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Informativo Técnico do Sindicato dos
                                                       Trabalhadores em Assistência Técnica e
                                                       Extensão Ruraldo Estado de Minas Gerais




                                                            Ano 4 | Edição nº 17 | Fevereiro de 2012

www.sinter-mg.org.br




 Calendula Officinalis.
 Fotografia da internet




                                        DESTAQUE



 Atividade antifúngica do óleo de Calendula
 Officinalis L. cresce no Brasil                                                         pág. 03



                                    OUTRAS NOTÍCIAS




               Bio Dicas:
02             Propriedades da Calendula officinalis
Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4
                                                                                                                                                                                                      02

      Editorial                                                                      Bio Dicas
         A Calendula Officinalis faz parte da                                        Calendula Officinalis
         Relação Nacional de Plantas Me-
         dicinais de Interesse ao SUS (RE-                                           Ação: Antifúngico, antinflamatório, antimicrobiano, purifica o sangue.
         NISUS), constituída de espécies
         vegetais com potencial de avançar                                           Infecções Cutâneas: É utilizada sobre a pele ou ingerida, tendo proprie-
         nas etapas da cadeia produtiva e                                            dades antissépticas, purificadoras e desintoxicantes. Como loção ou un-
         de gerar produtos de interesse do                                           guento acelera a cura e detém diversos tipos de infecções, como queima-
         Ministério da Saúde do Brasil.                                              duras, picaduras cistos e pústulas, mastites, cortes e machucados, etc.

         A finalidade da RENISUS é subsidi-                                          Distúrbios Digestivos: Pode ser ingerida (melhor como infusão) para curar
         ar o desenvolvimento de toda cadeia                                         problemas inflamatórios de todo o sistema digestivo, como as úlceras pép-
         produtiva relacionada à regulamen-                                          ticas e as gastrites. Também ajuda a recuperar as infecções gastrointesti-
         tação, cultivo/manejo, produção,                                            nais, sobre tudo a relacionada com a disbiose intestinal* e a candidíase.
         comercialização e dispensação de                                            * disbiose intestinal é uma disfunção do cólon devido à alteração da flora intestinal.
         plantas medicinais e fitoterápicos.
         Somente com o argumento anterior                                            Parte utilizada: Flores, folhas e caules.
         já mostraria a importância de dedi-
         carmos um trabalho sobre esta plan-                                         Contra-indicações/cuidados: Não indicado para gestantes.
         ta, porém ao realizarmos pesquisas
         e lembrarmos a utilização da calen-                                         Uso interno:
         dula como componente de fórmulas                                            Flores secas: 1 a 4g, três vezes ao dia.
         em medicamentos utilizados na me-                                           Infusão: 10 a 15g de folhas e flores picadas em 1L de água fervente. Beber
         dicina humana e veterinária observa-                                        3 xícaras/dia.
         mos que o quanto é importante.                                              Decocção: 5 a 15g de folhas e flores para 1L de água. Beber 5 xícaras/dia.
                                                                                     Tintura em álcool 90%: 0,3 a 1,2ml, três vezes ao dia.
         Planta de origem europeia, que se                                           Extrato mole: 0,3 a 0,5g ao dia
         adapta bem no mundo inteiro, in-                                            Extrato fluido em álcool 40%: 0,5 a 1ml, três vezes ao dia.
         clusive no Brasil, aonde chegou no
         período colonial e se espalhou. A                                           Uso externo:
         Calendula Officinalis não faz parte                                         Pomada e tintura: feitas com folhas e flores. Usar sobre as partes afetadas
         somente da fitoterapia, mas também                                          3 a 4 vezes ao dia. A tintura, diluída com água destilada ou fervida, pode ser
         da alopatia e da homeopatia.                                                aplicada diretamente em ferimentos diversos, exercendo excelente ação
                                                                                     cicatrizante. Utiliza-se de 1 a 2 partes de água para 1 de tintura.
         Em Cuba ela também faz parte do                                             Tintura em compressas: alcoolatura a 10%.
         Sistema de Saúde e onde podemos                                             Ungüentos, pomadas para úlceras e varizes: 8 a 15%.
         encontrar bons trabalhos científicos                                        Banhos: 50 g da planta por litro de água.
         (http://www.sld.cu/).                                                       Cataplasma: flores e folhas tenras, socadas e empastadas, sobre um pano
                                                                                     limpo são aplicadas nos ferimentos.

