Psicologia do desenvolvimento velhice

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Psicologia do desenvolvimento velhice

  1. 1. PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Velhice: Sabedoria de uma Vida MAURA FERREIRA – 903460 TURMA 6
  2. 2. Falsas concepções <ul><li>A nossa sociedade tende a depreciar e até a marginalizar a velhice, isto porque, ainda, existe um estigma negativo que circunda a velhice, vejamos: </li></ul><ul><li>- Estádio da vida desgastante e cansativa; </li></ul><ul><li>- Fase de deterioração e regressiva; </li></ul><ul><li>- Falta de capacidades físicas, cognitivas e emocionais; </li></ul><ul><li>- Já não servem para ajudar ou trabalhar; </li></ul><ul><li>- Apenas dão trabalho e despesa aos mais novos (filhos, netos, etc); </li></ul><ul><li>- Podiam partir, pois já cá não estão a fazer nada; </li></ul><ul><li>Contudo, </li></ul>
  3. 3. Nós é que somos de memória curta… <ul><li>esquecemo-nos que os velhos já foram crianças, adolescentes e adultos, que contribuíram, para sermos quem somos hoje. </li></ul><ul><li>Sem a geração anterior, nós, pura e simplesmente, não existíamos, pois a vida humana é um ciclo, em constante movimento, basta falhar um eixo para não haver geração seguinte. </li></ul>
  4. 4. Envelhecer = Viver <ul><li>Assim, </li></ul><ul><li>a sociedade não pode aceitar estas ideias do senso comum face á velhice, é certo que esta última etapa da vida, traz transformações e alterações, para a vida do ser humana, mas afinal de contas, desde que nascemos que a nossa vida é feita de desenvolvimentos e modificações, esta é, apenas a última. </li></ul><ul><li>Quem não se lembra do trauma do primeiro dente a cair, da primeira borbulha, a excitação do primeiro dia de trabalho, a alegria do nascimento de um filho, então porque ao olhar ao espelho nos sentimos tão confusos e admirados com a primeira ruga ou cabelo branco, sem saber como reagir! </li></ul>
  5. 5. Viver = Envelhecer <ul><li>Então se passamos a vida a envelhecer, e se o aceitamos como fazendo parte do ciclo, porque é que, quando se chega à ultima etapa, não aceitamos a velhice? </li></ul><ul><li>Há que inverter este pensamento, para tanto há que começar por explicar, afinal o porquê da velhice. </li></ul>
  6. 6. Significado de velhice <ul><li>O envelhecimento é algo comum e indeclinável. </li></ul><ul><li>Está geneticamente escrito e é influenciado por factores ambientais e hereditários, contudo as modificações e o desenvolvimento físico e cognitivo não ocorrem de forma igual e segmentada em todas as pessoas, uma vez que depende do estilo de vida que a pessoa leve. </li></ul>
  7. 7. Principais alterações <ul><li>Físicas : </li></ul><ul><li>Aparência física; órgãos dos sentidos e internos; músculos, ossos e mobilidade; </li></ul><ul><li>Cognitivas : </li></ul><ul><li>- Perda de memória e aparecimento de doenças de foro psíquico, pensamentos e receio perante a morte; </li></ul><ul><li>Psicossociais : </li></ul><ul><li>Perda do sentido e vontade de viver, falecimento de amigos e familiares (viuvez), sentimento de solidão e desorientação, reforma e isolamento social; </li></ul>
  8. 8. Crescimento pessoal durante a velhice <ul><li>O envelhecimento e o inegável destino final do idoso, pode constituir uma etapa importante no seu crescimento pessoal, uma vez que lhe possibilita o encontro com diferentes aspectos de si próprio, a solução de antigos conflitos, a redefinição de prioridades e o surgimento de um novo sentido para a sua vida. </li></ul><ul><li>É por isso que a sociedade não pode aceitar a velhice como algo negativo ou indesejável, mas como uma nova etapa de descoberta de si e do mundo, em que é possível ser-se activo. </li></ul>
  9. 9. Papel da sociedade <ul><li>A sociedade deve através de instituições próprias promover e desenvolver junto dos idosos a atribuição novos papéis e relacionamentos sociais, de forma a facilitar a sua gradual adaptação a esta nova etapa da sua vida. </li></ul><ul><li>É possível ser-se feliz e activo na velhice, o que urge é a mudança e abertura das mentalidades. </li></ul>
  10. 10. V e l h i c e <ul><li>“ Aquele que envelhece e que segue atentamente esse processo poderá observar como, apesar de as forças falharem e as potencialidades deixarem de ser as que eram, a vida pode, até bastante tarde, ano após ano e até ao fim, ainda ser capaz de aumentar e multiplicar a interminável rede das suas relações e interdependências e como, desde que a memória se mantenha desperta, nada daquilo que é transitório e já se passou se perde.” </li></ul><ul><li>Hermann Hesse, in 'Elogio da Velhice' </li></ul>

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