06 o remanescente de israel e sua missão

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06 o remanescente de israel e sua missão

  1. 1. O SIGNIFICADO TEOLÓGICO DO REMANESCENTE DE ISRAEL E A SUA MISSÃO Em seu livro Studies in the Name "Israel" in the Old Testament(Uppsala, 1946), o erudito sueco Gustaf A. Danell conclui que ovocábulo "Israel", além de ser usado como nome de uma pessoa, podedesignar três grupos relacionados: (1) a união das doze tribos antes dadivisão do reino; (2) as dez tribos do norte de Israel; (3) Judá, depois daqueda do reino do norte, como o remanescente de Israel (p. 9). Nossointeresse primário procura penetrar além dessas designações externas atéa natureza religiosa e o significado teológico da expressão "Israel" comoapresentado no Velho e no Novo Testamentos. Nesse respeito, o eruditoholandês do Antigo Testamento, A. R. Hulst, demonstrou que ovocábulo "Israel" tem duplo sentido desde o início: "pessoa", "nação" e"povo de Jeová" ou congregação religiosa".1 Vamos considerarbrevemente o uso teológico-religioso da expressão "Israel" no VelhoTestamento. Israel no Velho Testamento O primeiro uso da palavra "Israel" na Bíblia, em Gênesis 32,apresenta a origem e o significado deste novo nome. Quando estava paraentrar na terra de Canaã, o patriarca Jacó, levado pela culpa e temendopor sua vida, começou numa noite a lutar com um "Homem"desconhecido que parecia possuir uma força sobre-humana. Jacópersistentemente pleiteava a bênção desse Homem. Então, a resposta foidada, "já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutastecom Deus e com os homens e prevaleceste (Gênesis 32:28; cf. 35:9-10).Mais tarde, o profeta Oséias interpretou a peleja de Jacó como uma luta"com Deus" e "com o anjo" (Oséias 12:3, 4). O nome "Israel" é dessaforma revelado como sendo de origem divina. Simboliza o novo
  2. 2. O Remanescente de Israel e Sua Missão 2relacionamento espiritual de Jacó com Jeová e o representa reconciliadoatravés da graça perdoadora de Deus. Tem-se enfatizado que a luta de Jacó foi iniciada por Deus e a suavitória foi o progresso "da resistência para o apego", significando queJacó abandonara sua própria auto-suficiência e autodefesa ao apegar-seconfiantemente ao Anjo de Deus, a fim de receber a garantia divina deaceitação.2 E. G. White explica a mudança do nome de Jacó como segue:"Como prova de que fora perdoado, seu nome foi mudado de um nomeque lembrava seu pecado, para outro que comemorava sua vitória".3 Em outras palavras, o nome "Israel", desde o começo, simboliza umrelacionamento pessoal de reconciliação com Deus. O restante dasEscrituras nunca perde de vista a raiz sagrada desse nome. De fato, Deusqueria repetir a Sua iniciativa de lutar com o homem em todos osisraelitas que descenderam de Jacó. Através do profeta Oséias, Eleapresenta a luta de Jacó e a total confiança em Jeová como um exemploque precisa ser imitado pelas tribos apóstatas de Israel que estavamconfiando mais nos cavalos de guerra da Assíria e do Egito (Oséias12:3-6; 14:1-3). Isto é, a luta de Jacó com Deus é colocada por Oséiascomo um protótipo do verdadeiro Israel, como um padrão normativopara a casa de Israel, a fim de tornar-se o Israel de Deus. O propósito divino para o povo israelita foi indicado por Moisésquando disse a faraó, "Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meuprimogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva(Êxodo 4:22). As tribos israelitas são chamadas para adorar ao Senhor, oSanto, de acordo com a Sua vontade revelada. Eles são "Israel, seu povo"(Êxodo 18:1), "a comunidade do Senhor" (Números 20:4, NIV). Israel é diferente de todas as outras nações, não por causa dequalquer qualidade étnica, moral ou política, mas unicamente porque foiescolhido pelo Senhor para receber Suas promessas feitas aos patriarcas(Deuteronômio 7:6-9). Deus redimiu a Seu povo do cativeiro no Egito afim de ligá-lo exclusivamente a Si:
  3. 3. O Remanescente de Israel e Sua Missão 3 Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas deáguia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minhavoz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedadepeculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereisreino de sacerdotes e nação santa (Êxodo 19:4-6). Podemos distinguir dois aspectos do concerto divino com Israel.Primeiro, este como uma unidade étnica foi escolhido para ser o própriopovo de Deus, a fim de adorá-Lo por causa de Sua graça redentora e doSeu amor (cf. Ezequiel 16). Segundo, Israel permaneceria a Sua preciosapossessão e nação santa apenas se Lhe obedecesse e guardasse o Seuconcerto (Êxodo 20-24). Esse é claramente um aspecto condicional emrelação ao status futuro de Israel no concerto divino. É fundamental a revelação de que a unidade nacional de Israel foidesde o princípio baseada na ação redentora de Deus para com ele e nareivindicação divina de sua adoração e lealdade. Os conceitos étnico ereligioso são mantidos juntos através da concepção veterotestamentáriade um remanescente fiel.4 G. E. Ladd explica: Os profetas viam a Israel como um todo, como rebeldes edesobedientes e, por isso destinados a sofrer o julgamento divino. Mas aindapermanecia dentro da nação infiel um remanescente de crentes que foramos objetos da atenção divina. No remanescente se encontrava o verdadeiropovo de Deus.5 O concerto divino com Israel, contudo continuaria sempre atravésdo remanescente, mesmo quando as maldições do concerto dispersassema nação como um grupo étnico entre todas as outras nações do mundo(ver Deuteronômio 27-28) e o templo fosse desunido (ver Levítico 26).A promessa divina é que, a despeito da desobediência e rebelião de Israelcontra Deus, Ele garante, "não os rejeitarei, nem me aborrecerei deles,para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou oSENHOR, seu Deus (Levítico 26:44). O plano divino para Israel emfavor das nações se cumprirá, mas da maneira surpreendente do próprioDeus.
