Curso Jung – Estudos Experimentais - Psicanalise e Experimento de Associações

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Aula do Curso Jung - Estudos Experimentais sobre a Lição Psicanálise e Experimento de Associações. Por Felipe de Souza - www.psicologiamsn.com

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Curso Jung – Estudos Experimentais - Psicanalise e Experimento de Associações

  1. 1. Por Felipe de Souza - www.psicologiamsn.com
  2. 2. Objetivo: ilustrar com objetivos práticos a conexão entre psicanálise e o teste de associação de palavras
  3. 3. Resumo: 1) O complexo em neuroses psicógenas que se revela nas associações constitui a causa morbi (pressuposta a disposição). 2) As associações podem ser instrumento valioso para a descoberta do complexo patogênico e, portanto, facilitar e abreviar a psicanálise de Freud. 3) As associações nos proporcionam uma visão experimental da estrutura psicológica do sintoma neurótico: os fenômenos histéricos e obsessivos derivam de um complexo. Os sintomas físicos nada mais são do que retratos simbólicos do complexo patogênico.
  4. 4. Estudo de caso: Senhorita E, 37 anos, professora Queixas iniciais: insônia, inquietação interna, agitação, irritabilidade contra sua família, impaciência e discórdia. Havia sido governanta em um país estrangeiro. A doença havia aparecido nos últimos anos. Fora tratada por diversos médicos, sem sucesso.
  5. 5. Estudo de caso: O principal sintoma era a insônia. “Sempre que sentia cansaço e vontade de dormir, era tomada de um medo terrível de não mais conseguir dormir até ficar louca ou morrer. Custava-lhe muito dar esta explicação, que vinha acompanhada de muitos gestos defensivos, dando a impressão de que estava contando algo sexualmente indecente do qual devia envergonhar-se” (JUNG, p. 308).
  6. 6. Estudo de caso: Foi aplicado o teste de associação de palavras. A média provável foi de 2,4 segundos. Muito alta em comparação com pacientes de sua classe social e educação, o que sugeria uma sensibilidade e emotividade aflorada.
  7. 7. Estudo de caso: Jung diz: “A paciente, por exemplo, não conseguia dormir; em pessoas mais jovens a insônia é muitas vezes expressão da não satisfação sexual” (JUNG, p. 317).
  8. 8. Estudo de caso: Interpretação do teste por Jung: “A paciente se considera velha, feia e se sente desconfortável com sua tez amarelada; ao seu corpo dedica uma atenção cheia de ansiedade; não gosta nada de ser tão pequena. Possivelmente tem grande sonho de casar-se, seria esposa amorosa com o marido e gostaria de ter filhos. No entanto, sob estes sintomas eróticos pouco suspeitos parece haver um complexo sexual que deseja ocultar a todo custo” (JUNG, 319).
  9. 9. Estudo de caso: Interpretação do teste por Jung: “Há indícios que levam à conclusão de que dá atenção fora do comum às partes genitais; isto pode significar onanismo numa senhora decente e culta. Mas onanismo no sentido mais amplo de uma autosatisfação perversa” (JUNG, 319).
  10. 10. Estudo de caso: Interpretação a partir da psicanálise “Sua personalidade comum e sua personalidade sexual são dois complexos diferentes, duas consciências diferentes que nada querem ou nada devem saber uma da outra” (JUNG, p. 325).
  11. 11. Estudo de caso: Interpretação a partir da psicanálise “Semelhante exercício da função sexual deve ser incompatível com seu caráter, fora disso, tão nobre; deve ter havido uma rejeição e uma repressão da sexualidade como absurda e repulsiva, pois é impossível que uma mulher tão culta e sensível consiga combinar estas obscenidades com os demais conteúdos de sua mente” (JUNG, p. 329).
  12. 12. Estudo de caso: Interpretação a partir da psicanálise “Estas coisas só podem existir na repressão. Mas elas existem e tem uma existência separada; constituem um estado dentro de um estado, uma personalidade dentro de uma personalidade. Em outras palavras: estão presentes duas consciências, mantidas separadas por fortes barreiras emocionais. Uma não pode e não deve saber da outra” (JUNG, p. 329).
  13. 13. Estudo de caso: Conclusão “A verdadeira mudança para melhor aconteceu no início do tratamento, quando as ideias sexuais tomaram o lugar das ideias obsessivas. A confissão de seus pensamentos pecaminosos deve ter aliviado muito a paciente. Mas é improvável que a cura deva ser atribuída exclusivamente ao narrar tudo ou à abreação” (JUNG, p. 331).
  14. 14. Estudo de caso: Conclusão “As existências psíquicas separadas são destruídas pelo fato de serem retiradas da repressão e trazidas à luz do dia por um ato de vontade. Perdem, assim, muito de seu prestígio e de sua periculosidade, e os pacientes voltam a perceber que são os donos de suas ideias. Coloco, portanto, a ênfase no aumento e fortalecimento da vontade e não na simples abreação, como o fez anteriormente Freud” (JUNG, p. 331).

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