Autismo

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Autismo

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO- MESTRADO EM EDUCAÇÃO Prof. Dr. Thomé E. Tavares Filho
  2. 2. SÍNDROME DO AUTISMO
  3. 3. AUTISMO Conceito Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.(Mello, 2004, p.14)
  4. 4. CAUSAS As causas são desconhecidas. Acredita-se que a origem do autismo esteja em anormalidades em alguma parte do cérebro ainda não definida de forma conclusiva e, provavelmente, de origem genética. Admite-se a causa por problemas relacionados a fatos ocorridos durante a gestação ou no momento do parto.
  5. 5. MANIFESTAÇÕES MAIS COMUNS -Pode manifestar-se desde os primeiros dias de vida -Comprometimento nas áreas de interação social -Comprometimento na área de comunicação -Comprometimento na área comportamental -Geralmente não procuram contato ocular
  6. 6. -Apresenta estereotipias (movimentos repetitivos) com as mãos ou com o corpo, (morder-se, morder as roupas, puxar os cabelos) -Problemas de sono -30% dos casos, apresenta epilepsia MANIFESTAÇÕES MAIS COMUNS
  7. 7. Autismo: É um distúrbio de comportamento que consiste em uma tríade de dificuldade: 1- Dificuldade de comunicação: Dificuldade de utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal. Ex.: Gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.
  8. 8. 2- Dificuldade de socialização: A dificuldade em relacionar-se com os outros, a incapacidade de compartilhar sentimentos, gestos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas. 3- Dificuldade no uso da imaginação: Se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se estende as várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da criança. Dificuldades em processos criativos.
  9. 9. DIAGNÓSTICO DO AUTISMO É feito basicamente através da avaliação do quadro clínico. Não existem testes laboratoriais específicos para a detecção do autismo. DIAGNÓSTICO DO AUTISMO É feito basicamente através da avaliação do quadro clínico. Não existem testes laboratoriais específicos para a detecção do autismo.
  10. 10. TIPOS MAIS USUAIS DE INTERVENÇÃO TEACCH – Tratamento e educação para crianças autistas e com distúrbios correlatos da comunicação O Teacch foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é muito utilizado em várias partes do mundo.
  11. 11. O Teacch foi idealizado e desenvolvido pelo Dr. Eric Schoppler, e atualmente tem como responsável o Dr. Gary Mesibov. O método Teacch utiliza uma avaliação chamada PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) para avaliar a criança, levando em conta os seus pontos fortes e suas maiores dificuldades, tornando possível um programa individualizado.
  12. 12. O TEACCH baseia na organização do ambiente físico através de rotinas - organizadas em quadros, painéis ou agendas - e sistemas de trabalho, de forma a adaptar o ambiente para tornar mais fácil para a criança compreendê-lo, assim como compreender o que se espera dela. Através da organização do ambiente e das tarefas da criança, o TEACCH visa desenvolver a independência da criança de modo que ela necessite do professor para o aprendizado, mas que possa também passar grande parte de seu tempo ocupando-se de forma independente.
  13. 13. ABA – Análise aplicada do comportamento O tratamento comportamental analítico do autismo visa ensinar à criança habilidades que ela não possui, através da introdução destas habilidades por etapas. Cada habilidade é ensinada, em geral, em esquema individual, inicialmente apresentando-a associada a uma indicação ou instrução.
  14. 14. Quando necessário, é oferecido algum apoio (como por exemplo, apoio físico), que deverá ser retirado tão logo seja possível, para não tornar a criança dependente dele. A resposta adequada da criança tem como conseqüência a ocorrência de algo agradável para ela, o que na prática é uma recompensa. Quando a recompensa é utilizada de forma consistente, a criança tende a repetir a mesma resposta.
  15. 15. PECS – Sistema de comunicação através da troca de figuras O PECS foi desenvolvido para ajudar crianças e adultos autistas e com outros distúrbios de desenvolvimento a adquirir habilidades de comunicação. O sistema é utilizado primeiramente com indivíduos que não se comunicam ou que possuem comunicação mas a utilizam com baixa eficiência.
  16. 16. O PECS visa ajudar a criança a perceber que através da comunicação ela pode conseguir muito mais rapidamente as coisas que deseja, estimulando-a assim a comunicar-se, e muito provavelmente a diminuir drasticamente problemas de conduta.
