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EMEF Vila Monte Cristo/CCEART
Janete da Rocha Machado
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História da PUCRS
janeterm@gmail.com
A ZONA SUL DE PORTO ALEGRE E O
VERANEIO NA PRIMEIRA METADE DO
SÉCULO VINTE
 Porto Alegre, situada às margens do Lago Guaíba, na desembocadura de
cinco rios, constituiu-se cedo em importante meio de comunicação com o
interior. A função portuária era a mais importante, porém a população logo
descobriu os usos para o lazer com os banhos de rio.
 Assim, nas primeiras décadas do século passado, a
Zona Sul de Porto Alegre acolhia visitantes
atraídos pelos belos cenários da região. A estação
balneária, a qual compreendia, entre outras, as
praias da Tristeza, passou a significar o lugar
onde se passava uma temporada de veraneio.

 Os banhistas vinham sempre. Alguns sozinhos, outros, acompanhados das
famílias, porém todos se juntavam no lugar comum: à beira da praia. E era
grande a expectativa daqueles que chegavam para as temporadas de banhos,
de descanso e de diversão.
Crianças em momento de lazer no Guaíba/1910
Fonte: acervo da família Bromberg
Família em momento de descontração nas praias da Tristeza/1920.
Fonte: acervo da Família Booth
Um mergulho nas águas do Guaíba/1930
Fonte: acervo da família Dreher
Veranistas em trajes de banho/1940
Fonte: Acervo do Museu Joaquim José Felizardo.
O ARRABALDE DA TRISTEZA
(1900 – 1950)
Assim, a proposta da presente pesquisa foi analisar o veraneio na Tristeza,
bairro localizado na Zona Sul de Porto Alegre e os usos do Lago Guaíba para o
lazer e o descanso na primeira metade do século vinte. Considerando as águas do
Guaíba como espaços de recreação, o aproveitamento do local, desencadeou
relações sociais, as quais culminaram com o progresso da região. A orla foi,
durante muito tempo, o local preferido pelos porto-alegrenses que não podiam se
deslocar até o litoral, e isso ocasionou um desenvolvimento econômico, motivado
pela vinda de grupos que visavam ao lazer.
Praias do Guaíba
Fonte: Ilustração de Martha W. Schidrowitz./1942.
.
Histórico do Bairro Tristeza
 Século XVIII : Sesmaria de Dionísio Rodrigues Mendes.
 Primeira metade do século XIX : Surgem as primeiras grandes fazendas –
André Bernardes Rangel e José da Silva Guimarães Tristeza.
 Segunda metade do século XIX : Surge o Arrabalde da Tristeza e o
Trenzinho Municipal. Nota-se a presença de dois grupos de imigrantes:
colonos italianos e empreendedores alemães. Demarcação: a linha do trem.
 Início do século XX : Aquisição de chácaras e vivendas de verão por grupos
de alemães que visavam ao lazer. Desenvolvimento do comércio e de serviços
relacionados ao veraneio. Melhoria na infraestrutura da região com o
processo de urbanização. Concepção de Cidade Jardim.
Detalhe mapa de 1926
Fonte: IHGRGS. Cartografia virtual histórica-urbana de Porto Alegre. 2005.
.
O TRENZINHO MUNICIPAL E O COMEÇO DE TUDO
“Foi com o trenzinho que a Tristeza progrediu e logo tomou aqueles
ares de excepcional zona balneária da capital” (SANHUDO, 1961, p.273).
O surgimento dos balneários em Porto Alegre inicia-se com o desenvolvimento
da Tristeza, conforme indicação de Sérgio da Costa Franco: “A construção da
Estrada de Ferro do Riacho, que em 1900 estendeu para a Tristeza o final de
sua linha, teve decisivo papel no desenvolvimento do arrabalde, que se
transformou em zona balneária e de veraneio dos moradores de Porto Alegre”
(FRANCO, 1998, p. 416).
