Geografia da Europa 2015-2016 - Artes - Literatura

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Conjunto de dispositivos utilizados para o acompanhamento pedagógico da Unidade Curricular «Geografia da Europa» integrada no Programa de Estudos 2015/2016 da Dalian University of Foreign Languages com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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Geografia da Europa 2015-2016 - Artes - Literatura

  1. 1. Geografia da Europa Programa de Estudos 2015/2016 Dalian University of Foreign Languages Carlos Medeiros
  2. 2. GEOGRAFIA DA EUROPA Literatura (do latim litteratūra-, «erudição; ciência relativa às letras») ◦ arte de compor obras em que a linguagem é usada esteticamente, procurando produzir emoções no recetor ◦ conjunto de produções literárias de um país ou de uma época ◦ produção escrita relativa a determinado setor do conhecimento (literatura médica, literatura química, literatura jurídica) ◦ disciplina que tem por objeto de estudo os estudos literários ◦ carreira das letras ◦ literatura de cordel literatura de carácter popular http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/literatura Literatura 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 2
  3. 3. GEOGRAFIA DA EUROPA Um cânone literário para a Europa (…) Nela se encontram representados catorze autores, de Homero a Kafka, com um ou mais extratos da sua obra, organizados num elenco canónico fixo (…) (…) reconhece na literatura europeia especificidades que a tornam inconfundível com literaturas de outros continentes (africanas, americana, asiáticas), desde logo pela forma única como nela se articula e preserva um nexo tradição- inovação que, abrangendo a criação e a crítica literárias, transporta consigo uma história de quase três mil anos. (…) Buescu, Helena Carvalho; Silva, Maria Cristina; Ribeiro, Cristina Almeida (org.) – Um Cânone Literário para a Europa. Húmus: Vila Nova de Famalicão, 2012. Literatura 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 3
  4. 4. HOMERO 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 4 LITERATURA Poeta épico grego que viveu em 900 AC (Heródoto), considerado autor das 2 maiores epopeias da Humanidade - a Ilíada e a Odisseia. Na época alexandrina levantaram-se dúvidas sobre a atribuição destas duas epopeias a Homero. Aristarco, no entanto, considerava que a Ilíada seria uma obra da juventude enquanto que a Odisseia seria da sua velhice. No séc. XVI quase ninguém duvidava de que fosse Homero o autor dessas epopeias. Mas no séc. XVIII, o filólogo alemão Wolf, lança a dúvida e sustenta que a Ilíada e a Odisseia eram fragmentos épicos de épocas e origens várias reunidos depois segundo um plano lógico. Várias teorias foram surgindo, mas a que prevalece é a de que o poeta a que chamamos Homero, é o autor da Ilíada e da Odisseia, pelo menos nos seus episódios essenciais. GRÉCIA http://www.infopedia.pt/$homero,2
  5. 5. HOMERO 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 5 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$iliada Ilíada, séc. VIII AC A Ilíada está ligada ao ciclo das lendas troianas. Segundo a lenda, Páris, filho de Príamo, rei de Troia, havia raptado Helena, mulher de Menelau. Para a recuperar, os gregos, desembarcaram com as suas tropas e puseram cerco a Troia. Este cerco durou dez anos. A Ilíada, poema sobre Ílion (Troia), narra apenas um episódio deste cerco - a cólera de Aquiles. O poema consta de XXIV cantos divididos em 5 partes (I; II-X; XI-XIV; XV-XIX; XX-XXIV). A Ilíada, postos de lado os problemas sobre a sua origem, é um poema que vale pela beleza do conjunto, e pela arte, original e genuinamente grega - a arte homérica. Merecem especial estudo as comparações, os caracteres, o maravilhoso, e, numa palavra, o estilo. .
  6. 6. HOMERO 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 6 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$odisseia Odisseia, séc. VIII AC Como o da Ilíada, o enredo da Odisseia está relacionado com as lendas da Guerra de Troia. Depois da tomada de Troia, graças ao cavalo de madeira, os vencedores incendiaram-na e voltaram à Grécia. No seu regresso, os chefes gregos tiveram sorte vária. Agamémnon foi assassinado pela mulher na sua chegada a Argos; Ulisses errou pelos mares fora até conseguir chegar a Ítaca, dez anos depois... Este vaguear de Ulisses é o assunto da Odisseia. A Odisseia é mais completa que a Ilíada, embora a sua estrutura seja menos simples. A Odisseia é uma epopeia de viagens e aventuras, a Ilíada é uma epopeia guerreira. De salientar a marcação dos caracteres das personagens principais:  Ulisses distingue-se pela sua coragem, pela sua prudência e destreza. Nada o faz demover do seu intento.  Panélope é prudente e perseverante como Ulisses. A sua fidelidade tornou-se proverbial.  Telémaco é prudente como o pai, mas orgulhoso e impulsivo.
