04 a interpretação tipológica

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04 a interpretação tipológica

  1. 1. A INTERPRETAÇÃO TIPOLÓGICA A interpretação tipológica é distinta do método gramático-históricoe da abordagem alegórica. Sua exegese focaliza exclusivamente umperíodo de tempo conforme o contexto da Escritura. Deve-se perguntar,contudo, se o significado de um evento ou profecia veterotestamentáriapode ser determinado inteiramente pela situação histórica original. Osentido de um simples evento, com freqüência, será completamenteentendido apenas à luz de suas conseqüências na história posterior. Desde o princípio, a fé de Israel em Jeová como o Soberano Senhorda História continha uma esperança fundamental para o futuro (Gênesis3:15; 12:2-3). Essa esperança foi concentrada, não na exaltação nacionale prosperidade material como tal, mas na expectante presença de Deusem Glória entre Israel (Isaías 40:5) e em sua intervenção final pararestaurar o paraíso perdido para o seu povo e para toda a Terra (Isaías 2;9; 11; 52; Salmo 2; 46; 48; 72). A esperança de Israel foi construída sobre a promessa do reinovindouro de Deus: "O teu Deus reina!" (Isaías 52:7). Entre todas asnações do mundo oriental, apenas Israel desenvolveu uma escatologia,uma esperança na qual Deus gradualmente desvelou Sua promessa,corrigiu as falsas esperanças nacionais e constantemente transcendeu osconceitos de Israel sobre o Seu reino, ao apontar um futuro cumprimentoque excederia a todas as expectações terrenas israelitas (Isaías 64:4; cf. lCoríntios 2:9).1 Em sua adoração comum, Israel cantava de seu Deus como oSalvador e a Esperança do mundo: "...ó Deus, Salvador nosso, esperançade todos os confins da terra e dos mares longínquos (Salmo 65:5; cf.Deuteronômio 7:9-10; Isaías 2:1-4). Logo que Jesus de Nazaré nasceu e foi dedicado a Deus no templode Jerusalém, um certo Simeão, "que esperava a consolação de Israel",tomou o bebê Jesus em seus braços e louvou ao Senhor:
  2. 2. A Interpretação Tipológica 2 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tuapalavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparastediante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória doteu povo de Israel. – Lucas 2:29-32 Os primeiros cristãos judeus acreditavam que Jesus era o Messiasda profecia, o alvo e cumprimento da promessa veterotestamentária. ONovo Testamento é o fruto da convicção deles de que Deus haviacumprido a Sua promessa em Cristo Jesus (2 Coríntios 1:20). A chegadado Rei davídico e o derramamento do Espírito de Deus, como prometidopara os últimos dias pelos profetas (Joel 2:28 vv; Isaías 32:15; Zacarias12:10), significava para os apóstolos que o fim da velha geração haviachegado (1 Coríntios 10:11) e a era predita do reino messiânico ou "osúltimos dias", havia começado (Atos 2:16 vv). Um profundo senso de unidade dramática da obra salvadora deDeus por Israel no passado (o êxodo do Egito e a libertação deBabilônia) e a ressurreição de Cristo, bem como o Seu reino presente, seapoderaram dos apóstolos. Começaram a ler todo o Velho Testamento sobuma nova luz – a do seu cumprimento em Jesus Cristo e em Seu Israel. Para os cristãos primitivos, Cristo e Sua Igreja tornaram-se ocontexto histórico pleno do Velho Testamento! Através do Espírito deDeus os olhos dos apóstolos foram abertos para compreenderem osignificado do ritual do santuário e os atos redentivos da história deIsrael, antes obscurecidos para eles. Os escritores do Novo Testamento, sob inspiração divina,expuseram surpreendentes correspondências entre os atos redentivos deDeus no Velho Testamento e a salvação que haviam contemplado emJesus. O estudo dessas correspondências históricas é chamado detipologia cristã. Uma definição válida do tipo bíblico pode ser vista na seguintedescrição: Um tipo é uma instituição, evento histórico ou pessoa estabelecida porDeus e que efetivamente prefigura alguma verdade ligada com oCristianismo.2
  3. 3. A Interpretação Tipológica 3 Essa definição teológica traça uma clara linha de demarcação entrea tipologia e a alegoria. Os tipos bíblicos não são ficção, mas reais esignificativos na história da salvação de Israel, e.g., o santuário, o êxodo,Abraão e outros. Porém, que evidência existe de que aqui vamos lidar com os tiposprefigurativos de Cristo e Sua salvação? É o de haver algumas notáveissemelhanças e similaridades com a vida e a obra de Jesus Cristo? C. T.Fritsch responde, "Não". "A tipologia não é simplesmente uma questãode reunir todas a semelhanças entre o Velho e ó Novo Testamentos, masde compreender o processo redentivo fundamental e revelacional quecomeça no Velho Testamento e encontra o seu cumprimento no Novo".3 Como um exemplo, ele menciona que "o concerto do Sinai se tornaum tipo daquela perfeita relação de concerto entre Deus e o homem emCristo, claramente esboçado no novo Concerto de Jeremias 31." Emoutras palavras, uma instituição, evento ou pessoa do Velho Testamentotorna-se um tipo claro e compreensivo à luz de Cristo e do Seu povo doconcerto como antítipos. Esta conclusão apresenta a divisão feita pelosdispensacionalistas entre Israel e a Igreja, como um literalismo forçado. É a autoridade do Novo Testamento que estabelece a ligaçãodivinamente pré-ordenada entre o tipo e o antítipo e revela a naturezapreditiva do tipo. A tipologia é baseada na convicção cristã de fé de queJesus é o Messias da profecia de Israel e o Novo Testamento, é umacontinuação viva e a arrematação das Escrituras hebraicas. Conseqüentemente: "O relacionamento dependente entre o tipo e oantítipo é simplesmente uma das muitas evidências do relacionamentodependente entre o Velho e o Novo Testamento".4 Nossa investigação primária está voltada para a questão se Cristo eos escritores do Novo Testamento estavam engajados em princípio nopensamento tipológico. Parece claro que foi o próprio Jesus queintroduziu no judaísmo a nova idéia de que o tempo dos antítipos haviachegado pela Sua notável reivindicação de que a Sua missão messiânicaera "maior do que" a missão profética de Jonas (Mateus 12:412); "maior
  4. 4. A Interpretação Tipológica 4do que" a sabedoria de Salomão (Mateus 12:42); maior do que a realezade Davi (cf. Marcos 2:2528). Ele afirmou até mesmo, "aqui está quem émaior que o templo" (Mateus 12:6). A este respeito, Ele declarou queSua morte sacrifical proveria "o sangue da [nova] aliança, derramado emfavor de muitos" (Marcos 14:24). Em todas essas afirmações, Jesus apresentou-Se como a realidadeúltima para a qual todos os tipos, símbolos e profecias messiânicas naeconomia salvífica de Israel haviam apontado. Vendo-Se a Si mesmocomo o antítipo do sagrado ritual do templo israelense e de seusoficiantes ungidos, anunciou também o cumprimento da era messiânica(Lucas 4:16-21) e o derramamento do Espírito de Deus (Lucas 24:49;Atos 1:8), enfim, a chegada do tempo escatológico. A tipologia de Jesus, assim como a profecia de Israel, écaracterizada pelo seu cumprimento culminante no tempo escatológicodos "últimos dias" (cf. Hebreus 1:1-2).5 Para Jesus, Sua missão emcumprir as Escrituras hebraicas e os tipos históricos de Israel possuía umsignificado tanto redentivo quanto escatológico. Os escritores do Novo Testamento deram continuidade aopensamento tipológico de Jesus em suas aplicações do Velho Testamentoao seu próprio mandato apostólico e à missão evangélica. O Novo Testamento inteiro é essencialmente caracterizado pelaaplicação tipológica e escatológica do Velho Testamento, motivada edirigida pelo Espírito Santo.6 Embora L. Goppelt reconheça diferenteslinhas de conexão entre o Velho e o Novo Testamentos, ele chega àseguinte conclusão: "Entre as várias maneiras das quais o NovoTestamento aplica o Velho, a tipologia se classifica como predominantee a mais característica maneira de interpretação"7 Nas epístolas de Paulo – especialmente Romanos 5:12-19 e 1Coríntios 10:1-11 e na carta aos Hebreus, Goppelt observa o padrãotipológico mais proeminente e sistematicamente. Observa, contudo, quea tipologia paulina da história veterotestamentária é determinada pela suaexperiência de fé no Cristo Jesus ressurreto e glorificado. Em outras
