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escolar/jogo-como-elo-cultura-663174. shtml> Acesso em:
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  1. 1. 194 1. INTRODUÇÃO A matemática é vista por muitos, ainda hoje, como uma disciplina que impõe dificuldades no processo ensino- aprendizagem. Essa visão tem sido expressa por alunos, professores, pais e a sociedade. De um lado, percebe-se a incompreensão e a falta de motivação em relação aos conteúdos matemáticos ensinados nas salas de aula, e do outro, está o professor que deixa de atingir os resultados mais satisfatórios no ensino da disciplina. O processo ensino aprendizagem das crianças na disciplina de Matemática começa mesmo antes delas irem à escola, por essa razão o ensino da Matemática precisa ser trabalhado de forma diferenciada para que o aprendizado ocorra com mais frequência. Segundo Golbert (2002) é preciso reconhecer que os processos de aprendizagem da matemática e do pensamento matemático, são provenientes do meio social. A criança elabora dinamicamente a compreensão de conhecimentos matemáticos, conforme ela interage no grupo no coletivo da sociedade e da na sala de aula. O tema escolhido prioriza saber como ocorre o ensino aprendizagem da Matemática nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, uma vez que essa área de conhecimento está presente no cotidiano das pessoas. Como desenvolver atividades Matemática, de modo que envolvam as crianças em período de alfabetização, de forma mais natural e elas venham a gostar da disciplina? Esse é um dos desafios a serem enfrentados por muitos profissionais que atuam nesses anos iniciais do Ensino Fundamental. Na tentativa de encontrar respostas aos desafios encontrados nas experiências pré-profissionais é que foram realizadas pesquisas bibliográficas para a busca de rumos que possam direcionar o trabalho com a disciplina de matemática, nesse primeiro ciclo de aprendizagem do Ensino Fundamental. É importante destacar que a matemática é considerada por muitos como uma matéria complexa e de difícil aprendizagem. Por isso existe uma grande rejeição por parte de adultos e crianças. O estudo desenvolvido Interdisciplinar: Revista Eletrônica da UNIVAR http://revista.univar.edu.br ISSN 1984-431X Ano de publicação: 2014 N°.:11 Vol.:1 Págs.:194 - 199 ENSINO APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA Liliane Alves Madureira Ribeiroo1 Maria Bernadete Pozzobom Costa2 RESUMO: Ensinar e aprender Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental tem sido um dos desafios a ser enfrentado no cotidiano das escolas. O artigo busca compreender o processo de ensino aprendizagem de Matemática, de forma que a criança, em fase de alfabetização, tenha prazer em desenvolver atividades propostas nas aulas de Matemática. A organização do estudo utilizou-se de pesquisa exploratória tendo como base de investigação a técnica de questionário e estudo bibliográfico. Identificou-se desenvolvimento de atividades matemáticas que motivam e estimulam o aluno, porém há necessidade de intenções educativas. As atividades lúdicas poderiam ser usadas nas aulas de Matemática de forma intencional. Palavras-chave: Matemática, ensino, aprendizagem, lúdico. ABSTRACT: Teach and learn math in the early years of elementary education have been one of challenges to be faced everyday of schools. The article seeks to comprehend the processo of teaching and learning of math , so that child, in phase literacy, have pleasure developing activities proposals in the math lessons. The organization of survey and study Bibliografies, indentified the developing of activities math that motivate and estimulate the student, but have need of intentions educational. The activities lucid can be used in the class of math intentionally Keywords: Math, teaching, learning, ludic 1 Acadêmica do 4º ano do Curso de Pedagogia das Faculdades Unidas do Vale do Araguaia – UNIVAR. - lilianemadureira29@hotmail.com 2 Orientadora do Trabalho de Conclusão de Curso em forma de Artigo. Graduação em Pedagogia pelas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia. Especialização Lato Sensu em Metodologia e Didática-UFMT. Professora nas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia. e-mail bernadete@univar.edu.br
