Crendo no enviado de deus

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Estudo sobre a pessoa do Senhor Jesus Cristo e sua obra redentora

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Crendo no enviado de deus

  1. 1. Registro na Fundação Biblioteca Nacional N.o 389.024 Livro 723 Folha 184
  2. 2. Índice Comentário.....04Introdução...............06 Quem foi Jesus?........08Por que o Salvador?............... 10 Entendo o significado de Morte substitutiva.....13O sacrifício melhor...............16 Argumento contra a morte substitutiva....18Jesus, a tríplice função e sua messianidade.............19 Por que Jesus é sacerdote?............19Por que Jesus é profeta?.......20 Jesus é um Juiz no sentido do Antigo Testamento e rei.....21 2
  3. 3. Por que Jesus é o Messias?......22 Designações messiânicas........23Os milagres de Jesus o Cristo.....24 Tabela dos milagres de Jesus......26A superioridade de Jesus é evidenciada.....28 Por que Jesus inteiramente Divino?...............35Os nomes que revelam a natureza Divina de Jesus......39 Por que Jesus inteiramente homem?.....40Desenho sobre a criação do homem e a encarnação de Jesus......42 Jesus homem verdadeiro.........43Jesus humano nosso espelho................46 Conclusão......53 3
  4. 4. Comentário Acredito que uma das coisas que mais chamam atenção de todos os homens é o assuntoque se refere ao céu e da possibilidade de chegar a ele. Quase todos que ouvem falar sobre o céu desejam poder um dia usufruir da alegria deestar nele e quando falamos em céu, esta palavra na verdade trás em si um significado maior queum lugar de paz, ou seja, é: estar perto de Deus. O céu significa ter o privilegio de viver eternamente com Deus. Será que realmente todos os homens querem ir para este céu? Muitos dizem que se existe um céu com certeza irão para lá, pois, segundo o seu pontode vista são excelentes pessoas. Outros acreditam que o amor de Deus é tão grande que jamaisirá castigar alguém com um possível inferno, pois isto feriria sua suposta bondade. Existempessoas que não sabem a vontade de Deus, outros simplesmente a ignoram. Quando indagadosse estão se esforçando para fazer a vontade de Deus respondem: ―Eu sirvo a Deus da minhamaneira!‖ Para os que usam esta última expressão com vigor, gostaria de dizer que em primeirolugar o céu não é nenhuma bagunça! A salvação e o perdão também não são realizados dequalquer maneira. Para que você possa entender o que quero dizer vou usar uma comparação entre as leis eregras da nossa sociedade e as leis de Deus. No nosso mundo temos regras e normas que ajudamo bom andamento de nossa sociedade. Graças a Deus por isso! Você já imaginou um mundosem regras? Qual seria o tamanho da bagunça? Um mundo sem leis forneceria ocasião paraacontecimentos desastrosos, ruins e etc., se com leis, normas e regras a sociedade sofre compessoas que as desobedecem, sem elas a única palavra que se encaixa com a desorganização queseria é o caos. As normas estão no nosso cotidiano, vejamos, por exemplo, que: Temos direito de usufruir do uso de água potável, luz, gás e telefone, mas temos aobrigação de pagar por estes serviços, caso contrario o fornecimento deles serão suspensos. Quando queremos trabalhar em algum escritório, firma e etc., nós devemos nos adaptarao regime interno de funcionamento deste local de trabalho. Imagine o que acontecerá com umfuncionário que disser para o patrão que irá trabalhar da maneira que quiser. Logicamente serádespedido na hora! Imagine que se eu prestando os testes para conseguir a carteira de habilitação para dirigirautomóvel disser que irei dirigir da maneira que quero e não da maneira que esta determinadapelo órgão governamental competente que no caso de São Paulo é o Detran? Eu não vouconseguir ter uma carteira de habilitação, pois o principio básico para obtê-la é obedecer àsnormas. Se alguém quiser se formar em um curso e obter um diploma de uma escola que seenquadra nas normas do MEC terá que estudar, participar das aulas e realizar testes quecomprovarão que está qualificado para exercer a atividade que escolheu. Sabendo desseprincipio podemos concluir que se uma pessoa não fizer estas coisas não poderá ter seu diploma. Se um professor der aula e não souber transmitir seus conhecimentos os alunosaprenderão o que ele quer ensinar? Se um cantor não entoar músicas de uma maneira agradável aos ouvidos venderá algumcd? 4
  5. 5. Agora eu pergunto: ―Para poder chegar ao céu o homem pode ir de qualquer maneira?‖ Lógico que não! Ele tem que fazer o que Deus determinou! E onde está escrito o que Deus determinou? Na Bíblia sagrada encontramos tudo a respeito da vontade de Deus, pois, ela é o mapaque nos leva ao céu. E o assunto central da Bíblia é a salvação da humanidade que é realizada por aquEle queDeus enviou: ―Jesus Cristo!‖ Tendo em mente que devemos entender qual é à vontade de Deus para nossa vida equerendo obedece-la convido a todos a uma excelente leitura. 5
  6. 6. Introdução O que é o Cristianismo? Quem foi Jesus? Quem é verdadeiramente Cristão? A natureza humana tem em si muitos pontos de interrogação. Isto está dentro de cada ume de certa maneira é uma coisa muito boa, pois, desperta o perscrutar e assim o conhecer. A Cristologia (estudo de Cristo) é a algo que há muito tempo tem me despertado ointeresse. Assim nasceu este trabalho baseado no amor pelo Mestre querido e por essadisciplina. Procurei com simplicidade fazer uma síntese da Cristologia, sabemos, porém que oassunto não se esgotou, e nem vai se esgotar e para quem quer se aprofundar nele saiba que omercado oferece bons livros. Não cesse de pesquisar, é nosso conselho em Cristo para você. Ok!? Jesus sempre foi, é, e será... João coloca esta verdade bem explicita no seu evangelho,mas não podemos dizer que ele é o único porque o Filho de Deus é o tema central das escrituras.O divino homem—Deus homem, que encarnou para salvar a humanidade perdida. Seriaimpossível conceber que Deus viesse resgatar o homem? Seria contrário acreditar que Deus seimporta com aqueles que não querem saber dele? O seu inigualável amor, graça, misericórdiaresponde tudo isso em Jesus Cristo que se despojou assumindo forma de servo, deixando suanatureza divina inerte no finito, sendo após sua morte e ressurreição restaurado com a glória quesempre teve na sua eternidade (Jo 17:05). O cerne do Cristianismo é o seu Salvador Perfeito, Único e Especial! Ainda hoje vemosmuitas afrontas daqueles que podemos classificar de inimigos e opositores de Cristo, que tentamretirar a divindade ou sua humanidade, transformando-o numa meia aberração históricamentirosa. Quereríamos que muitos que hoje seguem a direção oposta à verdade pudessemmudar a ótica de suas falhas visões, pois as escrituras não são de particular interpretação (1 Pe1:20), todavia o julgamento pertencerá ao nosso Deus. Jesus Cristo, Salvador Universal, o verbo divino o Deus-Filho que encarna para cumprirseu excelso propósito, assim abordamos o sacerdócio de Cristo iniciando no real significado dapalavra salvação e morte substitutiva. Também abordaremos brevemente o fato de Deus noantigo Pacto ter estabelecido a Aliança Levítica para poder encaminhar os homens de então paraa comunhão atingida pela substituição, doutrina central bíblica, onde o pecado é reparado pelamorte de uma vitima inocente, neste caso, a morte de animais; vemos a grande dificuldade de seapresentar diante do Deus Santo e os rituais que davam à purificação e a continuidade dos atospurificatórios ou sacrificiais para remissão do pecado que não podia ser extinto devido àimperfeição destes mesmos, no tocante ao mudar a consciência, mas com seu valor temporáriode justificação bem definido até a chegada da plenitude dos tempos onde seria apresentado umsacrifício de amplitude universal e perfeito em todos os aspectos. Vemos assim a transição da antiga aliança para a nova, onde os antigos rituais levíticosforam substituídos pelo sacrifício supremo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o qual é avitima e o réu, o sacrifício e o sacerdote, a oferta e o ofertante, o único Mediador entre Deus eos homens. Jesus com a oferta de si mesmo conseguiu o que os sacrifícios cruentos de animais nãoconseguiram, remover o pecado da consciência, abrindo ao homem o caminho da comunhãoperdida no jardim do Éden por Adão, o fazendo participante de seu Reino e o adotando naqualidade de filho. 6
  7. 7. O Deus eterno que encarnou, o divino que se tornou homem, sem deixar de ser divino.Ele não teve principio, não passou existir quando encarnou, Ele sempre foi. Jesus é Deusverdadeiro e podemos ter certeza disso! (Jo 1.1) A humanidade do verbo é clara nas escrituras e Jesus se auto denomina como ―o filho dohomem‖ (Mt 16.55; Mc 8.38; Lc 21.27; Jo 3.14) e sua identificação com a humanidade éapresentada como um exemplo a ser seguido. Homem verdadeiro estampado em seunascimento, crescimento, no ter fome, sede, sono, fé, dedicação, esperança, angustia, medo,agonia e em sua morte. Emanuel—Deus conosco em nossa história, vida e miséria! Quemaravilhoso é ter em Jesus a redenção do homem caído, pois o tanto que a humanidade estavaperdida em Adão, agora em Cristo está salva e em sua vida terrena temos um exemplo quedevemos seguir. Realmente podemos ver a Jesus como a porta de entrada do céu (Jo 10.07) quenos possibilita entrar pela grata atitude de ser como ele foi, seguindo seus passos. A vida, morte, ressurreição e ministério celestial de Cristo marca o presente tempo (oagora) como oportuno para obter a salvação sem barreiras, (sexo, idade, raça, nível social e etc.)aplicando o requisito essencial para isto: a fé. Abrindo o véu deste trabalho coloco uma frase que frui de meu coração: “Não poderia de mim mesmo encontrar um tão perfeito Salvador, todavia a dádivade um amor inexplicável a finita mente humana tornou acessível o bem que não anelava.Oh insondável amor! Prêmio máximo deste tão puro coração à tão pequeno ser. Ver ,ouvir e sentir... Não são as palavras que podem expressar, mas o coração grato quetransborda no sorrir da alma que reluz na esperança deste teu dom que concedeste.Agraciado, remido, santificado, transformado, salvo, encontrado... O que posso entãodizer? Digo: Glórias a ti Senhor!” Paulo Francisco dos Santos 7
