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PRÁTICA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE
       TEXTOS ACADÊMICOS
  PROFESSORA: ELIETE CORREIA DOS SANTOS


APRESENTAÇÃO DO LIVRO ANATOMIA DE
   UM ARTIGO DE ANTÔNIO SOUTO
WALLBER – DELEGADO PC   NASCIMENTO – CAP PMPB



ASSIS – CAP PMPB           ORLANDO – CAP PMPB


BATISTA – CAP PMPB         HENRIQUE – CAP PMPB



 SAMARONI – CAP PMPB    CARLOS ALVE – CAP PMPB
UMA INTRODUÇÃO AO TEMA.
Artigo. Colaboração autoral publicada em
revistas técnicas
                              (FERREIRA, 2001)



Científico. Relativo à, ou que tem o rigor
da ciência.
                              (FERREIRA, 2001)


Artigo Científico. Colaboração autoral
publicada em revistas técnicas que tem o
rigor da ciência.
UMA INTRODUÇÃO AO TEMA.
Escrito no qual se aborda um problema,
formula-se uma hipótese ou objetivo, que é
testado empiricamente, obtendo-se respostas
que devem ser discutidas.
                                   (SOUTO, 2004)
O artigo científico trata de problemas científicos,
embora de extensão relativamente pequena.
Apresenta o resultado de estudos e pesquisas.
E, em geral, é publicado em revistas, jornais ou
outro periódico especializado.
                               (MEDEIROS, 2009)
INTRODUÇÃO


MATERIAL E MÉTODOS


RESULTADOS


DISCUSSÃO
INTRODUÇÃO: Quando é relatado para outras
pessoas aquilo que já foi feito(alguém chegou perto
das montanhas e viu árvores) e diz as condições
atuais difíceis da tribo, além de deixar claro o que
pretende fazer (ir às montanhas), está dando uma
introdução ao tema.



MATERIAL E MÉTODOS: No momento em que o
jovem explicava como iria fazer para atingir o
objetivo proposto (levaria cordas para escalar os
pontos mais íngremes, alimento suficiente para a
jornada, agasalhos etc.) ele está revelando a
metodologia (o "Material e métodos") da sua
aventura.
RESULTADOS: Ao relatar e mostrar o achado,
ele revela os resultados obtidos.




DISCUSSÃO: E, finalmente, quando ele divaga
sobre os resultados da sua jornada ("Talvez
porque lá é menos seco do aqui e a terra
também parece ser melhor" e " ... se forem
mais além, onde existe um grande lago, talvez
ainda encontrem mais alimentos em forma de
peixe") ele está realizando a Discussão".
A INTRODUÇÃO


PRIMEIRA ABORDAGEM DO
TEMA


EMBASAMENTO TEÓRICO


HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)
PRIMEIRA ABORDAGEM DO TEMA


   O autor chama a atenção sobre o caráter
    geral abordado em todas as entradas. Por
    isso se refere a tal aproximação como base
    do triângulo, região mais ampla da referida
    forma geométrica e que representaria a
    primeira abordagem do tema.
PRIMEIRA ABORDAGEM DO TEMA
                         EX.:
   O trabalho de Mendes Pontes & Monteiro da
    Cruz (1995) ("Área de vida, transferência entre
    grupos e status reprodutivo do sagüi-comum
    Callithrix jacchus em um fragmento de floresta
    no Nordeste do Brasil"), também pode ser
    apreciado:

   "O sagüi-cornum Callithrixjacchus (Erxleben,
    1977) é um pequeno mamífero Neotropical que
    ocorre no Nordeste do Brasil, do Maranhão a
    Bahia (...)".
EMBASAMENTO TEÓRICO
   Esse é o local que antecede o(s) objetivo(s) ou
    hipótese(s) do trabalho.

   O critério de uma aproximação mais geral,
    encontrado nas primeiras linhas da introdução,
    não mais satisfaz.

   De fato é uma fase de transição entre uma
    abordagem mais geral conhecida e uma
    específica, ainda desconhecida .
                                    (SOUTO, 2004)
EMBASAMENTO TEÓRICO

   Tal parte procura resgatar o que se sabe de
    mais importante sobre o assunto enfrentado.

   Relata-se um apanhado de informações já
    publicadas sobre o tema.
                               (SOUTO, 2004)
HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)


   “O final de uma introdução não é
    necessariamente o(s) objetivo(s) ou a(s)
    hipótese(s), mas isso é decerto o comum.
    Essa parte é o coroamento de toda a
    introdução e, é claro, tem que estar
    presente. Senão, qual a razão de ter-se
    começado o trabalho?”
                               (SOUTO, 2004)
HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)


            EX.: (SÓ COM OBJETIVO)

   "Assim, o presente estudo foi conduzido para
    elucidar se a masculinização óbvia das filhas
    ocorreu durante o período de vida pré- ou
    pós-natal“.
                   (SACHSER E KAISER, 1990)
HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)

