CLASSIFICAÇÃO DEROCHAS SEDIMENTARES       Margarida Barbosa Teixeira
Tipos de rochas sedimentares2           Tipo de sedimento            Origem      Tipo de rocha sedimentar    Detritos ou c...
Rochas sedimentares detríticas3     Constituem mais de ¾ do total de rochas sedimentares.     Formadas a partir de materia...
Rochas sedimentares detríticas4
Rochas sedimentares detríticas5
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Rochas sedimentares detríticas8     Rochas conglomeráticas                   Conglomerados                     Resultam ...
Rochas sedimentares detríticas9     Rochas areníticas      As areias apresentam aspetos diferentes consoante o agente de ...
Rochas sedimentares detríticas10  Rochas areníticas      Existem areias calcárias formadas por grãos de calcite e areias ...
Rochas sedimentares detríticas11  Rochas areníticas      Arenito ou grés resulta da consolidação de areias (clastos com d...
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Rochas sedimentares detríticas13  Rochas sílticas e rochas argilosas     Siltes (finos - 1/16 mm a 1/256 mm)     Argilas ...
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Rochas sedimentares detríticas17  Rochas sílticas e rochas argilosas                           Os argilitos são constituí...
Rochas sedimentares quimiogénicas18  Origem das rochas sedimentares quimiogénicas     Rochas sedimentares resultantes de ...
Rochas sedimentares quimiogénicas19  Formação de calcários de precipitação     As águas acidificadas pelo CO2 (contendo á...
Rochas sedimentares quimiogénicas20  Formação de calcários de precipitação     Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2     (hidroge...
Rochas sedimentares quimiogénicas21  Formação de calcários de precipitação                                  Tubo A – água...
Rochas sedimentares quimiogénicas22  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias                            ...
Rochas sedimentares quimiogénicas23  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias                            ...
Rochas sedimentares quimiogénicas24  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias     A água que circula no i...
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Rochas sedimentares quimiogénicas26  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias                            ...
Rochas sedimentares quimiogénicas27  Formação de evaporitos
Rochas sedimentares quimiogénicas28  Formação de evaporitos           Halite           Gesso
Rochas sedimentares quimiogénicas29  Formação de evaporitos                                Sal-gema     Localização do Ma...
Rochas sedimentares quimiogénicas30  Formação de evaporitos                Halite     Grandes cristais de selenite, uma v...
Rochas sedimentares quimiogénicas31  Formação de evaporitos     Os evaporitos resultam da precipitação de sais dissolvido...
Rochas sedimentares quimiogénicas32  Formação de evaporitos                            À medida que ocorre a evaporação  ...
Rochas sedimentares quimiogénicas33                                Sal-gema                     Gesso     Composição      ...
Rochas sedimentares quimiogénicas34  Formação de domas salinos       Sendo o sal-gema pouco denso e muito plástico, aa na...
Rochas sedimentares biogénicas35  Rochas biogénicas     Rochas formadas, essencialmente, por sedimentos de origem orgânic...
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Rochas sedimentares biogénicas38  Calcário conquífero                         Calcário formado pela acumulação de        ...
Rochas sedimentares biogénicas39  Combustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural                                 ...
Rochas sedimentares biogénicas40  Combustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural     Condições de formação:     ...
Rochas sedimentares biogénicas41  Carvões
Rochas sedimentares biogénicas42  Carvões
Rochas sedimentares biogénicas43  Carvões                Subsidência lenta                  Vegetação abundante          ...
Rochas sedimentares biogénicas44  Carvões              Subsidência lenta      Subsidência rápida             Vegetação ab...
Rochas sedimentares biogénicas45  Carvões     Resultam da decomposição lenta, ao longo de milhares de anos, de     grande...
Rochas sedimentares biogénicas46  Carvões     Turfa  Lignite  Hulha ou carvão betuminoso  Antracite     (sedimento)   ...
Rochas sedimentares biogénicas47  Carvões     Tipo de Carvão                      Características        Lignite       Ap...