  8. 8. ―E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste‖. João 17.03 Quem foi Jesus? Uma pergunta bem simples e sua resposta parece mais simples ainda. Você concordacomigo? Em uma roda de amigos que moram num país cristão como o Brasil a resposta seria ele éo Salvador do mundo! Entre aqueles que são céticos, simplesmente um homem muito inteligente. Para os críticos ferrenhos e opositores da Bíblia um monstruoso enganador. Para os estadistas um magnífico reformador. Para religiosos diversos ele é o fundador do Cristianismo, uma das três religiõesmonoteístas do mundo. Entre os filósofos ele seria caracterizado como um grande filósofo. Para os islâmicos ele seria um grande profeta, porém menor que Maomé. Para os judeus não cristãos um escriba ou rabino que interpretou a lei numa nova visão. Para alguns historiadores talvez a resposta seria: ele foi o homem que mais fez bem ahumanidade! Jesus Cristo pode ser considerado para alguns um enigma! Ele mesmo nunca escreveu desi um único til e mesmo assim seus ensinos influenciam a humanidade até os nossos dias. Nunca durante toda história um homem foi tão amado e ao mesmo tempo tão odiado.Jamais em toda a humanidade houve tamanho interesse para se aprender da vida de um homemcomo o é em relação a Jesus Cristo. Bom ou ruim indiscutivelmente Ele é tanto durante ahistória como na atualidade um personagem singular e que não só influência vidas no presente,mas que sem questionamento irá exercer sua influência nas gerações vindouras. A contagem dos anos de nosso calendário Cristão começa com o seu nascimento,atualmente estamos no ano de 2005 (com uma pequena diferença de anos + ou – 5). Historicamente seus ensinos abalaram a estrutura do império Romano. Hoje em dia os cristãos somam mais de dois bilhões de pessoas neste mundo de seisbilhões de habitantes. Uma gigantesca população! Sua influência é tão grande que se uma pessoa estiver caminhando em uma certa avenidaque se localiza em uma grande metrópole como São Paulo e, esta ver um terrível acidente decarro, ela com certeza irá exclamar o seguinte jargão: ―- Jesus!‖. Como sinal de espanto e umpedido espontâneo de socorro divino para os infelizes acidentados. Sua vida tem inspirado filmes, reportagens, livros, revistas, jornais, sites, notas, poemas,comércio, educação, estados, religiões e etc. Ele também é o motivo deste livro, e quando me refiro a isto, lembro-me do que oApóstolo São João escreveu no capitulo 20 e verso 30, 31 do seu evangelho: ―Jesus, pois operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, quenão estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo,o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome‖. 8
  9. 9. A perspectiva deste nosso livro é cristã e tem como objetivo ajudar a apresentar o SenhorJesus para os novos convertidos à fé e aos curiosos, ou melhor, aos que querem entender maisum pouco sobre o cristianismo. Assim abordaremos de uma forma simples procurando evitaruma linguagem técnica os ensinos que transmitem a essência do evangelho. 9
  10. 10. Por que o Salvador?O elevador celeste. Certo professor ilustrou a salvação desta maneira: Existia um lugar especial onde tudo era muito bom. Neste lugar havia uma boa moradia, comida em abundância, atividades queproporcionam uma vida feliz sem o infortúnio da ociosidade. Este lugar era tão especial que não se localiza na terra, mas entre a terra e o céu. Umlugar perfeito com tudo que era necessário para viver alegremente. Uma nuvem gigante abrigava um paraíso que era habitado por um casal que sempre eravisitado pelo proprietário do paraíso. Onde tudo é bom, tudo vai bem. Todavia por um descuido o feliz casal por não obedecera uma placa de proibido a passagem acabou caindo num buraco. Eles caíram num lugar diferente do que estavam acostumados a viver. Tudo era ruimcomparado a sua antiga habitação. Eles queriam voltar, mas como eles poderiam fazer isso. O ser humano não tem asas. A força da gravidade puxa o corpo em direção ao solo demaneira que sem auxilio de algum mecanismo eles não poderiam sair do chão. Jogar uma corda para cima não dava, pois além de muita força para alcançar a nuvemseriam necessário vários metros de corda. O quê fazer? Se o auxilio não viesse do alto seria impossível o retorno. O proprietário do paraíso celeste ao sentir a falta dos seus amigos os procurouincessantemente e chegou à conclusão que eles deveriam ter caído em direção a terra e por issocomprou um elevador. Por um imenso cabo de aço desceu o elevador até a terra e chamou ocasal para subir nele e retornarem para seu antigo lar. Conclusão: Como nós não podíamos voltar para Deus, Ele enviou o Senhor Jesus que ilustra oelevador que nos possibilita retornar para o lar, ou seja, para a comunhão na presença deDeus. Jesus Cristo o Salvador! Não é necessária a presença de um salvador ou uma atitude de salvamento se não existeuma situação em que alguém está correndo algum tipo de risco de ruína, perda ou morte. Concluímos com isso que Jesus é o Salvador de alguém que se encontra em umasituação de perigo. Mas qual o perigo que o homem (humanidade) está correndo? O que a Bíblia diz? O perigo está expresso na palavra ―morte‖. Morte? Mas todos morrem. Sim. Mas as Escrituras dizem que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) e a morte édescrita em duas fases: A primeira como a separação do corpo físico do espiritual (Gn 3.19; Ec 12.7; Hb 9.27). A segunda é descrita como a segunda morte, onde aqueles que receberem essa sentençaestarão eternamente separados de Deus e estarão em tormento no lago de fogo segundoApocalipse 20.11-15: ―Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram aterra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, 10
  11. 11. postos em pé diante do trono. Então se abriram livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foiaberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escritonos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos queneles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então a morte e o infernoforam lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, sealguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo‖.(grifo meu) Em conformidade com o ensino de Jesus em Jo 5.27-29 (E lhe deu autoridade parajulgar, porque é o filho do homem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todosos que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para aressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo) e o textoanterior de Ap 20.11-15 haverá a ressurreição para o julgamento final, onde o homem que é umser pleno no estado original que Deus o criou será restabelecido, ou seja, a primeira morte seráanulada e cada um individualmente voltará a possuir corpo, alma e espírito para ser julgadosegundo suas obras. O que é o lago de fogo? Um lugar de tormento eterno, onde para sua chama arder não é necessário haver ocirculo do fogo (combustível, comburente e calor), pois é inextinguível e de ordem sobrenatural.A principio vemos que o lago de fogo foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41), porémtodo ser humano que seguir o exemplo de rebelião do antigo anjo de luz e seus seguidores terá omesmo destino. O lago de fogo é um lugar especial:  A palavra eternidade significa sem principio e sem final de dias ou tempo e é uma referencia única e exclusiva para Deus, porém em nossa explicação sobre o lago de fogo está no sentido de não ter final de tempo, sem levar em conta o inicio da existência do individuo que infelizmente irá passar sua triste eternidade neste lugar horrível. Quem for lançado no lago de fogo irá ser atormentado nos cinco sentidos físicos, e (+)mais o emocional, e (+) mais o espiritual. No sentido espiritual o individuo irá sofrer: Separação eterna de Deus. Ao ser lançado no lago de fogo o ser humano irá passar aeternidade distante de Deus, o que podemos classificar como sofrimento espiritual. Isto significaque quem passar a eternidade neste lugar de sofrimento nunca mais irá ouvir a palavra de Deus,sentir sua presença, nem gozar de comunhão ou ver o Altíssimo e ser feliz, ter paz, descanso eetc, algo terrível, pois o homem somente pode obter o máximo da vida em todos os aspectosjunto daquEle que o criou. No sentido emocional. Aquele que for lançado no lago de fogo terá através do juízofinal (Ap. 20.11-15) a ciência que estará sendo atormentado na eternidade por responsabilidade 11
  12. 12. pessoal, ou seja, existirá o sentimento de culpa e remorso, pois a todos é entregue aoportunidade de salvação que cabe a cada um fazer jus em aproveitar. . No sentido físico irá o individuo no lago de fogo sofrer:  No tato. A dor será algo incessante, pois o fogo queima e o queimado não morre e o fogo não se extingue (Mc 10.44,46,48).  Na visão. O fogo do lago de fogo é um fogo escuro. Neste lugar não existe nenhuma luz. (Mt 8.12; 22.13; 25.30; Jó 38.17)  Na fala / paladar. A dor provocada pelo tormento do fogo fará o infeliz atormentado gritar e ranger os dentes sem cessar. (Mt 8.12; 22.13; 24.51; 25.30; Lc 6.25). Também é necessário lembrar que o infeliz nunca mais poderá sentir o prazer dos alimentos.  Na audição. Além de gemer, chorar, lamentar e ranger os dentes quem estiver no lago de fogo também irá ouvir milhares de gemidos, choros, lamentos e ranger de dentes durante toda a eternidade daqueles que também estarão neste triste destino (os versículos do tópico anterior são as referências para esta afirmação).  No olfato. O enxofre produz uma sensação muito desagradável ao ser inalado por nossas narinas e quem estiver no sofrimento do lago de fogo irá sentir esse cheiro terrível para toda eternidade (Ap 14.10; 19.10). A afirmação lógica para nossa questão inicial conhecendo o que o fator segunda mortesignifica é: ―Jesus veio salvar a humanidade deste triste destino!‖ De que maneira ele nos salvou? ―Pela sua morte na cruz, ora, essa. Todo mundo sabe disto! Ele morreu para nos salvar.Qualquer um chorou ao ver o filme!‖ Essa pode ser sua resposta, mas o simples fato de morrer na cruz pôde fazer de Jesusnosso salvador? Por que o salvador não foi outra pessoa, visto que tantos morriam desta terrívelmorte? Nós sentimos dó do Cristo que é maltratado, espancado e é pendurado na cruz, mas seráque entendemos o sentido dessa demonstração de amor e morte? Por que ele morreu para nóssalvar? Qual é a resposta? Jesus morreu em nosso lugar! Isto é chamado de morte substitutiva ou vicária. 12
