Tectónica de Placas
     Ciências Naturais – 7º Ano
EXPANSÃO DOS FUNDOS OCEÂNICOS

 Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a tecnologia para a deteção de
 submarinos permitiu recolher novos dados sobre o relevo dos oceanos.




                                    Contrariamente ao que se imaginava, os
                                    estudos oceanográficos revelaram que os
                                    relevos dos fundos oceânicos eram mais do
                                    que tranquilas planícies: existem longas
 Os sonares permitiram estudar os   cadeias de montanhas, fenómenos vulcânicos
 fundos oceânicos.                  e vales extremamente profundos.
Se esvaziássemos os oceanos…
Plataforma continental              Rifte              Planície abissal




                                     Dorsal        Zona de
        Talude continental          oceânica      subducção              Fossa oceânica

                                                              Dorsal oceânica – cadeia montanhosa
Rifte – abertura central da    Planície abissal – extensa     existente no fundo dos oceanos.
dorsal oceânica por onde é     zona plana existente de um
libertado magma; local de      lado e do outro da dorsal      Subducção– processo pelo qual a crosta
formação da crosta oceânica.   oceânica.                      oceânica mergulha sob a crosta continental
                                                              (ou oceânica), ao nível das fossas oceânicas,
Plataforma continental –       Fossa oceânica – zona          e é destruída.
zona dos continentes que já    muito profunda onde a
se encontra submersa; é        crosta     oceânica é          Talude continental – zona que se segue à
pouco inclinada.               destruída.                     plataforma continental; apresenta grande
                                                              inclinação.
A – Talude                                                   G – Fossa
               C - Planície abissal   E – Ilha vulcânica
continental                                                oceânica/ abissal


B – Ilhas em       D – Dorsal          F – Plataforma
 formação          oceânica              continental
O magma do manto,
                               situado sob a
                           litosfera, ascende à
                            superfície através
                                 dos riftes.



Ocorre a destruição
                                                      Ao atingir a superfície,
da placa oceânica,
                                                      esse magma arrefece e
que se transforma
                                                        solidifica, formando
  novamente em
                                                       nova crosta oceânica.
     magma.




      À medida que o novo fundo
      do oceano se produz, o mais
       antigo (mais próximo das             Estas novas rochas que
         margens continentais)                  se formaram,
        mergulha e funde-se na             empurram as placas em
       zona de encontro entre a             sentidos opostos, em
        placa oceânica e a placa           direção às margens dos
         continental - zona de                   continentes.
         subducção - à qual se
      associa uma fossa oceânica.
Nas zonas de rifte há subida de
DORSAIS OCEÂNICAS                                    magma que, ao ascender, vai
                                                     para um lado e outro da dorsal,
                                                     acabando por solidificar e
                                                     formar nova crosta oceânica (de
                                                     natureza basáltica).




                                                     Expansão dos fundos oceânicos

                                                          Este processo está a decorrer
                                                          atualmente      no    Oceano
                                                          Atlântico (2,5 cm/ano).


A maior (não em altura, mas em extensão) cadeia montanhosa da superfície terrestre está
submersa – dorsal médio oceânica . Os picos mais altos sobressaem 3000 m dos fundos
oceânicos numa extensão de cerca de 65 000 km.
FOSSAS OCEÂNICAS




                                                                     A maior fossa
                                                                     abissal é a
                                                                     fossa     das
                                                                     Marianas, no
                                                                     Oceano
                                                                     Pacífico.


Se há zonas da Terra onde se forma nova crosta/litosfera oceânica, noutros locais
ocorre destruição desse tipo de crosta/litosfera - fossas oceânicas ou abissais.
IDADE DAS ROCHAS
A crosta oceânica é formada nas zonas de rifte e destruída nas zonas das fossas
oceânicas (subducção).

                                                          À medida que nos
                                                          afastamos do rifte, a
                                                          idade das rochas dos
                                                          fundos      oceânicos
                                                          aumenta.

                                                          Perto do rifte as
                                                          rochas são mais jovens
                                                          enquanto     que     as
                                                          rochas mais antigas se
                                                          encontram próximas
                                                          das fossas oceânicas.
Não encontramos crosta oceânica com idades superiores a
200 M.a.
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACAS
                                   Segundo a Teoria da Tectónica de Placas, a
                                   litosfera não é contínua; encontra-se dividida
                                   em blocos - placas tectónicas ou litosféricas.


                                                       Não são os
                                                    continentes que
                                                    se movem, mas
                                                      sim as placas
                                                  litosféricas onde o
                                                    continente está
                                                       localizado!