         Antônio Domingues                                                           Fonte: Plantas medicinales, Editora El Ateneo
         Diretor de Comunicação do Sinter-MG                                         http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Calendula_officinalis.htm


                                                                                                                                                    Manhuaçu | Célio Alexandre de O. Barros Juiz de Fora | Deyler Nelson
                                                                           Diretores de Base                                                        Maia Souto Viçosa | Luciano Saraiva Gonçalves de Souza Alfenas | Sávio
                                                                           Norte | Maria de Lourdes V. Leopoldo Centro | Afrânio Otávio Nogueira    dos Reis Dutra Lavras | Júlio César Silva Pouso Alegre | Sérgio Bras
                                                                           Triângulo | Walter Lúcio de Brito Leste | Adilson Lopes Barros Zona Da   Regina
                                                                           Mata | Margareth do Carmo C. Guimarães Sul | André Martins Ferreira
                                                                           Alto Paranaíba e Noroeste | Paulo César Thompson                         Conselho Fiscal
Rua José de Alencar, 738 | Nova Suíça | Belo Horizonte/MG
                                                                                                                                                    Ilka Alves Santana | Francisco Paiva de Rezende | Marlene da
CEP 30480-500 | Telefax: 31 3334 3080
                                                                           Representantes das Seções Sindicais                                      Conceição A. Pereira | Noé de Oliveira Fernandes Filho | Reinaldo
www.sinter-mg.org.br | conexao@sinter-mg.org.br
                                                                           Janaúba | Raimundo Mendes de Souza Júnior Januária | Renato Alves        Bortone
                                                                           Lopes Montes Claros | Onias Guedes Batista Salinas | José dos Reis
DIRETORIA COLEGIADA DO SINTER-MG                                           Francisco da Rocha Barbacena | Tadeu César Gomes de Azevedo Belo         Conexão sinter
Diretor Geral | Carlos Augusto de Carvalho Diretor Secretário | Ronaldo    Horizonte | Silmara Aparecida C. Campos Curvelo | Marcelino Teixeira     Coordenação | Antônio Domingues Participação | Diretoria Sinter-MG |
Vieira de Aquino Diretor de Administração e Finanças | Darci Roberti       da Silva Divinópolis | Júlio César Maia Uberaba | Oeder Pedro Ferreira   André Henriques Edição | Mauro Morais Diagramação | Somanyideas
Diretor de Comunicação e Cultura | Antônio Domingues de Souza              Uberlândia | Carlos Miguel Rodrigues Couto Patos De Minas | Dener        Projeto Gráfico | Somanyideas Jornalista Responsável | Dante Xavier
Diretor De Assuntos Jurídicos | Pascoal Pereira de Almeida Diretor de      Henrique de Castro Unaí | Dalila Moreira da Cunha Almenara |             MG-13.092 Circulação | Online
Formação Política e Sindical | Lúcio Passos Ferreira Diretor de Assuntos   Ronilson Martins Nascimento Capelinha | Vilivaldo Alves da Rocha
de Agricultura Familiar e Reforma Agrária | Leni Alves de Souza Diretor    Governador Valadares | Maurílio Andrade Dornelas Teófilo Otoni | Luiz    Para sugestões, comentários e críticas sobre o Conexão Sinter-MG
De Assuntos Dos Aposentados | Elizabete Soares de Andrade                  Mário Leite Júnior Cataguases | Janya Aparecida de Paula Costa           conexao@sinter-mg.org.br
Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4
                                                                                                 03

Atividade antifúngica do óleo de Calendula
Officinalis L. crescendo no Brasil
Zilda Cristiane Gazimeu (Departamento de Far- obtido sesquiterpene álcool e principalmente
mácia, Universidade Paranaense - Umuarama,    - cadinol por meio de destilação a vapor. Ra-
PR, Brasil); Claudia Moraes RezendeII e San-  dulescu e Cols (4) estudou flores da Roménia
dra Regina FragaII (Instituto de Química, Uni-por destilação «head space» e vapor e encon-
versidade Federal do Rio de Janeiro, Centro detrado - cadinene mais muurolol 1,3,5-cadina-
Tecnologia - Rio de Janeiro, RJ, Brasil); Terezi-
                                              triene e - como os compostos importantes, res-
nha Inez Estivaleti SvidzinskiIII e Diógenes Apa-
                                              pectivamente. Por causa do valor económico
ricio Garcia Cortez (Departamento de Farmácia de C. Officinalis como uma medicina herbal e
e Farmacología, Universidade Estadual de Ma-  sua ampla utilização em produtos cosméticos,
ringá - Maringá, PR, Brasil).                 perfumes, preparações farmacêuticas e alimen-
                                                                       tares, decidimos es-
RESUMO                                                                 tudar a aclimatação
                                “Os resultados dos ensaios             de C. Officinalis no
Neste estudo foi               antifúngicos mostraram pela             sudeste do Brasil.
avaliada a atividade
antifúngica do óleo primeira vez, o óleo essencial tem O objetivo do pre-
essencial, obtido das                                                          sente trabalho foi
flores de Calendula um grande potencial antifúngico, estudar in vitro ativi-
Officinalis utilizando-                                                        dade antifúngica do
-se técnica de difu- pois foi efetivo contra todas as 23 óleo essencial das
são em discotecas.                                                             flores de C. Offici-
Os resultados dos                       amostras clínicas                      nalis, conforme de-
ensaios antifúngicos                                                           terminado pela difu-
mostraram pela pri-
                                     de fungos testados.”                      são de disco agar,
meira vez, o óleo es-                                                          em 23 clínicas estir-
sencial tem um gran-                                                           pes fúngicas.
de potencial antifúngico, pois foi efetivo contra
todas as 23 amostras clínicas de fungos testa- Material vegetal
dos.
