O Pedagogo da Humanidade

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O Pedagogo da Humanidade

  1. 1. 15º ENCONTRO DE EVANGELIZADORES 24/06/12 LOCAL: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA CHICO XAVIER TEMA: O PEDAGOGO DA HUMANIDADELivro: Educação Segundo o Espiritismo: Dora Incontri“A Criança ainda é o sorriso do futuro na face do presente.Evangelizá- la é , pois, espiritualizar ou provir, legando- lhe a lição clara e pura do ensinamento cristão, a fim de que, verdadeiramente, viva o Cristo nas gerações do amanhã.”Francisco Spinelli
  2. 2. O PEDAGOGO DA HUMANIDADE Jesus é o nosso modelo moral porexcelência. Destituído de todos os apetrechosmísticos com que os séculos o enfeitaram, êlereaparece, à luz do Espiritismo, na sua grandezade Espírito Puro, que veio à Terra para nosmostrar o caminho da evolução.
  3. 3. Surge aos nossos olhos não mais como Rei,Salvador, segunda pessoa de uma trindadeirracional,mas como Nosso irmão maisadiantado, Espírito perfeito, com o únicotítulo que aceitou em vida: o de Mestre. EMestre é Jesus da humanidade. Ele é oPedagogo da nossa Educação espiritual.Professor das almas matriculadas na escola daTerra, Ele representa o “caminho, a verdade ea vida” para o nosso progresso.
  4. 4. • Por isso, se quisermos elevar a nossa compreensão ao exemplo máximo de educador, temos de meditar na vida e na personalidade de Jesus de Nazaré. Os maiores educadores foram os que tentaram imita- lo e seguiram seus ensinamentos. Pestalozzi o amava ternamente, Comenius procurava servi-lo, Bach o louvava pela música, Eurípedes era seu discípulo tão fiel que recebeu sua visita espiritual, Gandhi se inspirava nele e Kardec nos deu a chave para melhor compreende-lo,libertando dos dogmas irracionais.
  5. 5. Por mais se rebelem aqueles que temdificuldades em aceitar o Cristianismo, quepor orgulho ou má fé gostariam de colocarJesus no mesmo nível da massa humana ouapenas igualá-lo a outros proclamadores daverdade- é indiscutível que o Cristo foi opadrão mais perfeito de moralidade, de amore de sacrifício e que os Espíritos elevados queo sucederam a ele se ligaram paratranscenderem a mediocridade terrena.
  6. 6. • Só quem se impregna do Espírito de Jesus e age em sintonia com o influxo de sua vontade está de fato trabalhando na vanguarda da evolução planetária. Ele é nosso líder espiritual e preside aos destinos do planeta, desde a sua formação. – Deus, em seu infinito poder e sabedoria, como Causa inteligente e Providência de todo o universo,é o princípio e o alvo de todas as coisas.Manifesta-se por suas Leis imutáveis, por seu hálito de amor, no qual tudo está mergulhado,pela vontade criadora que anima a evolução. –
  7. 7. • Acima de nossas definições e de nossa compreensão, sabemos que Ele é e que está na origem de nós mesmos e do todo universal.• Os Espíritos puros que atingiram a perfeição moral e a sabedoria celeste, são os seus colaboradores na criação e na manutenção do universo. Jesus é um desses Espíritos, responsável pela Terra, guia da humanidade e ninguém de nós pode chegar ao Pai senão por ele!
  8. 8. – É justo, pois, examinarmos sua conduta pedagógica. Mestre dos mestres, ele pode nos dar o modelo de educador a que devemos aspirar, apesar de nossas limitações. Apesar da lentidão dos processos evolutivos, nosso destino é atingir a altura daquele que nos serve de pólo de atração para o Alto.
  9. 9. AS VIRTUDES DE JESUSRelembrando as qualidades que considera-mos indispensáveis aos educadores terrenos,vamos encontrá-las em seu grau mais perfeitona personalidade de Jesus.Sua autoridade moral é absoluta, porque jáatingiu a perfeição; pelo menos a perfeiçãoacessível ao nosso entendimento.
