Segurança e medicina do trabalho aula5

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Aula 5 do módulo de Segurança do Trabalho.
Incêndio: Principais causas e métodos de prevenção.

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Segurança e medicina do trabalho aula5

  1. 1. Conceitos e noções de prevenção
  2. 2. História Durante séculos a humanidade dependia de fenômenos naturais para a obtenção do fogo. O homem aprendeu a fazer o fogo e usá-lo em seu benefício. Hoje em dia é muito fácil fazer o fogo. Extremamente útil ao ser humano; Às vezes escapa ao nosso controle e acarreta perdas desastrosas.
  3. 3. O Fogo - Conceito Fenômeno químico denominado combustão; Desprende luz e calor, alterando drasticamente a substância que se queima. Fórmula da reação de combustão
  4. 4. O Triângulo de fogo Combustível; Comburente; Calor; Alguns autores chamam de tetraedro de fogo. Pois admite-se a reação em cadeia como sendo outro fator.
  5. 5. O Triângulo de fogo - Combustível Alimenta o fogo e serve de campo para a propagação. Tipos de combustível Sólido  Madeira, papel, tecidos; Líquidos  Álcool, gasolina, óleo; Gasosos  Butano, acetileno, etc. Substância Inflamável Combustíveis que queimam muito rapidamente.  Ex.: Gasolina.
  6. 6. Oxigênio Comburente mais comum. O ar que respiramos contém 21% de oxigênio. Para que haja combustão tem que ter, no mínimo, 13% de oxigênio. O Triângulo de fogo - Comburente
  7. 7. O Triângulo de fogo - Calor Item que dá início ao fogo; Provém de fontes que se encontram ao nosso redor; Brasa de um cigarro, Chama de um fogão de cozinha. Forma de energia que se transmite de um ponto a outro
  8. 8. Métodos de transmissão de calor Condução; Convecção; Irradiação. O Triângulo de fogo - Calor
  9. 9. Condução Fenômeno onde o calor é transmitido de um corpo a outro através do movimento vibratório de moléculas. Para haver o calor por condução Haver continuidade de matéria entre a fonte calorífica e o corpo: É necessário um condutor de calor.
  10. 10. Convecção Formação de correntes ascendentes e descendentes e consequente perda de densidade de porção do fluido mais próximo da fonte calorífica. No caso de incêndio O calor é transportado pelos gases queimados emanados (Fumaça).
  11. 11. Irradiação Propagação do calor através de espaços consideráveis, sem aquecer os corpos que atravessa; Este método geralmente é acompanhado de emissão de luz; Também é chamado de calor radiante.
  12. 12. CLASSES DE INCÊNDIO Para facilitar a seleção dos melhores métodos de combate, o incêndio é dividido em 4 classes: CLASSE A: Combustíveis sólidos  Queimam tanto em superfície quanto em profundidade;  Deixam resíduos, cinzas e brasas;  Madeira, papel, tecidos, plásticos, etc. CLASSE B: Combustíveis líquidos e gasosos  Todos os líquidos inflamáveis;  Queimam somente em superfície e não deixam resíduos; CLASSE C: Equipamentos elétricos CLASSE D: Materiais pirofóricos  Não dependem da existência de oxigênio no ambiente para manter a combustão, visto produzirem uma reação em cadeia que produz o seu próprio oxigênio;  Ex.: Metais Alcalinos e alcalinos terrosos.
  13. 13. PROCESSO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO Objetivo Separar um dos 3 elementos que compõem o triângulo de fogo. Processos Resfriamento: Reduzir a quantidade de calor; Abafamento: Isolar o oxigênio da reação; Isolamento: Desagregar o combustível do processo de combustão. Agentes Extintores São todas as substâncias que tem a propriedade de extinguir uma reação de combustão.
  14. 14. Extintores portáteis contra incêndios Destinados a combater PRINCÍPIOS de incêndio; Aumenta a eficiência quando:  Há a correta distribuição dos extintores pela área a se proteger;  Manutenção adequada;  O pessoal que vai utilizá-lo deve ser treinado periodicamente (Brigada de incêndio). Todos devem possuir o “selo” da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e do INMETRO  Órgãos nacionais que estabelecem as normas e padrões de segurança que o equipamento deve ser construído. PROCESSO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO
  15. 15. CLASSES DE INCÊNDIO MÉTODOS DE EXTINÇÃO AGENTE EXTINTOR TIPOS DE APARELHOS MÉTODO DE COMBATE A RESFRIAMENTO ÁGUA EXTINTOR DE ÁGUA-GÁS, OU ÁGUA PRESSURIZADA. HIDRANTES MANTER O JATO DIRECIONADO PARA A BASE DO FOGO B ABAFAMENTO PÓ QUÍMICO SECO CO2 EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO, OU DE CO2 ESPALHAR O JATO POR SOBRE O FOGO, CRIANDO UMA BARREIRA ENTRE O FOGO E O O2 C ISOLAMENTO(*) PÓ QUÍMICO SECO CO2 EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO, OU DE CO2 IDEM AO DE CLASSE B D ISOLAMENTO(**) PÓ QUÍMICO ESPECÍFICO AO MATERIAL EM COMBUSTÃO EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO IDEM AO DE CLASSE B
