Opec 4 Batista

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Opec 4 Batista

  1. 1. Educação a Distância e as novas clivagens educacionais BATISTA, Wagner Braga. In: Educação a Distância e as novas clivagens educacionais. Revista PUC Viva . Ano 6. n. 24. jul. a set. 2005. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – APROPUC. p. 5-19.
  2. 2. Introdução <ul><ul><li>O artigo examina os limites e as possibilidades da EaD , impulsionada pela economia de mercado e pela inspiração liberal . </li></ul></ul><ul><ul><li>EaD e privatização. </li></ul></ul><ul><ul><li>EaD e economia de mercado – corporações transnacionais constituindo redes de ensino de alcance global, de modo a afetar os países periféricos e as peculiaridade educacionais e culturais dos povos latino-americanos. </li></ul></ul>
  3. 3. Introdução <ul><ul><li>Modelo liberal – educação como recurso instrumental. Educação e capital humano. </li></ul></ul><ul><ul><li>Disseminação de investimentos especulativos e do trabalho improdutivo – educação colada em tendências do capital financeiro. </li></ul></ul><ul><ul><li>Decorrências – cursos prescritivos, embasados na lógica das competências. </li></ul></ul>
  4. 4. Introdução <ul><ul><li>Aspectos controversos da EaD: </li></ul></ul><ul><ul><li>Quando empregada por políticas sociais, pode ampliar e melhorar a educação pública. </li></ul></ul><ul><ul><li>EaD e a restauração das clivagens educacionais e sociais : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>de um lado, ensino corporativo, sofisticado e privatizado destinado às elites; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>de outro, ações supletivas e compensatórias, programas educacionais aligeirados e de baixa qualidade (ex: formação professores da educação básica). </li></ul></ul></ul>
  5. 5. Educação e concentração econômica <ul><ul><li>Educação e concentração econômica : </li></ul></ul><ul><ul><li>EaD e desenvolvimento técnico-científico como panacéia à superação das disparidades sociais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Difusão desigual das TIC e ampliação do fosso entre países centrais e periféricos. </li></ul></ul>
  6. 6. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>Educação e mistificação tecnológica : </li></ul></ul><ul><ul><li>Falácia – problemas estruturais e sistêmicos são corrigidos com programas ou projetos focalizados. </li></ul></ul><ul><ul><li>Incorporação acrítica das TIC e aprofundamento das desigualdades sociais. </li></ul></ul>
  7. 7. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>Modernização conservadora de FHC – educação como veículo de promoção política, capitalizando indicadores quantitativos sem lastro pedagógico. </li></ul></ul>
  8. 8. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>“ Não podemos desprezar oportunidades de acesso às novas tecnologias, nem tampouco deixar de aplicá-las intensivamente na educação. Contudo, a adoção de tecnologias deve ser criteriosa. Pressupõe diagnóstico e planejamento eficazes que não distorçam os problemas educacionais em questão. Suportes técnicos não são tábuas de salvação. Não asseguram padrões de qualidade para a educação. Implementos técnicos não devem estar dissociados de concepções pedagógicas consistentes”. ( ibid ., p. 9). </li></ul></ul>
  9. 9. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>Em favor da modernização instrumental , desde que se despoje do ensino prescritivo e de um sistema educacional que reproduz relações assimétricas. Ao contrário, que considere o ambiente socioeconômico e cultural existente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Alerta : intervenções tópicas podem comprometer a natureza, o sentido e o alcance das políticas educacionais. </li></ul></ul>
  10. 10. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>“ Em nome da modernização do ensino, projetos de EaD têm servido para falsear padrões educacionais, para aligeirar a formação de professores, para legitimar contratos de provisão de tecnologias, de equipamentos e de programas em franco descompasso com a realidade socioeconômica e com as aptidões dos usuários” ( ibid ., p. 10). </li></ul></ul>
  11. 11. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>Fusão de empresas transnacionais e intervenção em mercados periféricos : tecnologias sofisticadas importadas de países centrais ou comercializada por corporações transnacionais aumentam a relação de dependência tecnológica e financeira. </li></ul></ul>
  12. 12. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>Aumento do poderio da indústria cultural , mediante fusão de empresas de comunicação, de entretenimentos, de publicidade e de educação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Algumas ações nefastas : </li></ul></ul><ul><ul><li>- Pasteurização de métodos e conteúdos pedagógicos, incorporação do ensino prescritivo, substituição de professores por técnicos de informática... </li></ul></ul>
  13. 13. Educação e mistificação tecnológica <ul><ul><li>Expansão da EaD nos anos de 1990 : sedimentação da comercialização do ensino, servindo como lobbies de interesses privados em instâncias governamentais. </li></ul></ul>
  14. 14. Aspectos controversos da EaD <ul><ul><li>“ A excessiva abrangência, a diluição de conceitos fundamentais, a volatilidade das relações pedagógicas e a eliminação de requisitos sobre os quais se firmava a educação presencial provocam a desfiguração do sistema educacional, de instituições de ensino e da educação escolar, em franco benefício da comercialização do ensino com padrões de qualidade deficientes” ( ibid ., p. 12) </li></ul></ul>
  15. 15. Aspectos controversos da EaD <ul><ul><li>EaD – prevalência da operacionalidade técnica sobre o método pedagógico. </li></ul></ul><ul><ul><li>EaD – restauração do comportamentalismo e do ensino prescritivo . </li></ul></ul><ul><ul><li>Caráter instrumental da EaD – ação supletiva na formação de educadores. </li></ul></ul><ul><ul><li>EaD – legitimada pelo Estado. </li></ul></ul>
  16. 16. Aspectos controversos da EaD <ul><ul><li>EaD – pode melhorar a rede pública, mas têm contribuído para promover interesses restritos e a privatização do ensino. </li></ul></ul><ul><ul><li>Caráter instrumental da racionalidade comunicativa. Ideologia da globalização – capitaliza a racionalidade comunicativa e difunde a cultura consensual e multilateral, em favor da melhoria das condições de trabalho e da qualidade educacional. </li></ul></ul>
  17. 17. Aspectos controversos da EaD <ul><ul><li>Concepções ultraliberais – ensino prescritivo e pragmático, capital humano, empreendedorismo, desenvolvimento de competências, apoiada na pujança das redes de conhecimento instauradas pela telemática. </li></ul></ul><ul><ul><li>Expansão das empresas transnacionais sobre o âmbito educacional. </li></ul></ul><ul><ul><li>Educação compensatória reforçada por programas assistencialistas, mediante consórcio entre Estado, agências multilaterais, ONGs e empresas privadas. </li></ul></ul>
  18. 18. Questões para discussão <ul><ul><li>Em que medida a EaD se reveste de um caráter ambíguo? </li></ul></ul><ul><ul><li>Qual a relação entre a expansão da EaD e a globalização? </li></ul></ul><ul><ul><li>A partir das considerações de Batista, quais os aspectos positivos que devem mobilizar as ações de EaD? </li></ul></ul><ul><ul><li>A partir das considerações de Batista, quais os aspectos negativos que devem ser refutados nos programas de EaD? </li></ul></ul>

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