  4. 4. O Remanescente de Israel e Sua Missão 4 O livro de Deuteronômio enfatiza o objetivo da eleição de Israelcomo uma missão profundamente religiosa. Ele é caracterizado como"Filhos...do SENHOR, vosso Deus" (Deuteronômio 14:1), como "povosanto ao SENHOR, vosso Deus" (14:2), escolhidos "para serem o seutesouro pessoal" (Deuteronômio 14:2, NVI). Israel foi chamado pararesponder ao Seu redentor adorando a Jeová (Deuteronômio 13:6-10) eassim tornar-se religiosamente inculpável perante Deus (Deut. 18:9-13). Deus colocou uma obrigação sagrada sobre todos os israelitas: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa daservidão. Não terás outros deuses diante de mim... - Êxodo 20:2-3 Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás,pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e detoda a tua força. - Deuteronômio 6:4-5 E ainda: Guarda silêncio e ouve, ó Israel! Hoje, vieste a ser povo do SENHOR,teu Deus. Portanto, obedecerás á voz do SENHOR, teu Deus, e lhecumprirás os mandamentos e os estatutos que hoje te ordeno. -Deuteronômio 27:9-10 No monte Sinai, as tribos de Israel foram oficialmente constituídascomo Israel, o povo do Senhor. A própria palavra e o ato de Deus elevouIsrael a uma congregação veneradora ou a uma assembléia (qahal), a fimde ser uma luz sacerdotal para o resto da humanidade. A conclusão de A.Hulst em relação ao significado do nome "Israel" em Deuteronômio ésignificativa: O seu interesse não é com um conglomerado de diferentes tribos egrupos, não com uma soma total de indivíduos, não com um povo como umaentidade étnica ao lado de outros povos – isso deve ser enfatizado – mas aoinvés disso, com a "assembléia", a comunidade religiosa que encontra a suaunidade na palavra e na lei de Jeová, por isso, completamente no PróprioJeová. O nome "Israel" em Deuteronômio significa, por tanto, o povo em seurelacionamento com Jeová. O foco não é o povo em seu aspecto nacional,nem acima de tudo, como um grupo étnico, mas como uma unidadereligiosa. Ele pertence á pureza de vida em sua esfera social, religiosa ecúltica.6
  5. 5. O Remanescente de Israel e Sua Missão 5 No livro de Deuteronômio, o termo "israelitas" (literalmente, filhosde Israel; [1:1; 4:44-46; 10:6; 28:69; 33:1; 34:8, 9; etc-]) parece designarmais os descendentes físicos de Jacó, enquanto o nome "Israel" indica aunidade religiosa do povo do concerto. Naturalmente, o relacionamentoconsangüíneo não é necessariamente idêntico ao da fé. Deuteronômiomostra uma distinção entre a comunidade que adora e os laços étnicos. As leis religiosas de Deuteronômio 23 permitem às famíliasegípcias e edomitas que haviam vivido por três gerações entre osisraelitas, participarem na adoração da "assembléia do SENHOR"(qahal; Deuteronômio 23:7-8). A benção da prosperidade na terraprometida em Deuteronômio nunca é incondicional, mas sempredepende da obediência de Israel em guardar os mandamentos do Senhore a Torah (ver Deuteronômio 26:16-19; 27:9-10). Josué, o sucessor deMoisés, relata como em Siquém Israel aceitou a adoração apenas doSenhor como a base de sua vida comum (Josué 24:16-18). Israelcontinuamente renovava o seu concerto com Deus na liturgia sagrada desuas festividades anuais: No santuário, ao centro, a confederação das doze tribos eracontinuamente chamada de volta ao seu relacionamento de concerto com oSenhor e pleiteavam um renovado serviço a Deus através da obediência àSua lei. Assina, aquelas coisas que aconteciam no Sinai não sãosimplesmente uma série de fatos do passado, mas na adoração solene dasdoze tribos tornavam-se novamente uma realidade presente econtemporânea. A palavra de proclamação torna visível a base do ser deIsrael. A menos que essa palavra seja pronunciada, a corporação das dozetribos está em perigo de incorrer no erro da auto-afirmação eautodeterminação.7 No livro de Salmos, que contém o nome "Israel" cinqüenta e novevezes, o vocábulo denota o povo como uma assembléia que adora aJeová no templo em Jerusalém.8 A palavra "Judá" praticamente nunca éusada para designar a comunidade que adora. Os profetas começaram a indicar que Israel como uma nação cairia,assim como as outras nações, sob a justiça punitiva do Senhor, por causa