  13. 13. Entendo o significado de Morte substitutiva? A morte substitutiva significa que alguém morre em lugar de outrem. Quando falamosque Jesus morreu por nós, queremos dizer que ele morreu a morte que deveria ser nossa. Maspor quê? O amor é a única explicação para essa atitude! ―Porque Deus amou ao mundo de talmaneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha avida eterna‖. Jo 3.16 O amor motivou Deus enviar Jesus, que de forma voluntária, por este mesmo amor sedoou para transmitir vida ao homem que estava destinado a sofrer o dano da segunda morte. Mas por que Jesus tinha de morrer para me substituir? Porque o ato de pecar exige a morte do pecador (Rm 6.23) e este pecador não pode evitaristo, pois não existe fiança, o dinheiro não apaga a transgressão e os atos de justiça sãoconsiderados como trapo de imundícia (Is 64.6). Mas você pode dizer eu não sou tão mau assim. Eu não mato, não faço isso ou aquilo ecomparado a muitos por aí eu sou bom! O que você desconhece é que o padrão de justiça emque o homem é avaliado não provem de uma comparação de conduta de homem com homem,mas do homem em relação a Deus, e ao fazer esta comparação todos são declarados imperfeitos. Mas por que todos são imperfeitos? Porque nós herdamos do primeiro homem (Adão) a imperfeição. Como herdamos denossos pais cor de olhos, cabelos, feição, estatura e etc. também herdamos em nosso ser oestigma do pecado. Quando Adão transgride segundo o relato de Gênesis capitulo três e perdesua forma original de santidade se fazendo pecador e a partir de então não havendo mudançaneste seu estado ele o transmite para seus descendentes (Rm 5.19) – a humanidade se tornaentão aprisionada pelo pecado. ―Não há Justo (homem sem pecado), nem sequer um‖. (Rm 3.10, Sl 14.1-3). Quem peca? A resposta é o homem. Existe alguém que não peca? A resposta é: não existe. (1 Rs 8.46; Rm 3.23) Qual a sentença para quem peca? A resposta é a morte. (Rm 6.23) Qual morte? A resposta é: a física e a espiritual que chamamos de separação eterna de Deus (Rm6.23; Ap 20.14,15). Existe uma maneira de escapar da condenação do pecado? A resposta é: em Jesus isto é possível (Jo 3.16). Por que isto é possível? Porque Jesus nos substituiu (1 Co 15.3;1 Jo 2.1,2). Por que foi necessário que ele nos substituísse? Para responder essa pergunta vou desenvolver o pensamento que é o cerne deste capituloe assim entender como se iniciou a ideia de morte substitutiva e consequentemente chegar àdoutrina da expiação. Leiamos Gênesis capítulo três. Este capítulo destaca a queda do homem e sua tentativade auto justificação estampada na feitura de cintas (vestes) de folhas de figueiras (vers.7) edepois por suas palavras (12). O homem perde a comunhão com Deus, fica despido do estadooriginal de santidade, e por pecar recebe o pagamento por sua atitude – morte. Mas Deus 13
  14. 14. demonstra para o homem que ele não aprovou seu ato, mas continua o amando, sem, porémamar o seu pecado. Promete um Salvador (15) e prepara vestes (túnicas) para eles de peles deanimais (21). Não podemos afirmar com certeza que este fato seja uma referencia ao primeirosacrifício, mas nos direciona a pensar que a morte dos animais e o vestir do casal remetem àsubstituição e justificação – o acontecimento pode ilustrar a justificação pela morte substitutivados animais no lugar do casal e o vestir simbolizando a justificação recebida. Daí em diante as Escrituras nos direcionam a idéia de substituição pelo sacrifício de umanimal. Um animal é inocente por não ter pecado (embora não tenha consciência) e podesubstituir o pecador sofrendo a pena da morte em seu lugar, ou seja, para o pecador não morrero animal morre no seu lugar e este é beneficiado pelo sacrifício. Dá-se o nome de expiação aosacrifício substitutivo, pois o sangue é derramado para cobrir a transgressão. Em Gênesis capítulo 22 vemos na história do oferecimento de Isaque outra referência amorte substitutiva, pois quando Abraão é isento de sacrificar seu filho pela ordem divina, eleolha para trás e vê um carneiro preso pelos chifres nos arbustos e pega-o e sacrifica-o no lugarde Isaque. Em Êxodo capítulo 12, onde lemos que é instituída a páscoa, observa-se que a últimapraga trata-se da morte dos filhos primogênitos dos incrédulos e para que aqueles que eramcrédulos não perdessem seus filhos primogênitos também era necessário imolar um cordeiro oucabrito de um ano sem defeito. Este sacrifício foi substitutivo, pois, a morte do cordeirosubstituía a morte do filho primogênito. Com a construção do tabernáculo e a oficialização do sacerdócio foi estabelecido pelopróprio Deus que para haver perdão de pecados era necessário que houvesse uma mortesubstitutiva. O relato da instituição das leis sacrificiais está em Levítico do capitulo 1 a 7, e emespecial sobre a expiação do capitulo 6.24 à 7.10. No capitulo 16 é instituída a festa anual da expiação que consistia na morte de umnovilho para expiação do pecado do sacerdote e sua casa, e em seguida na morte de um bodepara expiação do pecado do povo, cujo sangue era levado para dentro do véu no lugarSantíssimo (Santo dos Santos), onde estava a presença do Deus Altíssimo. Tudo isto demonstra que o pecado só pode ser expiado com o derramamento de sangue(Lv 17.11). E sem derramamento de sangue não há remissão de pecado (Hb 9.22). O sistema sacrifical do Antigo pacto apresentava certas dificuldades para sanarcompletamente o homem dos males do pecado. Vemos que os sacrifícios de animais eramaceitos por Deus concernente a cobrir o pecado, ou seja, Deus perdoava o pecado cometido, maso individuo que pecava continuava com a mesma índole, pois sua natureza não era mudada epor isso ele facilmente reincidiria na prática do mesmo pecado (Hb 10.1-4). Outro problema era que estes sacrifícios não perdoam qualquer tipo de pecado. Pecadoscomo adultério era punido com a morte (Lv 20.10), Bestialismo ( Lv 20.15), homossexualismo(Lv 20.13), por desobedecer a regra da guarda do sábado (Nm 15.32-36). Mais outro problema era quando houvesse um deslize e o individuo morresse antes dechegar ao lugar escolhido para apresentar o sacrifício, pois ele tinha de apresentar-se perante osacerdote no altar que ficava em Jerusalém para que este fizesse o sacrifício expiatório para operdão ser concedido ao pecador. Você pode perguntar onde está o problema? Se este individuomorasse longe, por exemplo, e na viajem até o templo ele morresse no meio do caminho, semhaver oferecido o sacrifício expiatório o que aconteceria como ele? Morreria sem perdão, o queresulta em receber a segunda morte! Em outras palavras, você que mora no Brasil para receberperdão segundo os rituais do antigo testamento deveria ir até o Oriente médio, em Jerusalém, no 14
  15. 15. templo para oferecer o sacrifício e receber o perdão dos pecados, e se porventura no meio docaminho você morresse sem chegar ate lá, a sua condenação era certa. Como já não bastasse esses três probleminhas (que na verdade são bem grandes), aindaexistia um terceiro. Mesmo depois de receber o perdão após o sacrifício, se o cidadãorescindisse e cometesse outro erro cinco minutos depois, esse erro (pecado) precisava serremovido por outro sacrifício. Isto significa que todas às vezes que o individuo pecar énecessário fazer um novo sacrifício para receber o perdão. Qual difícil era o caminho para a presença de Deus! Em suma era necessário um sacrifício melhor. Esse sacrifício melhor que fazemosreferencia deveria cobrir qualquer tipo de pecado e remove-lo, transformando a natureza dopecador, libertando-o do domínio que o pecado exerce sobre sua vida. Sendo melhor deveriatambém ser um sacrifício que valesse em qualquer parte do mundo. E por fim, um sacrifício quepudesse estar disponível ao pecador a qualquer momento para lhe conceder perdão, sem quetomasse o tempo que em certos casos poderia interferir em sua salvação. “Daí a necessidade de um sacrifício perfeito.” 15
  16. 16. O sacrifício melhor seria:  Aquele que mudasse o coração (natureza) do ser humano.  Aquele que perdoasse qualquer tipo de pecado.  Aquele que concedesse perdão em qualquer lugar do mundo.  Aquele que não tivesse tempo de validade, ou seja, valesse agora, daqui a um minuto, uma hora, um dia, um mês, um ano, mil anos, milhares de anos e etc. Mas onde achar este sacrifício? Quem pôde idealizar um sacrifício assim? A respostaobvia é o Deus todo-poderoso. E é ai que entra em cena o Salvador do mundo: ―JESUSCRISTO O FILHO DE DEUS‖. Quando João Batista olha para Jesus e diz em João 1.29: ―Eis aqui o Cordeiro de Deus,que tira o pecado do mundo‖, ele está pensando na morte substitutiva ou expiatória, que no casode Jesus, por sua perfeição não seria apenas dada a uma nação, mas a todo o Universo dehomens tanto daquela época quanto do futuro. Jesus Cristo o Deus-homem, santo, sem mácula, se qualifica por sua perfeição para ser osacrifico expiatório que Deus aceitou com prazer para remover os pecados da humanidade. Quando o Senhor Jesus é entregue a prisão e sentenciado à morte, cumprisse a profeciado resgate da humanidade feita em Gn 3.15, pois ao subir a cruz, Ele substitui a humanidade. Ao morrer nos lemos que o véu do templo que separava o lugar santo do santíssimo érasgado de alto a baixo (Mt 27.51; Mc 15.38; Lc 23.45), este fato nos mostra que o caminho queera dificílimo para chegar perto Deus, agora em Cristo seria facilitado pelo o novo caminho quea fé em Jesus iria proporcionar. Antes somente o sacerdote da descendência de Aarão podiatranspassar o véu com sangue alheio (de animais) para pedir perdão por si e pelo povo de Israel,agora em Cristo o caminho foi aberto para que não somente Israel receba o perdão, mas quetodos os homens o recebam este mesmo perdão sem distinção de nacionalidade. Agora todahumanidade precisa do homem Jesus para ser seu mediador entre Deus (1 Tm 2.05), que étambém o Sacerdote Eterno pela ordem de Melquisedeque e é também a propiciação pelospecados (1 Jo 2.2). Jesus assume o papel mais importante para salvação da humanidade, ele se torna tudoaquilo que é necessário para restaurar a todos a perfeição e comunhão para com Deus: vitima eo réu, o sacrifício e o sacerdote, a oferta e o ofertante, o único Mediador entre Deus e oshomens. Seu sacrifício sendo perfeito é realizado uma única vez (Hb 9. 22-28; 10.12) e serve parao perdão dos pecados de toda humanidade (1 Jo 2.2), tendo como requisito para o receber a fé(Rm 5.1,2; Gl 2.16;3.26; Ef 2.8; 1 Pe 1.5). Este sacrifício diferentemente dos sacrifícios deanimais age na natureza do pecador fazendo ela mudar, então o homem deixa de ser dominadopelo pecado porque é liberto (Jo 8.32), recebe o novo nascimento e passa a ser filho por adoção(Jo 1.12, Gl 4.5) e assim acontece o milagre do retorno—retorno para os braços de Deus. Osacrifício perfeito de Jesus tem um valor permanente na vida de quem o recebe pela fé, pois essehomem perdoado e reintegrado a comunhão de Deus pode até vacilar e errar involuntariamente,e assim requerer o perdão sempre que necessitar, pois o sacrifício de Jesus foi realizado uma veze não possui rotulo de validade, seu valor realmente é eterno. Não importa se estamos no Brasil 16