Rochas sedimentares biogénicas48  Petróleo e gás natural     Os produtos petrolíferos naturais incluem.                  ...
Rochas sedimentares biogénicas49  Petróleo e gás natural     Tem origem a partir fundamentalmente de plâncton rico em líp...
Rochas sedimentares biogénicas50  Petróleo e gás natural     Após a deposição do plâncton este é coberto por finas camada...
Rochas sedimentares biogénicas51  Petróleo e gás natural       Armadilha petrolífera                                     ...
Rochas sedimentares biogénicas52  Petróleo e gás natural     Armadilha petrolífera      Os hidrocarbonetos formados, devi...
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  1. 1. CLASSIFICAÇÃO DEROCHAS SEDIMENTARES Margarida Barbosa Teixeira
  2. 2. Tipos de rochas sedimentares2 Tipo de sedimento Origem Tipo de rocha sedimentar Detritos ou clastos Físico- Rocha detrítica química Substâncias dissolvidas na água Química Rocha quimiogénica Substâncias produzidas pelos Biológica Rocha biogénica seres vivos ou resultantes da sua atividade
  3. 3. Rochas sedimentares detríticas3 Constituem mais de ¾ do total de rochas sedimentares. Formadas a partir de materiais detríticos resultantes da meteorização e erosão de rochas já existentes. Os detritos apresentam um grau de arredondamento e de calibragem variável, em função:  da dureza do material que os constitui,  da duração do transporte,  da distância percorrida,  do agente transportador. Estas rochas podem ser não consolidadas, se os clastos se encontram soltos, ou ser consolidadas, se sofreram um processo de diagénese e os clastos estão ligados por um cimento. Os sedimentos detríticos classificam-se de acordo com as suas dimensões.
  4. 4. Rochas sedimentares detríticas4
  5. 5. Rochas sedimentares detríticas5
  6. 6. Rochas sedimentares detríticas6 O termo argila, neste contexto, corresponde a um dos graus da escala granulométrica, indicando materiais com determinada granulometria, que podem ser minerais de argila ou outros diferentes. Os depósitos de balastros, areias, siltes e argilas são considerados rochas sedimentares detríticas não consolidadas. A consolidação destes sedimentos detríticos, por diagénese, origina rochas sedimentares detríticas consolidadas, como por exemplo, brechas e conglomerados, arenitos, siltitos e argilitos.
  7. 7. Rochas sedimentares detríticas7  Rochas conglomeráticas Resultam da compactação e cimentação de balastros (clastos grosseiros com dimensões > 2mm). Nas brechas e conglomerados, entre os elementos maiores existe uma matriz constituída por elementos mais finos aglutinados pelo cimento.  Brechas Resultam da consolidação de balastros angulosos, devido a um transporte muito curto.
  8. 8. Rochas sedimentares detríticas8  Rochas conglomeráticas  Conglomerados Resultam da consolidação de balastros que sofreram transporte de alta energia, pelo que, os seus constituintes são bem rolados. São relativamente poucos os ambientes com energia suficiente para transportar balastros (ex.: rios de montanha, praias de forte ondulação, águas do degelo de glaciares).
  9. 9. Rochas sedimentares detríticas9  Rochas areníticas As areias apresentam aspetos diferentes consoante o agente de transporte. Angulosas ou sub-roladas, Areias fluviais grosseiras ou finas, grau de granotriagem variável. Arredondadas, polidas, por vezes Areias marinhas com forma ovoide, brilhantes geralmente bem calibradas. Areias eólicas Bem arredondadas, baças devido a numerosas marcas provocadas pelos choques, muito bem selecionadas. Muito angulosas e mal calibradas, Areias glaciárias de aspeto triturado.
  10. 10. Rochas sedimentares detríticas10  Rochas areníticas Existem areias calcárias formadas por grãos de calcite e areias negras constituídas, essencialmente, por minerais ricos em ferro e magnésio. As areias mais comuns são as quartzosas, de cores claras, constituídas por grãos de quartzo. Entre os grãos de areias existem espaços ou poros onde a água ou o ar circulam, o que torna as areias muito permeáveis. As areias são de grande interesse económico devido às inúmeras aplicações: construção civil, indústria vidreira, cerâmica…
  11. 11. Rochas sedimentares detríticas11  Rochas areníticas Arenito ou grés resulta da consolidação de areias (clastos com dimensões médias, entre 2mm e 1/16 mm). Geralmente, monominerálico, sendo o quartzo o mineral mais abundante, dada a sua resistência a longos transportes.
