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A Importância da Matemática na Alfabetização da Criança
Leidi Ângela Paula Alves
Trabalho d...
Dedicatória
Primeiramente, dedico e agradeço a Deus por tudo, pois ele é o meu
alicerce, minha força, é meu tudo. Dedico a...
Sumário
Introdução----------------------------------------------------------------------------------------01
A criança e a...
Introdução
Essa pesquisa tem um propósito de mostrar a importância de que todas
as crianças sejam alfabetizadas na matemát...
A Importância da Matemática na Alfabetização da Criança
A criança e a matemática
Desde o nascimento, as crianças estão ime...
mais prejudicando que ajudando. Os modos de organização, de descrição e de
análise do mundo adotado em grande parte das si...
A definição dos Direitos de Aprendizagem é respaldada na história do
movimento curricular brasileiro no que se refere à al...
Cada um desses eixos apresenta um quadro com orientações de
progressão de aprendizagem da criança. Para melhor visualizar ...
xadrez, entre outros, quando conseguem elaborar estratégias, combinações e
regulamentos exigindo delas mais raciocínio e o...
Mário Quintana, 2006, p. 93
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No caso da alfabetização matemática, conhecer o contexto de vida do
aluno com deficiência é...
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A prática docente deve se preocupar com os conceitos a serem
trabalhados dentro da matemática, frente aos saberes dos a...
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ampliam a cada nova etapa dos conceitos trabalhados.
Avaliação na fase da alfabetização
A avaliação vai ocorrendo ao lo...
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Considerações Finais
Com a elaboração desse trabalho, podemos perceber a importância da
matemática na aprendizagem da c...
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Referências
BRASIL. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo-
Resolução CNECEB n.1 de 3 de a...
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A importância da matemática na alfabetização da criança

  1. 1. UNIUBE Universidade de Uberaba A Importância da Matemática na Alfabetização da Criança Leidi Ângela Paula Alves Trabalho de Conclusão de curso, apresentado ao curso de Pedagogia da UNIUBE - Universidade de Uberaba, como parte dos requisitos para obtenção do título de licenciatura em Pedagogia, sob a orientação da Preceptora Danielle Dumont. Lagoa Santa- GO, Maio de 2015
  2. 2. Dedicatória Primeiramente, dedico e agradeço a Deus por tudo, pois ele é o meu alicerce, minha força, é meu tudo. Dedico a minha mãe, Elizir por sempre estar presente e é a ela que devo a vida. Ao meu esposo Amitai, por ser meu companheiro, meu amor e por ser a melhor coisa que aconteceu na minha vida e dele veio os meus filhos Nicolau Neto e Pérola Ketlin, que é pra eles que eu estudo e sonho em dar um bom futuro.
  3. 3. Sumário Introdução----------------------------------------------------------------------------------------01 A criança e a matemática -------------------------------------------------------------02 e 03 Direito da criança a aprendizagem matemática------------------------------03,04 e 05 Os jogos e brincadeiras na alfabetização matemática-------------------------05 e 06 A educação inclusiva na alfabetização matemática-----------------------------06 e 07 A alfabetização da educação matemática no campo---------------------------07 e 08 A importância da tarefa no desenvolvimento matemático --------------------08 e 09 Avaliação na fase da alfabetização ------------------------------------------------------09 Considerações finais ------------------------------------------------------------------------10 Referências --------------------------------------------------------------------------------------11
  4. 4. Introdução Essa pesquisa tem um propósito de mostrar a importância de que todas as crianças sejam alfabetizadas na matemática, podendo contribuir para os alfabetizadores e explicitar os pressupostos fundamentais para um bom trabalho pedagógico com as crianças a serem alfabetizadas, sendo o papel lúdico, do brincar e a necessidade de aproximação ao universo da criança, respeitando seu modo de pensar e sua lógica no processo de construção dos conhecimentos. Através desta proposta, poder proporcionar a relação entre os jogos e a aprendizagem, manter e apontar grande potencial educativo e como as crianças podem agir de maneira mais autônomas e confrontar diferentes representações a cerca do conhecimento matemático. Esses estudos apresentam uma complexidade entre a atividade espontânea e a necessidade de um controle pelo educador que deseja garantir certas aprendizagens ao longo do desenvolver das atividades. O propósito desta pesquisa também é mostrar a importância da inclusão nas escolas, no trabalhar com as crianças deficientes e defender o aprendizado das mesmas. Mostrar também a importância de manter a cultura e experiências das crianças do campo, trabalhar a matemática dentro do seu cotidiano. Demonstrar a importância das tarefas para casa e qual a melhor forma do docente avaliar seu aluno, para sempre estar propiciando a aprendizagem matemática dos dicentes. 01
