Informativo Técnico do Sindicato dos                                                  Trabalhadores em Assistência Técnica...
Edição nº 01 | Janeiro de 2013 | Ano 5                                                                                    ...
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Agroecológico Janeiro 2013

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Agroecológico Janeiro 2013

  1. 1. Informativo Técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais Ano 5 | Edição nº 01 | Janeiro de 2013www.sinter-mg.org.br DESTAQUE Plantas medicinais conheça um pouco mais pág. 03 Bio Dicas 02 Fitoterapia para bovinos
  2. 2. Edição nº 01 | Janeiro de 2013 | Ano 5 02 Editorial Bio Dicas Fitoterapia para bovinos Plantas medicinais: A fitoterapia vem sendo cada vez mais utilizada no tratamento de doenças. O cura ou perigo? método propicia o mesmo resultado da terapia sintética em um curto período de tempo, mantendo a qualidade de vida do animal, além de reforçar e aumen- O problema relacionado às plan- tar sua imunidade, auxiliando sua integridade física e mental. tas medicinais é algo recorrente no O tratamento em base ecológica de doenças infecciosas e parasitárias ou Brasil. A sociedade prefere usar as distúrbios fisiológicos dos animais pode ser feito também com as técnicas de espécies para curar enfermidades Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura, entre outros. Quando o animal adoece, pelo fato de serem “naturais”, porém, o primeiro ponto que devemos analisar é o seu manejo e se o animal está esquecem que a parte química dos sendo cuidado corretamente. É necessário que os criadores aprendam a ob- medicamentos é oriunda das plantas. servar a natureza e o comportamento dos animais para prevenir que ocorram Questões como dosagem e consu- enfermidades. É possível que para cuidar melhor dos animais, seus criadores mo, além dos cuidados com relação necessitem do auxílio de alguns medicamentos e que estes medicamentos ao plantio, época certa de coleta, sejam fitoterápicos. tipo de terra e local apropriado, se não respeitados podem trazer sérios Mastite riscos à saúde. Mastite ou mamite é uma infecção da glândula mamária, uma doença que Nesta edição do Agroecológico pre- ataca mais os animais de produção de leite. tendemos promover e difundir a infor- Agente transmissor: Bactérias, fungos, algas, leveduras, vírus, etc. São mação com relação à toxicidade de mais de 200 agentes causadores de mastite. determinadas plantas consideradas Transmissão: Falta de higiene do ordenhador, das instalações e do maquinário medicinais, além de levar conheci- usado. Pode ser causada também por deficiência nutricional e estresse do mento sobre a função de algumas animal. delas. Esperamos que o material chame a atenção para as potenciali- Prevenção: Para prevenir o surgimento da mastite é necessário seguir al- dades da medicina natural, mas tam- gumas regras básicas como manter a boa higiene dos animais, ordenhar em bém mostre os perigos a que seus clima calmo e sem barulho, utilizar instalações e materiais adequados, cuidar consumidores estão sujeitos, se não para que seja adotada a correta nutrição e fornecimento de sal mineral aos tomadas as devidas precauções. animais, além de realizar exame do CMT (teste da raquete) uma vez por mês e teste da caneca de fundo escura diariamente; Confira também os benefícios da me- Tratamento: Trate o animal doente com tintura de própolis. Misture 300g de dicina alternativa nos cuidados com própolis bruto em 1 litro de álcool de cereais ou cachaça e deixe descansar os animais. por 30 dias. Coloque de 40 a 100 gotas misturadas no alimento do animal, 2 vezes por dia. Ordenhe o animal com mastite 4 vezes por dia, lembrando Desejamos uma boa leitura a todos. sempre de antes