Curso Psicologia Cognitiva da Depressão - Teorias Psicológicas

512 visualizações

Publicada em

Curso Psicologia Cognitiva da Depressão - Teorias Psicológicas. Curso Online dado por Felipe de Souza, do site www.psicologiamsn.com

Aborda as teorias da psicologia comportamental, psicanalítica e existencial da depressão.

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
512
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
77
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
14
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Curso Psicologia Cognitiva da Depressão - Teorias Psicológicas

  1. 1. Por Felipe de Souza – www.psicologiamsn.com
  2. 2. “As teorias da depressão que foram mais testadas e aplicadas ao tratamento psicoterapêutico de humor incluem as formulações interpessoal e cognitivo-comportamental. Outras teorias incluem a teoria psicanalítica de Freud, as teorias evolutivas, o existencialismo, as perspectivas neurológica e neuropsicológica, a teoria bioquímica e os modelos animais” (BECK, p. 184)
  3. 3. TEORIAS COMPORTAMENTAIS “Seligman sugeriu que o fenômeno do desamparo aprendido em modelos animais poderia ser significativamente análogo à depressão clínica em humanos” (BECK, 184)
  4. 4. TEORIAS COMPORTAMENTAIS “Em resumo, Seligman descobriu que, quando um cão normal recebe treinamento de fuga-esquiva, ele rapidamente aprende a evitar um choque movendo-se para o lado seguro de uma caixa com dois compartimentos. Contudo, constatou-se que cães que receberam choques inevitáveis antes do treinamento de esquiva agiam de modo diferente. Em vez de tentar fugir, os cães desistiam e passivamente aceitavam o choque” (BECK, p. 184).
  5. 5. TEORIAS COMPORTAMENTAIS Analogia – Desamparo aprendido – Depressão Causa da depressão para a comportamental: Arranjo específico de contingências de reforço com punição inevitável.
  6. 6. TEORIAS COMPORTAMENTAIS Analogia – Desamparo aprendido – Depressão Para Ferster e Lewinsoh: “a pessoa deprimida aumentaria o comportamento de esquiva e fuga em situações nas quais seria possível obter reforço positivo, e inversamente desenvolveria um repertório comportamental passivo em circunstâncias nas quais a fuga seria reforçadora, assim deixando de fugir da punição (como no modelo de desamparo aprendido)” (BECK, p. 184).
  7. 7. TEORIAS COMPORTAMENTAIS Para Beck: “Uma lição importante das teorias comportamentais é que não se comprovou que fatores comportamentais isolados induzam à depressão clínica. Além disso, intervenções comportamentais puras não se mostraram efetivas no tratamento da depressão clinicamente significativa” (BECK, 184). Mas Beck também alerta que não foram suficientemente testadas.
  8. 8. TEORIAS PSICANALÍTICAS Para Abraham: Breve Estudo do Desenvolvimento da Libido (1924): ... “concluiu que uma predisposição herdada ao erotismo oral fixava o desenvolvimento psicossexual do melancólico na fase oral” (BECK, 186).
  9. 9. TEORIAS PSICANALÍTICAS Para Freud, em Luto eMelancolia “As autoacusações do melancólico são vistas como manifestações de hostilidade para com o objeto amado perdido” (BECK, 186).
  10. 10. TEORIAS PSICANALÍTICAS Para Melanie Kleine: “Melanie Kleine acreditava que a predisposição à depressão não dependia de uma série de incidentes traumáticos, e sim da relação mãe-bebê no primeiro ano de vida. Sua contribuição levou as especulações psicanalíticas de volta ao primeiro ano de vida para explicar os efeitos da introjeção e projeção no desenvolvimento psíquico” (BECK, 186)
  11. 11. TEORIAS PSICANALÍTICAS Para Melanie Kleine: “Kleine sentia que a criança, com técnica defensiva, nega a complexidade de seu objeto de amor e o vê como todo bom ou todo mau. Esta tendência é característica do adulto maníaco-depressivo” (BECK, 186)
  12. 12. TEORIAS EXISTENCIALISTAS “Em 1959, Arieti publicou uma síntese das teorias existencialistas da depressão. Ele assinalou que, de acordo com os existencialistas, a ambivalência do paciente maníaco-depressivo é diferente da do esquizofrênico” (BECK, 189)
  13. 13. TEORIAS EXISTENCIALISTAS “Enquanto o esquizofrênico odeia e ama ao mesmo tempo, o maníaco-depressivo se alterna entre amor e ódio. Segundo Arieti, Henry Ey considerava o estado depressivo uma paralisação ou insuficiência de todas as atividades vitais. Ey via a depressão como ‘uma imobilidade patética, uma suspensão da existência, uma síncope do tempo’. Como resultado, o paciente vivencia um sentimento de incompletude, de impotência e de irrealidade” (BECK, 189)
  14. 14. TEORIAS EXISTENCIALISTAS “A questão da atitude dos pacientes deprimidos com o tempo tem ocupado a atenção de muitos autores existencialistas. Eles enfatizam que o tempo parece estar mais lento para os pacientes deprimidos. Em sua experiência subjetiva, somente o passado importa. Memórias dolorosas dominam seu pensamento e os fazem recordar de sua falta de valor e incapacidade de realização” (BECK, 189)
  15. 15. Críticas de Aaron Beck às teorias anteriores: 1) Muitos autores tinham a tendência de atribuir algum propósito aos sintomas (p. ex, Adler e a sua teleologia); 2) Alguns autores apresentaram formulações tão complexas ou abstratas que não podem ser correlacionadas com material clínico (Freud e Melanie Kleine); 3) Falta de especificidade. O que é aplicado à depressão também é aplicado a outros transtornos mentais. 4) As explicações dão conto de, no máximo, alguns dos sintomas mas não de todo o quadro depressivo que consiste em sintomas cognitivos, afetivos, emocionais, físicos e vegetativos

×