                                                    As flores de Calendula Officinalis foram coleta-
Palavras-chave: Calendula Officinalis; óleo es- das de um canteiro experimental no Jardim Bo-
sencial; atividade antifúngica.                     tânico Medicinal da Universidade Paranaense
                                                    de Umuarama, estado do Paraná, sudeste do
Calendula officinalis L. (Asteraceae) é uma erva Brasil (S 23º 46.225’ e W 53º 16.730’, altitude
anual com amarelo de flores de laranja, nativas 391m). As flores foram secas a 25ºc em um
da região mediterrânica. É também conhecido quarto iluminado por 20 dias. Uma espécime
como pot marigold, um nome historicamente de comprovante, HEUP 1311, foi depositado
associado com seu uso em sopas e guisados no herbário educacional da Universidade Para-
para combater doenças (1) e tem uma longa naense (HEUP). As flores foram coletadas em
história de uso seguro como medicamento no 30 de abril de 2004 (início do Inverno).
tratamento de feridas de pele e inflamação (2).
A planta contém esquiterpenes glicosídeos, sa- Destilação a vapor
poninas, xantofilas, triterpenes triol, flavonóides
e compostos voláteis. Chalchat e Cols (3) es- O óleo essencial foi obtido em um aparelho de
tudaram o óleo essencial de C. Officinalis de Clevenger por destilação a vapor. Depois de 3
flores cultivadas no Maciço Central, França e horas de destilação a vapor, l50g da amostra
Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4
                                                                                                  04
seca foi extraído com 500ml de água. A água        Os principais constituintes do óleo essencial
recolhida foi re-extracted com 3 x 50ml de he-     foram os seguintes: sesquiterpene hidrocar-
xano. Após secagem anidro Na2SO4, hexano           bonetos (68.0%) e sesquiterpenols (27,0%).
estava concentrado em um aparelho de eva-          δ- cadinene (22.53%), α- cadinol (20.40%) e epi
porador rotator vácuo 47mg para render 0,1%        -α- muurolol (12.87%). As análises foram rea-
w/w pelo peso do material seco (5).                lizadas pelo GC e GC-MS conforme descrito
                                                   por Gazim et al. (8).
Microrganismos utilizados e as condições de
crescimento                                        Muitos agentes antifúngicos estão disponíveis
                                                   para o tratamento de infecções por candida, e
A atividade antimicrobiana do óleo essencial       estes estão disponíveis em várias formas far-
das flores de Calendula Officinalis foi avaliada   macêuticas para uso tópico ou sistêmico. Os
usando um painel que incluía cepas de con-         principais agentes pertencem tanto à polienos,
trole laboratorial da coleção de cultura de tipo   como a anfotericina b e nistatina; ou para os
americano (Rockville, MD, EUA): microorganis-      azóis, tais como itraconazol e fluconazol. No
mos fungos: Candida albicans (ATCC 64548),         entanto, por causa da necessidade de trata-
Candida dubliniensis (ATCC 777), Candida           mento prolongado, o alto custo, toxicidade e
parapsilosis (ATCC 22019), Candida glabrata        ação limitada das drogas clássicas, produtos
(ATCC 90030) e Candida krusei (ATCC 6258);         novos e eficazes são desejáveis para tratar es-
e as seguintes leveduras clinicamente isoladas     tas infecções fúngicas. O efeito antifúngico de
de seres humanos: Candida albicans, Candida        óleos essenciais (EO) de muitas plantas aro-
dubliniensis, Candida parapsilosis, Candida        máticas tem sido descrito em vários estudos
glabrata, Candida tropicalis, Candida guillier-    (9). Os óleos essenciais ricos em cadinene
mondii, Candida krusei e Rhodotorulla sp. As       isômeros são amplamente divulgados possuir
leveduras foram cultivadas a 25ºc em ágar de       altos níveis de atividade de anticandidal (10).
dextrose Sabouraud.                                Nossos dados indicam que o óleo de C. Offi-
                                                   cinalis flores exibiu atividade antifúngica contra
Método de difusão de disco                         todas as leveduras abrangidos pelo inquérito,

In vitro atividade antifúngica do óleo essencial
de C. Officinalis foi determinada pelo método
de difusão de disco de ágar-ágar de acordo
com Rubio et al. 2003 (6). Resumidamente,
uma suspensão de cada microrganismo tes-
tado (2,0 ml de 105 células/ml) foi cuidado-
samente misturada em um tubo com 18ml de
Mueller Hinton Agar (MHA) e então derramada
em placas de Petri. Estéril discos de papel de
filtro (Whatman nº 1, 6,0mm de diâmetro) foram
impregnados com 15ml do óleo e colocados
sobre as placas inoculadas. Discos de controle
contendo 15 µ l de soro fisiológico e nistatina
(100 U.I. ou 20 µ g/disco, Cecon, São Paulo,
Brasil) foram utilizados. Essas placas foram au-
torizadas a secar à temperatura ambiente por
2h e foram incubadas a 25ºc por 48h. Os diâ-
-metros das zonas de inibição foram medidos
em milímetros e seus meios foram calculados.