de realizar o procedimento, fazer massagem no úbere com água morna, sal e vinagre para drenar o local. Antônio Domingues. Fonte: Biblioteca Central da Epagri. BOFF, P. (Coord.). Agropecuária saudável: da prevenção de doenças, pragas e parasitas à terapêutica não residual. Lages: Epagri; Udesc, 2008. Alexandre de O. Barros Juiz de Fora | Deyler Nelson Maia Souto Viçosa | Diretores de Base Luciano Saraiva Gonçalves de Souza Alfenas | Sávio dos Reis Dutra Lavras | Norte | Maria de Lourdes V. Leopoldo Centro | Afrânio Otávio Nogueira Júlio César Silva Pouso Alegre | Sérgio Bras Regina Triângulo | Walter Lúcio de Brito Leste | Adilson Lopes Barros Zona Da Mata | Margareth do Carmo C. Guimarães Sul | André Martins Ferreira Conselho Fiscal Ilka Alves Santana | Francisco Paiva de Rezende | Marlene da ConceiçãoRua José de Alencar, 738 | Nova Suíça | Belo Horizonte/MG Representantes das Seções Sindicais A. Pereira | Noé de Oliveira Fernandes Filho | Reinaldo BortoneCEP 30480-500 | Telefax: 31 3334 3080 Janaúba | Raimundo Mendes de Souza Júnior Januária | Renato Alveswww.sinter-mg.org.br | conexao@sinter-mg.org.br Lopes Montes Claros | Onias Guedes Batista Salinas | José dos Reis Conexão sinter Francisco da Rocha Barbacena | Tadeu César Gomes de Azevedo Belo Coordenação | Antônio Domingues Participação | Diretoria Sinter-MG |DIRETORIA COLEGIADA DO SINTER-MG Horizonte | Silmara Aparecida C. Campos Curvelo | Marcelino Teixeira André Henriques Diagramação | Augusto Cabral Projeto Gráfico |Diretor Geral | Carlos Augusto de Carvalho Diretor Secretário | Ronaldo da Silva Divinópolis | Júlio César Maia Uberaba | Oeder Pedro Ferreira Somanyideas Jornalista Responsável | Patrícia Brum JP 10872/MG Trainee |Vieira de Aquino Diretor de Administração e Finanças | Darci Roberti Uberlândia | Carlos Miguel Rodrigues Couto Patos De Minas | Dener Liliane Mendes Circulação | OnlineDiretor De Assuntos Jurídicos | Pascoal Pereira de Almeida Diretor de Henrique de Castro Unaí | Dalila Moreira da Cunha Almenara | RonilsonFormação Política e Sindical | Lúcio Passos Ferreira Diretor de Assuntos de Martins Nascimento Capelinha | Vilivaldo Alves da Rocha Governador Para sugestões, comentários e críticas sobre o Conexão Sinter-MGAgricultura Familiar e Reforma Agrária | Leni Alves de Souza Diretor De Valadares | Maurílio Andrade Dornelas Teófilo Otoni | Luiz Mário Leite conexao@sinter-mg.org.brAssuntos Dos Aposentados | Elizabete Soares de Andrade Júnior Cataguases | Janya Aparecida de Paula Costa Manhuaçu | Célio
  3. 3. Edição nº 01 | Janeiro de 2013 | Ano 5 03Plantas Medicinais:conheça um pouco maisAs plantas medicinais têm seu uso descrito por pra- morte de uma criança de três anos de idade, atribuídaticamente todos os povos desde os tempos mais re- à ingestão de sementes de Hennecartia omphalandramotos. A partir dos conhecimentos tradicionais do uso Poisson (pimenteira-do-mato), planta nativa da regiãodas plantas medicinais na busca de solução de algum sul do Brasil, para a qual não havia registro escrito so-mal-estar ou a cura de alguma doença, surgiram inte- bre toxicidade. Algumas plantas são fontes frequentesresses comerciais e científicos. de intoxicação, destacando-se em nosso meio, comi- go-ninguém-pode, coroa de cristo, pinhão de purga ouEntre o uso primitivo e mágico das plantas pelos curan- pinhão-paraguaio, aroeira-brava, mamona e cartuchei-deiros até o conhecimento atual, existem diferenças ra, entre outras.difíceis de serem mensuradas. Entretanto, a partir domomento em que as plantas passaram a ser utilizadas Além do vegetal em si, são necessários outros parâ-fora do seu contexto original, tornou-se necessária a metros para a segurança do uso de plantas medicinais.avaliação da sua eficácia e segurança. As condições de coleta e armazenamento