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Das evocaçõesDas evocações
Introdução
Da antiguidade até cristianismo
primitivo (100 d.C).
“Há 4 mil anos, o sumo sacerdote de Amon, a
mais importante autoridade a serviço do faraó
Mentuhotep II do Egito, estava preocupado com
uma influência espiritual que o afligia. Mas ele
estava determinado a, quando chegasse à noite
em sua casa, resolver essa questão. Para os
egípcios, os mortos podiam interferir em suas
vidas.
Depois de dar as ordens aos servos e cuidar de
sua higiene, subiu ao terraço de sua luxuosa
residência e estendeu suas mãos para o céu
estrelado fazendo uma evocação, pedindo auxílio
dos Espíritos protetores: 'Invoco os deuses do
céu, os deuses da Terra, os do Sul, os do Norte,
os do Ocidente, os do Oriente, os deuses do outro
mundo'; então fez a eles um pedido: 'Fazei com
que venha até mim o Espírito'. O Espírito veio, e
lhe disse: 'Eu sou aquele que vem para dormir em
seu túmulo'. ==>
O sumo sacerdote de Amon pediu que o Espírito
se identificasse para que pudesse oferecer um
sacrifício no nome dele, trazendo-lhe, assim, a
paz. O Espírito respondeu: 'Meu nome é Niutbuse-
mekh, meu pai é Ankhmen e minha mãe é
Taemchas'. O sumo sacerdote então afirmou:
'Diz-me o que desejas e farei com que isso se
cumpra para ti. Não se preocupe, pois vou ajudá-
lo. Meu coração ficará agitado como o Nilo... Não
vou te abandonar, se fosse essa minha intenção
não teria me ocupado com este assunto'. O
Espírito respondeu firme: 'Chega de palavras'.
[…]
==>
O Espírito conta então, sua história: 'Quando eu
estava vivo sobre a terra, era o chefe do tesouro
do faraó e também oficial do exército. Quando
morri, meu soberano mandou preparar minha
tumba, os quatro vasos de embalsamento e o
meu sarcófago de alabastro. Mas o tempo passou,
o túmulo caiu, o vento e a areia arruinaram tudo.
Em outras épocas, por quatro vezes já me
evocaram e prometeram uma nova sepultura. Mas
até agora nada. Como posso acreditar em novas
promessas? Somente com conversas não atingirei
meu objetivo'.
==>
O sumo sacerdote mandou três homens atraves-
sarem o rio Nilo até a região funerária de Tebas.
Escolheram um bom lugar e, além de uma nova
tumba, o sumo sacerdote mandou que dez servos
se dedicassem a fazer oferendas diárias de água e
trigo ao espírito. Depois de todo esse trabalho, o
sumo sacerdote ficou cheio de alegria por ter
atendido aos desejos do Espírito”. (FIGUEIREDO, Paulo
Henrique, 2007, p. 32-33).
ARAÚJO, Luís Manuel. Mitos e lendas do antigo Egipto. Lisboa,
Portugal: Livros e Livros, 2005, p. 195-198)
1Samuel 28,1.3-20
“Ora, naqueles dias os filisteus concentraram as
tropas para a guerra, […] Então Saul ordenou aos
seus servos: 'Procurai-me uma mulher entendida
em evocar os mortos, pois quero ir a ela e consul-
tá-la'. Os seus homens lhe responderam: 'Olha,
há uma mulher assim em Endor' […] Chegaram à
casa da mulher de noite. Então ele disse: 'Por
favor, adivinha para mim por meio da necro-
mancia e evoca-me aquele que eu te disser!' […]
Então a mulher perguntou: 'A quem devo evocar?'
E ele respondeu: 'Evoca-me a Samuel'. […] a
mulher avistou Samuel, […] O rei lhe replicou:
'[…] Vamos, o que estás vendo?' A mulher
respondeu: 'Estou vendo um espírito subindo das
profundezas da terra'. […] 'É um homem velho
que está subindo, envolto num manto'.
==>
Então Saul reconheceu que era realmente Samuel
e caiu com o rosto por terra, prostrando-se para
ele. Samuel, porém, disse a Saul: 'Por que
perturbas o meu repouso, evocando-me?' Saul
respondeu: 'Vejo-me numa situação desesperada:
é que os filisteus me fazem guerra […] Por isso te
chamei, para me indicares o que devo fazer'.
Samuel replicou: '[…] O Senhor cumpriu o que
tinha falado por meu intermédio. O Senhor
arrancou da tua mão a realeza e a deu ao teu
companheiro Davi. […] e amanhã tu e teus filhos
estareis comigo. O Senhor entregará nas mãos
dos filisteus também o exército de Israel'. Ao
ouvir isto, Saul […] estava profundamente apavo-
rado com as palavras de Samuel”.
O texto bíblico do qual tomam que é
proibido a evocação dos mortos:
“Quando entrares na terra que o Senhor
teu Deus te der, não aprenderás a fazer
conforme as abominações daqueles povos.
Não se achará entre ti quem faça passar
pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem
adivinhador, nem prognosticador, nem
agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador,
nem necromante, nem mágico, nem quem
consulte os mortos; pois todo aquele que
faz tal cousa é abominação ao Senhor; e
por tais abominações o Senhor teu Deus os
lança de diante de ti. Perfeito serás para
com o Senhor teu Deus”. (Dt 18,9-13).
Das evocações
“Porque estas nações, que hás de possuir,
ouvem os prognosticadores e os adivinha-
dores; porém a ti o Senhor teu Deus não
permitiu tal cousa”. (Dt 18,14).
“O homem ou mulher que pratica a necro-
mancia ou adivinhação, é réu de morte.
Será apedrejado, e o seu sangue cairá
sobre ele". (Lv 20,27).
Jó 8,8-10: “Consulte as gerações passadas
e observe a experiência de nossos antepas-
sados. Nós nascemos ontem e não sabemos
nada. Nossos dias são como sombra no
chão. Os nossos antepassados, no entanto,
vão instruí-lo e falar a você com palavras
tiradas da experiência deles”.
Do cristianismo primitivo até os
fenômenos de Hydesville (1848)
Transfiguração: “Seis dias depois, Jesus
tomou consigo Pedro, os irmãos Tiago e
João, e os levou a um lugar à parte, sobre
uma alta montanha. E se transfigurou dian-
te deles: o seu rosto brilhou como o sol, e
as suas roupas ficaram brancas como a luz.
Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, con-
versando com Jesus. […] uma nuvem
luminosa os cobriu com sua sombra, e da
nuvem saiu uma voz que dizia: 'Este é o
meu Filho amado, que muito me agrada.
Escutem o que ele diz'. […] Ao descerem da
monta-nha, Jesus ordenou-lhes: 'Não
contem a ninguém essa visão, até que o
Filho do Homem tenha ressuscitado dos
mortos'". (Mt 17,1-9).