  6. 6. O Remanescente de Israel e Sua Missão 6de sua apostasia religiosa e de sua injustiça social (Amos 3:2). Nãoobstante, um remanescente, uma "santa semente", permaneceria (1 Reis19:18; Isaías 6:13; 8:17-18; 10:20-22). Amós foi o primeiro profeta arejeitar a idéia popular de que Israel como uma nação seria salvo no diado Senhor quando Jeová julgar o mundo (Amós 3:2; 9:1-4, 9, 10). Eleenfatizou a condição da sensibilidade religiosa de Israel à promessa desalvação: Buscai ao SENHOR e vivei, para que não irrompa na casa de José comoum fogo que a consuma, e não haja em Betel quem o apague (Amós 5:6). Apenas um remanescente da nação israelita sobreviveria ao futurojuízo divino (Amós 3:12; 5:15). Esse remanescente seria peneirado pelafidelidade ao concerto no dia do Senhor (5:15), assim como Deusescolhera o Seu remanescente nos dias de Elias (1 Reis 19:18).Surpreendentemente, Amós revelou outro aspecto vital da promessa derestauração de Israel: os não israelitas também serão conduzidos aocírculo do remanescente escatológico de Israel e à casa de Davi: Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suasbrechas; e,levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos diasda antiguidade; para que possuam o restante de Edom e todas as naçõesque são chamadas pelo meu nome, diz o SENHOR, que faz estas coisas(Amós 9:11-12). A profecia de Amós anuncia que o remanescente escatológico deIsrael é "principalmente uma entidade de designação religiosa ao invésde nacional".9 O tema do remanescente torna-se um elemento dominante naproclamação de Isaías do julgamento e salvação. A combinação entrecondenação e salvação é inerente ao conceito da santidade de Jeová. Oprofeta Isaías sentiu-se totalmente perdido, embora fosse graciosamentereconciliado, purificado e chamado para ser embaixador de Deus (6:1-8).G. F. Hasel explica, "Assim, o próprio profeta pode ser considerado orepresentante proléptico do futuro remanescente porque foi confrontadopela santidade de Jeová e emergiu como um indivíduo limpo epurificado".10
  7. 7. O Remanescente de Israel e Sua Missão 7 O julgamento destrutivo sobre a casa de Israel e sobre a casa deDavi não aniquilaria toda a vida em Israel. "Como terebinto e, comocarvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim asanta semente é o seu toco" (Isaías 6:13). Este "toco" ou cepo de raiz,representa tanto a destruição da nação israelita, quanto a vida preservadaque continuaria no remanescente. Porém, este remanescente de Israelserá santo apenas porque, como Isaías, experimentou o juízo purificadorde Deus. E, "por causa dessa experiência se posicionará corretamente norelacionamento de fé, confiança e obediência para com Jeová. Ele seráentão o portador da eleição".11 Isaías também usa o nome "Israel" para a casa de Judá (Isaías 1:1-3;8:14). Ele anuncia a sua destruição como uma nação (Isaías 6:11-13) demaneira que apenas o remanescente fiel a Deus herdará as promessas doconcerto. O propósito divino para Israel como uma nação "santa" (Êxodo19:6) ou povo "santo" (Deuteronômio 7:6) era que "toda a terra"estivesse cheia da glória divina (Isaías 6:3). Este alvo havia sidofrustrado pela infidelidade israelita, embora o eterno propósito de Deuspermanecerá e será cumprido através do santo remanescente de Israel(Isaías 4:2-6; 6:13). Esse conceito de um remanescente santo pertence aocerne da escatologia de Isaías (cf. Isaías 1:24-26). Durante a crise sírio-efraimita em Jerusalém (734-733 A.C.), Isaíasrevelou que uma fé confiante em Jeová é o critério distintivo doremanescente santo (Isaías 7:9; cf. 30:15-18). Ele, seus filhos e seusdiscípulos, eram "sinais e símbolos da parte do SENHOR dos Exércitos"apontando adiante para o futuro remanescente (Isaías 8:18, NVI). Essefato mostra que Isaías usa o tema do remanescente não apenas para ojuízo divino escatológico, mas o aplica também à crise política de seupróprio tempo (cf. Isaías 1:4-9; 11:11, 16). A sua esperança é que oremanescente israelita contemporâneo proveja as condições para amanifestação do santo remanescente futuro. Isaías "não conhece adistinção temática entre um remanescente secular profano e um
  8. 8. O Remanescente de Israel e Sua Missão 8 12teológico." Ele usa a questão do remanescente apenas em um sentidoteológico-religioso, tanto para o seu tempo quanto para o futuro. Mais do que as palavras de qualquer outro profeta, as profeciaspreditivas de Isaías dos capítulos 40-66 figuram como as grandespromessas de restauração israelita depois do exílio assírio-babilônico.Nessas garantias acumuladas da reunião de Israel da grande dispersão, ofoco profético não está exclusivamente nos descendentes físicos de Jacóque se comprometeram a adorar Jeová. Isaías visualiza que entre o Israel pós-exílico, muitos não israelitasque escolheram adorar ao Deus de Israel seriam congregados. Duasclasses de pessoas, estrangeiros e eunucos (machos castrados), que eramproibidos de participar da