Mundos Transitórios

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Mundos Transitórios

  1. 1. MUNDOS TRANSITÓRIOS “ Não se turbe o vosso coração. – Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai, se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar .” (João, 14: 1 – 3)
  2. 2. Objetivos <ul><li>Conceituar Mundos Transitórios; </li></ul><ul><li>Estabelecer a finalidade de Mundos Transitórios; </li></ul><ul><li>Estabelecer a diferença entre Colônias Espirituais e Mundos Transitórios. </li></ul>
  3. 3. Mundos Transitórios <ul><li>234. Existem, como já foi dito, mundos que servem aos Espíritos errantes como estâncias transitórias ou locais de repouso? </li></ul><ul><li>- Sim, existem. São particularmente destinados aos seres errantes, que podem neles habitar temporariamente. São como acampamentos, campos para repousar de uma erraticidade bastante longa, condição sempre um tanto angustiante. São posições intermediárias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que podem alcançá-los e onde podem desfrutar de um bem-estar maior ou menor, conforme o caso. </li></ul>
  4. 4. Mundos Transitórios <ul><li>234a Os Espíritos que habitam esses mundos podem deixá-los quando querem? </li></ul><ul><li>Sim, os Espíritos podem deixá-los para irem aonde devem ir. Imaginai-os como pássaros de passagem pousando numa ilha, esperando refazer suas forças para alcançar seu objetivo. </li></ul><ul><li>235 Os Espíritos progridem durante sua estada nos mundos transitórios? </li></ul><ul><li>- Certamente. Os que nele se reúnem é com o objetivo de se instruir e poder mais facilmente obter a permissão de alcançar lugares melhores e chegar à posição que os eleitos atingem. </li></ul>
  5. 5. Mundos Transitórios <ul><li>236 Os mundos transitórios, por sua natureza especial, são perpetuamente destinados aos Espíritos errantes? </li></ul><ul><li>Não; a posição deles é apenas temporária. </li></ul><ul><li>236a Esses mundos são, ao mesmo tempo, habitados por seres corporais? </li></ul><ul><li>Não; a superfície é estéril. Aqueles que os habitam não têm necessidade de nada. </li></ul><ul><li>236b Essa esterelidade é permanente e resulta de sua natureza especial? </li></ul><ul><li>- Não, são estéreis transitoriamente. </li></ul>
  6. 6. Mundos Transitórios <ul><li>236c Esse mundos são, por isso, desprovidos de belezas naturais? </li></ul><ul><li>A natureza se reflete nas belezas da imensidade, que são tão admiráveis quanto o que chamais de belezas naturais. </li></ul><ul><li>236d Visto que o estado desses mundos é transitório, a Terra já esteve um dia nesse mesmo estado? </li></ul><ul><li>Ela já esteve. </li></ul><ul><li>236e Em que época? </li></ul><ul><li>- Durante sua formação. </li></ul>
  7. 7. Mundos Transitórios <ul><li>“ Nada é inútil na natureza; tudo tem seu objetivo, sua finalidade. Nada está vazio, tudo está habitado, a vida está por todos os lugares. Desse modo, durante a longa série de séculos que se escoarem antes da aparição do homem sobre a Terra, durante esses lentos períodos de transição atestados pelas camadas geológicas, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos sobre essa massa informe, nesse caos árido onde os elementos estavam desordenados, não havia ausência de vida. Seres que não possuíam nem necessidades nem sensações físicas como as nossas, nela encontravam refúgio. ” (ALLAN KARDEC) </li></ul>
  8. 8. Mundos Transitórios <ul><li>“ Deus quis que, até mesmo nesse estado imperfeito, a Terra servisse para alguma coisa. (...) Ninguém contestará que nessa idéia da existência de mundos ainda impróprios à vida material e, entretanto, povoados de seres com vida apropriada ao seu meio, há algo de grandioso e sublime, em que se encontra, talvez, a solução de mais de um problema. ” (ALLAN KARDEC) </li></ul>
  9. 9. RESUMO <ul><li>São mundos, provavelmente orbes, planetas, satélites, astros ou sóis, sem condições “ainda” para abrigar a vida material conforme a entendemos (não há encarnação), uma vez que sua superfície é estéril; </li></ul><ul><li>São destinados aos seres errantes (e, portanto, sem necessidades físicas), servindo para eles de habitação temporária, no intervalo entre encarnações, onde poderão repousar e adquirir conhecimentos. Segundo a questão 235 do LE, o objetivo dos espíritos que se reúnem nesses mundos é a instrução; </li></ul>