  7. 7. DANTE ALIGHIERI 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 7 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$dante Dante foi poeta, escritor, teórico literário, filósofo moralista e pensador político. Nasceu em 1265 no seio de uma família nobre de Florença, cidade onde cresceu e mais tarde desempenhou parte ativa nas lutas políticas que dividiam a cidade. Dante casou com Gemma Donati, mas toda a sua vida e obra poética se inspiraram no amor espiritual que nutria por Beatriz Portinari (falecida em 1290), que tinha conhecido quando ambos eram crianças. Terá sido entre 1308 e 1321) que Dante escreveu a sua mais famosa obra, A Divina Comédia, onde um homem percorre os três estádios pós-morte: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Dante morre pouco depois de concluir esta obra, tendo um funeral com todas as honras dado pelos mais ilustres intelectuais da época. ITÁLIA
  8. 8. DANTE ALIGHERI 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 8 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$divina-comedia A Divina Comédia, 1304-1321 Considerada a obra-prima de Dante Alighieri, A Divina Comédia é um poema escrito em tercetos, com três partes fundamentais (o Inferno, o Purgatório e o Paraíso), cada uma com 33 cantos, havendo mais um canto que é considerado a introdução à obra. A Comédia foi o título escolhido por Dante, opção que ele justificava por a ação dramática, agitada e terrível no Inferno, tornar-se serena e jubilosa no Paraíso, para além do facto de a obra ser escrita em vernáculo e não em latim. A designação "Divina" só surge aquando da edição veneziana de 1555, por influência do estatuto que Dante obteve no seio do mundo artístico, o de "divino poeta". O reconhecimento das qualidades únicas de A Divina Comédia não tardou e ao longo dos séculos, esta obra ganhou um estatuto cada vez maior, ou por refletir, de uma maneira ou de outra, diferentes aspetos da sociedade, ou pelo facto de a sua arquitetura formal única e riqueza poética sobreviverem às diferentes escolas de arte.
  9. 9. FRANCESCO PETRARCA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 9 LITERATURA Francesco Petrarca (Arezzo, 20 de julho de 1304 - Arquà, 19 de julho de 1374) foi um intelectual, poeta e humanista italiano, famoso, principalmente, devido ao seu romanceiro. É considerado o inventor do soneto, tipo de poema composto de 14 versos. Foi baseado no trabalho de Petrarca (e também de Dante e Boccaccio) que Pietro Bembo, no século XVI, criou o modelo para o italiano moderno, mais tarde adotado pela «Accademia della Crusca». Pesquisador e filólogo, divulgador e escritor, é tido como o "pai do Humanismo". ITÁLIA https://pt.wikipedia.org/wiki/Francesco_Petrarca
  10. 10. FRANCESCO PETRARCA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 10 LITERATURA Cancioneiro, 1373 O nome de Petrarca está associado ao de Laura, a mulher amada que ele canta em Rerum vulgarium fragmenta (Fragmentos em língua popular) mais conhecidos pelo Il Canzoniere (O Cancioneiro). Em 1327, numa sexta-feira Santa, a visão de uma mulher chamada Laura na Igreja de Santa Clara de Avignon despertou em Petrarca uma paixão duradoura, celebrada no Cancioneiro. Petrarca aperfeiçoou a forma do soneto. Muitos dos poemas do Cancioneiro são sonetos. Há pouca informação na obra de Petrarca sobre Laura, exceto que é linda, tem cabelos claros e é uma moça modesta e digna. Laura e Petrarca tiveram pouco ou nenhum contato pessoal. https://pt.wikipedia.org/wiki/Francesco_Petrarca
  11. 11. GIOVANNI BOCCACCIO 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 11 LITERATURA Boccaccio (Florença ou Certaldo, 16 junho 1313 – Certaldo, 21 dezembro 1375) foi um poeta e crítico literário italiano, especializado na obra de Dante. Filho de um mercador, Boccaccio não se dedicou ao comércio, preferindo cultivar o talento literário que se manifestou desde muito cedo. Foi um importante humanista, autor de obras como Decameron, o poema alegórico Amorosa visione (Visão Amorosa) e De claris mulieribus,, uma série de biografias de mulheres ilustres. Decameron fez de Boccaccio o primeiro grande realista da literatura universal. Ao ler "A Comédia", de Dante, ficou tão fascinado que a renomeou de "A Divina Comédia", título com que a obra seria imortalizada. Considerado uma autoridade sobre Dante, o governo da cidade convidou-o em 1373, a fazer uma leitura pública da Divina Comédia. Boccacio foi autor de uma das primeiras biografias de Dante. ITÁLIA https://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Boccaccio