João Evangelista alerta sobre o cuidado que
se deve ter ao se realizar o intercâmbio
entre os dois planos da vida:
“Não creiais em todos os espíritos, mas
provai se os espíritos são de Deus”. (1Jo
4,1).
Paulo, em carta aos coríntios (1Cor 12,1.4-11),
esclarece:
“Sobre os dons do Espírito, irmãos, não quero
que vocês fiquem na ignorância”. Existem dons
diferentes, mas o Espírito é o mesmo; […] mas
é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito
para a utilidade de todos. A um, o Espírito dá a
palavra de sabedoria; a outro, a palavra de
ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o
mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda, o único e
mesmo Espírito concede o dom das curas; a
outro, o poder de fazer milagres; a outro, a pro-
fecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a
outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda,
o dom de as interpretar. Mas é o único e mesmo
Espírito quem realiza tudo isso, distribuindo os
seus dons a cada um, conforme ele quer”.
Avançemos no tempo...
Em meados do século XIX, mais precisamen-
te no mês de março de 1848, aconteceram,
no pequeno povoado de Hydesville, nos Esta-
dos Unidos da América do Norte, os primeiros
fenômenos espíritas dos tempos modernos,
os quais passaram a ser considerados como
sendo o marco inicial da Doutrina Espírita.
Hydesville era um pequeno povoado típico do
Estado de New York e, quando da ocorrência
desses fenômenos, contava com um pequeno
número de casas de madeira, do tipo mais
simples.
==>
Numa dessas cabanas, habitava a família de
John D. Fox, de religião metodista, compos-
ta dos pais e vários filhos, dentre outros
Margareth, de quatorze anos, Kate de onze
anos, além de Leah, que residia noutra
cidade.
A família Fox passou a morar nessa casa no
dia 11 de dezembro de 1847. Algum tempo
após essa mudança, seus ocupantes come-
çaram a ouvir arranhões, ruídos insólitos e
pancadas, vibradas no forro da sala, no
assoalho, nas paredes e nos móveis, os
quais passaram a constituir verdadeira
preocupação para aquela humilde família.
==>
Na noite de 31 de março de 1848,
descobriu-se um meio de entrar em contato
com a entidade espiritual que produzia os
fenômenos. A filha menor do casal, Kate,
disse, batendo palmas: “Sr. Pé Rachado,
faça o que eu faço.” De forma imediata,
repetiram-se as palmadas. Quando ela
parou, o som também parou em seguida.
Em face daquela resposta, Margareth,
então, disse, brincando: “Agora faça exata-
mente como eu. Conte um, dois, três,
quatro, e bateu palmas”. O que ela havia
solicitado foi repetido com incrível exatidão.
Hydesville em diante
Em 1854, através de um amigo chamado
Fortier, o professor Denisard ouve falar,
pela primeira vez, sobre os fenômenos das
mesas girantes. O desenvolvimento da
Codificação Espírita basicamente teve início
na residência da família Baudin, no ano de
1855. Na casa havia duas moças que eram
médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline
Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente.
Através da "cesta-pião", um mecanismo
parecido com as mesas girantes, Kardec
fazia perguntas aos Espíritos desencarna-
dos, que as respondiam por meio da escrita
mediúnica.
==>
À medida que as perguntas do professor
iam sendo respondidas, ele percebia que ali
se desenhava o corpo de uma doutrina e se
preparou para publicar o que mais tarde se
transformou na primeira obra da Codifica-
ção Espírita.
[…] Das consultas feitas aos Espíritos
nasceu O Livro dos Espíritos, lançado em 18
de abril de 1857, descortinando para o
mundo todo um horizonte de possibilidades
no campo do conhecimento.
TCI – Transcomunicação Instrumental
“A primeira gravação de vozes do além,
deve-se ao russo Friedrich Jürgenson. O fato
aconteceu em sua residência de campo em
Molnbo – perto de Estocolmo, Suécia – no
dia 12 de junho de 1959, vejamos a informa-
ção:
[…] encontrando-se nas cercanias de Estocol-
mo, onde fazia gravações dos cantos dos
pássaros para um novo filme, ficou surpreso
ao encontrar, na fita de seu gravador, em
meio ao trinar das aves, um solo de trompe-
te que terminava em fanfarra. Ele pensou,
inicialmente, que lhe houvessem vendido,
como nova, uma fita mal apagada.
==>
Ou que seu aparelho podia, excepcional-
mente, captar ondas de rádio. Nova tenta-
tiva, nova surpresa: uma voz, em norue-
guês, aconselhava-o a gravar o som dos
pássaros noturnos na Noruega. Ele acredita
ter ouvido até o som de um alcaravão.
Um mês mais tarde, quando preparava um
programa de rádio sobre a grande Anastá-
sia, as vozes falaram-lhe da Rússia, e
chamaram-no por seu nome. As vozes
manifestaram-se em alemão, em italiano,
e, no meio delas, acreditou ter reconhecido
a voz de sua mãe, falecida quatro anos
antes. (BRUNE e CHAUVIN, p. 50).
Evocar ou não os espíritos?
Os Espíritos se manifestam espontanea-
mente ou mediante evocação.
(KARDEC, A. O Livro dos Espíritos, p. 26).
“269. Os Espíritos podem comunicar-se
espontaneamente, ou acudir ao nosso
chamado, isto é, vir por evocação. Pensam
algumas pessoas que todos devem abster-
se de evocar tal ou tal Espírito e ser preferí-
vel que se espere aquele que queira comu-
nicar-se. Fundam-se em que, chamando
determinado Espírito, não podemos ter a
certeza de ser ele quem se apresente, ao
passo que aquele que vem espontanea-
mente, de seu moto próprio, melhor prova
a sua identidade, pois que manifesta assim
o desejo que tem de se entreter conosco.
==>
Em nossa opinião, isso é um erro: primeira-
mente, porque há sempre em torno de nós
Espíritos, as mais das vezes de condição
inferior, que outra coisa não querem senão
comunicar-se; em segundo lugar e mesmo
por esta última razão, não chamar a ne-
nhum em particular é abrir a porta a todos
os que queiram entrar. Numa assembleia,
não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre
a toda a gente e sabe-se o que daí resulta.
==>
A chamada direta de determinado Espírito
constitui um laço entre ele e nós; chama-
mo-lo pelo nosso desejo e opomos assim
uma espécie de barreira aos intrusos. Sem
uma chamada direta, um Espírito nenhum
motivo terá muitas vezes para vir confabu-
lar conosco, a menos que seja o nosso
Espírito familiar.
