Agroecológico Julho 2012

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Agroecológico Julho 2012

  1. 1. Informativo Técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Ruraldo Estado de Minas Gerais Ano 4 | Edição nº 22 | Julho de 2012www.sinter-mg.org.br Tiririca Fotografia da internet DESTAQUE Plantas medicinais utilizadas pela população atendida no “Programa de Saúde da Família”, em Governador Valadares/MG pág. 04 OUTRAS NOTÍCIAS Bio Dicas: Saiba Mais:02 Urina de vaca no milho 03 Para refletir Rio + 20 = 0
  2. 2. Edição nº 22 | Julho de 2012 | Ano 4 02 Editorial Bio Dicas URINA DE VACA NO MILHO A Rio +20 passou, mas fiquei com um sentimento estranho e com muitas per- Fazenda Matrix | Município de Soledade de Minas/MG | Anos 2007 / 2008 guntas: O que foi discutido? Houve / 2009 | Propriedade = 260 hectares, com 60 hectares destinados à cul- avanços? Foi somente mais um evento tura do milho (silagem). Um dos principais problemas desta cultura está sobre meio ambiente e sustentabilida- relacionado ao ataque de lagartas, que reduz o seu potencial produtivo. de? E as metas, aumentaram ou dimi- nuíram? Essas minhas indagações e a Desde a safra 2007/2008, os funcionários da propriedade, com a orien- minha ignorância tem me levado a um tação técnica da EMATER-MG, utilizam a urina de vaca, com excelen- horizonte crítico sobre os chamados tes resultados no controle das lagartas. Na safra 2008/2009, 15% das “fóruns” que se discutem meio ambien- áreas plantadas com milho (09 hectares) foram tratadas com a urina de te e sustentabilidade. Nesse meu jeito vaca. crítico de ser, deparei-me com o texto do jornalista Guilherme Fiuza para a Os resultados: 100% no controle das lagartas em áreas onde à aplica- revista Época, o qual descrevia muitos ção da urina substituiu o foliar e foi adicionado um inseticida. Já na área pontos que eram exatamente as minhas onde foi aplicado o foliar + inseticida, houve a reincidência de ataque de críticas e que me fizeram parar e refletir lagarta o cartucho (ou seja, não controlou). se estamos no caminho certo. Se não, então o que fazer? Eu não tenho a res- Incremento da produtividade: na área onde foi aplicado foliar a pro- posta, mas tenho que mudar as minhas dutividade foi de 47t de silagem/ha e onde foi aplicada urina de vaca a ações no dia a dia. Assim, no Bio-Dicas produtividade foi de 52 t/ha. O custo de produção da área tratada com deste mês teremos o referido texto para urina de vaca foi de R$ 41,72/t com depreciação foi de R$ 55,72/t , já uma leitura crítica, mas de muita reflexão. na área tratada com foliar os custos são R$ 49,15/t e com depreciação R$ 63,15/t. Podemos observar uma redução significativa de R$ 21,43/t. E o uso de plantas medicinais pelo SUS, você considera importante ou não? A área tratada com a urina recebeu aplicações na base de 10%, tendo Apresentaremos um trabalho realizado na safra anterior o tratorista errado na conta e aplicado a 30% (dosa- em Governador Valadares que faz uma gem proveniente de erro e não recomendada), não ocasionando dano análise sobre esta questão. Há muitas nenhum na lavoura. Também foi observada uma redução significativa na opiniões sobre o assunto, mas não seria incidência de doenças na cultura de milho tratada com urina de vaca, o momento de começarmos a mudar e promovendo uma silagem de qualidade muito superior. quebrarmos algumas barreiras culturais? Começarmos a resgatar e valorizarmos O grande interesse em divulgar este trabalho, é que, além de incremento o saber local? O quanto economizaría- da produtividade e redução de custos, há ainda a proteção dos trabalha- mos? Há muita pesquisa a ser realizada. dores rurais e dos animais tratados, que não sofrem riscos de intoxica- ção com os resíduos de agrotóxicos. Antônio Domingues Diretor de Comunicação do Sinter-MG Marcos Antonio de Moraes | Extensionista Agropecuário Manhuaçu | Célio Alexandre de O. Barros Juiz de Fora | Deyler Nelson Diretores de Base Maia Souto Viçosa | Luciano Saraiva Gonçalves de Souza Alfenas | Sávio Norte | Maria de Lourdes V. Leopoldo Centro | Afrânio Otávio Nogueira dos Reis Dutra Lavras | Júlio César Silva Pouso Alegre | Sérgio Bras Triângulo | Walter Lúcio de Brito Leste | Adilson Lopes Barros Zona Da Regina Mata | Margareth do Carmo C. Guimarães Sul | André Martins Ferreira Alto Paranaíba e Noroeste | Paulo César Thompson Conselho FiscalRua José de Alencar, 738 | Nova Suíça | Belo Horizonte/MG Ilka Alves Santana | Francisco Paiva de Rezende | Marlene daCEP 30480-500 | Telefax: 31 3334 3080 Representantes das Seções Sindicais Conceição A. Pereira | Noé de Oliveira Fernandes Filho | Reinaldowww.sinter-mg.org.br | conexao@sinter-mg.org.br Janaúba | Raimundo Mendes de Souza Júnior Januária | Renato Alves Bortone Lopes Montes Claros | Onias Guedes Batista Salinas | José dos ReisDIRETORIA COLEGIADA DO SINTER-MG Francisco da Rocha Barbacena | Tadeu César Gomes de Azevedo Belo Conexão sinterDiretor Geral | Carlos Augusto de Carvalho Diretor Secretário | Ronaldo Horizonte | Silmara Aparecida C. Campos Curvelo | Marcelino Teixeira Coordenação | Antônio Domingues Participação | Diretoria Sinter-MG |Vieira de Aquino Diretor de Administração e Finanças | Darci Roberti da Silva Divinópolis | Júlio César Maia Uberaba | Oeder Pedro Ferreira André Henriques Edição | Mauro Morais Diagramação | SomanyideasDiretor de Comunicação e Cultura | Antônio Domingues de Souza Uberlândia | Carlos Miguel Rodrigues Couto Patos De Minas | Dener Projeto Gráfico | Somanyideas Jornalista Responsável | Dante XavierDiretor De Assuntos Jurídicos | Pascoal Pereira de Almeida Diretor de Henrique de Castro Unaí | Dalila Moreira da Cunha Almenara | MG-13.092 Circulação | OnlineFormação Política e Sindical | Lúcio Passos Ferreira Diretor de Assuntos Ronilson Martins Nascimento Capelinha | Vilivaldo Alves da Rochade Agricultura Familiar e Reforma Agrária | Leni Alves de Souza Diretor Governador Valadares | Maurílio Andrade Dornelas Teófilo Otoni | Luiz Para sugestões, comentários e críticas sobre o Conexão Sinter-MGDe Assuntos Dos Aposentados | Elizabete Soares de Andrade Mário Leite Júnior Cataguases | Janya Aparecida de Paula Costa conexao@sinter-mg.org.br
  3. 3. Edição nº 22 | Julho de 2012 | Ano 4 03Saiba MaisPara refletir: Rio + 20 = 0Às vésperas da conferência Rio-92, 20 anos atrás, o Quer mais dinheiro do contribuinte para mais relató-secretário-geral da Cúpula da Terra, Maurice Strong, rios, mais comissões, mais mesadas para ONGs, maisafirmou: “Esta é a nossa última chance de salvar o pla- conferências coloridas e animadas. Enquanto isso, aneta”. Agora, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, vida real vai muito bem, obrigado, para monstros comoavisa que a Rio+20 é a “única oportunidade” de ga- a usina hidrelétrica de Belo Monte – uma estupidezrantir um futuro sustentável. Do jeito como as coisas ecológica, uma aberração econômica e um monumen-vão, a Rio+40 será a última oportunidade de salvar o to ao desperdício estatal. O custo cada vez mais insus-mundo dos ecoburocratas, que estão cada vez mais tentável da energia nuclear também não é problemacontagiosos e letais. para os abastados anfitriões da Rio+20, como prova a construção de Angra 3 – cujo lixo radioativo tem garan-Os negociadores dos mais de 130 países que estarão tia até a Rio+2020. Passaporte para o futuro é isso aí.representados na conferência estão preocupados. Vá-rios deles já disseram que a grande questão a decidir Duas décadas de sustentabilidade conceitual não cha-na Rio+20 é quem financiará o desenvolvimento sus- tearam os vilões reais. Na Rio 92, foram assinadas astentável, com quanto dinheiro. E que não há acordo convenções de Biodiversidade e do Clima. A primeiraà vista sobre isso. Talvez seja necessário responder a instituiu o direito das populações tradicionais sobre ooutra questão antes dessa: quem nos salvará dessas patrimônio genético de suas terras. Enquanto a biotec-festas ecológicas milionárias que não decidem nada? nologia progride, os povos da maior floresta tropicalQuem dará um basta nesses banquetes insustentáveis da Terra continuam a ver navios no Rio Amazonas. Osque discutem sustentabilidade? royalties que conhecem vêm do contrabando de ma- deira – porque infelizmente não podem se alimentar deNinguém segura a patrulha da bondade e seu alegre convenções. A Convenção do Clima gerou o que secirco do apocalipse. No picadeiro da salvação sempre sabe: uma sucessão de protocolos sobre redução dascabe mais um. É aquela oportunidade valiosa para os emissões de gás carbônico. Cada um é mais severoativistas de si mesmos descolarem mais um flash por que o anterior, devidamente descumprido. Com novosum mundo melhor. O oportunismo é verde. Cientistas prazos de carência, as metas vão ficando mais ambi-políticos gritam que o tempo está se esgotando, ar- ciosas, numa espécie de pacto com o nunca.tistas buscam sofregamente algum bordão conceitual,mesmo