Comunidades virtuais de práticas

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Aula ministrada na Fundação Universa/DF no curso de Gestão de Conhecimento.

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Comunidades virtuais de práticas

  1. 1. COMUNIDADESVIRTUAIS DE PRÁTICA: Uma abordagem da gestão do conhecimento empresarial
  2. 2. @daniladourado › Doutoranda e mestre em comunicação digital pela Universidade Carlos III de Madri › Pesquisadora dos novos modelos de negócios das mídias sociais › Co-organizadora do ebook #MídiasSociais: Perspectivas, tendências e reflexões ›  Gerente de Planejamento e Operações da Moringa Digital
  3. 3. CONCEITOS E APLICAÇÕES EMPRESARIAIS1
  4. 4. Comunidade Comunidade como uma REDE DE RELAÇÕES SOCIAIS, que pode estar fundamentada em um território (uma cidade), em interesses comuns (associações, clubes), ou em CARACTERÍSTICAS COMUNS de seus membros (colegas de trabalho), o que pressupõe uma definição de interação humana. ARCE  E  PÉREZ  (2001)
  5. 5. Comunidade |evolução O termo “comunidade” sugere ações inteligentes de COOPERAÇÃO ENTRE PESSOAS com uma variedade de habilidades diferentes, necessidades e visões do mundo, permitindo que haja uma DIVERSIDADE CULTURAL onde pessoas são avaliadas pelas suas diferentes contribuições. STEVENSON  (2002)
  6. 6. Tipos de comunidade •  Comunidades de interesse A comunidade de interesse é um agregado de pessoas reunidas em torno de um tema de interesse comum. Ex: alt.support.diabetes.kids
  7. 7. Tipos de comunidade •  Comunidades de interesse orientadas a objetivos comunidades que surgem com o intuito de realizar um projeto, visando ao atendimento de uma necessidade específica ou à resolução de um problema, e cujos participantes não são agregados de forma aleatória. Linux é um bem digital de domínio público resultante do objetivo de desenvolver um sistema operacional gratuito e de código aber to para c o m p u t a d o re s p e s s o a i s baseado no Unix, por meio do trabalho voluntário de engenheiros de sistemas e programadores de todo o mundo.
  8. 8. Tipos de comunidade •  Comunidades educacionais Uma comunidade educacional é constituída por alunos de uma mesma classe, de uma mesma instituição ou geograficamente dispersos.
  9. 9. Conceito CoPs “Comunidades de prática são grupos de pessoas que COMPARTILHAM uma preocupação, um conjunto de problemas ou uma PAIXÃO por um tópico e que aprofundam seu conhecimento e especialização nesta área pela INTERAÇÃO em uma base continuada”. WENGER; McDERMOTT; SNEIDER, 2002, p. 4
  10. 10. CoPs x Equipe •  Equipes são orientadas a tarefas •  Desintegram-se após cumprir suas metas •  Equipes tem corpo de membros estáticos •  Equipes são orientadas a resultados, não necessariamente a aprendizagem
  11. 11. Características #1 | UM DOMÍNIO: assunto foco de interesse; #2 | A PRÓPRIA COMUNIDADE: interação e construção de relacionamentos em torno do domínio; #3 | A PRÁTICA: é necessário que exista uma prática e não apenas um interesse que se compartilhe. Assim, as pessoas aprendem juntas como fazer as coisas pelas quais se interessam.
  12. 12. Domínio: Contabilidade #1 Comunidade: 1.991 membros #2
  13. 13. Prática: Discussão sobre problemáticas e técnicas contábeis #3
  14. 14. Porque participar? •  Para FAZER PARTE DA ‘COMUNIDADE’, se engajando na troca de ideias e soluções. •  Seus membros se interessam não simplesmente pelos fórums de perguntas e respostas, mas apreciam o DIÁLOGO ON-LINE, O DEBATE E DISCUSSÃO EM TORNO DE ASSUNTOS DE INTERESSE. •  As pessoas sentem que a comunidade dá ACESSO AO CONHECIMENTO e não somente a informação, se tornando um valioso local para receber feedback de ideias e soluções. •  Esta característica de troca cria o EFEITO DE ‘SINERGIA’, onde a ideia final é melhor do que a contribuição de apenas um indivíduo.
