importância da musicalização para formação continuada de
professores da Educação Infantil”, desenvolvido com professoras em um Centro de
Educação Infantil do município de Ubiratã. A modalidade de Gestão possui carga horária
de
sessenta horas, sendo doze horas de observação e quarenta e oito de docência.Tivemos
como objetivo estabelecer alguns conceitos sobre a gestão democrática, a história da
Educação Infantil e a musicalização, com base nas considerações vigotskianas sobre o
aprendizado da criança.
FORMAÇÃO CONTINUADA COMO UMA PRÁTICA DE GESTÃO ESCOLAR
Após as observações realizadas no Centro de Educação Infantil campo de estágio,
percebemos a necessidade de trabalhar com a música, ao considerar que os professores
não a utilizam como uma linguagem capaz de contribuir para o desenvolvimento integral
das
crianças, como discutiremos no decorrer deste texto.
No entanto, se faz necessário estabelecermos primeiramente alguns conceitos que
envolvem a educação, assim como a capacitação dos professores. Contudo, antes de
falarmos da formação continuada é essencial que apontemos as relevâncias da formação
inicial dos professores. Uma vez que, a formação inicial é um dos grandes desafios da
educação, bem como da construção da identidade do futuro professor, sendo que a
educação é um processo de humanização que ocorre na sociedade com o intuito de tornar
o
indivíduo participante do processo civilizatório e que, consequentemente cabe ao professor
contribuir para levar este processo adiante.
Deste modo, é importante ressaltar primeiramente alguns aspectos de Gestão, e suas
implicações na capacitação dos professores. De acordo com Libâneo (2001), este estudo
da
escola como uma organização do trabalho envolve toda uma pesquisa em torno da
administração escolar desde os anos 30 do século XX, com os primeiros movimentos dos
pioneiros da escola nova.
Contudo somente na década de 80, com as discussões sobre a reforma curricular dos
cursos de Pedagogia, foi que este componente curricular passou a fazer parte dos cursos
e
se denominou organização do trabalho pedagógico ou organização do trabalho escolar,
tendo um posicionamento critico com relação a organização escolar.
Atualmente o conceito de Gestão que está implícito nas escolas, é o de gestão
democrática. Entende que, a gestão democrática - participativa é um processo político por
meio do qual as pessoas na instituição de ensino discutem, planejam e solucionam
problemas, buscando o desenvolvimento da própria escola. Libâneo (2001), aponta que, a
gestão democrática e participativa deve valorizar a participação da comunidade escolar em
seu processo e a tomada de decisões. Para o autor o trabalho docente é um trabalho
interativo, que possibilita a construção coletiva dos objetivos e do funcionamento da
escola.
O mesmo deve ocorrer por meio do diálogo, da participação e do consenso de todos.
De acordo com Bastos (2001), por meio da gestão democrática é possível estabelecer
um controle da sociedade civil sobre a educação e a escola pública, podendo ser
concretizado por meio das eleições para dirigentes escolares. Outro fator importante nesse
processo são os conselhos escolares que asseguram a liberdade de expressão, de
pensamentos, de criação e de organização coletiva na escola. Enfim, podemos dizer que é
por meio da gestão democrática e do trabalho coletivo, que é possível discutir as
contradições do cotidiano educacional.
Conforme Libâneo (2001), a concepção da gestão democrática-participativa está
pautada na relação entre a direção e a participação de todos os agentes envolvidos com a
comunidade escolar. Uma vez que ambos buscam o mesmo objetivo educacional, ou seja,
o
aprendizado do aluno e o bom funcionamento da escola.
Neste contexto, é possível dizer que:
Atualmente, o modelo democrático-participativo tem sido influenciado por
uma corrente teórica que compreende a organização escolar como cultura.
Esta corrente afirma que a escola não é uma estrutura totalmente objetiva,
mensurável, independente das pessoas, ao contrario, ela depende muito
das experiências subjetivas das pessoas e de suas interações sociais, ou
seja, dos significados que as pessoas dão as coisas enquanto significados
socialmente produzidos e mantidos (LIBÂNEO, 2001, p.99).
Entretanto, esta forma de ver a gestão como sendo democrática não quer dizer que não
exista uma organização e elementos objetivos da escola, como a organização das formas
de poder internas e externas, bem como os próprios objetivos sociais e culturais definidos
pela sociedade e também pelo Estado. Libâneo (2001), ressalta que nesta visão
sóciocrítica
são considerados dois aspectos interligados, primeiro devemos compreender a
organização escolar como uma construção social a partir da experiência subjetiva e
cultural
das pessoas, e por outro lado que esta construção não é um processo livre e voluntário,
mas sim mediatizado pela realidade sociocultural e política, uma vez que estas influências
são marcadas por interesses de alguns grupos sociais.
Para melhor compreendermos este processo de gestão democrática, enfocamos a
formação continuada de professores, já que esta faz parte das práticas da gestão
democrática e participativa na escola. Conforme Libâneo (2001), a formação continuada é
uma das funções da organização escolar que envolve o setor pedagógico e o
administrativo.
O autor ainda afirma que, “a formação continuada é condição para a aprendizagem
permanente e para o desenvolvimento pessoal, cultural e profissional dos professores e
especialistas” (LIBÂNEO, 2001, p.227). Uma vez que, é na escola, ou seja, no cotidiano
das
práticas educacionais que os professores enfrentam, resolvem os problemas, assim
elaboram e modificam, criam e recriam estratégias de trabalho.