Todos os testes foram realizados em duplicata
(7). Vinte e três cepas de leveduras foram tes-
tadas, conforme listado na tabela 01 (ao lado).
Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4
                                                                                                        05
incluindo os patógenos clínicos obtidos a partir      de flores de Calendula officinalis . Planta med.,
de unidades populacionais de referência, bem          60, 516-520.
como aqueles recentemente isolado. Este óleo
forneceu resultados mais interessantes do que         3. Chalchat, J.C.; Garry, r.; Michet, r. (1991).
a nistatina, um fungicida utilizado para o trata-     Composição química de essenciais de óleo de
mento tópico da candidíase Mucocutânea.               Calendula officinalis l.(Pote dourado). Sabor
                                                      perfumantes j., 6, 189-192.
Como visto na tabela 1, a produção de discos
impregnados com 15 µ g de óleo de flor de c.          4. Radulescu, V.; Doneanu, c.; Loloiu, T.C.G.C.
officinalis zonas de inibição variando de 11 a        (2000). Investigação da composição química
30 mm de diâmetro. O mais amplo (28-30mm)             de Calendula officinalis. Revue romena de Chi-
foram obtido contra Candida parapsilosis(Isola        mie, 45, 271-275.
11 e 12), Candida glabrata (isolar 15) e Rhodo-
torulla SP. (isolar 23). O óleo também mostrou        5. Pessini, G.L.; Dias Filho, B.P.; Ferreira, A.G.;
alta atividade, com zonas de inibição de 20-27        Cortez, D.A.G.; (2005). Neolignanas e análise
mm, contra Candida albicans (Isola 3 e 7), Can-       do óleo essencial das folhas de Piper regnellii
dida dubliniensis ATCC 777, Candida parapsi-          (Miq.) C. DC. var. pallescens (c. DC.) Yunck.
losis ATCC 22019, Candida tropicalis (Isola 18        Rev. Bras. Farmacognosia, 15, 199-204.
e 19), Candida guilliermondii (Isola 20 e 21)
eCandida glabrata (isolar 14). Para dez isola-        6. Rubio, M.C.; Gil, j.; de Ocariz, r.i.; Benito, r.;
dos: Candida albicans ATCC 64548 e isolados           Rezusta, r. (2003). Comparação dos resultados
2, 4, 5 e 6, Candida parapsilosis (isolar 10),        obtidos por testes com três diferentes meios
Candida glabrata ATCC 90030, Candida tro-             de ágar e por NCCLS M27-método para In Vi-
picalis (Isola, 16 e 17) e Candida krusei ATCC        tro testes de fluconazol contra Candida spp. j.
6258, este óleo também mostrou boa atividade          Clin. Microbiol., 41, 2665-2668.
antifúngica (11-18mm).
                                                      7. Skocibusic, M.; Bezic, s.; Dunkic, v. (2006).
Constatamos que de acordo com o fabricante            Composição fitoquímica e atividades antimicro-
dos discos nistatina, todos os 23 amostras de         bianas dos óleos essenciais de Satureja subs-
leveduras testadas eram sensíveis a nistatina         picata VIS. crescendo na Croácia. Química de
(diâmetro de inibição acima de 10mm). No en-          alimentos, 96 20-28.
tanto, o óleo das flores de c. officinalismostrou
uma maior variabilidade entre os diferentes iso-      8. Gazim, Z.C.; Ferreira, G.A.; Rezende, C.M.;
lados do que fez a nistatina, que variou entre        Nakamura, C.V.; Dias Filho, B.P.; Cortez, D.A.G.
11 e 13mm.É possível que a gama mais vas-             (2007).Identificação dos constituintes químicos
ta no perfil de sensibilidade demonstrada pelo        da fração volátil da Calendula officinalis produ-
óleo de c. officinalis flores pode ser vantajosa,     zida no Paraná.Horticultura Bras., 25, 118-121.
porque estes estão amplamente disponíveis e
demonstram um espectro de ação amplo con-             9. Sridhar, S.R.; Rajagopal, R.V.; Rajavel, r.; Ma-
tra fungos patogênicos. Além disso, a resposta        silamani, s.; Narasimhan, s. (2003). Atividade
terapêutica humana a medicina não é uniforme,         antifúngica de alguns óleos essenciais. J. Agric.
como sugerido por ensaios in vitro com Nista-         alimento Chem., 51, 7596-7599.
tina.
