Barroco

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Barroco

  1. 1. No Brasil Colonial, a presença dos jesuítasteve grande importância no processo dedisseminação do cristianismo católico nointerior da colônia. Não por acaso – visandoaperfeiçoar suas ações missionárias –, osjesuítas trouxeram da Europa as influênciasestéticas de cunho fortemente religioso quemarcaram o estilo barroco. Na maioria dasvezes, esse tipo de criação se manifestou naconstrução de igrejas e imagens religiosasque tomavam campo nos centros urbanos do país.
  2. 2.  Chegando ao Brasil, as construções de traço barroco se lançavam aos olhos de uma população mista formada por alfaiates, ambulantes, funcionários públicos, indígenas, escravos e vadios. Essa população, na maioria das vezes, só conseguia compreender o sentido dos valores religiosos afirmados pela catequese com a imponência de imagens ricas em que a complexa ornamentação pretendia reafirmar o caráter sagrado dos santos e templos religiosos.
  3. 3.  De forma geral, as obras e construções barrocas eram fabricadas a partir do uso de pedra-sabão, barro cozido e madeira policromada ou dourada. Além disso, existiu uma visível preocupação em se reproduzir movimentos de conteúdo dramático, o uso de linhas curvas, a preferência por construções de porte grandioso e o uso de um impacto visual capaz de chamar atenção dos apreciadores. O barroco tentou exprimir uma religiosidade de princípio medieval com a sofisticação da arte renascentista.
  4. 4.  Dentre os principais representantes dessa arte podemos destacar o escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, e o pintor Manuel da Costa Ataíde. Ambos viveram o auge do barroco no Brasil, na passagem do século XVIII para o XIX, promovendo um estilo próprio que tendeu a eliminar alguns dos excessos perceptíveis nas obras que tinham maior aproximação com o barroco desenvolvido no Velho Mundo.
  5. 5.  O valor educativo lançado à arte barroca é percebido na dinâmica dos elementos trabalhados em suas principais obras. A tensão entre o medieval e o renascentista pode ser observada no uso de imagens austeras combinadas com a sofisticação dos ornamentos. Paralelamente, os itens acessórios tinham um valor narrativo onde o observador poderia identificar um santo e sua história através do dragão de São Jorge; ou a chave dos céus carregada por São Pedro.
  6. 6. O aparecimento desses artistas no ambientecolonial indicava um período de relativaprosperidade material nas cidades e vilas quese enriqueciam graças aos recursos trazidospela exploração do ouro, a partir do séculoXVIII. Em muitos casos, essa nova situaçãofazia com que mulatos e outras figurasmarginalizadas do mundo colonialalcançassem prestígio ou um interessante meiode sustentação.
  7. 7.  Dessa maneira, podemos ver interessantes situações históricas por meio do desenvolvimento de tal arte no Brasil. Uma das mais intrigantes se remete à formação de um mercado consumidor dessa arte de caráter fortemente religioso. As irmandades, igrejas e particulares eram os principais consumidores das construções arquitetônicas e imagens barrocas. Atualmente, o barroco possui grande valor histórico e estético e tem a maioria de suas obras concentradas em regiões do interior mineiro e no Nordeste.
  8. 8. O Barroco Mineiro nasceu mestiço como seuscriadores, filtrando influências de várias partesde Portugal e do Brasil. Muitas vezes seuesplendor se esconde no interior das pequenasigrejas de paredes de taipa, quadradas ebrancas, revelando-se com impacto quando seabrem as portas. É o que acontece, porexemplo, na Igreja de Nossa Senhora doÓ, em Sabará, ou na Capela do PadreFaria, em Vila Rica, e em várias outrasconstruções da primeira metade do séculoXVIII.

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