De acordo com Vasconcellos (2009), a tarefa do professor é extremamente importante e
complexa, desta forma o mesmo deve estar preparado para exercer sua profissão. De
modo
que considere a prática educacional de maneira dinâmica e aberta, para que o professor
não realize uma atividade mecânica e repetitiva, mas para isto o mesmo deve estar
sempre
se aperfeiçoando para exercer sua prática. Conforme Vasconcellos, “[...] tal qualificação,
portanto, não se dá necessariamente a priori: pode se dar antes (reflexão para a ação),
durante (reflexão na ação) e após a pratica (reflexão sobre a ação e sobre a reflexão para
e
na ação) [...]”(VASCONCELLOS, 2009, p.123).
Ainda conforme este autor, a escola não deve ser vista apenas como um local de
trabalho deve ser também ao mesmo tempo um espaço de formação, por isso é preciso
investir constantemente na formação permanente do professor, para que o mesmo possa
ter
melhor entendimento do processo educacional, bem como das concepções teóricas e
metodológicas de seu trabalho pedagógico.
A prática da gestão democrática deve buscar participação de toda a comunidade
escolar, com vistas ao bom funcionamento escolar e direcionado as melhorias do ensino e
a
capacitação de professores.
MUSICALIZAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA: ALGUMAS REFLEXÕES
Coadunando com esta perspectiva, inicialmente realizamos a pesquisa a partir das
leituras de documentos oficiais do Centro Educacional. Estes documentos possibilitaram
entender como a Instituição está organizada em sua gestão escolar, qual a importância
dada à capacitação de seus profissionais e como concebe a musicalização como recurso
em sala.
Com base nesses apontamentos iniciamos nossa prática com círculos de conversas. No
primeiro encontro procuramos resgatar alguns princípios de gestão democrática, bem
como
a história da educação infantil. Conforme Oliveira (2008), durante muitos séculos os
cuidados e a educação da criança pequena eram vistos como uma tarefa de
responsabilidade da família. Com o passar do tempo as necessidades surgiram por conta
das crianças que eram abandonadas e das mães que trabalhavam e precisavam de um
local para deixar seus filhos. Ocorreram gradativamente arranjos formais, ou seja,
instituições de caráter filantrópico para prestar assistência às crianças de dois ou três
anos.
No entanto, estas instituições se pendiam mais para o caráter religioso do que
educacional,
uma vez que, neste período as instituições tinham o caráter de apenas cuidar e não de
educar.
Durante estas discussões pudemos perceber que apesar do ótimo trabalho que as
professoras desenvolvem neste Centro, ficou claro a falta de conhecimento teórico sobre a
própria história da Educação Infantil. Explicamos ao grupo que se faz necessário estes
conhecimentos para poder compreender melhor a concepção de Educação Infantil,
estabelecida atualmente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN,
9.394/96). Na qual ressalta em seu art. 29, que,
A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em
seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a
ação da família e da comunidade (SAVIANI,1994, p.172).
Uma vez que nesta nova perspectiva educativa, já não se contempla só o cuidar, mas
sim, uma educação que englobe todos os aspectos da vida infantil. Com base nestes
pressupostos, em outro momento realizamos novas reflexões com as professoras da
Educação Infantil, de maneira que enfocamos a importância da musicalização no processo
de ensino, uma vez que a música é percebida como um instrumento de mediação de
grande
importância no desenvolvimento das funções psíquicas, orgânicas e sociais que podem
ser
aprimoradas, por meio do trabalho realizado a partir da zona de desenvolvimento proximal
da criança. Explicamos que segundo Vigotsky, a,
Zona de desenvolvimento proximal, determinada através de problemas que
a criança não pode resolver independentemente, fazendo somente com
assistência? A zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções
que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação,
funções que amadurecerão, mas que estão presentemente em estado
embrionário (VIGOTSKY, 1998, P.113).
Desta forma, procuramos enfocar a importância da mediação do professor no
desenvolvimento da criança, uma vez que, conforme Vigotsky (1998) é por meio da
mediação que a criança sai da zona de desenvolvimento proximal e atinge a zona de
desenvolvimento real, ou seja, aquilo que ela é capaz de fazer sem ajuda.
Com base nestes apontamentos é importante ressaltar que, o ensino da música pode
exercer grandes influências no aprendizado da criança se for bem organizado e planejado.
Por isso também realizamos uma oficina com as professoras, primeiro explicando a
importância da construção de instrumentos feitos com materiais recicláveis e depois como
utilizá-los em sala. Nesta atividade, construímos diversos instrumentos tais como, o
chocalho, pandeiro, reco-reco, bateria, pau-de-chuva, entre outros. Esclarecendo que
estes
instrumentos são mais um recurso para trabalhar com crianças, de forma que nos
possibilite
por meio destes materiais criar um clima favorável para o desenvolvimento de práticas de
musicalização. Após a confecção dos instrumentos sugerimos as professoras, que
aprendêssemos como utilizá-los, para que posteriormente elas pudessem ensinar as suas
crianças. Segundo Jeandot,
A utilização de instrumentos construídos por elas mesmas desperta-lhes o
desejo de explorá-los musicalmente, isto é, de fazer experiências para obter
todas as sonoridades possíveis. O resultado sonoro, o prazer da construção
também desmistificam o prestígio dos instrumentos prontos, muitas vezes
difíceis de adquirir (JEANDOT, 1997, p.30).
