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História da Igreja II: Aula 5: Igrejas Reformadas
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Mística Missionária - Diocese de Guarulhos

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Mística Missionária - Diocese de Guarulhos

  1. 1. Mística MissionáriaEspiritualidade missionáriaE vida do discípulo missionário
  2. 2. Espiritualidade missionária fundamentaçãoApós o Concílio Vaticano II, a Teologia da missão definiu-seem torno de três elementos fundamentais:A sua fonte trinitáriaA sua identificação com a promoção e os valores do ReinoE sua peregrinação pelos caminhos da humanidade, ouseja, a sua encarnação na história.Nesses elementos encontramos a chave de leitura daEspiritualidade Missionária hoje. O Vaticano II inicia processos que livram a missão da Igrejade fixações e territórios geográficos.A Igreja se declara POVO DE DEUS que é por “naturezamissionária” ( Ad gentes 2 e 6)
  3. 3. Caminho do discipuladoDesde o seu batismo, os cristãos participam dessa natureza missionáriacomo “adeptos do caminho” ( At 9,2) e seguidores de Jesus Cristo. Ele oprimeiro enviado do Pai ao mundo ( Jo 5,36)Ele é o Caminho. E esse caminho é escolha, é escola.Há uma íntima relação entre ser cristão e ser missionário. Começo a vivera missão não somente como um movimento para os outros, um movimentocentrífugo, mas como um movimento para o coração de Deus.Cabe-nos adentrar este movimento da Santíssima Trindade, para irmosem direção ao coração do Deus Uno e Trino.Antes de ser uma atividade, missão é contemplação e disposição paramergulhar no projeto e na bondade de Deus.Ao missionário cabe inserir-se neste amor de Deus para com todos, deixar-se conduzir por Deus, situar-se no coração de Deus que dirige e leva anossa vida a um serviço maior.Ser discípulo e missionário não é algo distante ou para outros povos da AL.
  4. 4. Cheios das coisas de Deus
  5. 5. Fundamentos da espiritualidade missionária O Elemento contemplativo da MissãoO Concílio situou a Missão na sua verdadeira fonte: Ela nasce em Deus e é dom de Deus. Nossa colaboração missionária consiste apenas emdeixarmo-nos envolver por esse dom. Antes de se entregar as pessoas que quer evangelizar, omissionário se entrega a Deus, de quem está enamorado. No prólogo João declara a origem, a finalidade e asdimensões cósmicas da Missão do Verbo. A Palavra penetra toda a história humana e todas asrealidades, oferecendo-lhes a abundância e a plenitude dodom de Deus. Ela abraça a história humana:”fez-se carne ehabitou entre nós” (Jo 1,14).
  6. 6. Novas relações com o MestreEsta leitura contemplativa da missão faz com que elaseja um mistério, uma amizade que se descobre àmedida que nos abrimos a ela, e lhe entregarmos ocoração.De fato em João, os discípulos, em vez de seremchamados, como nos outros Evangelhos ( sinóticos),são atraídos, são seduzidos por Jesus. Aprofundando esta amizade, eles entram na Missão: “ Mestre, onde moras?”. “ Vinde e vede!” É preciso entrar na casa do Mestre. No evangelho deJoão, a Missão é diálogo, encontro, partilha. É o espaçoprivilegiado para Jesus comunicar o dom do Pai.
  7. 7. Atingir a dimensão do REINONinguém é excluído do plano de salvação, que é único euniversal. A Missão da Igreja insere-se nesse projeto divino,que ultrapassa as fronteiras da Igreja e atinge as dimensõesdo Reino. Deus chegou a todos os povos, antes de omissionário ter chegado lá, de um modo que só Ele conhece.O Espírito de Deus continua atuando na história. A tarefa daIgreja não é levar Deus, mas descobrir e fazer crescer apresença e ação de Deus. O papel do missionário é encontraros valores que comprovam a passagem do Espírito pelo povo,antes de ter chegado lá. Identificar as marcas do Espírito efortificá-las , aprender a ver por cima deles, como Deus vê.O evangelho é muito mais uma maneira de ser e de se situarfrente aos grandes valores, do que capacidade para atuar.Abrir-se ao Espírito Santo é, hoje, a sua essência.
