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Apelo do Papa Francisco em “A alegria do Evangelho”
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• Francisco propõe “algumas diretrizes para
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dinamismo (..) com base na Constituição
dogmática Lumen Gentium do Vaticano II
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Sejam ousados e criativos nesta
tarefa de repensar os objetivos, as
estruturas, o estilo e os métodos
evangelizadores das suas
comunidades. Uma identificação dos
fins, sem a busca comunitária dos
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condenada à mera fantasia.
Apliquem, com generosidade e
coragem, as orientações deste
documento, sem impedimentos nem
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Abordaremos aqui uns tópicos do
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necessidade da Igreja fazer um giro: sair
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Eu te enviar» (Jr 1, 7). (EG 20)
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Naquele «Ide» de Jesus, estão presentes os
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evangelizadora da Igreja. Todos somos convidados
a aceitar esta chamada: sair da própria
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comunidade dos discípulos, é uma alegria
missionária.
Experimentam-na os 72 discípulos, que voltam da
missão cheios de alegria (cf. Lc 10, 17). Vive-a Jesus,
que exulta de alegria no Espírito Santo e louva o Pai,
porque a sua revelação chega aos pobres e aos
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Sentem-na, cheios de admiração, os primeiros que
se convertem no Pentecostes, ao ouvir «cada um na
sua própria língua» (At 2, 6) a pregação dos
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Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi
anunciado e está frutificando (EG 21).
A Palavra possui, em si mesma, uma tal potencialidade,
que não podemos prever. O Evangelho fala da semente
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Palavra, que é eficaz a seu modo e sob formas tão
variadas que muitas vezes nos escapam, superando as
nossas previsões e quebrando os nossos esquemas (EG 22).
A intimidade da Igreja com Jesus é uma intimidade
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Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o
Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as
ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem
medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não
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• A Igreja em saída é a comunidade de
discípulos missionários que apresenta
cinco atitudes básicas (EG 24):
- Tomar a iniciativa (ir na frente),
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- Frutificar
- Festejar.
(1) Ir na frente: a comunidade missionária
experimenta que o Senhor tomou a
iniciativa, precedeu-a no amor (1 Jo 4, 10).
Por isso, ela vai à frente, vai ao encontro,
procura os afastados e chega às
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os que estão à margem.
(2) Envolver-se: com obras e gestos, os
evangelizadores entram na vida diária dos
outros, encurtam as distâncias, abaixam-se
e assumem a vida humana, tocando a
carne sofredora de Cristo no povo.
Contraem assim o “cheiro de ovelha”, e
estas escutam a sua voz.
(3) Acompanhar: a comunidade
evangelizadora acompanha a humanidade
em todos os seus processos, por mais
duros e demorados que sejam. Conhece e
suporta as longas esperas. A evangelização
exige muita paciência, e evita deter-se nas
limitações.
(4) Frutificar: o missionário/a mantém-se
atento aos frutos, porque o Senhor a quer
fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz
por causa do joio. Encontra o modo para
que a Palavra se encarne na situação
concreta e dê frutos de vida nova, apesar
de imperfeitos.
5) Festejar: os evangelizadores, cheios
de alegria, sabem sempre festejar:
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passo dado. E se alimentam da liturgia.
• Recordemos as cinco atitudes que marcam os
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discípulos missionários de Jesus:
- Tomar a iniciativa (ir na frente),
- Envolver-se,
- Acompanhar,
- Frutificar
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• Qual delas você e sua comunidade cultivam
com mais intensidade? Qual delas vocês
devem desenvolver?
PARA REFLETIR EM GRUPO
Papa Francisco sabe que hoje os documentos não
suscitam o mesmo interesse que noutras épocas e
rapidamente são esquecidos. Apesar disso, ele
sublinha: o que expresso aqui possui um
significado programático e tem consequências
importantes.
Espero que todas as comunidades se esforcem por
atuar os meios necessários para avançar no
caminho duma conversão pastoral e missionária,
que não pode deixar as coisas como estão. Não
basta uma simples administração. E sim, estar em
estado permanente de missão, em todas as regiões
da terra.
Francisco apela a cada cristão, e sobretudo para
aqueles e aquelas que atuam na evangelização.
Não dá mais para repetir as coisas que a gente
sempre fez. E este apelo se estende também à
Instituição. Como comunidade, que tem
estruturas e formas de exercício do poder, a
Igreja precisa estar em contínua mudança, para
se aproximar do ideal que Jesus tem para ela.
Essa renovação deve-se realizar logo e vai atingir
simultaneamente muitos aspectos. É uma
conversão pastoral.