que se atrapalhem um pouquinho – como na E aí está a patrulha da bondade em mais uma confe-célebre frase de uma cantora de MPB em momento rência planetária, reunindo os melhores especialistasético: “O problema do Brasil é a falta de impunidade”. internacionais em sustentabilidade e sexo dos anjos. Eles dirão que o mundo vai acabar e a culpa é sua.Enquanto a feira de lugares-comuns e o show de auto- Mandarão você deixar seu carro na garagem e tomarajuda planetária evoluem na avenida, o mundo piora. A banho rápido. Não falarão em controle populacional,crise nascida na Europa veio mostrar que a farra estatal porque isso é de direita. Eles são progressistas, so-é boa, mas um dia a conta chega. Com a licença dos ciais, amam cada um dos 7 bilhões de habitantes daecologistas: pode ser a última chance de descobrir Terra, que serão 10 bilhões até o fim deste século, to-que não é o Estado que sustenta a sociedade, mas o dos muito bem-vindos.contrário. E que não existe Estado forte com sociedadefraca. Pois é nesse momento de alerta contra os gover- O problema, claro, é do capitalismo individualista,nos perdulários que se monta o colossal almoço grátis cheio de egoístas que demoram no banho. Serão ne-da Rio+20. Um banquete para discutir o desperdício. cessários muitos banquetes ecológicos para mudarHaja sustentabilidade. essa mentalidade.O que quer a faminta burocracia verde, com seus sá- Guilherme Fiuza é jornalista. Publicou os livros: Meu nome não é Johnny, quebios fashion de bolinha vermelha na testa e seus rela- deu origem ao filme, 3.000 dias no bunker e Amazônia, 20º andar. Escrevetórios sobre o fim do mundo? Quer a Bolsa Ecologia. quinzenalmente em ÉPOCA: gfiuza@edglobo.com.br
  4. 4. Edição nº 22 | Julho de 2012 | Ano 4 04Plantas medicinais utilizadas pela populaçãoatendida no “Programa de Saúde da Família”,em Governador Valadares/MGEste trabalho teve como objetivo realizar um estudo so- grupo doméstico e de parentesco, sem necessidadebre a utilização de plantas medicinais pela população de instituições mediadoras. Porém, em comunidadesatendida no Programa de Saúde da Família em Go- urbanas isto não ocorre. À medida que as gerações vãovernador Valadares, Estado de Minas Gerais, a fim de sendo substituídas, grande parte destas informaçõesresgatar, preservar e utilizar este conhecimento em tra- vai se perdendo, justificando a necessidade do resgatebalhos com a comunidade. Foi usada a metodologia de deste conhecimento (Amorozo, 1996). Entretanto, qual-questionários pré-estabelecidos, que foram aplicados quer que seja o esquema de pesquisa com plantas me-pelos Agentes de Saúde da Família. O estudo foi feito dicinais, o estudo botânico adquire característica fun-em 27 bairros da cidade, sendo aplicados 2454 ques- damental seja no apoio ao levantamento antropológicotionários, resultando em 232 plantas citadas como em comunidades, seja no fornecimento de informaçõesmedicinais pela população entrevistada. As principais morfológicas e ambientais auxiliando com importantesindicações de uso das plantas medicinais foram como dados sobre fenologia, tipos de estrutura secretora, há-calmante (10%), contra gripe (18%) e infecções (9%). bitos, características morfológicas e identificação das espécies levantadas (Carlini, 1983; Elizabetsky, 1987).A maioria das plantas utilizadas são preparadas na formade chá (78%) e obtidas em cultivo próprio (57%), sendo A etnobotânica aplicada ao estudo de plantas medi-que, em geral, o conheci- cinais, como vem sendomento sobre o uso e modo praticada modernamen-de preparo da plantas O consumo de plantas medicinais te, trabalha muito próxi-medicinais foi obtido dos mo a outras disciplinasfamiliares (67%). A maio- tem base na tradição familiar e correlatas como, porria das espécies citadas exemplo, a etnofarmaco-e utilizadas popularmente tornou-se prática generalizada na logia. Também a antro-possui atividade farmaco- pologia médica, à medi-lógica já comprovada na medicina popular. da que contextualiza oliteratura necessitando, uso das plantas, dentroentretanto, de orientação de um “sistema” médicocorreta sobre seu cultivo e emprego terapêutico. peculiar de um determinado grupo humano, traz sua contribuição ao entendimento da utilização de plantasO consumo de plantas medicinais tem base na tradi- para fins lucrativos (Amorozo, 1996).