A estação férrea da Pracinha da Tristeza por volta de 1920.
Fonte: A Ferrovia do Riacho, do Sanitarismo à Modernização de Porto
Alegre, de André Huyer
“O trem saía do mercado e vinha até aqui. Muitos faziam a viagem nele. As
pessoas não iam muito para as praias de mar. Era muito longe e não havia
estradas. Acontece que muitas famílias de Porto Alegre vinham fazer o seu
veraneio aqui, na Tristeza, na Pedra Redonda e em Ipanema. Eles faziam isso: a
mulher e os filhos ficavam toda a semana e o marido trabalhava na cidade e vinha
para cá nos finais de semana num trenzinho que tinha aqui” (LUCE, Helga Bins.
Porto Alegre, 03 mar. 2013.
O TRENZINHO NA LEMBRANÇA DOS MAIS VELHOS
Momentos do balneário da Tristeza/1920: a chegada do trem e a praça/1910
Fonte: PELLIN, Roberto. Revelando a Tristeza. Porto Alegre: Metrópole, 1979.
ASSUNÇÃO, CONCEIÇÃO E PEDRA REDONDA: AS
VILAS BALNEÁRIAS DA TRISTEZA
As denominadas Vilas Balneárias, Assunção, Conceição e Pedra Redonda que
integravam o bairro Tristeza, foram muito procuradas neste período, pois entre
as praias do Guaíba, eram as mais próximas do centro da cidade. Águas limpas,
disponibilidade de terras, e, principalmente, a possibilidade de disporem de um
meio de transporte seguro e eficiente (o trem) foram fatores decisivos para as
famílias escolherem o arrabalde como refúgio.
Praia da Pedra Redonda na Tristeza/1920
Fonte: Acervo da Família Schmitt
Balneários da Tristeza - Vila Conceição/1950
Fonte: acervo da historiadora Helga Piccolo
Anúncio divulgando o novo balneários da Tristeza/ Vila Assunção/1938
Fonte: SOCIEDADE DE ENGENHARIA. Boletim, Porto Alegre, n. 31, jan. 1940
OS HOTÉIS E OS CLUBES DE VERÃO DA TRISTEZA
Com o movimento intensificado nos meses de verão e marcado por uma vida
social intensa, fez-se necessária a ampliação e melhorias na forma de bem
receber o turista nos balneários da Tristeza. Surgem os primeiros hotéis e os
clubes de verão proporcionando momentos de lazer e diversão para os
veranistas.
Hotel da Praia da Família Lazarini/1905
Fonte: Acervo da Escola Mãe de Deus
Carnaval no Clube Jocotó da Tristeza/ 1929
Fonte: PELLIN, R. Revelando a Tristeza. Porto Alegre: Metrópole, 1979, p. 102.
Referencial teórico (1)
A pesquisa sobre o veraneio nas águas do Guaíba visou discorrer sobre as questões
relacionadas ao lazer e ao descanso e para isso foram analisados alguns textos de Joffer
Dumazedier.
Esse autor vai chamar essa prática de “a dinâmica produtiva do lazer”, ou seja, o
progresso científico e técnico leva ao aumento do tempo livre. Assim, torna-se necessário
compreender as formas pelas quais os homens viveram seus múltiplos tempos, em especial o
tempo do trabalho e do não-trabalho. O tempo do não-trabalho seria o tempo livre dentro do
qual o lazer estaria inserido. Muitas vezes esse lazer vai estar associado à estadas em lugares
aprazíveis e em contato com a natureza como a Zona Sul da cidade.
DUMAZEDIER, Joffer. Sociologia Empírica do Lazer, São Paulo, Perspectiva, 1979
Família reunida em momento de lazer na beira da praia/1920.