                                                      10. Porter, N.G.; Wilkins l. a. (1999). Proprieda-
REFERÊNCIAS                                           des químicas, físicas e antimicrobianas de óle-
                                                      os essenciais deLeptospermum desfontainesii
1. Ramos, a.; Edreira, a.; Vizoso, a.; Betancourt,    e Kunzea ericoides. Fitoquímica, 50, 407-415.
j.; López, M.; Décalo, m. (1988). Genotoxicida-
de de extractos de Calendula officinalis l. j. Eth-
nopharmacol., 61, 49-55.
                                                      Fonte:
2. Della Loggia, r.; Tubaro, a.; Sosa, s.; Becker,    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
h.; Saar, St.; Isaac, m. (1994). O papel de tri-      arttext&pid=S1517-83822008000100015&lng=en
perpenoids na atividade tópica antiinflamatory        &nrm=iso&tlng=en

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  • 1. Informativo Técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Ruraldo Estado de Minas Gerais Ano 4 | Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 www.sinter-mg.org.br Calendula Officinalis. Fotografia da internet DESTAQUE Atividade antifúngica do óleo de Calendula Officinalis L. cresce no Brasil pág. 03 OUTRAS NOTÍCIAS Bio Dicas: 02 Propriedades da Calendula officinalis
  • 2. Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4 02 Editorial Bio Dicas A Calendula Officinalis faz parte da Calendula Officinalis Relação Nacional de Plantas Me- dicinais de Interesse ao SUS (RE- Ação: Antifúngico, antinflamatório, antimicrobiano, purifica o sangue. NISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar Infecções Cutâneas: É utilizada sobre a pele ou ingerida, tendo proprie- nas etapas da cadeia produtiva e dades antissépticas, purificadoras e desintoxicantes. Como loção ou un- de gerar produtos de interesse do guento acelera a cura e detém diversos tipos de infecções, como queima- Ministério da Saúde do Brasil. duras, picaduras cistos e pústulas, mastites, cortes e machucados, etc. A finalidade da RENISUS é subsidi- Distúrbios Digestivos: Pode ser ingerida (melhor como infusão) para curar ar o desenvolvimento de toda cadeia problemas inflamatórios de todo o sistema digestivo, como as úlceras pép- produtiva relacionada à regulamen- ticas e as gastrites. Também ajuda a recuperar as infecções gastrointesti- tação, cultivo/manejo, produção, nais, sobre tudo a relacionada com a disbiose intestinal* e a candidíase. comercialização e dispensação de * disbiose intestinal é uma disfunção do cólon devido à alteração da flora intestinal. plantas medicinais e fitoterápicos. Somente com o argumento anterior Parte utilizada: Flores, folhas e caules. já mostraria a importância de dedi- carmos um trabalho sobre esta plan- Contra-indicações/cuidados: Não indicado para gestantes. ta, porém ao realizarmos pesquisas e lembrarmos a utilização da calen- Uso interno: dula como componente de fórmulas Flores secas: 1 a 4g, três vezes ao dia. em medicamentos utilizados na me- Infusão: 10 a 15g de folhas e flores picadas em 1L de água fervente. Beber dicina humana e veterinária observa- 3 xícaras/dia. mos que o quanto é importante. Decocção: 5 a 15g de folhas e flores para 1L de água. Beber 5 xícaras/dia. Tintura em álcool 90%: 0,3 a 1,2ml, três vezes ao dia. Planta de origem europeia, que se Extrato mole: 0,3 a 0,5g ao dia adapta bem no mundo inteiro, in- Extrato fluido em álcool 40%: 0,5 a 1ml, três vezes ao dia. clusive no Brasil, aonde chegou no período colonial e se espalhou. A Uso externo: Calendula Officinalis não faz parte Pomada e tintura: feitas com folhas e flores. Usar sobre as partes afetadas somente da fitoterapia, mas também 3 a 4 vezes ao dia. A tintura, diluída com água destilada ou fervida, pode ser da alopatia e da homeopatia. aplicada diretamente em ferimentos diversos, exercendo excelente ação cicatrizante. Utiliza-se de 1 a 2 partes de água para 1 de tintura. Em Cuba ela também faz parte do Tintura em compressas: alcoolatura a 10%. Sistema de Saúde e onde podemos Ungüentos, pomadas para úlceras e varizes: 8 a 15%. encontrar bons trabalhos científicos Banhos: 50 g da planta por litro de água. (http://www.sld.cu/). Cataplasma: flores e folhas tenras, socadas e empastadas, sobre um pano limpo são aplicadas nos ferimentos. Antônio Domingues Fonte: Plantas medicinales, Editora El Ateneo Diretor de Comunicação do Sinter-MG http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Calendula_officinalis.htm