               EX.: (COM HIPÓTESE)
   "Porque nem a coexistência de longa duração
    seguida de confrontação, nem a subdominância, em
    si mesma, é correlacionada com respostas
    comportamentais ou fisiológicas de estresse em
    preás socialmente experientes [EX] (32,36), nós
    postulamos que a atividade complementar de
    confrontação posterior, não seria alterada em
    machos EX. Baseados em achados prévios, por
    outro lado, esperamos uma diminuição na atividade
    complementar em tais machos EX, os quais seriam
    incapazes de estabelecer uma dominância estável
    (37)“.
                    (STEFANSKI & HENDRICHS, 1996),
HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)

Outras formas:
 O simples relato do que foi feito no trabalho;


   Em outras ocasiões, existe o objetivo ou a
    hipótese, mas a introdução não termina apenas
    com um desses pontos. Ela continua com algo
    que poderá ser muito semelhante a uma parte
    do material e métodos. Ou pode, ainda, existir
    uma mistura entre os objetivos e algo parecido
    com as informações tipicamente contidas na
    metodologia.
“ACASO”, QUESTIONAMENTOS, OBJETIVOS E
                   HIPÓTESES
   “Acaso”
    Procurando algo depara-se com outra coisa.(O autor não
    acredita)
   Questionamento
    Antecede o objetivo por ser ainda passivo:
    “- Será que existe mais alimento nas montanhas do que
    aqui?”
   Objetivos
    É a ação que procurará solucionar a dúvida:
    “- Vou verificar se existe mais alimento nas montanhas do
    que aqui na planície.”
   Hipótese.
    “Uma proposta científica coerente .” (LINDSAY, 1996)
    Entende-se que coerente significa que ela é lógica.
    Deve sempre anteceder os resultados de um trabalho.
A PRINCIPAL FALHA EM UMA INTRODUÇÃO

   Fugir do Tema principal ou objetivo

    É preciso ter em mente, portanto, que
    colocar assuntos considerados importantes
    só se justifica quando dizem respeito à
    finalidade da pesquisa.
O MATERIAL E MÉTODOS

“Já imaginou o que seria dos pratos culinários
se não existissem as receitas? Pois bem, se
não fossem as "receitas" (leia-se o '.'material e
métodos") dos artigos não teríamos ciência do
ponto de vista mais rigoroso! Isso porque não
basta apenas que haja a experimentação, é
preciso, e fundamental, que haja a
possibilidade de repetição.”
                          (SOUTO, 2004, p.40)
O MATERIAL E MÉTODOS
   Escrever a metodologia, é contar de uma
    maneira clara como tudo foi feito.

     Sem   subitens   (Descrição   em   parágrafo
     continuado)

     Divididaem subitens (Para quem lê, tem-se a
     vantagem de encontrar os tópicos de uma
     maneira mais fácil e clara (consulta mais
     precisa) e, para quem escreve, torna-se mais
     simples visualizar algum esquecimento.
O MATERIAL E MÉTODOS
   Ponto essencial
    Não esquecer de absolutamente nada que
    possa evitar um outro estudioso repetir o seu
    trabalho de uma forma mais fidedigna possível!

    Naturalmente, caso uma metodologia já esteja
    bem fundamentada e/ou descrita numa revista
    científica de renome ou livro, o autor pode fazer
    a referência àquela publicação em seu artigo.
    Isso evita que ele tenha que escrever todo um
    aspecto metodológico já formulado e aceito.
    Algumas revistas, inclusive, valorizam esse tipo
    de procedimento.
PRINCIPAL FALHA NOS MATERIAIS E MÉTODOS



   Não colocar detalhadamente os materiais e
    os procedimentos da pesquisa!
OS RESULTADOS

   A parte "resultados" deve conter tão somente
    os resultados obtidos, sem discutir ou tecer
    conjecturas sobre eles, falha mais freqüente
    e, salvo quando uma revista exija que as
    partes "resultados" e "discussão" venham
    juntas, deve-se mantê-Ias em tópicos
    distintos.
OS RESULTADOS
   A união dos resultados com a discussão,
    induz o leitor a opinião do autor, deixando-o
    a mercê da capacidade de argumentação do
    pesquisador, por sugestionabilidade, mesmo
    quando os seus resultados não apontem
    exatamente para a direção proposta.

   Se houver uma ordenação de hipóteses ou
    de objetivos na introdução, a abordagem dos
    resultados deve seguir tal seqüência.
OS RESULTADOS
              TABELAS E GRÁFICOS
   Nada de enfeites!
    Deixe de lado aquela tabela ou gráfico que você
    acha que vai causar um tremendo impacto, por
    causa     da     quantidade     exagerada    de
    informações, ou das fascinantes linhas e barras
    de aspecto tridimensional surrealista. Em
    primeiro lugar, aquilo que for apresentado como
    resultado deverá ser comentado na discussão.
OS RESULTADOS
             TABELAS E GRÁFICOS