  5. 5. A Interpretação Tipológica 5palavras, o sentido pleno das Escrituras e dos tipos do Velho Testamentoé revelado e pode ser compreendido apenas pela fé em Cristo. ComoPaulo declara a respeito de seus contemporâneos judeus: Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coraçãodeles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe éretirado. ... em Cristo, é removido (2 Coríntios 3:15-16, 14). Parece haver um acordo geral de que Paulo usa o termo typos emum novo sentido histórico para a tipologia em Romanos 5:14, ondechama literalmente a Adão de "um tipo daquele que haveria de vir"(NVI). Ele interpreta a narrativa de Gênesis 3 em relação à queda deAdão à luz do Cristo ressurreto e anuncia, sob o Espírito Santo, umrelacionamento tipológico entre ambos. Isso significa que o primeirohomem representa uma exposição avançada do futuro Adão, Cristo Jesus(Ver 1 Coríntios 15:45, 47). A correspondência entre Adão e Cristo é de natureza antitética que,não obstante, mantém uma similaridade básica: ambos foram indicadospor Deus como cabeça da raça humana e viveram uma vida designificado decisivo e universal para a humanidade. A New Scofield Reference Bible reconhece que (em uma nota sobreGênesis 5:1), "Adão, como a cabeça natural da raça (Lucas 3:38) é umtipo contrastante de Cristo, a Cabeça da nova criação." Enquanto Adãocausou a queda universal do homem no pecado e na morte, a vitória deCristo sobre Satanás valeu "muito mais" para o homem (Romanos 5:7)do que o que fora perdido por Adão: justiça (justificação) e vida eterna(ressurreição; 1 Coríntios 15:22; Romanos 5:17-19). Além disso, Paulo pensa tipologicamente quando interpreta os atosde Deus na história passada de Israel à luz de Cristo e Sua Igreja em 1Coríntios 10:1-11.8 Contudo, alguns tomam essa passagem paulinameramente como uma exortação moral na qual a história do antigo Israelfunciona exclusivamente como uma advertência "exemplo" para asantificação moral da igreja de Corinto.
  6. 6. A Interpretação Tipológica 6 Certamente é verdade que o apóstolo tenta retificar para os coríntiosum equívoco básico quanto aos sacramentos cristãos (o batismo e a ceiado Senhor) através de sua ilustração admoestando sobre a falha moral deIsrael (1 Coríntios 10:1-5). Não obstante, o impulso teológico específicoe o significado escatológico da admoestação de Paulo à igreja de Corintose perderiam se os termos typoi (1 Coríntios 10:6) e tipikos (1 Coríntios10:11) forem privados do senso teológico que Paulo emprega para typoiem sua tipologia de Romanos 5:14.9 Paulo vai ao ponto em sua exortação dentro do contexto da eramessiânica ao usar uma apresentação avançada em Israel de algumasrealidades obtidas em Cristo Jesus. Não foi a partir de uma exegeseisolada do Velho Testamento que ele chegou a essa dimensão adiantadada história salvífica de Israel. A partir de seu status como um apóstolo daIgreja e através do Espírito de Profecia, vê os eventos da história dasalvação de Israel como tipos da comunidade escatológica do Messias,"para nós ia Igreja] sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (1Coríntios 10:11). De fato, para Paulo, "estas coisas .., foram escritas"especificamente para a Igreja, o povo de Deus dos últimos dias. A correspondência encontra-se primariamente na similaridadeessencial dos atos divinos de libertação e julgamento de Israel e daIgreja. Paulo chama Moisés e os israelitas simplesmente de "nossos pais"(1 Coríntios 10:1). Isso expressa a unidade teológica entre Israel e aIgreja. Ambos participaram da redentora e mantenedora graça de Cristo(1 Coríntios 10:4). Da mesma forma, o julgamento de Deus sobre Israelé uma prefiguração de Seu juízo sobre os cristãos que abusam de Suagraça em Cristo.10 Embora haja mais do que analogia ou correspondência teológica natipologia do Novo Testamento, há também progresso messiânico ouintensificação e complementação teológica além da similaridade. A exortação moral de Paulo à igreja dos coríntios contém mais doque a pressuposição de que o Deus de Israel é o mesmo Deus moral da
  7. 7. A Interpretação Tipológica 7Igreja e que Ele a salvará e julgará de acordo com os Seus atos no antigoIsrael (1 Coríntios 10:6). Paulo via a redenção de Israel através do Êxodo como um padrãoou tipo que apontava para frente "em um sentido remoto, oculto e típico"(P. Fairbain)11 á cruz de Cristo. Porque Ele foi sacrificado como overdadeiro Cordeiro Pascal (1 Coríntios 5:7), na "plenitude dos tempos"(Gálatas 4:4). Todos os que aplicam o Seu sangue sacrifical ao coração eà vida pertencem ao Israel do novo Êxodo. Cristo deu novos sacramentos ao povo do novo concerto (obatismo e a ceia do Senhor) e os estabeleceu como peregrinos até odescanso final na Nova Jerusalém (Hebreus 4). A Igreja, como o Israel escatológico, com o seu novo concerto nosangue de Cristo, é o cumprimento dos planos de Deus com o antigoIsrael. O novo concerto possui uma glória que ultrapassa o velho (2Coríntios 3). Desde que a glória divina deixou o velho templo (Mateus23:38), a Igreja de Cristo tornou-se um templo vivo de Deus na Terra (2Coríntios 3:16-18). Agora que "os fins dos séculos" (1 Coríntios 10:11),a complementação de toda a velha dispensação têm chegado, acomunidade messiânica deve seguir a Cristo como o Rei de Israel eobedecer à Sua Palavra (2 Coríntios 7:1). A desobediência de Israel durante a sua peregrinação no deserto é,de acordo com Hebreus 4:11, "um exemplo ilustrativo" (hypodeigma)para a Igreja em sua peregrinação: Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus...Portanto, esforcemo-nos por entrar naquele descanso, para que ninguémvenha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência. (Hebreus 4:9- 11,NVI). Goppelt conclui que "sob a influência de Paulo tipos tornou-se umtermo hermenêutico em toda a Igreja".12 Ele se refere ao uso posterior dotermo antypon em 1 Pedro 3:21. Pedro literalmente escreve que obatismo é,um "antítipo" ou "contraparte" da libertação de Noé dodilúvio. Por isso, pode-se concluir da tipologia de Pedro: "Então, é
  8. 8. A Interpretação Tipológica 8apenas à luz do antítipo, que o significado pleno do tipoveterotestamentário torna-se claro. Daí, pode ser dito que é o antítipo quedetermina a identidade do tipo do Velho Testamento, tornando nítido oseu significado mais profundo e espiritual".13 Em outras palavras, achave para a compreensão da natureza e identidade de um tipo no VelhoTestamento deveria ser procurada na interpretação que o Novo faz doVelho. Além da tipologia horizontal, o Novo Testamento desenvolve umatipologia explicitamente vertical, na qual o monte Sião, Jerusalém, otabernáculo israelita e o sacerdócio levítico servem como sombra oureflexo dos originais celestiais (ver Hebreus 8:5; Atos 7:44 [cf. Êxodo25:40]; 12:22 [cf. Gálatas 4:26]). Hebreus relaciona o tabernáculo israelita diretamente à obrasalvífica de Cristo no Céu. A principal seção, Hebreus 8:1-10:18, explicaque o presente reino de Cristo como Rei Sacerdote à mão direita de Deus(8:1; 10:12) é o cumprimento escatológico pretendido nos tipos do VelhoTestamento e nas sombras de Israel. A implicação clara dessa progressãona história da salvação desde a antiga geração ou dispensação até a eramessiânica é a descontinuidade do sacerdócio e da lei levítica, dossacrifícios e do santuário terrestre e de um Reinado davídico sobre otrono terrenal. Na ressurreição e ascensão de Cristo "uma esperança superior éintroduzida, pela qual nos chegamos a Deus" (Hebreus 7:18). Cristo, deuma vez por todas, cumpriu e "removeu" ou "anulou" todos os velhosregulamentos de tipos e sombras (Hebreus 7:18; 10:9). O autor deHebreus se refere predominantemente ao cumprimento cristológico daincomparável promessa ao Reino davídico no Salmo 110:1 e 4: "Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te á minha direita, até queeu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O SENHOR jurou e não searrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem deMelquisedeque."