  12. 12. Rochas sedimentares detríticas12  Rochas sílticas e rochas argilosas
  13. 13. Rochas sedimentares detríticas13  Rochas sílticas e rochas argilosas Siltes (finos - 1/16 mm a 1/256 mm) Argilas (muito finos < 1/256 mm) Compactação Compactação Siltitos Argilitos Muitas vezes formam-se rochas em que há misturas de siltes e de argilas
  14. 14. Rochas sedimentares detríticas14  Rochas sílticas e rochas argilosas Os siltitos e argilitos apresentam composição mineralógica variada e resultam da compactação de siltes e argilas:  transportadas  grandes distâncias  em suspensão  depositados  em ambientes de baixa energia (lagos, planícies de inundação fluvial).  na foz dos rios
  15. 15. Rochas sedimentares detríticas15  Rochas sílticas e rochas argilosas As argilas:  são pouco duras,  quando humedecidas cheiram a barro,  quando saturadas são impermeáveis,  deformam-se facilmente, esta plasticidade pode causar problemas quando obras de construção assentam as suas fundações em terrenos argilosos. necessidade da realização do estudo geológico do terreno antes da implantação de obras de engenharia.
  16. 16. Rochas sedimentares detríticas16  Rochas sílticas e rochas argilosas Quando vasas argilosas impregnadas de água ficam expostas ao ar seco, a água evapora-se e, devido à diminuição de volume do material argiloso, essas formações aparecem fendilhadas, formando fendas de dessecação ou fendas de retração características.
  17. 17. Rochas sedimentares detríticas17  Rochas sílticas e rochas argilosas Os argilitos são constituídos fundamentalmente por minerais de argila (resultantes da meteorização química de vários minerais, nomeadamente dos feldspatos e das micas). Os argilitos constituem cerca de 80% do conjunto das rochas sedimentares. O caulino é um argilito, branco, formado pelo mineral de argila caulinite.
  18. 18. Rochas sedimentares quimiogénicas18  Origem das rochas sedimentares quimiogénicas Rochas sedimentares resultantes de sedimentos químicos. São formadas, essencialmente, por minerais de neoformação resultantes da precipitação de substâncias em solução, devida a processos físico-químicos:  reações químicas (ex: calcários de precipitação);  evaporação do solvente – água, formando evaporitos (ex: rochas salinas como o sal-gema e o gesso).
  19. 19. Rochas sedimentares quimiogénicas19  Formação de calcários de precipitação As águas acidificadas pelo CO2 (contendo ácido carbónico) que circulam nas rochas calcárias provocam a solubilização do carbonato de cálcio (CaCO3), formando-se hidrogenocarbonato (HCO3-) e iões cálcio, os quais ao reagir entre si formam hidrogenocarbonato de cálcio. H2O + CO2  H2CO3 (ácido carbónico) CaCO3 + H2CO3  Ca2+ + 2 (HCO3 - )  Ca(HCO3)2 (carbonato de cálcio) (hidrogenocarbonato) (hidrogenocarbonato de cálcio) Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2 Calcite O hidrogenocarbonato de cálcio pode precipitar sob a forma de carbonato de cálcio (CaCO3), originando a calcite e consequentemente calcário de precipitação.