Cada uma destas duas maneiras de operar
tem suas vantagens e nenhuma desvanta-
gem haveria, senão na exclusão absoluta
de uma delas. As comunicações espontâ-
neas inconveniente nenhum apresentam,
quando se está senhor dos Espíritos e certo
de não deixar que os maus tomem a dian-
teira. ==>
Então, é quase sempre bom aguardar a boa
vontade dos que se disponham a comuni-
car-se, porque nenhum constrangimento
sofre o pensamento deles e dessa maneira
se podem obter coisas admiráveis; entre-
tanto, pode suceder que o Espírito por
quem se chama não esteja disposto a falar,
ou não seja capaz de fazê-lo no sentido
desejado, pela escrita, quer por certos
hábitos que lhes são peculiares. O exame
escrupuloso, que temos aconselhado, é,
aliás, uma garantia contra as comunicações
más. ==>
Nas reuniões regulares, naquelas, sobretu-
do, em que se faz um trabalho continuado,
há sempre Espíritos habituais que a elas
comparecem, sem que sejam chamados,
por estarem prevenidos, em virtude mesmo
da regularidade das sessões. Tomam,
então, frequentemente a palavra, de modo
espontâneo, para tratar de um assunto
qualquer, desenvolver uma proposição ou
prescrever o que se deva fazer, caso em
que são facilmente reconhecíveis, quer pela
forma da linguagem, que é sempre idênti-
ca, quer pela escrita, quer por certos hábi-
tos que lhes são peculiares”. (LM, Cap. XXV).
“270. Quando se deseja comunicar com deter-
minado Espírito, é de toda necessidade evocá-
lo. Se ele pode vir, a resposta é geralmente:
Sim, ou Estou aqui, ou, ainda: Que quereis de
mim? As vezes, entra diretamente em maté-
ria, respondendo de antemão às perguntas
que se lhe queria dirigir.
Quando um Espírito é evocado pela primeira
vez, convém designá-lo com alguma precisão.
Nas perguntas que se lhe façam, devem
evitar-se as fórmulas secas e imperativas, que
constituiriam para ele um motivo de afasta-
mento. As fórmulas devem ser afetuosas, ou
respeitosas, conforme o Espírito, e, em todos
os casos, cumpre que o evocador lhe dê prova
da sua benevolência”. (LM, Cap. XXV).
“Não somos dos que aconselham a evocação
direta e pessoal, em caso algum.
Se essa evocação é passível de êxito, sua
exequibilidade somente pode ser examinada
no plano espiritual. Daí a necessidade de ser-
mos espontâneos, porquanto, no complexo
dos fenômenos espiríticos, a solução de muitas
incógnitas espera o avanço moral dos apren-
dizes sinceros da Doutrina. O estudioso bem
intencionado, portanto, deve pedir sem exigir,
orar sem reclamar, observar sem pressa, con-
siderando que a esfera espiritual lhe conhece
os méritos e retribuirá os seus esforços de
acordo com a necessidade de sua posição evo-
lutiva e segundo o merecimento do seu cora-
ção.” (Emmanuel, O Consolador, q. 369).
Espíritos que podem ser
evocados
“274. Todos os Espíritos, qualquer que seja
o grau em que se encontrem na escala
espiritual, podem ser evocados: assim os
bons, como os maus, tanto os que deixa-
ram a vida de pouco, como os que viveram
nas épocas mais remotas, os que foram
homens ilustres, como os mais obscuros, os
nossos parentes e amigos, como os que nos
são indiferentes. Isto, porém, não quer
dizer que eles sempre queiram ou possam
responder ao nosso chamado.
==>
Independente da própria vontade, ou da
permissão, que lhes pode ser recusada por
uma potência superior, é possível se achem
impedidos de o fazer, por motivos que nem
sempre nos é dado conhecer. Queremos
dizer que não há impedimento absoluto que
se oponha às comunicações, salvo o que
dentro em pouco diremos. Os obstáculos
capazes de impedir que um Espírito se
manifeste são quase sempre individuais e
derivam das circunstâncias”. (LM, Cap. XXV).
“277. Em resumo, do que acabamos de
dizer resulta: que a faculdade de evocar
todo e qualquer Espírito não implica para
este a obrigação de estar à nossa dispo-
sição; que ele pode vir em certa ocasião e
não vir noutra, com um médium, ou um
evocador que lhe agrade e não com outro;
dizer o que quer, sem poder ser constran-
gido a dizer o que não queira; ir-se quando
lhe aprouver; enfim, que por causas depen-
dentes ou não da sua vontade, depois de se
haver mostrado assíduo durante algum
tempo, pode de repente deixar de vir.
==>
Por todos estes motivos é que, quando se
deseja chamar um Espírito que ainda não
se apresentou, é necessário perguntar ao
seu guia protetor se a evocação é possível;
caso não o seja, ele geralmente dá as
razões e então é inútil insistir”. (LM, Cap. XXV).
“278. Uma questão importante se apresenta
aqui, a de saber se há ou não inconveniente
em evocar maus Espíritos. Isto depende do
fim que se tenha em vista e do ascendente
que se possa exercer sobre eles. O
inconveniente e nulo, quando são chamados
com um fim sério, qual o de os instruir e
melhorar; é, ao contrário, muito grande,
quando chamados por mera curiosidade ou
por divertimento, ou, ainda, quando quem
os chama se põe na dependência deles,
pedindo-lhes um serviço qualquer. […]”. (LM,
Cap. XXV).
Linguagem de que se deve
usar com os Espíritos
“280. O grau de superioridade ou inferiori-
dade dos Espíritos indica naturalmente em
que tom convém se lhes fale. É evidente
que, quanto mais elevados eles sejam,
tanto mais direito têm ao nosso respeito, às
nossas atenções e à nossa submissão. Não
lhes devemos demonstrar menos deferência
do que lhes demonstraríamos, embora por
outros motivos, se estivessem vivos. Na
Terra, levaríamos em consideração a cate-
goria e a posição social deles; no mundo
dos Espíritos, o nosso respeito tem que ser
motivado pela superioridade moral de que
desfrutam.
==>
A própria elevação que possuem os coloca
acima das puerilidades das nossas fórmulas
bajulatórias. Não é com palavras que se
lhes pode captar a benevolência, mas pela
sinceridade dos sentimentos. Seria, pois,
ridículo estarmos a dar-lhes os títulos que
os nossos usos consagram, para distinção
das categorias, e que porventura lhes
lisonjeariam a vaidade, quando vivos. Se
são realmente superiores, não somente
nenhuma importância dão a esses títulos,
como até lhes desagrada que os empregue-
mos. Um bom pensamento lhes é mais
agradável do que os mais elogiosos epíte-
tos; se assim não fosse, eles não estariam
acima da Humanidade”. (LM, Cap. XXV).