  9. 9. A Interpretação Tipológica 9 O contexto dos versos deste Salmo indica que a promessa divinaaplicava-se acima de tudo ao reinado do rei Davi sobre o trono terrestreem Jerusalém (versos 2 e 3). Contudo, tanto o autor de Hebreus quantoPedro transferem o trono davídico de sua localização terrestre para otrono de Deus no Céu (Hebreus 1:3, 13; 8:1; 10:12; 13; 12:1; Atos 2:36).Cheio do Espírito de Deus, no dia histórico do Pentecostes, Pedroproclamou aos judeus em Jerusalém: Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a esteJesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo (Atos 2:36; ênfaseacrescentada). O título "Senhor" significa governador soberano, e "Cristo", querdizer Messias ou Ungido. Cristo Jesus, por Sua ascensão ao Céu, entrouem Seu reino messiânico, assentou-se à destra de Deus (Hebreus 1:13;Apocalipse 3:21). Ele continuará a reinar até que ponha os Seus inimigosdebaixo dos Seus pés (1 Coríntios 15:25). Os eruditos do Novo Testamento concordam que a naturezacelestial desse reino messiânico foi prevista no Velho. O Seu reinadosobre Israel era a partir de Jerusalém (Salmo 132:11). Porém, "no NovoTestamento, Seu reino é universal em abrangência e a partir do Céu".14 Deveria ficar claro que o autor de Hebreus compreendia o Salmo110 num sentido diferente e mais amplo do que os autores do VelhoTestamento.15 A surpreendente verdade do cumprimento cristológico doconcerto davídico é o testemunho especial dessa epístola. Cristo,governando do Seu trono de graça no Céu como o Rei messiânico, emunidade com o Seu ofício como Sumo Sacerdote messiânico, é amensagem da tipologia vertical de Hebreus. A aplicação neotestamentária do Salmo 110 ao governo presente deCristo é considerada como de importância fundamental para o evangelhoapostólico.16 Ao invés de ensinar um "adiamento" do reino davídico de Cristo ouassumir qualquer lacuna entre o Salmo 110:1 e 2 como assegura odispensacionalismo 17, Hebreus declara que Cristo, pela ordenação de
  10. 10. A Interpretação Tipológica 10Deus, começou a cumprir o concerto davídico ao governar sobre a Igrejae todos os poderes, autoridades e anjos. Reinando a partir do trono dagraça de Deus (Hebreus 4:16) no poder do Altíssimo, ele "pode salvartotalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre parainterceder por eles" (Hebreus 7:25). Já na era presente, "Deus colocou todas as coisas debaixo de seuspés..." (Efésios 1:20-22; [NVI] ênfase acrescentada), porque Ele agoraestá assentado à destra de Deus, "ficando-lhe subordinados anjos, epotestades, e poderes" (1 Pedro 3:22). Num sentido mais amplo do queos reis davídicos, Cristo está reinando agora com Deus em Seu trono(Apocalipse 3:21). Separar o trono de Deus do trono davídico de Cristo18é uma divisão injustificada do Pai e do Filho, a fim de manter o dogmade um adiamento do reinado de Cristo para o milênio. Uma separação do trono de Davi do trono de Deus já foiconsiderada uma ficção no Velho Testamento porque o rei davídico erateocrático e assentava-se "no trono do reino do SENHOR, sobre Israel"(1 Crônicas 28:5; cf. 29:23; 2 Crônicas 29:8). No estado eterno de glóriana Terra, o trono de Cristo é ainda um com o trono de Deus (Apocalipse22:1, 3). Como Abraão reconhecia alguém maior do que ele no sumosacerdote Melquisedeque, assim os descendentes de Abraão sãochamados a reconhecer Alguém que é proclamado por Deus como o Rei-Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque (Hebreus5:5-10; 7). Este Rei-Sacerdote satisfaz as necessidades de Israel e detodos os gentios porque ele é santo, inculpável e "feito mais alto do queos céus" (Hebreus 7:26), e que está mesmo "à destra do trono daMajestade nos céus" (Hebreus 8:1). A tipologia vertical de Hebreus não implica que a escatologiainaugurada pelo presente sacerdócio e reinado de Cristo é ocumprimento final do concerto davídico. Constantemente, o autorvislumbra a futura consumação apocalíptica do reino de Deus, a vinda dacidade celestial, um mundo melhor:
  11. 11. A Interpretação Tipológica 11 Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qualestamos falando (Hebreus 2:5; ênfase acrescentada). Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a quehá de vir (Hebreus 13:14; 11:10; ênfase acrescentada). Portanto, é correto insistir numa futura consumação do Salmo 110em ligação com a segunda vinda de Cristo e o julgamento final. Elemesmo aplicou a promessa do governo teocrático do referido Salmo emum sentido apocalíptico à destruição final dos inimigos de Deus quandode Seu retorno em glória (ver Mateus 25:3.1-33, 41). Quando Caifás, osumo sacerdote, colocou Cristo sob juramento para testificar se Ele era oMessias prometido, Jesus respondeu: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis oFilho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre asnuvens do céu (Mateus 2:64; cf. Marcos 14:62; Lucas 22:69). Nesse momento solene, Jesus uniu o Filho do Homem apocalíptico(de Daniel 7:13-14) e o Messias davídico (do Salmo 110) em umaPessoa e aplicou ambos à Sua própria vinda em glória do céu para julgaro mundo. Na Sua segunda vinda, o Salmo 110 encontrará o seucumprimento final, dramático e cósmico na salvação da Igreja de Cristoe na destruição de Seus inimigos. Sumariando, a perspectiva tipológica é fundamental para a própriacompreensão de Cristo e de Sua missão messiânica bem como damensagem dos escritores do Novo Testamento. A tipologia cristã – tantono seu aspecto horizontal quanto vertical – é caracterizada por umcumprimento presente dos tipos do Velho Testamento na obra redentivade Cristo e pela esperança da futura consumação do Seu reinado noúltimo julgamento. A abordagem tipológica do Novo Testamento é motivada pela idéiade cumprimento na história da salvação.19 A tipologia corresponde auma teologia de progressão dos atos salvíficos de Deus através de JesusCristo. É baseada no pressuposto bíblico de que Ele sempre age deacordo com os princípios imutáveis de Sua natureza santa e de Suavontade (Números 23:19; Malaquias 3:6).20
  12. 12. A Interpretação Tipológica 12 No Novo Testamento, a tipologia é caracterizada tanto pelacorrespondência histórica quanto teológica entre o tipo e o antítipo. Acorrelação teológica consiste no fato de que os tipos do VelhoTestamento são todos determinados teologicamente pela sua relaçãoespecífica com Jeová, o Deus de Israel, enquanto todos os antítipos doNovo Testamento são qualificados por sua relação com Cristo Jesus, oFilho de Deus. Pelo fato da comunhão do concerto com Deus ser estabelecidaapenas através de Cristo, toda a tipologia no Novo Testamento convergee culmina em Cristo. Porque Ele cumpre e completa a história dasalvação do Velho Testamento, a tipologia do Novo se origina, centralizae termina em Cristo.21 Esse foco cristológico e a perspectiva escatológica distinguem atipologia de qualquer situação paralela acidental. Sempre quepersonagens, eventos ou instituições históricas sejam entendidos comoprefigurando algum aspecto do ministério de Cristo, uma perspectivatipológica se torna visível. A relação de tipo-antítipo não é simplesmentede repetição, mas de complementação escatológica. Por isso, o antítiponão é meramente uma forma desenvolvida do tipo, mas uma obra deDeus nova e peculiar através do Messias, de maneira que o antítipo, emalguns aspectos, pode até mesmo colocar-se em oposição ao tipo (e,g., oscultos sacrificais, Adão). Goppelt ressaltou que a interpretação tipológica dos apóstolostomou lugar na liberdade do Espírito Santo e não é um métodohermenêutico científico e técnico como o histórico-filosófico.22 Atipologia neotestamentária não começa com a história do VelhoTestamento ou com rituais simbólicos, mas com Jesus e Sua salvação.Partindo de Jesus, que provou ser o Messias de Israel por Sua vida,morte e ressurreição, os escritores apostólicos procuram os paralelosveterotestamentários e então, guiados pelo Espírito Santo, tiramconclusões quanto ao seu significado teológico e moral para a Igreja deCristo.