  17. 17. ou no Japão, ou até mesmo na Antártica ou na Lua, esse sacrifício atravessa as fronteiras dospaíses e abençoa a todos, qualquer um em sua pátria, cidade, bairro ou casa pode receber operdão dos pecados. O sacrifício de Jesus Cristo é aquele sacrifício melhor que fiz referência a pouco,pois:  Ele muda o coração (natureza) do ser humano;  Ele perdoa qualquer tipo de pecado1;  Ele perdoa o pecado dos homens em qualquer lugar do mundo;  Ele não tem tempo de validade, ou seja, realmente seu valor é atual e se estende para daqui a um minuto, uma hora, um dia, um mês, um ano, mil anos, milhares de anos e etc. “ATENÇÃO” O sacrifício de Cristo só se torna nulo na vida daquele que o rejeita.1 Com exceção apenas da blasfêmia contra o Espírito Santo que caracteriza uma rejeição voluntaria econsciente da autoridade do Espírito ao operar milagres seguido de ofensa segundo o texto de Mc 3.29; Mt 12.32;Lc 12.10, isto, significa que para ser considerada blasfêmia a pessoa que a fizer deve conhecer as escrituras e oporque desta não ter perdão está relacionado ao fato do Espírito Santo ser aquele que convence o mundo do pecado( Jo 16.8), se porventura Ele se afasta fica necessariamente impossível alguém se arrepender. 17
  18. 18. Argumento contra a morte substitutiva de Cristo. Os opositores da morte substitutiva de Jesus Cristo usam o argumento bíblico de Dt 5.17que nos indica que Deus não aceita sacrifícios humanos e por isto discordam daquilo que é àbase do Cristianismo em relação ao perdão dos pecados da humanidade. Porque Deus não aceitava sacrifícios humanos? Simplesmente porque toda a humanidade é imperfeita devido ao pecado de Adão (Rm3.23; 5.19; Sl 14.1-3; Gl 3.22), e o principio da morte substitutiva era que o inocente animal(que não possuía pecado) levava os pecados do ofensor o substituindo. Realmente Deus não poderia receber um sacrifício humano devido sua imperfeição, masno caso do Senhor Jesus a lógica da imperfeição humana é quebrada, pois ele não HERDOU OPECADO ORIGINAL DE ADÃO E TAMBÉM NUNCA COMETEU PECADODURANTE SUA VIDA e na sua boca não houve engano (1 Pe 2.21,22; 1 Jo 3.5), o que foireconhecido até pelo descrente Pilatos que o chamou de justo (Mt 27.24), o que também o fez ocenturião que observava a sua crucificação (Lc 23.47). A perfeição (Hb 9.26) de Cristo o qualificou para substituir a humanidade levando sobresi as iniquidades (Is 53.11), sendo um sacrifício único (Hb 9.26-28; 10.12, 14) proporcionando aremissão dos pecados (Hb 10.18) e sendo ele mesmo o sacerdote, pela sua ressurreição eascensão ao céu pode interceder eternamente junto a Deus pelos pecadores (Hb 7.22-28)concedendo eterna salvação aos que obedecem à palavra de Deus (Hb 5.9). 18
  19. 19. JESUS, A TRÍPLICE FUNÇÃO E SUA MESSIANIDADE. Por que Jesus é sacerdote? A melhor síntese do significado sacerdotal e que demonstra este ministério de JesusCristo está no livro de aos Hebreus. E é essencial que aquele que quer aprender sobre quemeram e o que faziam os sacerdotes leia os livros de Números capitulo 3 sobre a escolha deAarão, Êxodo capítulos 35-40 sobre o que era o tabernáculo, o livro de Levítico que é o manualde uso do tabernáculo e o livro de Hebreus que fala sobre o sacerdócio de Cristo. Quem criou a função sacerdotal foi o próprio Deus e a oficializou em Aarão (Nm 3, Ex28. 1-3). Aarão foi constituído por Deus como sumo sacerdote e foi designado aos deveres dooficio sacerdotal. Sua missão era representar o povo diante de Deus. Lembramos que ninguém podia ocupar o cargo de sumo sacerdote só porque desejava.Havia a necessidade de ter o chamado de Deus e a devida Unção para este trabalho, da mesmaforma como Deus escolheu Aarão. O sacerdote intercedia a favor dos pecadores com sacrifícios cruentos a Deus, queperdoava o pecado. Esses sacrifícios inicialmente eram oferecidos no tabernáculo que era um templo móvelque mais tarde foi substituído pelo templo que foi construído por Salomão (1 Reis 7 e 8), mas ossacerdotes continuaram sendo os descendentes de Aarão. A idéia fundamental de sacerdote é a de um mediador entre o homem e Deus. O sacerdote interpõe-se entre o homem e Deus, ao contrario do profeta, que se colocaentre Deus e o homem. O supremo sacerdote judaico é simplesmente um homem como qualquer outro, porem éescolhido por Deus para falar por todos os outros homens naquilo que eles tem a tratar com Ele. Ele apresentava as ofertas deles a Deus e oferecia o sangue dos animais que eramsacrificados para cobrir os pecados do povo e os seus próprios também. E por ser homem, podetratar com bondade os outros homens, embora estes sejam insensatos e ignorantes, pois eletambém está rodeado das mesmas tentações e compreende muito bem o problema deles. O sacerdócio atestava a vida pecadora do homem, a santidade de Deus e, porconseqüência, a necessidade de certas condições para que o pecador pudesse aproximar-se deDeus. O homem devia ir a Deus por meio de um sacrifício e estar perto de Deus pelaintercessão. No antigo pacto quem fazia está função eram os descendentes de Aarão, que eram datribo de Levi e conseqüentemente levitas. Jesus era descendente de Aarão? Não. Jesus era descendente de Davi, da tribo de Judá (Hb 7.14). Mas como ele foi ser sacerdote? Jesus não exerceu a função sacerdotal no templo em Jerusalém, mas no tabernáculosuperior ao terreno (Hb 9.11,23) que está nos céus. Na morte de Jesus vemos o sacrifício único (Hb 10.12) que nos substitui e removenossos pecados (Hb 9.28) e que este sacrifício é apresentado por Ele mesmo, porque depois desua ressurreição e ascensão aos céus Ele se torna sacerdote eterno pela ordem de Melquisedeque(Hb 6.20; 7.21). Sendo nosso único mediador (1 Tm 2.5) possui um sacerdócio eterno (Hb 7. 24,25)diante de nosso Deus, e assim se estabelece à nova aliança que substitui a anterior, pois émelhor (Hb 7.22). Melhor porque este seu sacrifício aperfeiçoou os que crêem nele (Hb 10.14). 19
  20. 20. Por que Jesus é profeta? ―Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhaspalavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar‖ (Dt 18.18) Um profeta tinha a função de se colocar entre Deus e o homem, ou seja, era enviado afalar em seu nome. ―O profeta no Antigo Testamento exorta em nome de Deus‖. ―Repreendia em nome de Deus‖. ―Consolava em nome de Deus‖. ―Separava e ungia reis e profetas em nome de Deus‖. ―Aplicava juízos em nome de Deus‖. O profeta Moisés possuía uma tríplice função: era profeta (fala em nome de Deus), erasacerdote (era mediador entre o homem e Deus) e era um juiz (presidia sobre o povo de Deus).Após Moisés somente Samuel assumiu esta tríplice função os demais eram porta-vozes dasmensagens divinas. Deus levantou inúmeros profetas a Israel para os direcionar, mas nenhum que seenquadrasse na profecia de Dt 18.18, e quando a Moisés foi dirigida a voz divina dizendo queiria levantar um profeta semelhante a ele, estava revelando a autoridade que foi outorgada aMoisés e que seria também dada a outro profeta. Moisés foi o libertador do povo de Israel daescravidão Egípcia. O profeta que Deus predisse que enviária para guiar o povo foi Jesus (At 3.20-26) quetambém libertou o povo de Israel, porém não unicamente a Israel, mas também os outros povos.Não de um domínio imposto por uma nação, mas do domínio que o pecado exercia sobre todosos homens (Jo 8.32). Qual foi a mensagem que o profeta Jesus trouxe em nome de Deus? A mensagem consiste em acreditar em Deus e em Jesus, pois a vida eterna esta aoalcance de todos pelas boas novas de salvação que é doada gratuitamente a aquele que crê. Aspalavras de Jesus exprimem isto: ―E a vida eterna é está: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a JesusCristo, a quem enviaste‖ (Jo 17.3). ―E disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgissedentre os mortos; e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados,a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas‖ (Lc 24. 46-48). Jesus é o profeta (porta-voz) de Deus concernente a revelação da Salvação a todos oshomens. 20
  21. 21. Jesus é um Juiz no sentido do Antigo Testamento e rei. Jesus pode ser considerado como um juiz no sentido do Antigo Testamento, pois,também preside sobre o povo, porém em amplitude maior, na verdade a palavra que definemelhor a função que o Senhor Jesus tem sobre toda a humanidade é a de ―REI!‖. Os juizes doantigo testamento presidiam sobre apenas Israel e eram constituídos por Deus e eramrepresentes deste, pois até então o governo em Israel era Teocrático, ou seja, Deus é quempresidia sobre o povo na figura dos seus juizes. Depois por uma má escolha eles decidiram serpresididos por um rei como as demais nações rejeitando a Teocracia pela monarquia e por issoreceberam como rei a Saul e em seguida seu sucessor Davi que é o ancestral de Jesus. Vemosque na monarquia Israel teve reis tementes a Deus e também reis incrédulos que fizeram o povose afastar de Deus e receberem juízo divino sobre seus atos. A monarquia visa em si osinteresses das famílias que estão sobre o domínio do povo e em seguida os interesses deste,todavia o reinado de Jesus não é monárquico, pois Ele mesmo é Deus (Jo 1.1) concluímos que oreinado de Jesus é diferente de todos os reinados anteriores, pois é Teocrático e nãomonárquico. Jesus não herdou somente o trono de Davi no sentido de ser rei apenas de Israel,mas o reinado mundial e universal, pois Ele é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (1 Tm 6.15;Ap 19.16). Jesus é um Rei que tem domínio muito maior do que qualquer outro homem jamais teve,pois Ele é rei sobre:  O Universo (Jo 1.3; Cl 1.16).  Os anjos (Mt 13.41; 24.31; Hb 1.4,7; 1 Pe 3.22).  Satanás (Jó 1.12; 2.6; Ap 20.2,10).  Os anjos Caídos (Mc 5.2-10; Lc 8.27-31; Pe 2.4; Ap 20.12,15).  Israel (Mt 27.37; Lc 19.38; Jo 1.49; 12.13; 19.19).  Todas as nações (1 Tm 6.15; Ap 19.16).  E seu reino é o único que não se acabará (Dn 7.14,27). Jesus é a revelação máxima da vontade divina para o homem englobando a tríplicefunção de rei, sacerdote e profeta. Ele governa. Ele é mediador entre os homens e Deus. E por isso intercede a favor de todos que nElecrêem. Ele fala em nome de Deus aos homens. Em Jesus cumprisse a vontade divina para com toda a humanidade que tem o privilegiode servir a Deus para sempre. Pela revelação da salvação dada por intermédio de Jesus e por tudo que Ele é estamosseguros. 21