Fonte: acervo de Rita Brugger
Referencial teórico (2)
Os estudos sobre o lazer e o verão de algumas famílias porto-alegrenses na Zona Sul
avançaram a partir de dados obtidos com fontes orais. Foram feitas uma série de entrevistas
com moradores antigos, outrora veranistas e moradores dos balneários analisados. A pesquisa
com depoentes iniciou no ano de 2008, bem anterior aos estudos do mestrado e resultou em
um acervo bastante significativo. Assim, esse trabalho se utilizou dos estudos de Ecléa Bosi,
especialista em memória e lembranças dos mais velhos. Conforme esta autora, “a velhice
social é o tempo de lembrar e aconselhar, pois para esses grupos, a lembrança é a
sobrevivência do passado”.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. Lembranças dos velhos. São Paulo: Companhia das
Letras, 1994.
.
 REFERÊNCIAS
 ALVES, Hélio Ricardo. Porto Alegre foi assim... Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001.
 AQUILES, P. Alegre. História popular de Porto Alegre. Porto Alegre: Prefeitura Municipal, 1940.
 BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. Lembranças dos velhos. SP: Companhia das Letras, 1994.
 DUMAZEDIER, Joffer. Sociologia empírica do lazer. São Paulo: Perspectiva, 1979.
 FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Editora da
Universidade/UFRGS, 1998.
 JANETE & PORTO ALEGRE. Blog. Disponível em: <http://janeterm.wordpress.com/>.
 MACEDO, F. Riopardense de. Porto Alegre: origem e crescimento. Porto Alegre: Sulina, 1968.
 MACHADO, Janete da Rocha. O veraneio de antigamente: Ipanema, Tristeza e os contornos de um
tempo passado na Zona Sul de Porto Alegre. Dissertação defendida na PUCRS em 2014.
 SANHUDO A. Veiga. Porto Alegre crônicas da minha cidade. Porto Alegre: Livraria Sulina 1961.
 SCHIDROWITZ, Léo Jeronimo. RS : imagem da terra gaúcha. Porto Alegre: Cosmos, 1942.
Obrigada!

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Apresentaçao janete machado

  • 1. EMEF Vila Monte Cristo/CCEART Janete da Rocha Machado Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História da PUCRS janeterm@gmail.com A ZONA SUL DE PORTO ALEGRE E O VERANEIO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO VINTE
  • 2.  Porto Alegre, situada às margens do Lago Guaíba, na desembocadura de cinco rios, constituiu-se cedo em importante meio de comunicação com o interior. A função portuária era a mais importante, porém a população logo descobriu os usos para o lazer com os banhos de rio.
  • 3.  Assim, nas primeiras décadas do século passado, a Zona Sul de Porto Alegre acolhia visitantes atraídos pelos belos cenários da região. A estação balneária, a qual compreendia, entre outras, as praias da Tristeza, passou a significar o lugar onde se passava uma temporada de veraneio. 
  • 4.  Os banhistas vinham sempre. Alguns sozinhos, outros, acompanhados das famílias, porém todos se juntavam no lugar comum: à beira da praia. E era grande a expectativa daqueles que chegavam para as temporadas de banhos, de descanso e de diversão.
  • 5. Crianças em momento de lazer no Guaíba/1910 Fonte: acervo da família Bromberg
  • 6. Família em momento de descontração nas praias da Tristeza/1920. Fonte: acervo da Família Booth
  • 7. Um mergulho nas águas do Guaíba/1930 Fonte: acervo da família Dreher
  • 8. Veranistas em trajes de banho/1940 Fonte: Acervo do Museu Joaquim José Felizardo.
  • 9.
  • 10. O ARRABALDE DA TRISTEZA (1900 – 1950)
  • 11. Assim, a proposta da presente pesquisa foi analisar o veraneio na Tristeza, bairro localizado na Zona Sul de Porto Alegre e os usos do Lago Guaíba para o lazer e o descanso na primeira metade do século vinte. Considerando as águas do Guaíba como espaços de recreação, o aproveitamento do local, desencadeou relações sociais, as quais culminaram com o progresso da região. A orla foi, durante muito tempo, o local preferido pelos porto-alegrenses que não podiam se deslocar até o litoral, e isso ocasionou um desenvolvimento econômico, motivado pela vinda de grupos que visavam ao lazer.