“Quanto aos Espíritos inferiores, o caráter
que revelam nos traça a linguagem de que
devemos usar para com eles. Há os que,
embora inofensivos e até delicados, são
levianos, ignorantes, estouvados. Dar-lhes
tratamento igual ao que dispensamos aos
Espíritos sérios, como o fazem certas
pessoas, o mesmo fora que nos inclinarmos
diante de um colegial, ou diante de um
asno que trouxesse barrete de doutor. O
tom de familiaridade não seria descabido
entre eles, que por isso não se formalizam;
ao contrário, acolhem-no de muito boa
vontade. ==>
Entre os Espíritos inferiores, muitos há que
são infelizes. Quaisquer que sejam as faltas
que estejam expiando, seus sofrimentos
constituem títulos tanto maiores à nossa
comiseração, quanto é certo que ninguém
pode lisonjear-se de lhe não caberem estas
palavras do Cristo: "Atire a primeira pedra
aquele que estiver sem pecado." A benigni-
dade que lhe testemunhemos representa
para eles um alivio. Em falta de simpatia,
precisam encontrar em nós a indulgência
que desejaríamos tivessem conosco. ==>
Comiseração: sentimento de piedade pela infelicidade de
outrem; compaixão, miseração (Houaiss).
Os Espíritos que revelam a sua inferioridade
pelo cinismo da linguagem, pelas mentiras,
pela baixeza dos sentimentos, pela perfídia
dos conselhos, são, indubitavelmente, menos
dignos do nosso interesse, do que aqueles
cujas palavras atestam o seu arrependimen-
to; mas, pelo menos, devemo-lhes a piedade
que nos inspiram os maiores criminosos e o
meio de os reconduzirmos ao silêncio consis-
te em nos mostrarmos superiores a eles, que
não confiam senão nas pessoas de quem
julgam nada terem que temer, porquanto os
Espíritos perversos sentem que os homens
de bem, como os Espíritos elevados, são
seus superiores”. (LM, Cap. XXV).
Utilidade das evocações
particulares
“281. As comunicações que se obtêm dos
Espíritos muito elevados, ou dos que ani-
maram grandes personagens da antiguida-
de, são preciosas, pelos altos ensinamentos
que encerram. Esses Espíritos conquistaram
um grau de perfeição que lhes permite
abranger muito mais extenso campo de
ideias, penetrar mistérios que escapam ao
alcance vulgar da Humanidade e, por
conseguinte, iniciar-nos melhor do que
outros em certas coisas.
==>
Não se segue daí sejam inúteis as comuni-
cações dos Espíritos de ordem menos
elevada. Delas muita instrução colhe o
observador. Para se conhecerem os costu-
mes de um povo, mister se faz estudá-lo
em todos os graus da escala. Mal o conhece
quem não o tenha visto senão por uma
face. A história de um povo não é a dos
seus reis, nem a das suas sumidades so-
ciais; para julgá-lo, é preciso vê-lo na vida
íntima, nos hábitos particulares.
==>
[…] Aprendendo, pelo que eles [Espíritos
mais burgueses] nos dizem, em que se
tornaram, o que pensam e o que experi-
mentam os homens de todas as condições
e de todos os caracteres, assim os de bem
como os viciosos, os grandes e os peque-
nos, os ditosos e os desgraçados do século,
numa palavra: os que viveram entre nós,
os que vimos e conhecemos, os de quem
sabemos a vida real, as virtudes e os erros,
bem lhes compreendemos as alegrias e os
sofrimentos, a umas e outros nos associa-
mos e destes e daquelas tiramos um ensi-
namento moral, tanto mais proveitoso,
quanto mais estreitas forem as nossas rela-
ções com eles. ==>
Mais facilmente nos pomos no lugar daquele
que foi nosso igual, do que no de outro que
apenas divisamos através da miragem de
uma glória celestial. Os Espíritos vulgares
nos mostram a aplicação prática das gran-
des e sublimes verdades, cuja teoria os
Espíritos superiores nos ministram. Aliás, no
estudo de uma ciência, nada é inútil.
Newton achou a lei das forças do Universo,
no mais simples dos fenômenos.
==>
A evocação dos Espíritos vulgares tem,
além disso, a vantagem de nos pôr em
contacto com Espíritos sofredores, que
podemos aliviar e cujo adiantamento pode-
mos facilitar, por meio de bons conselhos.
Todos, pois, nos podemos tomar úteis, ao
mesmo tempo que nos instruímos. Há
egoísmo naquele que somente a sua própria
satisfação procura nas manifestações dos
Espíritos, e dá prova de orgulho aquele que
deixa de estender a mão em socorro dos
desgraçados.
==>
De que lhe serve obter delas comunicações
de Espíritos de escol, se isso não o faz
melhor para consigo mesmo, nem mais
caridoso e benévolo para com seus irmãos
deste mundo e do outro? Que seria dos
pobres doentes, se os médicos se recusas-
sem a lhes tocar as chagas?” (LM, Cap. XXV).
Questões sobre evocações
“Visitante – O processo parece-me dos mais
simples. Poderia eu mesmo experimentá-lo?
Allan Kardec – Perfeitamente; digo mais: se
possuirdes a faculdade mediúnica, tereis o
melhor meio de vos convencer, porque não
podeis duvidar da vossa boa-fé. Somente,
aconselho-vos vivamente a não tentardes
ensaio algum antes de acurado estudo. As
comunicações do além-túmulo são cercadas de
mais dificuldades do que se pensa; elas não
estão isentas de inconvenientes e, mesmo, de
perigos, para os que não têm a necessária
experiência. É o mesmo que aconteceria
àquele que, sem saber Química, tentasse fazer
manipulações químicas; correria o risco de
queimar os dedos”. (O que é o Espiritismo).
Das evocações
“[…] damos nesta obra [O Livro dos Médiuns]
a parte prática, para uso dos que queiram
ocupar-se com as manifestações, quer para
fazerem pessoalmente, quer para se inteira-
rem dos fenômenos que lhes sejam dados
observar. Verão, aí, os óbices com que pode-
rão deparar e terão também um meio de evi-
tá-los. Estas duas obras, se bem a segunda
constitua seguimento da primeira, são, até
certo ponto, independentes uma da outra.
Mas, a quem quer que deseje tratar seria-
mente da matéria, diremos que primeiro leia
O Livro dos Espíritos, porque contém princí-
pios básicos, sem os quais algumas partes
deste se tornariam talvez dificilmente com-
preensíveis”. (LM, p. 16).