Em um outro momento surgiram as discussões em torno da Lei nº 11.769
sancionada em 18 de agosto de 2008, aprovada pelo atual governo, no qual torna o ensino
da música como um componente curricular obrigatório na Educação Infantil e Básica.
Apesar deste questionamento não estar previsto para este momento, foi de grande
contribuição para nossa prática como futuras pedagogas, pois a dúvida destas professoras
é
semelhante há de muitas outras. Contudo, o ensino da música na Educação Infantil, ainda
é
um assunto complexo por conta da formação dos professores que estão atuando nos
Centros e também nas escolas.
Deste modo, de acordo com as considerações acima se faz necessário destacar a
importância da formação continuada de professores. Conforme Arco-Verde (2008), a
capacitação dos profissionais da educação e principalmente os que estão atuando em sala
de aula, bem como dos seus respectivos gestores, ainda é um grande desafio. No entanto,
a
formação continuada é considerada por esta autora a melhor maneira de capacitar e
qualificar os professores da rede e consequentemente melhorarem a qualidade do ensino.
Durante nossas discussões, procuramos evidenciar e articular com as professoras a
importância da estimulação da linguagem na Educação Infantil, as considerações que
Vigotsky (1998), faz sobre a linguagem, uma vez que este autor defende que a fala da
criança é tão importante, quanto à ação que ela exerce para atingir seu objetivo, ou seja,
as
crianças não ficam simplesmente falando o que estão fazendo; a fala e a ação fazem parte
de uma mesma função psicológica que se dirige a solução dos problemas em questão. Há
a
necessidade de estimular a fala da criança sendo que a mesma auxilia no ato de planejar,
solucionar problemas e executar soluções elaboradas por meio de uma atividade visível.
Para este autor a linguagem é um dos fatores extremamente determinante para que a
criança amplie seu conhecimento e suas práticas sociais, sendo que a apropriação do
conhecimento se dá pela fala e a interação com o “outro”. À medida que a criança adquire
mais experiência, consequentemente adquire um número maior de modelos que
representam um esquema cumulativo, que os auxiliará nas previsões de ações futuras.
O momento de maior significado no curso do desenvolvimento intelectual,
que dá origem as formas puramente humanas de inteligência prática e
abstrata, acontece quando a fala e a atividade prática, então em duas linhas
completamente independentes de desenvolvimento, convergem.
(VIGOTSKY, 1998, p. 34).
Conforme aponta Brito (2003), o envolvimento sonoro da criança começa ainda no
ventre materno, já que ela já convive com o ambiente sonoro do corpo da mãe, neste
caso,
é possível dizer que o processo de musicalização das crianças se inicia a partir destes
primeiros contatos com os sons do próprio ambiente em que se encontra. A autora ressalta
também a importância das cantigas de ninar, canções de roda e todo o tipo de jogo
musical.
Segundo explica Brito (2003), os momentos de troca e comunicação sonoro-musical
favorecem o desenvolvimento afetivo cognitivo da criança e a música faz a ponte de sua
relação com o mundo.
Organizamos também uma oficina com as professoras, propondo atividades de
musicalização para serem trabalhadas na Educação Infantil. Apresentamos as
possibilidades de trabalhar com os diversos tipos de sons: os sons do silêncio e do
barulho,
sons da natureza, sons do trânsito, sons do nosso lar, sons dos animais entre outros.
Discutimos, que outras temáticas podem ser abordadas, cabe ao educador pesquisar e
inserir a musicalização como um meio de aprendizagem para ensinar seus conteúdos.
Como podemos perceber segundo Jeandot (1997), na sociedade cada grupo social tem
uma determinada expressão musical, por isso o educador deve conhecer o universo
musical
ao qual a criança está inserida e estimulá-la a descobrir novas formas de expressão por
meio da música.
Ao educador caberá enriquecer seu repertório musical com discos e
materiais para serem explorados, observar o trabalho de cada criança e
planejar atividades que envolvam música de diferentes povos, de diferentes
épocas, de diferentes formas, de diferentes compositores etc. seu trabalho
deverá ser criativo, despertando a motivação da criança imaginando novas
possibilidades de aprendizado. [...] uma aprendizagem voltada apenas para
os aspectos técnicos da música é inútil e até prejudicial, se ela não
despertar o senso musical (JEANDOT, 1997, p. 20-21).
Em outro momento trabalhamos com a oficina sobre a construção de brinquedos, onde
pudemos perceber o interesse das professoras, sendo que foram as mesmas que nos
pediram para realizar esta oficina, pois sentiram esta necessidade, pois não haviam tido
formação ainda com relação à construção de brinquedos. Vigotsky (1998) ressalta sobre a
importância do brinquedo e jogos para as crianças. Para este autor o brinquedo simbólico
da
criança, pode ser compreendido como um sistema muito complexo de fala, ou seja, por
meio
de gestos as crianças se comunicam e dão significados aos objetos ao brincarem.
A segunda esfera de atividades que une os gestos e a linguagem escrita é a dos jogos
das crianças. Para elas, alguns objetos podem de pronto denotar outros, substituindo-os e
tornando-se seus signos; não é importante o grau de similaridade entre a coisa com que
se
brinca e o objeto denotado. O mais importante é a utilização de alguns objetos como
brinquedos e a possibilidade de executar, com ele, um gesto representativo. Essa é chave
para toda a função simbólica do brinquedo das crianças (VIGOTSKY, 1998, p.143).