Manhuaçu | Célio Alexandre de O. Barros Juiz de Fora | Deyler Nelson Diretores de Base Maia Souto Viçosa | Luciano Saraiva Gonçalves de Souza Alfenas | Sávio Norte | Maria de Lourdes V. Leopoldo Centro | Afrânio Otávio Nogueira dos Reis Dutra Lavras | Júlio César Silva Pouso Alegre | Sérgio Bras Triângulo | Walter Lúcio de Brito Leste | Adilson Lopes Barros Zona Da Regina Mata | Margareth do Carmo C. Guimarães Sul | André Martins Ferreira Alto Paranaíba e Noroeste | Paulo César Thompson Conselho Fiscal Rua José de Alencar, 738 | Nova Suíça | Belo Horizonte/MG Ilka Alves Santana | Francisco Paiva de Rezende | Marlene da CEP 30480-500 | Telefax: 31 3334 3080 Representantes das Seções Sindicais Conceição A. Pereira | Noé de Oliveira Fernandes Filho | Reinaldo www.sinter-mg.org.br | conexao@sinter-mg.org.br Janaúba | Raimundo Mendes de Souza Júnior Januária | Renato Alves Bortone Lopes Montes Claros | Onias Guedes Batista Salinas | José dos Reis DIRETORIA COLEGIADA DO SINTER-MG Francisco da Rocha Barbacena | Tadeu César Gomes de Azevedo Belo Conexão sinter Diretor Geral | Carlos Augusto de Carvalho Diretor Secretário | Ronaldo Horizonte | Silmara Aparecida C. Campos Curvelo | Marcelino Teixeira Coordenação | Antônio Domingues Participação | Diretoria Sinter-MG | Vieira de Aquino Diretor de Administração e Finanças | Darci Roberti da Silva Divinópolis | Júlio César Maia Uberaba | Oeder Pedro Ferreira André Henriques Edição | Mauro Morais Diagramação | Somanyideas Diretor de Comunicação e Cultura | Antônio Domingues de Souza Uberlândia | Carlos Miguel Rodrigues Couto Patos De Minas | Dener Projeto Gráfico | Somanyideas Jornalista Responsável | Dante Xavier Diretor De Assuntos Jurídicos | Pascoal Pereira de Almeida Diretor de Henrique de Castro Unaí | Dalila Moreira da Cunha Almenara | MG-13.092 Circulação | Online Formação Política e Sindical | Lúcio Passos Ferreira Diretor de Assuntos Ronilson Martins Nascimento Capelinha | Vilivaldo Alves da Rocha de Agricultura Familiar e Reforma Agrária | Leni Alves de Souza Diretor Governador Valadares | Maurílio Andrade Dornelas Teófilo Otoni | Luiz Para sugestões, comentários e críticas sobre o Conexão Sinter-MG De Assuntos Dos Aposentados | Elizabete Soares de Andrade Mário Leite Júnior Cataguases | Janya Aparecida de Paula Costa conexao@sinter-mg.org.br
  • 3. Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4 03 Atividade antifúngica do óleo de Calendula Officinalis L. crescendo no Brasil Zilda Cristiane Gazimeu (Departamento de Far- obtido sesquiterpene álcool e principalmente mácia, Universidade Paranaense - Umuarama, - cadinol por meio de destilação a vapor. Ra- PR, Brasil); Claudia Moraes RezendeII e San- dulescu e Cols (4) estudou flores da Roménia dra Regina FragaII (Instituto de Química, Uni-por destilação «head space» e vapor e encon- versidade Federal do Rio de Janeiro, Centro detrado - cadinene mais muurolol 1,3,5-cadina- Tecnologia - Rio de Janeiro, RJ, Brasil); Terezi- triene e - como os compostos importantes, res- nha Inez Estivaleti SvidzinskiIII e Diógenes Apa- pectivamente. Por causa do valor económico ricio Garcia Cortez (Departamento de Farmácia de C. Officinalis como uma medicina herbal e e Farmacología, Universidade Estadual de Ma- sua ampla utilização em produtos cosméticos, ringá - Maringá, PR, Brasil). perfumes, preparações farmacêuticas e alimen- tares, decidimos es- RESUMO tudar a aclimatação “Os resultados dos ensaios de C. Officinalis no Neste estudo foi antifúngicos mostraram pela sudeste do Brasil. avaliada a atividade antifúngica do óleo primeira vez, o óleo essencial tem O objetivo do pre- essencial, obtido das sente trabalho foi flores de Calendula um grande potencial antifúngico, estudar in vitro ativi- Officinalis utilizando- dade antifúngica do -se técnica de difu- pois foi efetivo contra todas as 23 óleo essencial das são em discotecas. flores de C. Offici- Os resultados dos amostras clínicas nalis, conforme de- ensaios antifúngicos terminado pela difu- mostraram pela pri- de fungos testados.” são de disco agar, meira vez, o óleo es- em 23 clínicas estir- sencial tem um gran- pes fúngicas. de potencial antifúngico, pois foi efetivo contra todas as 23 amostras clínicas de fungos testa- Material vegetal dos. As flores de Calendula Officinalis foram coleta- Palavras-chave: Calendula Officinalis; óleo es- das de um canteiro experimental no Jardim Bo- sencial; atividade