- qualquer pessoa pode evocar os Espíritos;
- nem sempre o Espírito evocado pode-se
apresentar: não quer, já encarnado, em
missão e negada permissão;
- o pensamento é o veículo pelo qual se faz
a evocação, portanto, pouco importa a
distância que o Espírito se encontre do local
onde é chamado;
- um Espírito inferior pode ser constrangido
a se manifestar, por um Espírito superior;
- o evocador pode conseguir fazer vir um
Espírito inferior, a seu mau grado, desde
que seja para o bem dele, no que é
secundado por outros Espíritos;
- isolados, os médiuns, sobretudo os que
começam, devem abster-se de evocar
espíritos inferiores;
- é melhor estarem reunidos em comunhão
de pensamentos; maiores coisas alcançam;
- deve-se estabelecer dia e hora para as
evocações, se possível um lugar
consagrada às reuniões;
- não há dia nem hora especial, porém,
deve-se escolher os momentos em que os
participantes estejam menos envolvidos
com as suas ocupações habituais;
- reuniões de caráter e objetivo sérios, pois
os Espíritos, sejam bons ou maus, não
gostam de servir de distração a curiosos;
- para se manifestarem, não têm sempre os
Espíritos necessidade de ser evocados,
geralmente, se apresentam sem serem
chamados;
- cuidado especial quanto à identificação de
um Espírito, pois há entre eles muitos
enganadores, que se fazem passar por
outros;
- a evocação em nome de Deus não é
garantia contra a intromissão dos Espíritos
maus, embora contenha alguns deles;
- um Espírito elevado pode responder
simultaneamente se evocado em vários
pontos;
- podem ser evocados os Espíritos puros,
porém, muito raramente atenderão ao
chamado;
- pode-se evocar um Espírito no mesmo
instante da morte, mas, como nesse
momento, ainda estará em estado de
perturbação, só imperfeitamente responde;
Referências bibliográficas:
KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB,
2007b.
KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB,
2001.
XAVIER, F. C. O Consolador. Rio de Janeiro, FEB, 1986.
Imagem:
Capa: http://2.bp.blogspot.com/-
TrxrXMKqSvM/TZZXuSkdweI/AAAAAAAAAC4/y7HsGbfnZjk/s1600/ritu
al+indigena.jpg
O Livro dos médiuns:
http://tianix.files.wordpress.com/2011/06/mediuns.jpg e
http://i.novobuscar.com/index.aspx?p=/Pic/br/2012/9/30/c0ca1f9a-
6de9-49b3-90a5-8c3f01175405.jpg
Site:
www.paulosnetos.net
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Das evocações

  • 3. Da antiguidade até cristianismo primitivo (100 d.C).
  • 4. “Há 4 mil anos, o sumo sacerdote de Amon, a mais importante autoridade a serviço do faraó Mentuhotep II do Egito, estava preocupado com uma influência espiritual que o afligia. Mas ele estava determinado a, quando chegasse à noite em sua casa, resolver essa questão. Para os egípcios, os mortos podiam interferir em suas vidas. Depois de dar as ordens aos servos e cuidar de sua higiene, subiu ao terraço de sua luxuosa residência e estendeu suas mãos para o céu estrelado fazendo uma evocação, pedindo auxílio dos Espíritos protetores: 'Invoco os deuses do céu, os deuses da Terra, os do Sul, os do Norte, os do Ocidente, os do Oriente, os deuses do outro mundo'; então fez a eles um pedido: 'Fazei com que venha até mim o Espírito'. O Espírito veio, e lhe disse: 'Eu sou aquele que vem para dormir em seu túmulo'. ==>
  • 5. O sumo sacerdote de Amon pediu que o Espírito se identificasse para que pudesse oferecer um sacrifício no nome dele, trazendo-lhe, assim, a paz. O Espírito respondeu: 'Meu nome é Niutbuse- mekh, meu pai é Ankhmen e minha mãe é Taemchas'. O sumo sacerdote então afirmou: 'Diz-me o que desejas e farei com que isso se cumpra para ti. Não se preocupe, pois vou ajudá- lo. Meu coração ficará agitado como o Nilo... Não vou te abandonar, se fosse essa minha intenção não teria me ocupado com este assunto'. O Espírito respondeu firme: 'Chega de palavras'. […] ==>
  • 6. O Espírito conta então, sua história: 'Quando eu estava vivo sobre a terra, era o chefe do tesouro do faraó e também oficial do exército. Quando morri, meu soberano mandou preparar minha tumba, os quatro vasos de embalsamento e o meu sarcófago de alabastro. Mas o tempo passou, o túmulo caiu, o vento e a areia arruinaram tudo. Em outras épocas, por quatro vezes já me evocaram e prometeram uma nova sepultura. Mas até agora nada. Como posso acreditar em novas promessas? Somente com conversas não atingirei meu objetivo'. ==>
  • 7. O sumo sacerdote mandou três homens atraves- sarem o rio Nilo até a região funerária de Tebas. Escolheram um bom lugar e, além de uma nova tumba, o sumo sacerdote mandou que dez servos se dedicassem a fazer oferendas diárias de água e trigo ao espírito. Depois de todo esse trabalho, o sumo sacerdote ficou cheio de alegria por ter atendido aos desejos do Espírito”. (FIGUEIREDO, Paulo Henrique, 2007, p. 32-33). ARAÚJO, Luís Manuel. Mitos e lendas do antigo Egipto. Lisboa, Portugal: Livros e Livros, 2005, p. 195-198)
  • 8. 1Samuel 28,1.3-20 “Ora, naqueles dias os filisteus concentraram as tropas para a guerra, […] Então Saul ordenou aos seus servos: 'Procurai-me uma mulher entendida em evocar os mortos, pois quero ir a ela e consul- tá-la'. Os seus homens lhe responderam: 'Olha, há uma mulher assim em Endor' […] Chegaram à casa da mulher de noite. Então ele disse: 'Por favor, adivinha para mim por meio da necro- mancia e evoca-me aquele que eu te disser!' […] Então a mulher perguntou: 'A quem devo evocar?' E ele respondeu: 'Evoca-me a Samuel'. […] a mulher avistou Samuel, […] O rei lhe replicou: '[…] Vamos, o que estás vendo?' A mulher respondeu: 'Estou vendo um espírito subindo das profundezas da terra'. […] 'É um homem velho que está subindo, envolto num manto'. ==>
  • 9. Então Saul reconheceu que era realmente Samuel e caiu com o rosto por terra, prostrando-se para ele. Samuel, porém, disse a Saul: 'Por que perturbas o meu repouso, evocando-me?' Saul respondeu: 'Vejo-me numa situação desesperada: é que os filisteus me fazem guerra […] Por isso te chamei, para me indicares o que devo fazer'. Samuel replicou: '[…] O Senhor cumpriu o que tinha falado por meu intermédio. O Senhor arrancou da tua mão a realeza e a deu ao teu companheiro Davi. […] e amanhã tu e teus filhos estareis comigo. O Senhor entregará nas mãos dos filisteus também o exército de Israel'. Ao ouvir isto, Saul […] estava profundamente apavo- rado com as palavras de Samuel”.
  • 10. O texto bíblico do qual tomam que é proibido a evocação dos mortos: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor; e por tais abominações o Senhor teu Deus os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus”. (Dt 18,9-13).
  • 12. “Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinha- dores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal cousa”. (Dt 18,14). “O homem ou mulher que pratica a necro- mancia ou adivinhação, é réu de morte. Será apedrejado, e o seu sangue cairá sobre ele". (Lv 20,27).
  • 13. Jó 8,8-10: “Consulte as gerações passadas e observe a experiência de nossos antepas- sados. Nós nascemos ontem e não sabemos nada. Nossos dias são como sombra no chão. Os nossos antepassados, no entanto, vão instruí-lo e falar a você com palavras tiradas da experiência deles”.