  22. 22. Porque Jesus é o Messias? Jesus é chamado de o Cristo. A palavra grega Christos que tem o mesmo valor dapalavra Messias que vem do Hebraico Mashiach que significa o Ungido, o Escolhido. O Messias era esperado pelo povo de Israel para estabelecer o reino de Israel sobre osdemais e guia-los em toda à vontade de Deus. Ao passar dos anos essa esperança se tornou cadavez mais crescente devido às ocupações que Israel sofreu por diversas nações (Ex. Egito,Assíria, Babilônia, Medo-Persas, Gregos, Romanos) aspirando à vinda do libertador à moda dorei Davi, ou seja, um grande Rei e Guerreiro. Até hoje os judeus não cristãos esperam a chegada desse messias e rejeitam que Jesustenha sido o Ungido de Deus, pois não estabeleceu uma revolução armada para colocar Israelem uma posição de proeminência entre as nações, estabelecendo um reino intercontinental eimperialista. Para os judeus da época (ao falar de judeus o destaque cabe a classe dominantedeste período) não foi só por esse motivo que o rejeitaram, mas por temerem perder suasposições de honra na nação que foi conferida pelos Romanos (Jo 11.48) e também por causa dainveja que eles sentiam de Jesus (Mt 27.18; Mc 15.10). Vemos que a ganância e a invejaendureceram os seus corações de tal maneira que mesmo depois de saberem que Jesus haviaressuscitado devido ao depoimento dos guardas que estavam no sepulcro, procuraram subornara estes e persuadi-los a mentir dizendo que os discípulos haviam roubado o corpo (Mt 28.11-15). Qual a evidência que Jesus é o Messias? O Messias seria descendente de Davi. ―Quando teus dias se cumprirem, e descansares com teus pais, então farei levantardepois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificaráuma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei porpai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e comacoites de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei deSaul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para semprediante de ti; teu trono será estabelecido para sempre‖. 1 Samuel 7.12-16 (grifo meu) ―Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Esteserá grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seupai. Ele reinará para sempre sobre à casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim‖. Lucas1.31,32 (grifo meu) O Messias nasceria na cidade de Belém, cidade pertencente àTribo de Judá. ―E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de time sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os diasda Eternidade‖. Miquéias 5.2 22
  23. 23. ―Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes...‖ Mateus 2.1Profecias sobre seu advento:Gn 3.15; Dt18.15; Is 55.5, Dn 2.44; Zc 3.8.Designações messiânicas de Jesus e suas referencias:  O amém. Ap 3.14  Palavra de Deus. Ap 19.13  Cabeça do Corpo (igreja). Cl  Pastor. Mt 26.31; Jo 10.1-21 1.18  Paz. Ef 2.14  Cordeiro Jo 1.19-36; Ap 5.6.  Príncipe. Dn 9.25; At 5.31  Descendente da mulher. Gn  Príncipe da paz. Is 9.6 3.15  Príncipe dos reis da terra  O esposo. Jo 3.29  Plenitude de Deus. Cl 2.9  O que batiza com Espírito  Primeiro e último. Ap 1.17 Santo. Jo 1.33  Primícia. 1 Co 15.20  O que dá testemunho de si  Primogênito. Cl 1.15; Hb 1.6 mesmo. Jo 8.18  Primogênito dos mortos. Ap  O que havia de vir. Mt 11.3 1.5  Emanuel. Mt 1.23  Profeta. Dt 18.18; Jo 1.21;  Escolhido de Deus. Lc 9.35; At 7.37 Hb 1.9  Rei de Jerusalém. Zc 9.9; Mt  Estrela de Jacó, rei de Israel. 21.5; 25.34 Nm 24.17  Rei dos Reis. Ap 19.16  Governante (guia, rei) de  Rocha espiritual. 1 Co 10.4 Israel Mq 5.1-2.  Santo. Lc 1.35  Fiel e verdadeiro. Ap 19.11  Santo de Deus. Jo 6.69  Filho. Mt 2.15  Esperança e glória. Co 1.27  Filho de Davi. Mt 9.27  Sinal. Lc 2.34  Filho de Deus Lc 1.35  Senhor. Lc 1.43; Cl 3.24  Filho do Deus Altíssimo. Lc  Senhor dos Senhores. Ap 1.35 19.16  Filho do Deus bendito Mc  Servo. Is 42; 49; 50.4-11; 14.61 52.13-53.12  Filho do homem. Mt 24.27  Sumo sacerdote. Hb 9.11  Filho do pai 2 Jo 3  Sumo sacerdote segundo a  Imagem visível de Deus. Cl ordem de Melquisedeque. Hb 1.15 6.20  Libertador. Is 59.20. Rm  Testemunha fiel. Ap 1.5 11.26-27.  Varão (homem) aprovado  Mestre e filho de Deus. Jo por Deus. At 2.22 1.49  Vida. Cl 3.3-4.  Palavra. Jo 1.1 23
  24. 24. Os Milagres de Jesus o Cristo Os milagres que Jesus operou evidenciam claramente que Ele recebeu autoridade divina.Há alguns que alegam que os milagres efetuados por Jesus são manifestações de sua divindade,todavia, vemos milagres sendo realizados por personagens anteriores ao advento de Cristo nahistória humana, tais como Moises, Josué, Elias, Eliseu sem atribuir a nenhum delesprerrogativas divinas atestando somente sua escolha e autoridade conferidas por Deus. E nãopodemos esquecer que depois da ascensão de Jesus os discípulos continuaram a anunciar oevangelho operando milagres e prodígios (Mc 16.20; Hb 2.3,4). Assim, olharemos os milagres que Cristo operou com a perspectiva de revestimento deautoridade dada por Deus para exercer seu ministério terreno que estava fundamentado na plenadependência de Deus mediante a ação do divino Espírito Santo. Quando colocamos em pauta a dependência da ação do Espírito Santo estamos deixandoclaro a inércia dos atributos divinos em Jesus Homem. Faz-se necessário saber que Jesus não eraum fantoche, ou seja, não estava fingindo ser homem em todos os aspectos possíveis, mas comonós participou da carne e do sangue e suas limitações (Hb 2.17; 1 Jo 1.1). [pode-se conferir issono capitulo Jesus homem verdadeiro] É necessário termos em mente que o enviado de Deus precisaria possuir testemunho quecredibiliza-se seu ministério diante do povo. Assim podemos ver Jesus recebendo testemunhode João Batista (Jo 1.29-34) que é a ―voz do clama no deserto‖ ou o que prepararia o caminhopara manifestação do Messias (Lucas 7.27). Também vemos o Senhor recebendo o testemunhodo Pai e do Espírito Santo no momento do Batismo (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21-22) e pelasobras que nenhum outro havia feito até então (Jo 15.24). Mesmo depois de João o batizador ter visto o Espírito Santo descer em forma de pombae ouvir a voz de Deus testificar sobre Jesus, uma fagulha de dúvida se apoderou de seu coraçãofazendo-o enviar dois discípulos ao Mestre (Mateus 11.01-06 e Lucas 7.18-23) e perguntar seJesus era mesmo o enviado de Deus (o Messias), e vemos que Jesus não diz diretamente ―eu souo enviado de Deus‖, mas as escrituras dizem que ele operou sinais e maravilhas na frente dosdois discípulos recomendando que eles testificassem o que viram a João, sabendo que o quefizera falaria mais alto do que uma simples resposta afirmativa. Da mesma maneira os judeusem Jo 10. 24, 25, o rodearam e lhe perguntaram: ―Até quando terás a nossa alma suspensa? Setu és o Cristo, dize-nos abertamente. E Jesus disse-lhes: “As obras que eu faço, em nome demeu Pai, essas testificam de mim”. Uma outra resposta seria: “Os milagres que eu opero sãoas palavras que vocês precisam ouvir acerca de minha Messianidade”. A operação demilagres testificava a autenticidade do ministério de Jesus, pois antes dele, haviam acontecidomilagres no ministérios dos profetas já mencionados, mas não como no ministério de Jesus. Jo15.24: “Se eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito...”, e issodeveria ser colocado na balança, ou seja, todos que viam o que Jesus fazia deveriam notar queestava além de tudo que havia acontecido no passado e no presente, e isto, era a evidência queDeus o enviara. Jesus disse para Felipe : ―Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim: crede-me, aomenos, por causa das mesmas obras‖ (Jo 14.11). Assim vemos que os sinais testificavam daMessianidade de Jesus e isso foi compreendido por Nicodemos que falou: ―Rabi, bem sabemosque és Mestre, vindo de Deus: porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus nãofor com ele‖ (Jo 3.02). Nicodemos era príncipe e Mestre em Israel e ao fazer esta afirmaçãoestava fazendo uma analise critica e evidencial do que já havia sido escrito acerca dos antigos 24
  25. 25. profetas que foram chamados por Deus. Um exemplo singular disto é quando Deus comissionouMoisés para libertar Israel da escravidão egípcia e foi lhe dirigida à ordem e ele falou a seguintefrase: ―Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, por que dirão: O Senhor nãote apareceu”. Com isto Moisés afirma que o simples testemunho de seus lábios não trariacrédito em seu favor, em outras palavras ele disse: eu preciso mais do que palavras para quecreiam em mim! E Deus confere a ele o sinal da vara que se torna serpente e da mão que setorna leprosa e um sinal extra que é a água que se torna em sangue (Ex 4.1-9). E a afirmaçãodivina é que: “E acontecerá que, se eles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeirosinal, crerão a voz do derradeiro sinal;” (Ex 4.8). Assim vemos que Deus credenciou oministério de Moisés também com operação de sinais miraculosos descritos nos livros de Êxodoe Números começando por estes primeiros sinais que evidenciavam que ele era o enviado deDeus para libertar o povo de Israel da escravidão. O enviado de Deus é credenciado a operar maravilhas para que acreditem em suaspalavras, e isto esta presente em todo o ministério do Senhor Jesus. E podemos classificar comoimpressionante o fato de que além das maravilhas serem operadas por Jesus, o seu nome“concedia” e “concede” a aqueles que o pronunciam a mesma virtude (Lc 9.49; 10:19; Mc16.17,18), distinguindo-o de todos os outros profetas que operaram sinais antes dele, pois, nuncaensinaram a outros realizarem os mesmos sinais ou outros maiores do que haviam feito em seupróprio nome! Jesus, porém disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê emmim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu voupara meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai sejaglorificado no Filho” (Jo 14.12,13). Podemos ver o Apostolo João no capitulo 20.30 reafirmando o que Jesus disse em 15.24.―Jesus, pois operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estãoescritos neste livro‖; juntamente com o capitulo 21.25 que diz: ―Há, porém, ainda muitas outrascoisas (sinais, maravilhas e etc) que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido quenem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém‖. E no versículo31 do capitulo 20 afirma a que propósito foi escrito o evangelho de João, e por que não dizer detodos os escritos sagrados: ―Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, oFilho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome‖. Assim concluímos que realmente os milagres que Jesus operou testificam que Ele foicredenciado por Deus para ser o ―Messias esperado‖ e o que as Escrituras previam sobre oMessias se cumpriram nEle. 25
