Agroecológico Novembro 2012

196 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
196
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
12
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
6
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Agroecológico Novembro 2012

  1. 1. Informativo Técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais Ano 4 | Edição nº 26 | Novembro de 2012 www.sinter-mg.org.brCyperus rotundusFotografia da internet DESTAQUE Plantas Invasoras: continuação da edição de outubro de 2012 do Agroecológico do Sinter-MG. págs. 03 e 04 OUTRAS NOTÍCIAS 02 Bio Dicas: Conheça um pouco mais sobre a Erva-de-São-João
  2. 2. Edição nº 26 | Novembro de 2012 | Ano 4 02 Editorial Bio Dicas Nome popular: Erva-de-são-joão, Mentrasto. A mãe natureza, na maioria das vezes, é Família: Compositae (Asteraceae) mal compreendida, pois além de sábia Origem: América tropical. é generosa e constantemente mostra Parte usada: Toda a parte aérea. sinais indicando o “caminho” que deve- Propriedades: Analgésica, anti-inflamatória, anti-reumática, aromática, mos seguir e informando os erros que cicatrizante, diurética, vasodilatadora, febrífuga, carminativa e tônica. estamos cometendo. Ser observador e atento ao ambiente é necessário para Características: Erva anual, aromática, com até 1m de altura. Comum poder aceitar as informações que a mãe nas áreas úmidas do nordeste brasileiro, principalmente nas serras. É cos- natureza nos transmite. Esta “conversa”, mopolita tropical, considerada invasora de culturas e áreas não cultivadas. quando aceita, pode nos mostrar como está a área a qual queremos trabalhar ou Usos: Estudos etnofarmacológicos atribuem propriedades hemostáticas foi trabalhada. Chamar uma planta de “in- (estanca sangue) e cicatrizantes a ela. Nos ensaios farmacológicos com vasora” é denegrir a importância de uma órgãos isolados, seus extratos inibiram contrações intestinais e exerceram planta que está ali indicando uma defici- um efeito depressor cardíaco, bem como leve inibição de tumores do tipo ência, um manejo incorreto. Como filhos, Walker 256, ao nível de 43%. Experimentos clínicos ainda comprovaram muitas das vezes, não obedecemos as sua atividade analgésica em dores crônicas de pacientes acometidos por orientações de nossas mães e tomamos artrose, efeitos com alguns dias de uso acompanhado de antiinflamatório. decisões erradas, que nos prejudicam. Apesar dos resultados pré-clínicos e clínicos favoráveis ao uso da planta, Será que já não passou do momento em seus princípios ativos medicinais ainda não estão quimicamente determi- começarmos a tentar entender o que a nados. Sua administração, preparação analgésica e antiinflamatória, como mãe natureza nos ensina? anti-reumática e para alívio das cólicas menstruais, pode ser feita com as fo- lhas, com a parte aérea da planta ou triturada depois de seca e estabilizada. Quem não conhece a erva-de-São João ou já ouviu falar sobre os seus benefícios Forma de uso: Emprega-se o cozimento (decocto) feito com 30 a 40g e utilização no meio rural? Você sabia da planta fresca em 0,5L de água ou 15 a 20g da planta seca, tomada em que ela tem as suas origens na Europa, 3 doses diárias, de uma xícara de chá por vez. Pode-se usar também o pó em alguns países asiáticos e africanos e das folhas na dose de uma colher de café, 3 vezes ao dia, misturado com na zona oeste dos Estados Unidos.? O mel, leite, ou água. Externamente, pode-se usar o extrato alcoólico a 20% seu nome, erva-de-São João, vem do fato ou unguento de uso local, em compressas e fricções, nos casos de dores da sua plena floração ser em junho, perto articulares de origem reumática ou consequente a traumatismos. da data da comemoração do nascimento de São João Baptista (24/06). Atenção: Considerando a ação tóxica ao fígado dos alcalóides, é reco- mendável que sejam usados para fins medicinais, somente as plantas que PCSC e PDV JÁ!!! estejam em estado vegetativo, ou seja, sem flores. Antônio Domingues Fonte: Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil. Diretor de Comunicação do Sinter-MG Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia. Manhuaçu | Célio Alexandre de O. Barros Juiz de Fora | Deyler Nelson Diretores de Base Maia Souto Viçosa | Luciano Saraiva Gonçalves de Souza Alfenas | Sávio Norte | Maria de Lourdes V. Leopoldo Centro | Afrânio Otávio Nogueira dos Reis