   A quantidade de tabelas ou gráficos também
    não é importante, o fundamental é que eles
    ilustrem os resultados. Contudo devem ser
    evitados   aqueles     que   não     tiverem
    necessidade .
OS RESULTADOS
                   TABELAS
 As tabelas são, em geral, abertas nas laterais.
 Quando uma tabela possui várias linhas, deve-
  se estar atento à colocação de linhas duplas
  nos limites da mesma.
 Deve-se manter em um mínimo a quantidade
  de linhas.
 O autor deve procurar o máximo de alternativas
  para uma apresentação mais simples.
OS RESULTADOS
                   TABELAS
   Uma tabela deve conter todas as
    informações necessárias para que a mesma
    possa ser compreendida sem dificuldades.
    Caso ela possua alguns códigos e
    abreviações,    é   importante   que   os
    significados dos mesmos estejam colocados
    abaixo da tabela, da maneira mais clara
    possível.
TABELA – FORMA ACEITA
TABELA – FORMA CONSIDERADA FALHA
OS RESULTADOS

             GRÁFICOS

As figuras de gráficos são capazes de
transmitir uma informação complexa mais
rapidamente do que uma tabela, mas é
preciso tomar certos cuidados na sua
elaboração e escolha dos modelos.
Felizmente existem bons programas para a
elaboração adequada de uma abrangente
gama de gráficos.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   O gráfico setorial (torta ou pizza)
    Esse     tipo    de     gráfico   tem    uma
    representatividade reduzida nos artigos, pois
    geralmente dizem respeito à comparação de
    dados percentuais.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   O gráfico de barras
    Esse é um dos mais usados gráficos nos artigos.
    Sua importância é a quantidade de informação
    transmitida. Ele apresenta-se de fácil visualização
    quando se quer comparar montantes.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   O gráfico de linhas
    Não há um grande mistério quanto a esse gráfico mas
    atenção: se no setorial um excesso de dados pode vir
    a ser cansativo para um bom entendimento do mesmo,
    no de linhas esse detalhe pode ser critico, tomando
    impossível a adequada visualização dos dados.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   O gráfico em 3D ou 2D
    Embora os gráficos em uma perspectiva
    tridimensional possam parecer atraentes, eles,
    em geral, não adicionam nenhuma informação
    suplementar e, salvo algumas exceções, tomam
    os seus resultados menos claros.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   O gráfico “Box and Whiskers”
    Embora não muito usado para a apresentação de dados
    em revistas, essa é uma das mais poderosas ilustrações,
    rivalizando plenamente com o gráfico de barras. A sua
    vantagem é proporcionar um número grande de
    informações de uma maneira clara. Ele não apenas indica a
    média e o desvio padrão, como também pode apresentar o
    erro padrão.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   Um gráfico com plotagem absoluta dos dados

    O gráfico de distribuição com plotagem dos dados
    é uma boa alternativa para o "Box and Whiskers"
    e o de barra, mostrados anteriormente. Ele
    apresenta a real distribuição dos dados, além de
    possuir uma barra horizontal que pode ser a
    média ou mediana de cada conjunto das
    amostras. Sua principal qualidade, portanto, é
    permitir uma visualização precisa daquilo que foi
    obtido experimentalmente.
OS RESULTADOS - GRÁFICOS
   Cores tons de cinza e outras variações
        Uma página colorida possui um preço mais
    elevado do que uma editada em preto e branco.
    Dessa forma, as revistas científicas publicam o seu
    material em preto e branco (salvo algumas raras
    exceções). Para o pesquisador, tal fato impõe a
    adequação do seu material. Naturalmente, um
    gráfico com as cores bem escolhidas é mais fácil de
    entender do que um em preto e branco, mas aqui o
    caráter econômico impera.

    É preciso, pois, criar a melhor ilustração possível
    usando-se apenas duas cores ou tons de cinza, com
    cuidada para não provocar ilusão de ótica
PRINCIPAIS FALHAS NOS RESULTADOS

   A mais corriqueira delas é incluir algum
    comentário que certamente se encaixa na
    discussão. Existem casos de verdadeiras
    abordagens teóricas sobre determinados
    achados, um procedimento inadequado para
    esse tópico.

   Outra falha comum: incluir resultados que
    envolvem uma direção diferente daquela do
    objetivo.
A DISCUSSÃO
   Se as suas idéias foram claras ao longo do
    começo do trabalho e os seus resultados
    sólidos, ela será fácil de ser escrita. Por outro
    lado, se existe uma grande dificuldade em se
    escrever a discussão, isso pode significar que o
    trabalho se apresenta confuso até mesmo para
    o autor.

   Nela o pesquisador pode ser livre para colocar
    as suas opiniões, desde que respaldadas de
    uma forma lógica pelos resultados.
A DISCUSSÃO – UMA INTRODUÇÃO INVERTIDA




 OS RESULTADOS: OQUE REPRESENTAM?

 E EM RELAÇÃO AO DE OUTROS
 AUTORES

 NOVOS CAMINHOS PARA FUTUROS
 ESTUDOS
OS RESULTADOS: O QUE REPRESENTAM?


   Eles devem estar todos comentados nessa
    última parte principal do artigo. Mas como foi
    dito anteriormente, não se espera que haja
    uma simples repetição daquele tópico, mas
    uma abordagem que procure explicá-los
    teoricamente.
E EM RELAÇÃO AO DE OUTROS AUTORES


   Comparar os seus resultados com os de
    outros autores, tecendo comentários sobre a
    concordância ou a discordância com os
    achados daqueles profissionais.
NOVOS CAMINHOS PARA FUTUROS ESTUDOS



   Um último parágrafo poderia trazer uma
    síntese do assunto, concluindo-o, propor
    aquilo que pode ser feito na área de estudos
    e até revelar novas hipóteses para serem
    estudadas no futuro.
AS FALHAS MAIS COMUNS NA DISCUSSÃO

   Não discutir, apenas repetir os resultados.
    Pior, essencialmente repetir os de outros
    autores. Terrível: apresentar os resultados de
    outros autores e que não dizem respeito ao
    assunto tratado na sua pesquisa.