  13. 13. A Interpretação Tipológica 13 23 Em sua constante retrospectiva à história de Israel à luz de JesusCristo, os escritores do Novo Testamento tentam desvelar como o atoredentivo de Deus em Cristo está relacionado com os atos salvíficos deDeus no passado (ver 1 Pedro 1:10-12). Se a exegese for definida comoestabelecendo estritamente o verdadeiro significado do texto originalcomo o autor humano pretendia, por meio do método gramático-histórico, então a tipologia não é um método de exegese do VelhoTestamento.24 A tipologia é a interpretação teológico-cristológica dahistória do Velho Testamento pelo Novo, que vai além da mera exegese.Nas palavras de Francis Foulkes: Ela [a tipologia] tira mais do que o sentido literal da passagem. O NovoTestamento faz isso quando vê a Cristo como o tema e o cumprimento detodo o Velho, sem limitá-la ao que é explicitamente profecia messiânica...Ainterpretação tipológica mostra que a revelação parcial e fragmentária noVelho Testamento aponta adiante para Cristo...A tipologia lê nas Escriturasum significado que não está lá, mas o entende à luz do cumprimento nahistória...Todavia, não lê um novo princípio no contexto. Interpreta asrelações de Deus com o homem a partir do contexto literal, e então apontapara uma maneira na qual Deus vem lidando com o homem em Cristo.25 Assim, a interpretação tipológica neotestamentária do VelhoTestamento provê uma chave maior para captar a unidade teológica daBíblia e "ajuda a evitar a fragmentação que é freqüentemente o fruto dosestudos puramente histórico-gramaticais".26 A tipologia não envolve qualquer depreciação da interpretaçãoliteral ou histórica do Velho Testamento, mas é baseada na exegesehistórica deste, a fim de captar a compreensão mais completa ou osentido mais pleno (o sensus plenior) dos atos redentivo-históricos deDeus para toda a raça humana.27 Alguém poderia dizer também que osentido tipológico é o "autêntico prolongamento do sentido literal" doVelho Testamento tanto quanto a exegese é uma "perspectivafundamental dos ensinos do Novo (J. Daniélou).28 Tomás de Aquinoapresentou uma análise perspectiva:
  14. 14. A Interpretação Tipológica 14 O autor das Escrituras Sagradas é Deus, em cujo poder reside oexpressar o significado não apenas por palavras – o homem também podefazer isso – mas também por meio das coisas. Por isso, aqui, como em todocampo do conhecimento (scientia), as palavras têm significado, porém nestecaso, em adição, as coisas significadas pelas palavras também têm umsentido. O primeiro sentido pelo qual as palavras significam coisas é o literalou histórico. O sentido pelo qual as coisas significadas pelas palavrasquerem dizer algo mais, é reconhecido como o seu senso espiritual, o qual ébaseado no literal e o pressupõe.29 Afirmamos que o senso tipológico genuíno não super impõe umsentido diferente ao significado literal das palavras das Escrituras, maspertence ao significado profético das coisas ou eventos expressos pelaspalavras da Bíblia. A verdadeira interpretação tipológica do VelhoTestamento não cria um segundo sentido ou alegorização além dosignificado literal, mas ouve "como o sentido histórico do texto continua afalar na situação do Novo" (H. W. Wolff).30 Em um ensaio instrutivo,Donald A. Hagner afirma: Para esses homens [do Novo Testamento], os relacionamentos datipologia eram os resultados do desígnio de Deus de maneira que, dealguma forma, o tipo "profetizava" o antítipo e o último "cumpria" o primeiro. ...A descrição das correspondências tipológicas é um exemplo especialna detecção do sensus plenior do material veterotestamentário. Isto é, oVelho Testamento é visto como contendo um sentido mais pleno do queimediatamente percebido pelos olhos, e realmente, discernível apenas à luzde sua contraparte neotestamentária.31 O sentido teológico completo da história veterotestamentária deIsrael pode ser captado apenas por aqueles que crêem que Jesus é oMessias de Israel, que o concerto de Deus com as doze tribos israelitas écumprido e completado – não adiado – no concerto de Cristo com osSeus doze apóstolos (2 Coríntios 3; Hebreus 4). Concordamos com aconclusão equilibrada de David L. Baker de que a "correta compreensãoe o uso do Velho Testamento dependem do Novo, e por outro lado, umdos usos primários do Velho é ser a base para o correto entendimento euso do Novo Testamento".32
  15. 15. A Interpretação Tipológica 15 Limitações dos Tipos J. Barton Payne ensina em sua Encyclopedia of Biblical Prophecy(Harper, 1973) que os tipos bíblicos possuem quatro característicasessenciais: (1) um tipo deve ter uma origem divina, e.g., Êxodo 25:40;cf. Hebreus 8:5; (2) um tipo deve ser redentivo, e.g., Zacarias 14:16; cf.João 20: 31; (3) um tipo deve ser uma representação simbólica, e.g., dosacerdócio e ritual levítico; (4) um tipo deve ser uma profeciarepresentada, e.g., Números 21:9; cf. João 3:14; Colossenses 2:17;Hebreus 10:1(ver pp. 24-26). Resumindo, um tipo é "uma decretaçãodivina da redenção futura" (p. 23). Payne discute mais do que cinqüenta tipos bíblicos que preenchemaqueles requerimentos cristológicos (listados nas páginas 671-672 de suaEncyclopedia), muitos dos quais são tirados do ritual do santuário e dasfestividades cúlticas de Israel. Embora seu desígnio preditivo tenha sidocompreendido por apenas uns poucos israelitas naquele tempo, tais comoMoisés (Êxodo 25:40), seu significado simbólico em relação à maneirageral substituinte de salvação e sua função como um símbolo dasantificação de Israel a Deus (Salmo Si :7, 16-17) "parecem ter sido bemcompreendidos" pelos santos do Velho Testamento. . Prestimosa é a distinção entre um símbolo e um tipo: "O símbolo éum fato que ensina uma verdade moral. O tipo é o fato que ensina umaverdade moral e prediz alguma efetivação real daquela verdade.33 A pergunta continua, quais são os controles para o estabelecimentoda tipologia bíblica a fim de evitar especulações e alegorizações fúteis?34Bernard Ramm enfatiza que o Novo Testamento focaliza sua tipologianos grandes fatos de Cristo, na Sua redenção e nas verdades básicas,espirituais e morais da experiência cristã.35 A tipologia do Novo Testamento não lida com minúcias eeventualidades, nem ensina correspondência ou identidade completaentre tipo e antítipo. Conseqüentemente, uma pronunciada dissimilaridade