Dutra Lavras | Júlio César Silva Pouso Alegre | Sérgio Bras Triângulo | Walter Lúcio de Brito Leste | Adilson Lopes Barros Zona Da Regina Mata | Margareth do Carmo C. Guimarães Sul | André Martins Ferreira Alto Paranaíba e Noroeste | Paulo César Thompson Conselho FiscalRua José de Alencar, 738 | Nova Suíça | Belo Horizonte/MG Ilka Alves Santana | Francisco Paiva de Rezende | Marlene daCEP 30480-500 | Telefax: 31 3334 3080 Representantes das Seções Sindicais Conceição A. Pereira | Noé de Oliveira Fernandes Filho | Reinaldowww.sinter-mg.org.br | conexao@sinter-mg.org.br Janaúba | Raimundo Mendes de Souza Júnior Januária | Renato Alves Bortone Lopes Montes Claros | Onias Guedes Batista Salinas | José dos ReisDIRETORIA COLEGIADA DO SINTER-MG Francisco da Rocha Barbacena | Tadeu César Gomes de Azevedo Belo Conexão sinterDiretor Geral | Carlos Augusto de Carvalho Diretor Secretário | Ronaldo Horizonte | Silmara Aparecida C. Campos Curvelo | Marcelino Teixeira Coordenação | Antônio Domingues Participação | Diretoria Sinter-MG |Vieira de Aquino Diretor de Administração e Finanças | Darci Roberti da Silva Divinópolis | Júlio César Maia Uberaba | Oeder Pedro Ferreira André Henriques Edição | Mauro Morais Diagramação | SomanyideasDiretor de Comunicação e Cultura | Antônio Domingues de Souza Uberlândia | Carlos Miguel Rodrigues Couto Patos De Minas | Dener Projeto Gráfico | Somanyideas Jornalista Responsável | Dante XavierDiretor De Assuntos Jurídicos | Pascoal Pereira de Almeida Diretor de Henrique de Castro Unaí | Dalila Moreira da Cunha Almenara | MG-13.092 Circulação | OnlineFormação Política e Sindical | Lúcio Passos Ferreira Diretor de Assuntos Ronilson Martins Nascimento Capelinha | Vilivaldo Alves da Rochade Agricultura Familiar e Reforma Agrária | Leni Alves de Souza Diretor Governador Valadares | Maurílio Andrade Dornelas Teófilo Otoni | Luiz Para sugestões, comentários e críticas sobre o Conexão Sinter-MGDe Assuntos Dos Aposentados | Elizabete Soares de Andrade Mário Leite Júnior Cataguases | Janya Aparecida de Paula Costa conexao@sinter-mg.org.br
  3. 3. Edição nº 26 | Novembro de 2012 | Ano 4 03Conheça mais plantas invasorasAs chamadas "plantas invasoras" não surgem acidental- co do solo e é tomado como planta sanadora de solosmente, mas em circunstância bem definidas, como indi- decaídos. Não prejudica a cultura; às vezes, porém, difi-cadoras de determinadas carências ou de determinados culta a colheita, pois suas sementes voadoras são levesexcessos de elementos do solo. Assim, conhecendo-se e, espalhadas pelo vento, podem, por exemplo, infestaras razões de seu aparecimento, fica-se mais armado o algodão. Medicinal (bálsamo do fígado).não apenas para combatê-las, mas, principalmente, paracorrigir os desequilíbrios do solo. 3. MIO-MIONa relação que se segue, estão algumas invasoras mais (Bacharis coridifolia) - P - Tem um agente tóxico mor-comuns, suas características e as indicações que elas tal para o gado. Indica, sobretudo, deficiência de mo-fornecem. Nessa relação, após o nome vulgar, vem o libdênio no solo. Em campos muito infestados, o mio-nome científico e o tipo de solo onde é mais freqüente -mio, quando queimado, desaparece, pois suas cinzaso seu aparecimento. Os tipos de solo ficam designados contêm tanto molibdênio que lhe tiram a possibilidadepelas seguintes abreviaturas: A = terra agrícola; A - P = de crescer. Em campos pouco infestados, a queimadasolo agrícola deixado para formação de pasto; P= pas- serve para aumentá-lo, já que, pela combustão, o moli-to; C = cerrado. bdênio se torna ainda mais inaproveitável para as forra- geiras. Roçando-se o mio-mio com roçadeira de ferro ou1. LEGUMINOSAS EM GERAL faca sem fio, aumenta a infestação.(Papilonaceae, Cassia, Mimosoideae)Indicam, no solo, 4. NABISCOpresença de fósforo, que elas aumentam. Faltando po-tássio no solo, são dominadas por capins. Faltando cál- Ou nabo-bravo (Rapahus raphanistrum) - A - Invasoracio, são atacadas pelas cochonilhas, como guandu, e temida no trigo. Pode aparecer em grande quantidadesuas sementes são facilmente parasitadas por brocas. em campos de monocultura ou na rotação trigo/soja.Há leguminosas, como o tremoço, que enriquecem o Suas sementes não acompanham as sementes do trigo,solo em cálcio. Boas forrageiras, no mínimo até a for- desde que estas sejam classificadas e rigorosamentemação de sementes, que às vezes são tóxicas. Seu limpas. Indicadora de carência de boro e, de manganêsaparecimento em maior escala indica melhoramento do (muito consumidos pelas culturas). A inclusão da aveiaterreno. na rotação faz o nabisco-dormente nascer. Misturando- -se, ao adubo convencional, 3 Kg/ha bórax e 5 Kg/ha2. MESTRADO sulfato de manganês consegue-se controlar quase que completamente o nabisco.(Agerathum conzoides) - A - Indica o melhoramento físi-