   Um lapso igualmente comum é o de incluir
    resultados (não mostrados naquele tópico de
    mesmo nome) dentro da discussão.
FIGURA QUE REPRESENTA O ARTIGO
PRIMEIRA ABORDAGEM DO
TEMA
                                INTRODUÇÃO         I
EMBASAMENTO TEÓRICO

HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)
                            MATERIAL E MÉTODOS    II
                               RESULTADOS         III
OS RESULTADOS: OQUE
REPRESENTAM?
E EM RELAÇÃO AO DE OUTROS
                                DISCUSSÃO        IV
AUTORES
NOVOS CAMINHOS PARA
FUTUROS ESTUDOS
O TÍTULO

 Porta de entrada do seu pensamento;
 Diante de uma infinidade de artigos sendo
  publicados,       estando     os    estudiosos
  sobrecarregados de novas informações, o
  título será o diferencial a chamar a atenção e
  posteriormente ser citado em outros artigos.
 Em jornais diários e revista comerciais, os
  títulos são de grande importância
PRINCIPAL CAUSA DE UM TÍTULO MENOS
            ADEQUADO

   A formulação ainda na época em que a
    pesquisa era apenas um projeto. Depois,
    quando o artigo já está pronto, lá está ele,
    incólume; o mesmo título geral de sempre.
    Some-se a isso a nossa predileção por
    mistérios, influenciados profundamente pelos
    melhores romancistas e roteiristas.
O RESUMO

   Um resumo considerado como bom deve ter
    todas as principais partes, reduzidas, de um
    artigo experimental. Sendo assim, ele
    possui:
    a) Uma pequena introdução;
    b) Uma sucinta metodologia;
    c) Os principais resultados;
    d) Uma breve conclusão.
O RESUMO


   Um resumo, por tanto, deve ser algo
    extremamente objetivo, salvo quando houver
    um pedido explícito por parte da revista
    sobre o seu formato.
AS PALAVRAS-CHAVE

 Elas servem para orientar o leitor sobre o
  assunto que irá ser tratado, além de serem
  usadas para indexar o artigo em sistemas de
  busca computadorizados.
 O número de palavras-chave varia de revista
  para revista.
 É comum colocá-las das mais gerais para as
  mais específicas, em termos de assunto
  tratado.
A QUANTIDADE DE PÁGINAS
   Custos altos das páginas bem impressas para
    publicação influencia.

   Em geral um artigo experimental tem entre 7 e 14
    páginas (em sua forma final).

   O tamanho e o tipo da fonte utilizada, o
    espaçamento entre as linhas, se o texto é
    colunado ou não, o tamanho das figuras ou
    tabelas, uma possível redução no tipo utilizado
    para o tópico da metodologia etc., podem alterar
    consideravelmente o resultado final. Deve-se
    observar a formatação da revista em mente.
CITANDO OUTROS TRABALHOS: A BIBLIOGRAFIA
 É preciso procurar na revista (ou o "site"da
  revista na internet) uma parte referente às
  instruções que os autores devem seguir para
  escrever a bibliografia e fazer as citações.
 Tais informações têm como princípio facilitar ao
  máximo que o citado trabalho seja achado sem
  problema pelos leitores.
 Distribuição dos capítulos 9 e 14 do livro
  Redação Científica: A Prática de Fichamentos,
  Resumos e Resenhas. (MEDEIROS , 2009)
CITAÇÕES DA INTERNET
   Em geral não se cita a internet em artigos.
    Contudo, é possível que esse quadro mude
    com o crescimento das revistas científicas "on-
    line", ou seja, aquelas que são publicadas
    diretamente na rede.

   O problema de citar atualmente a maior parte
    das informações da internet, embora ela seja
    abrangente e cobrindo diversos assuntos, é que
    não temos uma segurança maior sobre a
    veracidade dos dados.
O LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO



   Essa é uma etapa fundamental para quem
    vai escrever um artigo: o levantamento do
    que já foi abordado sobre o assunto de
    interesse.
REMETENDO O ARTIGO PARA AVALIAÇÃO E
           PUBLICAÇÃO
   Importante ler como cada revista espera que o
    artigo seja remetido. Ou seja: qual o programa
    de texto/formato (Word, WordPerfect, Claris
    etc.), plataforma (PC, Macchintosh, Unix), além
    de diversas outras informações como a
    possibilidade de inserção de fotos ou desenhos,
    símbolos científicos usados, o formato da
    bibliografia e citações etc. É fundamental,
    portanto, que o pesquisador esteja muito atento
    para as normas de cada revista.
REMETENDO O ARTIGO PARA AVALIAÇÃO E
               PUBLICAÇÃO

   Uma vez que o manuscrito é corrigido pelos
    revisores e aceito para publicação, a revista o
    remeterá de volta para o autor. As correções
    propostas deverão ser realizadas, salvo quanto
    o autor julgar que a revisão foi falha e, nesse
    caso, ele poderá se justificar Junto ao editor da
    revista, procurando evitar seguir uma
    determinada orientação indicada.
REFERÊNCIAS
SOUTO, Antônio. Anatomia de um Artigo.
Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2004.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda
(Coord.). Miniaurélio Século XXI Escolar: 4. ed.
Organização de Margarida dos Anjos, Marina
Baird Ferreira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
2001.

MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: A
Prática de Fichamentos, Resumos, Resenhas.
11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

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Anatomia do artigo cesp

  • 1. ESTADO DA PARAÍBA POLÍCIA MILITAR CENTRO DE EDUCAÇÃO CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA CESP 2011.2 PRÁTICA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS PROFESSORA: ELIETE CORREIA DOS SANTOS APRESENTAÇÃO DO LIVRO ANATOMIA DE UM ARTIGO DE ANTÔNIO SOUTO
  • 2. WALLBER – DELEGADO PC NASCIMENTO – CAP PMPB ASSIS – CAP PMPB ORLANDO – CAP PMPB BATISTA – CAP PMPB HENRIQUE – CAP PMPB SAMARONI – CAP PMPB CARLOS ALVE – CAP PMPB
  • 3. UMA INTRODUÇÃO AO TEMA. Artigo. Colaboração autoral publicada em revistas técnicas (FERREIRA, 2001) Científico. Relativo à, ou que tem o rigor da ciência. (FERREIRA, 2001) Artigo Científico. Colaboração autoral publicada em revistas técnicas que tem o rigor da ciência.
  • 4. UMA INTRODUÇÃO AO TEMA. Escrito no qual se aborda um problema, formula-se uma hipótese ou objetivo, que é testado empiricamente, obtendo-se respostas que devem ser discutidas. (SOUTO, 2004) O artigo científico trata de problemas científicos, embora de extensão relativamente pequena. Apresenta o resultado de estudos e pesquisas. E, em geral, é publicado em revistas, jornais ou outro periódico especializado. (MEDEIROS, 2009)
  • 6. INTRODUÇÃO: Quando é relatado para outras pessoas aquilo que já foi feito(alguém chegou perto das montanhas e viu árvores) e diz as condições atuais difíceis da tribo, além de deixar claro o que pretende fazer (ir às montanhas), está dando uma introdução ao tema. MATERIAL E MÉTODOS: No momento em que o jovem explicava como iria fazer para atingir o objetivo proposto (levaria cordas para escalar os pontos mais íngremes, alimento suficiente para a jornada, agasalhos etc.) ele está revelando a metodologia (o "Material e métodos") da sua aventura.
  • 7. RESULTADOS: Ao relatar e mostrar o achado, ele revela os resultados obtidos. DISCUSSÃO: E, finalmente, quando ele divaga sobre os resultados da sua jornada ("Talvez porque lá é menos seco do aqui e a terra também parece ser melhor" e " ... se forem mais além, onde existe um grande lago, talvez ainda encontrem mais alimentos em forma de peixe") ele está realizando a Discussão".
  • 8. A INTRODUÇÃO PRIMEIRA ABORDAGEM DO TEMA EMBASAMENTO TEÓRICO HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)
  • 9. PRIMEIRA ABORDAGEM DO TEMA  O autor chama a atenção sobre o caráter geral abordado em todas as entradas. Por isso se refere a tal aproximação como base do triângulo, região mais ampla da referida forma geométrica e que representaria a primeira abordagem do tema.
  • 10. PRIMEIRA ABORDAGEM DO TEMA EX.:  O trabalho de Mendes Pontes & Monteiro da Cruz (1995) ("Área de vida, transferência entre grupos e status reprodutivo do sagüi-comum Callithrix jacchus em um fragmento de floresta no Nordeste do Brasil"), também pode ser apreciado:  "O sagüi-cornum Callithrixjacchus (Erxleben, 1977) é um pequeno mamífero Neotropical que ocorre no Nordeste do Brasil, do Maranhão a Bahia (...)".
  • 11. EMBASAMENTO TEÓRICO  Esse é o local que antecede o(s) objetivo(s) ou hipótese(s) do trabalho.  O critério de uma aproximação mais geral, encontrado nas primeiras linhas da introdução, não mais satisfaz.  De fato é uma fase de transição entre uma abordagem mais geral conhecida e uma específica, ainda desconhecida . (SOUTO, 2004)
  • 12. EMBASAMENTO TEÓRICO  Tal parte procura resgatar o que se sabe de mais importante sobre o assunto enfrentado.  Relata-se um apanhado de informações já publicadas sobre o tema. (SOUTO, 2004)
  • 13. HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S)  “O final de uma introdução não é necessariamente o(s) objetivo(s) ou a(s) hipótese(s), mas isso é decerto o comum. Essa parte é o coroamento de toda a introdução e, é claro, tem que estar presente. Senão, qual a razão de ter-se começado o trabalho?” (SOUTO, 2004)
  • 14. HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S) EX.: (SÓ COM OBJETIVO)  "Assim, o presente estudo foi conduzido para elucidar se a masculinização óbvia das filhas ocorreu durante o período de vida pré- ou pós-natal“. (SACHSER E KAISER, 1990)
  • 15. HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S) EX.: (COM HIPÓTESE)  "Porque nem a coexistência de longa duração seguida de confrontação, nem a subdominância, em si mesma, é correlacionada com respostas comportamentais ou fisiológicas de estresse em preás socialmente experientes [EX] (32,36), nós postulamos que a atividade complementar de confrontação posterior, não seria alterada em machos EX. Baseados em achados prévios, por outro lado, esperamos uma diminuição na atividade complementar em tais machos EX, os quais seriam incapazes de estabelecer uma dominância estável (37)“. (STEFANSKI & HENDRICHS, 1996),