  16. 16. A Interpretação Tipológica 16entre tipo e antítipo deve ser reconhecida. Ramm por isso conclui: "Averdade típica está no ponto da similaridade.Um dos erros cardeais emtipologia é tornar típicos os elementos de dissimilaridade em um tipo".36 Os esforços cristãos para captar o que é realmente essencial nahistória da salvação veterotestamentária e distingui-los claramente desimilaridades meramente externas, demanda mais do que uma exegesepuramente histórica pode oferecer. Requer a iluminação e a direção doEspírito Santo para descobrir o padrão tipológico entre os doisTestamentos. A descoberta de um novo padrão tipológico nas Santas Escrituras,através do qual nossas esperanças de libertação apocalíptica da Igreja deCristo são renovadas e fortalecidas, deve ser baseada, por isso, na claraautoridade do Novo Testamento.37 Os atos salvadores de Deus na históriade Israel devem ser aplicados por um escritor do Novo Testamento àfutura redenção do povo de Cristo por alusões literárias claras ao VelhoTestamento e a uma analogia transparente da estrutura teológica emrelação à história da salvação de Israel. O Dispensacionalismo e a Tipologia No dispensacionalismo enfrentamos o fato de que a hermenêuticado literalismo aceita a tipologia cristã para algumas partes históricasselecionadas do Velho Testamento. Mas, repentinamente, rejeita cadaaplicação tipológica do concerto de Deus com Israel ao novo concerto deCristo com Sua Igreja, bem como, qualquer noção de tipologia nasprofecias de Israel. Isso parece demonstrar um uso arbitrário eespeculativo da tipologia dentro do Velho Testamento. O dispensacionalista Lewis S. Chafer oferece essa razão por suaaceitação da tipologia cristã: "Parece razoável supor que quando é feitoum relato do casamento de qualquer homem do Velho Testamento, oqual em si mesmo é um tipo de Cristo, esse casamento pode tersignificado típico".38 Então apresenta muitos exemplos de uniões
  17. 17. A Interpretação Tipológica 17matrimoniais no Antigo Testamento que são tipológicas da união deCristo com a igreja no Novo Testamento, e.g., "Moisés é um tipo deCristo como Libertador; dessa forma, Zípora sua esposa, escolhida entreos gentios enquanto ele estava longe dos seus irmãos, é uma sugestão daretirada da Igreja durante o período entre os dois adventos de Cristo".39 É difícil ver como Chafer, ao mesmo tempo, pode manter sua tesede que a Igreja "foi inteiramente imprevista e está completamentedesvinculada de qualquer propósito divino que a preceda ou suceda".40 Um tipo, de acordo com a New Scofield Reference Bible, é "umailustração divinamente pretendida de alguma verdade" (p. 6; ênfaseacrescentada). Se Eva, Rebeca, Zípora, Abigail, Rute e a Sulamita foremtodas reconhecidas como tipos veterotestamentários da Igreja do NovoTestamento, então é "razoável" concluir que a Igreja de Cristo "não foiprevista" e está desde o princípio "desvinculada" dos divinos propósitosde Deus para a humanidade? Além do mais, não seria justamente razoável aceitar Israel, o povodo concerto de Jeová, como um tipo do povo de Cristo no novoconcerto? Mas, aqui, o dispensacionalismo repentinamente relembra asua hermenêutica básica de literalismo – cujo princípio não é aplicado àsuniões matrimoniais de pessoas simples no Velho Testamento: "Mas,nenhum concerto ou profecia traz essa nação à cidadania celestial ou àunião matrimonial com Cristo".41 Como esse julgamento pode ser justificado, quando considerada aesperança de Abraão de uma cidade celestial e a de Israel por um paísmelhor (Hebreus 11:10, 16)? Cristo anuncia que Abraão, Isaque e Jacó,juntamente com muitos crentes gentios, receberão a cidadania celestialno reino de Deus (Lucas 13:28-29) ou no reino dos céus (Mateus 8:11;cf. Hebreus 11:39-40). A rejeição de Chafer da união matrimonial de Israel com Cristo,tampouco é justificada. Primeiramente, quatro profetas do VelhoTestamento descrevem o relacionamento de concerto entre Jeová e Israel
  18. 18. A Interpretação Tipológica 18em termos de uma união matrimonial: Oséias (2:7, 16, 19-20), Isaías(54:5-8), Jeremias (3:8) e Ezequiel (16). O apóstolo Paulo aplica o motivo matrimonial à relação de Cristocom sua Igreja: "Visto que vos tenho preparado para vos apresentarcomo virgem pura a um só esposo, que é Cristo" (2 Coríntios 11:2). ANew Scofield Reference Bible, no entanto, conclui: "Israel será a esposaterrena do Senhor (Oséias 2:23); a Igreja, a noiva celestial do Cordeiro(Ap 19:7)" (p. 920). Essa concepção antevê que a divindade tem duasdiferentes noivas em dois diferentes lugares. Não obstante, em relação à visão apocalíptica de João da descida danova Jerusalém do céu à Terra (Apocalipse 21:2), lemos no comentárioda Scofield: "A nova Jerusalém é o lugar de habitação dos santos detodas as eras através da eternidade e cumpre a esperança de Abraãoquanto à cidade celestial (Hebreus 11:10-16; Hebreus 12:22-24)" (p. 1375). Este comentário não admite que tanto os redimidos de Israel quantoos da Igreja serão reunidos em um só rebanho sob um único Pastor emum só lugar (comparar João 10:14-16 com Isaías 56:8)? A unidadeorgânica do Israel espiritual e dos gentios espirituais em Cristo não estáexpressa pela combinação dos nomes das doze tribos e dos dozeapóstolos na estrutura da nova Jerusalém [Apocalipse 21:12, 14)? O dispensacionalismo legitimamente rejeita uma identificação ouequação não histórica da nação de Israel com a Igreja do novo concerto.Contudo, conclui que tanto um quanto o outro estão basicamenteseparados por diferentes propósitos e promessas. Ele nunca consideraqualquer ligação tipológica entre o Israel de Deus e a Igreja. Enquantoaceita os tipos messiânicos no Velho Testamento em relação a Cristo e aIgreja42, rejeita o velho concerto como um tipo cio novo concerto e Israelcomo um tipo da Igreja. Interpretar a Igreja como "um novo Israel espiritual" é consideradopor Ryrie uma "interpretação tipológica artificial"43 porque conflita como literalismo. Ele declara: "Levar esta designação Israel para os crentes
  19. 19. A Interpretação Tipológica 19na Igreja não é autorizado pelo Novo Testamento... Os crentes, como umgrupo, não são chamados de Israel espiritual".44 No entanto, o dispensacionalista Charles F. Baker argumentafortemente contra Scofield e Ryrie, de que a Igreja de Cristo e osapóstolos (sem Paulo) eram Israel como uma Igreja do Novo Testamento(Mateus 16:18; 18:17; Atos 2:47), que ele chama de "Igreja do Reino" esepara completamente do "Corpo da Igreja", criado pelo apóstolo Paulo(Efésios 3:9).45 Baker insiste que a Igreja do reino (de Mateus 16:18) jáexistia no dia de Pentecostes em Atos 2, porque milhares de novoscrentes foram simplesmente "acrescentados" à Igreja de Cristo (Atos2:41, 47). A igreja do reino de Cristo era "a ekklesia israelita da profecia",porque o apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, declarou "que todas ascoisas que estavam acontecendo em ligação com aquela ekklesia era emcumprimento de tudo o que os profetas haviam falado desde o início domundo" (Atos 3:21).46 Nós concordamos de coração com a resposta deBaker a Ryrie. Por outro lado, Baker desenvolve uma distinçãoindefensável e aguda quando separa a Igreja do "reino" de Cristo, do"Corpo" da Igreja de Paulo: A verdade a respeito do Corpo de Cristo foi um segredo guardado detodas as eras e gerações passadas (Efésios 3:9) e por isso, devenecessariamente ser algo diferente daquilo que foi o objeto de todos ospronunciamentos proféticos da antiguidade. Dessa maneira, a verdadeiradistinção dispensacionalista que deve ser feita é entre a ekklesia israelita daprofecia e a ekklesia do Corpo de Cristo do mistério, ambas as quais sãoencontradas no livro chamado o Novo Testamento).47 Essas distinções e dilemas dispensacionalistas são o resultado deinferências injustificadas e um literalismo que perde a visão da tipologiateológica entre o Israel de Deus e a Igreja de Cristo no único e contínuoplano de Salvação arquitetado por Deus para toda a humanidade. O dispensacionalismo opera sob o uso reduzido da tipologiamessiânica no qual as aplicações cristológicas dos tipos do Velho