antifúngica. tânico Medicinal da Universidade Paranaense de Umuarama, estado do Paraná, sudeste do Calendula officinalis L. (Asteraceae) é uma erva Brasil (S 23º 46.225’ e W 53º 16.730’, altitude anual com amarelo de flores de laranja, nativas 391m). As flores foram secas a 25ºc em um da região mediterrânica. É também conhecido quarto iluminado por 20 dias. Uma espécime como pot marigold, um nome historicamente de comprovante, HEUP 1311, foi depositado associado com seu uso em sopas e guisados no herbário educacional da Universidade Para- para combater doenças (1) e tem uma longa naense (HEUP). As flores foram coletadas em história de uso seguro como medicamento no 30 de abril de 2004 (início do Inverno). tratamento de feridas de pele e inflamação (2). A planta contém esquiterpenes glicosídeos, sa- Destilação a vapor poninas, xantofilas, triterpenes triol, flavonóides e compostos voláteis. Chalchat e Cols (3) es- O óleo essencial foi obtido em um aparelho de tudaram o óleo essencial de C. Officinalis de Clevenger por destilação a vapor. Depois de 3 flores cultivadas no Maciço Central, França e horas de destilação a vapor, l50g da amostra
  • 4. Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4 04 seca foi extraído com 500ml de água. A água Os principais constituintes do óleo essencial recolhida foi re-extracted com 3 x 50ml de he- foram os seguintes: sesquiterpene hidrocar- xano. Após secagem anidro Na2SO4, hexano bonetos (68.0%) e sesquiterpenols (27,0%). estava concentrado em um aparelho de eva- δ- cadinene (22.53%), α- cadinol (20.40%) e epi porador rotator vácuo 47mg para render 0,1% -α- muurolol (12.87%). As análises foram rea- w/w pelo peso do material seco (5). lizadas pelo GC e GC-MS conforme descrito por Gazim et al. (8). Microrganismos utilizados e as condições de crescimento Muitos agentes antifúngicos estão disponíveis para o tratamento de infecções por candida, e A atividade antimicrobiana do óleo essencial estes estão disponíveis em várias formas far- das flores de Calendula Officinalis foi avaliada macêuticas para uso tópico ou sistêmico. Os usando um painel que incluía cepas de con- principais agentes pertencem tanto à polienos, trole laboratorial da coleção de cultura de tipo como a anfotericina b e nistatina; ou para os americano (Rockville, MD, EUA): microorganis- azóis, tais como itraconazol e fluconazol. No mos fungos: Candida albicans (ATCC 64548), entanto, por causa da necessidade de trata- Candida dubliniensis (ATCC 777), Candida mento prolongado, o alto custo, toxicidade e parapsilosis (ATCC 22019), Candida glabrata ação limitada das drogas clássicas, produtos (ATCC 90030) e Candida krusei (ATCC 6258); novos e eficazes são desejáveis para tratar es- e as seguintes leveduras clinicamente isoladas tas infecções fúngicas. O efeito antifúngico de de seres humanos: Candida albicans, Candida óleos essenciais (EO) de muitas plantas aro- dubliniensis, Candida parapsilosis, Candida máticas tem sido descrito em vários estudos glabrata, Candida tropicalis, Candida guillier- (9). Os óleos essenciais ricos em cadinene mondii, Candida krusei e Rhodotorulla sp. As isômeros são amplamente divulgados possuir leveduras foram cultivadas a 25ºc em ágar de altos níveis de atividade de anticandidal (10). dextrose Sabouraud. Nossos dados indicam que o óleo de C. Offi- cinalis flores exibiu atividade antifúngica contra Método de difusão de disco todas as leveduras abrangidos pelo inquérito, In vitro atividade antifúngica do óleo essencial de C. Officinalis foi determinada pelo método de difusão de disco de ágar-ágar de acordo com Rubio et al. 2003 (6). Resumidamente, uma suspensão de cada microrganismo tes- tado (2,0 ml de 105 células/ml) foi cuidado- samente misturada em um tubo com 18ml de Mueller Hinton Agar (MHA) e então derramada em placas de Petri. Estéril discos de papel de filtro (Whatman nº 1, 6,0mm de diâmetro) foram impregnados com 15ml do óleo e colocados sobre as placas inoculadas. Discos de controle contendo 15 µ l de soro fisiológico e nistatina (100 U.I. ou 20 µ g/disco, Cecon, São Paulo, Brasil) foram utilizados. Essas placas foram au- torizadas a secar à temperatura ambiente por 2h e foram incubadas a 25ºc por 48h. Os diâ- -metros das zonas de inibição foram medidos em milímetros e seus meios foram calculados. Todos os testes foram realizados em duplicata (7). Vinte e três cepas de leveduras foram tes- tadas, conforme listado na tabela 01 (ao lado).