  26. 26. Os vários milagres realizados por Jesus nos evangelhos estãocolocados nesta pequena tabela abaixo: Estão aqui os quatro evangelhos e a descrição dos milagres MATEUS MARCOS LUCAS JOÃO DESCRIÇÃO 2:1-11 Água transformada em vinho. 4:46 O filho do nobre é curado. 4:30 Jesus escapa da multidão. 5:06 Pesca maravilhosa. 1:23 4:33 O espírito imundo é expulso.8:14 1:30 4:38 A sogra de Pedro é curada.8:16 1:32 4:40 Doentes são curados.8:02 1:40 5:12 Um leproso é curado.9:02 2:03 5:18 Um coxo é curado 5:09 Um homem enfermo é curado.12:09 3:01 6:06 A mão seca é restaurada.12:15 3:10 Doentes são curados. 7:11 O filho da viúva é ressuscitado.8:05 7:01 O servo do centurião é curado.12:22 O demônio é expulso do cego mudo.8:23 4:35 8:22 A tempestade é cessada8:28 5:01 8:26 Demônios expulsos entram nos porcos.9:18-23 5:22-35 8:40-49 A filha de um líder é ressuscitada.9:20 5:25 8:43 A mulher com hemorragia é curada.9:27 Cegos são curados.9:32 Demônio é expulso do surdo- mudo.14:13 6:30 9:10 6:01 Cinco mil são alimentados.14:25 6:48 6:19 Jesus anda sobre a água.14:36 6:56 Doentes são curados em Genesaré.15:21 7:24 Filha de um gentio é curada. 7:31 Um surdo-mudo é curado.15:32 8:01 Quatro mil são alimentados17:01-08 9:02-08 9:28-36 Transfiguração de Jesus.17:24 A moeda na boca do peixe. 9:01 A cura do cego de nascença. 11:14 Um surdo mudo endemoninhado é curado. 26
  27. 27. 13:11 A mulher enferma é curada. 14:01-04 O homem hidrópico é curado. 11:43 Lázaro é ressuscitado. 17:11 Dez leprosos são purificados.20:30 10:46 18:35 Dois cegos são curados.21:18 11:12 A figueira seca. 22:51 Orelha do servo é restaurada.28 16:01-08 24 20 Jesus ressuscita dos mortos.28:01-07 Um anjo rola a pedra e anuncia a ressurreição.28:05-08 16:05-07 24:04-08 Um anjo aparece no tumulo. 20:11-13 Anjos aparecem a Maria. 16:09 20:14-17 Jesus aparece a Maria Madalena.28:09,10 Jesus aparece para mulheres. 16:14-18 24:36-48 20:26-31 Jesus aparece para os onze. 21:01-25 Jesus aparece para sete. 21:06 Pesca milagrosa.28:16-20 16:15-18 Jesus aparece aos apóstolos 24:51 Jesus é elevado aos céus. 27
  28. 28. A superioridade de Jesus é evidenciada. Jesus é superior ao patriarca Abraão. ―Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraãoexistisse, EU SOU‖ Jo 8.58 Abraão é o patriarca, ou pai da nação de Israel, pois é o ancestral que recebeu apromessa divina de formar uma nação que seria como a areia da praia em quantidade. EmAbraão vemos o inicio de Israel e a grande honra que ele tem por este motivo entre seusdescendentes, porém Jesus é maior que ele. Jesus é maior que Abraão por existir antes delecomo descrevemos no versículo acima e por que sendo Deus fez a promessa e o seucumprimento acontecer. Jesus é superior ao Sábado. ―O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;de sorte que o Filho do homem é senhor também do sábado.‖ Mc 2.27,28. O sábado é um sinal entre Deus e o povo de Israel (Ex 31.16,17), um dia especial para opovo descansar e adorar. O sábado foi criado para impor limites ao povo Israelita concernente a ganância eexploração. O sábado foi criado não para impor servidão ao povo Israelita, mas para servi-lo. Nestedia além de descansar todos tinham a oportunidade de dedicar mais tempo a buscarentendimento sobre a lei e adorar o Senhor. Para aqueles que não são Israelitas porque não descendem carnalmente de Abraão, masforam chamados pelo evangelho para pertencerem a Igreja de Deus, o sinal entre Deus e a Igrejaé o próprio Senhor Jesus. Porque é o próprio Senhor Jesus e não o Sábado? Porque quem criou o sábado foi o próprio Senhor Jesus, pois Ele é Deus (Jo 1.1) e Elemesmo se declara Senhor do sábado (Mc 2.28) e maior é aquele que cria do a coisa criada (Hb3.3) e não existe na nova aliança nenhuma especificação ou ordem direta para guarda deste dia. Não estou querendo dizer com isso que Jesus não guardava o sábado. Jesus era umisraelita e sendo um israelita ele obedecia a lei, porém, após sua morte e ascensão econsequentemente o estabelecimento da nova dispensação, vemos que o novo testamento nãoadotou como mandamento um dia especifico semanal para ser observado como o era no antigotestamento que influenciava a vida do povo até mesmo com a pena capital (Ex 31.14; Nm15.32-36). Isto quer dizer que se alguém quer insistir em que o sábado é necessário parasalvação no novo testamento tem que concordar que a quebra de sua observância leva oindividuo a morte segundo os versículos nesse parágrafo citados. O fato dos discípulos de Jesus não observarem o sábado ou qualquer outro dia dedescanso semanal não os elimina da igreja como ocorria com o israelita no antigo pacto (Ex31.14). 28
  29. 29. O sábado não possui valor salvivifico como algumas poucas denominações cristãsquerem afirmar, pois quem salva o homem é o poder purificador do sangue de Jesus (Rm 5.9; Ef1.17; Ap 1.5). A igreja não adora a Deus somente num dia da semana, mas todos os dias. Como a igreja não recebeu especificamente uma ordem para guardar um dia semanal dedescanso semelhante ao antigo pacto, ela pode em qualquer hora e dia da semana exercer suatarefa de evangelizar o mundo. Gostaria de lembrar que nos dias de descanso de trabalho material (lavouras, comércios,firmas e etc) os irmãos e irmãs trabalham para Jesus na evangelização, e isto quer dizer que eles: Podem e até andam mais de novecentos metros2. Carregam instrumentos, aparelhos de som, vídeo e etc para realizar cultos, palestras,convenções, eventos e etc. (O ato de carregar objetos era caracterizado como trabalho e quebra da observância dodia de descanso no antigo pacto. Ex 20.10). Usam água, luz, gás, telefonia e outros meios de comunicação. (Existem pessoas que estão trabalhando para fornecer água, luz, gás, telefone,comunicação e etc e no antigo pacto era proibido usufruir serviços no dias de descanso até depessoas que não pertenciam ao povo de Israel. Ex 20.10, 35.3). Jesus é superior ao rei Davi. ―Mas Jesus lhes perguntou: Como podem dizer que o Cristo é filho de Davi? Visto comoo próprio Davi afirma no livro de Salmos: Disso o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minhadireita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Assim, pois, Davi lhe chamaSenhor, e como pode ser ele seu filho?‖ Lc 20.41-44. O rei Davi é tido por todo povo judeu como o maior rei que Israel já teve e em seureinado Israel foi projetado como a nação mais forte de sua época. Davi é a referência máximasobre o modelo de rei que o povo israelita deseja ter devido sua bravura e poder de liderança.Davi foi um homem que serviu a Deus, porém, teve algumas falhas que estão descritas nasescrituras. Seu envolvimento com uma mulher casada (adultério) e sua estratégia para matar seumarido (homicídio), mostram seu lado humano (quero exprimir o sentido de homem falho epecador) que declara que ele era um pecador comum como todos os outros e que era carente dasmisericórdias divinas. Jesus, porém nunca cometeu adultério ou qualquer relação sexual ilícita (fornicação) ouhomicídio e etc., ele sempre teve uma conduta perfeita aqui na terra e isto, testifica a seu favor,demonstrando sua superioridade sobre Davi, que ao ter uma revelação divina acerca do adventode Jesus Cristo escreve o salmo messiânico chamando o de meu Senhor (Sl 110.1). 2 Algo que no antigo pacto era proibido, pois andar mais que novecentos metros que era àdistância que os rabis permitiam aos judeus caminhar no sábado era proibido. Esta distancia limite aparentementefoi calculada em Ex 16.19, interpretada a luz de Nm 35.5. Jesus é superior ao sábado: informação retirada da bíbliaanotada. Editora Mundo Cristão. página 1359. nota sobre o versículo 12 do capitulo 1 de atos dos apóstolos. 29
  30. 30. Jesus é superior ao rei Salomão. ―...E eis aqui está quem é maior do que Salomão‖. Mt 12.42 Salomão teve o privilegio te ter um reinado de paz, seu próprio nome significa pacifico,embora em sua velhice ele abandonou o Senhor e passou por turbulências. Em sua época ele foio homem mais sábio e rico que existiu e é uma referência até nos dias atuais na fantasiadaqueles que gostariam de terem riquezas e glórias. Sua conduta foi boa durante alguns anos,porém, não perseverou em seguir a Deus e virou um idolatra em sua velhice. Enquanto homem Jesus não teve riquezas como Salomão, mas nem por isso, deixou deseguir a Deus, mesmo sendo tentado pelo diabo que lhe oferecia a glória do mundo e suasriquezas rejeitou-as e respondeu que somente adoraria ao Deus verdadeiro (Mt. 4) e suasabedoria é infinitamente maior que a de Salomão, pois, Ele mesmo é a fonte da sabedoria. Jesus é superior ao profeta Jonas. ―...E eis aqui está quem é maior do que Jonas‖. Mt 12.41 Jonas é dentro do Antigo Testamento o único profeta que foi enviado a trazer umamensagem de juízo a outra nação, sendo desobediente e prevendo que Deus não iria destruir acidade de Nínive caso ela se arrependesse. Apesar de contrariar sua própria vontade suapregação de juízo fez com que pelo menos aquela geração que estava em Nínive sobrevivesse adestruição divina. Jesus é superior a Jonas, pois, voluntariamente antes da fundação do mundo já havidodisposto vir salvar os homens. A sua missão não reservou salvação somente para uma cidade,mas para todas cidades da terra e esta mesma salvação transcende o tempo, pois, vendo salvadogerações desde de que começou a ser anunciada. Jesus é superior ao profeta Moisés. ―Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quantomaior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu‖. Hb 3.3 Moisés é tido como o maior profeta que Israel já teve, pois, por seu intermédio Deus oslibertou da escravidão no Egito e entregou a lei. Moisés marca o inicio da herança escrita dolegado de Deus para com seu povo, porém, falhou ao ferir a rocha em Meribá em vez de apenasfalar a ela para jorrar água para saciar a sede do povo (Nm 20.1-13). Jesus é superior a Moisés porque nunca demonstrou falta de fé e foi obediente até amorte e morte de Cruz (Fp 2.8) e acima disto, sua superioridade vem descrita em Hb 3.3, pois, aprópria chamada de Moisés não foi realizada involuntariamente a vontade Jesus, mas Elepróprio foi quem o escolheu para realizar a redenção de Israel. 30