  20. 20. A Interpretação Tipológica 20Testamento são aceitas, mas as aplicações eclesiológjcas da missão e domandato de Israel são negadas e rejeitadas. A tipologia do Novo Testamento não cria essa dicotomia entreCristo e o Israel de Deus. A questão central do evangelhoneotestamentário e sua esperança profética repousam no fato de que aIgreja de Cristo é indicada para cumprir o propósito divino da eleição deIsrael: ser uma luz salvadora para os gentios. Os apóstolos Paulo eBarnabé viam a sua missão e mandato evangelísticos expressos nochamado de Deus a Israel (Atos 13:47; cf. Isaías 49:6). O escopo total datipologia do Novo Testamento pode ser sumariado como segue: É Jesus Cristo que provê em primeiro lugar o antítipo dos tipos doVelho Testamento; juntamente com ele também podemos mencionar o oficioapostólico em 2 Coríntios 3:7vv, os sacramentos em 1 Coríntios 10:1vv, e aexperiência da graça e julgamento pelos cristãos como o povo do novoconcerto em 1 Pedro 1:5, 9; Apocalipse 1:6; e 1 Coríntios 10:6. Todos essescasos não são questões subordinadas e insignificantes, mas são elementoscentrais na realização da salvação.48 Na tipologia bíblica não é somente Cristo que é o antítipo, masCristo e Seu povo fundidos em uma unidade indissolúvel e orgânica nopropósito salvador de Deus para o mundo.49 A Tipologia na Escatologia Profética Correspondências teológicas foram já anunciadas em princípiopelos profetas de Israel, muito embora eles puderam ver apenas umapequena porção de toda a história da salvação. Escreveram suasprofecias preditivas na convicção de que os atos de Deus de libertação ejulgamento no passado seriam repetidos em essência, porque Deuspermanece fiel a Si mesmo e ao Seu concerto (Deuteronômio 7:9). Seusatos seriam repetidos numa escala mais ampla e universal, e maisgloriosamente do que nunca.50 Os profetas retratam o reino futuro de Deus na terra com motivos eimagens pictóricas derivadas da Sua perfeita criação no Paraíso
  21. 21. A Interpretação Tipológica 21(comparar Gênesis 2 com Isaías 11:6-9; 35; 65:23-25; Ezequiel34:25-30; 36:35). Em adição, Isaías prediz o futuro livramento de Israeldo cativeiro assírio-babilônico em termos de um novo e maior Êxodo(Isaías 43:16-19; 51:10-11; 52; 11:15). Além do mais, Isaías, Jeremias e Ezequiel predisseram a vinda deum Messias davídico que governaria Israel e as nações em paz e justiça.Seria um Rei como Davi, mas muito maior do que ele (Isaías 9:1-7;11:1-9; 55:1-5; Jeremias 23:5-6; 30:9; 33:14-18; Ezequiel 34:23-3l; 37:24-28). Há mais exemplos da profecia tipológica veterotestamentáriaanunciando a vinda de um novo Melquisedeque (Salmo 110), um novoMoisés (Deuteronômio 18:15-19), um novo Elias (Malaquias 4:5), umnovo templo (Ezequiel 41-48), um novo concerto Jeremias 31:31-34) e arecriação de um novo povo (Isaías 65:17vv; 66:22; Ezequiel 36:26;37:11-14).51 Constantemente, os profetas do Velho Testamento expressavamsuas esperanças no futuro em termos dos atos de Deus no passado, quenão obstante, excederiam em glória, qualquer coisa experimentadaanteriormente. Os profetas relembravam os grandes atos divinos deoutrora, a fim de assegurar a Israel os grandes atos de Deus no futuro.Por isso, as profecias do Velho Testamento são "ao mesmo tempo,indissoluvelmente, memoriais e preditivas".52 Sumariando, o futuro profético do Velho Testamento écaracterizado por dois aspectos: (1) Deus agirá no futuro de acordo comos princípios de Sua ação no passado; (2) Ele assim fará, numa escalasem precedentes e gloriosa através do Messias na vinda da eramessiânica. A retratação profética do futuro reino de Deus por meio do estiloliterário de uma escalada "típica" de Suas ações passadas demonstramque a hermenêutica dispensacionalista de "absoluto literalismo"(Scofield) para a interpretação profética é inadequada e abortiva. O problema com o literalismo dispensacionalista não está no seuexemplo do cumprimento concreto-histórico e visível da profecia de
  22. 22. A Interpretação Tipológica 22Israel, mas o seu literalismo está muito destituído da proeminênciatranscendente e da transformação gloriosa do futuro cumprimento daprofecia na história humana. A projeção literal para o futuro das palavras da profecia é apenas oque os olhos humanos já contemplaram, mas "Nem olhos viram, nemouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deustem preparado para aqueles que o amam" (1 Coríntios 2:9, aplicandoIsaías 64:4). Contra toda espiritualização e alegorização abstrata, afirmamos umcumprimento literal e histórico da profecia veterotestamentária.Deveríamos ser cuidadosos, contudo, para não sermos apanhados nasmalhas de um falso dilema, como se tivéssemos que escolher entre duasposições extremas: o literalismo ou o alegorismo. A estrutura tipológica é o estilo da esperança e da profecia bíblica.53De fato, todo o conceito do pensamento tipológico, com o seu progressohistórico do tipo para o antítipo superior, "brotou pela primeira vez(Velho Testamento) na escatologia profética (L. Goppelt).54 A "tipologia" nascente na profecia do Velho Testamento não estáenraizada no disseminado pensamento cíclico das nações pagãscircunvizinhas, as quais antecipavam que a última geração na trajetóriacósmica automaticamente corresponderia à primeira geração. O conceitode uma recorrência literal do passado na geração futura é um motivopagão que foi sobrepujado pela abordagem tipológica da profeciaveterotestamentária. A promessa de futura renovação de Israel está enraizada nafidelidade de Deus de sua eleição deste, para abençoar todas as famíliasda terra que caíram em maldição (Gênesis 12:2-3; Isaías 42-53;especialmente 45:22). Não apenas o propósito de Deus será cumprido nacontinuidade de Seus atos redentores no passado, mas a restauraçãovindoura "não corresponde exatamente ao que ocorreu anteriormente,porém o transcende" (Goppelt).55