  • 14. Do cristianismo primitivo até os fenômenos de Hydesville (1848)
  • 15. Transfiguração: “Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, os irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou dian- te deles: o seu rosto brilhou como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, con- versando com Jesus. […] uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra, e da nuvem saiu uma voz que dizia: 'Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz'. […] Ao descerem da monta-nha, Jesus ordenou-lhes: 'Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos'". (Mt 17,1-9).
  • 16. João Evangelista alerta sobre o cuidado que se deve ter ao se realizar o intercâmbio entre os dois planos da vida: “Não creiais em todos os espíritos, mas provai se os espíritos são de Deus”. (1Jo 4,1).
  • 17. Paulo, em carta aos coríntios (1Cor 12,1.4-11), esclarece: “Sobre os dons do Espírito, irmãos, não quero que vocês fiquem na ignorância”. Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; […] mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um, o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a pro- fecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de as interpretar. Mas é o único e mesmo Espírito quem realiza tudo isso, distribuindo os seus dons a cada um, conforme ele quer”.
  • 18. Avançemos no tempo... Em meados do século XIX, mais precisamen- te no mês de março de 1848, aconteceram, no pequeno povoado de Hydesville, nos Esta- dos Unidos da América do Norte, os primeiros fenômenos espíritas dos tempos modernos, os quais passaram a ser considerados como sendo o marco inicial da Doutrina Espírita. Hydesville era um pequeno povoado típico do Estado de New York e, quando da ocorrência desses fenômenos, contava com um pequeno número de casas de madeira, do tipo mais simples. ==>
  • 19. Numa dessas cabanas, habitava a família de John D. Fox, de religião metodista, compos- ta dos pais e vários filhos, dentre outros Margareth, de quatorze anos, Kate de onze anos, além de Leah, que residia noutra cidade. A família Fox passou a morar nessa casa no dia 11 de dezembro de 1847. Algum tempo após essa mudança, seus ocupantes come- çaram a ouvir arranhões, ruídos insólitos e pancadas, vibradas no forro da sala, no assoalho, nas paredes e nos móveis, os quais passaram a constituir verdadeira preocupação para aquela humilde família. ==>
  • 20. Na noite de 31 de março de 1848, descobriu-se um meio de entrar em contato com a entidade espiritual que produzia os fenômenos. A filha menor do casal, Kate, disse, batendo palmas: “Sr. Pé Rachado, faça o que eu faço.” De forma imediata, repetiram-se as palmadas. Quando ela parou, o som também parou em seguida. Em face daquela resposta, Margareth, então, disse, brincando: “Agora faça exata- mente como eu. Conte um, dois, três, quatro, e bateu palmas”. O que ela havia solicitado foi repetido com incrível exatidão.
  • 22. Em 1854, através de um amigo chamado Fortier, o professor Denisard ouve falar, pela primeira vez, sobre os fenômenos das mesas girantes. O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855. Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente. Através da "cesta-pião", um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarna- dos, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. ==>
  • 23. À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codifica- ção Espírita. […] Das consultas feitas aos Espíritos nasceu O Livro dos Espíritos, lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento.
  • 24. TCI – Transcomunicação Instrumental “A primeira gravação de vozes do além, deve-se ao russo Friedrich Jürgenson. O fato aconteceu em sua residência de campo em Molnbo – perto de Estocolmo, Suécia – no dia 12 de junho de 1959, vejamos a informa- ção: […] encontrando-se nas cercanias de Estocol- mo, onde fazia gravações dos cantos dos pássaros para um novo filme, ficou surpreso ao encontrar, na fita de seu gravador, em meio ao trinar das aves, um solo de trompe- te que terminava em fanfarra. Ele pensou, inicialmente, que lhe houvessem vendido, como nova, uma fita mal apagada. ==>
  • 25. Ou que seu aparelho podia, excepcional- mente, captar ondas de rádio. Nova tenta- tiva, nova surpresa: uma voz, em norue- guês, aconselhava-o a gravar o som dos pássaros noturnos na Noruega. Ele acredita ter ouvido até o som de um alcaravão. Um mês mais tarde, quando preparava um programa de rádio sobre a grande Anastá- sia, as vozes falaram-lhe da Rússia, e chamaram-no por seu nome. As vozes manifestaram-se em alemão, em italiano, e, no meio delas, acreditou ter reconhecido a voz de sua mãe, falecida quatro anos antes. (BRUNE e CHAUVIN, p. 50).
  • 26. Evocar ou não os espíritos?
  • 27. Os Espíritos se manifestam espontanea- mente ou mediante evocação. (KARDEC, A. O Livro dos Espíritos, p. 26).
  • 28. “269. Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação. Pensam algumas pessoas que todos devem abster- se de evocar tal ou tal Espírito e ser preferí- vel que se espere aquele que queira comu- nicar-se. Fundam-se em que, chamando determinado Espírito, não podemos ter a certeza de ser ele quem se apresente, ao passo que aquele que vem espontanea- mente, de seu moto próprio, melhor prova a sua identidade, pois que manifesta assim o desejo que tem de se entreter conosco. ==>
  • 29. Em nossa opinião, isso é um erro: primeira- mente, porque há sempre em torno de nós Espíritos, as mais das vezes de condição inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se; em segundo lugar e mesmo por esta última razão, não chamar a ne- nhum em particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar. Numa assembleia, não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre a toda a gente e sabe-se o que daí resulta. ==>
  • 30. A chamada direta de determinado Espírito constitui um laço entre ele e nós; chama- mo-lo pelo nosso desejo e opomos assim uma espécie de barreira aos intrusos. Sem uma chamada direta, um Espírito nenhum motivo terá muitas vezes para vir confabu- lar conosco, a menos que seja o nosso Espírito familiar. Cada uma destas duas maneiras de operar tem suas vantagens e nenhuma desvanta- gem haveria, senão na exclusão absoluta de uma delas. As comunicações espontâ- neas inconveniente nenhum apresentam, quando se está senhor dos Espíritos e certo de não deixar que os maus tomem a dian- teira. ==>
  • 31. Então, é quase sempre bom aguardar a boa vontade dos que se disponham a comuni- car-se, porque nenhum constrangimento sofre o pensamento deles e dessa maneira se podem obter coisas admiráveis; entre- tanto, pode suceder que o Espírito por quem se chama não esteja disposto a falar, ou não seja capaz de fazê-lo no sentido desejado, pela escrita, quer por certos hábitos que lhes são peculiares. O exame escrupuloso, que temos aconselhado, é, aliás, uma garantia contra as comunicações más. ==>
  • 32. Nas reuniões regulares, naquelas, sobretu- do, em que se faz um trabalho continuado, há sempre Espíritos habituais que a elas comparecem, sem que sejam chamados, por estarem prevenidos, em virtude mesmo da regularidade das sessões. Tomam, então, frequentemente a palavra, de modo espontâneo, para tratar de um assunto qualquer, desenvolver uma proposição ou prescrever o que se deva fazer, caso em que são facilmente reconhecíveis, quer pela forma da linguagem, que é sempre idênti- ca, quer pela escrita, quer por certos hábi- tos que lhes são peculiares”. (LM, Cap. XXV).