  8. 8. Pelos caminhos da humanidade“A criatura humana é o caminho que a Igreja deve percorrer para cumprira sua missão”.( J.P II)Trata-se do homem e da mulher concretos, marcados pelo tempo em quevivem, pela cultura que os identifica e os distingue no espaço e no tempo,integrados numa rede de solidariedades concretas. Tem rosto, nome evoz. A missão deve os atingir nas suas raízes..., nos caminhos por ondepassa a sua vida.Antes de serem evangelizados, eles já tinham os sinais do amor de Deus,que os chamou a vida e os criou à sua imagem e semelhança, até mesmodesconhecendo-O. A criação é o primeiro gesto missionário de Deus.O mistério da encarnação e da redenção não atinge só os batizados: Todaa humanidade é tocada por esta graça. Por isso podemos afirmar que omodelo da missão é a encarnação de Jesus.É uma Missão contextualizada, interpelada por múltiplas fidelidades, commuitos rostos, tantos quantos são os caminhos percorridos pelas pessoashoje.
  9. 9. Atentos aos sinais dos temposA Missão é fruto de uma experiência que se vive edo Espírito Santo que sopra onde quer. É umcaminho pessoal e eclesial no seguimento deJesus, descoberto no dia-a-dia, no qual semisturam alegrias e esperanças, certezas edúvidas, de aspectos nem sempre fáceis de seremdefinidos.A primeira evidência desta caminhada espiritual éque se trata de uma missão plural, que não temrosto único. Ela se diversifica conforme assituações e os caminhos que se percorrem.
  10. 10. Gesto solidário do missionárioViver hoje a missão é ultrapassar constantemente fronteirasque separam etnias, culturas, religiões, além do abismoentre ricos e pobres.Esta espiritualidade reclama a aceitação do pluralismo comobenção e oportunidade para construir um mundo diferente.A missão exige do missionário grande disponibilidade eatenção constante aos sinais dos tempos para discernir aação do Espírito Santo e tornar-se instrumento nas suasmãos.A espiritualidade da solidariedade faz do missionário umsinal da compaixão de Deus no meio das contradiçõeshumanas. O gesto solidário torna o missionário umatestemunha mais do que um mestre.
  11. 11. Espiritualidade KenóticaO despojamento é necessário para captar os caminhos doEspírito já presente na missão. É Ele que precede omissionário e lhe indica os caminhos.Com uma espiritualidade kenótica, os missionáriosatravessam fronteiras, não como quem dá, mas comoquem recebe, faz do missionário uma pessoa da outramargem, do outro lado.O missionário é discípulo na itinerância e na busca doessencial. Não fala a partir do próprio mundo, mas a partirdo mundo do outro, de suas inquietações e de suasperguntas sobre o sentido mais radical da existência.
  12. 12. Espiritualidade de comunhão A comunidade existe para revelar ao mundo o modo de ser deDeus. O testemunho de vida em comunidade fraterna emergecomo sinal para quem quer pôr-se a serviço. A comunidadeexiste para revelar ao mundo o modo de ser de Deus. É ummodo de viver em que as pessoas se sentem reconhecidas,não tanto pelo que fazem, mas pelo que são. É a gratuidadedessa atitude que anuncia o Reino. É essa a maneira de ser deDeus. Viver a unidade na diversidade é uma escola de longaaprendizagem. A missão não é uma empresa individual esolitária. É a sinfonia coral de todo o povo de Deus. A missãoregride e morre quando uma comunidade se fecha, revitaliza eencontra vigor quando se abre para a missão. Todacomunidade amadurece quando um de seus membros éenviado para a missão. O envio é condição para que umacomunidade cresça.
  13. 13. Espiritualidade MissionáriaO espaço dos direitos humanos e da luta pela justiça éhoje um espaço significativo para uma espiritualidademissionária, sobretudo para uma espiritualidade defronteira.Viver na fronteira é viver na insegurança, e os nossosesquemas espirituais situam-se quase sempre noutroespaço muito mais confortável.Temos dificuldade em encontrar uma espiritualidade,situada no mundo dos oprimidos. Nossos parâmetrosespirituais são outros.É necessário aprender a exprimir as realidades durasnuma espiritualidade adequada.
  14. 14. Espiritualidade missionáriaNa fronteira a espiritualidade é simples, construídaa partir do cotidiano, do provisório, do dia -a –dia,na crua realidade dos acontecimentos que sevivem.Na fronteira descobrimos a fisionomia da missão.Podemos então nos perguntar: Como recuperar anossa disponibilidade, como viver na insegurança,como aprender a simplicidade de vida, aespontaneidade da oração, como fazer da vidauma oração?
  15. 15. Espiritualidade em situação de conflitoOutro desafio da espiritualidade missionária hoje é o dassituações de conflitos.O martírio do missionário, hoje, não nasce tanto de umaprofissão explícita da fé, mas da sua comunhão com osoutros mártires: os humilhados e excluídos da história.O martírio da caridade, da não – violência ou dos inocentes,o martírio da esperança. O martírio da caridade consiste emamar os outros até dar a vida por eles: ficar a seu lado nashoras em que a comunhão, a solidariedade, são a únicamaneira de ficar ao lado de Cristo. É a missão dacomunhão, da presença, da solidariedade. O martírio dosdesarmados, dos despojados de todas as defesas, dos quenão sabem defender-se, nem têm quem os defenda.