  10. 10. RESUMO <ul><li>Do item anterior, decorre que os espíritos progridem durante sua estada nos Mundos Transitórios. O progresso é constante, onde quer que se encontre o Ser; </li></ul><ul><li>“ Por serem destituídos de corpo orgânico-material, os Espíritos errantes que ‘habitam’ os mundos transitórios podem deixá-lo livremente, no momento que lhes aprouver, temporária ou definitivamente. Segundo a sua condição evolutiva, seus ‘vôos’ podem ser maiores ou menores. Ficam restritos a paragens próximas ou podem percorrer o espaço sideral, em visita a estrelas e galáxias.” (J.H. Pires) </li></ul>
  11. 11. RESUMO <ul><li>Assim como os Espíritos, os Mundos também progridem. A condição de mundos transitórios é também transitória, e sua esterelidade para abrigar a vida não é permanente. Como exemplo, nas questão 236 do LE os Espíritos Superiores da Codificação nos informam que o planeta Terra já foi Mundo Transitório durante o seu período de formação. </li></ul>
  12. 12. RESUMO <ul><li>Faltam melhores subsídios para encaixar os Mundos Transitórios dentro da classificação kardequiana. Segundo a questão 234 do LE, eles ocupam posições intermediárias, a depender da condição dos Espíritos a eles vinculados. Em tese, podem ser de mundos primitivos até mundos celestes ou ditosos. No caso do planeta Terra, e pelas informações dos espíritos, é provável que ele tenha sido mundo transitório antes mesmo (ou durante) do seu estado de mundo primitivo. </li></ul>
  13. 13. RESUMO <ul><li>A condição dos Espíritos nesses mundos não depende intrinsecamente dos mundos em si, mas sim da condição espiritual de cada um, aliás, como é regra geral no universo. Não existe habitação ruim, senão pela má qualidade de seus habitantes. Pelo que foi visto, não é o mundo que classifica o espírito, mas sim, o contrário; </li></ul><ul><li>O bem-estar nesses mundos também é relativo ao grau de aperfeiçoamento dos espíritos a ele vinculados. De uma forma geral, a condição de espírito errante é sempre um pouco penosa, pela necessidade que ainda tem de reencarnar; </li></ul>
  14. 14. RESUMO <ul><li>A beleza desses mundos também é uma questão relativa. Apesar de não terem as “belezas naturais”, refletem as belezas da imensidade cósmica; </li></ul><ul><li>A existência dos mundos transitórios só reflete ainda mais a Sabedoria Divina, em cuja obra nada existe sem utilidade. O fato de não vermos utilidade para uma coisa, não significa que ela não exista. Nossa visão é que ainda tem limites consideráveis para compreender a grandeza do universo. O vazio só existe até que consigamos “enxergar” o que existe lá; </li></ul>
  15. 15. RESUMO <ul><li>Em tese, os chamados “Mundos Mortos”, cuja estrutura impossibilita a existência de vida material, conforme a entendemos presentemente, são grandes candidatos a Mundos Transitórios. Dentre eles, podemos citar a Lua, as estrelas denominadas “anãs brancas”, as supernovas e os buracos negros; </li></ul><ul><li>Não é surpreendente que tenhamos ainda muitas dúvidas sobre os Mundos Transitórios; ela não senão o reflexo da nossa capacidade ainda muito limitada de compreender o universo. Daí os espíritos da codificação não terem ido mais além; </li></ul>
  16. 16. RESUMO <ul><li>Existe diferença entre Mundos Transitórios e Colônias Espirituais. Pelas informações da codificação, as colônias espirituais são regiões da espiritualidade, ligadas a determinados mundos materiais. Ambos são diferentes estâncias de um mesmo Universo, uma material, a outra espiritual. Em tese, pode haver colônias espirituais ligadas a mundos transitórios; </li></ul><ul><li>Como exemplo bastante conhecido, temos a Colônia Espiritual “Nosso Lar”, que segundo informações do espírito André Luiz é vinculada ao planeta Terra. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>IMORTALIDADE </li></ul><ul><li>(FAGUNDES VARELA) </li></ul><ul><li>Irmãos, eis-me de novo ao vosso lado! </li></ul><ul><li>Venho de esferas lúcidas, radiosas, </li></ul><ul><li>Atravessei estradas tenebrosas </li></ul><ul><li>E sendas deslumbrantes e estelíferas, </li></ul><ul><li>Empunhando o saltério da esperança. </li></ul><ul><li>Pude transpor abismos de ouro e rosas, </li></ul><ul><li>Sendas de sonho e báratros escuros, </li></ul><ul><li>Planetas como naus sem palinuros </li></ul><ul><li>Nos oceanos do éter infinito! </li></ul><ul><li>Contemplei Vias-Lácteas assombrosas, </li></ul><ul><li>Visões de sóis eternos, confundidas </li></ul><ul><li>Entre estrelas igníferas, distantes; </li></ul><ul><li>Vastros portentosos, desferindo </li></ul><ul><li>Harmonias de amor e claridades. </li></ul><ul><li>E humanidades entre humanidades </li></ul><ul><li>Povoando o Universo esplendoroso... </li></ul><ul><li>Descansei sobre as ilhas de repouso, </li></ul><ul><li>Em lindos arquipélagos distantes, </li></ul><ul><li>Habitei os palácios encantados, </li></ul><ul><li>Em retiros de amor calmo e sereno, </li></ul><ul><li>Onde o solo é formado de ouro e neve, </li></ul><ul><li>Onde a treva e onde a noite são apenas </li></ul><ul><li>Recordações de mundos obscuros! </li></ul><ul><li>Onde as flores do afeto imperecível </li></ul><ul><li>Não se emurchessem como sobre a Terra. </li></ul><ul><li>Lá, nesses orbes lúcidos, divinos, </li></ul><ul><li>O amor, somente o amor, nutre e dá vida. </li></ul><ul><li>Somente o amor é vibração de tudo! </li></ul><ul><li>Vi céus por sobre céus inumeráveis, </li></ul><ul><li>Mundos de dor e mundos de alegria, </li></ul><ul><li>Em luminosidades e harmonias </li></ul><ul><li>Aos beijos arcangélicos da luz, </li></ul><ul><li>Que é mensagem de Deus por toda a parte! </li></ul><ul><li>E apenas conheci um pormenor, </li></ul><ul><li>Um detalhe minúsculo, um fragmento </li></ul><ul><li>Da Criação infinita e resplendente. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Ah! Morte!... A morte é o anjo luminoso </li></ul><ul><li>Da liberdade franca, jubilosa, </li></ul><ul><li>Quando a esperamos tristes e abatidos; </li></ul><ul><li>Quando nos traz imácula e sublime </li></ul><ul><li>A chama da esperança dentro d’alma, </li></ul><ul><li>Amando-se da vida os bens mais nobres, </li></ul><ul><li>Se o mundo abafa em nós toda a alegria, </li></ul><ul><li>Roubando-nos afetos e consolos, </li></ul><ul><li>Martirizando o coração dorido </li></ul><ul><li>Na cruz dos sofrimentos mais austeros. </li></ul><ul><li>A morte corrobora as nossas crenças, </li></ul><ul><li>As nossas esperanças mais profundas, </li></ul><ul><li>Rompendo o véu que encobre à nossa vista </li></ul><ul><li>O eterno panorama do Universo, </li></ul><ul><li>E aponta-nos o céu, a imensidade, </li></ul><ul><li>Onde as almas ditosas se engrandecem, </li></ul><ul><li>Outras almas guiando em labirintos </li></ul><ul><li>Para a luz, para a vida e para o amor! </li></ul><ul><li>Que representa a Terra, ante a grandeza </li></ul><ul><li>De tantos sóis e orbes luminosos? </li></ul><ul><li>É somente uma estância pequenina </li></ul><ul><li>Onde a dor e onde a lágrima divina </li></ul><ul><li>Modelam almas para a perfeição; </li></ul><ul><li>É apenas um degrau na imensidade, </li></ul><ul><li>Onde se regenera no tormento </li></ul><ul><li>Quem se afasta da luz e da verdade; </li></ul><ul><li>Ela é somente o exílio temporário, </li></ul><ul><li>Onde se sofre a angústia da distância </li></ul><ul><li>Dos que amamos com alma e com fervor. </li></ul><ul><li>Morte! Que te abençoem sofredores </li></ul><ul><li>Que te bendiga o espírito abatido, </li></ul><ul><li>Já que és a terna mão libertadora </li></ul><ul><li>Dos escravos da carne, dos escravos </li></ul><ul><li>Das aflições, das dores, da tortura! </li></ul><ul><li>Bendigo-te por tudo o que me deste: </li></ul><ul><li>Pela beleza da imortalidade, </li></ul><ul><li>Pela visão dos céus resplandecentes, </li></ul><ul><li>Pelos beijos dos seres bem-amados. </li></ul>

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