  4. 4. Edição nº 26 | Novembro de 2012 | Ano 4 045. PAPOULA tre 4,0 e 4,5. Invade pastos, bem como campos agríco- las, especialmente o comem recém-brotado e quando(Papava spp.) - A - Embora não muito comum no Brasil, com muita fome. Os equinos o comem recém-brotado eindica solos em que há excesso de cálcio. Plantando-se quando com muita fome. Os equinos o comem sempre,soja ou colza, desaparece. mantendo aparente boa forma. Porém, quando as éguas se alimentam de sapé, os potros delas nascem de tal6. PINHÁ maneira desmineralizados que, geralmente aos 3 meses, adquirem poliartrite e morrem. Assim, deve-se afastar as(Jatropha curcas) - Surge em grande quantidade nas prenhes do sapé. Uma calagem que aumente o pH atépastagens do Nordeste (especialmente em Fernando 5,8 faz o sapé desaparecer.de noronha). Indica solos adensados pelo uso do fogo epela exposição ao impacto das chuvas, solos que alter- 10. TABOCA (BAMBUSA TRINII)nam erosão e enchentes com secas. Nesses solos, nemárvores conseguem se manter em pé (o vento as derru- Surge no cerrado, onde se usa fogo. Enriquece o soloba). Somente banindo o fogo e fornecendo muita maté- com alumínio e gera um terreno muito bem granulado,ria orgânica é que esses solos se recuperam e o pinhá grumoso e permeável. Assim, os solos onde ocorre têmdesaparece. De todo modo, suas sementes são muito fama de boa fertilidade após a calagem. Porém, ondeoleaginosas. vegetam taquaras, o enriquecimento de alu-7. SAMAMBAIA-DE- As chamadas "plantas invasoras" mínio é tanto que, du--TAPERA não surgem acidentalmente, mas em rante anos, as manchas surgem como tabocas(Pteridium aquilinum) - circunstância bem definidas, como de vegetação raquíti-C - P -A - Existe no cerra- ca dentro das culturas.do e invade roças novas, indicadoras de determinadas carên- Uma calagem não elimi-bem como pastagens. na esse efeito; apenasIndica sempre níveis cias ou de determinados excessos aplicações de grandeselevados de alumínio. quantidades de matériaNem por isso esses so- de elementos do solo. orgânica, como as quelos são necessariamente ocorrem quando se trilhapobres. Com terra fértil, o feijão no campo, dei-cresce até alturas consideráveis; com solo pobre, fica xando, aqui e ali, a palha se decompor.pequena e raquítica. Nunca deveria ser queimada; nes-se caso, o alumínio retorna ao solo, perpetuando o ciclo 11. TIRIRICA OU CAPIM-DANDÁsamambaia-fogo-samambaia. A calagem a faz desapare-cer, mas cabe lembrar que, se a dose de calcário for pe- (Cyperus rotundus) - A - Invasora muito persistente emquena, não surtirá efeito. Seus brotos, se ingerindos pelo culturas. Indica solos muito ácidos, adensados e tempo-gado, produzem uma intoxicação cumulativa, que só se rariamente encharcados - ou anaeróbios pela perda demanifesta semanas depois do gado deixar o campo. Si- macroporos. Viceja, em geral, também, nos solos em quenais mais evidentes dessa intoxicação: anemia profunda há uma deficiência de magnésio. Tem hostilidade com oe tendência à hemorragia (o gado sangra a cada picada feijão podem eliminá-la. A aversão da tiririca com a som-que recebe). Sinais dessa intoxicação nos eqüinos, mais bra é tamanha que uma simples cobertura de jornal, apli-sensíveis: olhos congestionados, cabeça caída, perda de cada ao solo, faz com que suas batatinhas subam à su-equilíbrio; em casos graves, ocorre forte isterícia e morte. perfície, podendo então ser arrancadas com a mão. Em contrapartida, é pouco sensível - e bastante resistente - à8. SAPÉ-MACHO, MÃE-DE-SAPÉ OU ERVA-LANCETA maioria dos herbicidas. Como invasora, diminui sensivel- mente a produção de cana-de-açúar.(Solidago microglosis) - A - Indica solos muito ácidos,com pH entre 4,5 e 5,2. Como possui estolões, infesta o Fonte: Site Vida e Qualidadecampo. Uma calagem pode controlá-lo. Disponível através do link:9. SAPÉ (IMPERATA EXALTADA) http://vidadequalidade.org/o-que-e-o-alcacuz-e-pa-A - P - Capim ácido, rico em alumínio, indica um pH en- ra-que-serve/

×