O empréstimo

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O empréstimo

  1. 1. Com base no conto do mesmo nome, do livro “Pontos e Contos”. pelo Espírito Irmão X. Nos conta assim o autor: Rosalino Perneta alcançara os círculos da morte, em falência integral. Extrema bancarrota. Perdera todas as ricas possibilidades que o Senhor lhe colocara nas mãos. Estava sozinho, sob o látego do remorso e do sofrimento. Por anos longos viveu assim o desventurado, chorando os dias perdidos e implorando a concessão de oportunidades novas. Os lustros sucediam-se uns aos outros, quando Sizínio, velho amigo espiritual, veio ao encontro dele, fazendo-se-lhe visível. Rosalino caiu- lhe aos pés, em soluços.
  2. 2. Meu abençoado amigo! Clamou em lágrimas, por que tamanha desdita? Vivo num inferno de sombras e padecimentos incríveis. Onde está Deus que se não compadece de minha miserabilidade? Sizínio contemplou-o, paternalmente, e observou: - Não, Perneta. Não te lastimes de semelhante modo. Antes de tudo, recorda os próprios erros e lava o coração nas águas do arrependimento. Não atendeste aos deveres humanos, não cultivaste o campo da espiritualidade enobrecida, mergulhaste a alma em verdadeiro banho de lodo. Que fazer, agora, senão suportar a reparação com paciência?
  3. 3. Tem confiança e solidifica os bons propósitos. O infeliz tentou enxugar o pranto copioso e, depois de outras considerações, alusivas ao passado, interrompidas pelas advertências frases consoladores do amigo espiritual, Rosalino terminou: Ah! Se eu pudesse voltar! Se eu pudesse renascer! E, fixando no benfeitor o olhar dorido, acentuava: Sizinio, meu grande irmão, não poderias obter-me a oportunidade nova? Auxilia-me, por piedade. Intensamente comovido, o interlocutor prometeu ajudá-lo no que tivesse ao seu alcance. E, com efeito, em breve Sizinio regressou à sombria furna, trazendo esperanças novas.
  4. 4. Rosalino recebeu-o, radiante. – Perneta, disse o amigo generoso, sabes que o aval é ato grave para quem lhe assume a responsabilidade. – Sei, sim, respondeu o mísero. E o benfeitor prosseguiu: - Não ignoras também que, por enquanto não tens direito a reclamação alguma. – Reconheço. – Desconsideraste as oportunidades divinas, menosprezaste a família, o trabalho, o corpo físico. (...) Desdobraram-se muitos anos, quando, um dia, o amigo dedicado se fez visível, novamente. – Sizinio! Sizinio! Gritou Perneta, em lágrimas dolorosas, ajuda-me! Compadece-te de mim! Estende-me as tuas mãos, nobre amigo! Perdoa-me e atende-me!
  5. 5. E, antes que o velho companheiro respondesse, desfiou o rosário das justificativas, das reclamações, dos remorsos e desculpas. Quando terminou, em soluços, o protetor fixou nele o olhar muito lúcido e asseverou: - Por enquanto, Rosalino, ainda não paguei todas as consequências do empréstimo que te foi concedido e do qual fui espontaneamente avalista. Tuas lágrimas, agora, não me sensibilizam tão fortemente o coração. Ofereci-te o suor que salva, mas preferiste o pranto que lamenta. Pede, pois, ao Senhor que te renove a esperança, porque, para voltar ao empréstimo contraído, é muito tarde, REFLEXÃO:
  6. 6. O homem evolui em conhecimento, em sabedoria e em amor, através do exercício da vida material. Em sua jornada terrena, ele experimenta as oportunidades que se apresentam e, usando o seu direito de escolha, traça seu próprio destino. Todos somos filhos do mesmo Pai; e a todos foram dadas as mesmas oportunidades de evolução, isto é, a vida e o direito de escolher o que viver e como viver. Tudo aquilo que pensamos possuir nos foi concedido por acréscimo de misericórdia pelo Pai compassivo, e por empréstimo, para que possamos fazer multiplicar os talentos conferidos.
  7. 7. Quando na matéria, prisioneiro de sensações e desejos, nem sempre conseguimos vislumbrar com clareza nossa natureza espiritual; libertos, porém, do corpo de carne, podemos entender melhor aquilo que somos e sentir as consequências diretas das ações e dos caminhos que nossa escolha voluntária nos levou a trilhar. Mais conscientes da nossa natureza espiritual, pedimos e imploramos ao Criador novas oportunidades para refazer, para reconstruir aquilo que não soubemos aproveitar. O amor do Pai sempre concede aos filhos que demonstram a sincera intenção de melhorar as chances para superação das dores e das aflições e, consequentemente, as condições para iluminação interior.
  8. 8. A aqueles que são mais renitentes, o Pai permite a experiência da dor e da aflição, afim de que o Espírito perceba melhor a conduta adequada para o exercício do amor. A todos, Deus concede e permite a ajuda de mentores e mensageiros espirituais mais evoluídos que nos intuem, nos consolam, e nos reforçam os sentimentos, impedindo-nos de cair novamente no erro e no desespero. Muitos deles, funcionam como verdadeiros avalistas para que, por empréstimo, nos sejam concedidas condições adequadas para superação de nossas fraquezas. Recebemos essa ajuda, não por mérito, mas por acréscimo de misericórdia, e por aval desses mentores espirituais.
  9. 9. Para aqueles que não compreendem o que fizeram de errado, a justiça de Deus se faz através da misericórdia, que permite ao homem refazer em suas experiências, revivendo-as no sentido de ampliarem o nível de percepção. Assim, a todas as criaturas compete viver as suas próprias experiências. E, como estamos longe da perfeição, essas experiências vão requerer sempre a misericórdia e a justiça do Pai. Neste planeta em que vivemos, mundo de provas e expiações, evoluímos através de experiências sucessivas, através de lições aprendidas em cada degrau da escalada espiritual, que nos levará à pureza. Mas se ainda não podemos ver a Deus, com certeza podemos sentí-lo.
  10. 10. Basta observarmos atentamente as coisas à nossa volta; os fenômenos naturais, os seres animados e inanimados, o Universo infinito, a renovação constante de todas as coisas, para senti-lo. Em todas essas coisas, existe uma forma melhor de senti-lo; é olhar para dentro de nós, para aquilo que somos, pensando com toda a nossa força: Deus está em mim e eu estou em Deus. São pensamentos como este que, se ainda não forem naturais em nós, devem ser exercitados, repetidos, até que o sentimento se transforme em força que gere esperança, e que nos impulsione em direção à evolução. Acredite! Sua vida vai mudar muito mais rápido do que possa pensar.
  11. 11. É nesse pensamento que vai residir toda a nossa força, toda a nossa determinação, toda a nossa vontade. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O evangelho Segundo o Espiritismo.

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