  2. 2. 195 buscou a compreensão do processo ensino aprendizagem que possa ajudar a criança a desenvolver o gosto pela matemática que contribui para o desenvolvimento da aprendizagem, superando barreiras nessa área de conhecimento. 2. OS CONHECIMENTOS E AS APRENDIZAGENS MATEMÁTICAS De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática (2000), a criança quando vai para escola ela já possui uma bagagem de conhecimento matemático, que se construiu no seio familiar e no meio social que ela vive. Um conhecimento simples de números, de medidas e de espaço. O professor, nesse primeiro ciclo de aprendizagem, deve usar esse conhecimento para desenvolver e aprofundar nos conteúdos. O conhecimento que o aluno traz de sua vivência precisa ser diagnosticado e a partir daí o professor proporcionar a construção de novos saberes. Esses por sua vez estarão embasados nos anteriores, possibilitando que o aluno faça conexão com que sabe e com o novo conteúdo. Dessa forma, ele terá uma aprendizagem com mais significado. (PCN-MATEMÁTICA, 2000). É de fundamental importância que o ensino e a aprendizagem da criança nesta fase escolar sejam pautados numa dinâmica que valorize a socialização dela, uma vez que chega a escola com algumas práticas egocêntricas, principalmente no primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Sendo assim, cabe ao professor a orientação para o compartilhamento do conhecimento, para o trabalho em grupo, para a expressão oral que contribuem para torná-la um ser socializado. Nesta perspectiva, os objetivos da Matemática, do primeiro ciclo de aprendizagem escolar, necessitam ser direcionados considerando a importância de alguns aspectos relevantes para a criança nesse período o construir e o reconhecer os números naturais dentro do seu contexto de vida, explorando situações do seu dia que envolva medidas, contagem e códigos numéricos. E, ainda, levar o aluno a compreender que a matemática está presente no mundo à sua volta, percebendo a ligação entre as informações matemáticas com as outras disciplinas utilizando conhecimentos, formas de raciocínio e meios de comunicação matemáticas. (PCN-MATEMÁTICA, 2000). Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (2000), os conteúdos a serem desenvolvidos no primeiro ciclo do Ensino Fundamental devem contemplar o estudo dos números e das operações, no campo da álgebra e da aritmética; da geometria no estudo do espaço e das formas; das medidas e do tratamento da informação. Esses conhecimentos devem ter objetivos claros, para o seu alcance, ao serem trabalhados como conteúdo. A proposta é de que os números sejam trabalhados de modo bem simples. Dando ideia de quantidade. Eles estão presentes em códigos de objetos como em placa de carro, números de telefones, entre outros. Temos ainda os números que dão ideia de posição, sendo que estes o professor precisa partir de situações do dia a dia da criança para que possa construir conhecimentos sobre eles. Pelos estudos realizados, percebe-se que o problema com a matemática surge a partir da resolução das operações fundamentais. Para o início da utilização das operações a proposta é de que o professor utilize de situação problema do cotidiano dos alunos. O primeiro ciclo tem, portanto, como característica geral o trabalho com atividades que aproximem o aluno das operações, dos números, das medidas, das formas e espaços e da organização de informações, pelo estabelecimento de vínculos com os conhecimentos com que chega á escola. Nesse trabalho, é fundamental que o aluno adquira confiança em sua própria capacidade para aprender Matemática explore um bom repertorio de problemas que lhe permitam avançar no processo de formação de conceito. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE MATEMÁTICA 2000, p.70). A principal característica do processo de ensino e aprendizagem da criança do primeiro ciclo é a aproximação dela com o conteúdo a ser trabalhado. Dessa forma, usa o que esta já sabe desenvolvendo o sentimento de confiança para que a criança possa desenvolver sua atividade sem temor, pois ela é capaz desde que essa proximidade a estimule para tal ação. O aluno precisa fazer uma ligação dos conteúdos que estuda na escola com os conhecimentos de seu cotidiano como para medir usando instrumentos adequados e formais ou os informais como um pedaço de barbante, de madeira, de papel, dentre outros. Mas para o conhecimento escolar do aluno são apontados alguns caminhos que podem ser utilizados para o ensino aprendizagem das crianças na primeira etapa do Ensino Fundamental. Dentre eles podemos lançar mão dos jogos, resolução de problemas. 2.1 OS JOGOS NAAPRENDIZAGEM DA CRIANÇA As aprendizagens são variadas e vão se ampliando conforme os conhecimentos vão sendo apreendidos. Lima (2005, p.32) diz que as crianças aprendem “a partir das comparações, das discussões, dos questionamentos, das criações, das socializações” que oportunizam a reflexão sobre as aprendizagens e dessa forma, elas ampliam-se. Campos, afirma que (2010, p. 13) “Na vida humana a aprendizagem se inicia com o nascimento, ou até antes e se prolonga até a morte”. A criança desde o nascimento e a vida toda passa pelo processo de aprendizagem. Segundo Lino Macedo (2012), quando os conteúdos são mais importantes na aprendizagem, os jogos ficam no escanteio. Já quando a aprendizagem está em primeiro lugar os jogos são parceiros nas ações pedagógicas. Nos jogos o professor precisa estar do lado das crianças e
  3. 3. 196 deixar bem claro as regras. Assim a aprendizagem irá ocorrer melhor, pois não há aprendizagem só através de livros didático ou da fala do professor. A aprendizagem ocorre principalmente através do lúdico, pois fazem parte da vivência da criança que pode inventar construir e imaginar coisas diferentes. O importante é que as regras do jogo precisam ser passadas para serem respeitadas e seguidas. O jogo é importante para que a criança desse ciclo se socialize e para que saibam que pode ganhar ou perder, pois na vida não ganhamos sempre. Os jogos podem trazer o desenvolvimento de conteúdos matemáticos. Como os que os alunos devem anotar a pontuação para depois somá-la. Ainda, os que devem resolver as operações propostas em uma trilha para chegar ao final do percurso primeiro, dentre muitos outros como os que desafiam o aluno a encontrar uma resposta coerente. 2.2- LER E APRENDER MATEMÁTICA Segundo Smole (2001), os alunos possuem dificuldades em ler e interpretar problemas ou exercícios de Matemática por possuírem dificuldades na leitura. Para a resolução de exercícios, em qualquer disciplina, é preciso fazer uma boa leitura e interpretação. As escolas precisam formar leitores fluentes, pois para exercermos a cidadania é preciso saber ler matematicamente também, pois o mundo ao qual se vive é letrado. A escola de Ensino Fundamental, principalmente o primeiro ciclo, precisa estar instigando a leitura aos alunos, colocando-os para a pesquisa de respostas. Dessa forma, a autora afirma que a escola estará contribuindo para a formação da pessoa mais crítica, que busca sempre outra resposta e não aceito tudo já formado como se houvesse um só meio de resolver uma situação problema. Ainda, que essas considerações: Levam-nos a considerar que os alunos devem aprender a ler matemática e ler para aprender matemática durante as aulas dessa disciplina, pois para interpretar um texto matemático, o leitor precisa familiarizar-se com a linguagem e os símbolos próprios desse componente curricular, encontrando sentimentos no que se lê, compreendendo o significado das formas escritas que são inerentes ao texto matemático, percebendo como ele se articula e expressa conhecimentos. (SMOLE, 2001, p.71). Muitas pessoas pensam e acreditam que a Matemática não exige leitura e interpretação. Entendem-na como simplesmente pegar o lápis e resolver as continhas sem mesmo ler o enunciado da questão. Portanto, é preciso ler e interpretar o problema, tentar resolvê-lo, comparar com o resultado com os dos colegas e a forma que se procedeu para a resolução deles e explicar aos colegas os caminhos percorridos de como encontrou a resposta. 