  • 5. Edição nº 17 | Fevereiro de 2012 | Ano 4 05 incluindo os patógenos clínicos obtidos a partir de flores de Calendula officinalis . Planta med., de unidades populacionais de referência, bem 60, 516-520. como aqueles recentemente isolado. Este óleo forneceu resultados mais interessantes do que 3. Chalchat, J.C.; Garry, r.; Michet, r. (1991). a nistatina, um fungicida utilizado para o trata- Composição química de essenciais de óleo de mento tópico da candidíase Mucocutânea. Calendula officinalis l.(Pote dourado). Sabor perfumantes j., 6, 189-192. Como visto na tabela 1, a produção de discos impregnados com 15 µ g de óleo de flor de c. 4. Radulescu, V.; Doneanu, c.; Loloiu, T.C.G.C. officinalis zonas de inibição variando de 11 a (2000). Investigação da composição química 30 mm de diâmetro. O mais amplo (28-30mm) de Calendula officinalis. Revue romena de Chi- foram obtido contra Candida parapsilosis(Isola mie, 45, 271-275. 11 e 12), Candida glabrata (isolar 15) e Rhodo- torulla SP. (isolar 23). O óleo também mostrou 5. Pessini, G.L.; Dias Filho, B.P.; Ferreira, A.G.; alta atividade, com zonas de inibição de 20-27 Cortez, D.A.G.; (2005). Neolignanas e análise mm, contra Candida albicans (Isola 3 e 7), Can- do óleo essencial das folhas de Piper regnellii dida dubliniensis ATCC 777, Candida parapsi- (Miq.) C. DC. var. pallescens (c. DC.) Yunck. losis ATCC 22019, Candida tropicalis (Isola 18 Rev. Bras. Farmacognosia, 15, 199-204. e 19), Candida guilliermondii (Isola 20 e 21) eCandida glabrata (isolar 14). Para dez isola- 6. Rubio, M.C.; Gil, j.; de Ocariz, r.i.; Benito, r.; dos: Candida albicans ATCC 64548 e isolados Rezusta, r. (2003). Comparação dos resultados 2, 4, 5 e 6, Candida parapsilosis (isolar 10), obtidos por testes com três diferentes meios Candida glabrata ATCC 90030, Candida tro- de ágar e por NCCLS M27-método para In Vi- picalis (Isola, 16 e 17) e Candida krusei ATCC tro testes de fluconazol contra Candida spp. j. 6258, este óleo também mostrou boa atividade Clin. Microbiol., 41, 2665-2668. antifúngica (11-18mm). 7. Skocibusic, M.; Bezic, s.; Dunkic, v. (2006). Constatamos que de acordo com o fabricante Composição fitoquímica e atividades antimicro- dos discos nistatina, todos os 23 amostras de bianas dos óleos essenciais de Satureja subs- leveduras testadas eram sensíveis a nistatina picata VIS. crescendo na Croácia. Química de (diâmetro de inibição acima de 10mm). No en- alimentos, 96 20-28. tanto, o óleo das flores de c. officinalismostrou uma maior variabilidade entre os diferentes iso- 8. Gazim, Z.C.; Ferreira, G.A.; Rezende, C.M.; lados do que fez a nistatina, que variou entre Nakamura, C.V.; Dias Filho, B.P.; Cortez, D.A.G. 11 e 13mm.É possível que a gama mais vas- (2007).Identificação dos constituintes químicos ta no perfil de sensibilidade demonstrada pelo da fração volátil da Calendula officinalis produ- óleo de c. officinalis flores pode ser vantajosa, zida no Paraná.Horticultura Bras., 25, 118-121. porque estes estão amplamente disponíveis e demonstram um espectro de ação amplo con- 9. Sridhar, S.R.; Rajagopal, R.V.; Rajavel, r.; Ma- tra fungos patogênicos. Além disso, a resposta silamani, s.; Narasimhan, s. (2003). Atividade terapêutica humana a medicina não é uniforme, antifúngica de alguns óleos essenciais. J. Agric. como sugerido por ensaios in vitro com Nista- alimento Chem., 51, 7596-7599. tina. 10. Porter, N.G.; Wilkins l. a. (1999). Proprieda- REFERÊNCIAS des químicas, físicas e antimicrobianas de óle- os essenciais deLeptospermum desfontainesii 1. Ramos, a.; Edreira, a.; Vizoso, a.; Betancourt, e Kunzea ericoides. Fitoquímica, 50, 407-415. j.; López, M.; Décalo, m. (1988). Genotoxicida- de de extractos de Calendula officinalis l. j. Eth- nopharmacol., 61, 49-55. Fonte: 2. Della Loggia, r.; Tubaro, a.; Sosa, s.; Becker, http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ h.; Saar, St.; Isaac, m. (1994). O papel de tri- arttext&pid=S1517-83822008000100015&lng=en perpenoids na atividade tópica antiinflamatory &nrm=iso&tlng=en