As placas tectónicas movimentam-se independentemente umas das outras e
assentam sobre uma zona do interior da Terra que possui uma certa plasticidade - a
astenosfera. Esta comporta-se como uma massa pastosa sobre a qual as placas
“flutuam”, permitindo assim o seu deslizamento - devido a correntes de convecção.
O "motor" que gera as correntes de convecção, capaz de
                        deslocar a litosfera, é o calor produzido no interior da Terra: os
                        materiais mais quentes tornam-se mais densos, ascendendo;
                        os materiais mais frios tornam-se menos densos, logo vão
                        descer.




No manto geram-se correntes de material rochoso, tal
como numa panela com água a ferver: a água move-se
do fundo para a superfície, e novamente para o fundo
em padrões circulares. É que a água quente, menos
densa, sobe enquanto que a água fria, mais à
superfície e mais densa, afunda.
LIMITES DIVERGENTES
                                       As duas placas estão continuamente a formar-
                                       se (devido à ascensão de magma na zona de
                                       rifte, nas dorsais oceânicas), afastando-se em
                                       sentidos opostos.



                                              Formação de nova crosta oceânica

Fenómenos geológicos associados: formação do fundo oceânico, vulcanismo efusivo e sismos.




                                             Dorsal médio-oceânica (Islândia)
LIMITES CONVERGENTES

As placas colidem uma com a outra ocorrendo destruição de crosta nas zonas de
subducção, devido ao mergulho de uma placa sob a outra, ou formação de cadeias
montanhosas.


  A convergência pode ocorrer de três formas:




Convergência oceânica-continental   Convergência oceânica-oceânica   Convergência continental-continental
Convergência oceânica-continental

                                    Quando as duas placas colidem, a oceânica,
                                    por ser mais densa, mergulha sob a placa
                                    continental, e é destruída em profundidade,
                                    ocorrendo novamente a formação de magma.

                                    Fenómenos geológicos associados: subducção,
                                    sismos, vulcanismo intenso, deformação de
                                    rochas e, por vezes, formação de montanhas.




                                               Cordilheira dos Andes
Convergência oceânica-oceânica


                                                         Quando as duas placas
                                                         colidem, a mais densa
                                                         sofre subducção e é
                                                         destruída            em
                                                         profundidade, ocorrendo
                                                         novamente a formação de
                                                         magma.


Fenómenos geológicos associados: subducção, sismos e
vulcanismo, que pode originar ilhas.




                                          Arco insular do Japão
Convergência continental-continental

                                       Quando as duas placas colidem, não
                                       ocorre subducção. Há levantamento de
                                       crosta, havendo formação de cadeias
                                       montanhosas.

                                       Fenómenos      geológicos   associados:
                                       formação de cadeias montanhosas,
                                       sismos e deformação de rochas.




                                           Himalaias – atualmente a
                                           colisão das placas continua,
                                           fazendo com que os
                                           Himalaias “cresçam” 1 a 2
                                           cm por ano.
LIMITES TRANSFORMANTES
                         Zona definida por duas placas que deslizam,
                         horizontalmente, uma ao longo da outra, em
                         sentidos opostos. Não há formação nem
                         destruição de litosfera.

                         Fenómenos geológicos associados: falhas e sismos.