  31. 31. Jesus é superior a João Batista. ―No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus,que tira o pecado do mundo! É este a favor de quem eu disse: Após mim vem um varão que tema primazia, porque já existia antes de mim.‖ Jo 1.29,30 João Batista é o último profeta no estilo do Antigo Testamento (Mt 11.11) e é oescolhido de Deus para manifestar ao mundo o Messias (Jo 1.21) e o seu ministério é baseadoem anunciar o advento daquele que é maior do ele, assim, o próprio testemunho de João testificaque Jesus é superior a ele (Jo 1.26,27) e suas palavras em Jo 3.30 são notáveis e devem sertomadas como exemplo para todos: ―Convém que ele cresça e que eu diminua‖. Jesus é superior a todos os profetas. ―Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais pelosprofetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas,pelo qual também fez o universo.‖ Hb 1.1,2 Todos os profetas foram emissários de Deus para trazer exortação, repreensão,consolação e tornar clara à vontade de Deus para o seu povo e em seus ministérios exercerem oque sua chamada propunha anunciando também o advento do profeta maior: ―Jesus o Cristo‖.Nenhum profeta fez referência a si mesmo, porém, todos apontavam para o advento do Messias,assim podemos ver pelo testemunho dos profetas testificar a superioridade de Jesus que foi autordas profecias por ser Deus verdadeiro e por cumpri-las em sua vida terrena. Jesus é superior aos sacrifícios de animais. ―Nãopor meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou noSanto dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.‖ Hb 9.12 Como lemos no capitulo entendendo a morte substitutiva o sacrifício do Senhor Jesus ésuperior aos dos animais porque concede aos que são purificados mudança de naturezajuntamente com o perdão sem o limite temporal e geográfico3.3 temporal no sentido de não possuir rótulo de validade e geográfico por valer em todos os lugares que o serhumano vivo pode estar (ver capitulo sobre morte substitutiva). 31
  32. 32. Jesus é superior ao sacerdócio levítico. ―Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseadoo povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote,segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?‖ Hb7.11 Como lemos no capitulo entendendo a morte substitutiva o sacerdócio levítico quefundamentava sua existência nos atos sacrificiais e esbarrava na imperfeição de tais atos (estoufazendo a mesma referência do tópico acima e a ideia exposta no capitulo entendendo a mortesubstitutiva que mencionada que os sacrifícios demonstravam dificuldades para atingir seu alvo―purificação completa do pecador‖) foi substituído pelo sacerdócio de Jesus que segue a ordemde Melquisedeque e que faz tudo o que este não pode fazer, demonstrando assim suasuperioridade. Jesus é superior aos Anjos. ―Tendo-se tornado tão superior aos anjos, quanto herdou mais excelente nome do queeles‖ Hb 1.4 Em pé de igualdade com os homens, os anjos são seres criados e devem obedecer aocriador. Jesus é o Deus todo-poderoso e os anjos estão sujeitos a sua ordem e sua superioridadeé incontestável. Jesus é superior a qualquer apóstolo. ―Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme oSenhor concedeu a cada um.‖ 1 Co 3.5 Os apóstolos são apenas discípulos comissionados pelo Senhor Jesus para anunciaremsua mensagem. Não existiriam apóstolos se não houvesse o mestre que lhes chamou e outorgouo direito de anunciarem sua mensagem, assim, podemos dizer que por mais feitos que qualquerapóstolo tenha feito, ele só pode realiza-lo porque foi escolhido e comissionado. Jesus é superior a Maria que foi escolhida por Deus para ogerar. ―Porquanto há um só Deus e um só Mediador, entre Deus e homens, Cristo Jesus,homem,‖ 1 Tm 2.5 Maria foi escolhida para ser mãe de Jesus o homem, porém, Jesus Deus verdadeiro naeternidade não possuiu mãe, pois, diferentemente de Maria sempre existiu. Maria teve pai e mãe 32
  33. 33. como todos os homens comuns e herdou de Adão o estigma do pecado, diferentemente de Jesusque teve Maria como sua mãe, porém, não teve pai humano porque foi gerado pelo EspíritoSanto. Maria morreu e ainda não ressuscitou, mas está esperando a ressurreição como todos osjustos que morreram sendo salvos em Jesus. Jesus é superior a Maria porque ela é uma simples mulher e foi uma pecadora quetambém precisou ser perdoada pelo sacrifício de Jesus. Maria não é mencionada fora dos evangelhos em nenhuma epístola ao contrário de Jesusque é o cerne de todas as cartas do Novo Testamento. Toda intenção de adoração a Maria é um ato pecaminoso que contraria até mesmo aspróprias palavras que ela usou para demonstrar que todos devem fazer: ―Fazei tudo o que ele(Jesus) disser‖. E a verdade maior que Jesus expressou sobre a salvação é que Ele é:―Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o (singular) caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Paisenão por mim‖ Jo 14.6 Jesus é superior a todos os homens. ―Antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhançade homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obedienteaté à morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nomeque está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terrae debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para gloria de Deus Pai.‖Fp 2.7-11. Sem Jesus os homens não podem chegar a ser salvos e mesmo que os homens façamboas obras, tenham muito dinheiro, todos estão debaixo do jugo do pecado. ―Todos os homenspecaram e estão separados de Deus (Rm 3.23)‖ e precisam das misericórdias de Deus e dasalvação que está em Jesus Cristo. A superioridade de Jesus em relação a todos os homens o possibilitou realizar a obra daexpiação e ser nosso exemplo a ser seguido. Jesus é superior a todas as religiões que existem. ―Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim.‖ Jo 14.6 Deus conhecendo a fragilidade do homem e que seus esforços para voltar-se a Eleestavam apenas o levando para mais longe, decidiu por um ato da sua soberana vontade fazeraquilo que o homem não podia fazer e assim a história da cruz foi formulada e concretizada parao bem estar de toda humanidade. Toda religião é uma clara tentativa do homem em voltar-se para Deus com seus própriosméritos, porém, o Cristianismo (Jesus) é o próprio Deus se movendo em direção do homemoferecendo a maneira correta para este conseguir obter sua comunhão. A salvação vem pelo Cristianismo, por isso, Jesus é superior a qualquer religião. 33
  34. 34. Jesus o Deus-homem = homem-Divino. Antes de falarmos sobre o assunto da humanidade e deidade de Jesus Cristoseparadamente é necessário voltar nossos olhos para todos os homens em Adão, pois, a situaçãodeles nos leva a verdade bíblica que todos são pecadores (Rm 3.23) e que devem morrereternamente por seu estado pecaminoso (Rm 6.23). Nenhum homem poderia reverter essasituação, somente Deus seria capaz de restaurar o elo entre a humanidade e a divindade.Segundo a profecia de Gn 3.15 um descendente da mulher iria esmagar a serpente e destruir odomínio do pecado sobre o mundo, mas como algum dos filhos caídos de Adão poderia fazeristo? Antes de Jesus nenhum homem poderia vencer o domínio do pecado, porém ao lermos otexto de Gn 3.15 notamos que somente um homem verdadeiro poderia destruir o poder daserpente e do pecado e também devemos entender que este homem não poderia ser dominadopor estes dois terríveis inimigos, assim podemos concluir que este homem de quem estamosfalando deveria ser alguém especial, diferente dos demais homens no quesito de perfeição, ouseja, sem pecado algum. Além de perfeito e sem pecado, este precisa ter condições deaperfeiçoar seus semelhantes—a humanidade, mas como um homem comum poderia realizar talfeito? Um homem comum ainda que perfeito não teria a capacidade de atribuir perfeição aosseus semelhantes, ainda que fosse bem intencionado, somente quem pode aperfeiçoar oupurificar o ser criado é quem o criou! Afirmação simples e lógica. Com isto, chegamos àconclusão que somente Deus pode intervir na história da humanidade e traze-la de volta para si,destruindo o poder do pecado e o purificando cada homem. Por isso: Jesus precisa ser humano para ser o representante de nossa raça que se entregavoluntariamente em sacrifício para pagar o resgate que era necessário para anular o pecado,cumprindo a profecia de Gn 3.15. Jesus precisa ser Deus verdadeiro para transmitir a perfeição conquistada pelo sacrifíciovoluntário de si mesmo na cruz At 20.28. Durante toda a história da igreja o fato do Senhor Jesus ser ao mesmo tempo homem eser Deus gerou várias controvérsias. As duas naturezas em um só ser foi e é algo para todosmisterioso, pois, humanamente falando é impossível de ser explicada. Acredito particularmenteque fora da esfera da fé no ato miraculoso da encarnação do verbo não podemos arranhar umaresposta satisfatória para explicar o fato de Cristo ser homem e ser Deus, por isso, a exemplo docredo de Nicéia que ao estabelecer o conceito da fé cristã deixou intocável este milagre e receitoclaramente que a fé é a única maneira consistente de o explicarmos e assim reafirmo o mesmo:―Jesus é o Deus-homem e homem-Divino!‖ Sem descartar o já afirmado nos tópicos a seguir venho expor a divindade e humanidadede Cristo. 34
  35. 35. Porque Jesus inteiramente Divino? Jesus é inteiramente Deus. Essa afirmação tem levantado durante toda história do cristianismo polêmicas e váriascontrovérsias, pois o cerne da questão é entender como Deus sendo infinito pode ter sidocontido num simples e finito corpo humano. Uma questão realmente insolúvel para uma mente totalmente racional e incrédula. A encarnação do verbo está ligada à manifestação de um milagre e milagre não se podeexplicar, por que a partir do momento que alguém conseguir explicar a ocorrência de ummilagre, este com certeza deixará de ser milagre. Como explicar a criação do Universo? Muitas são as tentativas racionais de explica-la,todavia caem no beco da dúvida não podendo ser provadas de maneira nenhuma ao chegarem nasimples pergunta ―Como se iniciou tudo?‖, ou ―Como surgiu a primeira molécula?‖, ou ainda―Do nada pode surgir alguma coisa?‖. A explicação da fé, embora, seja uma teoria para muitos é a mais coerente, pois afirmaque o principio de tudo surgiu em Deus. Mas como ele fez isso? Alguém viu? Ele criou o Universo pelo ato de sua soberana vontade, fazendo tudo surgir pelo seupoder e de sua essência, duma forma que não sabemos detalhar ou explicar e por isso atribuímosa esse fato o nome de milagre. Concluímos com isso que sem o auxilio da fé e daquilo que está revelado na Palavra deDeus nunca se entenderá a encarnação do Filho de Deus. A Bíblia diz que Jesus sendo Deus se esvaziou para tomar forma de homem (Fp 2.7). Oque isso significa? Significa que Jesus deixou inertes seus atributos impessoais (onipotência,onisciência, onipresença) para encarnar, porém não deixou de ser Deus (Hb 13.8). Talvez amaior pergunta deva ser como alguém que andou aqui na terra, comeu, se cansou, falou, atémesmo morreu e enquanto entre homens estava não era onipotência, onisciência, onipresençapode ser Deus? Este acontecimento se assemelha a criação de tudo, será que alguém poderiaafirmar como esta ocorreu com detalhes? Nem com detalhes e nem de uma maneira superficial,pois a dimensão da criação e sua grandeza estão além da compreensão humana e a magnitude daencarnação do verbo divino está na dimensão superior de entendimento que o homem não podealcançar nos dias atuais e talvez nem no mundo vindouro que Cristo irá implantar estealcançará. Diferentemente de todo homem Jesus afirmou que sempre existiu (Jo 8.58) e antes demorrer, ressuscitar e ser glorificado orou a Deus pedindo que fosse restaurado e voltasse a ter amesma glória que possuía antes de sua encarnação e antes que houvesse o mundo (Jo 17.5). Elecriou todas as coisas (Cl 1.16; Jo 1.3) e sustenta todas as coisas (Cl 1.17). João nos explica a Divindade e a encarnação de Jesus e colabora de uma forma singularpara elucidar as dúvidas sobre estes importantes pontos do cristianismo: ―No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus‖. São João01.01. O evangelho de João coloca-se numa perspectiva cósmica ao iniciar-se semelhantementecomo no capítulo primeiro de Gênesis do A.T. enxerindo a palavra principio, destacando aposição de Jesus na Eternidade insondável: ―Principio e Fim, Primeiro e Último, letra A e Z,Alfa e Omega‖. 35