  12. 12. GIOVANNI BOCCACCIO 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 12 LITERATURA Decameron, 1348 - 1353 A obra é considerada um marco literário na rutura entre a moral medieval, em que se valorizava o amor espiritual, e o início do realismo, iniciando o registo dos valores terrenos, que veio redundar no humanismo. Foi escrito em dialeto toscano. A estrutura do Decameron é composta por um conjunto de cem novelas, divididas em dez "jornadas” – onde dez jovens narradores se revezam em torno de um tema no qual cada um deve expor uma história que seja com este relacionada. A primeira jornada começa por uma descrição dos efeitos da peste negra nas cidades, e assim justifica a razão para o encontro casual, em pleno campo, dos dez rapazes e moças de Florença, que darão voz às histórias. https://pt.wikipedia.org/wiki/Decamer%C3%A3o
  13. 13. LUÍS DE CAMÕES 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 13 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$luis-de-camoes Poeta português, Luís Vaz de Camões terá nascido por volta de 1524/1525, não se sabe exatamente onde, e morreu a 10 de junho de 1580, em Lisboa. Pensa-se que estudou Literatura e Filosofia em Coimbra. Tudo parece indicar que pertencia à pequena nobreza. Os últimos anos de Camões foram amargurados pela doença e pela miséria. Um fidalgo amigo mandou inscrever-lhe na campa um epitáfio: “Aqui jaz L uís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu." Camões terá sido de facto um homem determinado, humanista, pensador, viajado, aventureiro, experiente, que se deslumbrou com a descoberta de novos mundos. A 10 de junho, comemora-se o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. PORTUGAL
  14. 14. LUÍS DE CAMÕES 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 14 LITERATURA Lusíadas, 1572 Célebre poema épico de Luís de Camões, publicado em 1572, que, narrando a descoberta do caminho marítimo para o Oriente por Vasco da Gama, encerra ainda uma síntese da História pátria. É uma epopeia clássica, inteiramente fiel às regras e convenções impostas pelo género. O acontecimento central da obra é o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Para o seu tratamento literário, Camões inventou uma fábula mitológica onde os deuses, como se fossem humanos, entram em conflito por causa da viagem de Vasco da Gama. Ao mesmo tempo, são evocadas as glórias da nacionalidade, com admirável engenho, na narrativa do próprio Gama, verdadeira síntese da História pátria. http://www.infopedia.pt/$os-lusiadas
  15. 15. MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 15 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$miguel-de-cervantes-saavedra Romancista, dramaturgo e poeta espanhol. Foi o criador de D. Quixote (1605) e é considerado uma das figuras mais importantes da literatura espanhola. Nasceu em 1547, em Alcalá de Henares, Espanha, e morreu em 1616, em Madrid. Depois de estudar em Madrid, parte para Itália e torna- se soldado. Participa numa batalha na qual perde o uso da mão direita. Regressa a Espanha, em 1580. Em 1585 escreve La Galatea , o seu primeiro livro de ficção. Com a ajuda de um pequeno círculo de amigos, o livro deu a conhecer Cervantes a um público sofisticado. Depois de falhar como dramaturgo e de verificar que não conseguiria viver apenas da literatura, tornou-se comissário de aprovisionamento da Armada Invencível, em 1587. Em 1604 Cervantes vendeu os direitos da primeira parte da novela El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha. ESPANHA
  16. 16. MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 16 LITERATURA D. Quixote de La Mancha, 1605 É a maior criação de Cervantes. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. A história é apresentada sob a forma de novela realista. As figuras de D. Quixote, de Sancho Pança e do cavalo de D. Quixote, Rocinante, depressa conquistaram a imaginação popular. No entanto, os contemporâneos da obra não a levaram tão a sério como as gerações posteriores. http://www.infopedia.pt/$d.-quixote