  15. 15. Participação efetiva (1)  Perceber o valor gasto de esforço requerido; (2)  Estar confortável com a mídia e ter confiança nela; (3)  Estar confortável e ter confiança com o instrutor (ou facilitador) e seus colegas colaboradores; e (4)  Sentir como se eles estivessem inseridos numa rica e atraente experiência de recompensa social.
  16. 16. CRIAÇÃO, MEDIAÇÃO E GESTÃO2
  17. 17. Etapas CoPs 1 PLANEJAR 2 CRIAR 3 POVOAR 4 DESENVOLVER 5 MEDIR 6 GERIR 7 AVALIAR
  18. 18. Criação COMUNIDADEVIRTUAL ESTRATÉGIA DE FOMENTO DA COMUNIDADE GESTÃO DA COMUNIDADE APROPRIAÇÃO DA COMUNIDADE PELOS USUÁRIOS TECNOLOGIA UTILIZA PERMITE MOTIVA E ORGANIZA ORIENTA
  19. 19. Estratégia de fomento •  Desenvolver as REGRAS DE PARTICIPAÇÃO para a comunidade; •  Permitir tanto a criação de comunidades centralizadas como descentralizadas: podendo oferecer ambientes de comunidade predefinidos (com conteúdo focado, lista de indivíduos, ferramentas de colaboração, etc.) que sejam planejados cuidadosa, central e estrategicamente; •  DESENVOLVER MAPAS DE ESPECIALIZAÇÃO (que podem incluir bancos de dados com listas e descrições das competências) e garantir que os perfis dos usuários estejam detalhados, precisos e atualizados (o que ajuda a fomentar conexões e eleva o nível necessário de confiança entre os participantes); •  Reconhecer e identificar DIFERENTES NÍVEIS DE PARTICIPAÇÃO, tanto quantitativa quanto qualitativamente;
  20. 20. Níveis de participação GRUPO NUCLEAR: pequeno grupo no qual a paixão e o engajamento energizam a comunidade; ADESÃO COMPLETA: membros que são reconhecidos como praticantes e definem a comunidade; PARTICIPAÇÃO PERIFÉRICA: pessoas que pertencem à comunidade mas com menos engajamento e autoridade, talvez pelo fato de serem novatos ou por não terem muito compromisso pessoal com a prática; PARTICIPAÇÃO TRANSACIONAL: pessoas de fora da comunidade que ocasionalmente interagem com a mesma para receber ou prover um serviço sem tornar-se efetivamente um membro; ACESSO PASSIVO: grande número de pessoas que tem acesso ao que é produzido pela comunidade, como suas publicações, seu website ou suas ferramentas. 1 2 3 4 5
  21. 21. Gestão e mediação •  MANTER OS USUÁRIOS MOTIVADOS: envolve alertar os usuários sobre eventos, lembrá-los dos benefícios da comunidade, das regras de participação e convidar ausentes para contribuir, caso percebam que sua participação possa elevar o nível das discussões. Também é importante saudar, treinar e atualizar novos membros; •  LIDERAR PELO EXEMPLO: a participação frequente dos líderes de comunidade nas atividades desta pode promover níveis mais altos de participação entre seus membros; •  ESTABELECER UM SENTIMENTO DE IDENTIDADE PARA A COMUNIDADE: que pode ser criado pelo estabelecimento de um propósito claro, por metas e objetivos específicos e pelo desenvolvimento e fomento de uma história para a comunidade. Além disso, é interessante criar um esforço forte de mensagem e marca para lembrar os membros de sua afiliação e promover os objetivos e valores da comunidade;
  22. 22. •  PROMOVER OS SUCESSOS DA COMUNIDADE: na medida em que os membros da comunidade são voluntários e que devem ser encorajados e não forçados a participar, promover os sucessos da comunidade auxilia na motivação de seus membros e funciona como anúncio para participantes em potencial que ainda não entraram para a comunidade; •  CRIAR EVENTOS ESPECIAIS: promovem marcos importantes e são um bom motivo para as pessoas se reunirem e estabelecerem comunicações sincronizadas; •  MONITORAR O NÍVEL DE ATIVIDADE E SATISFAÇÃO: líderes ativos monitoram as estatísticas sobre o nível de participação dos usuários, as áreas de conteúdo mais procuradas e visitadas, a frequência das contribuições, fazem pesquisas online e offline periodicamente para compreender as necessidades e os níveis de satisfação dos usuários, permitindo guiar ações para as causas dos problemas ocasionais e/ou diminuição na participação. Gestão e mediação