  10. 10. Com toda a sua grandeza espiritual, comoprotetor da humanidade, encarna- se naTerra, submetendo-se às restrições de umcorpo de carne, ao peso da atmosferaespiritual dos seres terrenos. Sabe- se quequanto mais elevado o Espírito, maisdesmaterializado ele é. Se para nós,almas inferiores, ainda identificadas coma matéria, a vida do corpo físico é umaespécie de prisão, que se dirá do sacrifíciode Jesus, vindo habitar conosco ?
  11. 11. E veio, não em poder e glória terrenos, mas napobreza e na obscuridade. Podia revelar seupoder espiritual, impondo- se às multidões,vencer os adversários de sua obra, fulminar oshipócritas- mas como pedagogo perfeitoexerceu apenas um poder: o poder do amor.Um poder que não se impõe, mas convida; quenão violenta, mas converte e transforma osEspíritos, acordando- os para a evolução.
  12. 12. • Um poder que não pune o mal, mas sacrifica-se pelo Bem, tomando sobre si todas as dores e serviços, para todos arrastar pelo exemplo.• Era humilde, sem fraqueza ou servilismo. Enérgico com os hipócritas, firme com os falsos sábios que conduziam os simples segundo seus interesses, Jesus foi padrão de firmeza e dignidade. Sua serenidade diante dos algozes é também coragem e nobreza; seu perdão e sua doçura são manifestações de sua infinita superioridade.
  13. 13. • Indiscutivelmente, Ele trouxe até nós a concepção mais alta de religiosidade que podemos alcançar, pois nos apresentou Deus na forma de Pai amoroso e justo. Ninguém compreendeu e revelou Deus tão perfeitamente quanto Jesus. É que quanto mais realiza em si a angelitude a que todos estamos destinados, mais perto de Deus chega o Espírito, tornando- se seu instrumento de amor e bondade, em permanente sintonia com Ele.
  14. 14. • Por isso, pode- se dizer que Jesus, segundo a afirmação de Eurípedes Barsanulfo, foi o médium de Deus.• E afinal, como nosso Mestre,mantém há milênios a paciência que espera a nossa decisão de aderirmos ao seu convite de ascensão, dando- nos a liberdade de cair, de nos levantarmos e de aprendermos com nossos erros, mas empenhando- se sempre pela nossa melhoria.
  15. 15. Jesus não semeou apenas em sua curtaexistência terrestre, mas permanece emtrabalho ativo pela regeneração planetária:dirige as falanges do Bem, inspira seuscolaboradores, envia missionários para seencarnarem na Terra e contribuírem noestabelecimento do seu Reino, descepessoalmente às regiões das trevas paralançar apelos de amor aos Espíritosendurecidos e sofredores... e permanececomo foco de irradiação, de paz e de luz.
  16. 16. • Se a Ele nos ligarmos, mais facilmente atingiremos o porto da nossa felicidade.• Na sua paciência, demonstra o equilíbrio de quem ama sem desesperar, de quem semeia aguardando os frutos e de quem se entristece com o mal, pairando sempre acima. Essa divina tristeza, que muitos Espíritos, e mesmo artistas terrenos, captaram na expressão de Jesus, não será essa dor serena e sublime pela humanidade sofredora e reincidente no mal?
  17. 17. • O pastor não pode alcançar a perfeita felicidade, enquanto não conduzir ao aprisco todas as suas ovelhas. Assim, Jesus não é indiferente às lutas e aos atropelos da evolução humana. Como Espírito amoroso, empenhado em nossa ascensão, seu coração é tocado por nossa rebeldia. Mas como Espírito puro, com a visão do passado e do futuro, sabe confiar em nossa regeneração.
  18. 18. A PEDAGOGIA DO AMOR Quando se pensa no amor de Jesus pelahumanidade, fundamento de sua Pedagogiadivina, pode-se imaginar que seja um amordifuso, impessoal, em que os homens sejamvistos como massa. Mas não é assim, pois oamor é sempre uma relação de Espírito aEspírito. As próprias palavras e atitudes deJesus demonstram de sobejo que ele conhececada um de seus pupilos e está sempredisponível à nossa aproximação, ao nossodesejo de educação espiritual.