Segundo este autor, os objetos, ou seja, os brinquedos podem significar um ponto de
aplicação e de significados, uma vez que, estes objetos podem tanto representar e indicar
coisas, como por meio da brincadeira substituir pessoas e lugares por brinquedos. Assim,
conforme explica Vigotsky, o significado do brinquedo surge inicialmente como um
simbolismo de primeira ordem, para que posteriormente possa surgir um significado de
segunda ordem, que é a escrita.
Para o término desta prática de estágio, propusemos as professoras que preparassem
uma aula, partindo das discussões sobre a temática da musicalização, incluindo o
conhecimento adquirido nas oficinas de propostas de atividades musicais e construção de
instrumentos musicais.
A partir dessa atividade pudemos analisar os resultados obtidos no desenvolvimento
deste estágio, pudemos perceber o quanto se faz necessário a gestão escolar. Uma vez
que é função do gestor procurar meios de capacitar seus profissionais e contribuir para
melhoria do ensino na escola, de forma que possibilite aos professores terem novos
instrumentos para trabalhar seus conteúdos e consequentemente proporcionar aos seus
aluno outras formas de aprendizagem.
METODOLOGIA
Para o desenvolvimento desta prática de docência adotamos como método de
abordagem a perspectiva Histórico-Cultural proposta por Vigotski, com base nos princípios
do materialismo dialético que considera o desenvolvimento humano como um processo de
apropriação, pelo homem, já que este é um ser social.
Com base nesta perspectiva podemos afirmar que, o homem se constitui por meio de
suas interações sociais, portanto, é visto como alguém que transforma e é transformado
nas
relações produzidas em determinada cultura.
Desta forma, cumprimos com nosso objetivo de realizar esta prática com base nos
princípios da gestão democrática, por meio de um trabalho direcionado aos professores do
Centro de Educação Infantil, visando sua formação continuada, por intermédio de debates
e
oficinas e confecção de materiais para trabalhar a música em sala de aula, a fim de
mostrar
que é possível utilizar a musicalização como possibilidade de trabalho e destacar a sua
importância para desenvolvimento da criança.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante da situação encontrada no Centro de Educação Infantil campo de estágio, era
normal a insegurança por conta de ser a nossa primeira experiência no trabalho com
professores e também o primeiro contato com a função de Gestor. No início, estávamos
ansiosas para saber como seria a receptividade das professoras com relação ao trabalho
com música, uma vez que a mesma é percebida por muitos professores só como uma
forma
de passar o tempo em sala de aula. Enquanto na verdade, a música é uma linguagem que
contribui para o aprendizado e desenvolvimento da criança.
Porém, no decorrer das oficinas, esta insegurança foi deixando de existir, conforme
fomos encaminhando o trabalho notamos o interesse das professoras por esta prática de
trabalho educativo. Por meio das oficinas as educadoras puderam realmente perceber na
prática como desenvolver os seus conteúdos utilizando a música como um instrumento de
aprendizado.
É necessário ressaltar que antes desta prática de estágio realizada com professoras, os
alunos daquele Centro de Educação Infantil não tinham praticamente nenhum contato com
a
música enquanto linguagem que produz conhecimento. Contudo, após o nosso estágio as
professoras puderam iniciar um trabalho em sala de aula envolvendo a musicalização.
É possível concluir com estas considerações, que a contribuição da gestão democrática
articulada com a musicalização foi de grande importância para o desenvolvimentos das
práticas diárias das professoras do Centro, bem como de grande relevância para nós
como
aprofundamento teórico-prático em nossa formação e também como futuras pedagogas
que
seremos.
REFERÊNCIAS
ARCO-VERDE, Yvelise Freitas de Souza. Formação continuada para intelectuais
orgânicos.
IN: BITTENCOURT Agueda Bernadete, FERREIRA, Naura Syria Carapeto (orgs).
Formação humana e gestão da educação: a arte de pensar ameaçada. São
Paulo:Cortez,
2008.
BASTOS, João Baptista (org). Gestão democrática da educação: as práticas
administrativas compartilhadas. Rio de Janeiro: DP& A: SEPE, 2001.
BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003.
FERREIRA. Naura Syria Carapeto. Formação humana, práxis e gestão do conhecimento.
IN
BITTENCOURT, Agueda Bernadet, FERREIRA, Naura Syria Carapeto. (orgs). Formação
humana e gestão da educação: a arte de pensar ameaçada. São Paulo Cortez, 2008.
http://www.microsoft.com/isapi/redir.dll?prd=ie&ar=windowsmedia- acessado em
30/08/2010.
JEANDOT, Nicole. Explorando o universo da música. São Paulo: Scipione, 1997.
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola. Teoria e prática. Goiânia: ed.
Alternativa, 2001.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos.4. ed. São
Paulo: Cortez, 2008.
SCHERER, Cleudet de Assis. Musicalização e desenvolvimento infantil: um estudo com
crianças de três a cinco anos, 2010, 166f. Dissertação de Mestrado em Educação-
Universidade Estadual de Maringá- UEM, Maringá, 2010.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e
projeto político-pedagógico – elementos metodológicos para a elaboração e realização.
São Paulo: 19º ed. Libertad, 2009.
VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 4. ed. 6º Edição. São Paulo: Martins
Fontes, 1998.