  16. 16. LEGENDAS (*) Os equipamentos elétricos energizados, tão logo é cortada a energia o incêndio (que até então é de classe C) torna-se normalmente de classe A e B.  Passando a queima de fios, papéis, graxas, etc.. (**) A melhor forma de combater esse tipo de incêndio (CLASSE D) é retirando o material combustível para local onde não haja contato com outros materiais.  Deixar que seja consumido até o final.
  17. 17. PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIOS Grandes incêndios que ficaram marcados na história e que começaram com um pequeno foco iniciado com a formação do triângulo de fogo. Edifício Joelma; Edifício Andraus; CESP Um pequeno foco pode ser: Um fósforo aceso jogado por engano num cesto de lixo; Curto-circuito num aparelho de ar condicionado.
  18. 18. Para evitar episódios como os citados anteriormente devemos impedir a formação do triângulo de fogo. ISTO PODE-SE CONSEGUIR ATRAVÉS DA PREVENÇÃO. A Constituição e a CLT determinam que sejam aplicadas as normas que têm por objetivo garantir condições seguras de trabalho. Na segurança do trabalho: NR-23 Trata da proteção contra incêndios  Saídas de emergência de fácil acesso;  Procedimento de evacuação do local;  Equipamentos para combater o fogo em seu início;  Formação da brigada de incêndio, constituída por empregados e o pessoal do SESMT. PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
  19. 19. COMO EVITAR INCÊNDIOS? Antes de tudo devemos ter a mentalidade prevencionista e o espírito de colaboração. Evitar a formação do triângulo de fogo, o que pode ser conseguido por meio de algumas medidas consideradas básicas. Armazenamento adequado de material; Organização e limpeza dos ambientes; Instalação de pára-raios; Manutenção adequada de instalações elétricas, máquinas e equipamentos.
  20. 20. ARMAZENAMENTO ADEQUADO Exemplo: Materiais inflamáveis devem ser guardados fora dos edifícios principais, em locais bem sinalizados, onde a proibição de fumar deve ser rigorosamente obedecida.
  21. 21. ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA Torna o ambiente de trabalho mais agradável e evita que o fogo se inicie por um descuido qualquer; Lixo espalhado e os vários materiais presentes em um ambiente administrativo servem como material combustível e merecem atenção; Incêndios provocados por raios são bastantes comuns. Utilização de pára-raios em edifícios.
  22. 22. PÁRA-RAIO–PROJETO
  23. 23. MANUTENÇÃO ADEQUADA MUITO CUIDADO COM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS. Ocupam um dos primeiros lugares como fonte causadora de incêndio. O projeto deve ser bem adequado e ter constantes manutenções. Fios e componentes desgastados devem ser substituídos; Evitar improvisações e “gambiarras”; O serviço só pode ser executado por pessoal capacitado. Máquinas e equipamentos devem ter manutenção e lubrificação constante. Evitar o aquecimento de partes que podem gerar calor e propiciar sérios riscos ao ambiente de trabalho.
  24. 24. Aconteceu o incêndio!!!! Como proceder...? Os cinco primeiros minutos são decisivos. Se não for controlado nesse período tende a fugir do controle. Toda empresa deve ter um plano de prevenção e combate a incêndios. Sistema de controle que propicia rápida comunicação e correspondente tomada de providências. Esse plano orienta a todos sobre a utilização de equipamentos, retirada de pessoas e, ainda, sobre os primeiros socorros.
  25. 25. BRIGADA DE INCÊNDIO Toda empresa deve organizar uma.  Pessoas treinadas para verificar condições de riscos de incêndio ou explosão;  Combater o fogo em seu início, buscando romper o triângulo de fogo;  Isolar áreas, combater o incêndio usando hidrantes ou extintores;  Coordenar e comandar toda ação de abandono da área de risco. Este grupo deve conhecer os tipos de incêndios mais prováveis de acontecer na empresa; Ter, entre seus membros, elementos de diversos setores especialmente das áreas de manutenção e supervisão, pois checam frequentemente as possíveis irregularidades.
  26. 26. PROVIDÊNCIAS EM CASO DE INCÊNDIO Todo esforço deve ser feito para a prevenção; Mas, caso aconteça um incêndio e você estiver no meio dele, você pode seguir determinados procedimentos Poderão trazer consequências muito menos desagradáveis ANALISE COM ATENÇÃO AS RECOMENDAÇÕES A SEGUIR. Entenda como funciona e prepare-se psicologicamente para fazer o melhor que puder.
  27. 27. Acionar o alarme; Chamar o serviço do corpo de bombeiros (193); Desligar máquinas, aparelhos elétricos e bloquear entrada de energia; Ex.: Desligar o disjuntor geral. Abandonar a área imediatamente; DE FORMA ORGANIZADA E SEM CORRERIAS. PROVIDÊNCIAS EM CASO DE INCÊNDIO
  28. 28. A brigada de incêndio deve entrar em ação imediatamente Notificando ao Corpo de Bombeiros sobre a classe do incêndio (A, B, C ou D). O mais importante é manter a calma e acalmar os demais Tumulto e corre-corre não ajudam em nada e só tendem a causar mais confusão PROVIDÊNCIAS EM CASO DE INCÊNDIO

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