Paisagens geológicas

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Breve resumo sobre as diferentes paisagens geológicas.

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Paisagens geológicas

  1. 1. A diversidade das paisagens geológicas Ciências Naturais 7º ano
  2. 2. A diversidade das paisagens geológicas • As paisagens geológicas são paisagens naturais, resultantes de processos geológicos. • Conforme o principal tipo de rocha que a constitui, as paisagens geológicas classificam-se em: – Magmáticas – Sedimentares – Metamórficas
  3. 3. Paisagens geológicas magmáticas
  4. 4. Rochas Magmáticas ou Ígneas Resultam do arrefecimento e consolidação de um magma.
  5. 5. Rochas Magmáticas (ou ígneas) • Resultam do arrefecimento e solidificação do magma. Podem ser: - Rochas plutónicas, intrusivas ou de profundidade – se o arrefecimento do magma foi lento e em profundidade (ex: granito) - Rochas vulcânicas, extrusivas ou de superfície – se o arrefecimento for rápido e à superfície (ex: basalto).
  6. 6. Paisagem magmática granítica • Localização: zona norte e interior; Serra do Gerês e da Estrela, entre outras. • Solos pobres, pequenos bosques e vegetação agreste tojo giesta • Relevo: elevações irregulares, forte inclinação, urze planaltos extensos, presença de caos de blocos.
  7. 7. Formação do caos de blocos • Devido à diminuição de pressão e às variações de temperatura o maciço granítico, sofre fractura originando fendas chamadas diáclases. • Os blocos graníticos vão-se arredondando e ficam expostos em amontoados desordenados de onde vem o nome de caos de blocos. • Os minerais menos resistentes vão-se alterando e originam minerais de argila enquanto que o quartzo, mais resistente origina areia granítica. • Os minerais alterados dão origem a solos pouco profundos.
  8. 8. Diáclases Como processo de adaptação às novas condições, a rocha próxima da superfície ou aflorante fratura segundo determinadas orientações, dando origem a uma rede de fraturas
  9. 9. Caos de blocos Blocos rochosos paralelepipédicos, com a continuação da erosão, ficam com as suas arestas arredondadas, dando origem a blocos subesféricos, mais ou menos dispersos.
  10. 10. Paisagem granítica São características da paisagem granítica rochas magmáticas com diáclases (fraturas), que acabam por formar aglomerados de blocos mais ou menos arredondados, as chamadas bolas graníticas.
  11. 11. 15
  12. 12. Com o tempo acabam por se dispersar, constituindo os caos de blocos.
  13. 13. Caos de blocos 19 30/10/2014 http://www.sott.net/image/image/872/crystal-cave-1.jpg http://farm5.static.flickr.com/4070/4358934487_e74a2dfd4d.jpg http://oficina.cienciaviva.pt/~pw043/pedra_do_urso_files/fmc_caos_bloco.JPG
  14. 14. July 22, 2012 Footer text here 20 http://www.sott.net/image/image/872/crystal-cave-1.jpg
  15. 15. 22 Caos de blocos
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  17. 17. Footer text here July 22, 2012 http://www.sott.net/image/image/872/crystal-cave-1.jpg
  18. 18. Estruturas típicas de uma paisagem granítica: • Caos de blocos • Bolas graníticas
  19. 19. Paisagens magmáticas basálticas Ou vulcânicas 29
  20. 20. Estruturas típicas de uma paisagem basáltica: • Cones vulcânicos • Caldeiras vulcânicas • Lava solidificada • Colunas prismáticas basálticas
  21. 21. A paisagem basáltica está intimamente associada a fenómenos vulcânicos e, em Portugal, é típica das regiões da Madeira e dos Açores.
  22. 22. As paisagens basálticas são também reconhecidas pela sua cor escura, típica da rocha que as constitui.
  23. 23. Lagoas Paisagens que registam processos vulcânicos do passado, como é exemplo a Lagoa das Sete Cidades, nos Açores.
  24. 24. Calçadas de gigante Quando o material vulcânico ascende à superfície, consolida arrefecendo rapidamente, dando lugar a um corpo tabular. O processo de arrefecimento, predominantemente através de duas superfícies paralelas, cria tensões internas que fraturam a rocha, dividindo a intrusão em blocos prismáticos perpendiculares ao corpo tabular.
  25. 25. Cones vulcânicos
  26. 26. Caldeiras vulcânicas
  27. 27. Lava solidificada
  28. 28. Colunas prismáticas basálticas
  29. 29. 41
  30. 30. Resumindo: • Em Portugal podemos encontrar paisagens magmáticas graníticas na Serra da Estrela e na Serra de Sintra. • As paisagens magmáticas basálticas encontramos no Arquipélago da Madeira e dos Açores.
  31. 31. Resumindo • Os caos de blocos são característicos das paisagens graníticas • Os cones vulcânicos, as caldeiras e as formações basálticas em colunas hexagonais são característicos das paisagens basálticas.
  32. 32. Paisagens Metamórficas 44
  33. 33. Rochas Metamórficas Resultam da modificação mineralógica e/ou estrutural de outras rochas, quando sujeitas a variações de temperatura e/ou pressão, sem que ocorra fusão.
  34. 34. Paisagens Metamórficas • Resultam da existência de rochas metamórficas
  35. 35. Paisagens Metamórficas • A foliação apresentada por algumas rochas metamórficas origina relevos caracterizados por grandes desfiladeiros e ravinas. 47