  • 33. “270. Quando se deseja comunicar com deter- minado Espírito, é de toda necessidade evocá- lo. Se ele pode vir, a resposta é geralmente: Sim, ou Estou aqui, ou, ainda: Que quereis de mim? As vezes, entra diretamente em maté- ria, respondendo de antemão às perguntas que se lhe queria dirigir. Quando um Espírito é evocado pela primeira vez, convém designá-lo com alguma precisão. Nas perguntas que se lhe façam, devem evitar-se as fórmulas secas e imperativas, que constituiriam para ele um motivo de afasta- mento. As fórmulas devem ser afetuosas, ou respeitosas, conforme o Espírito, e, em todos os casos, cumpre que o evocador lhe dê prova da sua benevolência”. (LM, Cap. XXV).
  • 34. “Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum. Se essa evocação é passível de êxito, sua exequibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a necessidade de ser- mos espontâneos, porquanto, no complexo dos fenômenos espiríticos, a solução de muitas incógnitas espera o avanço moral dos apren- dizes sinceros da Doutrina. O estudioso bem intencionado, portanto, deve pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, con- siderando que a esfera espiritual lhe conhece os méritos e retribuirá os seus esforços de acordo com a necessidade de sua posição evo- lutiva e segundo o merecimento do seu cora- ção.” (Emmanuel, O Consolador, q. 369).
  • 35. Espíritos que podem ser evocados
  • 36. “274. Todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na escala espiritual, podem ser evocados: assim os bons, como os maus, tanto os que deixa- ram a vida de pouco, como os que viveram nas épocas mais remotas, os que foram homens ilustres, como os mais obscuros, os nossos parentes e amigos, como os que nos são indiferentes. Isto, porém, não quer dizer que eles sempre queiram ou possam responder ao nosso chamado. ==>
  • 37. Independente da própria vontade, ou da permissão, que lhes pode ser recusada por uma potência superior, é possível se achem impedidos de o fazer, por motivos que nem sempre nos é dado conhecer. Queremos dizer que não há impedimento absoluto que se oponha às comunicações, salvo o que dentro em pouco diremos. Os obstáculos capazes de impedir que um Espírito se manifeste são quase sempre individuais e derivam das circunstâncias”. (LM, Cap. XXV).
  • 38. “277. Em resumo, do que acabamos de dizer resulta: que a faculdade de evocar todo e qualquer Espírito não implica para este a obrigação de estar à nossa dispo- sição; que ele pode vir em certa ocasião e não vir noutra, com um médium, ou um evocador que lhe agrade e não com outro; dizer o que quer, sem poder ser constran- gido a dizer o que não queira; ir-se quando lhe aprouver; enfim, que por causas depen- dentes ou não da sua vontade, depois de se haver mostrado assíduo durante algum tempo, pode de repente deixar de vir. ==>
  • 39. Por todos estes motivos é que, quando se deseja chamar um Espírito que ainda não se apresentou, é necessário perguntar ao seu guia protetor se a evocação é possível; caso não o seja, ele geralmente dá as razões e então é inútil insistir”. (LM, Cap. XXV).
  • 40. “278. Uma questão importante se apresenta aqui, a de saber se há ou não inconveniente em evocar maus Espíritos. Isto depende do fim que se tenha em vista e do ascendente que se possa exercer sobre eles. O inconveniente e nulo, quando são chamados com um fim sério, qual o de os instruir e melhorar; é, ao contrário, muito grande, quando chamados por mera curiosidade ou por divertimento, ou, ainda, quando quem os chama se põe na dependência deles, pedindo-lhes um serviço qualquer. […]”. (LM, Cap. XXV).
  • 41. Linguagem de que se deve usar com os Espíritos
  • 42. “280. O grau de superioridade ou inferiori- dade dos Espíritos indica naturalmente em que tom convém se lhes fale. É evidente que, quanto mais elevados eles sejam, tanto mais direito têm ao nosso respeito, às nossas atenções e à nossa submissão. Não lhes devemos demonstrar menos deferência do que lhes demonstraríamos, embora por outros motivos, se estivessem vivos. Na Terra, levaríamos em consideração a cate- goria e a posição social deles; no mundo dos Espíritos, o nosso respeito tem que ser motivado pela superioridade moral de que desfrutam. ==>
  • 43. A própria elevação que possuem os coloca acima das puerilidades das nossas fórmulas bajulatórias. Não é com palavras que se lhes pode captar a benevolência, mas pela sinceridade dos sentimentos. Seria, pois, ridículo estarmos a dar-lhes os títulos que os nossos usos consagram, para distinção das categorias, e que porventura lhes lisonjeariam a vaidade, quando vivos. Se são realmente superiores, não somente nenhuma importância dão a esses títulos, como até lhes desagrada que os empregue- mos. Um bom pensamento lhes é mais agradável do que os mais elogiosos epíte- tos; se assim não fosse, eles não estariam acima da Humanidade”. (LM, Cap. XXV).
  • 44. “Quanto aos Espíritos inferiores, o caráter que revelam nos traça a linguagem de que devemos usar para com eles. Há os que, embora inofensivos e até delicados, são levianos, ignorantes, estouvados. Dar-lhes tratamento igual ao que dispensamos aos Espíritos sérios, como o fazem certas pessoas, o mesmo fora que nos inclinarmos diante de um colegial, ou diante de um asno que trouxesse barrete de doutor. O tom de familiaridade não seria descabido entre eles, que por isso não se formalizam; ao contrário, acolhem-no de muito boa vontade. ==>
  • 45. Entre os Espíritos inferiores, muitos há que são infelizes. Quaisquer que sejam as faltas que estejam expiando, seus sofrimentos constituem títulos tanto maiores à nossa comiseração, quanto é certo que ninguém pode lisonjear-se de lhe não caberem estas palavras do Cristo: "Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado." A benigni- dade que lhe testemunhemos representa para eles um alivio. Em falta de simpatia, precisam encontrar em nós a indulgência que desejaríamos tivessem conosco. ==> Comiseração: sentimento de piedade pela infelicidade de outrem; compaixão, miseração (Houaiss).
  • 46. Os Espíritos que revelam a sua inferioridade pelo cinismo da linguagem, pelas mentiras, pela baixeza dos sentimentos, pela perfídia dos conselhos, são, indubitavelmente, menos dignos do nosso interesse, do que aqueles cujas palavras atestam o seu arrependimen- to; mas, pelo menos, devemo-lhes a piedade que nos inspiram os maiores criminosos e o meio de os reconduzirmos ao silêncio consis- te em nos mostrarmos superiores a eles, que não confiam senão nas pessoas de quem julgam nada terem que temer, porquanto os Espíritos perversos sentem que os homens de bem, como os Espíritos elevados, são seus superiores”. (LM, Cap. XXV).