ção familiar e tornou-se prática generalizada na medici-na popular. Atualmente, muitos fatores têm contribuído O estudo de plantas medicinais, a partir de seu empre-para o aumento da utilização deste recurso, entre eles, go pelas comunidades, pode fornecer informações úteiso alto custo dos medicamentos industrializados, o di- para a elaboração de estudos farmacológicos, fitoquí-fícil acesso da população à assistência médica, bem micos e agronômicos sobre estas plantas, com grandecomo a tendência, nos dias atuais, ao uso de produtos economia de tempo e dinheiro. Desta forma, podemosde origem natural (Simões et al., 1998). planejar a pesquisa a partir de conhecimento empírico já existente, muitas vezes consagrado pelo uso contínuo,Em sociedades tradicionais, a comunicação oral é o que deverá ser testado em bases científicas.principal meio pelo qual o conhecimento é transmitido,e, para que essa transmissão ocorra, é necessário o A inclusão da fitoterapia no PSF pode resultar não só emcontato intenso e prolongado dos membros mais ve- benefícios para a saúde, mas também em benefícios delhos com os mais novos. Isto acontece normalmente ordem econômica, conforme relata Noumi et al. (1999).em sociedades rurais ou indígenas, nas quais o apren- Um aspecto importante desta proposta de tratamentodizado é feito pela socialização, no interior do próprio complementar está no fato de que a aplicação des-
  5. 5. Edição nº 22 | Julho de 2012 | Ano 4 05te conjunto de informações torna possível o emprego urbano (Dias, 2002). Entretanto, é importante a orien-terapêutico do princípio ativo, sem que seja preciso tação quanto ao cultivo e manejo correto das plantasretirá-lo da planta, evitando, assim, a aplicação dos medicinais, pois a complementação do conhecimentoonerosos processos necessários a sua extração, iso- popular e científico sobre a produção e o uso de plantaslamento e purificação. medicinais é fundamental para sua segurança e eficácia.Desde a Declaração de Alma-Alta, em 1978, a Organi- Este trabalho reforça a necessidade de se orientar azação Mundial da Saúde tem expressado sua posição população quanto à utilização das plantas medicinaisa respeito da necessidade de valorizar a utilização de que podem ser responsáveis pelo tratamento de mui-plantas medicinais no âmbito sanitário, em função de que tas doenças primárias, com bons resultados econô-80% da população mundial depende dessas espécies, micos e de melhoria da saúde da população de baixano que se refere à atenção primária à saúde (Organiza- renda. Entretanto, este objetivo só poderá ser alcança-ção Mundial da Saúde, 1979). Dentro deste contexto, do a partir de trabalho participativo e bem orientado.o Brasil tem buscado estabelecer diretrizes na área deplantas medicinais e saúde pública, como a aprovação da CONCLUSÕESPolítica Nacional dePráticas Integrativas e Complementa-res no Sistema Único de Saúde (Brasil, 2006). A partir dos resultados obtidos, verificamos que, mesmo tratando-se de áreas urbanas, a utilização de plantas me-O presente estudo teve como objetivo o resgate e a va- dicinais é bastante difundida, sendo que, apenas 8,06%lorização do saber popular por meio da obtenção de in- dos entrevistados não utilizam plantas medicinais. Oformações sobre as plantas medicinais utilizadas pela grande número de plantas citadas neste trabalho (232)população urbana para, a partir daí, oferecer assistên- reafirma a importância da pesquisa etnobotânica no res-cia baseada no conhecimento popular e científico. gate do conhecimento tradicional, em áreas urbanas, seja pelo seu valor histórico cultural seja pela necessidade deUm ponto importante é a manutenção de hortas e quin- confirmação das indicações de uso.tais, o que contribui com a conservação destas espéciesno meio urbano, conforme enfatiza Xolocotzi (1971).A cultura do uso e cultivo de plantas medicinais, em Espera-se com este trabalho contribuir comcomunidades da periferia, constitui importante recurso proposta de orientação de uso de plantas me-local para a saúde e sustentabilidade do meio ambiente dicinais no sistema público de saúde. Beatriz Gonçalves BrasileiroI,*; Virginia Ramos PizzioloII; Danilo Santos MatosII; Ana Maria GermanoI; Claudia Masrouah JamalIV IDepartamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Viçosa II Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, Universidade Federal de Viçosa IIIDepartamento de Fitotecnia, Universidade Presidente Antônio Carlos IV Departamento de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Espírito Santo

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