  • 16. HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S) Outras formas:  O simples relato do que foi feito no trabalho;  Em outras ocasiões, existe o objetivo ou a hipótese, mas a introdução não termina apenas com um desses pontos. Ela continua com algo que poderá ser muito semelhante a uma parte do material e métodos. Ou pode, ainda, existir uma mistura entre os objetivos e algo parecido com as informações tipicamente contidas na metodologia.
  • 17. “ACASO”, QUESTIONAMENTOS, OBJETIVOS E HIPÓTESES  “Acaso” Procurando algo depara-se com outra coisa.(O autor não acredita)  Questionamento Antecede o objetivo por ser ainda passivo: “- Será que existe mais alimento nas montanhas do que aqui?”  Objetivos É a ação que procurará solucionar a dúvida: “- Vou verificar se existe mais alimento nas montanhas do que aqui na planície.”  Hipótese. “Uma proposta científica coerente .” (LINDSAY, 1996) Entende-se que coerente significa que ela é lógica. Deve sempre anteceder os resultados de um trabalho.
  • 18. A PRINCIPAL FALHA EM UMA INTRODUÇÃO  Fugir do Tema principal ou objetivo É preciso ter em mente, portanto, que colocar assuntos considerados importantes só se justifica quando dizem respeito à finalidade da pesquisa.
  • 19. O MATERIAL E MÉTODOS “Já imaginou o que seria dos pratos culinários se não existissem as receitas? Pois bem, se não fossem as "receitas" (leia-se o '.'material e métodos") dos artigos não teríamos ciência do ponto de vista mais rigoroso! Isso porque não basta apenas que haja a experimentação, é preciso, e fundamental, que haja a possibilidade de repetição.” (SOUTO, 2004, p.40)
  • 20. O MATERIAL E MÉTODOS  Escrever a metodologia, é contar de uma maneira clara como tudo foi feito.  Sem subitens (Descrição em parágrafo continuado)  Divididaem subitens (Para quem lê, tem-se a vantagem de encontrar os tópicos de uma maneira mais fácil e clara (consulta mais precisa) e, para quem escreve, torna-se mais simples visualizar algum esquecimento.
  • 21. O MATERIAL E MÉTODOS  Ponto essencial Não esquecer de absolutamente nada que possa evitar um outro estudioso repetir o seu trabalho de uma forma mais fidedigna possível! Naturalmente, caso uma metodologia já esteja bem fundamentada e/ou descrita numa revista científica de renome ou livro, o autor pode fazer a referência àquela publicação em seu artigo. Isso evita que ele tenha que escrever todo um aspecto metodológico já formulado e aceito. Algumas revistas, inclusive, valorizam esse tipo de procedimento.
  • 22. PRINCIPAL FALHA NOS MATERIAIS E MÉTODOS  Não colocar detalhadamente os materiais e os procedimentos da pesquisa!
  • 23. OS RESULTADOS  A parte "resultados" deve conter tão somente os resultados obtidos, sem discutir ou tecer conjecturas sobre eles, falha mais freqüente e, salvo quando uma revista exija que as partes "resultados" e "discussão" venham juntas, deve-se mantê-Ias em tópicos distintos.
  • 24. OS RESULTADOS  A união dos resultados com a discussão, induz o leitor a opinião do autor, deixando-o a mercê da capacidade de argumentação do pesquisador, por sugestionabilidade, mesmo quando os seus resultados não apontem exatamente para a direção proposta.  Se houver uma ordenação de hipóteses ou de objetivos na introdução, a abordagem dos resultados deve seguir tal seqüência.
  • 25. OS RESULTADOS TABELAS E GRÁFICOS  Nada de enfeites! Deixe de lado aquela tabela ou gráfico que você acha que vai causar um tremendo impacto, por causa da quantidade exagerada de informações, ou das fascinantes linhas e barras de aspecto tridimensional surrealista. Em primeiro lugar, aquilo que for apresentado como resultado deverá ser comentado na discussão.
  • 26. OS RESULTADOS TABELAS E GRÁFICOS  A quantidade de tabelas ou gráficos também não é importante, o fundamental é que eles ilustrem os resultados. Contudo devem ser evitados aqueles que não tiverem necessidade .
  • 27. OS RESULTADOS TABELAS  As tabelas são, em geral, abertas nas laterais.  Quando uma tabela possui várias linhas, deve- se estar atento à colocação de linhas duplas nos limites da mesma.  Deve-se manter em um mínimo a quantidade de linhas.  O autor deve procurar o máximo de alternativas para uma apresentação mais simples.
  • 28. OS RESULTADOS TABELAS  Uma tabela deve conter todas as informações necessárias para que a mesma possa ser compreendida sem dificuldades. Caso ela possua alguns códigos e abreviações, é importante que os significados dos mesmos estejam colocados abaixo da tabela, da maneira mais clara possível.
  • 30. TABELA – FORMA CONSIDERADA FALHA