  23. 23. Tipos de membros COORDENADOR:     o  mais  importante   papel  que  se  pode   atribuir;   BIBLIOTECÁRIO:   alguém  que  se   responsabiliza  pelos   documentos;   PERITO:     também  é  um  papel   importante,  na   medida  em  que   permite  à   comunidade  estar  na   linha  de  frente,  não  se   restringindo  a  apenas   um  grupo  de   principiantes;   CORRETORES:   pessoas  que   pertencem  a  duas  ou   mais  comunidades  e   que  criam  uma   ligação  entre  ambas;   NÚCLEO  CENTRAL:   grupo  de  pessoas  que   estejam   realmente  envolvidas,   que  dêem  energia  à   comunidade  e  que  a   mantenha  viva. L u v ,]
  24. 24. Santander h<p://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=k6muZG01DxE    
  25. 25. Santander h<p://www.caminhoseescolhas.com.br/    
  26. 26. RECURSOS TECNOLÓGICOS DE APOIO3
  27. 27. Recursos típicos 1. Home page – informações – domínio - atividades 2. Espaço para conversação (discussões on-line) 3. Recurso para questões em aberto 4. Diretório dos membros com alguma informação sobre suas áreas de experiência no domínio 5. Espaço de trabalho compartilhado para colaboração eletrônica síncrona, discussão ou encontro 6. Repositório de documentos – BC 7. Search Engine – BC 8. Ferramentas para Gestão 9. Possibilidade de subgrupos / equipes de projeto
  28. 28. Plataformas › Site que possibilita a criação de redes sociais customizadas .
  29. 29. Plataformas
  30. 30. Plataformas
  31. 31. ›  Mídia Social de compartilhamento de slides, textos e/ou qualquer documento em formatos ppt, pptx, odp, pdf, keynote. Plataformas
  32. 32. ›  Pessoas compartilham livros que estão lendo e/ou lendo. Adicionam informações sobre as publicações, discutem sobre literatura, recomendam, levantam questionamentos sobre a leitura, etc. Plataformas
  33. 33. Plataformas
  34. 34. Plataformas
  35. 35. ›  Fiat Uno - A Fiat criou um perfil no Formspring.me para responder perguntas sobre o novo Uno. As perguntas podem ser enviadas em três idiomas: inglês, espanhol e português. Em maio de 2010, o canal recebeu cerca 5.400 perguntas que foram respondidas por uma equipe selecionada especialmente para o canal. #FAIL: Um internauta questionou a falta de modelos cor de rosa, um interesse de sua namorada. Em seguida, recebeu a seguinte resposta: “Chegamos a conclusão que rosa é cor de são paulino, por isso preferimos fazer entre outras o Vermelho Alpine, Amarelo Citrus, Azul Búzios e Azul Splash. Certeza que ela não vai nem lembrar que rosa existe quando ver estas cores incríveis”. A publicação repercutiu nas mídias sociais, o que fez a equipe publicar um texto no Formspring pedindo desculpas a quem eventualmente tenha se sentido ofendido. Plataformas
  36. 36. MELHORES PRÁTICAS E ESTUDOS DE CASO 4
  37. 37. Comunidade dos amarelinhos http://www.youtube.com/watch?v=tkYvUZwov0c
  38. 38. Cidade Virtual: Eluxcity h<p://www.v2.eluxcity.com.br/    
  39. 39. Comunidade empresas h<p://www.comunidadeempresas.com.br/    
  40. 40. Referências h<p://www.comunidadeempresas.com.br/     Abreu,Aline & Duarte, Donária. Comunidades De Prática E ComunidadesVirtuais: Ferramentas Estratégicas Para A Gestão Do Conhecimento, 2008. Balian, Márcio & Carvalho, Credic. ComunidadesVirtuais de Práticas (CoPs), 2005. PaperCliQ.Web 2.0, Comportamento , Organizações e Mídias Sociais, 2011. PaperCliQ. Co-Criação, Crowdsourcing e Social Commerce, 2011. Storch, Sergio. Estrutura e estratégia em comunidades virtuais de aprendizagem: o papel da gestão de conteúdo, 2005. Szabó, Inácio & Silva, Rubens. Um estudo sobre a classıfıcação de comunıdadesVirtuais proposta por Henri e Pudelko, 2007.
  41. 41. #Thanks

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