  23. 23. A Interpretação Tipológica 23 Assim como os antítipos do Novo Testamento estão num nível maisalto de glória em Cristo do que os seus tipos no Velho Testamento, atipologia profética de Israel prevê uma história sagrada numa chave maisampla de um radical recente, de uma nova criação. O profeta do Velho Testamento não é um adivinho com umamensagem fixa que mais tarde pode ser autenticada em termos de umacorrespondência factual com um conjunto de fatos preditos. ComoSenhor da História e da profecia, Deus tem o direito de interpretar asSuas promessas através dos seus cumprimentos, "e as suas interpretaçõespodem ser cheias de surpresas, até mesmo para os próprios profetas" (W.Zimmerli).50 A noção de "transcendência" e "transformação" no cumprimentotipológico é basicamente a mesma para a categoria de "recente" naescatologia profética de Israel. A tipologia e a profecia são irmãsgêmeas, ambas indicando o Grande Dia do Senhor, a gloriosaconsumação de todas as promessas do concerto divino. Sua conexãointerna pode ser explicada como segue: "A tipologia difere da profecia,no estrito sentido do termo, apenas no modo da predição. A profeciaprediz principalmente por meio de palavra, enquanto a tipologia, predizpor instituição, ato ou pessoa".57 . Os eruditos bíblicos afirmam que os tipos genuínos são "símbolosproféticos (B. Ramm), "profecia representada (J. B. Payne), "umaespécie de profecia preditiva", "cada porção, tão preditiva quanto ospronunciamentos verbais da profecia preditiva" (S. N. Gundry).58 A tipologia enfatiza o concreto, a natureza histórica do futuroprometido. A profecia, por outro lado, "torna explícito o que estáfreqüentemente apenas implícito e simbólico na tipologia, e evita o sensode repetição reincidindo na fuga pagã da histórica cíclica".59 O profeta,olhando com fé para o futuro, era um "tipologista", diz Lampe60, porquebaseava sua fé nos atos passados de Deus (e.g. a libertação do êxodo).61 A profecia correlaciona predição e cumprimento. Além disso, aprofecia expressa o seu incansável progresso da sua realização inicial a
  24. 24. A Interpretação Tipológica 24um cumprimento mais pleno. A correlação tipológica do tipo e antítipo épor isso considerada uma parte da escatologia do Velho Testamento. "Atipologia pertence em princípio à profecia; ela está estreitamente ligadacom a esperança escatológica e deve ser explicada a partir das mesmasforças fundamentais da profecia".62 Tentar interpretar as retratações proféticas da era messiânica peloprincípio racionalista de "literalismo absoluto", como se tais quadrosfossem partes de um quebra cabeças63 ou fotografia instantânea deantemão, é tão inadequado quanto construir em detalhes as glórias doantítipo (e.g., o Messias, o remanescente apostólico, a reunião final deIsrael) apenas a partir de seu tipo veterotestamentário ou a realidade apartir de sua sombra. Os cumprimentos divinos dos tipos e profecias fragmentários deIsrael são sempre cheios de surpresa e de inesperados, pois Jeovápermanece o Senhor sobre a maneira na qual a Sua vontade deve serrealizada. Essa nova maneira surpreendente é revelada no NovoTestamento e o reconhecimento dessa diretriz do Velho Testamento paraa história messiânica do Novo, distingue a exegese cristã da exegeseliteralista do Velho Testamento. O cristão ouve a Bíblia "estéreo-foneticamente" – isto é, a ambos osTestamentos da Santa Escritura – porque a revelação de Deus nos doisTestamentos é consistente e basicamente uma. A tipologia cristã é aexpressão da convicção de que a História está sob o controle de Deus ese movimenta adiante para a gloriosa consumação das promessas divinasatravés de Jesus Cristo. A tipologia bíblica não está confinada ao período desta geração,mas interessa também ao reino de Deus na era vindoura e à renovação detoda a criação. Em outras palavras, a tipologia também tem umadimensão e um cumprimento apocalíptico definidos em conexão com oglorioso segundo advento de Cristo.64
  25. 25. A Interpretação Tipológica 25 Referências Bibliográficas: 1. Ver H. D. Preuss, Jahweglaube und Zukunftserwartung, BWANT 7(Stuttgart: Kohlhammer Verlag, 1964), especialmente as páginas 205-214.W. C. Kaiser, Jr., Toward an Old Testament Theology (Grand Rapids,Mich.: Zondervan, 1978), mostrou que todo o Velho Testamento centraliza-se em torno do cerne sempre em expansão e constante: a promessa de Deus. 2. C. T. Fritsch, "Principles of Biblical Typology", BSac 104 (1947):214. 3. Ibid., p. 230. 4. Ibid., p. 215. 5. Cf. L. Goppelt, Typos. Die Typologigische Deutung dês AltenTestaments im Neuen (Darmstadt: Wissensch. Buchg., 1969; reimpressãode 1939), pp. 286, 240. R. T. France, Jesus and the Old Testament(London: Tyndale, 1971), capítulo 3. 6. Ver Goppelt, Typos, especialmente as páginas 239-249. 7. Ibid., p. 239 (tradução do autor). 8. Ryrie, The Basis of Premillennial Faith, p. 43, reconheceu que "queIsrael tipifica a igreja." 9. Ver C. T. Fritsch, "Biblical Typology: Typological Interpretation inthe New Testament", BSc; 104 (1946): 87-100. 10. H. Meuller in NIDNTT, Vol. 3, P. 905. e. e. Ellis, Prophecy andHermeneutics in Early Christianity (Grand Rapids, Mich.: Wm. B.Eerdmans Pub. Co., 1978), p.168, refere-se a uma "tipologia dojulgamento" mais ampla no Novo Testamento. 11. P Fairbain, The Apology of Scripture, vol. 2 (Grand Rapids, Mich.:Baker Book House, 1975, reimpressão de 1900), p. 65. E. E. Ellis,(Prophecy and Hermeneutics in Early Christianity p. 66) afirma: "Atipologia do concerto aborda a totalidade do Velho Testamento comoprofecia. 12. TDNT, vol. 8, p. 253.
  26. 26. A Interpretação Tipológica 26 13. C. T. Fritsch, "Para "Antitypon", em Studia Biblica et Semitica.Festschrift por TH. C. Vriezen; W. C. van Unnik, ed. (Wageningen: H.Veeman, 1966), p. 101. 14. Ladd, The Last Things, p. 18. Também, F. F. Bruce, New TestamentDevelopments of Old Testament Themes (Grand Rapids, Mich.: WWm. B.Eerdmans Pub. Co., 1970), p. 19. 15. Cf. S. Kistemaker, The Psalm Citations in the Epistle to theHebrews (Amstedam G. van Soest, 1961), p. 132. Também H. J. Kraus,Psalmen BKAT XV/2 (Neukirchener: Verlag, 1972) pp. 752-764. 16. Ver C. H. Dodd, According to the Scripture: The Substructure ofNew Testament Theology (London: Nesbet, 1952), p. 35. Cf. o índice decitações do Salmo 110 em The Greek New Testament, K. Aland, et al., eds.(London: United Bible Society, 1966), p. 908. 17. J. F. Walvoord cita H. A. Ironside para uma quantidade das assimchamadas lacunas ou intervalos "no programa de Deus", entre os quaishaveria "um grande parêntesis entre o Salmo 110:1 e 110:2" (em BSac 101[1944]:47). 18. A New Scofield Reference Bible comenta sobre Apocalipse 3:21 queesta passagem conclusiva de que Cristo não está agora assentado sobre oSeu trono" (p. 1355), de forma que o Concerto davídico e "o reinomessiânico estão esperando o seu cumprimento" (pp. 355-56). 19. Cf. Goppelt, TDNT, vol. 8, p. 259. 20. Ver F. Foulkes, The Acts of God: A Study of the Basis of Typologyin the Old Testament (London: Tyndale, 1955). 21. France, Jesus and the Old Testament, p. 43. 22. Goppelt, Typos, pp. 244, 277vv. 23. A conclusão da dissertação de S. Kistemaker, The Psalm Citationsin the Epistle to the Hebrews (Free University, Amsterdam, 1961:publicado por G. van Soest [Amstedam], 1961, confirma esse fluxoretrospectivo na tipologia: "O autor de Hebreus interpretava as passagensdas Escrituras apenas à luz do cumprimento do Velho Testamento" (p. 90). 24. Bright, The Authority of the Old Testament, p. 92. France, Jesusand the Old Testament, pp. 41-42. Foulkes, The Acts of God, pp. 38-40.
