Refletindo sobre Liderança

Professor: Jean Bartoli
O QUE É A EMPRESA?
A empresa combina três níveis que são
  igualmente necessários:
• A realidade concreta e material.
• No...
ORGANIZAÇÃO

A organização é um sistema complexo e político:
• Decisões importantes implicam a alocação de
  recursos esca...
O TRABALHO

• EVENTO
• COMUNICAÇÃO
• SERVIÇO
EVENTO
• Evento é o que ocorre de maneira parcialmente
  imprevista, inesperada, vindo perturbar o desenrolar
  normal do ...
CONSEQÜÊNCIAS DO CONCEITO
           “EVENTO”
1. A competência profissional não pode mais ser enclausurada
   em definiçõe...
COMUNICAÇÃO
• Comunicar significa construir um entendimento recíproco e
  bases de compromisso que serão a garantia do suc...
SERVIÇO
• O serviço é:
   – uma modificação nas condições de vida ou de
     atividade de um cliente-usuário.
   – O que j...
DESAFIOS TÉCNICOS E
    ADAPTATIVOS
 DESAFIO    Qual é o trabalho?     Quem faz o
                                    trab...
HABILIDADE PARA
  INFLUENCIAR
    PESSOAS
PODER E DOMINAÇÃO
Poder : capacidade
 pela qual uma
 pessoa, ou uma
 comunidade,
 satisfaz suas
 necessidades,
 alcança se...
PODER E            DOMINAÇÃO
Dominação : a força de
  um grupo ou indivíduo
  para impor suas
  próprias metas,
  contrari...
EMOÇÕES (Antonio Damásio:O mistério da consciência,
                 Cia das Letras) 2


“Uma redução seletiva da emoção é...
POR QUE FUGIR DO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO?

“Perceber o sofrimento alheio provoca uma experiência sensível e
   uma emoção ...
SENTIMENTOS HUMANOS BÁSICOS

“Quando falo de sentimentos humanos
   básicos, não estou pensando somente
   em alguma coisa...
O QUE É MOTIVAÇÃO?

• A motivação diz respeito ao
  aprofundamento dos motivos que nos
  levam a agir.
• A empresa quer ma...
ESTIMULAÇÃO, PERFORMANCE,
             SATISFAÇÃO
• A estimulação se refere ao estímulo externo que nos
  leva a agir enqu...
VARIÁVEIS DO PROCESSO DE
        MOTIVAÇÃO
A motivação é um processo por demais complexo
  para ser objeto de receitas de ...
FRAGILIDADE DO
       TRABALHO
O sentido dado ao trabalho é frágil:
– A qualquer momento, um indivíduo pode
  não enxergar...
DIFICULDADES DA
           COOPERAÇÃO
• Por que a cooperação parece tão pouco natural? Porque
  ela cria situação de depen...
LIMITES DO VOLUNTARISMO
• Voluntarismo significa impor aos outros o que eles devem
  fazer, sem procurar saber se eles têm...
TRÊS PILARES DA
   COOPERAÇÃO
• Pacto
• Confiança.
• Comunicação
A CONFIANÇA
• A confiança é o que permite correr riscos nas
  relações humanas.
• É o que torna a comunicação humana efica...
A confiança e seus mecanismos:

• A confiança é o que permite correr riscos nas
  relações humanas.
• É o que permite a ef...
TRABALHAR JUNTOS         CLAREZA
                         do trabalho
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SER FORMADOR DE
    PESSOAS
COERÊNCIA E INTEGRAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO



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COMPETÊNCIA: PRIMEIRA
    ABORDAGEM
A competência é o
  “tomar iniciativa” e
  o “assumir
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  do indivíd...
COMPETÊNCIA: SEGUNDA
    ABORDAGEM
A competência é um
  entendimento prático de
  situações que se apóia
  em conhecimento...
COMPETÊNCIA: TERCEIRA
     ABORDAGEM
A competência é a faculdade
  de mobilizar redes de atores
  em torno das mesmas
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FUNÇÕES DE LIDERANÇA E COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS



                                                 Técnica:
             ...
DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE
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  Identidade          Gestão do estresse



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Refletindo sobre liderança 2010

  1. 1. Refletindo sobre Liderança Professor: Jean Bartoli
  2. 2. O QUE É A EMPRESA? A empresa combina três níveis que são igualmente necessários: • A realidade concreta e material. • Nossa percepção dessa realidade. • As normas, as regras e as linguagens. Gaulejac
  3. 3. ORGANIZAÇÃO A organização é um sistema complexo e político: • Decisões importantes implicam a alocação de recursos escassos. • Formam-se coalizões compostas por grupos de indivíduos e interesses. • Os objetivos organizacionais e as decisões resultam de processos de negociação. • Conflitos acontecem normalmente. fonte : Michel Crozier
  4. 4. O TRABALHO • EVENTO • COMUNICAÇÃO • SERVIÇO
  5. 5. EVENTO • Evento é o que ocorre de maneira parcialmente imprevista, inesperada, vindo perturbar o desenrolar normal do sistema de produção. • Trabalhar é fundamentalmente estar atento a esses eventos, pressenti-los e enfrentá-los quando ocorrem. • Enfrentar o evento é: – Permanecer atento às modificações potenciais do ambiente. – Analisar diversas alternativas. – Inventar respostas pertinentes.
  6. 6. CONSEQÜÊNCIAS DO CONCEITO “EVENTO” 1. A competência profissional não pode mais ser enclausurada em definições prévias de tarefas: o trabalho é a ação competente do indivíduo diante de uma situação de evento. 2. Ela supõe a mobilização de uma rede. 3. O trabalho não pode mais ser visto como uma seqüência de operações rotineiras. Torna-se uma seqüência de eventos que reagem uns aos outros. 4. Isso muda muito a maneira de avaliar a experiência de um profissional.
  7. 7. COMUNICAÇÃO • Comunicar significa construir um entendimento recíproco e bases de compromisso que serão a garantia do sucesso das ações desenvolvidas em conjunto. É: – Entender os problemas e as obrigações dos outros e a interdependência das ações. – Chegar a uma acordo referente às implicações e aos objetivos da ação. – Compartilhar uma consciência da necessidade de uma reciprocidade nos compromissos assumidos. • A comunicação implica conflitos: graças a eles chega-se a um melhor entendimento e à obtenção de uma solidariedade mais sólida.
  8. 8. SERVIÇO • O serviço é: – uma modificação nas condições de vida ou de atividade de um cliente-usuário. – O que justifica a sobrevivência de uma organização. • Em função disto destaca-se: – A qualidade final do serviço prestado – A maneira como esse cliente ou usuário participa da definição do serviço proposto – A sucessão de ações que permite criar essa qualidade.
  9. 9. DESAFIOS TÉCNICOS E ADAPTATIVOS DESAFIO Qual é o trabalho? Quem faz o trabalho? TÉCNICO Aplica o know-how Autoridades vigente ADAPTATIVO Aprende novas As pessoas com maneiras o problema Heifetz, Linski
  10. 10. HABILIDADE PARA INFLUENCIAR PESSOAS
  11. 11. PODER E DOMINAÇÃO Poder : capacidade pela qual uma pessoa, ou uma comunidade, satisfaz suas necessidades, alcança seus interesses e realiza suas metas. Fonte: Maduro
  12. 12. PODER E DOMINAÇÃO Dominação : a força de um grupo ou indivíduo para impor suas próprias metas, contrariando os interesses de outros seres humanos, frustrando as necessidades de grupos que têm uma possibilidade menor de barganha. Fonte: Maduro