assembléia em adoração a Jeová, de acordocom a lei de Moisés (Deuteronômio 23:1-3), agora são bem-vindos paraadorar no novo templo, no monte Sião, sob a condição de que aceitem osábado do Senhor e se mantenham fiéis ao concerto de Deus. ...também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casade Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meualtar, porque a minha casa Será chamada Caia de Oração para fedor ospovos. Assina diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel:Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos (Isaías 56:78,ênfase acrescentada; cf. 45:20-25). Quando os gentios se unirem em fé e obediência ao Senhor (Isaías56:3), o Deus de Israel dará a esses estrangeiros "um memorial e umnome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada umdeles..." (Isaías 56:5). Dessa maneira, Isaías demonstra como abenevolência universal de Deus para com o mundo, como indicada noseu concerto com Abraão (Gênesis 12:2-3) e Israel (Êxodo 19:16), seráfinalmente cumprida através de um novo Israel. A característicaessencial deste não é a descendência étnica de Abraão, mas a fé deAbraão, a adoração a Jeová. Os crentes gentios gozarão os mesmosdireitos e esperanças das promessas do concerto como israelitas crentes. Claus Westermann observa em Isaías 56:
  9. 9. O Remanescente de Israel e Sua Missão 9 Aqui...o físico e o espiritual cessaram a fim de estar necessariamenteunidos dessa forma. O nome [Israel] pode sobreviver sem descendentesnascidos do corpo físico de alguém...A nova comunidade está a caminho deuma nova forma de associação que já não é mais idêntica aos velhosconceitos do povo escolhido. Desde essa época [Isaías 56], encontramosimportantes elementos do conceito neotestamentário de comunidade...Elecongrega Israel também entre aqueles que até agora não foram capazes depertencer a Israel.13 Westermann conclui que Isaías visualiza Israel, primariamente nãocomo uma entidade étnica ou política, mas ao invés disso, como umacongregação religiosa ou uma "igreja", como o povo de Deus. O profeta Miquéias une a promessa de um "remanescente de Israel"(2:12, NVI), o novo povo de Deus, à promessa do Messias que sairia deBelém (5:2). Ele congregará o remanescente de Israel "como ovelhas noaprisco, como rebanho no meio do seu pasto" (2:12). "Ele se manteráfirme e apascentará o povo na força do SENHOR" (5:4). . O profeta Jeremias, que serviu a Deus durante os últimos quarentaanos do reinado de Judá (625-586 A.C.), usa o nome "Israel" de váriasmaneiras, dependendo de cada contexto imediato. Torna-se claro, porisso, que Jeremias não focaliza suas promessas e predições sobre arestauração de Israel como um estado político independente, mas comoum povo de Deus espiritualmente restaurado, congregado de todas asdoze tribos. O novo concerto que Jeová fará com a casa de Israel e a casade Judá depois do exílio babilônico será explicitamente diferente doconcerto sinaítico (31:31-34). O Israel restaurado será um remanescentedevoto e de oração, composto de todas as doze tribos, nas quais cadaisraelita individualmente experimenta um relacionamento salvífico comDeus e obedece a Sua santa lei com inteireza de coração (31:6; 32:38-40). Embora Jeremias não inclua explicitamente os não israelitas em suaprofecia do novo concerto de Deus com Israel, não obstante, todos oscrentes em Jeová de todas as nações são incluídos a princípio. Oprivilégio de pertencer à comunidade do novo concerto tornou-seacidental, não sob condições étnicas ou políticas, mas sob a ligação
  10. 10. O Remanescente de Israel e Sua Missão 10pessoal e espiritual com Deus, "ou melhor, sob a atitude de Deus paracom o homem".14 O propósito de Deus, de acordo com Jeremias, não éum estado judaico como tal, "mas um povo que obedece a Jeová, umacomunidade que O serve e é inteiramente orientada para Ele".15 Essaconclusão é grifada pelas predições de Jeremias de que até mesmo a arcado concerto do Senhor, o símbolo da presença visível de Deus no templode Jerusalém, não será mais necessária ou relembrada (Jeremias 3:16). O profeta Ezequiel, que foi deportado para Babilônia em 597 A.C.,também predisse que um Israel novo e espiritual retornaria do exílio detodas as nações para a sua terra natal: Voltarão para ali e tirarão dela todos os seus ídolos detestáveis e todasas suas abominações. Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentrodeles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne;para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e osexecutem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Mas, quantoàqueles cujo coração se compraz em seus ídolos detestáveis eabominações, eu farei recair sobre sua cabeça as suas obras, diz oSENHOR Deus. (Ezequiel 11:18-21). Essas predições e outras similares (cf. 36:24-33; 37:22-26)enfatizam que o interesse central de Deus por Israel é a sua restauração,não como um estado secular e político, mas como uma teocracia unida,um povo espiritualmente limpo e que verdadeiramente adore a Deus. Ofoco de Ezequiel nas promessas de restauração não é primariamentesobre o retorno de Israel à terra prometida, mas ao seu retorno a Jeová.Ele afirma que Deus expurgará os exilados israelitas no "deserto dasnações" de sua contaminante idolatria e espírito de secularização, demaneira que apenas um Israel arrependido e purificado retornará à suaterra (Ezequiel 20:32-36).16 O Israel pós-exílico era uma comunidade religiosa centralizada aoredor do templo reconstruído, não ao redor de um trono real. Embora, amaioria dos exilados retornados era das tribos de Judá e Levi, esseremanescente espiritual considerava-se como uma continuação e
  11. 11. O Remanescente de Israel e Sua Missão 11representação do Israel de Deus (Esdras 2:2, 70; 3:1, 11; 4:3; 6:16-17, 21;Neemias 1:6; 2:10; 8:1, 17; 10: 39; 12:47; Malaquias 1:1, 5; 2:11). O profeta Zacarias predisse que, em Israel, a diferença entre asantidade ritual e a vida ordinária será finalmente abolida e que nenhumidólatra ali permanecerá: ...sim, todas as panelas em Jerusalém e Judá serão santas aoSENHOR dos Exércitos; todos os que oferecerem sacrifícios virão, lançarãomão delas e nelas cozerão a carne do sacrifício. Naquele dia, já não haverámercador na Casa do SENHOR dos Exércitos (Zacarias 14:21). O último profeta, Malaquias, acentuou que aqueles israelitas que"temem ao Senhor" são o povo de Deus, e apenas o que "serve a Deus" éreconhecido como Seu particular tesouro e possessão no Dia do Juízo(Malaquias 3:16 – 4:3). Judá é considerado como os filhos de Jacó e oherdeiro do concerto de Deus com Israel (1:1; 2:11; 3:6; 4:4). Em suma, o Velho Testamento usa o nome "Israel" de mais de umamaneira. Primeiro e acima de tudo, representa a comunidade do concertoreligioso, o povo que adora a Jeová em espírito e em verdade. Segundo,denota um grupo étnico distinto ou uma nação que é chamada paratornar-se o Israel espiritual. Decisivo para os profetas do AntigoTestamento e suas profecias é a qualidade teológica do "povo de Deus",não as suas características étnicas e políticas. O significado original donome "Israel", como um símbolo da aceitação de Deus através de Suagraça perdoadora (Gênesis 32:28), permanece para sempre a raiz sagradapara a qual os profetas chamam ao retorno as tribos naturais de Israel(Oséias 12:6; Jeremias 31:31-34; Ezequiel 36:26-28). Sempre que os profetas do Velho Testamento retratam oremanescente escatológico de Israel, o caracterizam como umacomunidade fiel e religiosa que adora a Deus com um novo coraçãosobre a base do "novo concerto (Joel 2:32; Sofonias 3:12, 13; Jeremias31:3134; Ezequiel 11:16-21). Esse fiel remanescente do tempo do fim setornará a testemunha de Deus entre todas as nações e incluirá também os
  12. 12. O Remanescente de Israel e Sua Missão 12não israelitas, pois não levará em consideração a sua origem étnica(Zacarias 9:7; 14:16; Isaías 66:19; Daniel 7:27; 12:1-3). O panorama total da escatologia veterotestamentária revela que asbênçãos do concerto israelita como um todo serão cumpridas, não noIsrael nacional descrente, mas apenas naquele fiel a Jeová e que confiano Seu Messias. Esse remanescente incorporará os fiéis de todas asnações gentílicas e assim cumprirá o propósito divino da eleição deIsrael. O Propósito Universal da Eleição de Israel Moisés havia enfatizado o fato de que Deus escolheu e redimiu aIsrael não por causa de qualquer virtude moral dos israelitas, masexclusivamente devido à fidelidade divina às Suas graciosas promessasfeitas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Deut. 7:7-9; Êxodo 2:24-25).Aquele que tirara Abraão de Ur dos Caldeus (Gênesis 15:7) removeu astribos de Israel para fora do Egito (Êxodo 20:2), a fim de cumprir oconcerto abraâmico: ...de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei onome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoareios que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra(Gênesis 12:2-3; cf. 22:17-18; 26:4).17 Precisamos ter em vista a unidade orgânica dessa múltipla promessae seu propósito universal: abençoar todos os povos da terra através deAbraão e sua descendência. Essa bênção universal indubitavelmenteserve para contrafazer a maldição universal que havia caído sobre toda araça humana por causa de sua rebelião contra Deus (Gênesis 3:17;4:11-12). Enquanto a "maldição" representa os poderes destrutivos quefinalmente levarão à morte, a "bênção" representa o poder restaurador,próspero e prevalecente que finalmente conduzirá à vida eterna (cf.Gênesis 22:17; Números 23:7-10, 20-24; 2 Samuel 7:29). À luz dessefato, torna-se claro que a eleição divina de Abrão e de Israel como um