  17. 17. O PECS tem sido bem aceito em vários lugares do mundo, pois não demanda materiais complexos ou caros, é relativamente fácil de aprender, pode ser aplicado em qualquer lugar e quando bem aplicado apresenta resultados inquestionáveis na comunicação através de cartões em crianças que não falam, e na organização da linguagem verbal em crianças que falam, mas que precisam organizar esta linguagem.
  18. 18. Autismo Os Sintomas da Doença - USA PESSOAS COMO FERRAMENTAS - RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA - NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS - APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS - NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL - AGE COMO SE FOSSE SURDO - RESISTE AO APRENDIZADO - NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS - RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS - RESISTE AO CONTATO FÍSICO - ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA - GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA PECULIAR
  19. 19. - ÀS VEZES É AGRESSIVO DESTRUTIVO - MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO O autismo é uma doença encontrada em todo o mundo e em famílias de todas as raças e classes. Até hoje, não foi determinada a sua causa. Mas com orientação correta, muita coisa pode ser feita.
  20. 20. O Professor e o Autismo O papel do professor de um aluno com autismo é semelhante ao intérprete trascultural: alguém que entende ambas as culturas e é capaz de traduzir as expectativas e procedimentos de um ambiente não- autístico para o aluno com autismo. Desta forma, para ensinar um aluno com autismo, devemos entender muito bem a sua história, suas características particulares e os pontos fortes e os déficits associados a esta síndrome.
  21. 21. As Crianças com Autismo tem atraso mental? Infelizmente cerca de 70 a 80% apresentam uma defasagem intelectual importante. Cerca de 70 tem inteligência abaixo de 50 em testagens de QI; 20% apresentam um QI entre 50 – 70 e apenas 20% tem um QI acima de 70. A maioria mostra uma variação muito grande com relação ao que obviamente podem fazer e oscilam muito de época para época. Não se sabe explicar exatamente o porquê da associação entre autismo e a deficiência mental, mais que o atraso mental está relacionado ao mesmo problema básico que gerou o autismo. Por outro lado por não conseguirem adequadamente com o meo ambiente, aumentam ainda mais a sua defasagem intelectual.
  22. 22. Transtornos se manifestam nos primeiros anos de vida e, frequentemente, estão associados com algum grau de retardo mental.
  23. 23. Prejuízos sofridos pela criança autista: Prejuízo qualitativo na interação social, manifestado pelo menos dois dos seguintes aspectos: a) Prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais tais como contato visual direto, expressão fácil postura corporais e gestos para regular a interação social;
  24. 24. b) Fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível do desenvolvimento; c) Falta de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (ex: não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse) falta de reciprocidade social ou emocional;
  25. 25. 2) Prejuízos qualitativos da comunicação, manifestados por pelo menos um dos seguintes aspectos: a)Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada; b)Em indivíduos com fala adequada, acentuado prejuízo na capacidade de iniciar ou desenvolver uma conversação;
  26. 26. c) Uso esteriotipado e repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática, falta de jogos os brincadeiras de imitação social variados e espontâneos apropriados ao nível do desenvolvimento;
  27. 27. 3) Padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses, e ativdades, manifestados por pelo menos um dos seguintes aspectos: a)Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco; b)Adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não-funcionais;
  28. 28. c) Maneiras motores esteriotipados e repetitivos (ex: agitar ou torcer mãos ou dedos, ou movimentos complexos de todo o corpo); d) Preocupação persistente com partes de objetos; 4) Atrasos ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade: 1) interação social; 2) linguagem para fins de comunicação social, ou 4) jogos imaginativos ou símbolos.
  29. 29. Portanto, sobre o AUTISMO INFANTIL, a CID. 10 diz tratar-se de “um transtorno invasivo de desenvolvimento definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometido que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo tipo característico de funcionamento anormal em todas as três áreas de interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo. Sublinha que o trantorno ocorre em GAROTOS três ou quatro vezes mais frequentemente que em GAROTAS.
  30. 30. O B R I G A D o !

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