                              Falha de Santo André - Califórnia

Tectónica de placas

  • 1.
    Tectónica de Placas Ciências Naturais – 7º Ano
  • 2.
    EXPANSÃO DOS FUNDOSOCEÂNICOS Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a tecnologia para a deteção de submarinos permitiu recolher novos dados sobre o relevo dos oceanos. Contrariamente ao que se imaginava, os estudos oceanográficos revelaram que os relevos dos fundos oceânicos eram mais do que tranquilas planícies: existem longas Os sonares permitiram estudar os cadeias de montanhas, fenómenos vulcânicos fundos oceânicos. e vales extremamente profundos.
  • 3.
  • 4.
    Plataforma continental Rifte Planície abissal Dorsal Zona de Talude continental oceânica subducção Fossa oceânica Dorsal oceânica – cadeia montanhosa Rifte – abertura central da Planície abissal – extensa existente no fundo dos oceanos. dorsal oceânica por onde é zona plana existente de um libertado magma; local de lado e do outro da dorsal Subducção– processo pelo qual a crosta formação da crosta oceânica. oceânica. oceânica mergulha sob a crosta continental (ou oceânica), ao nível das fossas oceânicas, Plataforma continental – Fossa oceânica – zona e é destruída. zona dos continentes que já muito profunda onde a se encontra submersa; é crosta oceânica é Talude continental – zona que se segue à pouco inclinada. destruída. plataforma continental; apresenta grande inclinação.
  • 5.
    A – Talude G – Fossa C - Planície abissal E – Ilha vulcânica continental oceânica/ abissal B – Ilhas em D – Dorsal F – Plataforma formação oceânica continental
  • 7.
    O magma domanto, situado sob a litosfera, ascende à superfície através dos riftes. Ocorre a destruição Ao atingir a superfície, da placa oceânica, esse magma arrefece e que se transforma solidifica, formando novamente em nova crosta oceânica. magma. À medida que o novo fundo do oceano se produz, o mais antigo (mais próximo das Estas novas rochas que margens continentais) se formaram, mergulha e funde-se na empurram as placas em zona de encontro entre a sentidos opostos, em placa oceânica e a placa direção às margens dos continental - zona de continentes. subducção - à qual se associa uma fossa oceânica.
  • 8.
    Nas zonas derifte há subida de DORSAIS OCEÂNICAS magma que, ao ascender, vai para um lado e outro da dorsal, acabando por solidificar e formar nova crosta oceânica (de natureza basáltica). Expansão dos fundos oceânicos Este processo está a decorrer atualmente no Oceano Atlântico (2,5 cm/ano). A maior (não em altura, mas em extensão) cadeia montanhosa da superfície terrestre está submersa – dorsal médio oceânica . Os picos mais altos sobressaem 3000 m dos fundos oceânicos numa extensão de cerca de 65 000 km.
  • 9.
    FOSSAS OCEÂNICAS A maior fossa abissal é a fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. Se há zonas da Terra onde se forma nova crosta/litosfera oceânica, noutros locais ocorre destruição desse tipo de crosta/litosfera - fossas oceânicas ou abissais.
  • 10.
    IDADE DAS ROCHAS Acrosta oceânica é formada nas zonas de rifte e destruída nas zonas das fossas oceânicas (subducção). À medida que nos afastamos do rifte, a idade das rochas dos fundos oceânicos aumenta. Perto do rifte as rochas são mais jovens enquanto que as rochas mais antigas se encontram próximas das fossas oceânicas. Não encontramos crosta oceânica com idades superiores a 200 M.a.
  • 11.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACAS Segundo a Teoria da Tectónica de Placas, a litosfera não é contínua; encontra-se dividida em blocos - placas tectónicas ou litosféricas. Não são os continentes que se movem, mas sim as placas litosféricas onde o continente está localizado! As placas tectónicas movimentam-se independentemente umas das outras e assentam sobre uma zona do interior da Terra que possui uma certa plasticidade - a astenosfera. Esta comporta-se como uma massa pastosa sobre a qual as placas “flutuam”, permitindo assim o seu deslizamento - devido a correntes de convecção.
  • 14.
    O "motor" quegera as correntes de convecção, capaz de deslocar a litosfera, é o calor produzido no interior da Terra: os materiais mais quentes tornam-se mais densos, ascendendo; os materiais mais frios tornam-se menos densos, logo vão descer. No manto geram-se correntes de material rochoso, tal como numa panela com água a ferver: a água move-se do fundo para a superfície, e novamente para o fundo em padrões circulares. É que a água quente, menos densa, sobe enquanto que a água fria, mais à superfície e mais densa, afunda.
  • 15.
    LIMITES DIVERGENTES As duas placas estão continuamente a formar- se (devido à ascensão de magma na zona de rifte, nas dorsais oceânicas), afastando-se em sentidos opostos. Formação de nova crosta oceânica Fenómenos geológicos associados: formação do fundo oceânico, vulcanismo efusivo e sismos. Dorsal médio-oceânica (Islândia)
  • 16.
    LIMITES CONVERGENTES As placascolidem uma com a outra ocorrendo destruição de crosta nas zonas de subducção, devido ao mergulho de uma placa sob a outra, ou formação de cadeias montanhosas. A convergência pode ocorrer de três formas: Convergência oceânica-continental Convergência oceânica-oceânica Convergência continental-continental
  • 17.
    Convergência oceânica-continental Quando as duas placas colidem, a oceânica, por ser mais densa, mergulha sob a placa continental, e é destruída em profundidade, ocorrendo novamente a formação de magma. Fenómenos geológicos associados: subducção, sismos, vulcanismo intenso, deformação de rochas e, por vezes, formação de montanhas. Cordilheira dos Andes
  • 18.
    Convergência oceânica-oceânica Quando as duas placas colidem, a mais densa sofre subducção e é destruída em profundidade, ocorrendo novamente a formação de magma. Fenómenos geológicos associados: subducção, sismos e vulcanismo, que pode originar ilhas. Arco insular do Japão
  • 19.
    Convergência continental-continental Quando as duas placas colidem, não ocorre subducção. Há levantamento de crosta, havendo formação de cadeias montanhosas. Fenómenos geológicos associados: formação de cadeias montanhosas, sismos e deformação de rochas. Himalaias – atualmente a colisão das placas continua, fazendo com que os Himalaias “cresçam” 1 a 2 cm por ano.
  • 20.
    LIMITES TRANSFORMANTES Zona definida por duas placas que deslizam, horizontalmente, uma ao longo da outra, em sentidos opostos. Não há formação nem destruição de litosfera. Fenómenos geológicos associados: falhas e sismos. Falha de Santo André - Califórnia