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01 projeto a importância da musicalização para a formação continuada de

  • 1. A IMPORTÂNCIA DA MUSICALIZAÇÃO PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL PAULA, Mery Helen Feleizari de, meeryhelen@hotmail.com SCHERER, Cleudet de Assis, (OR), cleudet@yahoo.com INTRODUÇÃO O estágio é um componente curricular do Curso de Pedagogia, que insere o acadêmico nas instituições escolares, a fim de vislumbrar na prática como se dá o processo de ensino e aprendizagem. Desta forma, possibilita ao acadêmico conhecer parte da realidade das escolas e observar, participar, problematizar e questionar a prática vivenciada, utilizando como base a aprendizagem das várias disciplinas do curso. Neste texto, apresentamos a proposta e resultados do projeto de Estágio Supervisionado II intitulado “A importância da musicalização para formação continuada de professores da Educação Infantil”, desenvolvido com professoras em um Centro de Educação Infantil do município de Ubiratã. A modalidade de Gestão possui carga horária de sessenta horas, sendo doze horas de observação e quarenta e oito de docência.Tivemos como objetivo estabelecer alguns conceitos sobre a gestão democrática, a história da Educação Infantil e a musicalização, com base nas considerações vigotskianas sobre o aprendizado da criança. FORMAÇÃO CONTINUADA COMO UMA PRÁTICA DE GESTÃO ESCOLAR Após as observações realizadas no Centro de Educação Infantil campo de estágio, percebemos a necessidade de trabalhar com a música, ao considerar que os professores não a utilizam como uma linguagem capaz de contribuir para o desenvolvimento integral das crianças, como discutiremos no decorrer deste texto. No entanto, se faz necessário estabelecermos primeiramente alguns conceitos que envolvem a educação, assim como a capacitação dos professores. Contudo, antes de falarmos da formação continuada é essencial que apontemos as relevâncias da formação inicial dos professores. Uma vez que, a formação inicial é um dos grandes desafios da educação, bem como da construção da identidade do futuro professor, sendo que a educação é um processo de humanização que ocorre na sociedade com o intuito de tornar o indivíduo participante do processo civilizatório e que, consequentemente cabe ao professor contribuir para levar este processo adiante. Deste modo, é importante ressaltar primeiramente alguns aspectos de Gestão, e suas implicações na capacitação dos professores. De acordo com Libâneo (2001), este estudo da escola como uma organização do trabalho envolve toda uma pesquisa em torno da administração escolar desde os anos 30 do século XX, com os primeiros movimentos dos pioneiros da escola nova. Contudo somente na década de 80, com as discussões sobre a reforma curricular dos cursos de Pedagogia, foi que este componente curricular passou a fazer parte dos cursos e se denominou organização do trabalho pedagógico ou organização do trabalho escolar, tendo um posicionamento critico com relação a organização escolar. Atualmente o conceito de Gestão que está implícito nas escolas, é o de gestão democrática. Entende que, a gestão democrática - participativa é um processo político por meio do qual as pessoas na instituição de ensino discutem, planejam e solucionam problemas, buscando o desenvolvimento da própria escola. Libâneo (2001), aponta que, a gestão democrática e participativa deve valorizar a participação da comunidade escolar em seu processo e a tomada de decisões. Para o autor o trabalho docente é um trabalho interativo, que possibilita a construção coletiva dos objetivos e do funcionamento da escola. O mesmo deve ocorrer por meio do diálogo, da participação e do consenso de todos. De acordo com Bastos (2001), por meio da gestão democrática é possível estabelecer um controle da sociedade civil sobre a educação e a escola pública, podendo ser
  • 2. concretizado por meio das eleições para dirigentes escolares. Outro fator importante nesse processo são os conselhos escolares que asseguram a liberdade de expressão, de pensamentos, de criação e de organização coletiva na escola. Enfim, podemos dizer que é por meio da gestão democrática e do trabalho coletivo, que é possível discutir as contradições do cotidiano educacional. Conforme Libâneo (2001), a concepção da gestão democrática-participativa está pautada na relação entre a direção e a participação de todos os agentes envolvidos com a comunidade escolar. Uma vez que ambos buscam o mesmo objetivo educacional, ou seja, o aprendizado do aluno e o bom funcionamento da escola. Neste contexto, é possível dizer que: Atualmente, o modelo democrático-participativo tem sido influenciado por uma corrente teórica que compreende a organização escolar como cultura. Esta corrente afirma que a escola não é uma estrutura totalmente objetiva, mensurável, independente das pessoas, ao contrario, ela depende muito das experiências subjetivas das pessoas e de suas interações sociais, ou seja, dos significados que as pessoas dão as coisas enquanto significados socialmente produzidos e mantidos (LIBÂNEO, 2001, p.99). Entretanto, esta forma de ver a gestão como sendo democrática não quer dizer que não exista uma organização e elementos objetivos da escola, como a organização das formas de poder internas e externas, bem como os próprios objetivos sociais e culturais definidos pela sociedade e também pelo Estado. Libâneo (2001), ressalta que nesta visão sóciocrítica são considerados dois aspectos interligados, primeiro devemos compreender a organização escolar como uma construção social a partir da experiência subjetiva e cultural das pessoas, e por outro lado que esta construção não é um processo livre e voluntário, mas sim mediatizado pela realidade sociocultural e política, uma