3. MATERIAIS E MÉTODOS Para o trabalho realizou-se pesquisa bibliográfica tomando por base os Parâmetros Curriculares Nacionais e outros autores. Como técnica de pesquisa utilizou-se de questionário. Caracterizou-se como pesquisa exploratória uma vez que segundo Severino (2007, p. 123) “A pesquisa busca apenas levantar informações sobre um determinado objetivo, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as condições de manifestação desse objeto com o método quanti-qualitativo”. 3.1 AMOSTRAGEM O estudo de pesquisa se caracterizou pela utilização dos instrumentos de observação durante os estágios no curso e de questionários com dez questões respondidos por doze professoras do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal “Professora Elizabete Sanchez Lacerda” da Cidade de Barra do Garças- MT. Essa escola tem doze turmas do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. O trabalho realizado abordou pesquisa bibliográfica que segundo Lakatos (2011) faz-se um levantamento de referências bibliográficas já publicadas, em forma de livros, revistas, artigos científicos, já publicados por meio de registros escritos e impressos. Como técnica de pesquisa utilizou-se de observação em sala de aulas das ações pedagógicas do professor titular das turmas, durante os estágios e de questionários aplicados em professores do primeiro ciclo Ensino Fundamental, na escola Municipal “Professora Elizabete Sanchez Lacerda”, localizada na cidade de Barra do Garças, MT. Para Gil (2010 p. 129) a observação “se caracteriza pelo contato direto do pesquisador com o fenômeno estudado, com a finalidade de obter informações acerca da realidade vivenciada pelas pessoas em seus próprios contextos.” e esse mesmo autor afirma que o entendimento da técnica de questionário é “um conjunto de questões que são respondidas por escrito pelo pesquisado” (2010, p. 102). O questionário foi o principal instrumento de pesquisa. Era composto de questões objetivas sendo que da primeira a sétima eram de múltipla escolha e ateve-se em saber das professoras o tempo de serviço, como avaliam os alunos, que metodologias e recursos utilizam em suas aulas, disciplina que mais gostam de trabalhar, e o objetivo mais priorizava no ensino aprendizagem dos alunos. As questões restantes deveriam marcar sim, não, às vezes. Essas questões apontavam a opinião das professoras quanto ao trabalho com a realidade dos alunos, se eles têm dificuldade de aprender matemática, se trabalhar com o lúdico nas aulas de matemática a criança demonstra mais prazer e se com o lúdico a criança tem mais dificuldade em resolver as questões propostas. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A obtenção dos resultados e a discussão da
  4. 4. 197 pesquisa englobam observações realizadas durante os estágios do curso e a de coleta de dados no formato de questionário. De acordo com a pesquisa os professores responderam da forma como se apresenta a seguir considerando as questões propostas. Nas observações foi possível constatar que as professora não utilizam de recursos pedagógicos, ficam presos no livro, quadro e giz. Essas possuem domínio de conteúdo e procura esclarecer todas as dúvidas surgidas, maneja com habilidade as técnicas de ensino e seleciona as mesmas com objetivos e o conteúdo programado. Proporciona a participação ativa dos alunos, estimulando o desenvolvimento de pensamento e atitude dos mesmos. Quando questionados sobre o tempo de magistério, obteve-se como resposta que 58.4% tem entre 15 e 25 anos de serviço e 25% entre 10 e 15 anos de trabalho nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Observa-se que a maioria tem experiência profissional nessa etapa de ensino. Tabela 1: Modo de trabalhar com matemática nas aulas Número de professores % Jogos e exercícios no caderno e folha. 3 25 Livro didático e atividades escritas no caderno. 