  5. 5. A Importância da Matemática na Alfabetização da Criança A criança e a matemática Desde o nascimento, as crianças estão imersas a um universo do qual os conhecimentos matemáticos, são partes integrantes, elas participam de várias situações envolvendo números, quantidades e noções de espaços, utilizando contagem e operações para resolver problemas do cotidiano. As noções matemáticas, são construídas pelas crianças a partir das experiências de interação com o meio, pelo intercâmbio com outras pessoas que possuem interesse, conhecimentos e necessidades que podem ser compartilhadas. A matemática foi adotada em consonância com o material de formação em linguagem. Dessa forma a matemática é entendida como um instrumento para a leitura do mundo, uma perspectiva que supera a simples decodificação dos números e a resolução das quatro operações básicas. Quando pensamos no ensino de matemática que tivemos, uma série de imagens nos vem a mente. Essas imagens passam pela colagem de bolinhas de papel em numerais com rostinhos na pré-escola, incontáveis continhas de mais e de menos, pelas competições de tabuada e chegam às famosas expressões numéricas que ocupavam uma folha inteira de caderno. Observa- se, portanto, que a matemática escolar se restringia aos números e as quatro operações elementares. Devemos nos lembrar, que crianças pensam como crianças. E, ainda que muitos falem o contrario, não desejamos que rapidamente pense como adultos, queremos sim, construir para ampliar suas possibilidades de entendimento de mundo. Além disso, nunca podemos esquecer que a criança ficara na escola por muitos anos, por isso não precisamos ter pressa para forçar algumas atitudes que, muitos estudos indicam, somente serão plenamente dominadas mais tarde. Quando agimos com pressa, acabamos 02
  6. 6. mais prejudicando que ajudando. Os modos de organização, de descrição e de análise do mundo adotado em grande parte das situações que vivenciamos são de medição e de organização dos espaços e das formas que os grupos sociais desenvolvem. Assim, as compreensões dos textos dependem também dos conhecimentos que vamos desenvolvendo sobre os processos, os recursos, as representações e os critérios adotados para quantificar e operar com quantidades, para medir e ordenar, para orientar-se no espaço e organizar, para apreciar, classificar, combinar e utilizar as formas e isso é o que chamamos de MATEMÁTICA. Para Piaget, a criança constrói sua inteligência e seu conhecimento enquanto interage com pessoas e objetos. Quando nasce, a criança traz consigo a capacidade de ser inteligente, mas essa inteligente será construída na ação da criança sobre o mundo e do mundo sobre a criança. (Reis, 2004, p. 17) Direito da criança a aprendizagem matemática O propósito deste texto é mostrar ao alfabetizador, que deve promover situações em que as crianças se desenvolvam e mobilizam idéias matemáticas, promovendo situações, já vivenciadas pelas crianças fora da escola, nas novas vivências em prol da matemática. Além da compreensão e composição de um repertório rico e diversificado de estratégias e criatividade do alfabetizador. A matemática não acontece exclusivamente na escola, aprende-se no dia a dia, observando as coisas ao redor e colocando-as em relação, trocando idéias com os colegas, observando as atividades dos pais, indo à escola ou até mesmo passeando, observar a natureza, praia, cidade, lazer, jogos, rádios, enfim, o dia das crianças é rico de situações, com grande potencial de provocar o pensamento e raciocínio matemático. A criança deve ser instigada, indagada por adultos ou professores, para interagir e conseguir suas descobertas, descobrir o seu potencial de provocar o pensamento e o raciocínio, ser explorada e ter problematização, partindo da sua cultura, das histórias e experiências. 03