  19. 19. • Quanto mais ascendermos e nos depurarmos, mais direto será o nosso contato com sua mente poderosa e com seu coração afetuoso.• Não disse ele que haveria alegria no céu por cada ovelha tornada ao aprisco? Não relatou a consoladora parábola do filho pródigo, onde fala do acolhimento generoso do Pai ao Espírito que volta à trilha do Bem? Nada disso teria sentido se não fôssemos indivíduos perante Jesus, como somos indivíduos mesmo diante da grandeza de Deus.
  20. 20. • O universo não é frio e impessoal. A Lei não é apenas justiça, mas amor. E o amor se manifesta de ser para ser.• Não só as palavras de Jesus demonstram essa verdade, mas sua ação pedagógica é assim desenvolvida. Ele visita alma de Madalena, devassando- lhe o passado impuro e elevando- a ao amor purificado; sabe das potencialidades e intenções de Zaqueu, antes que esse lhe respondesse do alto do sicômoro.
  21. 21. • Busca pessoalmente os apóstolos na Galiléia e depois Saulo às portas de Damasco, vendo de antemão as suas possibilidades: dirige- se a cada um que dele se aproxima, sabendo quem é, seu passado espiritual e suas promessas futuras. Em sua lucidez, sabe que Judas vai traí- lo e que Pedro fraquejará, ainda assim acolhe- os em seu amor e não os desampara.
  22. 22. • Jesus não passa no mundo como um mestre distante dos alunos, mas conhecendo- os a todos, mesmo os fariseus empedernidos, usa com cada um a linguagem doce ou enérgica- mas sempre amorosa - de quem educa.• E sua liderança espiritual na Terra não é devida apenas ao seu exemplo imortal. Sua aura de amor envolve a humanidade e basta querermos captá- la, na oração e na prática do Bem, para sentirmos seu influxo.
  23. 23. • Esse amor é o ponto de apoio de nossa evolução. Assim, dentro dos limites das imperfeições humanas, cada educador deve fazer de seu próprio afeto uma âncora de evolução para aquele a quem deseja educar.• Não foi o amor de Jesus, seu sacrifício por nós, que levou os mártires a morrerem nos circos, os santos e apóstolos de todos os tempos a procurarem seguir seu exemplo?
  24. 24. • Não é porque nos sentimos amados e sustentados por ele, que adquirimos a força de nos sobrepormos às mesquinharias terrenas, vencendo dores e espinhos, avançando, embalados por sua luz?• É certo, que em última instância, a fonte suprema desse amor é Deus. Mas, para nós, ainda deficitários na compreensão da Divindade, a figura mais próxima e mais acessível de Jesus nos reconforta e nos facilita inclusive o entendimento do amor de Deus.
  25. 25. E assim também, embora a humanidadepossua seu Mestre maior em Jesus, cadaindivíduo não dispensa seus mestres menores,seus guias e seus exemplos mais próximos demoralidade, inteligência e elevação. Por isso,cada um de nós tem seu anjo da guarda, que,muito acima da função de nos proteger, tem atarefa de nos educar. Na escala infinita dosseres, quem está um passo à frente podesempre educar aquele que está um passoatrás e qualquer um terá sempre um mestrena sua vanguarda, para inspirá-lo.
  26. 26. A DIDÁTICA DO MESTRE• Além de sua Pedagogia divina, em permanente exercício para conosco, detenhamo- nos na didática específica que usou em sua passagem pela Terra.• Jesus não ensinou em cátedras, não fez parte de corporações científicas, não se revestiu de nenhum título terreno e não fundou escolas ou instituições, nem mesmo nelas ensinou. E foi o maior dos Mestres.
  27. 27. • Seu local de ação era a casa de Pedro, eram as praças, os montes, as margens dos lagos de Genesaré e sua mensagem atingia a todos indistintamente. Ensinava sem nenhum outro instrumento a não ser seus atos de amor, suas palavras simples e sua autoridade divina.• Não que devamos por isso menosprezar o que o homem cria para sua instrução e aperfeiçoamento: a escola e a universidade, a ciência e a pesquisa, a Filosofia e todos os recursos de aprendizagem e progresso.