  13. 13. O Remanescente de Israel e Sua Missão 13povo serviu ao propósito universal de salvação. As promessasparticulares à etnia e ao Israel geográfico estão subordinadas aopropósito de salvar a humanidade e não a um objetivo diferente eindependente. O profeta Isaías afirma: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornaresa trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios,para seres a minha salvação até à extremidade da terra (Isaías 49:6). Jesus confirma: "a salvação vem dos judeus" João 4:22). A eleiçãoparticular de Israel é, por isso, organicamente uma com o plano divinode salvação universal. Como G. Vos sumariza,A eleição de Abraão e odesenvolvimento ulterior das coisas de Israel, objetivava, como um meioparticular, a finalidade universal".18 Desde o princípio, Israel foi chamado para ser uma luz sacerdotalentre as nações, "reino de sacerdotes e nação santa" (Êxodo 19:6). Todasas outras nações foram chamadas por Deus para partilhar das bênçãosdadas a Israel "se reconhecessem a Israel ou ao seu rei como portadoresde bênção".19 O plano divino de bênção è paz universal através daeleição de Israel (Salmo 72:17; Jeremias 4:2) torna-se o assunto daprofecia preditiva em Isaías: Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR seráestabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para eleafluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos aomonte do SENHOR e á casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seuscaminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e apalavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirámuitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados esuas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contraoutra nação, nem aprenderão mais a guerra. Vinde, ò casa de Jacó, eandemos na luz do SENHOR (Isaías 2:2-5). Essa predição, de maneira alguma, elimina ou enfraquece o Reinodavídico ou a condição moral de obediência amorosa por parte de Israelà Torah revelada. Em nome de Deus, Jeremias confrontou um Israelapóstata em Jerusalém com a condição original: "Obedeçam-me, e euserei o seu Deus e vocês serão o meu povo" Jeremias 7:23).
  14. 14. O Remanescente de Israel e Sua Missão 14 A eleição de Israel não implica a rejeição de outros povos, mas aocontrário, a sua inclusão. Israel foi escolhido, não simplesmente pela suaprópria salvação, mas para conduzir o mundo inteiro a partilhar doconhecimento da salvação e da bênção. Para resumir, Israel foi escolhidopara representar o caráter atrativo e a vontade de Jeová em salvar osgentios. Comentando Jeremias 7:23, H. H. Rowley escreveu essaspalavras instigadoras: O propósito da eleição é o serviço, e quando este é retido, a eleiçãoperde o seu significado, e por isso fracassa... Se ele [Israel] cessasse dereconhecer a Jeová como seu Deus, então estaria declarando não desejarser mais o Seu povo. Isso está bem demonstrado na parábola do oleiro deJeremias (Jer. 18:1v). O vaso que fracassa em realizar a intenção do oleiroserá remodelado em outro vaso...Seu supremo chamado para ser o PovoEscolhido não foi a marca da indulgência ou do favoritismo divino, mas aconvocação para uma tarefa exigente e incessante. A eleição e a tarefaestavam tão rigorosamente unidas que ele não poderia possuir uma sem aoutra.20 Se Israel determinasse finalmente ser infiel a Jeová, perderia osseus privilégios de receber as bênçãos divinas e ainda se colocaria sob amaldição do concerto, como foi claramente afirmado em Levítico 26 eDeuteronômio 28. A história de Israel, como relatada por Moisés e osprofetas, tem sido intitulada "uma história de fracasso" (R. Bultimann).Não obstante, o propósito de Deus para o mundo não pode ser frustradoJó 42:2). Está escrito, "Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei estepropósito, também o executarei" (Isaías 46:11). Quando Israel fracassoucomo nação, o Senhor proveu um perfeito Israelita como uma bênção eluz tanto para o próprio Israel quanto para o mundo. O Messiasprometido não falharia, porque "a vontade do SENHOR prosperará nassuas mãos (Isaías 53:10). O propósito fundamental da missão de Israel alcança sua maiorclareza nos quatro cânticos proféticos de Isaías ,"Cânticos concernentesao Servo do Senhor" (Isaías 42:1-4; 49:1-6; 50:4-9; 52:13–53:12).Assumimos a posição de que o Servo representa tanto o Israel coletivo