  7. 7. A definição dos Direitos de Aprendizagem é respaldada na história do movimento curricular brasileiro no que se refere à alfabetização. Não é uma proposta de currículo, mas um marco na busca de articulação entre as práticas e as necessidades colocadas pelo cotidiano da escola (Brasil, 2012). De acordo com o PNAIC- Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, a criança tem cinco direitos básicos de aprendizagem em matemática sendo: I. Utilizar caminhos próprios na construção do conhecimento matemático, como ciências e cultura construídas pelo homem, através dos tempos, em resposta a necessidades concretas e a desafios próprios dessa construção. II. Reconhecer regularidades em diversas situações, de diversas naturezas, compará-las e estabelecer relações entre elas e as regularidades já conhecidas. III. Perceber a importância da utilização de uma linguagem simbólica universal na representação e modelagem de situações matemáticas como forma de comunicação. IV. Desenvolver o espírito investigativo, crítico e criativo, no contexto de situações-problema, produzindo registros próprios e buscando diferente estratégia de solução. V. Fazer uso de cálculo mental, exato, aproximadamente e de estimativas. Utilizar as tecnologias da informação e comunicação potencializando sua aplicação em diferentes situações. É importante ser trabalhado os eixos matemáticos. Sendo eles: • Números e operações; • Pensamento algébrico; • Espaço e forma-geometria; • Grandezas e medidas; • Tratamento da informação-estatística e probabilidade.
  8. 8. Cada um desses eixos apresenta um quadro com orientações de progressão de aprendizagem da criança. Para melhor visualizar e facilitar a 04 aprendizagem das crianças, a sala deve ter instrumentos, símbolos, objetos, imagens pertencentes ao campo da matemática e trabalhar muito com brincadeiras, jogos e situação problema dentro desses eixos. Os jogos e brincadeiras na alfabetização matemática O jogar e o brincar, são imprescindíveis no contexto educacional, podem ser encontrados tanto na aplicação do conhecimento escolar, quanto no conhecimento espontâneo, podem revelar como a criança estabelece relações complexas entre a reprodução do conhecimento escolar e o uso de sua potencialidade criativa para construir e resolver situações, e ainda sendo um espaço onde as crianças se sentem à vontade para comunicar entre si e suas maneiras de pensar, onde tentam explicar e validar essas maneiras para o grupo que participa da atividade lúdica. Além de que a criança fixa conteúdos já estudados, estimula o pensamento criativo e favorece a aquisição do conhecimento. O jogo assume a característica de promotor de aprendizagem da criança. Ao se colocar diante da situação de brincadeira, a criança compreende a estrutura lógica do jogo e a estrutura matemática. Logo consegue desenvolver as habilidades dos jogos de exercícios ou funcionais, ao desenvolver os jogos, muitas possibilidades se abrem para trabalhar conceitos e conteúdos, e a sistematização deles se dá a partir da vivência e discussões no grupo. A escola deve priorizar, em seu projeto político- pedagógico, o desenvolvimento de atividades lúdicas, jogos e brincadeiras e os educadores devem fazer da ludicidade um dos principais eixos norteadores para a sua prática pedagógica. O professor tem varias opções de jogos para levar para a sala de aula, como os jogos de exercitação que são assimilados de forma repetitiva, os jogos simbólicos, quando começa a usar a fantasia, a imaginação, imitam gestos e sons e os jogos de regras, tais como tabuleiro, baralho, dama, esportivos,
  9. 9. xadrez, entre outros, quando conseguem elaborar estratégias, combinações e regulamentos exigindo delas mais raciocínio e objetividade ao jogar. 05 O jogo permite que a criança encontre seus limites, supere suas dificuldades, aprendem a respeitar os outros. Por esse motivo as escolas precisam recuperar os espaços e o tempo de brincar e jogar. A Educação Inclusiva na alfabetização matemática Se há necessidade de se falar em inclusão é porque muitos têm sido excluídos na esfera social e educacional, nas escolas, é comum que documentos que contenham diagnósticos médicos sirvam para justificar a falta de ação da escola e professores em relação ao aluno, isso ocorre quando o professor diz não se sentir preparado para o ensino de alunos com deficiência. Assim deveria ser entendido como ponto de partida para um trabalho educacional e pedagógico, destinado a esses alunos, sendo necessário garantir o acesso a escola, as condições de aprendizagem para todos os alunos e discutir como se situa a escola na sociedade e como esta sociedade produz seus excluídos, como reage a eles em várias instâncias, sendo uma delas a formação de professores que, dizem ser incapaz de lidar com quais estão habituados. Atualmente a Educação Especial é uma modalidade de ensino que atravessa toda a educação básica, não se caracterizando como um nível de ensino e nem substituindo a escolarização. Portanto, os alunos de que se trata a Educação Especial devem estar regularmente matriculados e freqüentando o ensino comum, sem preconceitos e discriminações, com direito igual a qualquer outro aluno. O combate a discriminação é fortemente evidenciado em algumas leis, destacamos o Decreto Federal Nº 39562001. O que eles chamam de nossos defeitos é o que nós temos de diferente deles. Cultivemo-los, pois, com o maior carinho – esses nossos benditos defeitos.