  16. 16. Espiritualidade em situação de conflitosÉ a missão da incompreensão, da solidão dacruz, da hora de Jesus.O martírio da esperança fala-nos de umaconfiança a toda prova no amor de Cristopelo mundo, da paciência de Deus, do viverna fronteira quando tudo aconselha arefugiar-se na retaguarda.A única segurança que o missionário tem é ado Espírito que o envia e que nos fazcaminhar.
  17. 17. Desejo de anunciar o amor de Deus
  18. 18. Será que a espiritualidade missionária está em crise?
  19. 19. Espiritualidade é um caminho e não um momentoA espiritualidade é um caminho de confronto com oprojeto de vida de Deus e desejo crescente desintonia com esse Deus da vida, que nos interpela.Cria-se uma relação exigente de transformação quevai dando sentido e alegria à nossa vida.Ela deve perpassar toda a vida e não se resume amomentos de oração.Nossa mística se alimenta da escuta diária dapalavra de Deus e da experiência de oraçãopessoal, comunitária; experiência de fraternidade esolidariedade.
  20. 20. Trindade – Fonte da Missão Do Pai somos filhos/as (ternura, acolhida, perdão) Do Filho somos irmãos/as( fraternidade, partilha, solidariedade) No Espírito somos livre ( criatividade, talentos, novo ardor)
  21. 21. Espiritualidade e MissãoEspiritualidade e missão são realidades próximas. Semissão é o agir cristão decorrente do mandato de Jesus, aespiritualidade é a raiz, o ponto motivador, porque de fatovivemos e agimos conduzidos pelo Espírito Santo.A missão encontra seu fundamento na Trindade, na própriaessência de Deus ( DAp 347). A espiritualidade também ( DAp240).Deus que é amor não se contém. Ele precisa amar sempremais além e transborda, se comunica, sai de si já com acriação do mundo e consequentemente com a história desalvação.Deus é o primeiro missionário que age na história por amor.
  22. 22. A missão é de DeusA missão não é primeiramente da Igreja, mas é de Deus, é ummovimento do amor de Deus em direção do mundo.Participar da missão é participar do movimento gratuito doamor de Deus para com as pessoas, pois Deus é uma fontede amor que envia.É necessário formar os discípulos numaespiritualidade da ação missionária, que se baseiana docilidade ao impulso do Espírito, à suapotência de vida que mobiliza e transfigura todasas dimensões da existência.
  23. 23. Docilidade ao Espírito SantoNão é uma experiência que se limita aosespaços privados da devoção, mas queprocura penetrá-los completamente com seufogo e sua vida. O discípulo e missionáriomovido pelo estímulo e ardor que provém doEspírito Santo, aprende a expressá-lo notrabalho, no diálogo, no serviço e na missãocotidiana. (DAp 284)
  24. 24. Aparecida lembraPara ficar verdadeiramente parecido com o Mestre, énecessário assumir a centralidade do Mandamento doamor, que ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” ( Jo 15,12)Este amor, com a medida de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja,comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho decaridade fraterna será o primeiro e principal anúncio: “Todos reconhecerão que sois meus discípulos” ( Jo 13, 35) ( DAp 138)
  25. 25. Etapas dessa caminhadaPassagem da vivência de um amor ”ordinário”  Para um amor radical;Passagem de um amor recíproco  Para um amor gratuito;Passagem de um amor “tribal”  Para um amor universalEssa última etapa corresponde com o topo da montanha, a montanha do Grande Mandato onde Jesus envia seus discípulos a todos os povos. A espiritualidade missionária, na sua dimensão universal, representa um ponto de chegada para a espiritualidade cristã enquanto superação de barreiras, proposta de uma abertura ao outro sem nenhuma fronteira.
  26. 26. Partilhar em GruposCom base nas motivações missionárias de Paulo:1. Senso de Preocupação com a Missão2. Senso de Responsabilidade com a Missão3. Senso de GratidãoE levando em contas a realidade da Igreja local,escolha uma das três motivações acima que seugrupo acha que urgentemente deve dedicarmaior atenção. Partilhar no grupo.
  27. 27. Partilhar em GruposPartilhe no grupo a importância da místicamissionária na formação do discipulado. E o queo grupo sugere para melhorar a consciênciamissionária em nossas comunidades?
  • MarlenePereiraGuedes

    Jul. 18, 2015

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