  15. 15. O Remanescente de Israel e Sua Missão 15quanto o israelita representativo em quem o povo de Israel foiincorporado. Israel como um todo foi chamado para ser uma comunidademissionária, mas finalmente apenas Um provaria cumprir a missão,como Isaías havia esboçado. O Servo escolhido serviria ao Senhor, nãoapenas em espalhar o conhecimento do verdadeiro Deus até aos confinsda terra (Isaías 42:1-4), mas também em reconduzir Israel ao Senhor(Isaías 49:5-6). O Servo é chamado de Israel (Isaías 49:3) e tambémimaginado como possuindo uma missão em função deste (Isaías 49:5-6). Para o pensamento moderno, essa tensão entre a identificação e adiferenciação estabelece uma antítese, mas como tem sido amplamentereconhecido hoje, "O conceito hebreu de personalidade corporativa podereconciliar a ambos e passar sem explanação ou indicação explícita deum para o outro em uma fluidez de transição".21 Isto significa que noIsrael antigo um representante individual poderia expressar o maiselevado propósito de um grupo ou nação. Por exemplo, o rei em Israel échamado "filho" de Deus (2 Samuel 7:14; Salmo 2:7); enquanto Oséiastambém chama a nação israelita de "filho" de Deus (Oséias 11:1). Esseconceito hebreu de representação ou "personalidade corporativa" é opróprio fundamento da doutrina cristã de salvação pela fé em Cristo,como proclamado pelo apóstolo Paulo: "Porque, assim como, em Adão,todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1Coríntios 15:22). O profeta Isaías faz distinção entre um Israel literal, que é um servode Jeová "cego" e "mudo" (Isaías 42:19-20) e o servo sofredor de Jeovácomo o Israel fiel (Isaías 42:1-4; 49;1-6; 50:4-9; 52:13–53:12). Comoobserva um erudito: Mas enquanto o Servo é em algum sentido o representante ouincorporação de Israel, é distinto da nação como um todo, para a qual a suamissão é de fato primeiramente dirigida, bem como (daí para frente) para omundo gentílico.22 O Servo individual é fortalecido por Deus para a sua missão e évindicado contra falsas acusações da oposição judaica e gentílica (Isaías
  16. 16. O Remanescente de Israel e Sua Missão 1650:4-9). O quarto Cântico do Servo do Senhor, Isaías 52:13–53:12, temsido chamado de "a glória culminante da religião do Velho Testamento"(H. W. Robinson). O Servo aceitaria não apenas sofrimento e desprezo,mas também – diferente de qualquer outro profeta – mesmo a mortecomo um ato coroador de sua obediência, como "o próprio meio atravésdo qual ele cumpre o propósito de Deus...e em conseqüência, traz abênção e a libertação para as multidões".23 Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressãodo meu povo, foi ele ferido... Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo,fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado,verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHORprosperará nas suas mãos (Isaías 53:8b, 10). Nessa profecia dramática a nova idéia é apresentada sobre umsofrimento que é representativo. Como H. H. Rowley explica: Ele redime não apenas o sofredor, mas aqueles que infligem sobre eleo sofrimento; e redime não apenas por sua própria virtude, meramenteporque está sofrendo, mas por causa do espírito no qual suporta osofrimento. O Servo cumpre a sua missão para o mundo ao sofrer nas mãosdeste, e por ceder a sua vida sem luta ou queixa, a fim de ser um sacrifíciopara aqueles que o mataram.24 Finalmente, o sofrimento do Servo escolhido é vicário peranteDeus, porque "o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos"(Isaías 53:6). Essa mensagem surpreendente de triunfo para Israel e araça humana seria compreendida e reconhecida pelos gentios apenasdepois do cumprimento histórico da morte e ressurreição do Servo doSenhor (Isaías 52:13-15). O Servo de Isaías 42-53 possui as características vitais do Messiasdavídico prometido de Isaías 11:1-10: "O Espírito de Jeová repousaigualmente sobre o Messias davídico e o Servo. Ambos administrameqüitativamente a justiça entre as nações bem como em Israel".25 Essaidentificação do Servo sofredor com o Rei messiânico prometido nunca foiconcebida como uma possibilidade no judaísmo. Como pode o Messiasglorioso ser alguém que julga a terra, mata os ímpios com o sopro de seuslábios e ao mesmo tempo sofre passivamente a morte pelos seus inimigos?