  10. 10. Mário Quintana, 2006, p. 93 06 No caso da alfabetização matemática, conhecer o contexto de vida do aluno com deficiência é importante sugerir situações que relacionam ao cotidiano dele, quanto mais comum for à proposta como ponto de partida para a aprendizagem, melhor será a compreensão das situações- problemas e as atividades propostas. Os primeiros passos para trabalhar com o aluno com deficiência é incluí-lo ao realizar o planejamento diário, propondo atividades que superem as barreiras de acesso ao conhecimento em função de sua deficiência, mesmo que não adquira os conhecimentos ao mesmo tempo em que a maioria da turma, alguns ajustes nas atividades podem fazer com que ele participe das aulas e progrida nos conhecimentos que envolvem o conteúdo abordado. Podendo trabalhar com o uso de recursos pedagógicos variados, como o tangram, material dourado, ábaco, geoplano, libras, Braille, lupa, óculos especiais, figuras, cores, estratégias, jogos, entre outras atividades, dependendo de sua deficiência. A alfabetização da educação matemática no campo O termo “campo” será utilizado aqui para incorporar espaços da floresta, da pecuária, das minas e da agricultura, dos pesqueiros, caiçaras, dos ribeirinhos, dos quilombolas e extrativista, sendo lugar de possibilidades, de ligações dos seres humanos com a própria produção das condições da existência social e com as realizações da sociedade humana. A educação campo refere-se a um espaço de vida que é multidimensional e requer políticas e propostas educativas mais amplas, é buscar caminhos que garantam as crianças o acesso aos saberes escolares sem desconsiderar a diversidade que constitui a educação do campo, podendo proporcionar aos alunos experiência que os permitam perceber e reconhecer a ele próprio. O campo, nesse sentido, mais do que um perímetro não urbano, é um lugar de possibilidades que dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção das condições da existência social e com as realizações da sociedade humana. (Parecer 362001 sobre as Diretrizes Operacionais da Educação Básica nas Escolas do Campo.)