vez que estas influências são marcadas por interesses de alguns grupos sociais. Para melhor compreendermos este processo de gestão democrática, enfocamos a formação continuada de professores, já que esta faz parte das práticas da gestão democrática e participativa na escola. Conforme Libâneo (2001), a formação continuada é uma das funções da organização escolar que envolve o setor pedagógico e o administrativo. O autor ainda afirma que, “a formação continuada é condição para a aprendizagem permanente e para o desenvolvimento pessoal, cultural e profissional dos professores e especialistas” (LIBÂNEO, 2001, p.227). Uma vez que, é na escola, ou seja, no cotidiano das práticas educacionais que os professores enfrentam, resolvem os problemas, assim elaboram e modificam, criam e recriam estratégias de trabalho. De acordo com Vasconcellos (2009), a tarefa do professor é extremamente importante e complexa, desta forma o mesmo deve estar preparado para exercer sua profissão. De modo que considere a prática educacional de maneira dinâmica e aberta, para que o professor não realize uma atividade mecânica e repetitiva, mas para isto o mesmo deve estar sempre se aperfeiçoando para exercer sua prática. Conforme Vasconcellos, “[...] tal qualificação, portanto, não se dá necessariamente a priori: pode se dar antes (reflexão para a ação), durante (reflexão na ação) e após a pratica (reflexão sobre a ação e sobre a reflexão para e na ação) [...]”(VASCONCELLOS, 2009, p.123). Ainda conforme este autor, a escola não deve ser vista apenas como um local de trabalho deve ser também ao mesmo tempo um espaço de formação, por isso é preciso investir constantemente na formação permanente do professor, para que o mesmo possa ter melhor entendimento do processo educacional, bem como das concepções teóricas e metodológicas de seu trabalho pedagógico. A prática da gestão democrática deve buscar participação de toda a comunidade
  • 3. escolar, com vistas ao bom funcionamento escolar e direcionado as melhorias do ensino e a capacitação de professores. MUSICALIZAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA: ALGUMAS REFLEXÕES Coadunando com esta perspectiva, inicialmente realizamos a pesquisa a partir das leituras de documentos oficiais do Centro Educacional. Estes documentos possibilitaram entender como a Instituição está organizada em sua gestão escolar, qual a importância dada à capacitação de seus profissionais e como concebe a musicalização como recurso em sala. Com base nesses apontamentos iniciamos nossa prática com círculos de conversas. No primeiro encontro procuramos resgatar alguns princípios de gestão democrática, bem como a história da educação infantil. Conforme Oliveira (2008), durante muitos séculos os cuidados e a educação da criança pequena eram vistos como uma tarefa de responsabilidade da família. Com o passar do tempo as necessidades surgiram por conta das crianças que eram abandonadas e das mães que trabalhavam e precisavam de um local para deixar seus filhos. Ocorreram gradativamente arranjos formais, ou seja, instituições de caráter filantrópico para prestar assistência às crianças de dois ou três anos. No entanto, estas instituições se pendiam mais para o caráter religioso do que educacional, uma vez que, neste período as instituições tinham o caráter de apenas cuidar e não de educar. Durante estas discussões pudemos perceber que apesar do ótimo trabalho que as professoras desenvolvem neste Centro, ficou claro a falta de conhecimento teórico sobre a própria história da Educação Infantil. Explicamos ao grupo que se faz necessário estes conhecimentos para poder compreender melhor a concepção de Educação Infantil, estabelecida atualmente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN, 9.394/96). Na qual ressalta em seu art. 29, que, A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (SAVIANI,1994, p.172). Uma vez que nesta nova perspectiva educativa, já não se contempla só o cuidar, mas sim, uma educação que englobe todos os aspectos da vida infantil. Com base nestes pressupostos, em outro momento realizamos novas reflexões com as professoras da Educação Infantil, de maneira que enfocamos a importância da musicalização no processo de ensino, uma vez que a música é percebida como um instrumento de mediação de grande importância no desenvolvimento das funções psíquicas, orgânicas e sociais que podem ser aprimoradas, por meio do trabalho realizado a partir da zona de desenvolvimento proximal da criança. Explicamos que segundo Vigotsky, a, Zona de desenvolvimento proximal, determinada através de problemas que a criança não pode resolver independentemente, fazendo somente com assistência? A zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentemente em estado embrionário (VIGOTSKY, 1998, P.113). Desta forma, procuramos enfocar a importância da mediação do professor no desenvolvimento da criança, uma vez que, conforme Vigotsky (1998) é por meio da mediação que a criança sai da zona de desenvolvimento proximal e atinge a zona de desenvolvimento real, ou seja, aquilo que ela é capaz de fazer sem ajuda. Com base nestes apontamentos é importante ressaltar que, o ensino da música pode exercer grandes influências no aprendizado da criança se for bem organizado e planejado. Por isso também realizamos uma oficina com as professoras, primeiro explicando a importância da construção de instrumentos feitos com materiais recicláveis e depois como utilizá-los em sala. Nesta atividade, construímos diversos instrumentos tais como, o
