Buscai e achareis

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Buscai e achareis

  1. 1. Se em tempos remotos algumas leis eram temporais, instituídas para determinada época e povo, o mesmo não ocorre com as lições legadas por Jesus. Elas ultrapassaram as barreiras do tempo, transcendendo povos, voando como verdades incontestáveis pelos séculos. São lições para o cotidiano da Humanidade, perfeitamente aplicáveis dentro e fora do seio das religiões. São ensinamentos de grande profundidade e que devem ser observados, para uma melhor organização da vida em sociedade. Há uma passagem no Capítulo XXV de O Evangelho Segundo o Espiritismo na qual o Mestre afirma: Buscai e achareis. Nesta orientação, o Cristo não nos limita só a busca no sentido espiritual, porque, se o mundo ficasse estagnado, se não houvesse a necessidade do progresso material, (...)
  2. 2. (...) nós estaríamos, ainda, na Idade da Pedra. Não haveria progresso se a Humanidade não tivesse buscado conquistas em todos os sentidos, para que a vida humana adquirisse outras características, nos proporcionando conforto, conhecimento, comodidade, facilidade, tecnologia, toda essa jornada evolutiva que o planeta Terra preenche, através dos homens de bem, de coragem, que lutaram para essas conquistas, nós estaríamos, ainda, naquela idade bem primitiva. Agora, em que consiste essa busca? No mundo em que nos encontramos, mundo este de provas e expiações, são muitas as nossas buscas. Quando nós começamos a nossa vivência terrena, desde o primeiro momento, buscamos o ar, a respiração; depois, vamos buscando a alimentação, e as buscas materiais da nossa vida (...)
  3. 3. (...) vão surgindo de maneira automática. Nós, espíritas, que nos reunimos em torno do Evangelho de Jesus, temos como ponto comum essa busca, busca dos recursos espirituais. Essa mensagem traz uma notável máxima que, mesmo após dois mil anos, se aplica tranquilamente ao nosso dia a dia. É interessante notar que a atividade consiste em busca e pressupõe um certo esforço. Quem procura alguma coisa movimenta os recursos de que dispõe para encontrá-la. Buscai e achareis encerra em seu princípio a convocação para que nós façamos a nossa parte. Seria muito fácil para a espiritualidade colocar tudo pronto em nossas mãos, mas a iniciativa de fazer as coisas compete ao homem. É preciso que as pessoas cresçam por si mesmas.
  4. 4. É o princípio básico da Lei do trabalho e, por consequência, da Lei do progresso, porque o trabalho deve conduzir e certamente o faz ao progresso, tanto com respeito ao progresso moral como também ao progresso intelectual. Trabalho, como ensina a espiritualidade, é toda ocupação útil. A leitura edificante, o auxílio em obras sociais, o estudo e as pesquisas, o cuidado que dedicamos ao corpo físico, a conversa fraterna e edificante, enfim, quando bem empregamos o tempo estamos trabalhando, melhorando e, consequentemente evoluindo. A promessa do Cristo é que quem procura, acha. Assim, resta analisar qual é a busca pessoal. Cada ser, fazendo uso do seu livre-arbítrio, decide o caminho que deseja trilhar.
  5. 5. Caso a criatura se decida pelas ilusões mundanas, terminará por vivê-las, em alguma medida. O resultado varia conforme os meios de que estiver disposta a lançar mão e o esforço que despender. Tudo tem um custo na vida, inclusive a preguiça e a inércia. Quem opta pelo comodismo arca com o elevado preço das oportunidades desperdiçadas. Considerando a efemeridade da vida humana, convém refletir bem a respeito do que se elege por meta. O que realmente compensa buscar com afinco? O que nós incessantemente buscamos, e com quais objetivos gastamos nossas energias? Buscai e achareis. Com essas palavras, Jesus exortou à oração e à confiança em Deus, na certeza de que Ele não deixará, jamais, de atender às nossas necessidades, (...)
  6. 6. (...) sejam elas coisas materiais ou espirituais, desde que façamos a nossa parte, diligenciando por obtê-las. Após fazer aquela tríplice referência à solicitude com que devemos conduzir-nos, para que o céu nos ajude, o Mestre repete-a, afirmando categoricamente, que todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham; e a quem bate, se abre. Isto é, que nos mexamos, que trabalhemos, até atingirmos o objetivo colimado. Os Espíritos executores das obras divinas, mensageiros de Deus junto a nós, por sua vez, nos dão as forças de que necessitamos; eles nos inspiram; eles nos dão ideias. O amparo se faz. E nós o recebemos do plano espiritual na dose certa. A dificuldade em nós está em saber aproveitar.
  7. 7. Em O Livro dos Espíritos nós temos uma questão que nos ajuda a entender esse princípio, é a de número 479, onde Kardec pergunta aos Espíritos: A prece é um meio eficaz para curar obsessão? E a resposta obtida foi: A prece é um poderoso socorro para todos os casos. Mas, crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste aos que agem, e não aos que se limitam a pedir. Portanto, cumpre que o obsidiado faça, por sua parte, tudo o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus espíritos. Pedi e obtereis; Batei e se vos abrirá, são variações do mesmo tema que relaciona o querer, o desejar, e o agir para obter.
  8. 8. Quantos de nós pedimos aos Espíritos protetores, a Jesus e a Deus alguma coisa seguindo esse conselho, principalmente nos momentos de aflição? Mas por que nem sempre recebemos? Qual é a dificuldade? Onde está o empecilho? Nós pedimos algo e esse algo não vem, se nos foi dito buscai e achareis. O Cristo nos deu a rota, nos deu o manual, nos falou da lição, mas quem tem que executar somos nós. Buscai e achareis, ou seja, trabalhe. Através do trabalho nós vamos chegar ao progresso. Mas, o que é que eu vou buscar? Milagres? Vida contemplativa? Benesses de Deus? Não! O Pai nos dota de todos os recursos para vencermos em todos os sentidos:
  9. 9. No sentido material, no sentido intelectual, no sentido espiritual. Mas essa vitória depende exclusivamente de nós. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Em 18 de abril de 1857, o mundo recebia a promessa do Consolador. O Livro dos Espíritos lançou luzes sobre a escuridão em que se encontravam os ensinamentos de Jesus.

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