  11. 11. 07 A prática docente deve se preocupar com os conceitos a serem trabalhados dentro da matemática, frente aos saberes dos alunos e na forma de desenvolver a aula. Através dessa prática docente, pode se trabalhar artesanato com as crianças, usando materiais encontrados no campo, trabalhar com medidas, como a cuia, sacos e litros, sendo que medir é uma prática muito importante e valoriza o que o aluno vive no seu dia a dia. Desenvolver plantações, hortas, contagem de folhas das árvores, sementes, entre outras atividades. Devemos incentivar o aluno do campo a continuar no campo para dar seqüência às produções de suas vivencias, trabalhar com os alunos o que tem ao seu redor, sua realidade e um bom trabalho pedagógico com a matemática. Segundo a educadora Fabiana Cherobin nos diz que, percebemos que o conteúdo ensinado em sala de aula, vinculado a realidade dos estudantes, possibilita a eles se perceberem no que é ensinado, dando vida aos conteúdos e possibilitando que ele seja melhor compreendido pelos estudantes. As iniciativas realizadas na escola possibilitam a aproximação desta com a comunidade. A importância da tarefa no desenvolvimento matemático A tarefa para casa é importante para o aluno, no processo da alfabetização matemática e deve ser feita por ele e não pela família, pode somente ter o auxilio de alguém. Essa forma de trabalhar com tarefa possibilitam que os alunos comecem a pensar em um determinado conceito ou conteúdo, antes mesmo do professor introduzir, ou seja, a introdução de um conceito se da a partir de problemas resolvidos pelos alunos. As tarefas sendo propostas pelo professor, deve ter a ajuda dos pais como organizar e juntar materiais de jornais ou revistas, sucatas, responder e ajudar nas entrevista em sua casa ou na comunidade, fazer contagem, fazer com que vença os desafios e dificuldades. O conjunto de registros que eles produzirem, representam uma síntese provisória dos conhecimentos matemáticos desenvolvidos em sala de aula e
  12. 12. 08 ampliam a cada nova etapa dos conceitos trabalhados. Avaliação na fase da alfabetização A avaliação vai ocorrendo ao longo do processo, seja pela observação sistemática ou intencional do professor, ou seja, pelos registros produzidos por alunos, através destes registros de avaliação possibilitam o replanejamento ao longo do processo. Essas avaliações possibilitam que o professor diagnostique as necessidades de avanços dos alunos em termos da alfabetização matemática e possa dar continuidade do processo de ensino com vista a aprendizagem do aluno. Não se deve interromper o movimento de aprendizagem de sala de aula para realização de uma prova formal pelo professor. A avaliação precisa ser contínua e formativa.
  13. 13. 09 Considerações Finais Com a elaboração desse trabalho, podemos perceber a importância da matemática na aprendizagem da criança e como ajuda na alfabetização através dos jogos e a mediação do professor. A matemática, como uma das ferramentas imprescindível para a “descoberta de mundo”, permite que o professor explore com diversidade seus conceitos para o aprendizado das crianças, criando situações em suas brincadeiras e atividades pedagógicas, desafiando a pensar, imitar, criar, transformar e solucionar problemas e situações. Podemos observar também como os jogos ajudam no ensino aprendizagem, além do prazer e diversão que proporciona para cada aluno. O propósito dessa pesquisa foi mostrar também que a matemática é considerada um instrumentador para a vida, para o trabalho, que faz parte de nossas raízes culturais, nos ajuda a pensar com clareza, raciocinar melhor e ter uma construção lógica e formal, além de apoiar e trabalhar maneira eficaz na educação inclusiva e trabalhar a realidade das crianças do campo, fazendo com que preserve suas riquezas e tradições. Finalizando esta reflexão, consideramos que as condições de possibilidade de concretização de uma proposta pedagógica alicerçada na matemática e articulada a prática que promovam a inserção social, requer uma mudança de olhar, que seja possível a vivência de novas relações, no qual seremos também transformados em decorrência de novas experiências. Nesta ótica, é preciso aprender com as diferenças e olhar para o aluno na sua singularidade e desenvolver práticas pedagógicas que passam a contemplar no currículo escolar a multiplicidade de formas de matematizar o mundo.
  14. 14. 10 Referências BRASIL. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo- Resolução CNECEB n.1 de 3 de abril de 2002. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, poder executivo, Brasília, DF, 9 abr.2002, Seção 1, p.32. Brasil, Ministério da Educação- Secretaria da Educação Básica. Elementos Conceituais e Metodológicos para Definição dos Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento do Ciclo de Alfabetização (1º, 2º e 3º Ano) do Ensino Fundamental. Brasília, 2012. Caraça, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da matemática. 5. Ed. Lisboa: Gradiva, 2003. Muniz, C. A. Brincar e Jogar: Enlaces Teóricos e Metodológicos no Campo da Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica 2010. Necessidades educativas infantis e educação inclusiva. –São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educação Inclusiva Ministério da Educação Básica, Diretoria de Apoio a Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educação Matemática do Campo Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio a Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Organização do Trabalho Pedagógico Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio a Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. Procedimentos metodológicos da educação infantil, volume 2. -- São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. Quintana, M. Caderno H.2. ed. São Paulo: Globo, 2006. SASSAKI, R. K. Inclusão escolar: Construindo uma sociedade para todos. 3. Ed. Rio de Janeiro: WVA, 1997. 11

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