2 16,6 Resolução de problemas 1 8,4 Anularam 6 50 Total 12 100 Quanto à forma de trabalhar com Matemática em sala de aula houve destaque para o trabalho com jogos e exercícios escritos no caderno e em folha. Metade dos professores anulou a questão apontando todas as alternativas. Apenas 8.4% trabalham com resolução de problemas. Segundo Schneider (2007), os jogos pedagógicos devem ser usados de forma diferenciada, antes mesmo de desenvolver um novo conteúdo. Dessa forma, a autora acredita estar despertando o aluno ao aprendizado. O professor deve estimular com o jogo o pensar dos seus alunos, indagando se a resposta é aquela mesmo. Não é papel de o professor dar respostas. Kishimoto (2009, p. 24) afirma que “muitos profissionais devem aprender a diferenciar os tipos de jogos, não só como brincadeira, mas como recurso de ensino, dando o verdadeiro valor a esta importante ferramenta de ensino”. O PCN de Matemática traz como proposta de trabalho a resolução de problemas como uma atividade de “orientação para a aprendizagem, pois proporciona o contexto em que se pode apreender conceitos, procedimentos e atitudes matemáticas.” ( 2000, p.44). Tabela 2: Recursos de ensino mais utilizados nas aulas; Números de professores % Livro, caderno, papel sulfite, lápis, quadro. 6 50 Material concreto disponível no próprio ambiente. 2 16,6 Utilizam mais de dois recursos 3 25 Assinalaram todas as alternativas 1 8,4 Total 12 100 Sobre os recursos de ensino mais utilizados nas aulas de matemática, observa-se que metade dos professores marcou que utilizam livros, caderno, papel, lápis e quadro. Percebe-se que a metade dos professores é mais tradicional na utilização de recurso de ensino nas aulas de matemática. Destaca-se que “conhecer diversas possibilidades de trabalho em sala de aula é fundamental para que o professor construa sua prática.” (PCN Matemática, 2000, p. 42). No questionamento sobre o objetivo que priorizam no processo Ensino e aprendizagem das crianças nessa etapa de ensino, 33,3% dos professores apontaram que tem como objetivo principal desafiar os alunos à resolução e também 33,3% dos professores afirmou estimular o gosto pelas atividades matemática utilizando de atividades lúdicas. Segundo o PCN Matemática (2000) as ações de ensino aprendizagem devem ser planejadas, uma vez que há objetivos propostos a alcançar. E ao professor cabe traçar o rumo do seu trabalho tendo por base os objetivos e os conteúdos como guias. Com relação à preferência e facilidade em trabalhar as disciplinas do currículo, 50% dos professores apontou para mais de uma disciplina e 25% marcou matemática. Esse percentual demostra que a Matemática não é uma disciplina rejeitada por esses professores e 91.6% concordam em trabalhar a matemática a partir da realidade do aluno. Tabela 3: Dificuldade de aprendizagem de Matemática. Números de professores % Às vezes os alunos possuem dificuldades na a disciplina. 5 41,7 Não tem dificuldades na disciplina. 5 41,7 Possui dificuldade 2 16,6 Total 12 100 Quanto às dificuldades do aluno em aprender Matemática (Tabela: 3), observa-se na tabela que 41,7% dos
  5. 5. 198 professores marcam que às vezes os alunos têm dificuldades e a mesma porcentagem de professor assinalam que os alunos não têm dificuldades e 16,6% marcaram que os alunos possuem dificuldade de aprendizagem na disciplina. Tabela 4: Prazer na aula de Matemática com o lúdico. Números de professores % Sim 11 91,6 Não 1 8,4 Total 12 100 Os resultados neste questionamento demonstram que grande maioria dos professores concorda que trabalhando o lúdico na Matemática a aula se torna mais prazerosa. Para Rolim e Guerra (2008), o brincar é um instrumento que ajuda a criança a se desenvolver. Por isso essa atividade precisa ser estimulada, pois por meio do brincar ela aprende. Uma criança que é incentivada à brincar desde pequena, ao crescer terá o seu desenvolvimento cognitivo maior e, consequentemente, menos dificuldades no aprendizado. Tabela 5: Quando o professor utiliza atividades lúdicas o aluno apresenta mais dificuldade em aprender matemática. Números de professores % Não apresentam dificuldades 11 91,6 Às vezes 1 8,4 Total 12 100 Nessa questão 91.6% dos professores marcou que os alunos não apresentam dificuldades se o lúdico for utilizado no processo de ensino aprendizagem de matemática. Pimentel (2012) defende que o ensino por meio da ludicidade torna o ambiente atrativo e assim serve de estímulo para o desenvolvimento integral da criança, pois o lúdico facilita o processo ensino aprendizagem. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A matemática precisa ser vista com outro olhar tanto pelos alunos como pelos professores, pois o mundo do trabalho exige pessoas pensantes. Com esta exigência é preciso mudar a forma de ensinar e de aprender a Matemática. Esse conhecimento favorece o desenvolvimento e a atuação do cidadão no meio social. No ensino e na aprendizagem da matemática é importante que as atividades sejam geradoras de conhecimentos com significado. Nesse sentido, destacam-se as atividades lúdicas que envolvem as brincadeiras, os jogos, os desafios, os problemas, dentre outros. Porém de forma organizada evitando a falta de direcionamento e intencionalidade nas ações pedagógicas desenvolvidas. No processo de ensino aprendizagem de matemática nos três primeiros anos do Ensino Fundamental constatou-se que o uso de atividades lúdicas não são uma constante de forma que a criança possa ter prazer e aprender. O estudo realizado objetivou a compreensão do processo ensino aprendizagem que possa ajudar a criança a desenvolver o gosto pela matemática que contribui para o desenvolvimento da aprendizagem, superando barreiras nessa área de conhecimento. Assim, percebe-se que as atividades que dão prazer ao aluno nas aulas de matemática foram identificadas, mas há ausência de planejamento e orientações do professor ao realizar as atividades propostas nos jogos, nas situações problema, nas brincadeiras. Entende-se que não há compreensão adequada de que a criança também pode aprender com atividades lúdicas os conteúdos matemáticos. Dessa forma, a utilização de atividades lúdicas deveriam ser uma constante nas aulas de matemática dos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental, uma vez que elas motivam e estimulam a criança na etapa da alfabetização. A ludicidade é uma prática útil nas aulas, porém não é efetivada de forma adequada e são pouco exploradas. 6-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABEC- Faculdades Unidas do Vale do Araguaia- Elaborando Trabalhos Científicos- normas para apresentação e elaboração. Barra do Garças(MT) Editora ABEC.2012. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais da Matemática. Secretaria de Educação Fundamental. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. CAMPOS, Dinah Martins de Souza. Psicologia da aprendizagem. 38 ed. Petrópolis. Vozes, 2010. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5ed. São Paulo; Atlas, 2010. GOLBERT, Clarissa S. Novos rumos na aprendizagem da matemática. Porto Alegre: Mediação, 2002. KISHIMOTO,T.M .Jogos, brinquedos, brincadeiras, e a educação/ Tizuko M. Kishimoto (Org.); -12. Ed. - São Paulo: Cortez, 2009. LAKATOS, Eva Maria. Marconi, Marina de Andrade. Metodologia Científica: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 7ed. São Paulo: Atlas, 2011. LIMA, Ana Virginia de Almeida. A Matemática na Educação Infantil: trajetória e perspectiva. Revista Criança. Setembro, 2005. MACEDO, Lino de. O jogo como elo entre culto e cultura. Revista Nova Escola.
  6. 6. 199 Disponível em:<HTTP://revistaescola.abril.com.br/gestão- escolar/jogo-como-elo-cultura-663174. shtml> Acesso em: 16 de junho 2013. As 15h30min. PIMENTEL, Adele E. S. et al. Matemática lúdica: aprender brincado. Disponível em www.ceped.ueg.br. Acesso em 12 de agosto de 2013. As 14h. ROLIM, Amanda Alencar Machado, GUERRA, Siena Sales Freitas. Uma leitura de Vygotsky sobre o brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil. Disponível em: < http://brincarbrincando.pbworks.com/f/brincar+_vygotsky.p df >Acesso em: 26/08/2013. As 08 h 30min. SCHNEIDER, Clarice Lúcia. Matemática: o processo de ensino-aprendizagem. Disponível em: < http://www.somatematica.com.br/artigos/a32/ > Acesso em: 22 de agosto de 2013. AS 22 H 45MIN. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho cientifica. 23ed. ver. E atual - São Paulo. Cortez. 2007 SMOLE, Kátia Stocco, DINIZ, Maria Ignez. Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre: Artmed, 2001.

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