Sonho com uma opção
missionária capaz de
transformar tudo, para
que os costumes, os
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linguagem e toda a
estrutura eclesial se
tornem um canal
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evangelização do mundo
atual do que a auto-
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A partir de sua prática pastoral, que
aspectos devem mudar na Igreja (os
costumes, os estilos, os horários, a
linguagem, a estrutura eclesial) para torná-
la um canal mais destinado à evangelização
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PARA REFLETIR EM GRUPO
A reforma das estruturas,
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exige, visa fazer com que
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tornem mais missionárias,
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mais comunicativa e aberta,
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pastorais em atitude
constante de “saída” (EG 27)
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coração e na nossa mente:
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que mude pequenas e grandes coisas.
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destinem à evangelização, e não à mera
continuidade de si mesma.
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e mais para o mundo, para nossos
interlocutores, que buscam a Deus.
PARA MEDITAR......
Fonte: Exortação Apostólica
“Alegria do Evangelho”, do
Papa Francisco.
Organização e comentário:
Afonso Murad. Teólogo. Bolsista de
produtividade em pesquisa do CNPq
Imagens: Fano (Espanha) e
da Internet
murad4@hotmail.com
Disponivel em:
afonsomurad.blogspot.com

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Igreja em saída - Papa francisco (parte 1)

  • 1. A Igreja “em saída”. Apelo do Papa Francisco em “A alegria do Evangelho” Roteiro didático de Afonso Murad – 1ª Parte
  • 2. O Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho”. Em latim: “Evangelii Gaudium”, com a sigla EG. Este documento recolhe as contribuições do Sínodo dos Bispos de 2012 sobre a Nova Evangelização e dá orientações concretas para a Pastoral. É muito importante para você que contribui na ação evangelizadora.
  • 3. Papa Francisco não tem a pretensão de dar uma palavra definitiva ou completa (EG 16), mas sim iluminar e abrir caminhos para a Igreja nos próximos anos (EG 1). Ele acredita na descentralização do poder na Igreja e a participação de bispos, padres, religiosos, leigos e leigas (EG 16).
  • 4. Consultei várias pessoas e pretendo exprimir as preocupações que me movem neste momento concreto da obra evangelizadora da Igreja. Os temas relacionados com a evangelização no mundo atual são inumeráveis. Mas renunciei a tratar detalhadamente estas questões, que devem ser objeto de estudo e aprofundamento (..) principalmente nas Igrejas locais (EG 16).
  • 5. • Francisco propõe “algumas diretrizes para encorajar e orientar, em toda a Igreja, uma nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo (..) com base na Constituição dogmática Lumen Gentium do Vaticano II (EG 17). • Escolhe sete temas que tem “relevante incidência prática na missão atual da Igreja” (EG 18). São eles:
  • 6. 1. A reforma da Igreja em saída missionária. 2. As tentações dos agentes pastorais. 3. A Igreja vista como a totalidade do povo de Deus que evangeliza. 4. A homilia e a sua preparação. 5. A inclusão social dos pobres. 6. A paz e o diálogo social. 7. As motivações espirituais para o compromisso missionário (EG 17).
  • 7. Sejam ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das suas comunidades. Uma identificação dos fins, sem a busca comunitária dos meios para os alcançar, está condenada à mera fantasia. Apliquem, com generosidade e coragem, as orientações deste documento, sem impedimentos nem receios (EV 33).
  • 8. Abordaremos aqui uns tópicos do capítulo 1º, que apresenta a necessidade da Igreja fazer um giro: sair de si e abrir-se ao mundo, em espírito missionário.
  • 9. “A Igreja em saída”
  • 10. Qual o fundamento bíblico da Igreja que sai de si para atuar no mundo? Na Palavra Deus, aparece constantemente este dinamismo de saída, que Deus provoca em nós. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra (cf. Gn 12, 1-3). Moisés ouviu o apelo: «Vai; Eu te envio» (Ex 3, 10), e fez sair o povo para a terra prometida (cf. Ex 3, 17). A Jeremias, Deus disse: «Irás aonde Eu te enviar» (Jr 1, 7). (EG 20)
  • 11. Fundamento bíblico da Igreja em missão Naquele «Ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja. Todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho (EG 20)
  • 12. A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Experimentam-na os 72 discípulos, que voltam da missão cheios de alegria (cf. Lc 10, 17). Vive-a Jesus, que exulta de alegria no Espírito Santo e louva o Pai, porque a sua revelação chega aos pobres e aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Sentem-na, cheios de admiração, os primeiros que se convertem no Pentecostes, ao ouvir «cada um na sua própria língua» (At 2, 6) a pregação dos Apóstolos. Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está frutificando (EG 21).