  13. 13. EMOÇÕES (Antonio Damásio:O mistério da consciência, Cia das Letras) 2 “Uma redução seletiva da emoção é no mínimo tão prejudicial para a racionalidade quanto a emoção excessiva. Certamente não é verdade que a razão opere vantajosamente sem a influência da emoção. Pelo contrário, é provável que a emoção auxilie o raciocínio, em especial quanto se trata de questões pessoais e sociais que envolvem risco e conflito.[...] É óbvio que comoções emocionais podem levar a decisões irracionais. As lesões neurológicas sugerem simplesmente que a ausência seletiva de emoção é um problema. Emoções bem direcionadas e bem situadas parecem constituir um sistema de apoio sem o qual o edifício da razão não pode operar a contento.” p.63
  14. 14. POR QUE FUGIR DO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO? “Perceber o sofrimento alheio provoca uma experiência sensível e uma emoção a partir das quais se associam pensamentos cujo conteúdo depende da história particular do sujeito que percebe: culpa, agressividade, prazer etc. A estabilização mnésica da percepção necessária ao exercício do julgamento [...] depende da reação defensiva do sujeito diante de sua emoção: rejeição, negação ou recalque. No caso de negação ou rejeição, o sujeito não memoriza a percepção do sofrimento alheio – perde a consciência dele. [...] Afetivamente, ele pode então assumir uma postura de indisponibilidade e de intolerância para com a emoção que nele provoca a percepção do sofrimento alheio. Assim, a intolerância afetiva para com a própria emoção relacional acaba levando o sujeito a abstrair-se do sofrimento alheio por uma atitude de indiferença – logo, de intolerância para com o que provoca seu sofrimento. Em outras palavras, a consciência do – ou a insensibilidade ao – sofrimento dos desempregados depende inevitavelmente da relação do sujeito para com seu próprio sofrimento.” Christophe Dejours, A banalização da injustiça social,ed. FGV p. 45- 46
  15. 15. SENTIMENTOS HUMANOS BÁSICOS “Quando falo de sentimentos humanos básicos, não estou pensando somente em alguma coisa efêmera e vaga. Refiro-me à incapacidade de suportar a visão do sofrimento do outro. É o que provoca o sobressalto quando ouvimos um grito de socorro, é o que nos faz recuar instintivamente ao ver alguém maltratado, o que nos faz sofrer ao presenciar o sofrimento dos outros. E o que nos faz fechar os olhos quando queremos ignorar a desgraça alheia.” Dalai Lama, Uma ética para o novo milênio 15
  16. 16. O QUE É MOTIVAÇÃO? • A motivação diz respeito ao aprofundamento dos motivos que nos levam a agir. • A empresa quer mais engajamento e mais desempenho. • Os empregados, por sua vez, querem mais satisfação.
  17. 17. ESTIMULAÇÃO, PERFORMANCE, SATISFAÇÃO • A estimulação se refere ao estímulo externo que nos leva a agir enquanto a motivação diz respeito à um processo desencadeado de dentro para fora. • A performance se refere ao resultado da ação. A motivação pode ser uma condição necessária para a performance, mas não suficiente: muitos elementos externos contribuem para uma boa ou má performance. • A satisfação diz respeito aos sentimentos do indivíduo numa situação concreta de trabalho: é um indicador da motivação mais do que uma causa. A satisfação é um sentimento enquanto a motivação é um processo.
  18. 18. VARIÁVEIS DO PROCESSO DE MOTIVAÇÃO A motivação é um processo por demais complexo para ser objeto de receitas de bolo! Ele se articula sobre vários elementos que respondem a lógicas diferentes: • A pessoa • O outro (o par, o chefe e/ou o subordinado) • A equipe na qual os dois são inseridos • A organização, ou seja o quadro estrutural e cultural.
  19. 19. FRAGILIDADE DO TRABALHO O sentido dado ao trabalho é frágil: – A qualquer momento, um indivíduo pode não enxergar mais o sentido do que faz. – A pressão dos prazos, a impossibilidade de entender o que a organização espera dele e as finalidades do trabalho podem tirar o sentido da atividade profissional.