  17. 17. GOETHE 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 17 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$j.-w.-goethe Johann Wolfgang von Goethe nasceu de uma família nobre em Frankfurt-am-Main, em 1749, e morreu em Weimar, em 1832. Tendo recebido uma educação multifacetada no início da sua vida, estudou Direito em Leipzig a partir de 1765. Escritor de admirável elegância de estilo e de grande poder imaginativo, além de ser um pensador profundo, Goethe abraçou um vasto conjunto de conhecimentos e de interesses humanos. Para a Alemanha, que nos séculos XVI e XVII não tinha ainda beneficiado do movimento da Renascença, Goethe constituiu, sozinho, uma Renascença completa. Para o resto do mundo foi um dos génios mais ricos e poderosos da Humanidade. ALEMANHA
  18. 18. GOETHE 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 18 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$fausto Fausto, 1808 Fausto é o nome do herói lendário de várias obras literárias de nacionalidades e épocas diferentes. Na origem da lenda terá havido um «Fausto» alemão, nascido em Krittlingen, entre 1480 e 1500, e que, depois de vários anos de vida errante, morreu em Staufen. A primeira versão é o poema História do Doutor João Fausto, de autor desconhecido (1587), Frankfurt: o mágico Fausto vende a alma ao Diabo em troca de regalias e bens terrenos. No fim do prazo do contrato, Fausto é estrangulado pelo Diabo. Mais tarde, Goethe apaixona-se pelo tema e escreve a sua obra-prima, talvez a maior obra que a lenda jamais produziu: Doktor Faust, drama em duas partes - a última delas só foi concluída vinte e quatro anos depois da primeira e poucos dias antes da morte do autor.
  19. 19. GUSTAVE FLAUBERT Gustave Flaubert (Ruão, 12 de dezembro de 1821 – Croisset, 8 de maio de 1880) foi um escritor francês. Prosador importante, Flaubert marcou a literatura francesa pela profundidade das suas análises psicológicas, do seu sentido de realidade, pela lucidez sobre o comportamento social e pela força de seu estilo em grandes romances, tais como Madame Bovary (1857) e A Educação Sentimental (1869). FRANÇA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 19 LITERATURA https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Flaubert
  20. 20. GUSTAVE FLAUBERT 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 20 LITERATURA https://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Bovary Madame Bovary, 1857 Madame Bovary, de Gustave Flaubert, além de causar furor na época, criou um novo estilo literário. 1ª obra- prima da ficção realista, Madame Bovary foi publicado em 1857, causando grande controvérsia. O romance conta a história de Emma, uma mulher criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões da época, casa-se com Charles, um médico tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao casamento. Emma, cada vez mais angustiada e frustrada, busca no adultério uma forma de encontrar liberdade e felicidade. Apesar da intensa procura de uma vida digna, dificilmente consegue sentir-se satisfeita com o que é e o que tem.
  21. 21. CHARLES BAUDELAIRE 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 21 LITERATURA Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 abril 1821 - Paris, 31 agosto 1867) foi um poeta boémio (dandy) e teórico da arte francesa. É considerado um dos precursores do simbolismo e reconhecido como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. A sua obra teórica influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX. FRANÇA https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire
  22. 22. CHARLES BAUDELAIRE AS FLORES DO MAL, 1857 As Flores do Mal é um livro escrito pelo poeta francês Charles Baudelaire, considerado um marco da poesia moderna e simbolista. As Flores do Mal reúnem, de modo exemplar, uma série de motivos da obra do poeta: a queda; a expulsão do paraíso; o amor; o erotismo; a decadência; a morte; o tempo; o exílio e o tédio. Pelas palavras de Paul Valéry: «As Flores do Mal não contêm poemas nem lendas nem nada que tenha que ver com uma forma narrativa. Não há nelas nenhum discurso filosófico. A política está ausente por completo. As descrições, escassas, são sempre densas de significado. Mas no livro tudo é fascinação, música, sensualidade abstracta e poderosa.» «Neste livro atroz, pus todo o meu pensamento, todo o meu coração, toda a minha religião (travestida), todo o meu ódio.», escreveu Baudelaire sobre este livro numa carta. 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 22 LITERATURA https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Flores_do_Mal