  27. 27. A Interpretação Tipológica 27 25. Foulkes, The Acts of God, pp. 38, 39. . 26. R. C. Dentan, "Typology – Its Use and Abuse", AnglicanTheological Review 34 (1952); 211-217; citação da página 215. 27. G. W. H. Lampe, "Typological Exegesis", Theology 16 (1953):201-208. 28. Jean Daniélou, Sacramentum Futuri. Études sur lês Originnes de laTypologie Biblique (Paris: Beauchesne, 1950), pp. 52, 143. 29. Thomas de Aquinas, Summa Theologica, tradução Fathers ofEnglish Dom. Prov. (New York: Benziger Brothers, 1947), Ia, q. 1, art. 10.Cf. Robert A. Markus, "Presuppositions of the Typological Approach toScripture", Church Quarterly Review 158 (1957): 442-451. Também JeanDaniélou. Dieu Vivant, p. 151, como citado por W. Eichrodt. "IsTypological Exegesis an Appropriated Method?" em EOTH, p. 242. E. C.Blackman, "Return of Typology?", Congressional Quarterly 32 (1954):53-59. Oscar Cullmann, Salvation in History (New York: Harper, 1967), p.133. 30. H. W. Wolff, "The Hermeneutics of the Old Testament", em EOTH,P. 189. 31. D. A. Hagner, "The Old Testament in the New Testament", emInterpreting the Word of God, ed. S. J. Schultz and M. B. Inch (Chicago:Moody Press, 1976), p. 94. 32. D. L. Baker. "Typology and the Christian Use of the OldTestament". Scottish Journal of Theology, 29 (1976): 137-157; citação dapágina 155. 33. Davidson, Old Testament Prophecy, p. 229. 34. Semelhantes aqueles da Epístola de Barnabé (Ver Goppelt. Typos,pp. 245-248), e da Escola Cocceiana (ver Fairbaim, The Typology ofScripture, vol. 1, pp. l -14). 35. Ramm, Protestant Biblical Interpretation, pp 229vv. 36. Ibid. 37. Gerhard F. Hasel. New Testament Theology: Issues in Debate(Grand Rapids, Mich.: Eerdmans, 1978), pp. 190-193. 38. Chafer, Systematic Theology, vol. 4, p 137.
  28. 28. A Interpretação Tipológica 28 39. Ibid. 40. Ibid., vol. 5. p. 348. 41. Ibid., vol. 4, p. 142. 42. A NSRB até mesmo afirma, "Arão e seus filhos tipificam a Cristo eaos crentes da era da Igreja (Ap. 1:6; 1 Pe 2:9)", pp. 106,107. 43. Ryrie, Dispensacionalism Today, pp. 149, 154, 190. 44. Ibid., pp. 144, 150. 45. Charles F. Baker. A Dispensational Theology (Grand Rapids, Mich.:Grace Bible College Pub., 1972), pp. 470f, 500, 508, 527, 655. Ele mantémque os israelitas espirituais entre o Israel ético eram também uma "igreja"no Velho Testamento, "a Igreja israelita". 46. Ibid., pp. 47i. 497-500. 47. Ibid., p. 471. 48. W. Eichrodt, "Is Typological Exegesis an Appropriate Method?".em EOTH, p 226. 49. Ver H. W. Wolff, "The Old Testament in Controversy:Interpretative Principles and Illustrations", Interpretation 12 (1958):281-91. 50. Ver Foulkes, The Acts of God. Daniélou, Sacramentum Futuri;English Translation, From Shadows to Reality, (Westminster, Md.:Newman, 1960). S. Amsler, "Prophetie et Typologie", Revue de Theol. Etde Phil. 3 (1953): 139-148. 51. Foulkes, The Acts of God, pp. 23-33. Goppelt, TDNT, vol. 8, p. 254.Fritsch, "Biblical Typology", pp. 91-100. 52. Daniélou, Sacramentum Futuri, p. 4. 53. Cf. Marakus. "Presuppositions of the Typological Approach loScripture", pp. 442-451. S. Amsler. "Prophetie et Typologie", pp. 139-148. 54. Goppelt, TDNT, vol. 8, p. 254. 55. Ibid., Cf. Foulkes. The Acts of God, pp. 22, 32. G. W. H. Lampe,"Hermeneutics and Typology", London Quarterly and Holburn Review,190 (1965): 17 -23. 56. W. Zimmerli, "Promise and Fulfillment", em EOTH, pp. 106-107.
  29. 29. A Interpretação Tipológica 29 57. Fritsch. "Principle of Biblical Typology". BSac 104 (1947): 215.Cf. Art Moorehead, "Type", em ISBE, vol. 5. 58. S. N. Gundry. "Typology as a Means of Interpretation: Past andPresent", JETS 12 (1969); 233-240: citação da página 237. Cf. Fritsch,"Biblical Typology". p. 90. Terry, Biblical Hermeneutics, p. 248. Berkhof,Principles of Biblical Interpretation, pp. 144-145. 59. H. d. Hummel, "The Old Testament Basis of Typologica1Interpretation", Biblical Research 9 (1964): 38-50; citação da página 49. 60. Lampe, "Hermeneutics and Typology", p. 24. 61. Ver B. W. Anderson, "Exodus Typology in Second Isaiah", emIsrael Prophetic Heritage, ed. B. W. Anderson and W. Harrrelson (NewYork: Harper, 1962), capítulo 12. 62. Eichrodt, "Is Typological Exegesis an Appropriate Method?", emEOTH, p. 234. cf. Ramm, Prophetic Biblical Interpretation, p. 239. 63. Ver T. Boersma, Is the Bible a Jigsaw Puzzle? An Evaluation ofHal Lindsays Writings (St. Catharines, Ontario, Canada: Paideia Press,1978). 64. Goppelt, Typos, p. 248. Cf. o seu "Apokalyptik und Typologie beiPaulus", ThLZ 89 (1964): 321-344; também o seu Typos, pp. 259-299. Ellis,Prophecy and Hermeneutics in Early Christianity, pp. 168-169. R. H.Smith, "Exodus Typology in the Fourth Gospel", JBL 81 (1962): 324-342.M. D. Goulder, Type and History in Acts (London: S.P.C.K., 1964),capítulo 1, "The Typological Method", R. E. Nixon, The Exodus in the NewTestament (London: Tyndale, 1962), pp. 29-32. Ver também o importanteestudo de R. M. Davidson, Typology in Scripture, Andrews UniversitySeminary Doctoral Dissertation Series, vol. 2 (Berrien Springs, Mich.:Andrews University Press, 1981), especialmente as páginas 396-408.

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