  • 13. A Palavra possui, em si mesma, uma tal potencialidade, que não podemos prever. O Evangelho fala da semente que, uma vez lançada à terra, cresce por si mesma, inclusive quando o agricultor dorme (cf. Mc 4, 26-29). A Igreja deve aceitar esta liberdade incontrolável da Palavra, que é eficaz a seu modo e sob formas tão variadas que muitas vezes nos escapam, superando as nossas previsões e quebrando os nossos esquemas (EG 22).
  • 14. A intimidade da Igreja com Jesus é uma intimidade itinerante, e a comunhão é missionária. Fiel ao Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém (EG 23)
  • 15. • A Igreja em saída é a comunidade de discípulos missionários que apresenta cinco atitudes básicas (EG 24): - Tomar a iniciativa (ir na frente), - Envolver-se, - Acompanhar, - Frutificar - Festejar.
  • 16. (1) Ir na frente: a comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (1 Jo 4, 10). Por isso, ela vai à frente, vai ao encontro, procura os afastados e chega às encruzilhadas dos caminhos para convidar os que estão à margem.
  • 17. (2) Envolver-se: com obras e gestos, os evangelizadores entram na vida diária dos outros, encurtam as distâncias, abaixam-se e assumem a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Contraem assim o “cheiro de ovelha”, e estas escutam a sua voz.
  • 18. (3) Acompanhar: a comunidade evangelizadora acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece e suporta as longas esperas. A evangelização exige muita paciência, e evita deter-se nas limitações.
  • 19. (4) Frutificar: o missionário/a mantém-se atento aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. Encontra o modo para que a Palavra se encarne na situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de imperfeitos.
  • 20. 5) Festejar: os evangelizadores, cheios de alegria, sabem sempre festejar: celebram cada pequena vitória, cada passo dado. E se alimentam da liturgia.
  • 21. • Recordemos as cinco atitudes que marcam os evangelizadores e também a comunidade de discípulos missionários de Jesus: - Tomar a iniciativa (ir na frente), - Envolver-se, - Acompanhar, - Frutificar - Festejar. • Qual delas você e sua comunidade cultivam com mais intensidade? Qual delas vocês devem desenvolver? PARA REFLETIR EM GRUPO
  • 22. Papa Francisco sabe que hoje os documentos não suscitam o mesmo interesse que noutras épocas e rapidamente são esquecidos. Apesar disso, ele sublinha: o que expresso aqui possui um significado programático e tem consequências importantes.
  • 23. Espero que todas as comunidades se esforcem por atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Não basta uma simples administração. E sim, estar em estado permanente de missão, em todas as regiões da terra.
  • 24. Francisco apela a cada cristão, e sobretudo para aqueles e aquelas que atuam na evangelização. Não dá mais para repetir as coisas que a gente sempre fez. E este apelo se estende também à Instituição. Como comunidade, que tem estruturas e formas de exercício do poder, a Igreja precisa estar em contínua mudança, para se aproximar do ideal que Jesus tem para ela. Essa renovação deve-se realizar logo e vai atingir simultaneamente muitos aspectos. É uma conversão pastoral.
  • 25. Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal destinado mais à evangelização do mundo atual do que a auto- preservação (EG 27).
  • 26. A partir de sua prática pastoral, que aspectos devem mudar na Igreja (os costumes, os estilos, os horários, a linguagem, a estrutura eclesial) para torná- la um canal mais destinado à evangelização do que à sua sobrevivência? PARA REFLETIR EM GRUPO
  • 27. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, visa fazer com que todas as instâncias se tornem mais missionárias, que a ação pastoral seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de “saída” (EG 27)
  • 28. Deixemos ressoar estas palavras no nosso coração e na nossa mente: - Entrar num processo de conversão pastoral, que mude pequenas e grandes coisas. - Que as nossas estruturas de Igreja se destinem à evangelização, e não à mera continuidade de si mesma. - Olhar menos para nós, para nossa instituição, e mais para o mundo, para nossos interlocutores, que buscam a Deus. PARA MEDITAR......
  • 29. Fonte: Exortação Apostólica “Alegria do Evangelho”, do Papa Francisco. Organização e comentário: Afonso Murad. Teólogo. Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq Imagens: Fano (Espanha) e da Internet murad4@hotmail.com Disponivel em: afonsomurad.blogspot.com