  28. 28. • Mas, observando o exemplo de Jesus, saberemos que tudo em educação pode ser acessório, menos o homem que educa e que também os meios mais simples – a palavra, o diálogo, o contato com a natureza e a naturalidade no relacionamento – são os mais eficazes para um Espírito atuar sobre o outro.• Jesus curava, servindo o povo, aliviando- lhe as dores, conquistando- lhe o coração pelo seu devotamento, e ensinava por histórias.
  29. 29. • Em seus sermões e parábolas, usou o poder da síntese e a linguagem poética para atingir seus ouvintes. Pelas parábolas, adeguava-se aos costumes do povo, aproveitava as situações do cotidiano, e portanto, a experiência diária dos que o ouviam. Não dava aulas de metafísica abstrata, mas ensinava por histórias compreensíveis, princípios claros de moralidade. Eis uma capacidade didática imprescindível: a de saber se achegar ao educando, em seu nível de interesse e de compreensão.
  30. 30. • Mas como o que é simples é atemporal, suas palavras e seus ensinos não tinham apenas o dom de tocar os homens de seu tempo, mas os homens de todas as épocas. Aliás, um ensino é tanto mais profundo e eficaz quanto expresso de forma mais simples, sintética e bela e que possa ter vários níveis de atuação sobre a consciência.
  31. 31. • Expliquemos por um exemplo: o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo – aí está uma máxima simples, bela e clara. Mas em cada estágio de evolução que vamos atingindo, ela vai de enraizando melhor em nosso espírito, mais abrangentemente podemos compreendê-la e praticá-la.
  32. 32. • Por isso ela pode atuar sobre uma alma ignorante e rude e daí a milênios continuar atuando sobre a mesma alma , melhorada e mais sábia e sendo sempre um clarão, uma porta, uma ideia fecunda, um ensino antigo e novo, nunca deixando de impulsionar para o alto.• Pouca gente percebe o caráter genial e poético das pregações de Jesus. Ele não foi apenas um homem bom.
  33. 33. • Tinha uma bondade inteligentíssima, mas de uma inteligência superior e não essa inteligência que costumamos apreciar na Terra, cheia de sofismas e complexidades inúteis incapazes de sobreviver no tempo e de tocar as almas. O conhecimento da Lei Divina transbordava de seus lábios de forma equilibrada e pura – de tal modo que as suas palavras guardam ainda e guardarão sempre a firmeza da eternidade, o perfume da elevação,o sabor da poesia e a força da verdade.
  34. 34. JESUS E AS CRIANÇAS• Se do alto da sua grandeza moral, Jesus não desdenhou vir habitar entre os homens, para lhes ensinar a verdade que os deve libertar, também não considerou sem importância relacionar- se com as crianças e abençoa-las com seus gestos de amor. Aliás, tomou- as mesmo como símbolo para indicar a pureza e a simplicidade, que devem animar os candidatos ao seu reino.
  35. 35. • Isso porque, como já foi explicado, no estado infantil o ser humano está mais flexível e aberto à aprendizagem do Bem. Embora traga marcas do passado, está temporariamente revestido de inocência e de sinceridade.• Jesus acolhia as crianças em seu regaço, contava- lhes histórias e dizia que todos os homens deveriam lhes imitar a humildade e a confiança.
  36. 36. • Mais do que isso, suas parábolas e seus ensinos, dentro do espírito didático e poético em que foram concebidos, servem até hoje muito bem à educação infantil. Qual a criança que não entende e ouve com prazer a parábola do samaritano e do filho pródigo? E a vida de Jesus, suas curas e suas palavras, seu sofrimento e sua morte?
  37. 37. • Se tudo isso é uma fonte inextinguível de edificação para os adultos sofridos e desesperados – muito mais eficazes e tocantes são para a alma, quando ela está mergulhada nesse período de frescor e renovação espiritual.
  38. 38. • Se Jesus é o Pedagogo da humanidade, nosso dever é aproxima- lo desde cedo dos Espíritos que voltam ao mundo para continuar sua jornada evolutiva. Ao impregnarmos o coração da criança com a personalidade sublime do Mestre de Nazaré, estaremos lhe entregando a maior chave de sintonia com o Alto, o caminho mais fácil e suave para o seu aperfeiçoamento.

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