  17. 17. O Remanescente de Israel e Sua Missão 17 Aqui ficamos face a face com a nova compreensão revolucionáriade Jesus de Nazaré concernente à missão do Messias prometido. Ele unetrês diferentes conceitos da profecia israelita – a vinda do Rei davídico; oFilho do Homem (em Daniel 7); o Servo de Deus sofredor – todos emuma Pessoa: Ele mesmo.26 Jesus via uma ordem definida nas tarefas do Messias: primeiro, umaparecimento em humildade para cumprir a missão do Servo sofredor, edepois disso, Seu surgimento em glória divina como Rei-Juiz. Ele atémesmo reprovou os Seus discípulos por serem tardos de coração emacreditar nesse programa messiânico: Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na suaglória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras (Lucas 24:26-27. O propósito de Deus em Sua eleição de Abraão e Israel para redimiro mundo e estabelecê-lo sob reinado divino foi, em princípio, cumpridona vida, morte e ressurreição do Messias Jesus. Cristo foi a únicasemente de Abrão perfeitamente obediente, o único israelita sem pecadoque realmente merecia as infindáveis bênção do concerto divino comIsrael. Ele agora oferece as bênçãos do reino redentivo de Deus a todosos homens, aos judeus e gentio igualmente, sem distinção (João 12:32;Gálatas 3:14). Portanto, o plano de Deus com Israel em favor dos gentiosnão foi frustrado ou adiado, mas ao contrário, prosperou no Messias(Isaías 53:10). O plano divino progrediu sem tardança, vindo a plenitudedos tempos (Gálatas 4:4, 5) e Cristo foi exaltado como o Governantemessiânico à destra de Deus (Atos 2:36; 5:31; 1 Coríntios 15:25). EmCristo todas as promessas divinas são "sim" (2 Coríntios 1:20). Eleestabeleceu o Seu próprio Israel messiânico, a Sua ekklesia ou Igreja, oSeu reino ou governo espiritual no mundo presente (Mateus 16:18; 13:41). Referências Bibliográficas: 1. A. R. Hulst, Wat betekent de naam "Israel" in het Oude Testament?,Miniaturen No. 1, Bijlage Maandblad Kerk em Israel, Jrg. 16, No. 10 (Den
  18. 18. O Remanescente de Israel e Sua Missão 18Haag: Boekencentrum, (1962). Ver também "Der Name Israel imDeuteronomium", OTS 9 (1951): 65-106. 2. F. B. Meyer, Israel:. Prince with God (Ft. Washington, Penn.:Christian Literature Crusade, 1972), pp. 78-81. 3. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas (Santo André, São Paulo:Casa Publicadora Brasileira, 1976), p. 199. 4. Ver G. F. Hasel, The Remnant: The History and Theology of theRemnant Idea from Genesis to Isaiah, Andrews University Monographs,Studies in Religion, Vol. 5, 3rd ed. (Berrien Springs, Mich.: AndrewsUniversity Press, 1980). 5. Ladd, A Theology of the New Testament, p. 108. 6. Hulst, "Der Name Israel im Deuteronomium", pp. 73, 103-104(tradução do autor). 7. H. J. Kraus, The People of God in the Old Testament, WorldChristian Book No. 22 (London: Lutterworth Press, 1963), p. 21. 8. Ver Danell, Studies in the Name Israel in the Old Testament,capítulo 4. 9. Hasel, The Remnant, p. 393. 10. Ibid., p. 243. 11. Ibid., p. 247. 12. Ibid., p. 401. 13. C. Westermann, Isaiah 40-66: A Commentary (Philadelphia:Westminster Press, 1977), pp. 314, 315. Cf. E. Jacob, Theology of the OldTestament (New York: Harper & Row, 1958), p. 324. 14. O. Eisfeldt, Geschchtliches und Ubergeschichtliches im AltenTestament, ThsSKr Bd 10912 (Berlin: Ev. Verlagsanstalt, 1947), pp. 14-15. 15. Hulst, Wat betekent de naam "Israel" in het Oude Testament, p.20. 16. Ver H. Eichrodt, Ezekiel: A Commentary (Philadelphia:Westminster Press, 1970), p. 280. 17. Ver Kaiser, Toward an Old Testament Theology, pp. 13, 30f., parafortes argumentos preferindo a tradução passiva, "serão benditas" emGênesis 12:3 acima da tradução reflexiva "abençoar-se-ão".
  19. 19. O Remanescente de Israel e Sua Missão 19 18. G. Vos, Biblical Theology (Grand Rapids, Mich.: lm. B. EerdmansPub. Co., 1963, reimpresso), p. 90. 19. J. Scharbert, in TDOT, vol. 3, p. 307. 20. H. H. Rowley, The Biblical Doctrine of Election (London:Lutterworth Press, 1964), pp. 52, 51, 59. 21. Robinson, Corporate Personality in Ancient Israel, p. 15. 22. Bruce, New Testament Development of Old Testament Themes, p.86. 23. Ibid. 24. H. H. Rowley, The Missionary Message of the Old Testament(London: Cary Kingsgate Press, 1955), pp. 61-62. 25. Bruce, New Testament Development of Old Testament Themes, p.90. 26 Ver Rowley, The Missionary Message of the Old Testament, p. 54;Ladd, The Last Things, capítulo 1.

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