  • 4. chocalho, pandeiro, reco-reco, bateria, pau-de-chuva, entre outros. Esclarecendo que estes instrumentos são mais um recurso para trabalhar com crianças, de forma que nos possibilite por meio destes materiais criar um clima favorável para o desenvolvimento de práticas de musicalização. Após a confecção dos instrumentos sugerimos as professoras, que aprendêssemos como utilizá-los, para que posteriormente elas pudessem ensinar as suas crianças. Segundo Jeandot, A utilização de instrumentos construídos por elas mesmas desperta-lhes o desejo de explorá-los musicalmente, isto é, de fazer experiências para obter todas as sonoridades possíveis. O resultado sonoro, o prazer da construção também desmistificam o prestígio dos instrumentos prontos, muitas vezes difíceis de adquirir (JEANDOT, 1997, p.30). Em um outro momento surgiram as discussões em torno da Lei nº 11.769 sancionada em 18 de agosto de 2008, aprovada pelo atual governo, no qual torna o ensino da música como um componente curricular obrigatório na Educação Infantil e Básica. Apesar deste questionamento não estar previsto para este momento, foi de grande contribuição para nossa prática como futuras pedagogas, pois a dúvida destas professoras é semelhante há de muitas outras. Contudo, o ensino da música na Educação Infantil, ainda é um assunto complexo por conta da formação dos professores que estão atuando nos Centros e também nas escolas. Deste modo, de acordo com as considerações acima se faz necessário destacar a importância da formação continuada de professores. Conforme Arco-Verde (2008), a capacitação dos profissionais da educação e principalmente os que estão atuando em sala de aula, bem como dos seus respectivos gestores, ainda é um grande desafio. No entanto, a formação continuada é considerada por esta autora a melhor maneira de capacitar e qualificar os professores da rede e consequentemente melhorarem a qualidade do ensino. Durante nossas discussões, procuramos evidenciar e articular com as professoras a importância da estimulação da linguagem na Educação Infantil, as considerações que Vigotsky (1998), faz sobre a linguagem, uma vez que este autor defende que a fala da criança é tão importante, quanto à ação que ela exerce para atingir seu objetivo, ou seja, as crianças não ficam simplesmente falando o que estão fazendo; a fala e a ação fazem parte de uma mesma função psicológica que se dirige a solução dos problemas em questão. Há a necessidade de estimular a fala da criança sendo que a mesma auxilia no ato de planejar, solucionar problemas e executar soluções elaboradas por meio de uma atividade visível. Para este autor a linguagem é um dos fatores extremamente determinante para que a criança amplie seu conhecimento e suas práticas sociais, sendo que a apropriação do conhecimento se dá pela fala e a interação com o “outro”. À medida que a criança adquire mais experiência, consequentemente adquire um número maior de modelos que representam um esquema cumulativo, que os auxiliará nas previsões de ações futuras. O momento de maior significado no curso do desenvolvimento intelectual, que dá origem as formas puramente humanas de inteligência prática e abstrata, acontece quando a fala e a atividade prática, então em duas linhas completamente independentes de desenvolvimento, convergem. (VIGOTSKY, 1998, p. 34). Conforme aponta Brito (2003), o envolvimento sonoro da criança começa ainda no ventre materno, já que ela já convive com o ambiente sonoro do corpo da mãe, neste caso, é possível dizer que o processo de musicalização das crianças se inicia a partir destes primeiros contatos com os sons do próprio ambiente em que se encontra. A autora ressalta também a importância das cantigas de ninar, canções de roda e todo o tipo de jogo musical. Segundo explica Brito (2003), os momentos de troca e comunicação sonoro-musical
  • 5. favorecem o desenvolvimento afetivo cognitivo da criança e a música faz a ponte de sua relação com o mundo. Organizamos também uma oficina com as professoras, propondo atividades de musicalização para serem trabalhadas na Educação Infantil. Apresentamos as possibilidades de trabalhar com os diversos tipos de sons: os sons do silêncio e do barulho, sons da natureza, sons do trânsito, sons do nosso lar, sons dos animais entre outros. Discutimos, que outras temáticas podem ser abordadas, cabe ao educador pesquisar e inserir a musicalização como um meio de aprendizagem para ensinar seus conteúdos. Como podemos perceber segundo Jeandot (1997), na sociedade cada grupo social tem uma determinada expressão musical, por isso o educador deve conhecer o universo musical ao qual a criança está inserida e estimulá-la a descobrir novas formas de expressão por meio da música. Ao educador caberá enriquecer seu repertório musical com discos e materiais para serem explorados, observar o trabalho de cada criança e planejar atividades que envolvam música de diferentes povos, de diferentes épocas, de diferentes formas, de diferentes compositores etc. seu trabalho deverá ser criativo, despertando a motivação da criança imaginando novas possibilidades de aprendizado. [...] uma aprendizagem voltada apenas para os aspectos técnicos da música é inútil e até prejudicial, se ela não despertar o senso musical (JEANDOT, 1997, p. 20-21). Em outro momento trabalhamos com a oficina sobre a construção de brinquedos, onde pudemos perceber o interesse das professoras, sendo que foram as mesmas que nos pediram para realizar esta oficina, pois sentiram esta necessidade, pois não haviam tido formação ainda com relação à construção de brinquedos. Vigotsky (1998) ressalta sobre a importância do brinquedo e jogos para as crianças. Para este autor o brinquedo simbólico da criança, pode ser compreendido como um sistema muito complexo de fala, ou seja, por meio de gestos as crianças se comunicam e dão significados aos objetos ao brincarem. A segunda esfera de atividades que une os gestos e a linguagem escrita é a dos jogos das crianças. Para elas, alguns objetos podem de pronto denotar