  20. 20. Rochas sedimentares quimiogénicas20  Formação de calcários de precipitação Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2 (hidrogenocarbonato de cálcio) Condições físico-químicas como:  aumento da temperatura da água,  a diminuição da pressão atmosférica,  a agitação das águas, provocam a diminuição do teor de CO2 na água; o equilíbrio químico desloca-se no sentido da formação e libertação de CO2 ocorre a precipitação do CaCO3, Formação de calcário
  21. 21. Rochas sedimentares quimiogénicas21  Formação de calcários de precipitação Tubo A – água destilada Tubo B – água + calcite reduzida a pó Tubo C – água + calcite + CO2 Tubo C ’ – tubo C após aquecimento Tubo B – água + calcite (CaCO3) reduzida a pó Tubo C ’ – tubo C após aquecimento O CaCO3 não é solúvel na água O aumento da temperatura provoca a necessidade de libertação de CO2 Tubo C – calcite + H2O + CO2 H2O + CO2  H2CO3 Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2, H2CO3 + CaCO3  Ca (HCO3)2 Precipitação de CaCO3 Hidrogenocarbonato de cálcio, solúvel em água
  22. 22. Rochas sedimentares quimiogénicas22  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias As águas acidificadas (contendo H2CO3 ) que circulam nos maciços calcários vão meteorizando quimicamente as rochas (dissolução – carbonatação). A rocha fica esculpida por sulcos e cavidades constituindo à superfície um modelado característico conhecido por lapiás.
  23. 23. Rochas sedimentares quimiogénicas23  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias As águas acidificadas vão-se infiltrando no calcário em profundidade, a dissolução vai prosseguindo, conduzindo à formação de grutas calcárias.
  24. 24. Rochas sedimentares quimiogénicas24  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias A água que circula no interior das grutas transporta hidrogenocarbonato de cálcio que pode precipitar sob a forma de carbonato de cálcio e depositar-se formando calcários de precipitação mais ou menos compactos, de grão muito fino – travertinos. CaCO3 + H2CO3  Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2 (carbonato de cálcio) (hidrogenocarbonato de cálcio) Calcário travertino Os calcários travertinos também se podem formar em terrenos alagadiços de maciços calcários, tendo, por vezes, incorporado restos de seres vivos.
  25. 25. Rochas sedimentares quimiogénicas25  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias Do teto da gruta calcária desprendem-se gotas de água contendo hidrogenocarbonato de cálcio. Quando se dá o desprendimento da gota precipita uma película de carbonato de cálcio que se deposita na periferia da zona de despreendimento. Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2 (hidrogenocarbonato de cálcio)
  26. 26. Rochas sedimentares quimiogénicas26  Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias Ao longo dos milhares de anos, a acumulação sucessiva de calcite forma estruturas pendentes – estalactites. Na zona central da estalactite fica um canal por onde circula a água. A água que cai, gota a gota, da estalactite sobre o solo, também gera a acumulação de películas de carbonato de cálcio, formando estruturas ascendentes – estalagmites.
  27. 27. Rochas sedimentares quimiogénicas27  Formação de evaporitos
  28. 28. Rochas sedimentares quimiogénicas28  Formação de evaporitos Halite Gesso
  29. 29. Rochas sedimentares quimiogénicas29  Formação de evaporitos Sal-gema Localização do Mar Morto
  30. 30. Rochas sedimentares quimiogénicas30  Formação de evaporitos Halite Grandes cristais de selenite, uma variedade de gesso, na gruta de Naica, no México
  31. 31. Rochas sedimentares quimiogénicas31  Formação de evaporitos Os evaporitos resultam da precipitação de sais dissolvidos, devido à evaporação da água que os contém em solução. Esta precipitação é desencadeada pela evaporação de águas que contêm os compostos em solução  CaSO4  águas marinhas retidas em lagunas,  NaCl  águas salgadas de lagos de  … zonas áridas.
  32. 32. Rochas sedimentares quimiogénicas32  Formação de evaporitos À medida que ocorre a evaporação da água, vão precipitando:  em 1º lugar os sais menos solúveis,  progressivamente os mais solúveis. • Na base depositam-se os sais menos solúveis, sobrepostos pelos progressivamente mais solúveis. • Formam-se sequências de evaporitos.