  20. 20. DIFICULDADES DA COOPERAÇÃO • Por que a cooperação parece tão pouco natural? Porque ela cria situação de dependência que – cria uma nova forma de relação, caracterizada pela impossibilidade de agir sozinho e pela necessidade de compor, de negociar e de enfrentar. – obriga a integrar, na ação, várias lógicas, normalmente antagonistas. Fonte: DUPUY
  21. 21. LIMITES DO VOLUNTARISMO • Voluntarismo significa impor aos outros o que eles devem fazer, sem procurar saber se eles têm os meios de fazer. • A separação é feita entre a decisão e sua aplicação. • Na vida cotidiana da empresa, é a aplicação da decisão que é complexa e arriscada, porque ela exige: – que se aja sobre e com os outros; – que se obtenha algo que, na maioria das vezes, não vai trazer nenhum benefício imediato para quem vai entregar. Fonte: DUPUY
  22. 22. TRÊS PILARES DA COOPERAÇÃO • Pacto • Confiança. • Comunicação
  23. 23. A CONFIANÇA • A confiança é o que permite correr riscos nas relações humanas. • É o que torna a comunicação humana eficaz. • Ela se constrói na reciprocidade porque temos mais tendência a confiar em quem confia em nós e aceitamos correr riscos com os que aceitam correr riscos conosco. • A confiança se constrói nas ações que necessitam interações fortes e através de desafios aceitos juntos.
  24. 24. A confiança e seus mecanismos: • A confiança é o que permite correr riscos nas relações humanas. • É o que permite a eficácia na comunicação humana. • Ela se constrói numa certa circularidade e reciprocidade porque temos mais tendência a confiar em quem confia em nós e aceitamos correr riscos com os que aceitam correr riscos conosco.
  25. 25. TRABALHAR JUNTOS CLAREZA do trabalho Racionalidade prescrito Conhecimentos Cartesiana estagnados inscritos Explícita. no papel CONTROLE CONSTANCIA CONTRATO dos objetivos da organização prevista CONIVENCIA CONFIANÇA MUDANÇA Racionalidade Sistêmica Conhecimentos Explícita vivos, nas cabeças COMPLEXIDADE do trabalho real Fonte: Le Cardinal
  26. 26. SER FORMADOR DE PESSOAS
  27. 27. COERÊNCIA E INTEGRAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO Equipe COACH EM campeã TEAM BUILDING Responsável COACH EM COACHING campeão INDIVIDUAL Perfil ou pessoa? TERAPEUTA Voluntarismo ou ACOMPANHAMENTO Boa vontade? ESPIRITUAL fonte : Vincent Lenhardt
  28. 28. COMPETÊNCIA: PRIMEIRA ABORDAGEM A competência é o “tomar iniciativa” e o “assumir responsabilidade” do indivíduo diante de situações profissionais com as quais se depara.
  29. 29. COMPETÊNCIA: SEGUNDA ABORDAGEM A competência é um entendimento prático de situações que se apóia em conhecimentos adquiridos e os transforma na medida em que aumenta a diversidade das situações.
  30. 30. COMPETÊNCIA: TERCEIRA ABORDAGEM A competência é a faculdade de mobilizar redes de atores em torno das mesmas situações, é a faculdade de fazer com que esses atores compartilhem as implicações de suas ações, é fazê-los assumir áreas de co-responsabilidade.
  31. 31. FUNÇÕES DE LIDERANÇA E COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS Técnica: Recrutamento/seleção Treinamento Função de produção Desenvolvimento Avaliação de desempenho Avaliação de potencial Militância: Medi-ação: Comprometimento Integração Coerência Discurso/ Contribuição/ Valores Retribuição Comunicação confiável Negociação Acompanhamento do Administrar conflitos Clima organizacional. Feed-back
  32. 32. DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE GERENCIAL Identidade Gestão do estresse Estágios de Motivação desenvolvimento Gestão do tempo Tomada de decisão

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