  36. 36. Estas paisagens estão associadas à formação de cadeias montanhosas, pelo que é comum encontrar paisagens sujeitas a fenómenos de enrugamento.
  37. 37. Em Portugal Podemos encontrar paisagens metamórficas em serras como a da serra do Açor, no Alto Douro vinhateiro e no Parque paleozóico de Valongo.
  38. 38. Resumindo • São características das paisagens metamórficas os desfiladeiros e as ravinas, além das evidências de rochas deformadas • Em Portugal podemos encontrar paisagens metamórficas na costa litoral alentejana e no Douro vinhateiro.
  39. 39. Paisagens sedimentares 58
  40. 40. Rochas Sedimentares Formam-se à superfície da Terra, por acumulação de fragmentos provenientes da erosão de outras rochas, de restos de seres vivos ou, ainda, por precipitação química.
  41. 41. Paisagens sedimentares • São bastante variadas, dependendo do tipo de rocha. • Localização: nas zonas costeiras e metade sul do país. • Solo pobre e vegetação pouco abundante.
  42. 42. Dunas Modelado cársico Chaminés de fada 61 Exemplos de paisagens sedimentares
  43. 43. As dunas litorais, com a sua vegetação característica, constituem uma paisagem sedimentar típica do nosso país.
  44. 44. Dunas Acumulações de areia resultantes da ação do vento. As dunas litorais são formações importantes, pois impedem o avanço do mar e constituem ecossistemas complexos. As dunas podem ocorrer nos desertos, onde haja amplo fornecimento de areia e ventos dominantes persistentes
  45. 45. Relevos cársicos Modelados por ação física (escoamento) e química, promovida pela dissolução das águas infiltrantes, ricas em dióxido de carbono
  46. 46. Modelado Cársico • O modelado cársico é o mais típico e inconfundível relevo de origem sedimentar. • Ocorre em zonas de maciços calcários. • À superfície apresenta um aspecto característico – os campos de lapiás.
  47. 47. Campo de lapiás • A água da chuva arrasta consigo o dióxido de carbono do ar. • Quando cai em cima de um maciço calcário, a água da chuva infiltra-se nas fendas já existentes e dissolve substâncias que fazem parte da constituição do calcário. • A dissolução provoca a formação de cavidades à superfície e em profundidade. • Dessa dissolução resulta uma argila vermelha chamada terra rossa.
  48. 48. Terra rossa
  49. 49. Formas características do modelado cársico: Dolinas Lapiás Rio subterrâneo Algar Gruta Estalactite Coluna Estalagmite
  50. 50. Relevos cársicos - Lapiás Sulcos mais ou menos profundos, que recortam a superfície do maciço.
  51. 51. Campos de lápias
  52. 52. Relevos cársicos - Dolina Ligeira depressão, de contorno oval, por vezes sinuoso. Tem profundidade variável, onde se encontram depósitos de sedimentos calcários e resíduos argilosos insolúveis.
  53. 53. Dolinas
  54. 54. Relevos cársicos - Algar Poço alargado, mais ou menos profundo.
  55. 55. Algar
  56. 56. Relevos cársicos - Gruta Cavidade subterrânea de dimensões variáveis, onde, por precipitação, podem observar-se estalactites, estalagmites e colunas.
  57. 57. Gruta
  58. 58. Formação das grutas: • À medida que a água se vai infiltrando e dissolvendo o calcário vai formando cavidades à superfície – dolinas, que podem ter contacto com cavidades interiores, formando poços quase verticais – algares, que podem ir alargando até formarem grutas . • A água contendo minerais carbonatados ao gotejar do tecto da gruta forma estalactites e no chão por baixo, estalagmites. Quando estas se unem formam colunas. • A água que se acumula dá frequentemente origem a cursos de água subterrâneos.
  59. 59. grutas do Frade e do Zambujal – Sesimbra (fotos NECA)
  60. 60. Relevos cársicos - Exsurgência Aparecimento, ao ar livre, de águas que, por infiltração, se juntaram nas fendas do calcário e avançaram por condutas subterrâneas.
  61. 61. Chaminés de Fada São estruturas de tamanho variável originadas pela chuva em solos de vegetação pobre. São frequentes em zonas montanhosas, como os Alpes e nas montanhas da Turquia (Cappadocia). Explicação: A acção da chuva vai provocar uma erosão diferencial: os materiais mais finos serão erodidos enquanto que os materiais mais volumosos e mais rígidos serão mais poupados ao trabalho de desgaste das águas de escorrência. Contudo, a erosão não afectará os materiais por baixo dos grandes blocos de rochas. A rocha de cima funciona como protector da erosão e acabará por colapsar quando, com o continuar da erosão, não seja possível sustentar o bloco de rocha maior.
  62. 62. Chaminés-de-fada Em regiões constituídas por materiais heterogéneos e com algum declive, a ação da água da chuva, circulando sem direção definida desgasta as formações rochosas menos resistentes, dando origem a uma erosão diferencial
  63. 63. Em Portugal são geralmente de dimensões modestas… Mas na Capadócia, atingem dimensões consideráveis…
  64. 64. Ciências Naturais 7º ano http://ciencias7ano.wordpress.com Prof.ª Catarina Reis

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