  • 31. OS RESULTADOS GRÁFICOS As figuras de gráficos são capazes de transmitir uma informação complexa mais rapidamente do que uma tabela, mas é preciso tomar certos cuidados na sua elaboração e escolha dos modelos. Felizmente existem bons programas para a elaboração adequada de uma abrangente gama de gráficos.
  • 32. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  O gráfico setorial (torta ou pizza) Esse tipo de gráfico tem uma representatividade reduzida nos artigos, pois geralmente dizem respeito à comparação de dados percentuais.
  • 33. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  O gráfico de barras Esse é um dos mais usados gráficos nos artigos. Sua importância é a quantidade de informação transmitida. Ele apresenta-se de fácil visualização quando se quer comparar montantes.
  • 34. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  O gráfico de linhas Não há um grande mistério quanto a esse gráfico mas atenção: se no setorial um excesso de dados pode vir a ser cansativo para um bom entendimento do mesmo, no de linhas esse detalhe pode ser critico, tomando impossível a adequada visualização dos dados.
  • 35. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  O gráfico em 3D ou 2D Embora os gráficos em uma perspectiva tridimensional possam parecer atraentes, eles, em geral, não adicionam nenhuma informação suplementar e, salvo algumas exceções, tomam os seus resultados menos claros.
  • 36. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  O gráfico “Box and Whiskers” Embora não muito usado para a apresentação de dados em revistas, essa é uma das mais poderosas ilustrações, rivalizando plenamente com o gráfico de barras. A sua vantagem é proporcionar um número grande de informações de uma maneira clara. Ele não apenas indica a média e o desvio padrão, como também pode apresentar o erro padrão.
  • 37. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  Um gráfico com plotagem absoluta dos dados O gráfico de distribuição com plotagem dos dados é uma boa alternativa para o "Box and Whiskers" e o de barra, mostrados anteriormente. Ele apresenta a real distribuição dos dados, além de possuir uma barra horizontal que pode ser a média ou mediana de cada conjunto das amostras. Sua principal qualidade, portanto, é permitir uma visualização precisa daquilo que foi obtido experimentalmente.
  • 38. OS RESULTADOS - GRÁFICOS  Cores tons de cinza e outras variações Uma página colorida possui um preço mais elevado do que uma editada em preto e branco. Dessa forma, as revistas científicas publicam o seu material em preto e branco (salvo algumas raras exceções). Para o pesquisador, tal fato impõe a adequação do seu material. Naturalmente, um gráfico com as cores bem escolhidas é mais fácil de entender do que um em preto e branco, mas aqui o caráter econômico impera. É preciso, pois, criar a melhor ilustração possível usando-se apenas duas cores ou tons de cinza, com cuidada para não provocar ilusão de ótica
  • 39. PRINCIPAIS FALHAS NOS RESULTADOS  A mais corriqueira delas é incluir algum comentário que certamente se encaixa na discussão. Existem casos de verdadeiras abordagens teóricas sobre determinados achados, um procedimento inadequado para esse tópico.  Outra falha comum: incluir resultados que envolvem uma direção diferente daquela do objetivo.
  • 40. A DISCUSSÃO  Se as suas idéias foram claras ao longo do começo do trabalho e os seus resultados sólidos, ela será fácil de ser escrita. Por outro lado, se existe uma grande dificuldade em se escrever a discussão, isso pode significar que o trabalho se apresenta confuso até mesmo para o autor.  Nela o pesquisador pode ser livre para colocar as suas opiniões, desde que respaldadas de uma forma lógica pelos resultados.
  • 41. A DISCUSSÃO – UMA INTRODUÇÃO INVERTIDA OS RESULTADOS: OQUE REPRESENTAM? E EM RELAÇÃO AO DE OUTROS AUTORES NOVOS CAMINHOS PARA FUTUROS ESTUDOS
  • 42. OS RESULTADOS: O QUE REPRESENTAM?  Eles devem estar todos comentados nessa última parte principal do artigo. Mas como foi dito anteriormente, não se espera que haja uma simples repetição daquele tópico, mas uma abordagem que procure explicá-los teoricamente.
  • 43. E EM RELAÇÃO AO DE OUTROS AUTORES  Comparar os seus resultados com os de outros autores, tecendo comentários sobre a concordância ou a discordância com os achados daqueles profissionais.
  • 44. NOVOS CAMINHOS PARA FUTUROS ESTUDOS  Um último parágrafo poderia trazer uma síntese do assunto, concluindo-o, propor aquilo que pode ser feito na área de estudos e até revelar novas hipóteses para serem estudadas no futuro.
  • 45. AS FALHAS MAIS COMUNS NA DISCUSSÃO  Não discutir, apenas repetir os resultados. Pior, essencialmente repetir os de outros autores. Terrível: apresentar os resultados de outros autores e que não dizem respeito ao assunto tratado na sua pesquisa.  Um lapso igualmente comum é o de incluir resultados (não mostrados naquele tópico de mesmo nome) dentro da discussão.