  33. 33. Rochas sedimentares quimiogénicas33 Sal-gema Gesso Composição Cloreto de sódio Sulfato de cálcio química (NaCl) hidratado (CaSO4 2H2O) Mineral Halite Gesso Características Pouco denso e plástico. Forma cristais Ascende na crusta sedosos, fibrosos ou formando domas salinos granulares. Utilização Dele pode extrair-se: Indústria do cimento, cloro, sódio, soda construção civil, cáustica… estes produtos estuques, são utilizados na indústria medicina dentária… de sabão, vidro, cerâmica….
  34. 34. Rochas sedimentares quimiogénicas34  Formação de domas salinos Sendo o sal-gema pouco denso e muito plástico, aa natureza os depósitos profundos de sal gema, quando sob pressão, podem ascender através de zonas frágeis da crusta, formando grandes massas de sal - domas salinos ou diapiros.
  35. 35. Rochas sedimentares biogénicas35  Rochas biogénicas Rochas formadas, essencialmente, por sedimentos de origem orgânica, isto é, com origem a partir de restos de seres vivos ou por materiais resultantes da sua atividade (ação bioquímica).
  36. 36. Rochas sedimentares biogénicas36  Calcários A atividade fotossintética das algas marinhas reduz o teor de CO2 e consequentemente hidrogenocarbonato de cálcio pode precipitar sob a forma de carbonato de cálcio (CaCO3), originando a calcite e consequentemente calcário. Neste caso, o calcário forma-se devido à ação dos seres vivos – calcário biogénico. Ca(HCO3)2  CaCO3 + H2O + CO2 (hidrogenocarbonato de cálcio)
  37. 37. Rochas sedimentares biogénicas37  Calcário recifal Calcário resultante dos esqueletos calcários dos corais que vivem em águas do mar quentes e pouco profundas. Os corais formam recifes constituídos por milhões de indivíduos ligados em colónias, que edificam estruturas calcárias, a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água do mar. Quando morrem, os seus esqueletos formam este tipo de calcário.
  38. 38. Rochas sedimentares biogénicas38  Calcário conquífero Calcário formado pela acumulação de conchas calcárias de animais, como os moluscos, que sofreram um processo de cimentação. Estes seres vivos retiram carbonato de cálcio da água do mar para construírem os esqueletos (como as conchas).
  39. 39. Rochas sedimentares biogénicas39  Combustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural As classificações atuais, devido à sua origem orgânica, não os consideram rochas. Na sua combustão é mobilizada energia que foi inicialmente armazenada pela fotossíntese, há muitos milhões de anos.
  40. 40. Rochas sedimentares biogénicas40  Combustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural Condições de formação:  Meios sedimentares alimentados por grandes quantidades de detritos orgânicos;  Bacias sedimentares em ambientes lagunares costeiros ou meios lacustres (lagos no interior de áreas continentais) que experimentam afundamento progressivo (subsidência);  Com o aprofundamento acelerado estes detritos ficam rapidamente isolados do ambiente oxidante, consequentemente da ação decompositora dos organismos aeróbios (condições anaeróbias);  Transformações dos detritos orgânicos devidas à ação de microrganismos anaeróbios e ao aumento, em profundidade, da pressão e da temperatura, com mineralização incompleta.
  41. 41. Rochas sedimentares biogénicas41  Carvões
  42. 42. Rochas sedimentares biogénicas42  Carvões
  43. 43. Rochas sedimentares biogénicas43  Carvões Subsidência lenta Vegetação abundante Muitos detritos orgânicos recobertos por argilas Formação de carvões
  44. 44. Rochas sedimentares biogénicas44  Carvões Subsidência lenta Subsidência rápida Vegetação abundante Pouca vegetação Muitos detritos Poucos detritos orgânicos recobertos orgânicos por argilas Sedimentos grosseiros Formação de carvões Sem carvões Com rochas sedimentares detríticas
  45. 45. Rochas sedimentares biogénicas45  Carvões Resultam da decomposição lenta, ao longo de milhares de anos, de grandes quantidades de matéria orgânica (rica em lenhina) predominantemente vegetal, em ambientes aquáticos pouco profundos e pouco oxigenados (por exemplo pântanos). Durante o aprofundamento os detritos vegetais são transformados por ação das bactérias anaeróbias. À medida que afundam, os materiais sedimentares sofrem um processo de diagénese que conduz à formação do carvão:  a presença de substâncias tóxicas produzidas pelo metabolismo das bactérias, provoca a morte das mesmas e consequentemente a decomposição é interrompida;  o aumento da pressão conduz ao aumento da compactação (redução da percentagem de voláteis) e da desidratação;  associado à diminuição do teor de voláteis e água ocorre o aumento gradual do teor de carbono dos carvões (incarbonização).