  23. 23. CHARLES BAUDELAIRE O SPLEEN DE PARIS, 1869 Esta obra de Charles Baudelaire foi editada em 1869, ou seja, dois anos depois da morte do autor. Baudelaire concebeu-a como uma série de poemas complementar de «As Flores do Mal» ou, como escreveu em 1863, «pour servir de pendant» às Fleurs. O Spleen de Paris ilustra a conceção da poesia de Baudelaire. Para ele o poeta é o «solitário, dotado de uma imaginação ativa, sempre viajando através do grande deserto de homens», tendo «um objetivo mais alto que o de um puro flâneur, um objetivo mais geral, que não o prazer fugidio da circunstância». Mais precisamente, o poeta é para Baudelaire aquele que procura qualquer coisa a que se poderia chamar «modernidade», retirando «da moda o que ela pode conter de poético no histórico» e extraindo «o eterno do transitório.» 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 23 LITERATURA http://www.fnac.pt/O-Spleen-de-Paris-Charles-Baudelaire/a116789
  24. 24. FÉDOR DOSTOIEVSKI 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 24 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$fedor-dostoievski Notável escritor russo, Dostoievski nasceu a 30 de outubro de 1821, em Moscovo, e passou a maior parte da sua existência em São Petersburgo, onde morreu em 1881. Recebeu uma educação marcadamente religiosa, o que o levou a interessar-se pelos mais humildes. A sua primeira novela, Pobre Gente, é muito apreciada pelos críticos da época, que veem nela o primeiro romance social russo. As novelas seguintes são recebidas com menos entusiasmo. Considera o socialismo como uma atualização da moral cristã, o que o leva a frequentar grupos de ideias radicais. Preso e deportado para a Sibéria, essa difícil experiência permite-lhe aprofundar as suas reflexões espirituais, cristalizadas na figura de Cristo, e nos seus companheiros de infortúnio descobre a grandeza da "alma russa". RÚSSIA
  25. 25. FÉDOR DOSTOIEVSKI Crime e Castigo, 1866 Crime e Castigo é um romance do escritor russo Fédor Dostoievski publicado em 1866. Narra a história de Rodion Raskólnikov, um jovem estudante que comete um assassínio e se torna incapaz de continuar a viver após o crime. O romance baseia-se numa querela entre religião e existencialismo que assenta predominantemente em atingir a salvação pelo sofrimento, sem deixar de levantar questões relacionadas com o socialismo e o niilismo. Os personagens e a descrição das suas personalidades, bem como outras obras de Dostoievski, inspiraram correntes filosóficas, sociológicas e psicológicas da segunda metade do séc. XIX e no séc. XX (Nietzsche, Sartre, Freud, Orwell, Huxley, entre outros). 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 25 LITERATURA https://pt.wikipedia.org/wiki/Crime_e_Castigo#cite_note-1
  26. 26. LEV TOLSTOI 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 26 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$leao-tolstoi O conde Lev Nikolaievitch Tolstoi nasceu a 28 de agosto, segundo o calendário juliano, ou 9 de setembro, segundo o calendário gregoriano, de 1828, em Isnaia Poliana, na Rússia. Os pais pertenciam a famílias distintas da nobreza russa. Órfão bastante cedo, é colocado com os seus irmãos sob a tutela de familiares. Sentindo necessidade de uma vida regrada, segue a carreira militar, o que não o impede de publicar várias narrativas autobiográficas. É alvo de todas as atenções quando apenas procura a simplicidade e a renúncia. A sua autoridade, a celebridade que conquistou, tornam-se um obstáculo à sua busca espiritual. Em fuga, acaba por encontrar a morte a 7 de novembro de 1910, na estação de caminhos de ferro de Astapovo. RÚSSIA
  27. 27. LEV TOLSTOI 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 27 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$guerra-e-paz Guerra e Paz, 1865-1869 Romance de Leão Tolstoi, publicado entre 1865 e 1869, considerado uma das mais importantes obras da literatura universal. Trata-se de um romance épico histórico que oferece uma visão da sociedade russa do início do século XIX, onde predomina o pormenor e a análise psicológica, próprios do Realismo. A obra apresenta três assuntos distintos: • as descrições históricas das guerras napoleónicas, • a crónica da vida de cinco famílias aristocráticas e • um conjunto de ensaios sobre filosofia e história, onde se pretende transmitir uma mensagem de otimismo, apesar dos horrores da guerra e dos erros cometidos pela humanidade. O romance apresenta mais de 550 personagens!