  • 48. “281. As comunicações que se obtêm dos Espíritos muito elevados, ou dos que ani- maram grandes personagens da antiguida- de, são preciosas, pelos altos ensinamentos que encerram. Esses Espíritos conquistaram um grau de perfeição que lhes permite abranger muito mais extenso campo de ideias, penetrar mistérios que escapam ao alcance vulgar da Humanidade e, por conseguinte, iniciar-nos melhor do que outros em certas coisas. ==>
  • 49. Não se segue daí sejam inúteis as comuni- cações dos Espíritos de ordem menos elevada. Delas muita instrução colhe o observador. Para se conhecerem os costu- mes de um povo, mister se faz estudá-lo em todos os graus da escala. Mal o conhece quem não o tenha visto senão por uma face. A história de um povo não é a dos seus reis, nem a das suas sumidades so- ciais; para julgá-lo, é preciso vê-lo na vida íntima, nos hábitos particulares. ==>
  • 50. […] Aprendendo, pelo que eles [Espíritos mais burgueses] nos dizem, em que se tornaram, o que pensam e o que experi- mentam os homens de todas as condições e de todos os caracteres, assim os de bem como os viciosos, os grandes e os peque- nos, os ditosos e os desgraçados do século, numa palavra: os que viveram entre nós, os que vimos e conhecemos, os de quem sabemos a vida real, as virtudes e os erros, bem lhes compreendemos as alegrias e os sofrimentos, a umas e outros nos associa- mos e destes e daquelas tiramos um ensi- namento moral, tanto mais proveitoso, quanto mais estreitas forem as nossas rela- ções com eles. ==>
  • 51. Mais facilmente nos pomos no lugar daquele que foi nosso igual, do que no de outro que apenas divisamos através da miragem de uma glória celestial. Os Espíritos vulgares nos mostram a aplicação prática das gran- des e sublimes verdades, cuja teoria os Espíritos superiores nos ministram. Aliás, no estudo de uma ciência, nada é inútil. Newton achou a lei das forças do Universo, no mais simples dos fenômenos. ==>
  • 52. A evocação dos Espíritos vulgares tem, além disso, a vantagem de nos pôr em contacto com Espíritos sofredores, que podemos aliviar e cujo adiantamento pode- mos facilitar, por meio de bons conselhos. Todos, pois, nos podemos tomar úteis, ao mesmo tempo que nos instruímos. Há egoísmo naquele que somente a sua própria satisfação procura nas manifestações dos Espíritos, e dá prova de orgulho aquele que deixa de estender a mão em socorro dos desgraçados. ==>
  • 53. De que lhe serve obter delas comunicações de Espíritos de escol, se isso não o faz melhor para consigo mesmo, nem mais caridoso e benévolo para com seus irmãos deste mundo e do outro? Que seria dos pobres doentes, se os médicos se recusas- sem a lhes tocar as chagas?” (LM, Cap. XXV).
  • 55. “Visitante – O processo parece-me dos mais simples. Poderia eu mesmo experimentá-lo? Allan Kardec – Perfeitamente; digo mais: se possuirdes a faculdade mediúnica, tereis o melhor meio de vos convencer, porque não podeis duvidar da vossa boa-fé. Somente, aconselho-vos vivamente a não tentardes ensaio algum antes de acurado estudo. As comunicações do além-túmulo são cercadas de mais dificuldades do que se pensa; elas não estão isentas de inconvenientes e, mesmo, de perigos, para os que não têm a necessária experiência. É o mesmo que aconteceria àquele que, sem saber Química, tentasse fazer manipulações químicas; correria o risco de queimar os dedos”. (O que é o Espiritismo).
  • 57. “[…] damos nesta obra [O Livro dos Médiuns] a parte prática, para uso dos que queiram ocupar-se com as manifestações, quer para fazerem pessoalmente, quer para se inteira- rem dos fenômenos que lhes sejam dados observar. Verão, aí, os óbices com que pode- rão deparar e terão também um meio de evi- tá-los. Estas duas obras, se bem a segunda constitua seguimento da primeira, são, até certo ponto, independentes uma da outra. Mas, a quem quer que deseje tratar seria- mente da matéria, diremos que primeiro leia O Livro dos Espíritos, porque contém princí- pios básicos, sem os quais algumas partes deste se tornariam talvez dificilmente com- preensíveis”. (LM, p. 16).
  • 58. - qualquer pessoa pode evocar os Espíritos; - nem sempre o Espírito evocado pode-se apresentar: não quer, já encarnado, em missão e negada permissão; - o pensamento é o veículo pelo qual se faz a evocação, portanto, pouco importa a distância que o Espírito se encontre do local onde é chamado; - um Espírito inferior pode ser constrangido a se manifestar, por um Espírito superior;
  • 59. - o evocador pode conseguir fazer vir um Espírito inferior, a seu mau grado, desde que seja para o bem dele, no que é secundado por outros Espíritos; - isolados, os médiuns, sobretudo os que começam, devem abster-se de evocar espíritos inferiores; - é melhor estarem reunidos em comunhão de pensamentos; maiores coisas alcançam; - deve-se estabelecer dia e hora para as evocações, se possível um lugar consagrada às reuniões;
  • 60. - não há dia nem hora especial, porém, deve-se escolher os momentos em que os participantes estejam menos envolvidos com as suas ocupações habituais; - reuniões de caráter e objetivo sérios, pois os Espíritos, sejam bons ou maus, não gostam de servir de distração a curiosos; - para se manifestarem, não têm sempre os Espíritos necessidade de ser evocados, geralmente, se apresentam sem serem chamados; - cuidado especial quanto à identificação de um Espírito, pois há entre eles muitos enganadores, que se fazem passar por outros;
  • 61. - a evocação em nome de Deus não é garantia contra a intromissão dos Espíritos maus, embora contenha alguns deles; - um Espírito elevado pode responder simultaneamente se evocado em vários pontos; - podem ser evocados os Espíritos puros, porém, muito raramente atenderão ao chamado; - pode-se evocar um Espírito no mesmo instante da morte, mas, como nesse momento, ainda estará em estado de perturbação, só imperfeitamente responde;
  • 62. Referências bibliográficas: KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007b. KARDEC, A. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2001. XAVIER, F. C. O Consolador. Rio de Janeiro, FEB, 1986. Imagem: Capa: http://2.bp.blogspot.com/- TrxrXMKqSvM/TZZXuSkdweI/AAAAAAAAAC4/y7HsGbfnZjk/s1600/ritu al+indigena.jpg O Livro dos médiuns: http://tianix.files.wordpress.com/2011/06/mediuns.jpg e http://i.novobuscar.com/index.aspx?p=/Pic/br/2012/9/30/c0ca1f9a- 6de9-49b3-90a5-8c3f01175405.jpg