outros, substituindo-os e tornando-se seus signos; não é importante o grau de similaridade entre a coisa com que se brinca e o objeto denotado. O mais importante é a utilização de alguns objetos como brinquedos e a possibilidade de executar, com ele, um gesto representativo. Essa é chave para toda a função simbólica do brinquedo das crianças (VIGOTSKY, 1998, p.143). Segundo este autor, os objetos, ou seja, os brinquedos podem significar um ponto de aplicação e de significados, uma vez que, estes objetos podem tanto representar e indicar coisas, como por meio da brincadeira substituir pessoas e lugares por brinquedos. Assim, conforme explica Vigotsky, o significado do brinquedo surge inicialmente como um simbolismo de primeira ordem, para que posteriormente possa surgir um significado de segunda ordem, que é a escrita. Para o término desta prática de estágio, propusemos as professoras que preparassem uma aula, partindo das discussões sobre a temática da musicalização, incluindo o conhecimento adquirido nas oficinas de propostas de atividades musicais e construção de instrumentos musicais. A partir dessa atividade pudemos analisar os resultados obtidos no desenvolvimento deste estágio, pudemos perceber o quanto se faz necessário a gestão escolar. Uma vez que é função do gestor procurar meios de capacitar seus profissionais e contribuir para melhoria do ensino na escola, de forma que possibilite aos professores terem novos instrumentos para trabalhar seus conteúdos e consequentemente proporcionar aos seus aluno outras formas de aprendizagem. METODOLOGIA Para o desenvolvimento desta prática de docência adotamos como método de abordagem a perspectiva Histórico-Cultural proposta por Vigotski, com base nos princípios do materialismo dialético que considera o desenvolvimento humano como um processo de
  • 6. apropriação, pelo homem, já que este é um ser social. Com base nesta perspectiva podemos afirmar que, o homem se constitui por meio de suas interações sociais, portanto, é visto como alguém que transforma e é transformado nas relações produzidas em determinada cultura. Desta forma, cumprimos com nosso objetivo de realizar esta prática com base nos princípios da gestão democrática, por meio de um trabalho direcionado aos professores do Centro de Educação Infantil, visando sua formação continuada, por intermédio de debates e oficinas e confecção de materiais para trabalhar a música em sala de aula, a fim de mostrar que é possível utilizar a musicalização como possibilidade de trabalho e destacar a sua importância para desenvolvimento da criança. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante da situação encontrada no Centro de Educação Infantil campo de estágio, era normal a insegurança por conta de ser a nossa primeira experiência no trabalho com professores e também o primeiro contato com a função de Gestor. No início, estávamos ansiosas para saber como seria a receptividade das professoras com relação ao trabalho com música, uma vez que a mesma é percebida por muitos professores só como uma forma de passar o tempo em sala de aula. Enquanto na verdade, a música é uma linguagem que contribui para o aprendizado e desenvolvimento da criança. Porém, no decorrer das oficinas, esta insegurança foi deixando de existir, conforme fomos encaminhando o trabalho notamos o interesse das professoras por esta prática de trabalho educativo. Por meio das oficinas as educadoras puderam realmente perceber na prática como desenvolver os seus conteúdos utilizando a música como um instrumento de aprendizado. É necessário ressaltar que antes desta prática de estágio realizada com professoras, os alunos daquele Centro de Educação Infantil não tinham praticamente nenhum contato com a música enquanto linguagem que produz conhecimento. Contudo, após o nosso estágio as professoras puderam iniciar um trabalho em sala de aula envolvendo a musicalização. É possível concluir com estas considerações, que a contribuição da gestão democrática articulada com a musicalização foi de grande importância para o desenvolvimentos das práticas diárias das professoras do Centro, bem como de grande relevância para nós como aprofundamento teórico-prático em nossa formação e também como futuras pedagogas que seremos. REFERÊNCIAS ARCO-VERDE, Yvelise Freitas de Souza. Formação continuada para intelectuais orgânicos. IN: BITTENCOURT Agueda Bernadete, FERREIRA, Naura Syria Carapeto (orgs). Formação humana e gestão da educação: a arte de pensar ameaçada. São Paulo:Cortez, 2008. BASTOS, João Baptista (org). Gestão democrática da educação: as práticas administrativas compartilhadas. Rio de Janeiro: DP& A: SEPE, 2001. BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003. FERREIRA. Naura Syria Carapeto. Formação humana, práxis e gestão do conhecimento. IN BITTENCOURT, Agueda Bernadet, FERREIRA, Naura Syria Carapeto. (orgs). Formação humana e gestão da educação: a arte de pensar ameaçada. São Paulo Cortez, 2008. http://www.microsoft.com/isapi/redir.dll?prd=ie&ar=windowsmedia- acessado em 30/08/2010. JEANDOT, Nicole. Explorando o universo da música. São Paulo: Scipione, 1997. LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola. Teoria e prática. Goiânia: ed.
  • 7. Alternativa, 2001. OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos.4. ed. São Paulo: Cortez, 2008. SCHERER, Cleudet de Assis. Musicalização e desenvolvimento infantil: um estudo com crianças de três a cinco anos, 2010, 166f. Dissertação de Mestrado em Educação- Universidade Estadual de Maringá- UEM, Maringá, 2010. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico – elementos metodológicos para a elaboração e realização. São Paulo: 19º ed. Libertad, 2009. VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 4. ed. 6º Edição. São Paulo: Martins Fontes, 1998.