são pontos críticos. Por exemplo, plantasAs plantas foram e são colhidas na beira de estradasas fornecedoras de gran- “...as plantas foram e são as for- movimentadas podem estardes venenos da história contaminadas com produtosda humanidade e o co- necedoras de grandes venenos da derivados do tráfego de au-nhecimento da potencial tomóveis. Da mesma forma,toxicidade remonta à an- história da humanidade e o plantas medicinais coletadastiguidade. Sócrates, porexemplo, foi condenado à conhecimento da potencial toxici- próximo a lavouras, onde são utilizados defensivos agríco-morte através da ingestão dade remonta à antiguidade...” las ou próximo a depósitos ede cicuta, os índios ame- emissão de resíduos indus-ricanos usavam o curare triais, são potencialmentee a estricnina já fez parte dos romances policiais envol- contaminadas por esses produtos.vendo assassinato. A secagem das plantas, quando necessária, deveriaMuitas plantas contêm substâncias capazes de exer- ser feita ao abrigo da luz, o que nem sempre ocorre. Ocer ação tóxica sobre organismos vivos. Segundo algu- armazenamento das plantas deveria ser feito em lugarmas teorias, essas substâncias seriam formadas com seco e ventilado de modo a não favorecer o desen-a função de defender a espécie de seus predadores. volvimento de fungos e/ou bactérias. Assim, efeitosPor isso, não é de surpreender que muitas plantas adversos advindos da utilização de plantas podem teracumulem substâncias de elevada toxicidade, como os origem em circunstâncias relacionadas com o proces-glicosídeos cianogênos, presentes na mandioca-brava, samento e/ou armazenamento.proteínas tóxicas como a ricina, presente na mamona,muitos alcalóides como a coniina presentes na cicuta Outros fatores importantes na composição de plantase a estricnina, presente na noz-vômica. são as variações de tempo e lugar. Ela é fortemente influenciada por variações climáticas e de composiçãoÉ de se ressaltar que muitas plantas são completa- do solo. Como elemento de comparação, pode se citarmente desconhecidas quanto ao potencial de causar as uvas utilizadas no fabrico de vinhos, cuja qualidadeintoxicações. Exemplifica essa questão o relato (Re- depende da origem da matéria-prima e do processa-gistro junto ao Centro de Informações Toxicológicas mento. Nesse caso, são facilmente identificados vi-do Estado de Santa Catarina, outubro de 1997), da nhos de determinada origem e de determinada safra,
  4. 4. Edição nº 01 | Janeiro de 2013 | Ano 5 04que possuem características especialmente diferen-ciadas. De forma semelhante, a toxicidade de plantasmedicinais pode apresentar variações significativas,relacionadas com fatores como a região e época decoletas, processamento do material, forma de armaze-namento e embalagens utilizadas.Não obstante essa variabilidade possível, para um nú-mero significativo de plantas, existem dados acumula-dos sobre toxicidade, principalmente através de relatosde casos na literatura e em Centros de Informações To-xicológicas, ou através de estudos em animais. Nesteúltimo caso, além da variabilidade dos vegetais e dascondições de coleta e armazenamento, somam-se as BOLDOdificuldades de transposição de resultados dos estu- Peumus boldus Moldos em animais para seres humanos. Estudos em animais evidenciaram ação abortiva.Conheça um pouco mais sobre as plantas medicinaisna nossa edição de fevereiro do Agroecológico.Fonte: Revista Brasileira de Farmacognosia e Livro Manual de Tera-togênese, de editoria da Universidade do Rio Grande do Sul. POEJO Mentha pulegium L. Pode ocasionar o aborto. ARRUDA LOSNA Ruta graveolens L. Artemisia absinthium L. O manuseio das folhas pode causar Pode causar distúrbios visuais e convulsões. eritemas, coceiras e dermatites.

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