  • 12. Praias do Guaíba Fonte: Ilustração de Martha W. Schidrowitz./1942. .
  • 13. Histórico do Bairro Tristeza  Século XVIII : Sesmaria de Dionísio Rodrigues Mendes.  Primeira metade do século XIX : Surgem as primeiras grandes fazendas – André Bernardes Rangel e José da Silva Guimarães Tristeza.  Segunda metade do século XIX : Surge o Arrabalde da Tristeza e o Trenzinho Municipal. Nota-se a presença de dois grupos de imigrantes: colonos italianos e empreendedores alemães. Demarcação: a linha do trem.  Início do século XX : Aquisição de chácaras e vivendas de verão por grupos de alemães que visavam ao lazer. Desenvolvimento do comércio e de serviços relacionados ao veraneio. Melhoria na infraestrutura da região com o processo de urbanização. Concepção de Cidade Jardim.
  • 14. Detalhe mapa de 1926 Fonte: IHGRGS. Cartografia virtual histórica-urbana de Porto Alegre. 2005. .
  • 15. O TRENZINHO MUNICIPAL E O COMEÇO DE TUDO “Foi com o trenzinho que a Tristeza progrediu e logo tomou aqueles ares de excepcional zona balneária da capital” (SANHUDO, 1961, p.273). O surgimento dos balneários em Porto Alegre inicia-se com o desenvolvimento da Tristeza, conforme indicação de Sérgio da Costa Franco: “A construção da Estrada de Ferro do Riacho, que em 1900 estendeu para a Tristeza o final de sua linha, teve decisivo papel no desenvolvimento do arrabalde, que se transformou em zona balneária e de veraneio dos moradores de Porto Alegre” (FRANCO, 1998, p. 416).
  • 16. A estação férrea da Pracinha da Tristeza por volta de 1920. Fonte: A Ferrovia do Riacho, do Sanitarismo à Modernização de Porto Alegre, de André Huyer
  • 17. “O trem saía do mercado e vinha até aqui. Muitos faziam a viagem nele. As pessoas não iam muito para as praias de mar. Era muito longe e não havia estradas. Acontece que muitas famílias de Porto Alegre vinham fazer o seu veraneio aqui, na Tristeza, na Pedra Redonda e em Ipanema. Eles faziam isso: a mulher e os filhos ficavam toda a semana e o marido trabalhava na cidade e vinha para cá nos finais de semana num trenzinho que tinha aqui” (LUCE, Helga Bins. Porto Alegre, 03 mar. 2013. O TRENZINHO NA LEMBRANÇA DOS MAIS VELHOS
  • 18. Momentos do balneário da Tristeza/1920: a chegada do trem e a praça/1910 Fonte: PELLIN, Roberto. Revelando a Tristeza. Porto Alegre: Metrópole, 1979.
  • 19. ASSUNÇÃO, CONCEIÇÃO E PEDRA REDONDA: AS VILAS BALNEÁRIAS DA TRISTEZA As denominadas Vilas Balneárias, Assunção, Conceição e Pedra Redonda que integravam o bairro Tristeza, foram muito procuradas neste período, pois entre as praias do Guaíba, eram as mais próximas do centro da cidade. Águas limpas, disponibilidade de terras, e, principalmente, a possibilidade de disporem de um meio de transporte seguro e eficiente (o trem) foram fatores decisivos para as famílias escolherem o arrabalde como refúgio.
  • 20. Praia da Pedra Redonda na Tristeza/1920 Fonte: Acervo da Família Schmitt
  • 21.