  36. 36. Em foco podemos ver a palavra que está em destaque como sujeito desta oração:“verbo” ou simplesmente “palavra”; mas o que significa exatamente esse verbo ou essapalavra neste contexto? Uma pergunta que aparentemente é simples. A resposta seria que apalavra é a junção de vogais e consoantes formando silabas e estas unidas dão vida aos sinaisgráficos ou sonoros? Na verdade para entendermos isto, precisamos do auxilio da língua grega. A palavraverbo é a tradução de uma palavra singular: “Logos”. Bom, agora para continuarmoscaminhando rumo ao esclarecimento deste versículo e seu contexto, temos de pedir auxilio areligião grega. Os gregos acreditavam que o homem por ser feito de matéria era mau, em si, amatéria era toda má. Os homens podiam se comunicar apenas com os semi-deuses (da uniãoentre humanos e deuses surgia os semi-deuses. Ex. Hercules) e também com os deuses comoZeus, Era, Cronos e etc, que não eram totalmente bons ou maus, estes deuses seriam inferiores,pois se comunicavam com a matéria má. Alem destes estava o Deus que não pode ser tocado oualcançado pelo ser humano: ―O LOGOS‖. Inacessível, desconhecido e totalmente alheio a todahumanidade. “LOGOS” Barreira intransponível aos homens Deuses Semi-deuses Humanidade João inicia seu evangelho falando do Deus inacessível que todos os gregos já ouviramfalar antes, e não somente os gregos, mas de certa maneira todo império romano, pois, Roma erao comando militar e político de então, todavia, a cultura grega exercia há muito tempo odomínio intelectual e cultural, que não podia ser desfeito pelo poder bélico de nenhuma nação.Até o dia de hoje a cultura, filosofia e até a religião grega exerce sua influência sobre o mundo.O ditado popular: ―Você está falando grego!?‖- não está longe de ser uma realidade, poispalavras como ginecologia, Cosmos, Cronologia, geográfica e outras mais, são de origem grega. Perplexos, felizes, excitados, indiferentes, interessados, incrédulos... Podem serexpressões bem próximas daqueles que tinham influência grega sob suas vidas ao começarem aler este evangelho. João inicia falando do Deus que estava distanciado do ser humano por suapureza, mas que resolve tomar a forma insignificante de homem, vindo com isso, socorrer amatéria má, fazendo assim parte da história dela! Inconcebível? Inacreditável? Estupendo! João quebra sem piedade todo o misticismo dareligião grega. Deus não somente pode se comunicar com o homem, como agora Ele temencarnado para estar conosco: junto da nossa realidade, da nossa fraqueza, das nossasdificuldades, da nossa natureza, podendo ser chamado então de Emanuel: ―Deus Conosco‖. João fala do principio e a seguir coloca o seguinte: ―O verbo estava com Deus...‖- Umapessoa distinta de Deus em sua personalidade, mas pertencente à unidade composta da trindadeque possui a mesma essência divina, sendo a segunda pessoa da Trindade (1 João 05.07). 36
  37. 37. E acrescenta: ―O verbo era Deus...‖ – O Logos—Jesus é o inicio de tudo e já existiaantes de encarnar e assumir sua forma de humilhação sendo homem verdadeiro e Deusverdadeiro... ―O Verbo era... antes de sua encarnação, diferentemente de todo o homem comumele já existia sendo Deus‖. Ele é Deus e criou todas as coisas: ―Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nadado que foi feito se fez‖. Jo 1.03 E ainda digo mais: ―Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens‖. Ele não somentecriou todas as coisas, mas ainda as sustenta pelo seu infinito poder! Jo 1:04 Este mesmo Logos que você dizem ter ouvido falar, que estudam sobre ele, mas nãopodem chegar perto dele. Esse mesmo encarnou: ―E o verbo (Logos) se fez carne, e habitouentre nós...‖ e se isso não bastasse eu e outros conversamos com ele, apalpamo-lo, caminhamosao seu lado, aprendemos de sua própria boca, e fiquem sabendo que esse negócio de a matériaser má, não é verdade, pois ele continua sendo santo, irrepreensível, verdadeiro... Saibam quenós o vimos: ―e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e deverdade‖. Jo 1.14. E a graça que é a manifestação do amor divino, que coloca a disposição do homem umaponte para este chegar ao Deus inacessível foi estabelecida por este Logos: ―A graça e a verdadevieram por JESUS CRISTO‖. Jo 1.17 Jesus o Logos Divino tira o pecado do mundo. Nele a barreira que torna o alcance aDeus impossível é removida: ―Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo‖.Jo 1.29 Quero que entendam que o Logos—Jesus tem autoridade para realizar muitos sinaisentre os homens: Ele transforma água em vinho (Jo 2); curou o filho de o filho de um chefe denossa nação (Jo 4.43-54); também curou um homem que à trinta e oito anos estava paralítico (Jo5.1-15); multiplicou Paes para cinco mil homens sem contar as mulheres e crianças (Jo 6.1-15);andou sobre as águas do mar como se fosse terra seca (Jo 6.16-21); Ele fez enxergar um cego denascença (Jo 9.1-41); ressuscitou um homem chamado Lazaro que estava morto há quatro dias(Jo 11.1-45) João tinha muito a dizer em seu evangelho e colocou de uma maneira maravilhosaexpressando qual era à vontade de Deus para todos. Podemos ver Jesus falando sobre o homemnascer de novo no capitulo três, dizendo que a natureza pecaminosa do homem pode ser mudadapela ação do Espírito e da palavra de Deus, agora a regeneração era acessível a todos porintermédio dEle. O Logos—Jesus transforma a natureza má e pecaminosa do homem, fazendoque ele possa ser um novo homem que vive segundo a vontade de Deus. No capitulo quatro seu foco é ensinar que para adorar a Deus não bastava um lugargeográfico feito por mãos humanas, mas uma disposição que surgisse do fundo do ser no versoque diz: ―Crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e emverdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem;‖ Jo 4.21,23 No capitulo cinco ele se coloca em igualdade com o Pai dizendo: tudo o que o Pai faz ofilho também faz, o Pai ama o Filho, o Filho exercerá juízo sobre os homens, todos devemhonrar o Filho como honram o Pai. No capitulo seis todos podem se alimentar do pão da vida que Jesus é, pão comum saciaa fome por pouco tempo, mas o pão que desce do céu permite que aquele que o come viva porJesus eternamente. No capitulo sete ele diz a todos que é a água para saciar a todos os que tem sede. Sealguém quer conhecer a Deus e sua verdade tem que beber essa água. 37
  38. 38. No capitulo oito ele salva uma mulher que foi pega em adultério e foi trazida perante omestre sem a presença do adultero, numa tentativa de incriminar Jesus. Porém apresentado avida de cada um como um espelho todos os acusadores vão embora e a mulher recebe uma novachance. Em seguida Jesus inicia um novo discurso e diz que é a luz do mundo e reafirma suadivindade dizendo: que antes que Abraão existisse ―Eu Sou‖. No capitulo nove ele esclarece que alguns acontecimentos na vida do homem nãoprovem do pecado de seus pais ou dele mesmo, mas Deus permite para que a sua Glória sejamanifesta entre os homens. Os judeus não crêem na cura e acusam a Jesus e selam os seusdestinos por permanecerem em seus pecados não enxergando os sinais que Jesus fazia. No capitulo dez vemos Jesus demonstrar que ele é o acesso a Deus, o sumo Pastor dasovelhas e aquele que doa a vida por elas. No capitulo onze o Pastor vai até onde sua ovelha jazia morta e a levanta vivanovamente e declara que ele tem poder para dar vida, sendo ele mesmo a ressurreição e vidaeterna para todos os que crêem. No capitulo doze ele tem seus pés ungidos por Maria e é preparado antecipadamentepara seu sepultamento. Depois disto segue para Jerusalém e entra triunfalmente na cidade sendorecebido com grande festa pelo povo. Nos capítulos 13 a 17 Jesus lava os pés dos discípulos e prediz sua traição, começa adescrever as ultimas instruções antes de sua morte aos discípulos acerca de si e do consoladorque haveria de vir. Jesus claramente apresenta sua posição como mediador sacerdote esacrifício. Ora por seus discípulos e pede sua restauração, ou seja, à volta ao seu primeiro estadoquando estava na eternidade, declarando mais uma vez sua deidade. Nos capítulos 18 a 19 vemos sua traição, prisão e crucificação conforme tudo o que Ele eas profecias haviam predito. Ele voluntariamente se entrega para salvar a humanidade, mesmosem ter cometido erro algum. Nos últimos dois capítulos: 20 e 21. Vemos a vitória sobre a morte, a aparição a MariaMadalena e aos demais discípulos e o objetivo do livro ser escrito: ―Jesus, pois operou tambémem presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes,porem, foram escritos para que creias que Jesus é o cristo, o Filho de Deus, e para que crendo,tenhais vida em seu nome‖. Jo 20.30,31. Jesus é glorificado e torna a assumir sua posição eterna vestindo-se da glória que elehavia se despido para salvar a humanidade (Fp 2.7). Assim o livro de João se encerra colocando o Logos divino numa perspectiva acessívelaos que querem conhecer a verdade e poder ter vida eterna e comunhão com Deus que não estámais distante de nossa realidade, mas que viveu entre nós, morreu e ressuscitou e agora é onosso caminho de volta a perfeição de uma nova vida. 38

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