  46. 46. Rochas sedimentares biogénicas46  Carvões Turfa  Lignite  Hulha ou carvão betuminoso  Antracite (sedimento) Aumento da diagénese Diminuição do teor de voláteis e água Aumento da incarbonização
  47. 47. Rochas sedimentares biogénicas47  Carvões Tipo de Carvão Características Lignite Apresenta elevado teor em água, sendo o seu poder combustível fraco. Hulha Apresenta um elevado teor de carbono (80% a 90%), o que faz dele o carvão de maior interesse económico, dado o seu elevado valor energético e a relativa facilidade de exploração. Antracite Contém mais de 90% de carbono o que o torna um carvão de difícil combustão.
  48. 48. Rochas sedimentares biogénicas48  Petróleo e gás natural Os produtos petrolíferos naturais incluem. Hidrocarbonetos Sólidos Asfaltos ou betumes Líquidos Petróleo bruto Gasosos Gás natural
  49. 49. Rochas sedimentares biogénicas49  Petróleo e gás natural Tem origem a partir fundamentalmente de plâncton rico em lípidos que fica aprisionado em sedimentos a 2000-3000 metros, sem oxigénio. O petróleo forma-se em ambientes:  aquáticos pouco profundos,  ricos em plâncton,  pouco agitados,  pobres em oxigénio (preservado da ação de bactérias aeróbias). A formação do petróleo depende:  da pressão e da temperatura,  da ação de bactérias anaeróbias,  de condições geológicas que favorecem a génese e acumulação de petróleo.
  50. 50. Rochas sedimentares biogénicas50  Petróleo e gás natural Após a deposição do plâncton este é coberto por finas camadas de sedimentos - argilas ou carbonatos - que impedem a ação de bactérias aeróbias decompositoras. A compactação e afundimento destas camadas, e consequente aumento de pressão e temperatura, provocam alterações físico-químicas na matéria orgânica. A temperatura superior a 1200C durante milhões de anos leva à formação de hidrocarbonetos - petróleo e de gás natural - na rocha mãe (rocha sedimentar).
  51. 51. Rochas sedimentares biogénicas51  Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera Forças compressivas dobram as rochas. Os hidrocarbonetos ficam aprisionados O doma salino retém os na rocha-armazém. hidrocarbonetos que ficam aprisionados na rocha-armazém. O deslocamento relativo dos blocos ao longo do plano de falha colocou a rocha-cobertura frente à rocha-armazém, impedindo a migração dos hidrocarbonetos.
  52. 52. Rochas sedimentares biogénicas52  Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera Os hidrocarbonetos formados, devido à sua baixa densidade, tendem a deslocar-se para a superfície e a perder-se. Por vezes, o petróleo e o gás ficam retidos em camadas rochosas porosas e permeáveis (arenitos e calcários) localizadas por cima da rocha-mãe, onde se acumulam - rocha-armazém. A retenção do petróleo e do gás natural na rocha-armazém (ou rocha- reservatório) só é possível se ela estiver coberta por uma camada impermeável argilosa – rocha de cobertura.
  53. 53. Rochas sedimentares biogénicas53  Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera Condições geológicas que favorecem a génese e acumulação de hidrocabonetos: Rocha armazém + Rocha de cobertura + Falhas ou dobras ou domas (Porosa e permeável) (Impermeável) (Impedem a migração lateral) Armadilha petrolífera (impede a migração de hidrocarbonetos até à superfície) Associada às jazidas petrolíferas existe água proveniente:  do momento da sedimentação (que ficou aprisionada nos sedimentos)  de infiltrações superficiais.

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