  28. 28. MARCEL PROUST 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 28 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$marcel-proust Marcel Proust Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871, em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima «Em Busca do Tempo Perdido». Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do séc. XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo. FRANÇA
  29. 29. MARCEL PROUST 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 29 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$em-busca-do-tempo-perdido Em busca do tempo perdido, 1908-1922 Obra prima em sete volumes de Marcel Proust (1871-1922), de extrema beleza e complexidade, e cujo nome original é A la recherche du temps perdu. Há quem a considere um só romance dividido em sete e, ao mesmo tempo, um ensaio ou um longo poema. Proust empregou toda a sua força para a compor. Em 1921 publicou Le côté Guermantes I e II; Sodome et Gomorrhe I e II. Postumamente foram publicados La prisonnière, Albertine disparue e Le temps retrouvé. Trata-se de uma obra que dá uma conceção pessoal da vida e da acuidade do espírito. Proust concebeu a sua obra em forma de memórias. Inaugurou uma tendência que abalou as fronteiras entre os géneros literários.
  30. 30. JAMES JOYCE 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 30 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$james-joyce James Augustine Aloysius Joyce (1882-1941), escritor irlandês nascido em Rathmines, subúrbios de Dublin. Filho mais velho de John Stanislaus Joyce, que o influenciou decisivamente, Joyce teve uma educação católica; frequentou uma escola de Jesuítas e continuou a sua formação na universidade de Dublin (1898-1902). Afastada a perspetiva do sacerdócio, renuncia à religião católica. Em 1902 viaja para Paris para estudar medicina, onde permanece durante 1 ano a escrever. Regressou à Irlanda por ocasião da morte da mãe em abril de 1903. Em 1904 deixa a Irlanda com Nora Barnacle, sua companheira até ao fim da vida. O seu encontro em 16 de junho de 1904 ficou registado no longo romance Ulysses, cuja ação decorre precisamente naquele dia. Apesar do longo exílio de Joyce, Dublin permaneceu o cenário privilegiado das suas obras. IRLANDA
  31. 31. JAMES JOYCE 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 31 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$ulisses-(obra) Ulisses, 1921 Romance de técnica singular, complexa, escrito por James Joyce entre 1914 e 1921, publicado no seu todo pela primeira vez em França em 1922. Ulisses recria os acontecimentos de um só dia em Dublin, 16 de junho de 1904, centrando-se nas atividades de um promotor de espaços publicitários judeu, Leopold Bloom, da sua esposa, Molly, e de Stephen Dedalus. Numa tentativa de recriação da totalidade da vida das suas personagens, a vida superficial e a vida interior, Joyce mistura descrições reais com representações dos pensamentos mais íntimos e desconexos, usando técnicas de narrativa interior e de corrente de consciência.
  32. 32. FRANZ KAFKA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 32 LITERATURA http://www.infopedia.pt/$franz-kafka Escritor checo de ascendência judaica e de expressão alemã, nasceu em 1883, em Praga, e morreu em 1924, em Viena. Estudou Direito durante alguns anos, mas em 1917 contraiu a doença que constituía, naquela época, o flagelo da humanidade - a tuberculose -, que o acompanhou sempre durante o resto da sua curta existência. A sua obra literária é preenchida essencialmente por romances e contos. Como contista, Kafka aproxima-se do Expressionismo, sem que, contudo, possa ou deva ser enquadrado em qualquer movimento literário. O cunho do seu «mundo» é o homem angustiado, obrigado a viver uma vida absurda, paradoxal, o homem solitário moderno, na sua angústia constante e sem remédio. Situações e cenas ambíguas e grotescas transformam-se em representações de sonho e de visão, que fazem lembrar o Surrealismo, que Kafka grandemente influenciou. REPÚBLICA CHECA
  33. 33. FRANZ KAFKA 2015/2016 FCSH/UNL - DUFL 33 LITERATURA https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Processo O Processo, 1925 O Processo é um romance do escritor checo Franz Kafka, que conta a história de Josef K., que acorda certa manhã, e é preso e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não especificado. “O Processo” apresenta uma narrativa carregada de uma atmosfera desorientada e avulsa na qual o personagem Josef K. está imerso. Tal atmosfera deve-se à sequência infindável de surpresas quase surreais, geradas por uma lei maior e inacessível, que está no entanto em conformidade com os parâmetros reais da sociedade moderna. O absurdo presente em toda obra é o ponto de partida, sem conclusão, da confusão que se desenrola na mente de Josef K., assim como os ambientes reais nos quais ele está inserido, o que dá ao leitor uma incómoda sensação própria do estilo da obra kafkaniana.

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