  • 22. Balneários da Tristeza - Vila Conceição/1950 Fonte: acervo da historiadora Helga Piccolo
  • 23. Anúncio divulgando o novo balneários da Tristeza/ Vila Assunção/1938 Fonte: SOCIEDADE DE ENGENHARIA. Boletim, Porto Alegre, n. 31, jan. 1940
  • 24. OS HOTÉIS E OS CLUBES DE VERÃO DA TRISTEZA Com o movimento intensificado nos meses de verão e marcado por uma vida social intensa, fez-se necessária a ampliação e melhorias na forma de bem receber o turista nos balneários da Tristeza. Surgem os primeiros hotéis e os clubes de verão proporcionando momentos de lazer e diversão para os veranistas.
  • 25. Hotel da Praia da Família Lazarini/1905 Fonte: Acervo da Escola Mãe de Deus
  • 26. Carnaval no Clube Jocotó da Tristeza/ 1929 Fonte: PELLIN, R. Revelando a Tristeza. Porto Alegre: Metrópole, 1979, p. 102.
  • 27. Referencial teórico (1) A pesquisa sobre o veraneio nas águas do Guaíba visou discorrer sobre as questões relacionadas ao lazer e ao descanso e para isso foram analisados alguns textos de Joffer Dumazedier. Esse autor vai chamar essa prática de “a dinâmica produtiva do lazer”, ou seja, o progresso científico e técnico leva ao aumento do tempo livre. Assim, torna-se necessário compreender as formas pelas quais os homens viveram seus múltiplos tempos, em especial o tempo do trabalho e do não-trabalho. O tempo do não-trabalho seria o tempo livre dentro do qual o lazer estaria inserido. Muitas vezes esse lazer vai estar associado à estadas em lugares aprazíveis e em contato com a natureza como a Zona Sul da cidade. DUMAZEDIER, Joffer. Sociologia Empírica do Lazer, São Paulo, Perspectiva, 1979
  • 28. Família reunida em momento de lazer na beira da praia/1920. Fonte: acervo de Rita Brugger
  • 29. Referencial teórico (2) Os estudos sobre o lazer e o verão de algumas famílias porto-alegrenses na Zona Sul avançaram a partir de dados obtidos com fontes orais. Foram feitas uma série de entrevistas com moradores antigos, outrora veranistas e moradores dos balneários analisados. A pesquisa com depoentes iniciou no ano de 2008, bem anterior aos estudos do mestrado e resultou em um acervo bastante significativo. Assim, esse trabalho se utilizou dos estudos de Ecléa Bosi, especialista em memória e lembranças dos mais velhos. Conforme esta autora, “a velhice social é o tempo de lembrar e aconselhar, pois para esses grupos, a lembrança é a sobrevivência do passado”. BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. Lembranças dos velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. .
  • 30.
  • 31.
  • 32.  REFERÊNCIAS  ALVES, Hélio Ricardo. Porto Alegre foi assim... Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001.  AQUILES, P. Alegre. História popular de Porto Alegre. Porto Alegre: Prefeitura Municipal, 1940.  BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. Lembranças dos velhos. SP: Companhia das Letras, 1994.  DUMAZEDIER, Joffer. Sociologia empírica do lazer. São Paulo: Perspectiva, 1979.  FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1998.  JANETE & PORTO ALEGRE. Blog. Disponível em: <http://janeterm.wordpress.com/>.  MACEDO, F. Riopardense de. Porto Alegre: origem e crescimento. Porto Alegre: Sulina, 1968.  MACHADO, Janete da Rocha. O veraneio de antigamente: Ipanema, Tristeza e os contornos de um tempo passado na Zona Sul de Porto Alegre. Dissertação defendida na PUCRS em 2014.  SANHUDO A. Veiga. Porto Alegre crônicas da minha cidade. Porto Alegre: Livraria Sulina 1961.  SCHIDROWITZ, Léo Jeronimo. RS : imagem da terra gaúcha. Porto Alegre: Cosmos, 1942.