  • 46. FIGURA QUE REPRESENTA O ARTIGO PRIMEIRA ABORDAGEM DO TEMA INTRODUÇÃO I EMBASAMENTO TEÓRICO HIPÓTESE(S)/OBJETIVO(S) MATERIAL E MÉTODOS II RESULTADOS III OS RESULTADOS: OQUE REPRESENTAM? E EM RELAÇÃO AO DE OUTROS DISCUSSÃO IV AUTORES NOVOS CAMINHOS PARA FUTUROS ESTUDOS
  • 47. O TÍTULO  Porta de entrada do seu pensamento;  Diante de uma infinidade de artigos sendo publicados, estando os estudiosos sobrecarregados de novas informações, o título será o diferencial a chamar a atenção e posteriormente ser citado em outros artigos.  Em jornais diários e revista comerciais, os títulos são de grande importância
  • 48. PRINCIPAL CAUSA DE UM TÍTULO MENOS ADEQUADO  A formulação ainda na época em que a pesquisa era apenas um projeto. Depois, quando o artigo já está pronto, lá está ele, incólume; o mesmo título geral de sempre. Some-se a isso a nossa predileção por mistérios, influenciados profundamente pelos melhores romancistas e roteiristas.
  • 49. O RESUMO  Um resumo considerado como bom deve ter todas as principais partes, reduzidas, de um artigo experimental. Sendo assim, ele possui: a) Uma pequena introdução; b) Uma sucinta metodologia; c) Os principais resultados; d) Uma breve conclusão.
  • 50. O RESUMO  Um resumo, por tanto, deve ser algo extremamente objetivo, salvo quando houver um pedido explícito por parte da revista sobre o seu formato.
  • 51. AS PALAVRAS-CHAVE  Elas servem para orientar o leitor sobre o assunto que irá ser tratado, além de serem usadas para indexar o artigo em sistemas de busca computadorizados.  O número de palavras-chave varia de revista para revista.  É comum colocá-las das mais gerais para as mais específicas, em termos de assunto tratado.
  • 52. A QUANTIDADE DE PÁGINAS  Custos altos das páginas bem impressas para publicação influencia.  Em geral um artigo experimental tem entre 7 e 14 páginas (em sua forma final).  O tamanho e o tipo da fonte utilizada, o espaçamento entre as linhas, se o texto é colunado ou não, o tamanho das figuras ou tabelas, uma possível redução no tipo utilizado para o tópico da metodologia etc., podem alterar consideravelmente o resultado final. Deve-se observar a formatação da revista em mente.
  • 53. CITANDO OUTROS TRABALHOS: A BIBLIOGRAFIA  É preciso procurar na revista (ou o "site"da revista na internet) uma parte referente às instruções que os autores devem seguir para escrever a bibliografia e fazer as citações.  Tais informações têm como princípio facilitar ao máximo que o citado trabalho seja achado sem problema pelos leitores.  Distribuição dos capítulos 9 e 14 do livro Redação Científica: A Prática de Fichamentos, Resumos e Resenhas. (MEDEIROS , 2009)
  • 54. CITAÇÕES DA INTERNET  Em geral não se cita a internet em artigos. Contudo, é possível que esse quadro mude com o crescimento das revistas científicas "on- line", ou seja, aquelas que são publicadas diretamente na rede.  O problema de citar atualmente a maior parte das informações da internet, embora ela seja abrangente e cobrindo diversos assuntos, é que não temos uma segurança maior sobre a veracidade dos dados.
  • 55. O LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO  Essa é uma etapa fundamental para quem vai escrever um artigo: o levantamento do que já foi abordado sobre o assunto de interesse.
  • 56. REMETENDO O ARTIGO PARA AVALIAÇÃO E PUBLICAÇÃO  Importante ler como cada revista espera que o artigo seja remetido. Ou seja: qual o programa de texto/formato (Word, WordPerfect, Claris etc.), plataforma (PC, Macchintosh, Unix), além de diversas outras informações como a possibilidade de inserção de fotos ou desenhos, símbolos científicos usados, o formato da bibliografia e citações etc. É fundamental, portanto, que o pesquisador esteja muito atento para as normas de cada revista.
  • 57. REMETENDO O ARTIGO PARA AVALIAÇÃO E PUBLICAÇÃO  Uma vez que o manuscrito é corrigido pelos revisores e aceito para publicação, a revista o remeterá de volta para o autor. As correções propostas deverão ser realizadas, salvo quanto o autor julgar que a revisão foi falha e, nesse caso, ele poderá se justificar Junto ao editor da revista, procurando evitar seguir uma determinada orientação indicada.
  • 58. REFERÊNCIAS SOUTO, Antônio. Anatomia de um Artigo. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2004. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda (Coord.). Miniaurélio Século XXI Escolar: 4. ed. Organização de Margarida dos Anjos, Marina Baird Ferreira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: A Prática de Fichamentos, Resumos, Resenhas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.